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	<title>Arquivos Dependência - Akim Neto Psicólogo Clínico</title>
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		<title>Álcool e alegria</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2020/05/01/alcool-e-alegria/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 May 2020 11:00:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Dependência]]></category>
		<category><![CDATA[Dependência química]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas e como que eu vou fazer daí? &#8211; Vai se divertir oras. &#8211; Mas sem beber? &#8211; Você não sabe fazer isso? &#8211; Ah, não sei&#8230; é estranho né? &#8211; Talvez, se você não sabe como se divertir sem álcool. &#160; Álcool e diversão, infelizmente, se tornam cada vez mais sinônimos. O problema &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2020/05/01/alcool-e-alegria/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Álcool e alegria</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas e como que eu vou fazer daí?</p>
<p>&#8211; Vai se divertir oras.</p>
<p>&#8211; Mas sem beber?</p>
<p>&#8211; Você não sabe fazer isso?</p>
<p>&#8211; Ah, não sei&#8230; é estranho né?</p>
<p>&#8211; Talvez, se você não sabe como se divertir sem álcool.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Álcool e diversão, infelizmente, se tornam cada vez mais sinônimos. O problema é que não são. É óbvio &#8211; e ilusório negar &#8211; que o álcool libera as &#8220;barreiras morais&#8221; e que, por este motivo, muitas pessoas conseguem rir, flertar e se sociabilizar. Porém, o preço a ser pago por esta suposta competência é muito caro.</p>
<p><span id="more-7640"></span></p>
<p>Em primeiro lugar porque não é saudável estar alcoolizado o tempo todo. Logo, aquela pessoa que você conheceu &#8211; ou que te conheceu &#8211; na festa poderá ser um tanto diferente sem a &#8220;coragem líquida&#8221; nas veias. Outro ponto importante é porque existe uma ilusão de que o álcool permite as pessoas fazerem coisas que elas não conseguem fazer sóbrias. Mas o efeito real do álcool, não está em criar coragem ou em tornar a pessoa simpática, ele é um inibidor de barreiras morais. Em outras palavras: você tem a competência, apenas não acessa ela por motivos &#8220;morais&#8221;.</p>
<p>Outro problema é que as pessoas ao estarem alcoolizadas aprendem um estilo de diversão muito restrito. Não é que as pessoas não se divirtam ao estarem alcoolizadas, mas o fato é que o tipo de estímulo e de divertimento se tornam diferentes. A tendência é que as respostas sejam mais exacerbadas, as decisões mais intempestivas. Aliado à uma noção alterada de realidade que pode variar muito de pessoa para pessoa. Assim sendo, a &#8220;diversão&#8221; do álcool é muito diferente daquela sóbria.</p>
<p>Assim sendo as pessoas se &#8220;educam&#8221; a divertir-se desta maneira. O problema está na rigidez. Quando só se consegue divertir-se assim, estamos, na verdade, priorizando o estado mental causado pela embriagues e menos aquilo que é feito. Assim sendo, a diversão acaba se tornando estereotipada, rígida e limitada. A inventividade tende a diminuir, pois ela não é necessária com o uso de substância. Em contrapartida, os estímulos precisam se tornar mais evidentes afim de causarem algum impacto.</p>
<p>O pior problema é que, em vários casos, as pessoas acabam se tornando dependentes. Aqui vale ressaltar que a dependência química não assume apenas uma forma. É comum ter a imagem da pessoa dependente de álcool, como alguém que passa o dia todo embriagada e não consegue conviver no trabalho. Este estereótipo, embora exista não é a única forma de dependência. O típico abusador de substância é tão dependente quanto o primeiro tipo, por exemplo.</p>
<p>Este último é a pessoa que fica a semana toda sem beber, por exemplo, e nos finais de semana sempre abusa do álcool em festas ou até mesmo em casa. Embriagar-se é a única coisa que não conseguimos fazer sem álcool. As outras: divertir-se, socializar e flertar, por exemplo, são todas atividades em que o álcool não é necessário. Assim sendo, quando a pessoa &#8220;só consegue&#8221; com o álcool, é melhor se preocupar, pois este é um sinal de dependência.</p>
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		<title>Leitura mental</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2016/12/21/leitura-mental/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Dec 2016 09:38:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Ai Akim, mas ele deveria saber disso? &#8211; A palavra &#8220;deveria&#8221; implica em obrigação. O que te faz crer que ele tem a obrigação de saber como você se sente? &#8211; Oras, é uma coisa muito clara! &#8211; De que forma suas emoções são assim tão claras? &#8211; Ué, eu ficar calada não mostra &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2016/12/21/leitura-mental/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Leitura mental</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Ai Akim, mas ele deveria saber disso?</p>
<p>&#8211; A palavra &#8220;deveria&#8221; implica em obrigação. O que te faz crer que ele tem a obrigação de saber como você se sente?</p>
<p>&#8211; Oras, é uma coisa muito clara!</p>
<p>&#8211; De que forma suas emoções são assim tão claras?</p>
<p>&#8211; Ué, eu ficar calada não mostra que estou com raiva?</p>
<p>&#8211; Talvez para você sim, mas e para ele?</p>
<p>&#8211; Ah Akim&#8230; ele tem que aprender!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Uma das formas menos evidentes da dependência é a reclamação. Pessoas dependentes, em geral, reclamam muito e cobram de uma maneira muito convincente. O motivo? Não perder aquilo que lhe garante manter-se dependente.<span id="more-6085"></span>Uma das formas clássicas de dependência é a leitura mental. Nela a pessoa acredita que os outros sabem o que ela está pensando ou sentindo ou a própria pessoa crê saber o que os outros estão pensando ou sentindo. O problema da leitura mental está no fato de que boa parte deste &#8220;conhecimento&#8221; é, na verdade, apenas projetivo. A pessoa que sabe o que o outro está pensando porque colocou este pensamento na mente do outro e não porque tem acesso à mente do outro.</p>
<p>Assim sendo, a pessoa tende a cobrar as outras pessoas a partir do seu &#8220;saber&#8221;. Tende a julgar, ficar brabo, introspectivo e até mesmo esquivar-se do outro porque ele não está fazendo &#8220;o que deveria&#8221;. Este &#8220;dever&#8221; é lógico para quem faz a leitura mental por achar que a pessoa, de fato, está sentindo ou pensando o que ele quer. Na outra vertente, a pessoa se comporta de determinadas maneiras porque &#8220;sabe&#8221; que o outro quer isso e ela mesma se cobra por este &#8220;saber&#8221;.</p>
<p>O fato é que mais cedo ou mais tarde ela não recebe as &#8220;recompensas&#8221;, ou seja, ao saber que uma pessoa está com raiva de mim, através de leitura mental, vou até ela e a agrado. Espero, com isso, que ela me diga o motivo pelo qual está com raiva de mim. Mas a pessoa não diz. Pior que isso: diz não estar zangada. Para a pessoa que &#8220;leu&#8221; a mente da outra isso se torna uma mentira e o próximo passo será: porque ela está mentindo para mim?</p>
<p>Tudo isso reflete uma personalidade frágil que precisa achar que lê a mente de terceiros afim de obter segurança em suas decisões ou reclamações. Por isso que as pessoas dependentes são extremamente manipulativas e é difícil, muitas vezes, perceber a maneira pela qual fazem isso. A manipulação dos reclamões fica mais evidente, porém a maneira pela qual reclamam distorce os sentidos dos outros ao ponto de concordarem com as reclamações.</p>
<p>A leitura mental se relaciona com a reclamação fazendo com que o dependente coloque emoções e pensamentos na mente de outra pessoa. Muitas vezes o que o dependente diz tem lógica e acaba, pela estrutura lógica e não pela veracidade, convencendo a pessoa. Assim é sempre importante estar em contato com aquilo que pensamos e sentimos para saber nos defender de acusações e reclamações de terceiros que podem estar apenas desejando nos manipular.</p>
<p>Abraço</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Procrastinação e dependência</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2015/03/30/procrastinacao-e-dependencia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Mar 2015 12:00:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Não sei mais se quero. Entendi&#8230; imaginei que você poderia sentir-se assim. Porque? Porque você acha? Não sei&#8230; Eu acho que você deve ter, no mínimo, um palpite. (silêncio) Eu acho&#8230; que&#8230; não queria mesmo antes. Sim&#8230; continue Eu meio que disse&#8230; para ver&#8230; O que? O que você ia achar. Sim&#8230; mas será que &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2015/03/30/procrastinacao-e-dependencia/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Procrastinação e dependência</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.akimpsicologo.com.br/blog/wp-content/uploads/2015/03/procrastinar-empreender-mai-13.jpg"><img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-3111" src="http://www.akimpsicologo.com.br/blog/wp-content/uploads/2015/03/procrastinar-empreender-mai-13.jpg" alt="procrastinar-empreender-mai-13" width="426" height="283" /></a></p>
<ul>
<li>Não sei mais se quero.</p>
</li>
<li>
<p>Entendi&#8230; imaginei que você poderia sentir-se assim.</p>
</li>
<li>
<p>Porque?</p>
</li>
<li>
<p>Porque você acha?</p>
</li>
<li>
<p>Não sei&#8230;</p>
</li>
<li>
<p>Eu acho que você deve ter, no mínimo, um palpite.</p>
</li>
<li>
<p>(silêncio) Eu acho&#8230; que&#8230; não queria mesmo antes.</p>
</li>
<li>
<p>Sim&#8230; continue</p>
</li>
<li>
<p>Eu meio que disse&#8230; para ver&#8230;</p>
</li>
<li>
<p>O que?</p>
</li>
<li>
<p>O que você ia achar.</p>
</li>
<li>
<p>Sim&#8230; mas será que não é o que você acha o que realmente conta?</p>
</li>
<li>
<p>Deveria ser&#8230;</p>
</li>
<li>
<p>O que torna isso difícil para você?</p>
</li>
<li>
<p>Não consigo decidir de verdade&#8230; me sinto&#8230; fraco&#8230; daí fico sempre pulando de uma escolha para outra sabe?</p>
</li>
<li>
<p>Sim.</p>
</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p>Muito se fala em procrastinação, várias são as teorias e explicações sobre o comportamento. Uma das que tenho percebido em minha prática clínica é a ligação entre procrastinação e dependência.</p>
<p>O ato de procrastinar pode, muitas vezes, estar aliado à uma identidade dependente que espera por alguém que venha lhe ajudar a realizar algo, dar &#8220;apoio emocional&#8221; (entendido pela pessoa como garantia de sucesso), fazer por ela ou simplesmente estar do seu lado (para ela não sentir que deve bancar só o seu próprio desejo).</p>
<p>Nathaniel Branden tem uma frase que usa com seus clientes e que eu adotei para empregar nestas situações: &#8220;ninguém está vindo&#8221;. Ou seja, não se pode esperar por alguém que virá lhe salvar do seu próprio &#8220;destino&#8221; &#8211; sua vida. É interessante notar que a pessoa faz uma defesa contra a identidade dependente em muitos casos. Assim embora esteja aguardando desesperadamente por suporte ela se percebe e tenta agir como uma pessoa independente, super bem resolvida e que não precisa de ninguém.</p>
<p>É importante a pessoa estabelecer uma conexão concreta com a realidade e com os seus próprios desejos. A procrastinação é uma atitude muito mental e é muito fácil perceber a pessoa se perdendo em pensamentos e devaneios, criando mil e uma explicações para o porque fazer e o porque não fazer, o que deve ser feito ou não, criar planos e desculpas. Desta maneira usa-se muita energia mental neste sentido e pouca no sentido da realidade, da concretude do que de fato fazer e do que de fato não fazer. É no ato de realizar que a procrastinação termina.</p>
<p>Junto com isso aprender a lidar com o próprio desejo também se faz necessário. Muitas vezes procrastinar significa não saber direito aquilo que se deseja, em outras não saber dizer &#8220;não&#8221; ao que não se quer. No caso da dependência a pessoa não sabe ao certo como formatar o seu desejo e sustentá-lo, daí busca apoio e enquanto não o acha posterga-o. Fantasias de onipotência são comuns para ajudar a lidar com a angústia gerada pela percepção daquilo que a pessoa diz querer e não realiza.</p>
<p>Se você procrastina pergunte-se se não está esperando por alguém vir e te ajudar. Essa pessoa não virá. Que tal você começar a se ajudar?</p>
<p>Abraço</p>
<p>Visite nosso site: www.akimpsicologo.com.br</p>
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		<title>Ninguém para se importar</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2013/08/19/ninguem_para_se_importar/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Aug 2013 13:10:59 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Sonhos]]></category>
		<category><![CDATA[Vida]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Percebi o que, de fato, me fez começar a terapia. &#8211; O que? &#8211; Eu queria alguém que se importasse comigo, de verdade&#8230; queria tanto isso que poderia até mesmo pagar por isso. &#8211; Nossa&#8230; isso parece algo muito forte e muito pesado não é mesmo? &#8211; Sim&#8230; na verdade&#8230; era algo pesado, mas &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2013/08/19/ninguem_para_se_importar/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Ninguém para se importar</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Percebi o que, de fato, me fez começar a terapia.<br />
&#8211; O que?<br />
&#8211; Eu queria alguém que se importasse comigo, de verdade&#8230; queria tanto isso que poderia até mesmo pagar por isso.<br />
&#8211; Nossa&#8230; isso parece algo muito forte e muito pesado não é mesmo?<br />
&#8211; Sim&#8230; na verdade&#8230; era algo pesado, mas acho que não é mais.<br />
&#8211; Não?<br />
&#8211; Não&#8230; quero dizer, claro que é né? Mas acho que o fato de eu ter percebido isso e poder estar aqui falando isso para você mostra que não é mais, entende?<br />
&#8211; Sim, entendo sim.<br />
(Silêncio, terapeuta e cliente olham-se durante algum tempo)<br />
(Cliente fala)<br />
&#8211; Acho que não preciso mais vir aqui por causa disso.<br />
(Terapeuta coloca um sorriso no rosto)<br />
&#8211; Ah é?<br />
&#8211; Sim, encontrei alguém para se importar comigo o tempo todo.<br />
&#8211; Quem é?<br />
&#8211; Sou eu.</p>
<p>Muitas pessoas percebem que vivem suas vidas desejando agradar os outros&#8230; e sempre se frustram com isso. O que fazer?<br />
Um dos caminhos que muitas pessoas seguem é tentar cada vez mais ser perfeito, mais rico, mais culto, mais descolado, mais belo&#8230; acabam sempre onde começaram: frustrados e ansiosos.</p>
<p>Alguns, mais ousados, buscam encarar a morte. Morte? Sim, a morte das expectativas, das ilusões que possuem. A expressão &#8220;ninguém está vindo&#8221; resume esta atitude. É quando a pessoa percebe, de fato, que não há ninguém vindo para salvá-la, ninguém vindo para torná-la mais feliz, ninguém vindo para cuidar dela: ela está &#8211; na condição de ser &#8211; sozinha.<br />
Obviamente que existem &#8220;coisas&#8221; como cuidar do outro, ser ouvido por alguém, ter uma pessoa que nos entende. O propósito deste post não é negar a empatia, a sociabilidade e a compaixão, mas sim evidenciar que a experiência de sermos quem somos é vivida somente por nós. Não podemos &#8220;copiar e colar&#8221; algo da nossa experiência em outra pessoa &#8211; e mesmo que pudéssemos, o sistema operacional dela iria ler o arquivo de um forma própria.</p>
<p>Desta forma, enquanto a necessidade de ser cuidado por outro se mantém, a pessoa não conquista a sua vivência de si. Enquanto o foco é ser aceito no grupo a pessoa busca pelo grupo e não por si própria. Enquanto deseja que alguém se importe com ela, ela ainda não está fazendo isso. É como vi no facebook de um colega estes dias: &#8220;ninguém me dá autonomia&#8221;. De fato, ninguém nos dá a nossa autonomia, ou a criamos ou não a teremos.<br />
E este é o caminho que percebo como a metáfora mais adequada para o dilema de agradar aos outros x ser você mesmo. Não creio em &#8220;descobertas interiores&#8221; como se algo estivesse ali esperando por você, busco ajudar meus clientes e buscarem em si as ferramentas &#8211; isso é o que creio existir &#8220;dentro de nós&#8221; e então, com elas, &#8220;criar&#8221; a si próprio. Não entendo que há um eu esperando para ser resgatado, mas sim elementos para criarmos algo &#8211; no caso, &#8220;nós mesmos&#8221; &#8211; e ver os resultados desta criação.</p>
<p>Esta perspectiva assusta, porém liberta. Não há certo e errado aqui, apenas o que vai passar a existir e os resultados que isso trará. Não há garantias, porém não existem cobranças também. Tudo o que se foca é no processo e em estar íntegro com ele. É como o pintor em frente à tela branca: ele possui dentro de si tudo o que precisa para criar nela uma pintura, mas a pintura em si não existe, ela começa a existir quando pintor busca o que há dentro dele e no mundo e com isto criar algo. Não há certo ou errado no que vai existir na tela, apenas o que vai existir na tela.<br />
O contraponto disto seria o pintor, de posse de toda a sua bagagem ficar à espera de alguém que entre na sala e lhe diga o que pintar. Obviamente, uma vez ou outra isso pode ser útil e até agradável, porém, ao longo de uma vida valeria isso à pena?</p>
<p>O que você está pintando na sua tela? Escrevendo em seu livro? Esculpindo em sua pedra? Tecendo em seu tear?</p>
<p>Abraço<br />
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		<title>Dependência</title>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 31 May 2013 11:59:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Percebi então o seguinte: eu recebia a grana do meu pai e achava que, por causa daquela grana, eu não estava construindo o meu futuro. &#8211; Hum e o que você fez? &#8211; Bom, daí eu entendi o seguinte: o dinheiro que eu recebia dele eu poderia simplesmente guardar e viver apenas daquilo que &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2013/05/31/dependencia/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Dependência</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Percebi então o seguinte: eu recebia a grana do meu pai e achava que, por causa daquela grana, eu não estava construindo o meu futuro.</p>
<p>&#8211; Hum e o que você fez?</p>
<p>&#8211; Bom, daí eu entendi o seguinte: o dinheiro que eu recebia dele eu poderia simplesmente guardar e viver apenas daquilo que eu ganhava.</p>
<p>&#8211; Hum e então?</p>
<p>&#8211; E então que caiu a ficha: Eu já estou cuidando da minha vida&#8230; uma coisa não tem nada a ver com a outra.</p>
<p>&#8211; E como foi perceber isso?</p>
<p>&#8211; Cara&#8230; foi uma coisa do tipo: meu, você demorou tudo isso para perceber o óbvio? (risos) Mas foi bom, libertador e assustador ao mesmo tempo, como toda boa liberdade eu acho.</p>
<p>&#8211; Com certeza.</p>
<p>As pessoas criam relações de dependência. Depender de alguém de forma concreta &#8211; assim como o bebe depende de alguém que cuide dele &#8211; é uma coisa, porém a dependência emocional nada tem a ver com a dependência concreta, a prova disso é que muitas das pessoas dependentes são as que cuidam dos outros.</p>
<p>A dependência possui uma característica importante no que tange à forma pela qual o dependente percebe o mundo: ele coloca o outro como mais importante do que ele, mais capaz, superior ou detentor de algum tipo de dívida à qual o dependente deve sanar. O traço básico da dependência que percebo em vários clientes é este.</p>
<p>Uma vez que a pessoa consegue colocar o outro num lugar mais adequado e se colocar em primeiro lugar a dependência começa a perder a sua força e a pessoa passa a &#8220;se impôr&#8221;. A pessoa pode depender da outra de várias formas, mas uma que tenho tido especial atenção é quando a pessoa identifica-se no papel de dependente. Este caso é particularmente interessante, pois é o caso no qual o julgamento da pessoa sobre si é o de dependente. Por exemplo: &#8220;não presto para nada mesmo&#8221;, &#8220;preciso dos outros&#8221;; são algumas das frases que tenho visto.</p>
<p>O caso do rapaz acima é um deles. Ele já ganhava o seu dinheiro, ganhava mais do que o pai mandava para ela, mas mesmo assim continuar a &#8220;agir como&#8221; um dependente, continuava se vendo no espelho como um garoto e não como um homem e, daí tinha atitudes de garoto e não de homem. Ele já possuía várias competências e habilidades para se virar na vida, mas enquanto percebia-se como dependente ele não ousava usar a sua forma de ser no mundo de forma plena e integrada ficando sempre com uma sensação de que tinha deixado de fazer algo importante.</p>
<p>Um tema que gosto de começar é pelas competências da pessoa (quais as suas?) ajudando-a a perceber como ela é boa no que faz e no que ela é boa. Também começamos a trabalhar com a noção de quais suas forças e quais forças seria bom desenvolver. Isso dá mais auto-confiança.</p>
<p>Depois disso passo para trabalhar a auto-estima da pessoa para ajudá-la a perceber o seu lugar no mundo, algo como &#8220;mereço ser feliz&#8221;. Esse merecimento é importante de ser sentido. A auto-estima precisa ser aumentada de acordo com as necessidades da pessoa fazendo com que ela crie um senso daquilo que é importante para ela e daquilo que a machuca enquanto ser humano. Também trabalhamos com a aceitação pois sem ela não existe auto-estima.</p>
<p>E finalmente vamos para a parte da identidade, ajudar a pessoa a alicerçar uma nova visão de eu. Gosto do processo desta forma porque quando chegamos na etapa final muito do trabalho já está pronto e é mais fácil para a pessoa identificar-se com uma visão de si se ela já viveu algumas das experiências benéficas e então entramos no trabalho da integridade: ser um só com o que você pensa, age e sente.</p>
<p>Este rapaz teve esta sacada neste momento da terapia  dele. Foi assim que ele começou a olhar-se no espelho e ver um homem adulto.</p>
<p>E você&#8230; o que vê no espelho?</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>Independência</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2012/08/31/independencia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 31 Aug 2012 16:03:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
		<category><![CDATA[Dependência]]></category>
		<category><![CDATA[Independência]]></category>
		<category><![CDATA[Insegurança]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião do outro]]></category>
		<category><![CDATA[Psicoterapia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; E o que eu quero é ser assim sabe? Independente! &#8211; Sim, claro, quem não quer? Me conte: o que é independência para você? &#8211; É não depender de ninguém para nada sabe? Fazer o que eu quero! &#8211; Entendo&#8230; interessante: seu conceito de &#8220;independente&#8221; envolve o outro &#8220;não depender de ninguém&#8221;. &#8211; Hum &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2012/08/31/independencia/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Independência</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; E o que eu quero é ser assim sabe? Independente!</p>
<p>&#8211; Sim, claro, quem não quer? Me conte: o que é independência para você?</p>
<p>&#8211; É não depender de ninguém para nada sabe? Fazer o que eu quero!</p>
<p>&#8211; Entendo&#8230; interessante: seu conceito de &#8220;independente&#8221; envolve o outro &#8220;não depender de ninguém&#8221;.</p>
<p>&#8211; Hum é verdade&#8230;</p>
<p>&#8211; Daí que me parece que você sabe que é independente quando não depende, mas isso não significa, necessariamente que você sabe manter o que você deseja, sustentar o seu próprio desejo.</p>
<p>&#8211; Hum&#8230; nunca tinha pensado nisso, mas faz sentido até&#8230; Tem várias vezes que eu penso em fazer alguma coisa, mas na hora eu desisto e faço outra nada a ver, depois me culpo.</p>
<p>&#8211; Sim, é disso que estou falando. A frase: &#8220;sou independente, pois busco me responsabilizar pelos meus desejos, sonhos e problemas e criar as minhas respostas para eles&#8221; mexe com você de alguma forma?</p>
<p>&#8211; Sim&#8230; eu acho, que, na verdade é isso que eu quero sabe? Tenho um monte de sonhos, mas não consigo correr atrás&#8230; acho que o que eu preciso é disso.</p>
<p>&#8211; Ótimo, então vamos trabalhar para isso, certo?</p>
<p>&#8211; Perfeito!!</p>
<p>&#8220;Procuramos independência, acreditamos na distância entre nós&#8221;; a música do Capital Inicial fala sobre o tema de sermos independentes. Na verdade &#8220;independência&#8221; no sentido que queremos dar não existe. Ou seja, nenhum ser humano é independente do outro, todos nós possuímos uma conexão em maior ou menor grau. qualquer ser humano afeta e é afetado por outro ser humano, dai que independente no sentido de &#8220;eu me basto só&#8221; é uma falácia filosófica no sentido de que nenhum ser humano é alienado do restante do universo, ele vive dentro do universo, sendo, portanto, uma parte dele; e biológica até: precisamos de dois seres para nos criarem e além disso temos hoje o conhecimento dos neurônios espelhos que mostram que o cérebro humano é programado para criar vínculos.</p>
<p>Mas então, o que é ser independente?</p>
<p>A independência tem muito mais a ver com a atitude que temos frente à nossos desejos, sonhos e problemas do que se eu &#8220;me basto sozinho&#8221;. Por exemplo: uma pessoa que busca a ajuda de um engenheiro para construir a sua casa não é uma pessoa independente porque está &#8220;dependendo&#8221; do engenheiro para construir a sua casa? Ela deveria aprender engenharia e construir sozinha &#8211; obviamente sem pedreiros também? Fazer os tijolos, a madeira, o aço e tudo mais que envolve uma casa? Isso é a ideia do &#8220;me basto sozinho&#8221;.</p>
<p>Ter a atitude é buscar as soluções pelo meu próprio pensamento, pela minha própria ação. Isso pode envolver eu buscar a ajuda de um terceiro, por que não? Se eu tenho dúvidas e conheço quem pode me ajudar, é uma atitude independente buscar as informações com essa pessoa. Diferente disso é esperar que alguém me traga as respostas, ou que alguém me diga o que fazer. A dependência não se cria quando aceitamos sugestões de alguém, quando entregamos à alguém algo nosso ou quando abrimos nossos problemas com outras pessoas; ela começa a surgir quando acreditamos que somente essa pessoa terá as soluções e que nós não temos o que fazer sem ela. É nesta atitude que reside a real dependência.</p>
<p>Exercitar a nossa independência é exercitar a escolha, o livre pensar e agir. Nada tem a ver com não poder contar com outras pessoas ou aprender com elas, mas sim em perder o vigor e a atitude de raciocinar livremente consigo sobre tudo o que vive e entregar-se à vida como uma folha levada ao vento.</p>
<p>Abraço</p>
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