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	<title>Arquivos Auto desenvolvimento - Akim Neto Psicólogo Clínico</title>
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		<title>Pare de reclamar!!</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2016/07/06/pare-de-reclamar/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Jul 2016 12:01:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Eu não aguento mais, tá tudo chato. &#8211; E o que você está fazendo para mudar isso? &#8211; Não consigo fazer nada Akim, ele não me deixa! É difícil sabe? &#8211; E o que, exatamente, você quer? &#8211; Eu nem sei mais direito o que eu quero. &#8211; Já deixou de pensar nisso é? &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2016/07/06/pare-de-reclamar/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Pare de reclamar!!</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Eu não aguento mais, tá tudo chato.</p>
<p>&#8211; E o que você está fazendo para mudar isso?</p>
<p>&#8211; Não consigo fazer nada Akim, ele não me deixa! É difícil sabe?</p>
<p>&#8211; E o que, exatamente, você quer?</p>
<p>&#8211; Eu nem sei mais direito o que eu quero.</p>
<p>&#8211; Já deixou de pensar nisso é?</p>
<p>&#8211; Sim, faz tempo&#8230; como é difícil com ele, nem tentei mais.</p>
<p>&#8211; Entendi, porém isso só ajuda a situação a piorar né?</p>
<p>&#8211; É verdade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Vivemos em uma sociedade de consumo. Enquanto consumidores, nos acostumamos com tudo sendo feito para o nosso deleite, não gostou? Reclame e alguém irá fazer algo por você. Mas, será que na vida prática é assim?</p>
<p><span id="more-5609"></span></p>
<p>Cada vez mais as pessoas reclamam sobre suas vidas e relações, junto com isso, percebemos que aumentam os problemas com relacionamentos, com emoções e auto estima. O que quero dizer é que se de um lado as pessoas tem reclamado mais das relações é porque elas também estão menos preparadas para ter relacionamentos, se elas reclamam da vida talvez seja porque elas não estão tão preparadas assim para ter uma vida boa.</p>
<p>Ter uma rotina saudável dá trabalho, o problema é que muitas pessoas entendem isso como um direito delas, o qual deve ser recebido e não conquistado. Quando faço a pergunta &#8220;o que você quer?&#8221; seja de uma relação, do seu trabalho, do seu futuro enquanto pessoa, boa parte das pessoas olha para mim e responde &#8220;como assim?&#8221;. Nem sequer pensam exatamente naquilo que querem, porém, reclamam pelos cotovelos.</p>
<p>A reclamação é um mecanismo de defesa que tem se tornado cada vez mais comum e &#8220;popular&#8221;. Como a era do consumo dá base para a reclamação, as pessoas tem se usado disso de maneira muito negligente. Do que a reclamação defende? Da necessidade de assumir a responsabilidade frente aquilo que se deseja, da possibilidade de fracasso frente a busca pelo seu desejo e, principalmente, do fato de que você está sozinho.</p>
<p>Muitas pessoas nem sequer sabem aquilo que querem. Não saber não é pecado, porém continuar sem saber reclamando de que o mundo não é perfeito, sim. Porém, enfrentar este vazio é duro e reclamar nos protege disso, é como dizer: &#8220;eu não sei o que quero, mas o mundo tem muita injustiça&#8221;. Embora a segunda frase seja verdadeira, ela não ajuda a resolver a primeira, portanto é inútil refletir sobre a injustiça no mundo tentando resolver o seu direcionamento na vida.</p>
<p>Aqueles que até sabem o que querem podem ter o problema de temer fracassar. Muitas vezes, estas pessoas entram em relações cujo conjugue atrapalha o seu desenvolvimento de alguma maneira, apenas para terem quem culpar, o que aparece da seguinte maneira: &#8220;se não fosse por ele(a) eu estaria muito mais desenvolvido&#8221;. Embora relações deem trabalho, o fato do seu desenvolvimento não ir para frente é de sua responsabilidade. E se você escolheu alguém que o atrapalha, bem, a escolha foi sua não foi?</p>
<p>Por fim, reclamar do mundo nos venda para a nossa solidão existencial. É o medo de perceber que você é o responsável pela sua vida. Esta ilusão nos faz crer que alguém ou alguma coisa ainda virá para nos ajudar, para nos salvar, para tornar o mundo um lugar melhor. A partir desse momento, em que as ameaças da vida sumirem, poderei florescer sem dificuldades. Como diria Nathaniel Branden, &#8220;ninguém está vindo para salvá-lo&#8221;. Embora tenhamos amigos, professores e família, nosso comportamento, aquilo que experimentamos é apenas nosso. Ninguém sentirá a sua frustração por você e nem o seu orgulho.</p>
<p>Reclamar nos protege da realidade. A necessidade de viver dentro de um casulo mágico, no qual tudo é possível e belo o tempo todo e sem esforço é o desejo de quem muito reclama, é uma revolta contra o fato de que a vida é dura. Quando digo isso, no entanto, não o faço de maneira pessimista, sigo mais uma vertente da filosofia trágica onde assume-se a dor, o frio e os problemas como parte da vida. Porque é necessário que tudo seja belo para que a vida floresça?</p>
<p>Na verdade, a grande virtude da vida é justamente oposta: é surgir no meio de todo o caos do mundo, contra todas as possibilidades. Assim, afirmar aquilo que é trágico é afirmar a realidade em sua plenitude, com o que é bom e ruim, ao invés de desejar viver sempre dentro do &#8220;casulo do prazer eterno&#8221;, onde tudo é lindo e fácil. A borboleta pode viver dentro do casulo, mas enquanto estiver lá, livre dos problemas do mundo, nunca poderá voar.</p>
<p>Abraço</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Fraqueza construída</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2016/03/14/fraqueza-construida/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Mar 2016 10:23:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O que é ser fraco? Para responder adequadamente a pergunta precisamos nos ater à alguns elementos. O primeiro deles é descobrir em relação à que a pessoa se acha fraca, o segundo responder se esta fraqueza permanece ao nível de competência ou se ela já é parte da identidade da pessoa. Você sabe responder isso? &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2016/03/14/fraqueza-construida/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Fraqueza construída</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O que é ser fraco? Para responder adequadamente a pergunta precisamos nos ater à alguns elementos. O primeiro deles é descobrir em relação à que a pessoa se acha fraca, o segundo responder se esta fraqueza permanece ao nível de competência ou se ela já é parte da identidade da pessoa. Você sabe responder isso?</p>
<p><span id="more-5040"></span></p>
<p>Fraqueza sempre tem relação à alguma coisa, este é o primeiro ponto importante. A pessoa pode ser &#8220;fraca&#8221; num determinado esporte, ela pode ser fraca por não ter muita força física ou ainda ser fraca para determinados filmes ou comidas. Fraqueza, assim tem uma relação de funcionalidade que indica que se a pessoa funciona &#8220;bem&#8221; ou não. É óbvio dizer que funcionar &#8220;bem&#8221; ou &#8220;mal&#8221; é uma questão de parâmetros também.</p>
<p>Nessa acepção todos nós somos fracos em alguma coisa, não existe pessoa preparada para tudo. Algumas fraquezas precisamos vencer e nos tornar mais fortes, outras não são tão importantes. Em algumas, inclusive, encontramos na própria fraqueza força. Ou seja o fato de não ser bom em determinado elemento pode forçar a pessoa a relacionar-se com ele de uma maneira diferente da habitual encontrando nisso novas maneiras de &#8220;ser forte&#8221;.</p>
<p>Outra acepção que é mais complexa é quando a fraqueza se apresenta para a pessoa como um elemento da sua identidade, de quem ela é ou pensa que é. Nesse caso a relação é com o &#8220;eu&#8221;, ou seja, o &#8220;eu&#8221; se percebe como fraco, o ato de existir e de se expressar é tido como &#8220;fraco&#8221;. Esta percepção complexifica a vida da pessoa porque ela irá generalizar a fraqueza dela para tudo o que fizer, visto que a fraqueza &#8220;está nela&#8221;.</p>
<p>Se no primeiro caso o importante é desenvolver ou aprimorar características, o que fazer no segundo caso? Descobrir em nós a força pode ser uma tarefa muito difícil principalmente se você não se der uma definição do que é ser forte. Assim o primeiro passo é determinar: se &#8220;eu&#8221; fosse forte, o que eu faria? Como eu seria? O que seria diferente em mim? Alguma vez eu já demonstrei isso de alguma maneira ou vi alguém que faz isso?</p>
<p>O segundo passo, a ação, precisar ser compreendida como um &#8220;florescer&#8221;, ou seja, a pessoa precisa compreender que tornar-se forte não é algo que ocorre do dia para a noite, não é algo que ocorre rapidamente. Porém, o mais importante é sempre dar o seu melhor em cada dia &#8211; mesmo que o &#8220;melhor&#8221; de cada dia seja diferente.</p>
<p>Manter o compromisso e validar cada atitude tomada em prol daquilo que se almeja são as duas ferramentas fundamentais para o desenvolvimento da &#8220;força interior&#8221;. Perceber-se forte, requer ação e reflexão, tomar para si aquilo que se faz de maneira valorizada ao invés de simplesmente dar-se por vencido e achar-se fraco sem ter muitas provas.</p>
<p>Esse, por sinal é outro comportamento que a pessoa deverá mudar em si. Aquilo que for feito que vai ao contrário do que se deseja para tornar-se forte não pode ser encarado como prova de fraqueza e sim como evidência de que o trabalho precisa continuar. A &#8220;evidência da fraqueza&#8221;, em geral, provoca a sensação de desânimo e desistência, ao longo que a percepção de que isso faz parte do caminho dá motivação.</p>
<p>Abraço</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Produtos para alma</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2014/09/10/produtos-para-alma/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Sep 2014 10:30:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
		<category><![CDATA[Amor próprio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ando meio preocupada. Com o que? Sabe aquele exercício que fizemos logo no começo da terapia sobre motivação? Sim. Então, me ajudou muito, mas agora eu estou percebendo que não está mais fazendo tanto efeito. Oba, que coisa boa! Porque boa? Porque quer dizer que você evoluiu. As respostas antigas precisam ser revistas. Hum&#8230; &#160; &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2014/09/10/produtos-para-alma/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Produtos para alma</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.akimpsicologo.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/09/images-16.jpg"><img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-2373" src="http://www.akimpsicologo.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/09/images-16.jpg" alt="images (16)" width="225" height="225" /></a></p>
<ul>
<li>Ando meio preocupada.</p>
</li>
<li>
<p>Com o que?</p>
</li>
<li>
<p>Sabe aquele exercício que fizemos logo no começo da terapia sobre motivação?</p>
</li>
<li>
<p>Sim.</p>
</li>
<li>
<p>Então, me ajudou muito, mas agora eu estou percebendo que não está mais fazendo tanto efeito.</p>
</li>
<li>
<p>Oba, que coisa boa!</p>
</li>
<li>
<p>Porque boa?</p>
</li>
<li>
<p>Porque quer dizer que você evoluiu. As respostas antigas precisam ser revistas.</p>
</li>
<li>
<p>Hum&#8230;</p>
</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A sociedade de consumo traduz não apenas em comportamentos, mas também em cultura e numa maneira de pensar e raciocinar. Uma das características mais enfáticas e talvez mais nefastas deste raciocínio é a de transformar tudo em um produto ou serviço para ser consumido. Ao encarar tudo desta maneira objetificamos o mundo em que vivemos e o entendemos como um grande produto à ser consumido por nós.</p>
<p>Na área em que trabalho isso é muito simples de ser visto através dos pedidos das pessoas em terapia &#8220;não quero mais isso&#8221;, como se &#8220;isso&#8221; (seja este isso uma dor, uma emoção ou dificuldade) fosse algo que ela comprou errado e agora quer se desfazer. Obviamente não nego o desejo da pessoa e nem a censuro por não querer sentir raiva ou aflição, creio que isso é normal. O ponto que levanto é que estamos aprendendo a tratar isto como se fosse um produto e isso não é funcional, não ajuda a pessoa porque a faz ver uma emoção, por exemplo, como algo que ela não é: um produto. Não se joga fora um comportamento ou uma emoção como se este fosse um celular antigo que não serve mais. O mesmo vale para pessoas, ou pelo menos, deveria.</p>
<p>Pensar a terapia como um produto é algo muito interessante. As pessoas entendem que será &#8220;vendido&#8221; lá dentro são produtos, tais como: auto estima, motivação, liberdade. Quando se pensa nestes temas como produtos a reflexão segue a seguinte linha: o que tenho que fazer para conseguir? Uma vez que a pessoa &#8220;consiga&#8221; ela nunca mais terá que se preocupar com isso. Então, na prática seria algo assim: eu pago a terapia que vai me dar uma fórmula qualquer que irá fazer com que eu nunca mais sinta tristeza e fique alegre o tempo todo. Porque? Porque alegria é um produto, como um celular e se eu &#8220;comprei&#8221; a alegria eu &#8220;tenho&#8221; que tê-la até o fim dos meus dias.</p>
<p>O problema é que o produto não é um produto. E aí a porca torce o rabo.</p>
<p>Uma maneira muito mais útil &#8211; e, quem sabe verdadeira &#8211; de ver motivação, auto estima, emoções e comportamentos é como um resultado. Ou seja, elas não são &#8220;coisas&#8221; como um celular, um televisor, mas sim resultados de um processo. Por exemplo, quando eu acordo cansado e com preguiça o que gera o resultado da  motivação em mim para levantar e ir para a academia é a imagem de eu com 90 anos me sustentando nas próprias pernas sem ajuda de ninguém. Quando foco nesta imagem uma voz vem e me diz &#8211; talvez seja o meu &#8220;eu&#8221; com 90 anos &#8211; &#8220;levanta e vai&#8221;. A emoção da motivação não é garantida, eu não comprei ela, não é como o celular que me desperta e que está em cima do criado-mudo e vai continuar lá quando eu voltar. A motivação precisa ser despertada, gerada, sentida. E, dependendo do contexto, a minha maneira de evocá-la (a imagem de que falei acima) não ajuda muito, por exemplo, quando estou numa semana muito corrida preciso mesmo é descansar e entre a imagem do velho sadio e da cama quentinha a segunda prevalece.</p>
<p>Porque isso é assim?</p>
<p>Porque não somos máquinas. Mudamos ao longo do tempo, nos adaptamos, aprendemos, evoluímos e isso significa dizer que algumas regrinhas precisam ser revistas, reestudadas e até mesmo ver se ainda são importantes. Por mais que possamos enxergar um ser humano como uma máquina ou um produto isso não o torna uma máquina ou um produto, somos muito mais do que isso. Por esta razão que a pesquisa em psicologia nunca acaba.</p>
<p>Assim sendo se nós não somos máquinas aquilo que nos faze e motiva também é cambiável, mutável. Ainda bem, inclusive: já pensou se as suas motivações fossem as mesmas de quando você tinha 5 anos? Aí o cara vem, te oferece um sorvete e você fica com ele, casa com ele por um pacote de bolacha negresco. Estou ridicularizando a situação porque quando levamos o raciocínio consumista à rigor ele entra neste ridículo: se as coisas devem permanecer estáveis, se a minha motivação deve permanecer sempre igual, então aquilo que me fez aos 3, 5, 7 anos deveria estar aqui até agora. Porque não está? Porque, graças aos céus, você evoluiu e junto com isso evoluíram as &#8220;regras&#8221; de funcionamento e de motivação que você tem dentro de ti, por isso dá mais trabalho, por isso traz mais riqueza.</p>
<p>Ao encarar estes elementos como resultados tornamos a vida mais rica, pois temos que nos perceber a cada momento de nossas vidas e evoluir com ela. Ou isso ou nos pensamos como um boneco numa caixa: feito uma vez e imutáveis, eu prefiro a primeira opção e você?</p>
<p>Abraço</p>
<p>Visite nosso site: www.akimpsicologo.com.br</p>
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		<title>Saindo do labirinto</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2014/04/23/saindo-do-labirinto/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Apr 2014 13:21:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
		<category><![CDATA[Auto desenvolvimento]]></category>
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		<category><![CDATA[confrontar]]></category>
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		<category><![CDATA[Medo]]></category>
		<category><![CDATA[Mudança]]></category>
		<category><![CDATA[Papel na relação]]></category>
		<category><![CDATA[Projeção]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>E fiquei pensando que na verdade eu tenho é medo. Perfeito, medo do que? É meio estranho, mas é medo de que ele me agrida se eu der limites nele. Sim, entendo. Mas o que ocorre se você der os limites e ele &#8220;te agredir&#8221;? Sei lá, vou me ferir? Essa agressão não é física, &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2014/04/23/saindo-do-labirinto/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Saindo do labirinto</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.akimpsicologo.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/04/ratos-e-labirintos.jpg"><img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-1805" src="http://www.akimpsicologo.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/04/ratos-e-labirintos.jpg" alt="ratos-e-labirintos" width="400" height="273" /></a></p>
<ul>
<li>E fiquei pensando que na verdade eu tenho é medo.</p>
</li>
<li>
<p>Perfeito, medo do que?</p>
</li>
<li>
<p>É meio estranho, mas é medo de que ele me agrida se eu der limites nele.</p>
</li>
<li>
<p>Sim, entendo. Mas o que ocorre se você der os limites e ele &#8220;te agredir&#8221;?</p>
</li>
<li>
<p>Sei lá, vou me ferir?</p>
</li>
<li>
<p>Essa agressão não é física, visto que você me diz que ele não é de bater, então que tipo de agressão é?</p>
</li>
<li>
<p>Sim, nunca me bateria mesmo&#8230; é algo mais tipo&#8230; ele falar ríspido ou me desmerecer ou contra argumentar de forma muito séria.</p>
</li>
<li>
<p>Entendi, o que te dá vontade de fazer quando ele tem este tipo de comportamento?</p>
</li>
<li>
<p>De meter a mão na cara dele.</p>
</li>
<li>
<p>Você é a agressiva então é? (Risos)</p>
</li>
<li>
<p>Sim (risos)</p>
</li>
<li>
<p>E você se sente mal de pensar em fazer isso?</p>
</li>
<li>
<p>Sim, não é o certo&#8230; às vezes tenho até medo de fazer isso de verdade sabe?</p>
</li>
<li>
<p>Sei&#8230; medo, não é mesmo? O mesmo medo que você me falou no começo da sessão.</p>
</li>
<li>
<p>Nossa&#8230; é verdade&#8230;</p>
</li>
<li>
<p>&#8220;Culpa&#8221; é uma emoção que faz sentido para você não faz?</p>
</li>
<li>
<p>Sim.</p>
</li>
<li>
<p>Neste caso, por exemplo, culpa de imaginar que você poderia enfiar a mão na cara dele.</p>
</li>
<li>
<p>Sim.</p>
</li>
</ul>
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<p>Algumas emoções que sentimos são completamente contraditórias com as que &#8220;deveríamos&#8221; estar sentindo. No caso citado acima a pessoa tinha um medo que não fazia sentido para ela, embora ela o sentisse com muita força.</p>
<p>O trabalho com ela ajudou-a a perceber que o medo que ela sentia não era exatamente do outro, mas sim da própria reação dela. A agressão que ela tinha medo de receber não era o limite do marido, mas sim uma represália mais forte advinda dele no caso de ela bater nele. Conhecendo a cliente eu sabia que isso era algo improvável, porém, poderia acontecer e &#8211; o mais importante &#8211; na fantasia dela aquilo era muito claro que iria ocorrer.</p>
<p>Assim sendo o que ela temia, de fato, era a perda de controle dela e uma possível agressão física por parte dele no caso de ela perder este controle e acabar por esbofetear ele. O medo tornou-se mais evidente depois que ela compreendeu que era algo que ela temia nela própria ao invés de temer no marido. Situações assim nos mostram como, muitas vezes, projetamos nos outros medos que são nossos. Não apenas medos como também expectativas, frustrações e desejos.</p>
<p>Quando percebemos essa dinâmica &#8211; de projetar conteúdos nossos nos outros &#8211; conseguimos compreender o que queremos que o outro resolva para nós e, com isso, podemos assumir novamente a nossa própria responsabilidade sobre a nossa vida. Quando se faz isso, a relação torna-se mais leve visto que o outro não é mais responsável por me fazer sofrer por conteúdos que são meus, ele é apenas o outro. Também torna a relação mais leve porque a pessoa começa um processo de mudança e de evolução pessoal o qual faz com que ela tenha novos comportamentos na esfera pessoal e da relação e este fato marca &#8211; quase sempre &#8211; um belo avanço na maneira de se relacionar do casal &#8211; quando um evolui o outro acaba acompanhando a mudança.</p>
<p>Uma maneira interessante de começar este processo é se perguntar: o que me faz achar que o meu parceiro é responsável por isso? Que problemas, questões minhas existem nessa reclamação que talvez eu mesma (o) tenha que resolver? E se eu pudesse resolver isso sozinho (a), o que eu faria? Como faria?</p>
<p>Abraço</p>
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