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	<title>Arquivos Bullying - Akim Neto Psicólogo Clínico</title>
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		<title>Porque as pessoas sempre me exploram?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Dec 2016 09:44:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; E daí ele pegou e ficou lá se enrolando. &#8211; E você? &#8211; Tive que ficar esperando. &#8211; Porque? &#8211; Porque é sempre assim, eu marco uma coisa para ir com ele, ele fica se enrolando e acaba se atrasando e nunca vamos. &#8211; E o que te faz realizar novamente a mesma escolha, &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2016/12/19/porque-as-pessoas-sempre-me-exploram/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Porque as pessoas sempre me exploram?</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; E daí ele pegou e ficou lá se enrolando.</p>
<p>&#8211; E você?</p>
<p>&#8211; Tive que ficar esperando.</p>
<p>&#8211; Porque?</p>
<p>&#8211; Porque é sempre assim, eu marco uma coisa para ir com ele, ele fica se enrolando e acaba se atrasando e nunca vamos.</p>
<p>&#8211; E o que te faz realizar novamente a mesma escolha, já sabendo do possível resultado?</p>
<p>&#8211; Também não sei&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Não é por acaso que nos relacionamos com as pessoas ao nosso redor. A maneira que escolhemos as pessoas e a maneira de nos relacionar tem ligação profunda com nossa auto imagem, seja ela qual for.</p>
<p><span id="more-6113"></span></p>
<p>Nossa auto imagem tem múltiplas funções em nosso psiquismo. Uma delas se refere ao tipo de pessoa com a qual nos relacionamos e o tipo de relação que desenvolvemos com ela. Pessoas que são abusadas, em geral, tendem a ter uma auto imagem negativa. Essa percepção deixa a pessoa vulnerável a se relacionar com pessoas abusadoras.</p>
<p>O fato é que uma auto imagem negativa pode fazer com que a pessoa tenha comportamentos de fuga de si. O sentimento de estar só é um vazio incomensurável, doloroso demais para ser sentido. Há uma crença de que a pessoa não é boa o suficiente e que está sozinha por causa disso. Assim a solidão a inunda com um pessimismo sobre si própria difícil de ser percebido.</p>
<p>A tendência, então é reprimir este sentimento. Porém, uma vez reprimido, ele tenderá a se mostrar nos comportamentos da pessoa. Vejo muito em meu consultório pessoas que acabam compensando sua auto imagem negativa com uma busca em servir os outros. Este desejo de ser bom para outras pessoas, quando associado a auto imagem negativa é, na verdade, um desejo por redenção. É como se a pessoa estivesse fazendo qualquer negócio para estar com alguém, pois isso mostraria que ela não é tão ruim assim: &#8220;alguém me quer&#8221;.</p>
<p>Esta atitude, porém, faz com que ela atente para pessoas que realmente desejam um serviçal por perto. Se o desejo é servir alguém, devo me encontrar com alguém que quer um criado. Até aí a equação funciona perfeitamente. O problema é que na verdade o desejo de &#8220;servir&#8221; não é pleno. Em outras palavras, o que a pessoa deseja não é servir, mas sim ser amada ao fazer isso. Ela deseja comprar o amor do outro. Nesse momento a coisa desanda.</p>
<p>Ocorre que uma parte da equação está querendo um serviçal e não alguém para amar, cuidar e colocar no colo quando estiver por baixo. Mas é exatamente isso que o outro lado da equação quer, mas não coloca de forma clara. Assim se mostra muito solícito na esperança de obter favores especiais que não vem (quem daria favores especiais à um servo?). Nesse momento, sente-se explorado e usado, mas não percebe uma realidade mais torturante: foi ele próprio quem se colocou na posição de abuso.</p>
<p>A auto imagem negativa é o que permite que a pessoa se coloque neste tipo de situação degradante. Enquanto ela não olhar para aquilo que não gosta em si e aprender a se amar, tenderá a repetir o padrão de escolhas que fez antes. Poderá sofrer muito na vida, porém, na sua auto imagem ela merece este sofrimento, é com isso que se identifica. Mudar isso é fundamental para melhorar as escolhas que faz assim como a forma pela qual se relaciona.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Intolerância</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2015/11/13/intolerancia-2/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Nov 2015 09:54:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
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		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p> Este é o medo de todos na sociedade de consumo, diga-se de passagem: a saída derradeira e completa da prateleira de compra, mas não somos produtos, somos gente.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>(ELE) &#8211; Você não está me ouvindo!</p>
<p>(ELA)- Eu estou, você é que não está!</p>
<p>T &#8211; Ninguém está ouvindo ninguém. O que será que impede vocês de se ouvirem?</p>
<p>(ELE) &#8211; Eu não consigo aceitar a falta de respeito dela!</p>
<p>(ELA) &#8211; Eu&#8230;</p>
<p>T &#8211; Calma&#8230; agora deixe eu, pelo menos, ouvir. De que maneira ela te desrespeita?</p>
<p>(ELE) &#8211; Ela não atende meus pedidos, nunca quer sair só comigo, é sempre um amigo ou amiga!</p>
<p>T &#8211; Ok&#8230; Você se sente como nisso tudo?</p>
<p>(ELE) &#8211; Me sinto como se não valesse nada para ela.</p>
<p>T &#8211; E você gostaria de sentir-se como?</p>
<p>(ELE) &#8211; Como se ela gostasse de mim&#8230; se eu fosse importante!</p>
<p>T &#8211; Acredito que ela deseje algo muito próximo disso, estou errado?</p>
<p>(ELA) &#8211; Não, nem um pouco&#8230;</p>
<p>T &#8211; Mas também imagino que ele não saiba como fazer você sentir-se assim.</p>
<p>(ELA) &#8211; Sim.</p>
<p>T &#8211; Ok. Ambos tem desejos parecidos. Podemos brigar aqui e determinar culpados ou começar a criar as maneiras para ambos sentirem-se bem na relação, o que acham?</p>
<p>Vivemos em tempos difíceis. Vejo que, ultimamente, temos tido poucas pessoas de opinião no nosso país, mas muitas pessoas de polêmica. Divididos em lados antagônicos não conseguimos ter a base de uma discussão: concordar com o tema que está sendo discutido. Lançar polêmicas é algo bom num determinado momento, porém num segundo ela não é mais necessária, é hora de estruturar um pensamento e organizar o rumo de uma ação. Porém, isso me parece impossível quando a intolerância é a emoção que impulsiona as ações. A intolerância parece sondar todas as camadas da sociedade em todos os âmbitos possíveis. O que podermos fazer em relação à isso?</p>
<p>Vou partir de um pressuposto super simplista, brega e bobo, porém, um pressuposto que eu imagino que possa nos ajudar: quando as pessoas estão discutindo e brigando muito é por dois motivos: o primeiro porque não se escutam e o segundo porque ambas querem a mesma coisa (ou algo muito próximo), porém possuem critérios diferentes em relação ao como esta coisa é criada ou percebível. Piegas não? Talvez.</p>
<p>O fato é que quando dois lados estão tensos, este é o pior cenário possível para qualquer discussão (é só pensar numa DR com o conjugue). Assim, quando há tensão o que ambos os lados procuram é assegurar logo as suas necessidades. Aí começam as brigas e é aí que digo que ambos querem as mesmas coisas. Canso de ver, no consultório, casais brigando um dizendo para o outro: &#8220;me respeite&#8221;. Duas coisas são óbvias: os dois não se ouviram e os dois não sabem como fazer para dar e receber respeito um do outro.</p>
<p>Aí que precisamos inicialmente ouvir. Ouvir o que cada lado precisa dizer, os anseios e necessidades de cada um precisam estar claros à mesa. Além disso é importante &#8211; talvez mais importante ainda &#8211; compreender como a pessoa deseja que aquilo seja atendido. Ou seja: uma coisa é dizer que quer &#8220;respeito&#8221;, outra coisa é informar que &#8220;respeito&#8221; significa ouvir as reclamações que a pessoa tem do trabalho, não rir dos desejos dela e nem dos livros que gosta de ler. A segunda parte é o &#8220;como&#8221; ficaremos sabendo que o tal respeito foi atingido. A maior parte das pessoas, quando pergunto isso, não sabem como dizer ou então, tem critérios que são tão infantis que quando elas dizem o que querem e como querem terminam por se envergonhar.</p>
<p>Outro ponto é o seguinte: assegurar de que se deseja uma convivência. Temos um mundo que, cada vez mais, cria facções. Como isso tudo deve conviver? Ou entramos em acordos ou entramos em guerra &#8211; infelizmente creio que temos ido mais em direção ao segundo que ao primeiro. O verdadeiro ouvir só ocorre quando realmente desejamos ter uma relação. Quando não se deseja isso o ouvir é de péssima qualidade porque traz ironia e desvalorização daquilo que é dito. Nestes termos não existem acordos.</p>
<p>A raiz da intolerância é a percepção da diferença como algo que pode me causar dano ou que deve me causar nojo. Nos tornamos intolerantes, aprendemos a ser intolerantes com algo ou alguém. O problema é que intolerância gera repulsa e nojo, desejo de higienizar e de afastar. Quanto mais a intolerância em todas as suas manifestações ocorrer, mais as relações irão se deteriorar porque o medo de ser &#8220;higienizado&#8221; irá prevalecer. Este é o medo de todos na sociedade de consumo, diga-se de passagem: a saída derradeira e completa da prateleira de compra, mas não somos produtos, somos gente.</p>
<p>Abraço</p>
<p>Visite nosso site: www.akimpsicologo.com.br</p>
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		<title>Vítima</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2014/08/18/vitima/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Aug 2014 12:25:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
		<category><![CDATA[Amor próprio]]></category>
		<category><![CDATA[Auto Expressão]]></category>
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		<category><![CDATA[Rejeição Amorosa]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[violência]]></category>
		<category><![CDATA[Violência moral e física]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Tenho uma novidade ótima pra te contar! Oba, me conte então! Lembra que trabalhamos para eu não me colocar como vítima né?! Sim! Consegui! Opa!! Parabéns!! Me conte como foi? Eu entrei lá, respirei fundo e comecei a pensar no meu futuro e em quem eu realmente sou: uma profissional com um sonho. Ótimo. Sim, &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2014/08/18/vitima/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Vítima</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.akimpsicologo.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/08/fotos_1338_a-proxima-vitima.jpg"><img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-2260" src="http://www.akimpsicologo.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/08/fotos_1338_a-proxima-vitima.jpg" alt="fotos_1338_A proxima Vitima" width="426" height="266" /></a></p>
<ul>
<li>Tenho uma novidade ótima pra te contar!</p>
</li>
<li>
<p>Oba, me conte então!</p>
</li>
<li>
<p>Lembra que trabalhamos para eu não me colocar como vítima né?!</p>
</li>
<li>
<p>Sim!</p>
</li>
<li>
<p>Consegui!</p>
</li>
<li>
<p>Opa!! Parabéns!! Me conte como foi?</p>
</li>
<li>
<p>Eu entrei lá, respirei fundo e comecei a pensar no meu futuro e em quem eu realmente sou: uma profissional com um sonho.</p>
</li>
<li>
<p>Ótimo.</p>
</li>
<li>
<p>Sim, e daí, a reunião toda fiquei em contato com isso e todas as coisas que ele falou para mim não me fizeram mal&#8230;</p>
</li>
<li>
<p>Que ótimo!</p>
</li>
<li>
<p>Na verdade&#8230; até me deram um certo estímulo sabe? Eu sai mesmo do papel Akim!!</p>
</li>
<li>
<p>Parabéns!! Mereces!!!</p>
</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p>Muitas pessoas passam por situações difíceis na vida e conseguem passar por estas situações de uma maneira altiva, mesmo sofrendo humilhações, privações e até mesmo violência física e moral. Ela sofrem, se entristecem, sentem raiva assim como qualquer pessoa, porém nunca se identificam como a vítima da situação. Isto faz toda a diferença.</p>
<p>Não se trata de fingir que esta numa situação diferente da que se está ou de achar que não se está sendo molestado. Aceita-se estes fatos, porém não existe a identificação com o papel que a situação está demandando. O que significa &#8220;não se identificar&#8221; com o papel de vítima?</p>
<p>Podemos entender isso como se fosse um teatro: existe o papel de vítima e tudo aquilo pelo qual a vítima terá que passar. A pessoa pode até passar pelas situações, mas dentro dela ela não se diz &#8211; por exemplo &#8211; &#8220;sou uma vítima&#8221;, &#8220;porque comigo?&#8221; ou &#8220;o que fiz para merecer isso?&#8221;. Identificar-se é quando assumimos uma identidade e, com ela, um determinado papel, que envolve uma forma de sentir, de pensar e de agir.</p>
<p>A identificação com o papel de vítima é o que realmente transforma a pessoa em uma. A partir disso ela passará a ver o que ela faz e o que ocorre com ela sob esta perspectiva e então estará &#8220;presa&#8221; nesta &#8220;fantasia&#8221; que envolve o papel. Uma vez nesta fantasia ela passa a ver o outro como seu carrasco, ela como vítima e a situação como uma prisão frente à qual ela é impotente &#8211; visto que é vítima.</p>
<p>As pessoas que não adentram no papel passam pela mesma situação, porém se identificam, por exemplo, com o papel do &#8220;sobrevivente&#8221; e se dizem: &#8220;não importa o que está ocorrendo agora, eu vou sobreviver à isto e ter uma vida boa mais tarde&#8221;. Temos entendido que este compromisso com o planejamento de um futuro é fundamental para a vivência no momento não se tornar tão traumática.</p>
<p>Este compromisso faz com que a pessoa viva as injustiças como o que são: injustiças. Um dos maiores trabalhos que a maior parte dos psicólogos tem que fazer com pessoas vitimas de injustiças e violências é, justamente, retirar delas a culpa sobre o que lhes aconteceu visto que é muito comum que as pessoas tentem assumir a responsabilidade pela injustiça que lhes causam, porém isto é contraprodutivo e, também, errado visto que uma injustiça é sempre uma injustiça.</p>
<p>Assim como quando a pessoa se identifica com o papel de vítima ela passa a ver tudo sob esta ótica, quando ela sai deste papel e se identifica com um mais adequado para a situação ela também dá um novo sentido ao que lhe acontece e à quem é. Esta mudança é o que pode ser a sua salvação, aquilo que irá dar à ela a percepção do que lhe aconteceu.</p>
<p>Abraço</p>
<p>Visite nosso site: www.akimpsicologo.com.br</p>
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		<title>Desqualificação</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2013/07/17/desqualificacao/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jul 2013 11:07:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; E daí, toda vez que eu falo ele troca de assunto sabe? Parece que nem está ouvindo o que eu disse. &#8211; Hum&#8230; e o que você faz nessa situação? Desqualificação é, literalmente, tirar a qualidade de algo, minar a qualidade de algo ou alguém. Todos estamos sujeitos à atitude de desqualificação. Como isso &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2013/07/17/desqualificacao/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Desqualificação</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; E daí, toda vez que eu falo ele troca de assunto sabe? Parece que nem está ouvindo o que eu disse.</p>
<p>&#8211; Hum&#8230; e o que você faz nessa situação?</p>
<p>Desqualificação é, literalmente, tirar a qualidade de algo, minar a qualidade de algo ou alguém.</p>
<p>Todos estamos sujeitos à atitude de desqualificação.</p>
<p><span style="font-size:13px;line-height:19px;">Como isso é possível alguém ser desqualificado? </span><span style="font-size:13px;line-height:19px;">Ela torna-se possível de duas formas: quando a pessoa não sabe dar o valor para o que deseja, suas características ou quando o valor advém do outro e não dela, em ambas as situações ela torna-se vítima fácil da desqualificação. Quando a pessoa não sabe dar o devido valor à si, seus comportamentos, desejos e atitudes ela acaba dando um valor pequeno ou inadequado assim quando uma outra pessoa também dá um valor pequeno ou inadequado ocorre uma &#8220;sinergia&#8221; entre os dois valores &#8211; ou seja o valor dado pelo outro é o mesmo que a pessoa se dá &#8211; assim sendo a pessoa sente-se desqualificada e acaba aceitando o valor atribuído.</span></p>
<p>Já quando a pessoa precisa que o outro atribua valor para o que ela quer ou faz fica fácil de entender: se o outro atribuir um valor pequeno a pessoa irá aceitar o valor pequeno visto que é o outro quem atribui este valor. O problema surge quando uma pessoa dá um valor pequeno e outra dá um valor grande: em quem acreditar? A pessoa desqualificada fica numa &#8220;sinuca de bico&#8221; emocional porque fica &#8220;evidente que alguém está mentindo&#8221; o que traz muitos problemas para a relação.</p>
<p>O que fazer? Como se defender?</p>
<p>Lidar com a desqualificação exige dois níveis de competência: intrapessoal e interpessoal. A interpessoal envolve as atitudes que a pessoa vai ter para com aquele que a desqualificou, como vai reagir à pessoa. Aqui estão envolvidos os comportamentos de dar limites, ignorar, fazer brincadeira com a pessoa, demonstrar descontentamento, solicitar desculpas e até mesmo desvinculamento. É importante saber que tipo de resposta queremos dar para a pessoa que nos desqualifica o objetivo, em geral, é demonstrar que aquilo à que você dá valor vai continuar tendo aquele valor e que a tentativa de desvalorização do outro nada mais é do que a opinião do outro sobre aquilo. Não se trata de criar um jogo de poder &#8211; quem pode mais &#8211; pelo contrário: de criar um jogo no qual ambos são iguais: cada um com sua diferença. Esta estrutura gera respeito.</p>
<p>A parte interna lida com a forma pela qual a pessoa se valoriza &#8211; ou não &#8211; e do grau de dependência que ela tem das outras pessoas. Sem esta parte fica muito difícil lidar com a outra porque se a pessoa não estiver segura dos valores que sustenta ela poderá abraçar rapidamente os valores de terceiros. E aqui gera-se um problema complexo pois embora a pessoa saiba que esta sendo desqualificada ela aceita a desqualificação o que gera raiva, pois a pessoa sabe que está se permitindo ser violada. A questão fundamental é como a pessoa se valoriza? Ela precisa aprender a dar o valor e sustentar o valor agregado ao que ela quer, ao que ela faz e a quem ela é. E fazer isso sabendo dos seus defeitos, afinal valorizar-se e qualificar-se não significa tapar os olhos para as partes que não gostamos em nós e é possível ter um bom valor pessoal e uma auto-estima bem estruturada sabendo dos defeitos &#8211; na verdade a auto-estima bem estruturada só existe quando os levamos em consideração.</p>
<p>Pergunte-se: porque isto é importante para mim? Quanto é importante para mim? Como faço para sustentar este elemento em minha vida?</p>
<p>Ao entender o porque, quanto e como fazer para sustentar você estará dando já os primeiros passos para manter-se livre da desqualificação!</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>Bullying</title>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Oct 2012 13:14:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
		<category><![CDATA[Amor próprio]]></category>
		<category><![CDATA[Aprendizagem]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; E aí fica me ligando e me chamando de gorda, doida, falsa sabe? O que eu faço?! &#8211; Entendi. Muito bem, tem várias coisas para fazer, vamos começar com a &#8220;básica&#8221; ok? &#8211; Tá. &#8211; Como você reage que a pessoa liga e te chama de gorda? &#8211; No começo não liguei muito, mas &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2012/10/22/bullying/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Bullying</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; E aí fica me ligando e me chamando de gorda, doida, falsa sabe? O que eu faço?!</p>
<p>&#8211; Entendi. Muito bem, tem várias coisas para fazer, vamos começar com a &#8220;básica&#8221; ok?</p>
<p>&#8211; Tá.</p>
<p>&#8211; Como você reage que a pessoa liga e te chama de gorda?</p>
<p>&#8211; No começo não liguei muito, mas agora fico chateada, quero revidar, mas não sei como. Na verdade não sei se consigo e isso me frustra!</p>
<p>&#8211; Entendi. Porque você acha que não consegue revidar?</p>
<p>&#8211; (&#8230;) no fundo é porque tem coisas que a pessoa fala que eu também falo para mim mesma sabe?</p>
<p>&#8211; Humm, entendi, por exemplo?</p>
<p>&#8211; Doida e falsa eu sei que não sou, mas o &#8220;gorda&#8221; me pega&#8230;</p>
<p>&#8211; Entendi. Bom, vamos lá: o que seria um peso ideal para você? Como vocês saberia que está num peso bom?</p>
<p>&#8211; Hum&#8230; difícil dizer&#8230; mas acho que se eu tivesse um manequim 40 estaria muito bom.</p>
<p>&#8211; Perfeito! O que seria um manequim de gorda?</p>
<p>&#8211; Algo em torno de um 56, 58 eu acho!</p>
<p>&#8211; E o seu está aonde?</p>
<p>&#8211; Estou vestindo um 44.</p>
<p>&#8211; Beem longe de um 56 não é?</p>
<p>&#8211; É.</p>
<p>&#8211; Ótimo, agora eu quero que você faça assim: Crie duas telas de tv na sua frente e imagine em uma a imagem de uma pessoa com manequim 56 que para você é a gorda, na outra a do manequim ideal para você: 40 e entre elas a sua no manequim 44.</p>
<p>&#8211; Ok, já fiz.</p>
<p>&#8211; Ótimo, agora imagine ele te ligando e dizendo que você tem o manequim da tela de 56 e compare com o que você é e decida por si só: ele está dizendo a verdade ou está &#8220;viajando&#8221;?</p>
<p>&#8211; Viajando completamente!</p>
<p>&#8211; Perfeito, como você reage com uma pessoa que está viajando completamente?</p>
<p>&#8211; (Risos) Eu tenho uma atitude cômica, acho engraçado quando alguém &#8220;viaja&#8221; e &#8220;viajo&#8221; junto sabe?</p>
<p>&#8211; Sei, humor é ótimo nesses momentos.</p>
<p>&#8211; Eu diria algo sem nexo assim como ele está dizendo para mim sabe? Tipo: daí seu ouriço do mar, tudo bem?</p>
<p>&#8211; Ótimo, o importante é você manter esta distinção e responder de acordo entende?</p>
<p>&#8211; Entendi sim. Ele pode me chamar do que ele quiser, mas só me afeta se bater com o que eu mesma penso de mim.</p>
<p>&#8211; Isso aí.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Bullying é algo que sempre existiu e vai continuar existindo. Todos os seres humanos degradam outros seres humanos em suas falas e atos é só ver os horários políticos para checar isso. A grande questão à respeito de como tratar a violência não é &#8220;proibi-la&#8221; como tem se feito propaganda, mas sim instrumentalizar as pessoas para que elas saibam como reagir à violência, como dar limites, como não se identificar com o que o agressor diz, como buscar ajuda quando necessário, como responder à uma acusação falsa, como manter sua auto-confiança e auto-estima. Isso sim nos ajudará a lidar com o bullying e não ficar falando &#8220;feio&#8221; para aquele que comete o bullying &#8211; até porque quem comete o faz, geralmente, porque também é vítima! A grande resposta para a violência não é proibi-la, mas sim dar ao violento novas formas de poder conviver com suas dificuldades pessoais que é a causa real da violência &#8211; genericamente falando.</p>
<p>No exemplo acima, foi trabalho exatamente isso: competência. O cliente aprendeu a ter um critério próprio sobre seu peso e a defender esta percepção, no próxima semana quando perguntei sobre a pessoa que fazia as ligações o cliente me disse que falou &#8220;e aí ouriço-do-mar&#8221; a pessoa ficou muda do outro lado da linha, desligou e não ligou novamente. Aprender a se defender, ter competências sociais ao invés de vitimizarmos ainda mais as vítimas de bullying é o caminho.</p>
<p>Abraço</p>
<p>Visite nosso site: www.akimneto.com.bo</p>
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