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	<title>Arquivos Discussão - Akim Neto Psicólogo Clínico</title>
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		<title>Concordância</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2015/12/02/concordancia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Dec 2015 18:41:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Concordar não é pre requisito para ajudar</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<li>Tá Akim, mas eu não concordo com ele.</li>
<li>Eu sei, mas e daí?</li>
<li>Como assim e daí? Eu não vou ajudar ele né?</li>
<li>Não sei&#8230; vai ou não?</li>
<li>Se eu não concordo&#8230;</li>
<li>Você ainda assim escolhe. Vai ajudar ou não?</li>
<li>Credo Akim&#8230; que pergunta&#8230;</li>
<li>Eu entendi que não tem concordância, mas a pergunta aqui é outra: ele está pedindo ajuda, você quer ajudar ou não?</li>
</ul>
<p>Ter a concrodância de alguém ou concordar com o ponto de vista de outra pessoa traz, em geral, uma sensação prazerosa de pertencimento. Mas será que concordar é fundamental para se relacionar?</p>
<p>Em primeiro lugar é importante notar que dizemos no cotidiano &#8220;concordo com você&#8221;. Esta expressão é inadequada porque não concordamos com o emissor de uma ideia, mas sim com a ideia em si. Quando dizemos que concordamos com a pessoa, queremos dizer que estamos concordando com o que ela é e não com o que pensa. Porém é estranho pensar nisso. Já refletir que concordamos com as ideias de uma pessoa faz mais sentido.</p>
<p>Isso é importante porque quando discordamos, também discordamos das ideias da pessoa e não dela enquanto um ser. Assim sendo, é possível discordar e manter uma relação. O ato da discordância ocorre no mundo das ideias, por assim dizer, enquanto que no mundo dos atos podemos agir de várias maneiras distintas.</p>
<p>É possível, então, discordar e agir em prol das ideias que a pessoa tem. Concordância não é pre requisito para cooperação. E nem para relação. O limite, que muitas vezes não pensamos em dar, é o de o ato não ser violento contra quem o faz. Ou seja, posso discordar de você e agir em prol daquilo que você está falando desde que este meu ato não seja ofensivo ou me prejudique.</p>
<p>Em geral o que as pessoas desejam é que o outro concorde com ela e siga seus passos. No entanto isso não é necessário. Talvez, inclusive, a concordância possa mascarar falta de intimidade. Concordar nas ideias pode ser uma maneira de estabelecer uma relação sem muita profundidade visto que não existe muitas diferenças e, portanto, poucos acertos e negociações.</p>
<p>Tenho visto que cada vez mais as pessoas sabem apenas se relacionar com pessoas que compartilham do mesmo ponto de vista que elas. Talvez isso se dê pelo fato de que cada vez mais temos vivido uma sociedade intolerante que precisa que todos pensem da mesma maneira para não ter discussões. No entanto, não está no ato de infringir o status quo, o conhecido, o germe de evolução? Uma sociedade com cada vez mais concordância não poderia se tornar uma sociedade cada vez mais pobre também?</p>
<p>Abraço</p>
<p>&nbsp;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Intolerância</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2015/11/13/intolerancia-2/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Nov 2015 09:54:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
		<category><![CDATA[Auto-estima]]></category>
		<category><![CDATA[Brigas]]></category>
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		<category><![CDATA[Minorias]]></category>
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		<category><![CDATA[Papel na relação]]></category>
		<category><![CDATA[Psicoterapia]]></category>
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		<category><![CDATA[Religião]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p> Este é o medo de todos na sociedade de consumo, diga-se de passagem: a saída derradeira e completa da prateleira de compra, mas não somos produtos, somos gente.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>(ELE) &#8211; Você não está me ouvindo!</p>
<p>(ELA)- Eu estou, você é que não está!</p>
<p>T &#8211; Ninguém está ouvindo ninguém. O que será que impede vocês de se ouvirem?</p>
<p>(ELE) &#8211; Eu não consigo aceitar a falta de respeito dela!</p>
<p>(ELA) &#8211; Eu&#8230;</p>
<p>T &#8211; Calma&#8230; agora deixe eu, pelo menos, ouvir. De que maneira ela te desrespeita?</p>
<p>(ELE) &#8211; Ela não atende meus pedidos, nunca quer sair só comigo, é sempre um amigo ou amiga!</p>
<p>T &#8211; Ok&#8230; Você se sente como nisso tudo?</p>
<p>(ELE) &#8211; Me sinto como se não valesse nada para ela.</p>
<p>T &#8211; E você gostaria de sentir-se como?</p>
<p>(ELE) &#8211; Como se ela gostasse de mim&#8230; se eu fosse importante!</p>
<p>T &#8211; Acredito que ela deseje algo muito próximo disso, estou errado?</p>
<p>(ELA) &#8211; Não, nem um pouco&#8230;</p>
<p>T &#8211; Mas também imagino que ele não saiba como fazer você sentir-se assim.</p>
<p>(ELA) &#8211; Sim.</p>
<p>T &#8211; Ok. Ambos tem desejos parecidos. Podemos brigar aqui e determinar culpados ou começar a criar as maneiras para ambos sentirem-se bem na relação, o que acham?</p>
<p>Vivemos em tempos difíceis. Vejo que, ultimamente, temos tido poucas pessoas de opinião no nosso país, mas muitas pessoas de polêmica. Divididos em lados antagônicos não conseguimos ter a base de uma discussão: concordar com o tema que está sendo discutido. Lançar polêmicas é algo bom num determinado momento, porém num segundo ela não é mais necessária, é hora de estruturar um pensamento e organizar o rumo de uma ação. Porém, isso me parece impossível quando a intolerância é a emoção que impulsiona as ações. A intolerância parece sondar todas as camadas da sociedade em todos os âmbitos possíveis. O que podermos fazer em relação à isso?</p>
<p>Vou partir de um pressuposto super simplista, brega e bobo, porém, um pressuposto que eu imagino que possa nos ajudar: quando as pessoas estão discutindo e brigando muito é por dois motivos: o primeiro porque não se escutam e o segundo porque ambas querem a mesma coisa (ou algo muito próximo), porém possuem critérios diferentes em relação ao como esta coisa é criada ou percebível. Piegas não? Talvez.</p>
<p>O fato é que quando dois lados estão tensos, este é o pior cenário possível para qualquer discussão (é só pensar numa DR com o conjugue). Assim, quando há tensão o que ambos os lados procuram é assegurar logo as suas necessidades. Aí começam as brigas e é aí que digo que ambos querem as mesmas coisas. Canso de ver, no consultório, casais brigando um dizendo para o outro: &#8220;me respeite&#8221;. Duas coisas são óbvias: os dois não se ouviram e os dois não sabem como fazer para dar e receber respeito um do outro.</p>
<p>Aí que precisamos inicialmente ouvir. Ouvir o que cada lado precisa dizer, os anseios e necessidades de cada um precisam estar claros à mesa. Além disso é importante &#8211; talvez mais importante ainda &#8211; compreender como a pessoa deseja que aquilo seja atendido. Ou seja: uma coisa é dizer que quer &#8220;respeito&#8221;, outra coisa é informar que &#8220;respeito&#8221; significa ouvir as reclamações que a pessoa tem do trabalho, não rir dos desejos dela e nem dos livros que gosta de ler. A segunda parte é o &#8220;como&#8221; ficaremos sabendo que o tal respeito foi atingido. A maior parte das pessoas, quando pergunto isso, não sabem como dizer ou então, tem critérios que são tão infantis que quando elas dizem o que querem e como querem terminam por se envergonhar.</p>
<p>Outro ponto é o seguinte: assegurar de que se deseja uma convivência. Temos um mundo que, cada vez mais, cria facções. Como isso tudo deve conviver? Ou entramos em acordos ou entramos em guerra &#8211; infelizmente creio que temos ido mais em direção ao segundo que ao primeiro. O verdadeiro ouvir só ocorre quando realmente desejamos ter uma relação. Quando não se deseja isso o ouvir é de péssima qualidade porque traz ironia e desvalorização daquilo que é dito. Nestes termos não existem acordos.</p>
<p>A raiz da intolerância é a percepção da diferença como algo que pode me causar dano ou que deve me causar nojo. Nos tornamos intolerantes, aprendemos a ser intolerantes com algo ou alguém. O problema é que intolerância gera repulsa e nojo, desejo de higienizar e de afastar. Quanto mais a intolerância em todas as suas manifestações ocorrer, mais as relações irão se deteriorar porque o medo de ser &#8220;higienizado&#8221; irá prevalecer. Este é o medo de todos na sociedade de consumo, diga-se de passagem: a saída derradeira e completa da prateleira de compra, mas não somos produtos, somos gente.</p>
<p>Abraço</p>
<p>Visite nosso site: www.akimpsicologo.com.br</p>
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