- Você não acha que eu deveria pensar melhor?
- Não sei, o que seria pensar melhor?
- Pensar mais… nas consequências…
- Talvez você queira cercar todas as possibilidades…
- Sim!
- Isso é impossível.
- Como assim?
- Nenhum ser humano consegue cercar “todas” as possibilidades…
- (silêncio) Eu tô querendo controlar né? Na verdade tô é com medo de fazer logo o que eu acho que tenho que fazer.
- Por aí!
Pensar ou agir? Agir antes de pensar? Pensar depois de agir?
O tema-chave é a integridade. Existem aqueles ditados que dizem que uma ação vale mais que mil palavras e outros que dizem que ação sem reflexão não adianta. Esses ditados visam dar mais valor à um lado (a ação) ou ao outro (a reflexão). Porém, será que é possível criarmos um lado que tem mais valor que o outro?
A ação sem reflexão pode significar falta de personalidade, uma pessoa que apenas repete atos apreendidos sem se perguntar o que ela acha deles. Por outro lado agir sem refletir pode significar uma convicção tão grande que a pessoa “nem pensa” no que faz, mas sabe o que está fazendo.
De outro lado refletir demais pode anunciar uma pessoa com dificuldades em agir. Baixa auto estima e medo de consequências podem ser os motivos. De uma outra perspectiva a reflexão pode significar que a pessoa compreende a questão de uma maneira mais profunda e está buscando uma ação mais adequada à situação.
Que problema não? Não. Quando a resposta à questão se coloca desta maneira uma resposta simples é compreender que o processo requer ambas as respostas. Ou seja, existem alguns fenômenos que não podem ser reduzidos e precisam de uma compreensão maior para serem tratados.
No caso a importância da reflexão é a de dar à ação um teor pessoal. Ou seja, refletir é uma ação que personaliza a repostas que irem aplicar. Cada um possui o seu “jeitão” de fazer alguma coisa. Esse “jeitão” nos é dado pela reflexão onde vemos a maneira pela qual queremos reagir.
A ação é importante porque é nela que concretizamos o nosso jeitão de ser. Se eu tenho um jeitão e não o aplico ele não existe. Assim é na ação que damos existência à quem somos. Com ela passamos a experimentar aquilo que dizemos para nós mesmos (na reflexão) que queremos ser.
Estes dois aspectos se relacionam e formam um todo que chamamos de integridade. Ou seja, agir segundo o meu pensamento e meu sentimento. Quando estas três instâncias estão unidas a pessoa pode se dizer “íntegra”, ou seja, inteira em sua experiência.
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