• 7 de setembro de 2012

    Pequenos prazeres

    – Eu estou bem melhor Akim, me sinto até estranha às vezes.

    – Porque?

    – Porque agora, eu entendo que o que me faz bem não eram aquelas coisas todas que eu achava que precisava fazer para sentir prazer: sair todo dia, ir sempre em teatro, cinema, bar, restaurante chique.

    – Ah não?

    – Não, pelo menos neste momento da minha vida estou curtindo muito mais passear com o meu cachorro no final do dia, ir na feira da rua comer um pastel com café, ler um livro em casa sabe?

    – Sei sim.

    – Parece que agora eu estou conseguindo aproveitar mais cada momento.

    – Perfeito. É como se você conseguisse extrair mais prazer de cada coisa que você faz, é isso?

    – É, bem assim mesmo.

    – E isso, geralmente, acalma a agente não é?

    – Bem dessa, me sinto mais calma sim. Parece que eu não preciso… parece não: eu não preciso mais fazer mil coisas para ficar bem, apenas uma de cada vez.

    – Ótimo! Agora que aprendeu isso começa uma nova fase para você não é?

    – É, me sinto assim!

    Aprender a sentir prazer é uma arte complexa que envolve aprender a sentir o que está ocorrendo. Ela é complexa porque o prazer está intimamente ligado com nossos sentidos (visão, audição, tato, olfato e gosto) e os nossos sentidos tendem a se habituar com o que é repetido eles criam uma “habituação” em relação ao estímulo. Por exemplo, eu adoro pizza, mas se eu comer pizza todos os dias, logo nem estarei mais sentido o gosto, estarei comendo mecanicamente. Daí o desafio.

    Podemos aprender a criar períodos de tempo longo entre os prazeres para evitar isso, podemos aprender a misturar os prazeres tendo um e depois outro para não permitir que nos habituemos e podemos também aprender a relaxar e aproveitar o momento o máximo possível nos “entregando à experiência” e prestando atenção à cada sensação. Todas estas dicas ajudam à aumentar o prazer que sentimos com nossas atividades, extraindo dela os estímulos que nos dão prazer que nos fazem sentir melhor.

    E não tem a ver com um tipo específico de atividade, qualquer atividade pode trazer isso. A sacada é em você aprender a ter competência suficiente com os seus sentidos para aproveitar e extrair o máximo de cada atividade.

    Abraço

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