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	<title>Arquivos pesquisa - Akim Neto Psicólogo Clínico</title>
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		<title>A cultura, a genética e a pessoa</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2017/06/16/a-cultura-a-genetica-e-a-pessoa/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Jun 2017 12:42:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas Akim, isso não dá para mudar né? &#8211; Porque não? &#8211; Ah, é coisa de homem isso. &#8211; &#8220;Coisa de homem&#8221;? &#8211; Sim, sou homem e homem &#8220;caça&#8221; né? &#8211; Ah sim, claro. Homens &#8220;caçam&#8221;. &#8211; Então? &#8211; Bem, homens também se agridem quando não conseguem o que querem. Você mata as pessoas &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2017/06/16/a-cultura-a-genetica-e-a-pessoa/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">A cultura, a genética e a pessoa</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas Akim, isso não dá para mudar né?</p>
<p>&#8211; Porque não?</p>
<p>&#8211; Ah, é coisa de homem isso.</p>
<p>&#8211; &#8220;Coisa de homem&#8221;?</p>
<p>&#8211; Sim, sou homem e homem &#8220;caça&#8221; né?</p>
<p>&#8211; Ah sim, claro. Homens &#8220;caçam&#8221;.</p>
<p>&#8211; Então?</p>
<p>&#8211; Bem, homens também se agridem quando não conseguem o que querem. Você mata as pessoas quando elas não compram seus produtos?</p>
<p>&#8211; Não né?</p>
<p>&#8211; Ué, porque? Se você &#8220;caça&#8221;, você também &#8220;mata&#8221; não é?</p>
<p>&#8211; Mas aí é diferente né?</p>
<p>&#8211; Porque? Se você está focando na questão de instinto, então vamos reduzir tudo à isso para falarmos das coisas da maneira certa.</p>
<p>&#8211; É, mas é que não é só isso né?</p>
<p>&#8211; Não, eu não creio que seja, mas você está usando desse argumento. Percebe como ele é capenga?</p>
<p>&#8211; Tá bem o que você quer me dizer é que não é só coisa de homem eu sair pegando um monte de mulher?</p>
<p>&#8211; Não, é coisa de galinha.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O que influencia mais: genética, cultura ou a própria pessoa? A pergunta pode parecer simples, mas a verdadeira resposta é muito complexa. E nesse momento, a verdade é uma: ninguém sabe direito.</p>
<p><span id="more-6582"></span></p>
<p>Posso parecer ousado em afirmar isso em meio à tantas revoltas e revoluções nas áreas culturais &#8220;provando&#8221; que determinados comportamentos &#8220;são&#8221; de origem cultural. Porém, que estuda as questões um pouco mais de perto entende que não é bem assim que a coisa funciona. Não sou tolo de afirmar que a cultura não influencia comportamentos, é óbvio que ela o faz, porém, o que de fato é a cultura?</p>
<p>A verdade que tenho visto até o momento é que com exceção de casos extremos em qualquer uma dessas áreas (genética, cultura e pessoa) ninguém consegue identificar, de fato, quanto de cada um desses elementos influencia (e/ou é influenciado) nossas vidas.</p>
<p>Já vi pesquisas que apontam que a inteligência é genética assim como um fator puramente cultural. Algumas afirmam ser puro condicionamento de comportamentos e alguns dizem sobre a questão da vontade de cada pessoa. Poucas são as pesquisas, no entanto, que buscam correlacionar fatores e tentar compreender como eles interagem para criar os fenômenos que desejamos estudar.</p>
<p>Acredito que é ingenuidade afirmar que tudo é cultural ou biológico ou fruto da vontade do indivíduo. Na verdade, toda esta discussão tem um viés filosófico sobre livre arbítrio ou determinismo. Encontrar os pontos de inflexão usando estes três elementos é, creio eu, o rumo mais acertado da ciência humana hoje. Negar quaisquer dessas influências é incorrer em um reducionismo que lembra os discursos modernistas já ultrapassados.</p>
<p>Eu, Akim, tenho pele de cor branca. Isso é genético, eu queimo mais fácil e rápido no sol. Nenhuma cultura vai mudar isso e nem mesmo a minha vontade. Logo, a questão é biológica, certo? Não. Porque a minha pele branca, no Brasil possui um significado. Quando vou para São Paulo, por exemplo, muitas pessoas falam em inglês comigo porque acham que sou estrangeiro. Logo, a minha pele é uma questão cultural, certo? Não. Porque muitas pessoas são brancas no Brasil nem todas, apesar da biologia e do significado que a pele branca possui reagem da mesma forma. Logo é uma questão do indivíduo não? Também não.</p>
<p>Este é o ponto. Tomei um exemplo &#8220;simples&#8221; que é a cor da pele. Neste exemplo já fica difícil compreender &#8220;a pele&#8221; em toda a sua extensão. Não há como negar nenhum dos argumentos e nem como olhar a cor da pele apenas por um deles. É necessário observar todos os pontos de vista. Cada um deles tem influencia maior ou menor dependendo do contexto no qual eles são inseridos. Se formos falar em mercado de trabalho, a questão cultural falará mais forte, em segundo lugar a pessoa e por fim a biológica. Já se formos falar em queimadura solar, o quadro se inverte.</p>
<p>Logo, não creio que o caminho seja &#8220;determinar&#8221; qual o fator que realmente importa, mas sim aprender a lidar com todos os fatores que são envolvidos no processo. Além disso é importante refletir sobre os contextos nos quais esses fatores aparecem. Creio nesta versão dos fatos como uma maneira de compreendermos fenômenos como inteligência, sexualidade, felicidade ou sucesso profissional com mais abrangência do que tentando reduzir tudo à uma esfera ou outra.</p>
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		<title>3 Curiosidades sobre a mente</title>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jun 2016 10:55:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia da mente]]></category>
		<category><![CDATA[Mudança]]></category>
		<category><![CDATA[pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[Psicoterapia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A ideia de que temos uma mente parece intuitiva hoje em dia, porém, muitas perguntas e curiosidades rondam a mente mostrando que sua verdadeira natureza ainda é misteriosa para nós. 1. Ninguém sabe o que é a mente. Embora os pesquisadores &#8211; em sua maioria &#8211; afirmem que a mente &#8220;existe&#8221;, a sua verdadeira natureza &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2016/06/03/3-curiosidades-sobre-a-mente/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">3 Curiosidades sobre a mente</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A ideia de que temos uma mente parece intuitiva hoje em dia, porém, muitas perguntas e curiosidades rondam a mente mostrando que sua verdadeira natureza ainda é misteriosa para nós.</p>
<p><span id="more-5427"></span></p>
<h2>1. Ninguém sabe o que é a mente.</h2>
<p>Embora os pesquisadores &#8211; em sua maioria &#8211; afirmem que a mente &#8220;existe&#8221;, a sua verdadeira natureza é desconhecida e muito discutida. O campo da filosofia da mente, por exemplo, dedica-se apenas a estudar o que é a mente, como ela pode ser definida, qual a sua relação com o corpo e se, de fato, temos apenas &#8220;uma mente por corpo&#8221;.</p>
<p>Existem várias linhas que defendem diferentes origens para a mente, o dualismo, por exemplo, assemelha a mente à alma humana, por motivos óbvios, ateus não concordam muito com esta perspectiva. O behaviorismo (não confundir este com a linha de psicologia de mesmo nome) prega que a mente é o comportamento observável. Já linhas como o funcionalismo assemelha a mente às funções que desempenha não se colocando a questão de definir sua origem e temos ainda as teorias de identidade que assemelham a mente aos processos neuronais.</p>
<p>Ainda resta a questão de se &#8220;temos&#8221; uma mente ou se a mente &#8220;nos tem&#8221;. Esta pergunta é interessantíssima porque deriva da questão ainda em aberto sobre o que surge primeiro: processos mentais ou processos de self. Responder esta pergunta nos deixa a pergunta sobre a origem do &#8220;eu&#8221;, ou seja, quem você acha que é. Se a mente, por exemplo, precede o &#8220;eu&#8221;, pode-se pensar, por exemplo, que o &#8220;eu&#8221; nada mais é do que uma função da mente, ou que o mesmo depende da mente, fato este que poderia tirar um pouco do glamour que atribuímos a nossa auto imagem.</p>
<h2>2. A mente não é uma &#8220;coisa&#8221;</h2>
<p>Embora falemos da mente como algo concreto, a realidade é muito mais complexa. Mesmo as teorias que identificam a mente com o cérebro não se atrevem a descrever a mente como algo que &#8220;existe de fato&#8221;, ou seja, é diferente dizer que a mente existe no cérebro e dizer que um pedaço do cérebro é a mente. Se isso fosse possível, poderíamos, por exemplo, retirar a mente de alguém e carregá-la por ai.</p>
<p>A perspectiva que se tem até o presente momento é de que a mente é um fenômeno de experiência. Não há um pedaço de cérebro responsável por ser a mente, várias áreas, agindo em conjunto asseguram a experiência e a função que chamamos de &#8220;mente&#8221;. Assim, mesmo que sua natureza possa ter origem em processos cerebrais, ela não se restringe à eles e é percebida de uma maneira distinta dos fenômenos corporais.</p>
<p>Novamente, fazendo referência ao &#8220;eu&#8221;, também podemos dizer este, como afirma Clement Rosset, &#8220;é apenas mais uma experiência&#8221;. Isso significa dizer que, embora o &#8220;eu&#8221; esteja vinculado à um corpo, ele não é o corpo propriamente dito, mas sim uma experiência que ocorre no corpo, ele serve ao organismo, sente que o possui, mas se trata apenas de uma função do mesmo.</p>
<h2>3. Há um inconsciente além do inconsciente freudiano</h2>
<p>O inconsciente de Freud necessita de uma mente para funcionar pois trata de conteúdos. Estes conteúdos precisam ser criados, em primeiro lugar, e quem cria estes conteúdos é a mente, mesmo que em seus níveis mais rudimentares.</p>
<p>Há um &#8220;inconsciente&#8221; que não pressupõe conteúdos mentais, ou seja, aquela atividade que se transforma nas imagens reconhecíveis pela consciência. Esse inconsciente não é acessível à observação interna nem por terapia e nem por nenhuma outra forma, ele é literalmente, algo que vem antes da consciência. Porém, assim como o inconsciente freudiano, ele nos envolve e afeta nossas vidas.</p>
<p>&nbsp;</p>
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