• 9 de abril de 2012

    Olho mas não vejo

    – Pois é Akim, seria legal se eu pudesse voltar a dançar.

    – Porque não volta?

    – Porque não tem nenhuma escola próxima dos lugares que eu frequento.

    (Akim olha pela janela do consultório e aponta para a placa da casa ao lado do consultório: Escola de Dança)

    – Tipo aquela ali?

    – Qual? Noossaaa!

    É impressionante como nossa percepção é guiada pelas crenças e hábitos que formamos.

    Este caso é um exemplo clássico disso. Sempre que acreditamos em algo começamos a organizar nossa percepção e comportamentos de acordo com o que acreditamos. Este relato é o resumo da ópera, porém todos funcionamos assim.

    Geralmente as pessoas olham para as soluções dos problemas de suas vidas, mas não as vêem. Isso se deve para o fato de que estão condicionadas a não olharem para aquele lado, apenas para este. Temos por hábito criar hábitos e para o hábito se manter você deve sempre ver a vida de uma mesma forma. O único momento em que isso é ruim é quando o hábito não é mais útil e começa a tomar  conta da sua vida. Aí sim é o momento de forçar a mudança de hábito, ver novos horizontes.

    E você? O que você está vendo que não está enxergando?

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