• 3 de agosto de 2014

    Felicidade, porque não?

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    • Tenho me sentido mal, perdido.

    • Entendo.

    • Como se nada mais fizesse sentido, como se eu não prestasse sabe?

    • Sei sim.

    • To triste mesmo…

    • Me lembro que você estava baixando um monte de músicas novas esses dias, tem ouvido elas?

    • Não.

    • Porque?

    • Ah, sei lá… devem ser brega…

    • E se forem, mas você gostar delas, qual o problema?

    • Ah… não sei… não tem problema?

    • Me diga você.

    • Acho que não né?

    • Também acho… Você tem se dado várias propostas, mas não tem feito elas não é mesmo?

    • Sim… você sabe disso…

    • Sei sim, também sei que provavelmente isso é o porque você está se sentindo perdido!

    • É… eu fico criando mil planos e depois não faço né?

    • Tá lá!

     

    Uma das coisas mais complicadas sobre a felicidade é a noção de que ela já está acessível agora para qualquer um.

    Nossa sociedade costuma colocar muitos obstáculos para a felicidade, que ela dá trabalho e é difícil, mas, na verdade, quando se para e analisa pessoas que são felizes percebemos que elas estão num estado muito pacífico com elas mesmas, que a felicidade não é algo difícil, mas sim algo que a pessoa não consegue se pensar sem. O que é difícil, não é, portanto, a felicidade, mas sim desvincular-se de algumas crenças que limitam o acesso que temos ao que já está bem em nós, agora, sem que mudemos absolutamente nada, você conhece algumas dessas crenças?

    “Quando eu…” Esta crença pressupõe que a felicidade virá num momento futuro, quando a pessoa emagrecer, ganhar dinheiro, passar num concurso, casar ou qualquer outra. O fato é que a felicidade se dá no presente e não no futuro. O problema com esta crença é que foca a pessoa num futuro que ainda não ocorreu enquanto ela torna-se negligente com o presente que está ocorrendo de fato.

    “Eu não sou bom suficiente” Entender que não somos bons suficientes em algo tem um efeito devastador sobre a nossa auto estima e pode nos impedir de apreciar aquilo que fazemos, o que pensamos e até mesmo o que sentimos. Ao não fazer isso, negligenciamos elementos importantes de nossa própria percepção e, com isto, obviamente no afastamos da nossa própria felicidade.

    “As pessoas me dizem que…” Ouvir as opiniões dos outros pode ser importante para o nosso desenvolvimento quando temos a nossa própria opinião para nos dar suporte. Quando apenas seguimos os outros sem pensar podemos estar cometendo graves erros porque a felicidade é, de fato, um tanto individual e mesmo com a melhor das intenções uma pessoa próxima à nós pode não saber exatamente no que consiste ser feliz para nós.

    Pessoas que são felizes em geral aprendem a confiar em seus instintos ao mesmo tempo que sabem ouvir os outros. Aprendem a verificar aquilo que funciona para elas não importando muito a procedência – afinal o que importa é o resultado. Elas também possuem uma noção clara de propósitos pessoais com os quais se identificam e utilizam suas virtudes pessoais para cumprir com estes propósitos. São pessoas que também se vinculam à propostas maiores do que elas mesmas servindo à propósitos que vão além dos seus desejos pessoais apenas. A noção daquilo que precisam fazer para estar em contato com sua felicidade é sempre clara para elas e quando não está elas realmente se inquietam com isso, não são da turma do “deixa para depois”, elas agem ao invés de esperarem a resposta cair do céu.

    “Estou envolvido com”, “gosto disso em mim”, “adoro fazer isso”, “conversar e trocar ideias é algo que me faz bem” são coisas que ouço das pessoas à medida em que elas se entregam cada vez mais àquilo que as conecta com a sua felicidade. Que tal você começar também?

    Abraço

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