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	<title>Arquivos Brigas - Akim Neto Psicólogo Clínico</title>
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		<title>Contribuindo</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2016/08/22/contribuindo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Aug 2016 10:08:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mas Akim eu não aguento mais! Eu sei! Eu realmente sei! Então!? O que eu faço!? Você está disposta à deixar eles resolverem seus problemas? Ou ainda vai ficar de galinha choca? Eu não consigo!! Eles não sabem se acertar! Também concordo, mas ficar acertando eles por eles também não é ajuda-los. É, na melhor &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2016/08/22/contribuindo/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Contribuindo</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<li>Mas Akim eu não aguento mais!</li>
<li>Eu sei! Eu realmente sei!</li>
<li>Então!? O que eu faço!?</li>
<li>Você está disposta à deixar eles resolverem seus problemas? Ou ainda vai ficar de galinha choca?</li>
<li>Eu não consigo!! Eles não sabem se acertar!</li>
<li>Também concordo, mas ficar acertando eles por eles também não é ajuda-los. É, na melhor das hipóteses se ajudar&#8230; a diminuir a tua angústia.</li>
<li>Ai&#8230; é muito complicado isso&#8230;</li>
<li>É simples, na verdade. Deixará ou não eles se virarem?</li>
<li>É&#8230; simples e difícil!</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p>Talvez um dos aprendizados mais importantes que as pessoas podem ter em terapia é que elas contribuem para os resultados que estão tendo em suas vidas.</p>
<p>Aprender isso significa aprender a se responsabilizar. A responsabilidade não é sinônimo de culpa, mas sim de uma reação de causa e efeito sobre o que a pessoa fez e o resultado que isso lhe trouxe em determinado contexto. Embora você possa dizer: mas isso é meio óbvio, a a verdade é que usei este tema em praticamente todos os atendimentos que fiz. Porque?</p>
<p>Ocorre que aquilo que está dando errado em nossas vidas nem sempre está muito consciente para nós. Agimos no piloto automático do aprendizado que tivemos ao longo da vida. Assim as contribuições que damos para a nossa própria tragédia, neste sentido, nem sequer são percebidas por nós, fazem &#8220;parte do jogo&#8221;.</p>
<p>A teoria dos jogos ajudou muito a compreensão de dinâmicas familiares dentro da psicologia. Compreender que cada um dos componentes de uma família faz parte de um jogo (chamado família ou &#8220;dinâmica familiar&#8221;) nos ajuda a buscar compreender o sentido do comportamento de cada uma das pessoas. Aí é que a coisa se torna divertida porque ao invés de analisarmos apenas um indivíduo isoladamente, o vemos dentro de um sistema. Aquilo que a pessoa faz tem implicações para ela e para o grupo.</p>
<p>Então é que a pessoa que é a mais prestativa pode, por exemplo, ser a pessoa que está guardando um segredo da família. Ela carrega a família nos ombros, mas isso não faz bem nem para ela e nem para a família que permanece dependente dela. Esta dependência, é, por outro lado, a força que essa pessoa tem porque, sem isso, imagina que a família poderia se desintegrar e ela terminar sozinha. O dilema que ela vive é o de nunca ter tempo para si, estar sempre preocupada com os outros, porém enquanto ela mantém o segredo com ela, fazendo com que ninguém possa saber daquilo e tornem-se dependentes dela, acaba por contribuir com o seu próprio &#8220;inferno pessoal&#8221;.</p>
<p>O interessante é que o oposto é também verdadeiro. Ou seja, se por um lado temos um ciclo vicioso que mantém o jogo funcionando em torno de algo que é nocivo para todos, é possível, também, criar bons ciclos ou ciclos virtuosos que tornem o jogo uma dinâmica alegre e funcional visando o desenvolvimento de cada um dos integrantes e da família como um todo. O que é uma família virtuosa? Ninguém ousaria dizer hoje, existem certas discordâncias em torno desta questão, porém alguns itens são consenso.</p>
<p>Um deles que é o que eu sempre adoto como ponto fundamental é o da individualização. Ou seja, podemos entender que uma família está indo numa boa direção quando seus membros conseguem ter um desenvolvimento pessoal pleno e ser respeitado em sua individualidade constituindo uma relação com os outros membros da família. Ser uma pessoa individual, respeitar a individualidade do outro e conseguir relacionar-se com ela de alguma maneira, eis o ponto.</p>
<p>Abraço</p>
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		<item>
		<title>Concordância</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2015/12/02/concordancia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Dec 2015 18:41:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Concordar não é pre requisito para ajudar</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<li>Tá Akim, mas eu não concordo com ele.</li>
<li>Eu sei, mas e daí?</li>
<li>Como assim e daí? Eu não vou ajudar ele né?</li>
<li>Não sei&#8230; vai ou não?</li>
<li>Se eu não concordo&#8230;</li>
<li>Você ainda assim escolhe. Vai ajudar ou não?</li>
<li>Credo Akim&#8230; que pergunta&#8230;</li>
<li>Eu entendi que não tem concordância, mas a pergunta aqui é outra: ele está pedindo ajuda, você quer ajudar ou não?</li>
</ul>
<p>Ter a concrodância de alguém ou concordar com o ponto de vista de outra pessoa traz, em geral, uma sensação prazerosa de pertencimento. Mas será que concordar é fundamental para se relacionar?</p>
<p>Em primeiro lugar é importante notar que dizemos no cotidiano &#8220;concordo com você&#8221;. Esta expressão é inadequada porque não concordamos com o emissor de uma ideia, mas sim com a ideia em si. Quando dizemos que concordamos com a pessoa, queremos dizer que estamos concordando com o que ela é e não com o que pensa. Porém é estranho pensar nisso. Já refletir que concordamos com as ideias de uma pessoa faz mais sentido.</p>
<p>Isso é importante porque quando discordamos, também discordamos das ideias da pessoa e não dela enquanto um ser. Assim sendo, é possível discordar e manter uma relação. O ato da discordância ocorre no mundo das ideias, por assim dizer, enquanto que no mundo dos atos podemos agir de várias maneiras distintas.</p>
<p>É possível, então, discordar e agir em prol das ideias que a pessoa tem. Concordância não é pre requisito para cooperação. E nem para relação. O limite, que muitas vezes não pensamos em dar, é o de o ato não ser violento contra quem o faz. Ou seja, posso discordar de você e agir em prol daquilo que você está falando desde que este meu ato não seja ofensivo ou me prejudique.</p>
<p>Em geral o que as pessoas desejam é que o outro concorde com ela e siga seus passos. No entanto isso não é necessário. Talvez, inclusive, a concordância possa mascarar falta de intimidade. Concordar nas ideias pode ser uma maneira de estabelecer uma relação sem muita profundidade visto que não existe muitas diferenças e, portanto, poucos acertos e negociações.</p>
<p>Tenho visto que cada vez mais as pessoas sabem apenas se relacionar com pessoas que compartilham do mesmo ponto de vista que elas. Talvez isso se dê pelo fato de que cada vez mais temos vivido uma sociedade intolerante que precisa que todos pensem da mesma maneira para não ter discussões. No entanto, não está no ato de infringir o status quo, o conhecido, o germe de evolução? Uma sociedade com cada vez mais concordância não poderia se tornar uma sociedade cada vez mais pobre também?</p>
<p>Abraço</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Intolerância</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2015/11/13/intolerancia-2/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Nov 2015 09:54:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
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					<description><![CDATA[<p> Este é o medo de todos na sociedade de consumo, diga-se de passagem: a saída derradeira e completa da prateleira de compra, mas não somos produtos, somos gente.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>(ELE) &#8211; Você não está me ouvindo!</p>
<p>(ELA)- Eu estou, você é que não está!</p>
<p>T &#8211; Ninguém está ouvindo ninguém. O que será que impede vocês de se ouvirem?</p>
<p>(ELE) &#8211; Eu não consigo aceitar a falta de respeito dela!</p>
<p>(ELA) &#8211; Eu&#8230;</p>
<p>T &#8211; Calma&#8230; agora deixe eu, pelo menos, ouvir. De que maneira ela te desrespeita?</p>
<p>(ELE) &#8211; Ela não atende meus pedidos, nunca quer sair só comigo, é sempre um amigo ou amiga!</p>
<p>T &#8211; Ok&#8230; Você se sente como nisso tudo?</p>
<p>(ELE) &#8211; Me sinto como se não valesse nada para ela.</p>
<p>T &#8211; E você gostaria de sentir-se como?</p>
<p>(ELE) &#8211; Como se ela gostasse de mim&#8230; se eu fosse importante!</p>
<p>T &#8211; Acredito que ela deseje algo muito próximo disso, estou errado?</p>
<p>(ELA) &#8211; Não, nem um pouco&#8230;</p>
<p>T &#8211; Mas também imagino que ele não saiba como fazer você sentir-se assim.</p>
<p>(ELA) &#8211; Sim.</p>
<p>T &#8211; Ok. Ambos tem desejos parecidos. Podemos brigar aqui e determinar culpados ou começar a criar as maneiras para ambos sentirem-se bem na relação, o que acham?</p>
<p>Vivemos em tempos difíceis. Vejo que, ultimamente, temos tido poucas pessoas de opinião no nosso país, mas muitas pessoas de polêmica. Divididos em lados antagônicos não conseguimos ter a base de uma discussão: concordar com o tema que está sendo discutido. Lançar polêmicas é algo bom num determinado momento, porém num segundo ela não é mais necessária, é hora de estruturar um pensamento e organizar o rumo de uma ação. Porém, isso me parece impossível quando a intolerância é a emoção que impulsiona as ações. A intolerância parece sondar todas as camadas da sociedade em todos os âmbitos possíveis. O que podermos fazer em relação à isso?</p>
<p>Vou partir de um pressuposto super simplista, brega e bobo, porém, um pressuposto que eu imagino que possa nos ajudar: quando as pessoas estão discutindo e brigando muito é por dois motivos: o primeiro porque não se escutam e o segundo porque ambas querem a mesma coisa (ou algo muito próximo), porém possuem critérios diferentes em relação ao como esta coisa é criada ou percebível. Piegas não? Talvez.</p>
<p>O fato é que quando dois lados estão tensos, este é o pior cenário possível para qualquer discussão (é só pensar numa DR com o conjugue). Assim, quando há tensão o que ambos os lados procuram é assegurar logo as suas necessidades. Aí começam as brigas e é aí que digo que ambos querem as mesmas coisas. Canso de ver, no consultório, casais brigando um dizendo para o outro: &#8220;me respeite&#8221;. Duas coisas são óbvias: os dois não se ouviram e os dois não sabem como fazer para dar e receber respeito um do outro.</p>
<p>Aí que precisamos inicialmente ouvir. Ouvir o que cada lado precisa dizer, os anseios e necessidades de cada um precisam estar claros à mesa. Além disso é importante &#8211; talvez mais importante ainda &#8211; compreender como a pessoa deseja que aquilo seja atendido. Ou seja: uma coisa é dizer que quer &#8220;respeito&#8221;, outra coisa é informar que &#8220;respeito&#8221; significa ouvir as reclamações que a pessoa tem do trabalho, não rir dos desejos dela e nem dos livros que gosta de ler. A segunda parte é o &#8220;como&#8221; ficaremos sabendo que o tal respeito foi atingido. A maior parte das pessoas, quando pergunto isso, não sabem como dizer ou então, tem critérios que são tão infantis que quando elas dizem o que querem e como querem terminam por se envergonhar.</p>
<p>Outro ponto é o seguinte: assegurar de que se deseja uma convivência. Temos um mundo que, cada vez mais, cria facções. Como isso tudo deve conviver? Ou entramos em acordos ou entramos em guerra &#8211; infelizmente creio que temos ido mais em direção ao segundo que ao primeiro. O verdadeiro ouvir só ocorre quando realmente desejamos ter uma relação. Quando não se deseja isso o ouvir é de péssima qualidade porque traz ironia e desvalorização daquilo que é dito. Nestes termos não existem acordos.</p>
<p>A raiz da intolerância é a percepção da diferença como algo que pode me causar dano ou que deve me causar nojo. Nos tornamos intolerantes, aprendemos a ser intolerantes com algo ou alguém. O problema é que intolerância gera repulsa e nojo, desejo de higienizar e de afastar. Quanto mais a intolerância em todas as suas manifestações ocorrer, mais as relações irão se deteriorar porque o medo de ser &#8220;higienizado&#8221; irá prevalecer. Este é o medo de todos na sociedade de consumo, diga-se de passagem: a saída derradeira e completa da prateleira de compra, mas não somos produtos, somos gente.</p>
<p>Abraço</p>
<p>Visite nosso site: www.akimpsicologo.com.br</p>
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		<title>Intimidade e poder</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2015/07/03/intimidade-e-poder/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2015 12:18:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mas eu estou insatisfeito. Sim, percebo, agora, porque não abrir isso para a sua esposa? Não dá&#8230; Porque não? Porque depois ela usa isso contra mim. Vai ficar me enchendo o saco por causa disso! Entendo&#8230; Então é melhor manter o controle do que se abrir? Algo assim. Que relação estranha não? É&#8230; pensando assim&#8230; &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2015/07/03/intimidade-e-poder/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Intimidade e poder</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.akimpsicologo.com.br/blog/wp-content/uploads/2015/03/intimidade.jpg"><img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-3103" src="http://www.akimpsicologo.com.br/blog/wp-content/uploads/2015/03/intimidade.jpg" alt="Couple Relaxing in Bed --- Image by © Laura Doss/CORBIS" width="426" height="284" /></a></p>
<ul>
<li>Mas eu estou insatisfeito.</p>
</li>
<li>
<p>Sim, percebo, agora, porque não abrir isso para a sua esposa?</p>
</li>
<li>
<p>Não dá&#8230;</p>
</li>
<li>
<p>Porque não?</p>
</li>
<li>
<p>Porque depois ela usa isso contra mim. Vai ficar me enchendo o saco por causa disso!</p>
</li>
<li>
<p>Entendo&#8230; Então é melhor manter o controle do que se abrir?</p>
</li>
<li>
<p>Algo assim.</p>
</li>
<li>
<p>Que relação estranha não?</p>
</li>
<li>
<p>É&#8230; pensando assim&#8230; parece uma briga né?</p>
</li>
<li>
<p>Parece</p>
</li>
</ul>
<p>Num post anterior falei sobre a intimidade como a habilidade de tornar familiar algo entre duas ou mais pessoas. Pensando num casal, a intimidade traz consigo vários benefícios, pois, com ela, a  sensação de empatia, pertencimento e entrega aumentam. Junto com isso tem-se maior facilidade para negociar os aspectos do dia a dia assim como confiança naquilo que o parceiro é capaz ou não de fazer.</p>
<p>Na intimidade descobre-se os novos rumos do casal e pode-se discutir com mais eficiência a relação quando isso é necessário pois a quantidade de informações disponíveis sobre o outro é maior. Conhecer mais o outro e permitir-se ser conhecido é algo que aumenta o desejo pela criação do novo, então ao invés de diminuir, o mistério aumenta. Porém este aumento de mistério é algo que atrai pelo fato de existir um porto seguro entre os dois.</p>
<p>Porém a criação de intimidade vem com o preço da diminuição da briga pelo poder. Toda pessoa ao entrar em uma relação possui alguns medo e desejos. Ao longo da relação começam a ficar evidentes alguns medo que podem acontecer e alguns desejos que não serão realizados. Assim começa a briga pelo poder. A maneira de uma pessoa buscar garantir que seus desejos serão satisfeitos é através do poder que exerce sobre o outro.</p>
<p>Porém o poder termina com a intimidade. Um dos pontos do poder é o segredo, ou seja, a retenção de informações sobre eu mesmo afim de poder manipular o outro ou de não permitir ao outro ciência sobre o que me aflige. Uma vez que há disputa pelo poder não existe o desejo de &#8220;tornar familiar&#8221;, mas sim o desejo de conquistar e reter, manter, dominar o outro para que a relação se torne aquilo que eu desejo. O desejo pelo poder na relação acaba com o desejo de entrega e isso faz com que a intimidade desapareça.</p>
<p>O efeito mais interessante, entretanto, é que na briga pelo poder muitas vezes os casais realizam seus piores medos através dos comportamentos que assumem. Ou seja, quanto mais lutam contra o parceiro para que seus medos não se concretizem, mais se comportam de uma maneira que influencia a pessoa a se comportar da maneira que eles não querem e temem. A briga pelo poder não constrói as condições para a reflexão sincera e, por esta razão, não faz com que ambos cheguem a entendimentos sobre si e sobre a relação que é o que pode, de fato, fazer com que se crie uma relação em prol do que a pessoa quer e não uma que evite o que ela não quer.</p>
<p>Assim, ao invés de negar medos é interessante revelar medos. Mais interessante ainda é revelar aquilo que se deseja da relação com um foco positivo: o que eu espero de fato. Isso é o que &#8220;cura&#8221; o medo. Se a pessoa tem medo de segredos, por exemplo, deve buscar construir uma relação com foco na sinceridade e transparência e saber como lidar com estes aspectos.</p>
<p>Ser íntimo é mais do que saber fatos sobre a pessoa. É ter a habilidade e a relação na qual existe espaço e desejo de ouvir e ser ouvido, compartilhar informações, emoções, vivências e desejos sabendo que eles serão respeitados e incluídos na relação. É ter um sentimento de aceitação de si e do outro ao invés de medo daquilo que vem do outro. E é uma delícia.</p>
<p>Abraço</p>
<p>Visite nosso site: www.akimpsicologo.com.br</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Ataque e defesa</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2014/06/04/ataque-e-defesa/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Jun 2014 11:53:26 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; E foi ai que eu tive que dizer para ele o que eu pensava dele sabe? &#8211; Sei sim, e disse? &#8211; Falei tudo. &#8211; O que aconteceu depois? &#8211; Bem, ele ficou quieto né? Tinha que ficar! &#8211; Sei&#8230; mas e você? &#8211; Eu? Bom, eu falei o que tinha que falar né? &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2014/06/04/ataque-e-defesa/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Ataque e defesa</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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<p>&#8211; E foi ai que eu tive que dizer para ele o que eu pensava dele sabe?</p>
<p>&#8211; Sei sim, e disse?</p>
<p>&#8211; Falei tudo.</p>
<p>&#8211; O que aconteceu depois?</p>
<p>&#8211; Bem, ele ficou quieto né? Tinha que ficar!</p>
<p>&#8211; Sei&#8230; mas e você?</p>
<p>&#8211; Eu? Bom, eu falei o que tinha que falar né? Fiquei aliviada.</p>
<p>&#8211; Acredito&#8230; um alívio duplo não é?</p>
<p>&#8211; Como assim duplo?</p>
<p>&#8211; O primeiro de ver ele baixar a cabeça e o segundo de ter se esquivado completamente do que ele falou.</p>
<p>&#8211; Ã?</p>
<p>&#8211; Você me disse: &#8220;ele falou pra mim que a minha impaciência estava acabando com a relação&#8221; não falou?</p>
<p>&#8211; Sim.</p>
<p>&#8211; E que, depois disso, você falou &#8220;tudo&#8221; para ele e ele ficou quieto não foi?</p>
<p>&#8211; Sim.</p>
<p>&#8211; Pois é: a melhor defesa é o ataque&#8230; você percebe que o atacou?</p>
<p>&#8211; Agora pensando&#8230;</p>
<p>&#8211; E o que te motivou a fazer isso?</p>
<p>&#8211; Eu não gosto quando falam da minha impaciência.</p>
<p>&#8211; Mas você é impaciente, não é?</p>
<p>&#8211; SOU.</p>
<p>&#8211; Não seria mais elegante e sincero com você e com a relação dizer algo como: &#8220;desculpe&#8221;, já que você sabe que ele está certo sobre este seu comportamento?</p>
<p>&#8211; Ai&#8230; mas isso é difícil&#8230;</p>
<p>&#8211; Difícil está ficando a sua relação&#8230;</p>
<p>&#8211; É</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Quando um ser sente-se agredido e sem possibilidade de defesa em geral ele tem duas atitudes: fuga ou ataque. No entanto, um ataque pode ser uma defesa disfarçada e vice versa.</p>
<p>Neste caso que eu trouxe, por exemplo, a pessoa estava sempre com muito medo de muitas coisas. Ela era altamente explosiva e temperamental, mas não gostava quando alguém lhe apontava isso. No entanto, era difícil de não fazê-lo. Assim, ela estava sempre no ataque, sempre brigando e &#8220;jogando coisas na cara&#8221;, &#8220;sou sincera, não posso segurar&#8221; ela dizia. A questão é que tudo isso era, na verdade, uma defesa para que ninguém falasse dos seus próprios defeitos.</p>
<p>Obviamente ninguém gosta dos seus defeitos sendo esfregados na sua cara, mas existe um momento em que as relações &#8211; e a própria vida da pessoa &#8211; fazem esta exigência para a evolução pessoal dela. É algo que vai muito além do &#8220;esse é o meu jeito, respeite&#8221;, é quando a vida diz &#8220;esse é o seu jeito, evolua&#8221;. Neste caso é muito importante estar atento às reações que temos em relação à atacar ou nos defender.</p>
<p>Em geral estas duas reações são muito importantes quando se trata de um ataque de fato, ou seja, alguém que deliberadamente deseja causar dano em você por qualquer motivo que seja. É saudável saber atacar ou fugir nestas situações para manter a sua integridade pessoal. Porém existem várias outras situações em que ao nos &#8220;defendermos&#8221; a principal vítima somos nós mesmos.</p>
<p>O caso, de uma maneira geral, recai quando nós mesmos concordamos com o que foi dito à nosso respeito. Muitas vezes as críticas &#8211; independente da maneira pela qual foram feitas &#8211; atingem o &#8220;ponto certo&#8221;, ou seja, são verdadeiras e precisam ser respeitadas porque o outro está vendo algo realmente disfuncional em nós, ou que precisa de mais atenção do que damos.</p>
<p>Estes casos, em geral, são aqueles em que a pessoa pode até brigar com o outro e inverter a situação, porém sente-se mal e culpada tempos depois. Em geral, para fugir da sensação de culpa a pessoa &#8220;esquece&#8221; &#8211; o esquecimento tem função altamente emocional &#8211; porém mesmo com isso ela se coloca em várias situações nas quais o mesmo &#8220;script&#8221; se repete por vezes sem fim. Às vezes a pessoa se pergunta &#8220;mas será que vai ser sempre assim?&#8221;. O pior é que a resposta é &#8220;sim&#8221; enquanto a pessoa não aprende uma nova maneira de viver a vida e se relacionar ela irá manter o padrão de comportamento &#8211; ou &#8220;leva sorte&#8221;.</p>
<p>Quando a emoção da raiva surgir busque perceber se o ataque ou a defesa são, realmente, necessários neste momento. Verifique se você se sente agredido porque de fato a pessoa está desejando causar-lhe dano ou se essa agressão é interna, ou seja, você não gosta dessa característica em você e, por isso, sente-se agredido quando alguém à percebe. Isso é algo muito comum de acontecer e requer um pouco de desenvoltura emocional para que você perceba que não é o outro, mas sim você mesmo quem se agride neste tipo de situação.</p>
<p>Se este for o caso, de um passo para trás e, quem sabe, um pedido de desculpas pode ser uma forma de &#8220;mudar o seu carma&#8221;.</p>
<p>Abraço</p>
<p>Visite nosso site: www.akimpsicologo.com.br</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Briguinhas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Sep 2012 12:45:48 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
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		<category><![CDATA[Conflitos]]></category>
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		<category><![CDATA[Negociação]]></category>
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		<category><![CDATA[Rejeição]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; E daí ele já começou com aquele jeitão tosco dele&#8230; &#8211; Sim, sim&#8230; e você, o que fez daí? &#8211; Ah, o que eu posso fazer Akim? Fiquei lá e ouvi ele falar, daí depois peguei e dei uma nele também. &#8211; Como assim? &#8211; Eu lembrei de uma vez que eu também queria &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2012/09/24/briguinhas/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Briguinhas</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; E daí ele já começou com aquele jeitão tosco dele&#8230;</p>
<p>&#8211; Sim, sim&#8230; e você, o que fez daí?</p>
<p>&#8211; Ah, o que eu posso fazer Akim? Fiquei lá e ouvi ele falar, daí depois peguei e dei uma nele também.</p>
<p>&#8211; Como assim?</p>
<p>&#8211; Eu lembrei de uma vez que eu também queria ir num lugar e ele não, falei isso para ele.</p>
<p>&#8211; Ah tá, entendi e aí?</p>
<p>&#8211; Aí ele se defendeu e ficou dizendo que era uma situação diferente</p>
<p>&#8211; E você?</p>
<p>&#8211; Eu falei que não tinha nada de diferente, que foi assim naquele dia e daí lembrei de mais umas situações e joguei na mesa também.</p>
<p>&#8211; E aí, ele retrucou puxando situações em que você também tinha agido assim não é?</p>
<p>&#8211; É, ele começou com isso e depois ficou falando do &#8220;meu jeito chato de ser&#8221;.</p>
<p>&#8211; Sei&#8230; e aí você falou do dele?</p>
<p>&#8211; Claro né? Não podia perder para ele&#8230;</p>
<p>&#8211; Perder? Como assim? Era uma guerra aquilo ali? Um tipo de julgamento?</p>
<p>&#8211; (risos) É, não era para ser, mas parece que sim&#8230;</p>
<p>William Uri começa o seu artigo com esta pergunta. Você já tentou responder essa pergunta?</p>
<p>Se tentou, pense de novo porque seu relacionamento está ficando complicado. A questão é uma pegadinha no sentido de que negociar não é competir. Se existe uma competição e algum dos dois sente que &#8220;ganhou&#8221; ou &#8220;perdeu&#8221; a coisa está começando a ficar complicada porque disputas irão ser criadas, comportamentos serão exigidos e tudo, no final, irá virar uma disputa pelo poder.</p>
<p>No exemplo acima, busquei ir compreendendo o padrão de comunicação do casal o qual possui um bem comum: limpando a lixeira. Este não é o nome técnico, mas é como eu chamo quando duas pessoas começam a remoer todas as &#8220;derrotas&#8221; que sofreram ao longo da relação e não fazem o mais importante: negociam a situação atual.</p>
<p>O que faz isso ocorrer? São vários os fatores, vou colocar aqui os que tenho visto mais vezes no consultório:</p>
<p>Expectativas. Este é de longe o mais comum e mais destruidor de todos. É muito simples de se entender também: consiste em um desejo que eu tenho sobre o outro e que este outro é incapaz de me dar. Em outras palavras: quero muito um conjugue que me elogie e incentive os meus projetos pessoais e daí escolho uma pessoa altamente crítica para me relacionar e que não consegue nem elogiar os seus próprios projetos. Passo, então, a cobrar e ficar brabo com esta pessoa quando ela faz o que ela SEMPRE FEZ. É como brigar com um cão porque queríamos que ele miasse.</p>
<p>Falta de decisão. Este outro fator é muito complicado. Quando você vai negociar algo tem que saber o que quer e quais os limites que você está disposto à ceder e quais são inegociáveis. O problema é que muitas pessoas quando estão negociando ficam brincando com as metas e dizem coisas &#8220;só para ver a reação dele (a)&#8221;. Porque isso é um problema? Simples: não se negocia assim o nome disso é manipulação, vou checando e confundindo o &#8220;alvo&#8221; até ele ser pego em alguma fraqueza, então ataco! Se você precisa atacar é porque seu relacionamento está baseado num sistema ganha-perde, cuidado, ele já é uma batalha.</p>
<p>Baixa habilidade em negociações. Decorrência do fator acima a baixa habilidade envolve pessoas que não sabem ser flexíveis, pessoas que não sabem se impôr &#8211; ficam com culpa quando o fazem &#8211; e ao invés de negociar situações e circunstâncias levam tudo para o lado pessoal e acham que qualquer negociação é uma afronta ao seu &#8220;eu&#8221;.</p>
<p>Esperança de ganhos futuros. Geralmente as pessoas cedem não porque estão, da fato, cedendo, mas porque esperam que isso vá lhes trazer benefícios no futuro. &#8220;Ah, mas eu fui no seu evento chato, agora você tem que vir no meu&#8221;; &#8220;Mas eu faço tudo o que você quer, porque você não faz o que eu quero?&#8221; Estabelecem uma dívida &#8211; não informada ao conjugue, porque ela é &#8220;óbvia&#8221; &#8211; toda vez que fazem uma concessão.</p>
<p>Estes são alguns dos pontos que trabalho com a maior parte dos clientes que tem problemas com &#8220;briguinhas&#8221; nas suas relações. Espero que tenha sido útil para você ter este conhecimento.</p>
<p>Abraço</p>
<p>Visite nosso site e veja o artigo de William Uri:</p>
<p><a href="http://www.akimpsicologo.com.br/index.php/artigos/detalhes/wiliam-ury-quem-esta-ganhando-seu-casamento">http://www.akimpsicologo.com.br/index.php/artigos/detalhes/wiliam-ury-quem-esta-ganhando-seu-casamento</a></p>
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