• 27 de julho de 2012

    Aprendendo a viver

    – Eu ainda me sinto inseguro Akim, mas mesmo assim tem valido à pena fazer essas pequenas mudanças.

    – Vale mesmo não vale? Não doeu nem te matou fazer essas adaptações não é?

    – Sim, na verdade sinto que mesmo com medo se eu faço posso aprender com aquilo.

    – Com certeza.

    – E tem sido muito legal, porque vai me dando vontade de fazer mais coisas, fico mais alegre sabe?

    – Sei, é bom quando a gente cuida da gente, motiva e dá energia.

    – É verdade, é verdade. Parece que estou começando a viver agora (risos)

    – (risos) É, para uma parte da sua vida você está mesmo.

    – Eu tenho percebido que nesse momento eu continuo ficando brabo com algumas coisas, mas que eu penso diferente

    – Como você tem pensado?

    – Penso que eu quero resolver a situação, quero aprender com ela sabe? Eu me coloco mais como se fosse algo que eu tenho que dar uma resposta e antes eu ficava com medo e fugia da situação sabe?

    – Sim é isso mesmo, concordo com a tua colocação, várias vezes vimos aqui na terapia você fugindo de situações importantes para você, que bom que agora estás olhando de frente não é?

    – É, muito bom!

     

    Se a vida tivesse manual muito não iriam lê-lo. Se tivesse vídeo introdutório alguns iriam pular o vídeo ou dormir enquanto assistiam.

    A diferença real é quando nos colocamos como causa da nossa vida. Enquanto culpamos o mundo, sociedade, capitalismo, socialismo, pessoas, atitudes por nossa infelicidade não ficamos curiosos com o que ocorre à nossa volta, não nos fazemos perguntas interessantes, não criamos objetivos, não nos comportamos de maneira à alcançar nossos sonhos e – principalmente – nada aprendemos.

    O fator fundamental da aprendizagem é o interesse. Interessar-se pela própria vida é uma arte, talvez porque em si a vida não tenha um sentido, somos nós quem devemos criar este sentido. Aprender a viver a vida que queremos é uma arte pois é singular, podemos trocar informações com outras pessoas, mas no fim somos nós quem executamos ou não mudanças e comportamentos em nossas vidas.

    Como você aprende? Como você se motiva e se interessa por si próprio? Como mantém esse interesse frente às frustrações que a vida nos traz? Essas perguntas – e outras – são importantes de se fazer para compreendermos melhor como estamos vivendo a nossa vida, porque mesmo sem manual nós criamos algumas regras a questão mais importante para nós é se essas regras tem nos ajudado a chegar onde desejamos.

    Abraço

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