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	<title>Arquivos Sentido da vida - Akim Neto Psicólogo Clínico</title>
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		<title>O sentimento do sentido da vida</title>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 31 Aug 2020 11:00:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Eu não sei direito o que faria a minha vida ter sentido. &#8211; O que você acha que sentiria caso estivesse fazendo algo que tem sentido? &#8211; Não sei&#8230; eu acho que seria prazeroso. &#8211; O que mais? &#8211; Não sei. &#8211; Será que &#8220;prazer&#8221; é algo que realmente nos guia em direção ao &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2020/08/31/o-sentimento-do-sentido-da-vida/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">O sentimento do sentido da vida</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Eu não sei direito o que faria a minha vida ter sentido.</p>
<p>&#8211; O que você acha que sentiria caso estivesse fazendo algo que tem sentido?</p>
<p>&#8211; Não sei&#8230; eu acho que seria prazeroso.</p>
<p>&#8211; O que mais?</p>
<p>&#8211; Não sei.</p>
<p>&#8211; Será que &#8220;prazer&#8221; é algo que realmente nos guia em direção ao sentido da vida? Ou será que apenas isso significa que a vida tem sentido?</p>
<p>&#8211; Não sei dizer&#8230; para mim é difícil discernir isso.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para muitas pessoas é difícil imaginar e até mesmo sentir quando fazemos algo que dá sentido a nossa vida ou quando ela mesma está enraizada em um sentido. Nossa cultura foca excessivamente nos prazeres sensoriais, porém, estes não são úteis na percepção de algo que nos faça sentido.</p>
<p><span id="more-7381"></span></p>
<p>O sentido da vida é um tema que ganhou amplitude em nossa sociedade depois dos trabalhos de Victor Frankl em seu livro &#8220;Em busca de sentido&#8221;. A ideia de que a vida possui uma direção, no entanto, não é recente, encontramos essa percepção desde a Grécia Antiga e as várias religiões trazem a noção de buscar um sentido para nossa existência. Porém encontrar o sentido é algo sempre nebuloso e, na maior parte das vezes, associado diretamente à experiência pessoal.</p>
<p>Esse &#8220;status&#8221; do sentido da vida é algo que contribui para a dificuldade em entendermos como procurá-lo. Sentir algo que nos faz sentido (com o perdão do trocadilho) é diferente de sentir o sabor de um vinho, por exemplo, ou a alegria de uma conquista. O motivo é que o vinho é sensorial e se refere à algo concreto, a alegria de uma conquista também, pois vemos algo concreto diante de nós. O sentido da vida é tido como uma percepção de um estado interno, algo diferente desses eventos externos.</p>
<p>Assim sendo, não é algo que desperta as emoções e sensação as quais estamos habituados. O sentimento no caso do sentido da vida, tem a ver com camadas mais profundas e estruturais da existência. Assim, fazem sentido palavras como &#8220;paz&#8221;, &#8220;harmonia&#8221;, &#8220;inteireza&#8221; e &#8220;plenitude&#8221;. Elas se referem à uma organização do corpo como um todo. É como se o corpo biológico estivesse agindo de forma a usar o seu potencial. Assim sendo esta atividade seria responsável por colocar as virtudes e habilidades &#8220;natas&#8221; daquele organismo em pleno funcionamento.</p>
<p>Então a característica daquilo que nos faz sentido não é o prazer durante a atividade, ou, pelo menos, do tipo de prazer que chamamos de sensorial, mas, sim, uma sensação durante e pós a atividade que tem a ver com a realização dela própria e a maneira pela qual isso alimenta nosso sistema de valores e recompensa nossas competências mais primitivas. Então temos a sensação de que &#8220;estamos indo para onde devemos ir&#8221;, um sentimento de certeza e orgulho não por algo feito, mas por ser quem somos emerge.</p>
<p>Como disse antes, estas sensações estão ligadas à percepções profundas desses estados de tecidos biológicos. Trata-se de um relaxar que nos coloca em prontidão. É um sentimento de atenção sem tensão que nos permite ampliar o olhar. Algumas pessoas também relatam a percepção de uma ligação com seu meio ambiente, como se estivesse &#8220;no lugar certo&#8221;. Estes sentimentos mais profundos são os que tem a ver com a busca pelo sentido da vida, quando falamos em meros prazeres, vemos que, diante disso, eles se tornam pequenos.</p>
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		<item>
		<title>Vida e profissão</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2020/07/06/vida-e-profissao/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2020 11:00:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Auto Expressão]]></category>
		<category><![CDATA[Desejo]]></category>
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		<category><![CDATA[Trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[Vida]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; É difícil para mim escolher algo entende? &#8211; Sim. Você imagina o que te faz ter esta dificuldade? &#8211; Não sei direito&#8230; &#8211; Me diga: o que você realmente quer para a sua vida? &#8211; Não sei direito também. &#8211; Ah, então vamos olhar para isso. Uma vida sem sentido, nunca encontra um trabalho &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2020/07/06/vida-e-profissao/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Vida e profissão</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; É difícil para mim escolher algo entende?</p>
<p>&#8211; Sim. Você imagina o que te faz ter esta dificuldade?</p>
<p>&#8211; Não sei direito&#8230;</p>
<p>&#8211; Me diga: o que você realmente quer para a sua vida?</p>
<p>&#8211; Não sei direito também.</p>
<p>&#8211; Ah, então vamos olhar para isso. Uma vida sem sentido, nunca encontra um trabalho adequado para si.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Atualmente, tendemos a associar o trabalho com o dinheiro que ele nos rende. O ato de trabalhar, no entanto, serve algo muito maior do que isso. A conexão com esta percepção nos faz olhar para o trabalho, a vida e nós em meio à isso tudo de uma forma muito diferente &#8211; e sem lentes cor de rosa.</p>
<p><span id="more-7155"></span></p>
<p>Não se trata de achar que o trabalho é uma maravilha. Ele não é maravilhoso e nem uma prisão. Ele é uma ferramenta. Trabalhamos para algo. O trabalho, por si só, não tem sentido algum, o sentido é onde ele chega. Obviamente podemos ter uma perspectiva &#8220;mindfullness&#8221; e aprender a sentir o estado de flow enquanto trabalhamos, nada de errado com isso. A questão que trago é que mesmo este estado está associado ao sentido que o ato de trabalhar tem em nossas vidas.</p>
<p>De uma maneira muito simples o trabalho está associado com a vida. Pode parecer estranho isso, porque hoje fazemos uma associação inversa. Porém, quando olhamos para algo básico sobre o trabalho, ou seja, a relação entre competência e resultado (aqui pode se colocar o dinheiro, por exemplo), logo vemos que em um nível muito profundo, o trabalho nos fala sobre nossa capacidade em estarmos vivos. Sobre como usamos nossa mente, corpo e emoções para criar coisas neste mundo que nos auxiliem a manter a vida e levá-la adiante.</p>
<p>É claro que você poderá objetar e dizer que isso se perdeu. Concordo. Porém é exatamente esta a reflexão que se torna importante sobre o trabalho e o dinheiro hoje em dia. Encontrar-se com esta necessidade básica que é a vida. Então fica a pergunta: a maneira pela qual trabalho ajuda a manter e impulsionar minha vida? Ou é algo que faço apenas para pagar as contas? E aqui é importante ver que não se trata de gostar do que se faz, mas sim se a pessoa vê sentido nisso.</p>
<p>Já encontrei várias pessoas que faziam algo que não queriam. O trabalho para elas, era um trampolim para aquilo que realmente desejavam. A diferença é que elas respeitavam o trabalho que tinham por ele ter este lugar. Ou seja, é um trampolim, mas é um trampolim para aquilo que é importante para mim. Logo é como se fosse tão importante quanto. Esta pequena diferença fazia muita diferença em relação à experiência concreta do trabalho.</p>
<p>Como disse acima, não é olhar e ver milagres onde eles não existem. Porém, não se trata de criar demônios também. A vida é dura, sempre foi e continuará sendo. É nesta dureza que os seres humanos vivem e se criam. Por isso, talvez, perceber um sentido naquilo que fazemos é algo importante. Não se trata de se enganar, mas sim de perceber se algo em você está sendo refletido naquilo que você faz. Esta conexão é que faz com que o que se faz tenha sentido, mesmo que não se goste daquilo, aprende-se a gostar.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Vida sem sentido (?)</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2016/05/09/vida-sem-sentido/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 May 2016 10:51:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
		<category><![CDATA[Auto Expressão]]></category>
		<category><![CDATA[Depressão]]></category>
		<category><![CDATA[Existencialismo]]></category>
		<category><![CDATA[percepção]]></category>
		<category><![CDATA[Sentido da vida]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mestre, qual o sentido da vida? &#8211; O cheiro de uma flor. &#8211; Entendo, entendo, mas eu preciso de algo mais concreto e não dessas metáforas. &#8211; Ah entendi, você quer uma resposta mais concreta para entender? &#8211; Sim, isso mesmo. &#8211; Ah, ok. Então, preste atenção: o sentido da vida é o cheiro &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2016/05/09/vida-sem-sentido/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Vida sem sentido (?)</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mestre, qual o sentido da vida?</p>
<p>&#8211; O cheiro de uma flor.</p>
<p>&#8211; Entendo, entendo, mas eu preciso de algo mais concreto e não dessas metáforas.</p>
<p>&#8211; Ah entendi, você quer uma resposta mais concreta para entender?</p>
<p>&#8211; Sim, isso mesmo.</p>
<p>&#8211; Ah, ok. Então, preste atenção: o sentido da vida é o cheiro de uma flor.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Adoro quando um cliente me diz que as coisas que ele faz não tem sentido. Adoro porque ele está absolutamente certo, as coisas, em si não tem sentido mesmo, somos nós quem damos sentido à elas, porém experienciar isso pode ser muito desorientador, porque será?</p>
<p><span id="more-5255"></span></p>
<p>Queremos que a vida tenha sentido. Pensamos durante muito tempo que isso vinha de uma necessidade de organizar o mundo de várias maneiras e que encontrar um sentido para a vida era algo importante para completar esta tarefa. Porém, de um outro ponto de vista, pode-se pensar que o desejo do sentido da vida seja, na verdade, uma questão de dependência que temos para com a existência.</p>
<p>Queremos que a vida tenha sentido para termos ondo nos apoiar, não no sentido de organizar nossa vida, mas no sentido de nos dar motivação. A necessidade da vida ter algum sentido não organiza a experiência, organiza a motivação, diz o que pode e o que não pode ser desejado, assim, queremos que a vida tenha sentido para sabermos como lidar com o nosso desejo.</p>
<p>A experiência desorientadora que várias pessoas tem em relação a darem sentido as suas existências se dá pelo fato de não conseguirem organizar o seu próprio desejo. Em termos mais simples, a percepção de que elas podem desejar &#8220;à vontade&#8221; e com isso organizarem seus próprio mundo é por demais expansiva para elas. O desejo, neste momento é &#8220;leve&#8221; demais.</p>
<p>Não se trata de fazer o que se quer, mas sim de desejar aquilo que o desejo traz. É comum que nossa ligação com o nosso desejo seja repleta de armadilhas psíquicas e sentimentos conflitantes, por este motivo, quando o desejo se mostra e percebe-se que é possível desejá-lo a pessoa entra em uma espécie de colapso. Fazendo uma metáfora tosca é como se depois de 80 anos gastando só 3000 por mês, alguém lhe dissesse que os outros 5000 que ficam na conta também são seus para gastar como quiser.</p>
<p>Queremos que a vida tenha sentido para não assumirmos o sentido que queremos dar à vida. É mais fácil jogar nas costas da &#8220;vida&#8221; (o que é isso mesmo?) o peso daquilo que sentimos. Assumir o sentido que vemos na nossa experiência é uma vivência de fascínio.</p>
<p>Porém, minha percepção de &#8220;fascínio&#8221; não é romântica, é trágica. A fascinação envolve dois elementos ao mesmo tempo: o terror e a admiração. Percebo como isso faz sentido quando meus clientes me dizem que entenderam o sentido que querem dar às suas vidas, que se sentem bem com isso, felizes e mais calmos&#8230; &#8220;mas ao mesmo tempo Akim, dá um medo isso sabe?&#8221;.</p>
<p>Sim, claro que sei, porque você está fascinado, e fascínio nos coloca diante de uma maravilha que é, ao mesmo tempo, admirável e aterrorizante. A admiração provém da beleza e das capacidades da coisa que é vista, o terror vem pelo fato de que o que é visto está além da compreensão, nos mostra algo além do nosso cotidiano.</p>
<p>O monstro é um &#8220;abridor de portas&#8221;, em uma das raízes da palavra encontramos que monstro é &#8220;aquele que mostra&#8221;, em outra delas que é &#8220;aquele que mostra o caminho&#8221;. Por isso ele é admirável, ele mostra as maravilhas do universo, nos apresenta à algo desconhecido e, ao mesmo tempo, é aterrorizador pelo fato de nos fazer perceber que há este universo, que o desconhecido existe.</p>
<p>Trazendo a analogia para o tema do sentido da vida, é monstruoso perceber que a vida, em si, não tem sentido, não chega nem a ser uma tábula em branco para escrevermos, pois isso já diz que ela precisa ser escrita. Não, ela é ainda mais cruel e nos aponta que nem mesmo é necessário um sentido para a vida. Ela mostra aquilo que não desejamos ver: que a existência é tão absurdamente infinita que você pode olhar à ela e apreender aquilo que desejar, ao mesmo tempo o horror de perceber que existir exige esforço.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Dor e infelicidade</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2015/12/09/dor-e-infelicidade/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Dec 2015 09:58:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas&#8230; porque comigo? &#8211; Porque, o que? &#8211; Ah Akim&#8230; isso tudo sabe? &#8211; Porque não com você? &#8211; Nossa&#8230; como assim? &#8211; Ora&#8230; tem algo que te prive de viver algo ruim? &#8211; Não, mas sei lá&#8230; &#8211; Entendo que é difícil, mas é isso&#8230; faz parte da vida a dor. &#8211; Eu &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2015/12/09/dor-e-infelicidade/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Dor e infelicidade</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas&#8230; porque comigo?</p>
<p>&#8211; Porque, o que?</p>
<p>&#8211; Ah Akim&#8230; isso tudo sabe?</p>
<p>&#8211; Porque não com você?</p>
<p>&#8211; Nossa&#8230; como assim?</p>
<p>&#8211; Ora&#8230; tem algo que te prive de viver algo ruim?</p>
<p>&#8211; Não, mas sei lá&#8230;</p>
<p>&#8211; Entendo que é difícil, mas é isso&#8230; faz parte da vida a dor.</p>
<p>&#8211; Eu sei&#8230; mas é dolorida.</p>
<p>&#8211; É. Mas lembre-se: é &#8220;só&#8221; isso.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nenhuma religião ou escola filosófica nega a dor. Todas ensinam maneiras de como lidar com ela. A tragédia, a tristeza e a dor são fatos da vida, como você lida com isso?</p>
<p><span id="more-4860"></span></p>
<p>O término de uma relação ou a morte de uma pessoa querida são exemplos de eventos que consideramos trágicos e dolorosos. Perder um emprego ou ficar doente, passar necessidade ou buscar por algo que é necessário, mas que não se encontra são outros exemplos de problemas doloridos que enfrentamos. Todos os seres deste planeta passam por dificuldades e privações, não sendo a espécie humana a única privilegiada com a emoção da tristeza e a sensação de dor.</p>
<p>A percepção da dor no mundo é um &#8220;senso comum&#8221; em todas as culturas, mitologias, religiões e sistemas filosóficos. O trabalho destes sistemas é buscar uma maneira de compreender ou de justificar a dor que nos ajude a suportá-la e forneça ferramentas para lidar com ela tanto &#8220;na prática&#8221; quanto internamente.</p>
<p>Saber que a dor existe não é um grande feito você pode pensar, porém, a percepção da dor como parte da nossa realidade o é. Não significa apenas em saber &#8211; intelectualmente &#8211; que a dor existe, mas sim em processar esta realidade psicologicamente. Compreender que a dor, a tristeza existirão em sua vida, não importa o que você faça é algo que pode ser tanto (ou mais) assustador que a própria morte.</p>
<p>A aceitação da dor e da tristeza parece ser, então, um ponto fundamental para o desenvolvimento psíquico pelo fato de que, ao aceitá-la, também aceitamos o real. Porém, frente à isso, como não esmorecer?</p>
<p>A pergunta que nos salva é, paradoxalmente, porque esmorecer? Em outras palavras: porque é necessário que, frente à percepção de que a dor e a tristeza existem, eu preciso perder minhas forças, preciso me desesperar ou temer o próximo momento em que sentirei isso? Não há ligação entre o fato de perceber a dor e evitar a vida, pelo menos, não uma ligação necessária.</p>
<p>O engodo escondido na pergunta é de que, na presença da dor, você deve evitar a vida. Isso coloca a tristeza e a dor como elementos &#8220;estranhos&#8221; à vida, como se fossem &#8220;errados&#8221;, porém a sua presença está muito além da vida humana e não é necessário que achemos uma &#8220;razão&#8221; para a dor pelo simples fato de ela não estar &#8220;errada&#8221;. Ela, apenas, é.</p>
<p>Porém, como falei acima, ela é dolorida. Aí é que está, o nosso problema: queremos evitar a dor e viver a vida. É um paradoxo visto que faz parte da natureza da vida ser dolorida vez ou outra. Negar a tristeza e a dor é, também, negar a vida. Por outro lado afundar-se na dor também é negar a vida porque retira dela a probabilidade do prazer e da alegria.</p>
<p>Não há nada para &#8220;fazer&#8221; com a dor e a tristeza no sentido de &#8220;concertá-las&#8221; ou arrumar suas naturezas ou a evitá-las por completo. Apenas podemos perceber aquilo que era importante e se foi, ou aprender com a dor o que ela tiver para ensinar. Não é errado sentir tristeza e nem dor, elas são a mostra que de você está vivo, assim como a alegria e o prazer. Afirmar o trágico em nossas vidas, por mais paradoxal que possa ser, também nos coloca dentro da vida. Afirmar-se mesmo durante o trágico, mesmo durante a dor é afirmar a vida que existe em você.</p>
<p>E, por fim, por mais doloroso que possa ser, saiba: isso também passará.</p>
<p>Abraço</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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