<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Doença mental - Akim Neto Psicólogo Clínico</title>
	<atom:link href="https://akimneto.com.br/tag/doenca-mental/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://akimneto.com.br/tag/doenca-mental/</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Wed, 17 Dec 2014 11:53:58 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.0.9</generator>
<div class="fcbkbttn_buttons_block fcbkbttn_arhiv" id="fcbkbttn_left"><div class="fcbkbttn_like fcbkbttn_large_button"><fb:like href="https://akimneto.com.br/tag/doenca-mental/feed" action="like" colorscheme="light" layout="standard"  width="225px" size="large"></fb:like></div></div>	<item>
		<title>O que eu tenho?</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2014/12/17/o-que-eu-tenho/</link>
					<comments>https://akimneto.com.br/2014/12/17/o-que-eu-tenho/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Dec 2014 11:53:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
		<category><![CDATA[Diagnóstico]]></category>
		<category><![CDATA[Doença mental]]></category>
		<category><![CDATA[Mudança]]></category>
		<category><![CDATA[Psicoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[Rótulos]]></category>
		<category><![CDATA[Vida]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.akimpsicologo.com.br/blog/?p=2725</guid>

					<description><![CDATA[<p>Sabe Akim, eu já estou pensando que&#8230; sei lá&#8230; você já sabe o que eu tenho ou ainda não? Como assim? Já faz algumas sessões que tenho vindo e você ainda não disse o que eu tenho. Ah&#8230; verdade&#8230; Então? Me diga uma coisa: você já percebeu que o seu medo tem ver com situações &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2014/12/17/o-que-eu-tenho/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">O que eu tenho?</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br/2014/12/17/o-que-eu-tenho/">O que eu tenho?</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br">Akim Neto Psicólogo Clínico</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.akimpsicologo.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/12/psicologia.jpg"><img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-2727" src="http://www.akimpsicologo.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/12/psicologia.jpg" alt="psicologia" width="300" height="300" /></a></p>
<ul>
<li>Sabe Akim, eu já estou pensando que&#8230; sei lá&#8230; você já sabe o que eu tenho ou ainda não?</p>
</li>
<li>
<p>Como assim?</p>
</li>
<li>
<p>Já faz algumas sessões que tenho vindo e você ainda não disse o que eu tenho.</p>
</li>
<li>
<p>Ah&#8230; verdade&#8230;</p>
</li>
<li>
<p>Então?</p>
</li>
<li>
<p>Me diga uma coisa: você já percebeu que o seu medo tem ver com situações de exposição não?</p>
</li>
<li>
<p>Sim, pelo trabalho que você me deu na primeira semana.</p>
</li>
<li>
<p>Ok, também já percebeu que quando você se foca no que vai falar a sua ansiedade diminui não?</p>
</li>
<li>
<p>Sim, também.</p>
</li>
<li>
<p>E que quando isso ocorre fora do contexto de exposição social é quando você tem que falar de algo que quer, não é mesmo?</p>
</li>
<li>
<p>Sim.</p>
</li>
<li>
<p>E já tem trabalhado com isso, como naquela vez em que sentiu-se ansioso e depois ficou mais tranquilo ao pensar no que realmente queria, certo?</p>
</li>
<li>
<p>Sim também&#8230;</p>
</li>
<li>
<p>Não sei exatamente  &#8220;o que você tem&#8221;, mas sei que já está dando conta disso, não está?</p>
</li>
<li>
<p>&#8230; é&#8230;</p>
</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p>Uma outra pergunta comum em terapia é &#8220;o que eu tenho?&#8221;. Esta é uma das minhas favoritas de trabalhar porque ela parte de uma maneira  de compreendermos as doenças e a doença mental que se baseia na ideia de diagnóstico. Nesta ideia a pessoa vai ao especialista o qual faz uma avaliação, dá à esta avaliação um nome (o diagnóstico) e a pessoa sai com este nome para a sua vida com algo como: &#8220;eu tenho depressão&#8221;, &#8220;eu tenho transtorno bipolar&#8221;.</p>
<p>A questão é que o diagnóstico assumiu um papel social ao longo dos anos que não lhe cabe: o de rotular a pessoa. Diagnosticar é descrever um processo e não atribuir nome à uma &#8220;coisa&#8221;. Explico: quando se descreve um processo o profissional está atento à um conjunto de elementos e à maneira pela qual estes elementos se relacionam, após fazer isso dá um nome que &#8220;resume&#8221; o processo. O foco, neste caso não é o nome, mas sim o processo e é nele que o profissional irá interferir. Atribuir nome à uma &#8220;coisa&#8221; significa nomear algo como se este &#8220;algo&#8221; fosse uma &#8220;substância&#8221; ou uma &#8220;entidade&#8221;.</p>
<p>A diferença, na prática consiste no seguinte: ao descrever um processo, meu foco é em trabalhar com este processo e aprender como interferir nele. Se atribuo nomes à &#8220;algo&#8221; trato este algo como uma coisa que está dentro da pessoa. Ninguém tem uma &#8220;entidade&#8221; chamada depressão dentro de si que faz com que a pessoa tenha determinados sintomas. A depressão não é uma espécie de fantasma que se apossa da pessoa, mas antes, um conjunto de elementos desde os biológicos até os comportamentais e sociais que relacionados de determinada maneira recebem o nome de depressão.</p>
<p>Assim quando a pessoa deseja saber &#8220;o que ela tem&#8221; está em busca do &#8220;fantasma na máquina&#8221; e não em busca da compreensão do processo. Saber o nome de algo é tão útil quanto não sabê-lo, porém aprender a descrever e relacionar sintomas e elementos ajuda a pessoa a perceber-se em sua vida e a estruturar intervenções naquilo que faz, sente e pensa. Mais vale a pena ajudar a pessoa  compreender os processos pelos quais ela está passando do que dar nomes. Esta metodologia é, muitas vezes, mais complexa e mais trabalhosa, porém a percepção que a pessoa desenvolve de si é algo que levará para toda a vida.</p>
<p>Vale a ressalva de que este post não é uma ode contra o diagnóstico, mas sim, uma tentativa de mostrar o seu real valor &#8211; na minha visão &#8211; para que o que se percebe e descreve não seja confundido com o que a pessoa &#8220;é&#8221;, ou seja, é diferente dizer que a pessoa se comporta de determinada maneira e  que ela &#8220;é&#8221; determinada &#8220;coisa&#8221; ou que tem a &#8220;coisa&#8221; dentro dela. Fazendo uma comparação com a medicina, ninguém tem &#8220;gripe&#8221;, o que temos é a relação do nosso corpo com um vírus que causa determinados sintomas, chamamos esta relação de gripe, porém se não sabemos descrevê-la não conseguimos tratá-la.</p>
<p>Abraço</p>
<p>Visite nosso site: www.akimpsicologo.com.br</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br/2014/12/17/o-que-eu-tenho/">O que eu tenho?</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br">Akim Neto Psicólogo Clínico</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://akimneto.com.br/2014/12/17/o-que-eu-tenho/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
