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	<title>Arquivos Estética - Akim Neto Psicólogo Clínico</title>
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		<title>Encontrar a beleza</title>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Apr 2020 13:45:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas eu não me acho bonita. &#8211; E o que te faz saber que não é bonita? &#8211; Ah, eu vejo as meninas da escola e eu sou diferente delas! &#8211; Sim. &#8211; Tá vendo? É isso. Eu não sou bonita. &#8211; E o que é bonito nas meninas da tua escola? &#8211; Ah, &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2020/04/01/encontrar-a-beleza/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Encontrar a beleza</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas eu não me acho bonita.</p>
<p>&#8211; E o que te faz saber que não é bonita?</p>
<p>&#8211; Ah, eu vejo as meninas da escola e eu sou diferente delas!</p>
<p>&#8211; Sim.</p>
<p>&#8211; Tá vendo? É isso. Eu não sou bonita.</p>
<p>&#8211; E o que é bonito nas meninas da tua escola?</p>
<p>&#8211; Ah, elas são altas e tem um cabelo mais cheio que o meu e tem mais corpo&#8230; sabe?</p>
<p>&#8211; Sim. Percebe que quando você fala delas, você, na verdade, está falando de algumas características delas?</p>
<p>&#8211; Como assim?</p>
<p>&#8211; A altura, corpo e cabelo. É isso que você acha que as faz mais bonitas que você.</p>
<p>&#8211; Sim.</p>
<p>&#8211; Então percebe que não são &#8220;elas&#8221; como um todo, mas algumas &#8220;partes&#8221; delas que você olha e não vê em você igual à elas?</p>
<p>&#8211; Sim.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Tratar o estético como algo secundário é negar seu profundo impacto em nossas vidas. Ao mesmo tempo, tornar-se escravo de padrões estéticos culturalmente criados faz com que a crítica e a ansiedade se instalem em nossos corpos, negando nosso envelhecimento natural e a estrutura com a qual nascemos. Como olhar para este dilema?</p>
<p><span id="more-7598"></span></p>
<p>Se eu fosse dar um conselho, seria: aprenda a ver a sua beleza em você. Mas como fazer isso? A questão é que a beleza é inicialmente vista naquilo que não sou eu. Antes da invenção do espelho, como alguém sabia que era belo? Geralmente pela perspectiva de terceiros. Eu só poderia saber que meu olho tem determinada cor se alguém me falasse isso. As águas foram nossos primeiros espelhos. A questão da beleza é tão importante que desde os primórdio buscamos formas de nos ver, exatamente, porque vemos os outros e as coisas do mundo e nelas, apreciamos a beleza.</p>
<p>Portanto, nossa primeira fonte de diferenciação entre o que é e o que não é belo é a comparação com aquilo que vemos. Temos definido o que é belo fora de nós antes de ver em nós. E então tentamos encontrar em nós aquilo que vemos no que consideramos belo. Se encontramos, alegria, se não, tragédia. Se somos muito diferentes, tragédia das tragédias. O exercício de buscar aquilo que é belo em nós envolve uma alta dose de coragem para inverter um processo natural: olhar primeiro para si e buscar em si algo que nos chama a atenção.</p>
<p>Em geral, também olhamos para partes dos outros. Quase nunca vemos o todo, vemos partes: cabelo, olhos, altura, tamanho de braço, tronco, seio e julgamos essas partes como &#8220;belo&#8221; e consideramos o restante &#8220;todo&#8221; belo por tabela. Então não precisamos &#8220;ser belos&#8221;, precisamos encontrar &#8220;o que é belo&#8221; em nós. É isso o que os outros também vão ver. Pessoas que se apaixonam sempre relatam isso: foi o sorriso dele, o jeito dela andar, o movimento dos cabelos, o formato do tronco. Quase sempre são partes e não o todo. Quando aprendemos a ver isso em nós, é quando aprendemos a ver a nossa beleza.</p>
<p>Sair da comparação é um passo fundamental. Não se trata de tapar o sol com a peneira: a &#8220;competição&#8221; existe, e isso é o que torna eu saber de eu mesmo tão importante. Se eu não souber, como vou mostrar isso? Como vou enaltecer isso diante dos outros? E o pior: como vou apreciar a minha própria beleza? Longe de cair sobre um efeito de Narciso, que ficou se enamorando até a morte ao ver seu reflexo no lago, a ideia é aprender a sentir, a partir de nossa percepção o mesmo que sentimos quando vemos alguém ou algo belo.</p>
<p>O sentimento de beleza não é importante apenas pelas relações sociais. Aquilo que é belo em nossa espécie assume características de simetria e construção visual que agradam e acalmam os sentidos. O belo também move nossas emoções de maneira saudável, assim, o simples fato de estar num lugar que consideramos belo nos ajuda a tranquilizar a mente. Quando percebemos a beleza em nós, isso nos ajuda alcançar paz em relação à nós mesmos. A percepção de simetria da qual surge a sensação de belo nos acalma e tranquiliza. Então perceber nossa beleza nos ajuda a ser quem somos.</p>
<p>Abraço</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Ideal e real</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2015/12/25/ideal-e-real/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Dec 2015 12:12:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
		<category><![CDATA[Auto-confiança]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas porque ele não faz isso? &#8211; Porque ele não quer! &#8211; Mas meu!! Não dá para acreditar, é a melhor coisa para fazer! &#8211; Eu até concordo com você, mas mesmo assim é a escolha dele. &#8211; Ele é muito burro. Muito rígido nas opiniões dele. &#8211; Sei. &#8211; Sabe, não consegue enxergar &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2015/12/25/ideal-e-real/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Ideal e real</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas porque ele não faz isso?<br />
&#8211; Porque ele não quer!<br />
&#8211; Mas meu!! Não dá para acreditar, é a melhor coisa para fazer!<br />
&#8211; Eu até concordo com você, mas mesmo assim é a escolha dele.<br />
&#8211; Ele é muito burro. Muito rígido nas opiniões dele.<br />
&#8211; Sei.<br />
&#8211; Sabe, não consegue enxergar que se ele visse o que eu vejo, seria bem melhor.<br />
Não, este não é a reclamação de um pai sobre seu filho, mas sim de uma namorada sobre seu namorado. Como podemos, de fato, saber o que é melhor para alguém?</p>
<p><span id="more-4923"></span></p>
<p>Honestamente, enquanto psicólogo, eu não sei responder esta pergunta. Na verdade, não sei se é possível sabermos o que vai ser ou não melhor. O motivo que me faz compreender isso é que nunca sabemos o que o futuro trará. O que temos, na melhor das hipóteses, são nossas experiências e nossas teorias sobre a vida, nossos &#8220;ideais&#8221;. Percebo que todos hoje estão cheio de ideais, repletos de uma sabedoria sobre como o mundo deveria ser, mesmo quando nunca fizeram nada no mundo.</p>
<p>Uma imagem que me chamou atenção foi a de pessoas normais passando por uma logo do facebook e se tornando juízes. Percebi como uma readaptação do filme &#8220;The Wall&#8221; onde as crianças entravam numa máquina da escola e saiam todas com a mesma cara. Esta percepção de que &#8220;eu tenho direito à opinião&#8221; e a onipotência desta opinião que é a ideologia cultural atual se combinam para desembocar numa gigantesca rede de juízes que sabem o que é melhor para o mundo.</p>
<p>É interessante pensar que o jovem urbano, cosmopolita, que acredito no aborto, feminismo e é ateu percebe que sabe o que é melhor para os outros (e para o mundo) da mesma maneira que o terrorista jihadista, machista e bairrista. O que tem acontecido? Guerra. E ao contrário do que pensamos não é a intolerância que tem causado as guerras, mas sim a tolerância.</p>
<p>Como assim? Bem, pelo menos aquilo que chamamos de tolerância. A verdade é que somos intolerantes disfarçados de tolerantes. O professor<a href="https://www.youtube.com/watch?v=tMwYxv9xf4M"> Leandro Karnal</a> numa fala revela a sociedade atual como mais fechada do que a dos anos 50. Embora ele esteja falando sobre religião, a base que sustenta a avaliação dele também permeia o mundo das relações sociais.</p>
<p>Como hoje em dia a opinião não é um direito, mas sim um dever, todos temos que ter opiniões. Porém uma opinião só é interessante se for verdadeira. Então temos uma sociedade de pessoas que precisam que suas opiniões sejam verdades, existe, também, uma &#8220;estética da opinião&#8221;, ou seja, determinadas palavras, frases e sequências de frases assumem imediatamente o valor de uma opinião válida ou não válida, independente do conteúdo.</p>
<p>No mundo das relações que é o que eu vivo no consultório o que eu vejo é esta estética da opinião sendo elevada e pessoas julgando o mundo e os outros com base nas suas opiniões. Embora isso tenha existido sempre a diferença é que hoje o número de pessoas e a capacidade que elas tem de influenciar outras com suas opiniões é muito maior e mais forte. Em outras palavras o que quero dizer é que há um fortalecimento da imaturidade quando vivemos mais no mundo das ideias de &#8220;como o mundo deve ser&#8221; e menos na realidade de &#8220;como ele é&#8221;.</p>
<p>Isso não significa que não devemos ter ideais e lutar por eles, mas sim que o fato de o mundo não estar de acordo com uma estética criada no mundo das ideias não quero dizer que o mesmo esteja errado. Por incrível que pareça o que tenho presenciado é o emprego de táticas intolerantes no discurso da tolerância, o emprego de uma estrutura ditatorial em prol da liberdade de expressão. Pelo fato de que a expressão precisa ser expressa (com o perdão da cacofonia) de uma determinada forma senão não será considerada expressão.</p>
<p>Nesses tempos líquidos modernos é interessante pensar que uma outra característica do líquido é que ele se mistura com outros líquidos e que a cor pode nos dar a impressão de um sabor diferente do que o líquido realmente tem. Então, para encerrar fica a pergunta, simples e forte: como você vive, no seu dia a dia, a diferença que acha que faz para mundo? Ou fica só no discurso?</p>
<p>Abraço</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Gosto ou não gosto?</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2014/04/28/gosto-ou-nao-gosto/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Apr 2014 13:10:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
		<category><![CDATA[Amor próprio]]></category>
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		<category><![CDATA[Sociedade de Consumo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mas Akim&#8230; eu não gostava desse tipo de menina! (Risos) Pois é né? Imagine se gostasse então! (Risos) Cara&#8230; o que eu faço?! Sabe assim: ela não é, de fato, o meu estereótipo de mulher, mas eu estou gostando! Já lhe ocorreu de aprender a apreciar a beleza que esta mulher proporciona? Como assim? Bem, &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2014/04/28/gosto-ou-nao-gosto/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Gosto ou não gosto?</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.akimpsicologo.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/04/old_woman_inswimmingpool.jpg"><img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-1785" src="http://www.akimpsicologo.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/04/old_woman_inswimmingpool.jpg" alt="Old_woman_inswimmingpool" width="426" height="430" /></a></p>
<ul>
<li>Mas Akim&#8230; eu não gostava desse tipo de menina!</p>
</li>
<li>
<p>(Risos) Pois é né? Imagine se gostasse então!</p>
</li>
<li>
<p>(Risos) Cara&#8230; o que eu faço?! Sabe assim: ela não é, de fato, o meu estereótipo de mulher, mas eu estou gostando!</p>
</li>
<li>
<p>Já lhe ocorreu de aprender a apreciar a beleza que esta mulher proporciona?</p>
</li>
<li>
<p>Como assim?</p>
</li>
<li>
<p>Bem, &#8220;não é o meu estereótipo&#8221; é diferente de dizer &#8220;ela é feia&#8221;, &#8220;não gostei de nada nela&#8221; não é mesmo?</p>
</li>
<li>
<p>Sim, é verdade.</p>
</li>
<li>
<p>Assim sendo, o que há para ser apreciado nela da maneira pela qual ela é?</p>
</li>
<li>
<p>Hum&#8230; bom, o corpo dela é mais rechonchudinho e tem uma curvinhas diferentes sabe?</p>
</li>
<li>
<p>Sei sim, tem curvinhas que só ela tem não é mesmo?</p>
</li>
<li>
<p>É! Bem, o olhar dela é diferente também.</p>
</li>
<li>
<p>Ela tem os olhos claros?</p>
</li>
<li>
<p>Não, são castanhos bem mel sabe?</p>
</li>
<li>
<p>Sei sim, é totalmente diferente olhar para este tipo de olho não é?</p>
</li>
<li>
<p>É&#8230;</p>
</li>
<li>
<p>E o toque dela, o beijo dela?</p>
</li>
<li>
<p>Hum&#8230; bom&#8230; são&#8230; dela sabe?</p>
</li>
<li>
<p>Sei&#8230; Bem, me parece que não existe nada de errado em você sentir um prazer enorme com essa menina mesmo &#8220;ela não sendo o seu estereótipo&#8221; não é mesmo?</p>
</li>
<li>
<p>É&#8230; mas porque me incomoda tanto?</p>
</li>
<li>
<p>Porque?</p>
</li>
<li>
<p>Sei lá&#8230; parece errado que eu possa sentir isso com ela&#8230;</p>
</li>
<li>
<p>Só porque não é estereótipo? Puxa vida hein?!</p>
</li>
<li>
<p>É verdade&#8230; cara&#8230; me sinto mais livre agora&#8230;</p>
</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p>Você sabe apreciar a beleza?</p>
<p>Este post é dedicado completamente à uma visão particular de beleza que criei ao longo dos anos. Ela trata de fugir dos estereótipos pré definidos de beleza que temos e também de fugir do estereótipo de que &#8220;todos são lindos&#8221; o qual considero um tanto piegas.</p>
<p>Considero que a beleza, de uma forma geral, esta nos olhos de quem sabe percebê-la. Inúmeros contos na mitologia contam a história do príncipe que é casado com uma bruxa horrenda e que, pela forma pela qual ele a trata, ela se transforma numa linda princesa. A minha percepção de beleza tem algo a ver com isso, pois creio que é necessário habilidade para enxergar a beleza nas pessoas, não basta olhá-las, temos que observá-las, estudá-las.</p>
<p>A beleza de uma jovem modelo ou de um jovem &#8220;saradão&#8221; é &#8220;fácil&#8221; de ser vista. Fácil aqui é sinônimo de &#8220;culturalmente aceito&#8221;, visto que em outras épocas e em outras culturas o nosso modelo perfeito passaria totalmente desapercebido. O &#8220;bronze&#8221; tão cultuado em nosso país é motivo de vergonha quando estamos na França de Luis XV. O que a cultura diz que é belo eu entendo como &#8220;beleza fácil&#8221; pois estamos todos procurando por ela.</p>
<p>Porém saber observar e estudar os detalhes de um corpo, de um rosto e associar todos estes detalhes com a maneira pela qual a pessoa se comporta, age e fala é algo mais complexo. Perceber a beleza nas rugas de uma pessoa, por exemplo, é tarefa para poucos &#8211; justamente porque sai da nossa &#8220;beleza fácil&#8221;. Observar cada ser humano como uma pintura única e buscar nela os detalhes que cativam o nosso senso estético é algo inusitado em nossa cultura na qual o &#8220;produto&#8221; &#8211; no caso o outro &#8211; deve se enquadrar no modelo aceito para que eu apenas o consuma ao invés de eu me enredar nele.</p>
<p>Outro tema tristemente associado ao da beleza é o do prazer. Assim como meu cliente acima, várias pessoas acham que só obterão prazer se tiverem alguém do estereótipo. Ledo engano. O corpo humano é uma máquina de sensorialidade e altamente erótica. É possível sentirmos prazer com vários &#8220;estereótipos&#8221; diferentes, pois todos eles transmitem prazer. Porém, cada corpo pressupõe uma forma distinta de sentir o prazer. De apreciar o prazer que pode ser destilado junto com aquele ser humano peculiar, único.</p>
<p>O corpo de uma pessoa alta é diferente de uma pessoa baixa; o do magro diferente do musculoso e do gordinho. Lábios pequenos e lábios grossos dão texturas diferentes ao beijo assim como uma pele mais elástica ou uma mais firme dão consistências diferentes ao toque. Obviamente temos nossas preferências, porém entre o termo &#8220;preferência&#8221; e o termo &#8220;meu estereótipo&#8221; existe uma amplitude muito grande.</p>
<p>Escrevo este post porque tenho percebido que a beleza das pessoas tem sido extremamente mal tratada. Num momento em que vários limites culturais sobre formas de relacionamento são ampliados creio ser importante ampliarmos o que entendemos por beleza e aprender a ver a beleza com olhos mais atentos ao invés de procurá-la com olhos &#8220;fáceis&#8221;.</p>
<p>Já faz algum tempo que aprendi a observar a beleza em pessoas mais velhas &#8211; algo completamente inusitado em nossa cultura do &#8220;seja jovem e se entupa de plásticas para manter-se assim&#8221; &#8211; e é impressionante o que podemos encontrar em olhos cansados, rugas precisamente posicionadas que parecem ter sido colocadas com cirurgia. Existem sorrisos que ficam muito lindos apenas porque mostram as rugas que o tempo trouxe e que a ausência mostraria apenas uma beleza fácil, dessas de photoshop.</p>
<p>Recordo, como exemplo, quando via a série &#8220;X-Files&#8221;. Ao final da nona temporada eu exclamei: a agente Scully parece muito mais bonita hoje do que no início da série&#8230; e ela está mais velha também. Aquilo foi o que me deu o ponto final na minha percepção: existe uma beleza que é impossível ter quando se é jovem. Existem detalhes, contornos que somente a idade traz. Assim como a idade a altura, peso, cor da pele, quantidade de músculos, tudo influencia, tudo cria um conjunto único e, para mim, tudo o que é único traz consigo algo de belo.</p>
<p>Importante salientar: não desmereço a beleza que chamo aqui de &#8220;fácil&#8221;, mas convido o leitor e buscar a beleza nos seres humanos tais como eles são. Este post talvez seja um pedido para que não estereotipemos a beleza de uma maneira tal à querermos ser todos iguais e que consigamos apreciar todos os perfis sem número que a raça humana pode produzir dando, à cada um deles um lugar neste mundo.</p>
<p>Abraço</p>
<p>Visite nosso site: www.akimento.com.br</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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