– Eu me sinto ansioso quando tenho o tempo livre.
– Ah é? O que te causa ansiedade no tempo livre?
– Parece que eu estou meio vagabundo sabe?
– Sim e se você sente preguiça piora?
– Nossa… muito!
– Entendo. Me diga: o que é ser vagabundo?
– Ah é um cara que “não faz nada”?
– Bem, no mínimo a pessoa respira, então o que é “não faz nada”?
– Não estar fazendo algo produtivo sabe?
– E quando não está fazendo isso, está fazendo o que, por exemplo?
– Sei lá, descansando.
– E isso é importante?
– É… tinha que ser pelo menos.
– Perfeito.
– Então, você pode estar descansando ao invés de “não fazendo nada” e ainda entender que, neste momento, não dá para estar “produzindo algo”?
– Sim, consigo.
– E como seria se você pudesse pensar assim?
– Acho que mais flexível sabe?
– Claro que sei.
O ser humano é um ser que preenche o mundo de significados.
Damos significados à qualquer coisa com a qual criamos contato e que entra em nossas rotinas. Estes significados ajudam a criar o como entendemos o mundo e a como reagimos ao que demos o significado. Portanto a definição com a qual significamos é muito importante porque afeta diretamente nossas vidas assim como nosso auto conceito.
Muitas vezes o processo terapêutico consiste em dar um novo sentido à algo que a pessoa já faz ou que quer fazer. No caso acima, por exemplo, a pessoa entendia que quando estava descansando estava “sendo vagabunda” porque não estava fazendo “algo produtivo”. Neste caso a pessoa ou está produzindo ou é uma vagabunda. Definição em tanto limitante.
Assim, abrimos um pouco o conceito para compreender que existem mais coisas entre o céu e a terra do que produzir que também são importantes. Descansar é importante, e isso é algo que não envolve uma atividade produtiva, assim sendo, é possível não produzir e não ser um vagabundo. Com esta definição a pessoa pode ampliar os seus horizontes e ficar “mais flexível”.
Todos nós temos definições que podem estar sendo limitadas demais sobre a vida, relacionamentos, amor, trabalho, sociedade, enfim, sobre uma infinidade de coisas. Como seria se você questionasse suas premissas, as definições que você tem do mundo, de si e das pessoas? Como seria ousar um novo olhar uma nova forma de perceber o mundo? Como isso poderia mudar a sua vida?
Pense nisso.
Abraço
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