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	<title>Arquivos Moda - Akim Neto Psicólogo Clínico</title>
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		<title>Nudez</title>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Sep 2014 11:05:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Então Akim, não consegui fazer o exercício que você pediu. Ah é, me conte o que aconteceu. Eu fui tomar banho, mas parar e me olhar nua na frente do espelho não dá certo! Você tentou fazer? O que &#8220;não deu certo&#8221; significa? Ah&#8230; morri de vergonha! &#160; &#160; As imagens deste post te incomodam? &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2014/09/17/nudez-2/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Nudez</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.akimpsicologo.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/09/download-12.jpg"><img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-2389" src="http://www.akimpsicologo.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/09/download-12.jpg" alt="download (12)" width="281" height="179" /></a> <a href="http://www.akimpsicologo.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/09/images-19.jpg"><img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-2390" src="http://www.akimpsicologo.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/09/images-19.jpg" alt="images (19)" width="267" height="188" /></a> <a href="http://www.akimpsicologo.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/09/images-18.jpg"><img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-2391" src="http://www.akimpsicologo.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/09/images-18.jpg" alt="images (18)" width="284" height="177" /></a></p>
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<li>Então Akim, não consegui fazer o exercício que você pediu.</p>
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<p>Ah é, me conte o que aconteceu.</p>
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<p>Eu fui tomar banho, mas parar e me olhar nua na frente do espelho não dá certo!</p>
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<p>Você tentou fazer? O que &#8220;não deu certo&#8221; significa?</p>
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<p>Ah&#8230; morri de vergonha!</p>
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<p>As imagens deste post te incomodam? Elas são vulgares para você? Agressivas talvez? Non-sense? Estranhas? Qual a emoção que você sente ao vê-las? Um dos grandes desafios que tive ao montar este post foi encontrar imagens de nudez que não estivessem associadas à sexualidade e nem à sensualidade. O melhor que encontrei está acima.</p>
<p>O tema da nudez hoje é muito importante de ser explorado porque ao contrário do que se pensa a nossa sociedade é tão ou mais preconceituosa com o nu do que as que vieram antes de nós. O exercício do espelho feito com o corpo todo nu é uma das versões, uma outra versão é olhar apenas o rosto e já causa muitos rebuliços no consultório. Recentemente o facebook mostrou isso com o desafio &#8220;sem maquiagem&#8221;&#8230; interessante pensar que uma fotografia &#8220;tal como se é&#8221; é um desafio. Interessante? Confira o resto do post.</p>
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<p>O que é nu?</p>
<p>Se formos raciocinar biologicamente a &#8220;nudez&#8221; é o estado natural do ser humano. O &#8220;bicho&#8221; humano não nasce com roupas ou furos para colocar acessórios. Nasce revestido com a pele e nada mais. No entanto dizer que o &#8220;nu&#8221; é o estado natural é atribuir à ele um certo status que não confere adequadamente à experiência que temos do nu. A nudez é, na verdade, uma experiência cultural e não biológica (você já viu algum animal com vergonha de estar sem roupas?).</p>
<p>O nu surge com a roupa, é a oposição do estar vestido: estou vestido ou estou nu. Não estar vestido é estar nu e isso é diferente de dizer que se está no seu estado biológico &#8220;natural&#8221; porque existe um certo valor atribuído à este &#8220;natural&#8221;. Culturalmente vemos isso logo no começo da história da nossa civilização quando em Genesis 3, versículo 7 Adão e Eva descobrem a nudez após comer da árvore do conhecimento. A nudez é &#8220;descoberta&#8221; (palavra de duplo sentido neste caso: descobrir no sentido de uma descoberta e descobrir no sentido de retirar o véu posto sobre algo) e esta descoberta traz consigo a vergonha que faz Adão se afastar do chamado de Deus e se cobrir com folhas.</p>
<p>Estar nu na nossa sociedade possui uma ligação profunda entre estar descoberto, com nossas &#8220;vergonhas&#8221; à mostra. A atual percepção da imagem do corpo que temos aumenta ainda mais esta percepção da vergonha que além de moral torna-se, também, estética. Toda a questão ligada à pele humana está associada ao nu e, com ele, à vergonha que vem deste raciocínio. Desta maneira o nu é este &#8220;descobrir&#8221; (no sentido de retirar o véu de sobre) a pele, o animal que somos e, com isso, a vergonha que associamos à isso.</p>
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<p>Nu &#8220;privado&#8221; e nu &#8220;social&#8221;</p>
<p>Muitas pessoas fazem uma distinção na qual a nudez só é &#8220;nudez&#8221; quando exposta. Esta ideia é comum hoje em dia, pois entra em consonância com a quebra da privacidade e a necessidade de exposição. Porém vale a pena lembrar que a nudez ocorre independente do lugar, só no seu banheiro ou numa praia de nudismo o &#8220;nu&#8221; é o mesmo. O que realmente muda é a relação que estamos tendo com o nu naquele momento.</p>
<p>Enquanto no seu banheiro é você com você mesmo, numa praia de nudismo, por exemplo, você está expondo a nudez. Assim existe uma diferença entre se perceber nu e se mostrar nu. Os praticantes de nudismo, inclusive, lidam com esta questão de uma maneira muito interessante, pois, visto que seu objetivo não é a exposição e a propaganda de corpos nus, eles buscam a naturalidade no olhar. Existe uma diferença entre olhar e observar que é muito importante onde a primeira é o simples olhar que temos no dia a dia e o segundo é um olhar que inspeciona, que busca algo no objeto que esta sendo observado. O nu em um campo de nudismo precisa ser olhado, ou seja, tratado como o que é: algo natural.</p>
<p>A grande diferença é que no nu &#8220;privado&#8221; a pessoa não está expondo &#8211; ou, mais precisamente, sentido que está expondo aos outros &#8211; então é como se a nudez fosse vivida em segredo o que dá uma sensação de proteção. O banheiro funciona como se fosse uma roupa, um ambiente no qual a nudez é possível. Isso, no entanto, não retira, necessariamente o olhar observador que a pessoa pode inferir sobre o seu próprio corpo.</p>
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<p>Nudez, roupas e identificação</p>
<p>Em geral pensamos na nudez apenas quando estamos sem roupa. Porém, ao vestirmos uma camiseta e uma calça a nossa pele não se funde com esta roupa, ela fica &#8220;sob&#8221; a roupa. Uma das grandes habilidades do strip tease é forçar o observador a partir de insinuações a imaginar o que há por debaixo da roupa, a arte está justamente no ficar com a roupa e fazer o observador imaginar todo o corpo nu, a revelação do corpo &#8220;termina&#8221; com o &#8220;strip&#8221;.</p>
<p>O strip-tease consegue este efeito porque sabemos que há uma pele por debaixo da roupa. Não é a toa que chamamos a roupa de &#8220;pele social&#8221;. Assim sendo mesmo vestido você ainda é uma pele humana, você está &#8220;nu&#8221; por debaixo de suas roupas. Muitas pessoas, inclusive, acham constrangedor pensar nisso. A roupa é o que cobre a &#8220;vergonha&#8221; e pensar no nu abaixo da roupa é, justamente, pensar na &#8220;vergonha&#8221;.</p>
<p>Por isso existe uma identificação entre a roupa e o corpo da pessoa. Não é incomum no consultório as pessoas trazerem relatos de que ao se olharem no espelho levaram um susto. Não, não é apenas porque estão mais gordinhas, mas também porque o &#8220;tempo passou&#8221;, &#8220;foi estranho me ver pelado(a)&#8221; e &#8220;fazia tanto tempo que não me via assim&#8221;. Como Curitiba é uma cidade fria, é muito comum que as pessoas tirem a roupa de trabalho e já coloquem roupa para ficar em casa, assim acaba que se passa muito mais tempo olhando as roupas que usamos do que o nosso próprio corpo. A roupa que usamos pode até expressar a nossa individualidade, mas isso é diferente de &#8220;ser&#8221; nós, ela não &#8220;é&#8221; a gente, o corpo sim. E aí entra uma grande contradição atual: podemos não nos identificar com o nosso corpo.</p>
<p>Embora isso se mostre abertamente em casos de transgênero a questão percorre o dia a dia das pessoas quando vestem roupas de teor sexy, mas querem fazer sexo com as luzes apagadas &#8220;sinto vergonha do meu corpo&#8221;. Isso é algo super comum porque o corpo mostra a &#8220;vergonha&#8221;, é algo bíblico que tem a ver com esta identificação com a pele social e não com a &#8220;animal&#8221;, com a nossa &#8220;verdadeira&#8221; pele.</p>
<p>Re aprender a se identificar com o corpo que somos, com a pele que temos, rugas, estrias, celulite, curvas, retas, gorduras, músculos, veias, ossos, cartilagens é retornar um pouco mais àquilo que se é de fato. Não é nada contra a roupa, pelo contrário, mas sim à favor daquilo que somos de fato, de uma auto imagem mais fidedigna, mais real e palpável. Um respeito pelo que se é, o desenvolvimento da auto estima de fato começando pelo reconhecimento e identificação da minha nudez, da minha &#8220;vergonha&#8221; para que ela fique &#8220;sem vergonha&#8221;.</p>
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