<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Religião - Akim Neto Psicólogo Clínico</title>
	<atom:link href="https://akimneto.com.br/tag/religiao/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://akimneto.com.br/tag/religiao/</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Fri, 25 Mar 2022 16:49:21 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.0.9</generator>
<div class="fcbkbttn_buttons_block fcbkbttn_arhiv" id="fcbkbttn_left"><div class="fcbkbttn_like fcbkbttn_large_button"><fb:like href="https://akimneto.com.br/tag/religiao/feed" action="like" colorscheme="light" layout="standard"  width="225px" size="large"></fb:like></div></div>	<item>
		<title>O que é liberdade?</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2016/01/22/o-que-e-liberdade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Jan 2016 11:19:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Existencialismo]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Liberdade]]></category>
		<category><![CDATA[Mitologia]]></category>
		<category><![CDATA[Religião]]></category>
		<category><![CDATA[Ser livre]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.akimpsicologo.com.br/blog/?p=4880</guid>

					<description><![CDATA[<p>&#8220;Quero fazer o que eu quero, quando eu quero e do jeito que eu quero&#8221;. Isso é liberdade? Pense novamente. Analise, de fato, a frase acima &#8211; muito empregada pelas pessoas quando pensam em liberdade. Ela não demonstra a qualidade de um ser &#8220;livre&#8221; e sim de um ser onipotente, como Deus que tudo pode, &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2016/01/22/o-que-e-liberdade/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">O que é liberdade?</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br/2016/01/22/o-que-e-liberdade/">O que é liberdade?</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br">Akim Neto Psicólogo Clínico</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Quero fazer o que eu quero, quando eu quero e do jeito que eu quero&#8221;. Isso é liberdade? Pense novamente.</p>
<p>Analise, de fato, a frase acima &#8211; muito empregada pelas pessoas quando pensam em liberdade. Ela não demonstra a qualidade de um ser &#8220;livre&#8221; e sim de um ser onipotente, como Deus que tudo pode, tudo sabe e está em tudo. Fazer o que quero (desejo ilimitado), quando eu quero (tempo ilimitado) e do jeito que eu quero (potência ilimitada) não são características de um ser livre e sim de um ser onipotente.</p>
<p>Mas ser livre não é ser capaz de tudo fazer? Não seria a liberdade um sinônimo de onipotência? Não. Seres onipotentes estão deslocados de um fator fundamental para a liberdade: a escolha. Seres livres são seres que escolhem, seres onipotentes não. Embora isso possa soar estranho o raciocínio é simples: seres onipotentes não precisam de escolhas, como eles &#8220;tudo podem&#8221;, eles simplesmente não precisam optar entre uma coisa e outra, eles simplesmente fazem, caso desejem outra coisa eles fazem porque são onipotentes e ilimitados.</p>
<p>Uma outra consequência acompanha seres que tudo podem. Esta consequência é, inclusive, um tema interessante dentro da filosofia e da mitologia. Ocorre que se o ser tudo pode, ele não precisa escolher, na verdade ele é &#8220;incapaz&#8221; de escolha quando esta vem acompanhada da noção de consequência. Se o ser tudo pode ele dominaria a escolha assim como a consequência da escolha, porém se isso ocorre não é uma escolha de fato, mas sim uma criação, uma determinação.</p>
<p>&#8220;Os deuses não escolhem, agem&#8221;. Por outro lado, estão presos à isso. Existem histórias na mitologia sobre a inveja dos deuses em relação aos humanos. A &#8220;inveja dos deuses&#8221; é a de que nós não sabemos do futuro, não sabemos o que vai ocorrer e, por isso, fazemos escolhas e mais tarde morremos. A ideia de que a vida é uma só e que tudo é momentâneo, que cada momento tem uma beleza específica é a inveja dos deuses, pois eles, pelo fato de tudo poderem, podem sentir todos os momentos em todos os momentos. Nós não e isso é algo que os deuses não tem.</p>
<p>Embora possa parecer paradoxal ao Ocidental padrão, quando você se dota de onipotência, você se abstém da escolha e, por este motivo, está distante, também da liberdade. Esta é a compreensão maior sobre a inveja dos deuses: os seres humanos são livres, os deuses não. A escolha é a essência da liberdade e não o poder ou o desejo. Ser livre é ser um ser de escolhas. Isso é diferente de ser um ser de desejos. A escolha pode estar motivada por um desejo, porém também pode estar motivada por uma razão ou uma situação e, mesmo assim, continua sendo uma escolha.</p>
<p>A liberdade, então, tem como base a escolha e esta tem como base o limite. Seres limitados precisam de escolhas justamente por não poderem fazer tudo o que querem, quando e como querem. A liberdade é uma característica do limite. O fato de que você não pode fazer tudo o que quer é justamente o fato que o torna livre e essa percepção vai na completa contramão do pensamento cotidiano do Ocidental.</p>
<p>Ser livre é fazer escolhas o que não significa nada em relação às consequências das escolhas (elas acontecerem ou não) e às motivações das escolhas (por desejo, por emoção, por razão ou situação). Alguns autores também compreendem que absorver as consequências da escolha que se faz é parte do atributo do &#8220;livre&#8221;, ou seja, seria livre aquele que além de escolher vivesse as consequências de suas escolhas. Para que eu concorde com tal colocação teríamos que falar em níveis de consequência: posso escolher casar e estar muito feliz com isso, à caminho do meu jantar romântico onde irei pedir minha futura esposa eu morro. Como não vivi o casamento não fui livre para escolher? Creio que não, a pessoa foi livre, escolheu e viveu a consequência de ter sentido uma emoção forte, por exemplo. Se isso for considerado como um &#8220;nível&#8221; (por falta de expressão melhor) concordo com o adendo.</p>
<p>Para finalizar esta reflexão me é importante porque, ao entender a liberdade como a capacidade de ser limitado e de, por este motivo, ter que fazer escolhas, compreendo mais sobre a minha ação no mundo e da amplitude doo meu poder neste mundo. Também relaxo mais sobre a liberdade que tenho e passo a perceber até onde é possível &#8220;ser livre&#8221;, ou seja, até onde me é possível escolher? Reflexão aguda que não abarca apenas o termo de quantidade, integra, também, a noção de qualidade: qual a qualidade da liberdade que tenho? Ela se reflete apenas no quanto consigo fazer alterações no mundo ou ela também se aplica a elementos sutis que afetam o meu ser e estar no mundo?</p>
<p>E, para você, o que é ser livre?</p>
<p>Abraço</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br/2016/01/22/o-que-e-liberdade/">O que é liberdade?</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br">Akim Neto Psicólogo Clínico</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Intolerância</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2015/11/13/intolerancia-2/</link>
					<comments>https://akimneto.com.br/2015/11/13/intolerancia-2/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Nov 2015 09:54:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
		<category><![CDATA[Auto-estima]]></category>
		<category><![CDATA[Brigas]]></category>
		<category><![CDATA[Bullying]]></category>
		<category><![CDATA[Discussão]]></category>
		<category><![CDATA[Emoções]]></category>
		<category><![CDATA[foco]]></category>
		<category><![CDATA[futuro]]></category>
		<category><![CDATA[Minorias]]></category>
		<category><![CDATA[Mudança]]></category>
		<category><![CDATA[Papel na relação]]></category>
		<category><![CDATA[Psicoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Religião]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.akimpsicologo.com.br/blog/?p=3544</guid>

					<description><![CDATA[<p> Este é o medo de todos na sociedade de consumo, diga-se de passagem: a saída derradeira e completa da prateleira de compra, mas não somos produtos, somos gente.</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br/2015/11/13/intolerancia-2/">Intolerância</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br">Akim Neto Psicólogo Clínico</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>(ELE) &#8211; Você não está me ouvindo!</p>
<p>(ELA)- Eu estou, você é que não está!</p>
<p>T &#8211; Ninguém está ouvindo ninguém. O que será que impede vocês de se ouvirem?</p>
<p>(ELE) &#8211; Eu não consigo aceitar a falta de respeito dela!</p>
<p>(ELA) &#8211; Eu&#8230;</p>
<p>T &#8211; Calma&#8230; agora deixe eu, pelo menos, ouvir. De que maneira ela te desrespeita?</p>
<p>(ELE) &#8211; Ela não atende meus pedidos, nunca quer sair só comigo, é sempre um amigo ou amiga!</p>
<p>T &#8211; Ok&#8230; Você se sente como nisso tudo?</p>
<p>(ELE) &#8211; Me sinto como se não valesse nada para ela.</p>
<p>T &#8211; E você gostaria de sentir-se como?</p>
<p>(ELE) &#8211; Como se ela gostasse de mim&#8230; se eu fosse importante!</p>
<p>T &#8211; Acredito que ela deseje algo muito próximo disso, estou errado?</p>
<p>(ELA) &#8211; Não, nem um pouco&#8230;</p>
<p>T &#8211; Mas também imagino que ele não saiba como fazer você sentir-se assim.</p>
<p>(ELA) &#8211; Sim.</p>
<p>T &#8211; Ok. Ambos tem desejos parecidos. Podemos brigar aqui e determinar culpados ou começar a criar as maneiras para ambos sentirem-se bem na relação, o que acham?</p>
<p>Vivemos em tempos difíceis. Vejo que, ultimamente, temos tido poucas pessoas de opinião no nosso país, mas muitas pessoas de polêmica. Divididos em lados antagônicos não conseguimos ter a base de uma discussão: concordar com o tema que está sendo discutido. Lançar polêmicas é algo bom num determinado momento, porém num segundo ela não é mais necessária, é hora de estruturar um pensamento e organizar o rumo de uma ação. Porém, isso me parece impossível quando a intolerância é a emoção que impulsiona as ações. A intolerância parece sondar todas as camadas da sociedade em todos os âmbitos possíveis. O que podermos fazer em relação à isso?</p>
<p>Vou partir de um pressuposto super simplista, brega e bobo, porém, um pressuposto que eu imagino que possa nos ajudar: quando as pessoas estão discutindo e brigando muito é por dois motivos: o primeiro porque não se escutam e o segundo porque ambas querem a mesma coisa (ou algo muito próximo), porém possuem critérios diferentes em relação ao como esta coisa é criada ou percebível. Piegas não? Talvez.</p>
<p>O fato é que quando dois lados estão tensos, este é o pior cenário possível para qualquer discussão (é só pensar numa DR com o conjugue). Assim, quando há tensão o que ambos os lados procuram é assegurar logo as suas necessidades. Aí começam as brigas e é aí que digo que ambos querem as mesmas coisas. Canso de ver, no consultório, casais brigando um dizendo para o outro: &#8220;me respeite&#8221;. Duas coisas são óbvias: os dois não se ouviram e os dois não sabem como fazer para dar e receber respeito um do outro.</p>
<p>Aí que precisamos inicialmente ouvir. Ouvir o que cada lado precisa dizer, os anseios e necessidades de cada um precisam estar claros à mesa. Além disso é importante &#8211; talvez mais importante ainda &#8211; compreender como a pessoa deseja que aquilo seja atendido. Ou seja: uma coisa é dizer que quer &#8220;respeito&#8221;, outra coisa é informar que &#8220;respeito&#8221; significa ouvir as reclamações que a pessoa tem do trabalho, não rir dos desejos dela e nem dos livros que gosta de ler. A segunda parte é o &#8220;como&#8221; ficaremos sabendo que o tal respeito foi atingido. A maior parte das pessoas, quando pergunto isso, não sabem como dizer ou então, tem critérios que são tão infantis que quando elas dizem o que querem e como querem terminam por se envergonhar.</p>
<p>Outro ponto é o seguinte: assegurar de que se deseja uma convivência. Temos um mundo que, cada vez mais, cria facções. Como isso tudo deve conviver? Ou entramos em acordos ou entramos em guerra &#8211; infelizmente creio que temos ido mais em direção ao segundo que ao primeiro. O verdadeiro ouvir só ocorre quando realmente desejamos ter uma relação. Quando não se deseja isso o ouvir é de péssima qualidade porque traz ironia e desvalorização daquilo que é dito. Nestes termos não existem acordos.</p>
<p>A raiz da intolerância é a percepção da diferença como algo que pode me causar dano ou que deve me causar nojo. Nos tornamos intolerantes, aprendemos a ser intolerantes com algo ou alguém. O problema é que intolerância gera repulsa e nojo, desejo de higienizar e de afastar. Quanto mais a intolerância em todas as suas manifestações ocorrer, mais as relações irão se deteriorar porque o medo de ser &#8220;higienizado&#8221; irá prevalecer. Este é o medo de todos na sociedade de consumo, diga-se de passagem: a saída derradeira e completa da prateleira de compra, mas não somos produtos, somos gente.</p>
<p>Abraço</p>
<p>Visite nosso site: www.akimpsicologo.com.br</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br/2015/11/13/intolerancia-2/">Intolerância</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br">Akim Neto Psicólogo Clínico</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://akimneto.com.br/2015/11/13/intolerancia-2/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Buscar a dúvida</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2014/09/29/buscar-a-duvida/</link>
					<comments>https://akimneto.com.br/2014/09/29/buscar-a-duvida/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Sep 2014 11:22:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Emoções]]></category>
		<category><![CDATA[Mistérios]]></category>
		<category><![CDATA[Mudança]]></category>
		<category><![CDATA[Necessidade de certezas]]></category>
		<category><![CDATA[Religião]]></category>
		<category><![CDATA[Vida]]></category>
		<category><![CDATA[Viver a vida]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.akimpsicologo.com.br/blog/?p=2442</guid>

					<description><![CDATA[<p>Eu preciso ter certeza disso. É&#8230; eu entendo que seria bom ter certeza Como que eu faço isso? Bem, até onde eu sei não há  como garantir se alguma empreitada vai, com 100% de certeza, dar certo. E como que eu faço? Que tal, ao invés de buscar a certeza, ir na dúvida? Como assim? &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2014/09/29/buscar-a-duvida/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Buscar a dúvida</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br/2014/09/29/buscar-a-duvida/">Buscar a dúvida</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br">Akim Neto Psicólogo Clínico</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.akimpsicologo.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/09/duvidas1-jpg.png"><img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-2443" src="http://www.akimpsicologo.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/09/duvidas1-jpg.png" alt="duvidas1.jpg" width="345" height="400" /></a></p>
<ul>
<li>Eu preciso ter certeza disso.</p>
</li>
<li>
<p>É&#8230; eu entendo que seria bom ter certeza</p>
</li>
<li>
<p>Como que eu faço isso?</p>
</li>
<li>
<p>Bem, até onde eu sei não há  como garantir se alguma empreitada vai, com 100% de certeza, dar certo.</p>
</li>
<li>
<p>E como que eu faço?</p>
</li>
<li>
<p>Que tal, ao invés de buscar a certeza, ir na dúvida?</p>
</li>
<li>
<p>Como assim?</p>
</li>
<li>
<p>Bem, a dúvida é algo que é sempre certo e mesmo que você tenha certeza agora, nada garante que você não vai tê-la depois.</p>
</li>
<li>
<p>Tipo pegar e ir&#8230; mesmo sem ter certeza?</p>
</li>
<li>
<p>É&#8230;</p>
</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p>A palavra &#8220;religião&#8221; significa &#8220;ligar de novo&#8221;. Ligar o ser humano à experiência de estar vivo, ao mistério e essência da vida. A religião, na verdade, ao invés de oferecer respostas, oferece perguntas e desafios, esta é a essência da experiência religiosa ou, melhor dizendo, o seu método através do qual a pessoa entra em contato com este mistério. Particularmente não estou falando aqui de instituições religiosas, mas sim da experiência religiosa.</p>
<p>Hoje perdemos o contato com esta faceta da vida que me parece ser a mais verdadeira de todas: o mistério. Nunca sabemos com certeza absoluta o que virá, estamos sempre sendo colocados frente à frente com novas ideias que desafiam a nossa perspectiva. É aquela frase que adoro: &#8220;quando temos as respostas a vida vem e muda as perguntas&#8221;. Participar deste processo, deste devir é, na minha opinião, o que nos conecta novamente à vida e esta seria a essência da religião. Aqui cabe uma ressalva também, pois quando falo &#8220;vida&#8221; não estou colocando-a como uma substância no sentido filosófico da palavra, uma coisa palpável e com personalidade própria, mas sim com uma experiência à qual acabamos dando o nome de vida.</p>
<p>O que isto tem a ver com a conversa acima? Que quanto mais a ciência tem avançado, mais as pessoas tem tido o desejo por um mundo de garantias e certezas. Muito embora um bom cientista &#8211; alguém que realmente estuda a ciência enquanto conjunto de saberes e métodos e enquanto um método de pensamento &#8211; saiba que a ciência não busca por dogmas, ela vive, também, na pergunta. Quando você dá um fecho à uma questão qualquer e diz &#8220;é isto e ponto final&#8221; a possibilidade de ciência morre, pois ela nasce do indagar-se sobre um fenômeno, de poder vê-lo sob mais de um prisma, criar e testas hipóteses e refazer os testes com mais recursos e então descobrir mais elementos ainda.</p>
<p>Qual o meu ponto? De que mesmo a ciência, ao contrário do que achamos pelo senso comum que ela é, nos incita à dúvida, ao mistério e não às garantias.</p>
<p>Aprender a viver sem garantias absolutas liberta o homem e torna sua vida mais rica. Isso se deve ao fato de que quando ele pensa que tudo pode ser 100% garantido ele também está se atribuindo um poder onipotente &#8211; o de conseguir realizar esta empreitada com 100% de certeza &#8211; só que ele não é onipotente. Este &#8220;detalhe&#8221; o deixa sempre confuso &#8211; porque não entende porque seus planos nunca saem 100% de acordo com o planejado &#8211; e cansado porque sempre tenta controlar tudo, algo que obviamente não consegue.</p>
<p>Ao libertar-se da ilusão de controlar tudo ele pode começar a se relacionar com o mundo e suas dúvidas e então entender que isso não é errado, pelo contrário, que este &#8220;não-saber&#8221; é o que, de fato, faz parte da vida. O estado de mistério tem mais a ver com o que poderíamos chamar aqui de nosso estado &#8220;natural&#8221; do que o estado de &#8220;dogma&#8221; (que é a certeza absoluta e inquestionável de algo). A experiência da existência não é feita de dogmas, mas sim de provas e desafios, passar por eles &#8211; de uma maneira ou de outra &#8211; é no que se traduz aquilo que chamamos de vida e o que eu gosto de chamar experiência de estar vivo.</p>
<p>Assim, ao invés de buscar as certezas, porque não aprender a incentivar as pessoas à buscarem pelas dúvidas? Como seria um mundo onde o compromisso não está em ter sempre a certeza absoluta sobre tudo, mas sim o compromisso de estar em contato com a realidade buscando sempre respostas e maneiras saudáveis de se relacionar com esta realidade? Porque ao invés de dizermos às pessoas &#8220;tenha certeza de que ele (a) gosta de você antes de assumir uma relação&#8221; não dizemos algo como &#8220;experiencie esta relação e perceba nesta experiência as possibilidades que ela mesma oferece, aprenda com ela enquanto ela está aí&#8221;?</p>
<p>Este tipo de experiência de se envolver novamente no mistério e encarar o não-saber não é para qualquer um. Sinto dizer, mas é necessário coragem, perspicácia e ousadia para enfrentar isso. É um mundo de riquezas e de perigos que não vai tratar você de acordo com a sua ética pessoal, mas sim de acordo com a natureza do próprio processo &#8211; a qual não sabemos exatamente qual é e provavelmente nunca saibamos. Assim o convite não é feito para os &#8220;fracos de coração&#8221;, apenas para os fortes que desejam este jogo. Os outros, no entanto, podem entender o seguinte: ninguém nasce &#8220;forte de coração&#8221;, isto se molda a partir da experiência. Logo embora não seja para qualquer um, qualquer um pode se tornar alguém capaz de entrar neste jogo.</p>
<p>Abraço</p>
<p>Visite nosso site: www.akimpsicologo.com.br</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br/2014/09/29/buscar-a-duvida/">Buscar a dúvida</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br">Akim Neto Psicólogo Clínico</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://akimneto.com.br/2014/09/29/buscar-a-duvida/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Religião, cultura e culpa</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2014/09/01/2320/</link>
					<comments>https://akimneto.com.br/2014/09/01/2320/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Sep 2014 16:02:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
		<category><![CDATA[Amor próprio]]></category>
		<category><![CDATA[Auto Expressão]]></category>
		<category><![CDATA[Auto-estima]]></category>
		<category><![CDATA[Auto-imagem]]></category>
		<category><![CDATA[Censura]]></category>
		<category><![CDATA[confrontar]]></category>
		<category><![CDATA[Cristianismo]]></category>
		<category><![CDATA[Culpa]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Desejo]]></category>
		<category><![CDATA[Emoções]]></category>
		<category><![CDATA[Medo]]></category>
		<category><![CDATA[Mudança]]></category>
		<category><![CDATA[Psicoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Religião]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.akimpsicologo.com.br/blog/?p=2320</guid>

					<description><![CDATA[<p>Mas então eu entendi o seguinte: não adianta muito eu ficar querendo mudar isso. Hum, e porque? Me lembrei que está tudo escrito já, que Deus sabe o que irá acontecer, me basta aceitar e continuar. E aí eu me lembro de uma frase de Santo Agostinho: &#8220;Reze como se tudo dependesse de Deus. Trabalhe &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2014/09/01/2320/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Religião, cultura e culpa</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br/2014/09/01/2320/">Religião, cultura e culpa</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br">Akim Neto Psicólogo Clínico</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.akimpsicologo.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/09/censura.jpg"><img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-2321" src="http://www.akimpsicologo.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/09/censura.jpg" alt="censurA" width="245" height="206" /></a></p>
<ul>
<li>Mas então eu entendi o seguinte: não adianta muito eu ficar querendo mudar isso.</p>
</li>
<li>
<p>Hum, e porque?</p>
</li>
<li>
<p>Me lembrei que está tudo escrito já, que Deus sabe o que irá acontecer, me basta aceitar e continuar.</p>
</li>
<li>
<p>E aí eu me lembro de uma frase de Santo Agostinho: &#8220;Reze como se tudo dependesse de Deus. Trabalhe como se tudo dependesse de você&#8221;.</p>
</li>
<li>
<p>É&#8230; mas ele sabe não sabe?</p>
</li>
<li>
<p>Claro que sabe, mas&#8230; como ele sabe: porque ele já decidiu ou porque ele é onipresente e onisciente?</p>
</li>
<li>
<p>Como assim?</p>
</li>
<li>
<p>Bem, você já viu uma criança que está prestes a fazer besteira? Ou um adolescente que está fazendo besteira num relacionamento e que você &#8220;sabe&#8221; que vai dar em besteira?</p>
</li>
<li>
<p>Sim.</p>
</li>
<li>
<p>Então, como você sabe: porque está escrito ou porque você está percebendo elementos que dizem à você que vai dar besteira?</p>
</li>
<li>
<p>Segunda opção.</p>
</li>
<li>
<p>Agora pensa que você tem acesso à todas as informações que você quer o tempo todo, que você pode se colocar na perspectiva de todos os seres e elementos o tempo todo&#8230; será que você precisa se dar o trabalho de escrever o destino de tudo para saber o que vai acontecer?</p>
</li>
<li>
<p>Hum&#8230; pensando assim&#8230; não. Se eu soubesse o que as pessoas pensam eu simplesmente saberia o que vão fazer e saberia &#8220;do futuro&#8221; é isso?</p>
</li>
<li>
<p>Sim. Afinal de contas&#8230; ele lhe deu livre arbítrio não é mesmo?</p>
</li>
<li>
<p>É verdade&#8230;</p>
</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p>Este post foi um pedido de uma das colegas e leitoras do blog. O caso acima me lembrou muito das perguntas que ela me fez como um delicioso &#8220;desafio&#8221; para um post. Para sair um pouco do padrão, vou colocar as perguntas dela aqui e respondê-las à meu modo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>&#8220;Diga-me lá&#8230; até q ponto a culpa, introduzida por meio dos preceitos religiosos, pode interferir nas condições do ser humano em assumir suas decisões e escolhas?&#8221;</strong></p>
<p>Vamos fazer o caminho contrário: a culpa é uma emoção que denota dívida em geral adquirida por meio de um comportamento inadequado ou criminoso. A pessoa que é culpada possui um &#8220;pé preso&#8221;, uma dívida com alguém ou com uma sociedade porque cometeu (ou crê que o fez) um crime, um erro.</p>
<p>Esta emoção pode fazer com que a pessoa pare seus projetos pessoais porque não vê que ela seja &#8220;digna&#8221; de continuar com eles. Pode afetar a sua auto imagem de uma maneira negativa fazendo com que a pessoa se identifique como uma pessoa má ou ruim por ter cometido aqueles atos. Assim sendo a pior coisa que pode ocorrer com a pessoa &#8211; no meu ponto de vista &#8211; é quando ela se identifica com o papel de &#8220;culpado&#8221;, ou seja, quando ela assume como identidade algo que é do nível do comportamento.</p>
<p>A culpa &#8220;introduzida&#8221; por meio religiosos e culturais &#8211; assumo aqui a religião como um sistema de regras o qual as culturas também possuem &#8211; pode gerar esta identificação? Sim, pode. Toda religião possui um sistema de &#8220;pecados&#8221; (ou &#8220;crimes&#8221;) que podem fazer com que a pessoa assuma para si a identidade de &#8220;pecador&#8221; e, por meio disso, ela pode colocar-se à mercê de um terceiro ou de terceiros.</p>
<p>Assim sendo ele decide que não é digno, responsável o suficiente, inteligente o suficiente para tomar decisões sozinho e busca sempre auxílio para validar aquilo que ele deseja e eximir-se da responsabilidade plena de pecar (ou errar) novamente. Um exemplo caricato deste tipo de identificação tem a ver com o personagem &#8220;Ned Flanders&#8221; do programa &#8220;The Simpsons&#8221; que sempre busca uma avaliação do pastor da Igreja para cada ação tomada de maneira espontânea.</p>
<p>Respondendo, então, o &#8220;ponto&#8221; no qual a culpa interfere seria, para mim relativa à quanto a pessoa se identifica com o papel de pecador ou criminoso, com o quão negativa esta imagem é, com a sua percepção de expiação do pecado ou recompensa da culpa e com o quanto ele percebe esse processo como algo pessoal ou como algo que deve vir de fora.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>&#8220;Até que ponto este sentimento, introjetado por meio da religiosidade, pode causar dor, angústia e sofrimento?&#8221;</strong></p>
<p>A culpa, em geral é uma emoção que causa dor, angústia e sofrimento. Creio que a percepção moral que a própria pessoa possui do que fez, sua percepção de possibilidade de reparação do erro, sua maneira e presteza em executar esta reparação e o quão prejudicial sua ação foi interferem na intensidade da dor, da angústia e do sofrimento.</p>
<p>Dor, é uma emoção que lembra o processo físico da dor. Na verdade sabemos que a dor emocional é sentida no mesmo local que a dor física no cérebro humano. Assim sendo a dor que se sente tem a ver com o ato e a pessoa pode sentir muita dor por ter feito algo que ela mesma considera errado.</p>
<p>A angústia tem a ver com o apego que ela tem a este sistema moral. Quanto mais apegada, em geral, mais a pessoa se angustia pelo fato de que o seu ato vai contra o que ela prega para si. Este vácuo entre crença e ato gera o vazio da angústia que precisa de uma resposta evolutiva para ser dissolvida.</p>
<p>O sofrimento entra em sintonia com a dor e a angústia. A ideia é que sofrer é uma atitude passiva, ele mantém-se enquanto a pessoa compreender que é totalmente indefesa em relação ao que lhe causa a dor. Muitas vezes a sensação de sofrimento permanece na pessoa, porém de uma maneira que não interfere em sua vida, pelo contrário, pode até mesmo servir de auxiliar em momentos futuros.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>&#8220;Até que ponto o homem deixa de ser responsável por si mesmo para evitar sentir-se culpado?&#8221;</strong></p>
<p>Até o ponto em que ele tem a competência para lidar com a culpa: quanto mais competência, menos ele precisa &#8220;não se responsabilizar&#8221;. Quanto menos competência ele possui, mais medo ele tem das consequências de seus atos, de assumir o que fez e conseguir mudar isso mais tarde e, por esta razão ele precisa fingir para si que não foi responsável pelos seus atos. Que a culpa é de outra pessoa ou entidade já que falamos de religião. Porém a própria religião coloca que o livre arbítrio é incondicional, ou seja, o homem sempre será responsável por seus próprios atos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para fechar gostaria de deixar aqui o <a href="http://wp.me/p29dKV-n4">link para um post sobre culpa </a>que escrevi tempos atrás que pode ajudar muito na compreensão desta emoção e na relação dela com a religião.</p>
<p>Gostaria, também, de agradecer a minha colega Maria pelas perguntas e pela oportunidade de pensar sobre este tema e convidar você leitor à enviar suas dúvidas e sugestões de temas aqui para o blog das gotinhas!</p>
<p>Abraço</p>
<p>Visite nosso site: www.akimpsicologo.com.br</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br/2014/09/01/2320/">Religião, cultura e culpa</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br">Akim Neto Psicólogo Clínico</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://akimneto.com.br/2014/09/01/2320/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
