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	<title>Arquivos Amar - Akim Neto Psicólogo Clínico</title>
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		<title>Amar?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Sep 2014 10:41:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Estou com medo. Hum, do que? Daquele menino que estou saindo sabe? Ã&#8230; sei sim&#8230; Porque &#8220;ã sei..?&#8221; Porque será? Você sabe, não sabe? &#8230; eu to gostando dele&#8230; não queria&#8230; Porque? Porque eu já me fudi muito com isso! Nem me fale, eu sei bem disso&#8230; Então! Então o que? Qual o problema? Não &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2014/09/12/amar/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Amar?</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.akimpsicologo.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/09/coracao-partido.png"><img loading="lazy" class="alignnone  wp-image-2376" src="http://www.akimpsicologo.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/09/coracao-partido.png" alt="coracao-partido" width="226" height="184" /></a> <a href="http://www.akimpsicologo.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/09/images-17.jpg"><img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-2377" src="http://www.akimpsicologo.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/09/images-17.jpg" alt="images (17)" width="273" height="185" /></a></p>
<ul>
<li>Estou com medo.</p>
</li>
<li>
<p>Hum, do que?</p>
</li>
<li>
<p>Daquele menino que estou saindo sabe?</p>
</li>
<li>
<p>Ã&#8230; sei sim&#8230;</p>
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<li>
<p>Porque &#8220;ã sei..?&#8221;</p>
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<li>
<p>Porque será? Você sabe, não sabe?</p>
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<li>
<p>&#8230; eu to gostando dele&#8230; não queria&#8230;</p>
</li>
<li>
<p>Porque?</p>
</li>
<li>
<p>Porque eu já me fudi muito com isso!</p>
</li>
<li>
<p>Nem me fale, eu sei bem disso&#8230;</p>
</li>
<li>
<p>Então!</p>
</li>
<li>
<p>Então o que? Qual o problema? Não tá aqui inteira?</p>
</li>
<li>
<p>&#8230; Ai&#8230; sei lá&#8230;</p>
</li>
<li>
<p>Que tal ir lá e ver como vai ser&#8230; usar a tua terapia para te ajudar caso precise? Ao invés de ficar temendo uma pessoa que você foi à anos atrás?</p>
</li>
<li>
<p>Ai&#8230; tá&#8230; eu sei&#8230; não acho que estou gostando dele por acaso&#8230; acho que tá na hora de sair do casulo&#8230; mas me dá medo</p>
</li>
<li>
<p>Quem disse que não ia ter?</p>
</li>
<li>
<p>É&#8230; ninguém&#8230;</p>
</li>
</ul>
<p>&#8220;Amor é a ferida que só pode ser curada pelo mesmo bálsamo que causa a ferida&#8221;. Bill Moyers</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Amar é perigoso? Sim, é.</p>
<p>Acho importante começar este post sendo sincero. Amar não traz garantias de nada, não resolve nada, não cria nada. Amar é &#8211; como disse um poeta &#8211; simplesmente amar. Porque amar? As dores do amor são tão grandes, as decepções tão dolorosas e a insegurança que vivemos tão profunda que&#8230; para que amar? Várias pessoas já passaram pelo meu consultório com esta dúvida cruel que se torna insuportável quando a pessoa além de ter a dúvida ainda sente dentro dela&#8230; amor.</p>
<p>Em geral nos defendemos de amar com argumentos variados os quais, no entanto, se resumem no seguinte: dor e segurança. Trocando em miúdos: porque amar se posso me machucar? Porque amar se o amor do outro não é garantido?</p>
<p>A primeira ideia trabalha com a nossa noção de auto proteção, ou seja, o problema do amor é justamente que estou aberto à ele, sem defesas &#8211; ou, pelo menos, com menos defesas que o habitual. Ao estar aberto à amar, estou vulnerável e posso ser facilmente machucado. Este argumento traz, consigo a seguinte refutação: o problema é o afeto ou a relação que traz problemas consigo? Ou seja, o problema está no amor ou nas atitudes de uma ou outra pessoa? Em meu consultório sigo a ideia de que o problema não é o amor, mas sim o como amo.</p>
<p>É possível estar aberto e entregue e, ao mesmo tempo, sentir a dor de uma decepção, ser ferido e se curar. O &#8220;controle&#8221; está em nos ocuparmos de nós quando isso ocorre. O afeto do amor pode permanecer, mas a rotina da relação não. Isso é o que nos dói de fato. Aquilo que mais dói no final de uma história é a história que não poderemos mais contar. Assim sendo o afeto do amor não é, em si um problema, mas sim a &#8220;competência&#8221; com a qual entramos neste jogo.</p>
<p>O segundo pressuposto que fala da segurança trata da ideia de que ao se abrir a pessoa deseja receber algo em troca disso: a certeza de que será respeitada e &#8220;ressarcida&#8221; em sua entrega. O problema com esta ideia é que o amor e o amar não são uma relação de compra e venda na qual está pressuposto que o dar envolve um receber. O ato de amar não é um mercado. É um ato de entregar e quando entregamos, damos. Nos damos ao amor, nos entregamos ao amor e ao amar.</p>
<p>Novamente a questão da vulnerabilidade se instala e a pessoa busca esta segurança, esta compensação: &#8220;bem, já que eu fiz isso, pelo menos&#8230;&#8221; Mas não funciona assim, esta não é a regra do amar. Se o que você quer é segurança, faça um seguro, não ame. Segurança se confunde com certeza neste contexto e certezas é tudo o que o amar não oferece. Oferece sim muitas aventuras e oportunidades, muitas dúvidas e desafios, porém a ideia de conforto e segurança, num prazo longo matam a sensação de amar.</p>
<p>O problema desses argumentos em relação ao amor é que eles buscam no amor e no amar algo que este não tem à oferecer. Se ele não tem à oferecer, como pode-se buscar isso nele? É como ir numa pizzaria e querer comprar lá uma BMW, não tem isso lá. Mas então, como lidar com o desejo de amar, com o sentimento de amor. Porque amar, se amar é algo tão inseguro e tão complexo?</p>
<p>Bem&#8230; porque não?</p>
<p>Toda vez que entramos num jogo de futebol, por exemplo, sabemos que um ganha e o outro perde. Isso não nos impede de jogar. A questão fica assim: o amor não me dá o que eu achava que ele deveria dar&#8230; devo, então me afastar do amor? Não. Não necessariamente pelo menos. Quem sabe brincar com ele, jogar o jogo e aprender com ele algumas coisas?</p>
<p>A filosofia trágica trabalha com a noção de aceitação da vida. Tal como é. Não se deve negar o horror da vida ou tentar maquiá-lo para parecer mais palatável aos nossos sentidos. Não, a vida é isso: trágica, dura e horrível. O amor é duro, trágico e horrível também. A pergunta que coloco é: porque não amar mesmo sendo isso algo que pode nos machucar? Medo de se machucar? Mas a vida também oferece isso, então, não vamos viver? A pergunta sobre o amor é injusta à meu ver porque tentamos colocá-lo como algo que deveria atender às nossas pendengas afetivas, mas isso é muito mesquinho. Ele é o que é com todo o doce e todo o amargor.</p>
<p>O amor machuca? Sim. Porque amar então? Porque não? Porque não ir mesmo assim e afirmar esta realidade? Isso é o trágico: a afirmação daquilo que há. Tanto o doce e belo e prazeroso e extasiante quanto o horrível e destrutivo e nojento. Quanto mais dizemos &#8220;sim&#8221; a experiência do amor &#8211; seja ela qual for &#8211; mais podemos nos apaixonar por ele, mais podemos viver e aprender com ele tal como é, sem as nossas ilusões de como ele deveria ser e mais com a realidade do que ele é.</p>
<p>E é aí que temos em Coríntios que o amor nada sofre, não se ensoberbece e não conhece a dor. O amor é o amor a &#8220;outra coisa&#8221; é a experiência que temos das nossas relações. O amor é algo além disso, amar é algo além disso, mas é nesta experiência que conhecemos &#8211; por seremos humanos &#8211; a dor, a ganância, a soberba, mas o amor, em si é algo além porque ele engloba tudo isso, ele não é apenas uma coisa ou outra, mas sim todas elas.</p>
<p>Para nós, humanos, a maior proximidade que temos com isso é quando escolhemos o amor em nossas vidas. A escolha é o que nos tira da atenção que damos aos &#8220;sobes&#8221; e &#8220;desces&#8221; da roda da fortuna e nos coloca em contato com o centro dela. É o verdadeiro sentido do voto de casamento &#8220;na pobreza e na riqueza, na saúde e na doença eu escolho &#8220;você&#8221;. &#8220;Você&#8221; é o meu centro, quando optamos pelo amar e pelo amor nós o tornamos o centro de nossas vidas, nós nos conectamos com ele e daí sim, amamos.</p>
<p>Bem&#8230; é o que eu vivo&#8230;</p>
<p>Abraço</p>
<p>Visite nosso site: www.akimpsicologo.com.br</p>
<p>&nbsp;</p>
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