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	<title>Arquivos Tristeza - Akim Neto Psicólogo Clínico</title>
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		<title>Perdas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Feb 2016 09:58:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; É difícil para mim. &#8211; Eu sei, nem sempre é fácil lidar com isso. &#8211; Eu fico remoendo sabe? &#8211; Claro. Agora, o que é difícil, aceitar a perda ou conviver com ela? &#8211; Conviver&#8230; &#8211; Quem você é agora que perdeu? &#8211; Não sei direito&#8230; &#8211; Isso te deixa inseguro? &#8211; Sim, sempre &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2016/02/01/perdas/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Perdas</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; É difícil para mim.</p>
<p>&#8211; Eu sei, nem sempre é fácil lidar com isso.</p>
<p>&#8211; Eu fico remoendo sabe?</p>
<p>&#8211; Claro. Agora, o que é difícil, aceitar a perda ou conviver com ela?</p>
<p>&#8211; Conviver&#8230;</p>
<p>&#8211; Quem você é agora que perdeu?</p>
<p>&#8211; Não sei direito&#8230;</p>
<p>&#8211; Isso te deixa inseguro?</p>
<p>&#8211; Sim, sempre soube quem eu era&#8230; agora&#8230; parece que perdi a identidade entende?</p>
<p>&#8211; Sim.</p>
<p>Muitas pessoas tem dificuldades em lidar com perdas. Muitas vezes o problema não está relacionado com a perda em si, mas sim com a maneira pela qual a pessoa se percebe com a perda.</p>
<p><span id="more-5048"></span></p>
<p>Perder algo é lidar com uma assimetria. Aquilo que era &#8211; ou que esperávamos que era ou que fosse &#8211; se torna algo que não é mais. É como uma estante de livros, na qual vemos um buraco onde, antes, estava um livro. Lidar com aquele buraco é lidar com a perda. Esta assimetria é o que nos faz sofrer, aprender que aquilo que, neste momento, nos parece assimétrico, será a nossa nova vida &#8211; a nossa nova simetria, nosso novo parâmetro &#8211; é lidar com a perda.</p>
<p>Porém isso envolve, muitas vezes em mudanças internas também. Homens, por exemplo, durante muito tempo &#8211; e ainda hoje &#8211; sofrem ao se aposentar por perderem o seu papel na empresa. Aquela imagem de pessoa forte, dono de um setor e detentora de poder se desfaz. Como se perceber enquanto pessoa novamente?</p>
<p>Muitas vezes o problema é que a pessoa se identifica com a perda e se torna um &#8220;perdedor&#8221;. Neste sentido ele se percebe como o buraco, como aquilo que falta e esta perspectiva pode infectar a sua noção de futuro, fazendo com que ele creia que nunca mais será outra coisa senão este buraco.</p>
<p>Cada um tem uma percepção do que é um &#8220;perdedor&#8221;, para alguns é um &#8220;burro&#8221;, para outros um &#8220;fracassado&#8221;. Desta maneira a concepção que ela tem de perdedor será aquela que irá assumir para si. Se perdedor for algo ruim e nocivo ela irá perceber-se desta maneira.</p>
<p>Aí podemos ter o problema da pessoa assumir esta noção de si e ter comportamentos que são &#8220;adequados&#8221; à um perdedor ou então lutar contra isso tentando desesperadamente se afastar dessa noção. Ambos são ruins pelo fato de estarem destruindo a pessoa por dentro.</p>
<p>Assumir a identidade de perdedor, no entanto, pode ser simplesmente assumir que você é uma pessoa que, de fato, já não mais possui algo. Porém, porque isso precisa ser necessariamente e somente ruim? Lidar com a perda pode significar uma nova forma de ver a si e a vida, até mesmo pode ser uma nova chance de ver aquilo que você perdeu, será que o poder de uma empresa é a única forma de sentir poder?</p>
<p>O problema da identidade, então, é que sim aquele que perdeu é um &#8220;perdedor&#8221;, porém, nem sempre perdedor nada mais é do que aquele que perde. O motivo que levou a perda e se a perda em si é algo bom ou ruim e de que maneira é boa ou ruim são assuntos para deliberar. Esta deliberação é importante para que a pessoa identifique-se com aquele que perde de uma maneira à ir além da perda e não para afundar-se nela.</p>
<p>Abraço</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Tristeza é doença?</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2016/01/15/tristeza-e-doenca/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Jan 2016 11:40:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; &#8211; Eu não quero ficar triste assim. &#8211; Entendo, mas, você está. &#8211; Mas tristeza não é uma doença, eu li algo assim. &#8211; Então todos os seres humanos são doentes porque todos sentimos tristeza. &#8211; Eu não gosto e não entendo pra que ficar assim. &#8211; Essa é uma pergunta boa para começar &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2016/01/15/tristeza-e-doenca/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Tristeza é doença?</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>&#8211; Eu não quero ficar triste assim.</p>
<p>&#8211; Entendo, mas, você está.</p>
<p>&#8211; Mas tristeza não é uma doença, eu li algo assim.</p>
<p>&#8211; Então todos os seres humanos são doentes porque todos sentimos tristeza.</p>
<p>&#8211; Eu não gosto e não entendo pra que ficar assim.</p>
<p>&#8211; Essa é uma pergunta boa para começar</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>No ano de 2015 a tristeza foi, de certa forma, classificada como um tipo de doença por alguns órgãos ligados à saúde mental. Em defesa desta emoção escrevo este post para esclarecer que tristeza não é doença, emoção não é problema.</p>
<p><span id="more-4987"></span></p>
<p>Emoções são reações que todos os seres humanos possuem, nenhum de nós nasceu sem a capacidade de sentir tristeza, medo e raiva. As emoções são fundamentais para o nosso desenvolvimento psíquico assim como para nos ajudar a viver no mundo e em sociedade.</p>
<p>A tristeza, em particular, é uma emoção muito mal vista. O filme &#8220;Divertidamente&#8221; (na tradução em português) demonstra como a tristeza é uma emoção mal compreendida pela nossa sociedade. No filme a emoção &#8220;alegria&#8221; comanda a vida psíquica de uma menina e junto com ela trabalham a tristeza, o medo, a raiva e o desdém.</p>
<p>No filme a única emoção para a qual a &#8220;alegria&#8221; não sabe a utilidade é a tristeza. Ela &#8220;não compreende&#8221; a tristeza e nem para o que ela serve. Ao longo do filme a tristeza mostra a sua importância para a alegria. Com um toque ou com um simples ouvido amigo para ouvir a tristeza do outro esta emoção mostra que sem a tristeza aquilo que nos é importante perde o valor e, também ensina que muitas vezes entristecer-se é a solução.</p>
<p>O mesmo ocorre em nossa sociedade ultra narcisista que acredita que está tudo sempre bem e que todos devem estar sempre sorridentes e ativos. Nesta perspectiva a ideia de parar e chorar é tida como algo disfuncional: não aparece bem na selfie, não é bom para os negócios e nem para os estudos. A tristeza deve estar errada. Ou talvez a nossa sociedade não é mesmo?</p>
<p>A tentativa ainda que sutil de classificar o ato de entristecer-se com uma doença é uma prova cabal de que estamos, doentes, mas não por causa da tristeza e sim pelo fato de não sabermos mais lidar com emoções e precisarmos de medicação para manter um sorriso e uma atividade sempre altivas. Voltando ao filme o que a personagem principal a &#8220;alegria&#8221; aprende é que a tristeza não apenas é funcional como, também, que a vida é feita de várias emoções ao mesmo tempo, que a tristeza e a alegria podem combinar-se e aí temos uma vida emocional ainda mais rica ao invés de doente.</p>
<p>A doença diga-se de passagem está em querer fingir que não temos emoções e que somos autômatos apenas correndo atrás do salário mais alto.</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>&#8220;Sim&#8221; sem culpa</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2014/10/24/fazer-ou-nao-fazer-eis-a-questao/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Oct 2014 10:34:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Eu quero fazer, mas não sei se devo. O que te impede? Meu pai&#8230; sei que ele ficará chateado com isso. Sim, muito provável. Mas e o seu desenvolvimento? Ele também ficaria chateado com isso (risos) (Risos) Sim, ficaria mesmo&#8230; Então? Então&#8230; você está querendo chatear o seu pai? É esta a sua intenção? &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2014/10/24/fazer-ou-nao-fazer-eis-a-questao/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">&#8220;Sim&#8221; sem culpa</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.akimpsicologo.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/10/download-71.jpg"><img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-2584" src="http://www.akimpsicologo.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/10/download-71.jpg" alt="download (7)" width="259" height="194" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<ul>
<li>Eu quero fazer, mas não sei se devo.</p>
</li>
<li>
<p>O que te impede?</p>
</li>
<li>
<p>Meu pai&#8230; sei que ele ficará chateado com isso.</p>
</li>
<li>
<p>Sim, muito provável. Mas e o seu desenvolvimento?</p>
</li>
<li>
<p>Ele também ficaria chateado com isso (risos)</p>
</li>
<li>
<p>(Risos) Sim, ficaria mesmo&#8230;</p>
</li>
<li>
<p>Então?</p>
</li>
<li>
<p>Então&#8230; você está querendo chatear o seu pai? É esta a sua intenção?</p>
</li>
<li>
<p>Não&#8230; você sabe que não!</p>
</li>
<li>
<p>Eu sei&#8230; tanto sei que não entendo porque você está tornando isso um empecilho pra ti.</p>
</li>
<li>
<p>Hum&#8230; verdade&#8230; simplesmente vou ter que enfrentar a chateação dele né?</p>
</li>
<li>
<p>Sim&#8230; sabe como fazer isso?</p>
</li>
<li>
<p>Acho que é nisso que eu preciso de ajuda</p>
</li>
<li>
<p>Vamos lá!</p>
</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os gregos diziam &#8220;cuidado com o que quer&#8230; porque pode conseguir&#8221;. Obviamente nada mais estranho aos ouvidos modernos ávidos pela conquista de seus desejos. Porém, em consultório eu vejo o quanto esta frase faz sentido. Ela tem tanta sabedoria que, na maior parte das vezes, as pessoas sequer correm atrás de alguns sonhos e desejos por causa dela.</p>
<p>Um dos pontos que eu vejo muito é que as pessoas nem sempre estão em paz com aquilo que desejam. O desejo pode estar em conflito com os valores da pessoa, com alguma crença específica ou pode estar vindo &#8220;no momento errado&#8221;. Assim, mesmo cientes de um determinado desejo elas procuram se afastar dele, culpabilizar o mundo por não conseguirem aquilo que querem ou tornam-se apáticas frente aos próprios desejos e sentimentos.</p>
<p>Quando o desejo cria um conflito é muito comum da pessoa sentir a emoção da culpa. A culpa nos mostra que estamos fazendo &#8211; ou querendo fazer &#8211; algo que vai contra o nosso sistema de crenças. Muitas vezes uma das maneiras de lidar com a culpa é verificar se, efetivamente, estamos ferindo algum de nossos valores. Isso é importante porque muitas vezes o aprendizado que temos nos leva a crer que determinado comportamento ou querer são, por si só, ruins e nem sempre isso é assim.</p>
<p>Um exemplo muito comum na nossa sociedade é o de fazer algo que sabemos que pode ferir, incomodar ou chatear alguém. Em geral, nossa educação nos pede para nunca ter este tipo de atitude para com alguma pessoa, no entanto, na prática logo percebemos que isso é impossível. Não estou defendendo o ato de causar dano à alguém de maneira indiscriminada, mas sim de que algumas vezes chatear outra pessoa poderá ser um dos resultados de um comportamento importante para a pessoa.</p>
<p>Na educação das crianças, por exemplo, chega um momento em que é saudável a mãe não atender de pronto os choros da criança. Tal atitude obviamente faz a criança sofrer, porém é necessária ao desenvolvimento da mesma e sabemos que as crianças que passam por isso em geral crescem melhor por terem que aprender a lidar com a frustração que é comum na vida.</p>
<p>Outro fato é que existe uma diferença entre o desejo de causar chateação e esta ser uma consequência do meu comportamento. A primeira tem a intenção de chatear alguém, é algo programado e pessoal como na frase &#8220;eu quero me vingar dele&#8221;. Há uma intenção clara de comportamento nesta frase. Já quando a chateação é uma consequência a intenção não é de ferir, seria algo como &#8220;sei que ele ficará chateado, mas preciso educá-lo&#8221;. A chateação não é a intenção, mas sim educar.</p>
<p>Coloco estes pontos para questionar um dogma central da educação que praticamente todos temos: que pode ser &#8220;bom&#8221; chatear os outros. Isso não é uma desculpa para ferir os sentimentos dos outros de maneira indiscriminada e cruel, mas sim para compreender que, algumas vezes, esta consequência não pode ser evitada e em outras que ele pode ser benéfica à pessoa. Particularmente tive grandes aprendizados em minha vida após ter sido frustrado e ter ficado chateado com a atitude de algumas pessoas. E não digo isso num sentido de me fechar ao mundo, mas pelo contrário de me abrir à ele de uma nova forma.</p>
<p>Aprender que nem sempre é ruim chatear os outros e que existe uma diferença entre chatear alguém intencionalmente e isso ser o resultado de uma ação sem esta intenção são alguns dos valores e crenças que trabalho no consultório para ajudar as pessoas a  fazerem mais aquilo que desejam. Isto ajuda a pessoa a dizer &#8220;sim&#8221; ao que quer sem sentir culpa e saber que ela sentir, por exemplo tristeza &#8211; sim podemos ficar tristes de ver que alguém ficou ferido em detrimento de algo que fizemos, mas isso é diferente de sentir culpa por isso.</p>
<p>Dizer-se &#8220;sim, sem culpa&#8221; é nos colocarmos como critério para definir o que vamos fazer e verificar se estamos fazendo aquilo que queremos como meio para ferir alguém &#8211; o que eu não aconselho fazer em consultório &#8211; ou como meio de seguir o nosso caminho pessoal de desenvolvimento e auto expressão &#8211; o que apoio por mais difícil que seja a situação.</p>
<p>Abraço</p>
<p>Visite nosso site: www.akimpsicologo.com.br</p>
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		<title>Falta</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2014/08/11/falta/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Aug 2014 11:32:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
		<category><![CDATA[Auto-confiança]]></category>
		<category><![CDATA[Auto-estima]]></category>
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		<category><![CDATA[Tristeza]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sabe eu ainda sinto a falta dele. Eu imagino, você realmente gostava dele não é mesmo? Sim. O que você tem feito com a falta que sente dele? Na verdade eu nunca deixei de sentir a falta sabe? Acho que estes últimos dias eu aceitei isso, mas ainda não sei o que fazer direito. Posso &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2014/08/11/falta/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Falta</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.akimpsicologo.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/08/images-11.jpg"><img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-2230" src="http://www.akimpsicologo.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/08/images-11.jpg" alt="images (11)" width="200" height="252" /></a></p>
<ul>
<li>Sabe eu ainda sinto a falta dele.</p>
</li>
<li>
<p>Eu imagino, você realmente gostava dele não é mesmo?</p>
</li>
<li>
<p>Sim.</p>
</li>
<li>
<p>O que você tem feito com a falta que sente dele?</p>
</li>
<li>
<p>Na verdade eu nunca deixei de sentir a falta sabe? Acho que estes últimos dias eu aceitei isso, mas ainda não sei o que fazer direito.</p>
</li>
<li>
<p>Posso ajudá-la com isso?</p>
</li>
<li>
<p>Claro.</p>
</li>
<li>
<p>Imagine um pouco aquilo de bom que viveram juntos.</p>
</li>
<li>
<p>Ok.</p>
</li>
<li>
<p>Deixe como se essas memórias se tornassem uma sensação em você, algo que pode estar sempre presente, sem lembrar dele necessariamente.</p>
</li>
<li>
<p>Entendi. Como se fosse uma nuvem de cor?</p>
</li>
<li>
<p>Pode ser, serve para você?</p>
</li>
<li>
<p>Sim, me lembra das sensações que tivemos juntos sem me lembrar do rosto dele, a cor fica na frente.</p>
</li>
<li>
<p>Ok. Como se sente em sentir isso assim?</p>
</li>
<li>
<p>Melhor, é como se eu não precisasse esquecê-lo, mas pudesse começar a viver a minha vida lembrando de tudo que tivemos de bom.</p>
</li>
<li>
<p>Ótimo!</p>
</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p>&#8220;Ah o amor&#8230; que nasce não se onde, vem não sei como e dói não sei porque&#8221;. Camões</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sentir falta é algo muito doloroso, quanto mais forte a relação, mais forte se faz a dor da perda. Muitas pessoas desistem de começar novas relações com o medo que sentem da dor de uma possível perda ou término no futuro. Esta sensação incomoda os pensamentos dos que estão em relacionamentos e povoa os sonhos daqueles que saíram deles. O que fazer com esta sensação?</p>
<p>A falta que se sente nasce de todas as emoções, sensações, histórias que foram construídas e histórias por construir que são destruídas no momento de um término ou de uma perda como a morte. É aquele vácuo que fica onde antes havia algo e traz, consigo, uma falta de orientação e uma necessidade de recolhimento. Se existe o fator da dependência emocional, mais um fator se soma à isso tudo, pois o conjugue que se vai era tido como a salvação do outro e essa será mais uma falta terrível que deverá ser enfrentada.</p>
<p>Uma das primeiras &#8220;tarefas&#8221; que eu sempre trabalho com meus clientes é permitir a tristeza. Ela é importante para que todo o restante possa vir. Porque? Ela é uma das emoções ideais para nos recolhermos e refletirmos sobre as coisas importantes que perdemos e isto é o primeiro passo para viver o luto. Além disso a tristeza traz o choro e este alivia a alma, dói um pouco, mas sempre alivia depois.</p>
<p>Uma relação nunca é feita apenas de um, ambos constroem tudo aquilo que existe dentro de um relacionamento. Cada um à sua maneira, obviamente, porém ambos criam momentos bons e ruins. Assim sendo, lembrar da relação e dos momentos bons que ela teve é algo que pode ajudar a pessoa a lembrar-se do seu potencial para criar bons momentos em uma relação e isso pode ser uma percepção reconfortante. Este seria um próximo trabalho a ser feito, perceber-se como constituinte de uma relação e construtor de bons momentos, é importante para refletir sobre o que gostava de fazer e para que se possa imaginar o futuro de uma maneira positiva.</p>
<p>Um outro ponto é trabalhar como no exemplo acima, ou seja, manter a presença da ausência porém de uma forma positiva. Muitas pessoas que lidaram bem com a morte de pais e pessoas queridas relatam que é como se a pessoa &#8220;não tivesse morrido&#8221; &#8211; sim, elas sabem que ela morreu, não se trata de uma alucinação. Este &#8220;como se&#8221; fala da maneira pela qual a pessoa organizou a ausência dentro dela, ou seja, dentro dela é mantida uma sensação de presença que traz, consigo, elementos bons e prazerosos que a relação teve. Com isto torna-se suportável a falta, pois as memórias sobrevivem fortes.</p>
<p>Estas estratégias devem sempre ser feitas com um psicólogo que irá acompanhar o processo individual de cada pessoa que é único. Porém são dicas que podem ajudar você a aprender como lidar com esta emoção e a refletir sobre ela também. Obviamente que a falta de alguém que nos é querido não é uma emoção prazerosa, porém, pode sempre ser fonte de aprendizados novos e, quem sabe, de uma vida que não imaginávamos antes.</p>
<p>Abraço</p>
<p>Visite nosso site: www.akimpsicologo.com.br</p>
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		<title>Um dia azul</title>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Mar 2013 12:47:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
		<category><![CDATA[Amor próprio]]></category>
		<category><![CDATA[Crises]]></category>
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		<category><![CDATA[Psicoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[Tristeza]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Pois é Akim, hoje estou tristão&#8230; &#8211; Sim, você me contou sobre um monte de invertidas que você levou esta semana não foi mesmo? &#8211; Pois é&#8230; Eu não estou conseguindo me manter muito forte sabe? &#8211; Ah é? Que interessante&#8230; porque você tem que se &#8220;manter forte&#8221;? &#8211; Ah&#8230; tenho que continuar com &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2013/03/15/um-dia-azul/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Um dia azul</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Pois é Akim, hoje estou tristão&#8230;</p>
<p>&#8211; Sim, você me contou sobre um monte de invertidas que você levou esta semana não foi mesmo?</p>
<p>&#8211; Pois é&#8230; Eu não estou conseguindo me manter muito forte sabe?</p>
<p>&#8211; Ah é? Que interessante&#8230; porque você tem que se &#8220;manter forte&#8221;?</p>
<p>&#8211; Ah&#8230; tenho que continuar com a vida não é?</p>
<p>&#8211; É claro, mas e essa tristeza não faz parte dela? Não merece receber cuidado?</p>
<p>&#8211; Vi um post no facebook esses dias: &#8220;sabe qual o problema de parecer forte o tempo todo? As pessoas passam a achar que você não tem sentimentos&#8221;.</p>
<p>&#8211; Pois é&#8230; quem sabe está na hora de você poder mostrar para elas e para você mesmo que tem sentimentos?</p>
<p>&#8211; Como?</p>
<p>&#8211; Como você poderia fazer para cuidar dessa tristeza?</p>
<p>&#8211; Eu acho que hoje eu poderia ir para casa e me cuidar só&#8230;</p>
<p>&#8211; Poderia não é mesmo?</p>
<p>&#8211; Sim&#8230;</p>
<p>&#8211; A pergunta é: que posso fazer para me sentir bem? Obviamente sem negar ou apagar a existência da tristeza pois ela é importante.</p>
<p>&#8211; Entendi!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Tristeza é uma emoção que faz muitas pessoas saírem correndo, ninguém quer sentir tristeza, mas afinal, para que serve a tristeza?</p>
<p>Sentir-se triste é importante quando temos uma perda qualquer ela é extremamente adequada de ser sentida para que possamos refletir sobre o que ocorreu, sobre a perda que tivemos e para nos acostumarmos com a ausência daquilo que foi perdido para que possamos mais tarde investir nossa energia em outras coisas.</p>
<p>O grande problema da tristeza é que as pessoas acabam por intensificarem a tristeza e tornam-se melancólicas. A forma pela qual entendemos a tristeza e lidamos com ela é o que faz a diferença. Minha experiência me mostra que quanto mais conseguimos aceitar as emoções de dor e perda que a tristeza traz com a perspectiva de que aquilo é uma fase de luto mais a pessoa consegue lidar bem com a tristeza e passar da tristeza para reinvestir sua energia em outras atividades. Alguns neurocientistas postulam, inclusive, que a introspecção e diminuição do ritmo que a tristeza traz é uma reação biológica que tem como objetivo justamente manter a pessoa em um estado no qual ela estará pensando, refletindo sobre o que ocorreu.</p>
<p>Umas das formas mais interessantes de lidar com a tristeza é cuidar dela, aceitar o sentimento, perceber o que está sendo perdido &#8211; e porque &#8211; e reinvestir a energia em novas fontes de prazer, satisfação e motivação sem querer acelerar o processo &#8211; nem retardá-lo.</p>
<p>Abraço</p>
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