<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Ciência - Akim Neto Psicólogo Clínico</title>
	<atom:link href="https://akimneto.com.br/tag/ciencia/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://akimneto.com.br/tag/ciencia/</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Fri, 25 Mar 2022 17:54:31 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.0.9</generator>
<div class="fcbkbttn_buttons_block fcbkbttn_arhiv" id="fcbkbttn_left"><div class="fcbkbttn_like fcbkbttn_large_button"><fb:like href="https://akimneto.com.br/tag/ciencia/feed" action="like" colorscheme="light" layout="standard"  width="225px" size="large"></fb:like></div></div>	<item>
		<title>A cultura, a genética e a pessoa</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2017/06/16/a-cultura-a-genetica-e-a-pessoa/</link>
					<comments>https://akimneto.com.br/2017/06/16/a-cultura-a-genetica-e-a-pessoa/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Jun 2017 12:42:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[epistemologia]]></category>
		<category><![CDATA[Evolução]]></category>
		<category><![CDATA[livre arbítrio]]></category>
		<category><![CDATA[Mudança]]></category>
		<category><![CDATA[pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[Psicoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[Vida]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.akimpsicologo.com.br/blog/?p=6582</guid>

					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas Akim, isso não dá para mudar né? &#8211; Porque não? &#8211; Ah, é coisa de homem isso. &#8211; &#8220;Coisa de homem&#8221;? &#8211; Sim, sou homem e homem &#8220;caça&#8221; né? &#8211; Ah sim, claro. Homens &#8220;caçam&#8221;. &#8211; Então? &#8211; Bem, homens também se agridem quando não conseguem o que querem. Você mata as pessoas &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2017/06/16/a-cultura-a-genetica-e-a-pessoa/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">A cultura, a genética e a pessoa</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br/2017/06/16/a-cultura-a-genetica-e-a-pessoa/">A cultura, a genética e a pessoa</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br">Akim Neto Psicólogo Clínico</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas Akim, isso não dá para mudar né?</p>
<p>&#8211; Porque não?</p>
<p>&#8211; Ah, é coisa de homem isso.</p>
<p>&#8211; &#8220;Coisa de homem&#8221;?</p>
<p>&#8211; Sim, sou homem e homem &#8220;caça&#8221; né?</p>
<p>&#8211; Ah sim, claro. Homens &#8220;caçam&#8221;.</p>
<p>&#8211; Então?</p>
<p>&#8211; Bem, homens também se agridem quando não conseguem o que querem. Você mata as pessoas quando elas não compram seus produtos?</p>
<p>&#8211; Não né?</p>
<p>&#8211; Ué, porque? Se você &#8220;caça&#8221;, você também &#8220;mata&#8221; não é?</p>
<p>&#8211; Mas aí é diferente né?</p>
<p>&#8211; Porque? Se você está focando na questão de instinto, então vamos reduzir tudo à isso para falarmos das coisas da maneira certa.</p>
<p>&#8211; É, mas é que não é só isso né?</p>
<p>&#8211; Não, eu não creio que seja, mas você está usando desse argumento. Percebe como ele é capenga?</p>
<p>&#8211; Tá bem o que você quer me dizer é que não é só coisa de homem eu sair pegando um monte de mulher?</p>
<p>&#8211; Não, é coisa de galinha.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O que influencia mais: genética, cultura ou a própria pessoa? A pergunta pode parecer simples, mas a verdadeira resposta é muito complexa. E nesse momento, a verdade é uma: ninguém sabe direito.</p>
<p><span id="more-6582"></span></p>
<p>Posso parecer ousado em afirmar isso em meio à tantas revoltas e revoluções nas áreas culturais &#8220;provando&#8221; que determinados comportamentos &#8220;são&#8221; de origem cultural. Porém, que estuda as questões um pouco mais de perto entende que não é bem assim que a coisa funciona. Não sou tolo de afirmar que a cultura não influencia comportamentos, é óbvio que ela o faz, porém, o que de fato é a cultura?</p>
<p>A verdade que tenho visto até o momento é que com exceção de casos extremos em qualquer uma dessas áreas (genética, cultura e pessoa) ninguém consegue identificar, de fato, quanto de cada um desses elementos influencia (e/ou é influenciado) nossas vidas.</p>
<p>Já vi pesquisas que apontam que a inteligência é genética assim como um fator puramente cultural. Algumas afirmam ser puro condicionamento de comportamentos e alguns dizem sobre a questão da vontade de cada pessoa. Poucas são as pesquisas, no entanto, que buscam correlacionar fatores e tentar compreender como eles interagem para criar os fenômenos que desejamos estudar.</p>
<p>Acredito que é ingenuidade afirmar que tudo é cultural ou biológico ou fruto da vontade do indivíduo. Na verdade, toda esta discussão tem um viés filosófico sobre livre arbítrio ou determinismo. Encontrar os pontos de inflexão usando estes três elementos é, creio eu, o rumo mais acertado da ciência humana hoje. Negar quaisquer dessas influências é incorrer em um reducionismo que lembra os discursos modernistas já ultrapassados.</p>
<p>Eu, Akim, tenho pele de cor branca. Isso é genético, eu queimo mais fácil e rápido no sol. Nenhuma cultura vai mudar isso e nem mesmo a minha vontade. Logo, a questão é biológica, certo? Não. Porque a minha pele branca, no Brasil possui um significado. Quando vou para São Paulo, por exemplo, muitas pessoas falam em inglês comigo porque acham que sou estrangeiro. Logo, a minha pele é uma questão cultural, certo? Não. Porque muitas pessoas são brancas no Brasil nem todas, apesar da biologia e do significado que a pele branca possui reagem da mesma forma. Logo é uma questão do indivíduo não? Também não.</p>
<p>Este é o ponto. Tomei um exemplo &#8220;simples&#8221; que é a cor da pele. Neste exemplo já fica difícil compreender &#8220;a pele&#8221; em toda a sua extensão. Não há como negar nenhum dos argumentos e nem como olhar a cor da pele apenas por um deles. É necessário observar todos os pontos de vista. Cada um deles tem influencia maior ou menor dependendo do contexto no qual eles são inseridos. Se formos falar em mercado de trabalho, a questão cultural falará mais forte, em segundo lugar a pessoa e por fim a biológica. Já se formos falar em queimadura solar, o quadro se inverte.</p>
<p>Logo, não creio que o caminho seja &#8220;determinar&#8221; qual o fator que realmente importa, mas sim aprender a lidar com todos os fatores que são envolvidos no processo. Além disso é importante refletir sobre os contextos nos quais esses fatores aparecem. Creio nesta versão dos fatos como uma maneira de compreendermos fenômenos como inteligência, sexualidade, felicidade ou sucesso profissional com mais abrangência do que tentando reduzir tudo à uma esfera ou outra.</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br/2017/06/16/a-cultura-a-genetica-e-a-pessoa/">A cultura, a genética e a pessoa</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br">Akim Neto Psicólogo Clínico</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://akimneto.com.br/2017/06/16/a-cultura-a-genetica-e-a-pessoa/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Buscar a dúvida</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2014/09/29/buscar-a-duvida/</link>
					<comments>https://akimneto.com.br/2014/09/29/buscar-a-duvida/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Sep 2014 11:22:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Emoções]]></category>
		<category><![CDATA[Mistérios]]></category>
		<category><![CDATA[Mudança]]></category>
		<category><![CDATA[Necessidade de certezas]]></category>
		<category><![CDATA[Religião]]></category>
		<category><![CDATA[Vida]]></category>
		<category><![CDATA[Viver a vida]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.akimpsicologo.com.br/blog/?p=2442</guid>

					<description><![CDATA[<p>Eu preciso ter certeza disso. É&#8230; eu entendo que seria bom ter certeza Como que eu faço isso? Bem, até onde eu sei não há  como garantir se alguma empreitada vai, com 100% de certeza, dar certo. E como que eu faço? Que tal, ao invés de buscar a certeza, ir na dúvida? Como assim? &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2014/09/29/buscar-a-duvida/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Buscar a dúvida</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br/2014/09/29/buscar-a-duvida/">Buscar a dúvida</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br">Akim Neto Psicólogo Clínico</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.akimpsicologo.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/09/duvidas1-jpg.png"><img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-2443" src="http://www.akimpsicologo.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/09/duvidas1-jpg.png" alt="duvidas1.jpg" width="345" height="400" /></a></p>
<ul>
<li>Eu preciso ter certeza disso.</p>
</li>
<li>
<p>É&#8230; eu entendo que seria bom ter certeza</p>
</li>
<li>
<p>Como que eu faço isso?</p>
</li>
<li>
<p>Bem, até onde eu sei não há  como garantir se alguma empreitada vai, com 100% de certeza, dar certo.</p>
</li>
<li>
<p>E como que eu faço?</p>
</li>
<li>
<p>Que tal, ao invés de buscar a certeza, ir na dúvida?</p>
</li>
<li>
<p>Como assim?</p>
</li>
<li>
<p>Bem, a dúvida é algo que é sempre certo e mesmo que você tenha certeza agora, nada garante que você não vai tê-la depois.</p>
</li>
<li>
<p>Tipo pegar e ir&#8230; mesmo sem ter certeza?</p>
</li>
<li>
<p>É&#8230;</p>
</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p>A palavra &#8220;religião&#8221; significa &#8220;ligar de novo&#8221;. Ligar o ser humano à experiência de estar vivo, ao mistério e essência da vida. A religião, na verdade, ao invés de oferecer respostas, oferece perguntas e desafios, esta é a essência da experiência religiosa ou, melhor dizendo, o seu método através do qual a pessoa entra em contato com este mistério. Particularmente não estou falando aqui de instituições religiosas, mas sim da experiência religiosa.</p>
<p>Hoje perdemos o contato com esta faceta da vida que me parece ser a mais verdadeira de todas: o mistério. Nunca sabemos com certeza absoluta o que virá, estamos sempre sendo colocados frente à frente com novas ideias que desafiam a nossa perspectiva. É aquela frase que adoro: &#8220;quando temos as respostas a vida vem e muda as perguntas&#8221;. Participar deste processo, deste devir é, na minha opinião, o que nos conecta novamente à vida e esta seria a essência da religião. Aqui cabe uma ressalva também, pois quando falo &#8220;vida&#8221; não estou colocando-a como uma substância no sentido filosófico da palavra, uma coisa palpável e com personalidade própria, mas sim com uma experiência à qual acabamos dando o nome de vida.</p>
<p>O que isto tem a ver com a conversa acima? Que quanto mais a ciência tem avançado, mais as pessoas tem tido o desejo por um mundo de garantias e certezas. Muito embora um bom cientista &#8211; alguém que realmente estuda a ciência enquanto conjunto de saberes e métodos e enquanto um método de pensamento &#8211; saiba que a ciência não busca por dogmas, ela vive, também, na pergunta. Quando você dá um fecho à uma questão qualquer e diz &#8220;é isto e ponto final&#8221; a possibilidade de ciência morre, pois ela nasce do indagar-se sobre um fenômeno, de poder vê-lo sob mais de um prisma, criar e testas hipóteses e refazer os testes com mais recursos e então descobrir mais elementos ainda.</p>
<p>Qual o meu ponto? De que mesmo a ciência, ao contrário do que achamos pelo senso comum que ela é, nos incita à dúvida, ao mistério e não às garantias.</p>
<p>Aprender a viver sem garantias absolutas liberta o homem e torna sua vida mais rica. Isso se deve ao fato de que quando ele pensa que tudo pode ser 100% garantido ele também está se atribuindo um poder onipotente &#8211; o de conseguir realizar esta empreitada com 100% de certeza &#8211; só que ele não é onipotente. Este &#8220;detalhe&#8221; o deixa sempre confuso &#8211; porque não entende porque seus planos nunca saem 100% de acordo com o planejado &#8211; e cansado porque sempre tenta controlar tudo, algo que obviamente não consegue.</p>
<p>Ao libertar-se da ilusão de controlar tudo ele pode começar a se relacionar com o mundo e suas dúvidas e então entender que isso não é errado, pelo contrário, que este &#8220;não-saber&#8221; é o que, de fato, faz parte da vida. O estado de mistério tem mais a ver com o que poderíamos chamar aqui de nosso estado &#8220;natural&#8221; do que o estado de &#8220;dogma&#8221; (que é a certeza absoluta e inquestionável de algo). A experiência da existência não é feita de dogmas, mas sim de provas e desafios, passar por eles &#8211; de uma maneira ou de outra &#8211; é no que se traduz aquilo que chamamos de vida e o que eu gosto de chamar experiência de estar vivo.</p>
<p>Assim, ao invés de buscar as certezas, porque não aprender a incentivar as pessoas à buscarem pelas dúvidas? Como seria um mundo onde o compromisso não está em ter sempre a certeza absoluta sobre tudo, mas sim o compromisso de estar em contato com a realidade buscando sempre respostas e maneiras saudáveis de se relacionar com esta realidade? Porque ao invés de dizermos às pessoas &#8220;tenha certeza de que ele (a) gosta de você antes de assumir uma relação&#8221; não dizemos algo como &#8220;experiencie esta relação e perceba nesta experiência as possibilidades que ela mesma oferece, aprenda com ela enquanto ela está aí&#8221;?</p>
<p>Este tipo de experiência de se envolver novamente no mistério e encarar o não-saber não é para qualquer um. Sinto dizer, mas é necessário coragem, perspicácia e ousadia para enfrentar isso. É um mundo de riquezas e de perigos que não vai tratar você de acordo com a sua ética pessoal, mas sim de acordo com a natureza do próprio processo &#8211; a qual não sabemos exatamente qual é e provavelmente nunca saibamos. Assim o convite não é feito para os &#8220;fracos de coração&#8221;, apenas para os fortes que desejam este jogo. Os outros, no entanto, podem entender o seguinte: ninguém nasce &#8220;forte de coração&#8221;, isto se molda a partir da experiência. Logo embora não seja para qualquer um, qualquer um pode se tornar alguém capaz de entrar neste jogo.</p>
<p>Abraço</p>
<p>Visite nosso site: www.akimpsicologo.com.br</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br/2014/09/29/buscar-a-duvida/">Buscar a dúvida</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br">Akim Neto Psicólogo Clínico</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://akimneto.com.br/2014/09/29/buscar-a-duvida/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
