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	<title>Arquivos Conflitos - Akim Neto Psicólogo Clínico</title>
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		<title>Realidade e casamento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Feb 2016 10:49:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Pode um casamento viver na ilusão? Bem, tecnicamente falando sim, porém podemos questionar à respeito da qualidade e limites desta relação. Se pendermos para o lado do &#8220;não&#8221;, entenderemos que a ilusão é algo prejudicial para a relação que irá ficar capenga de honestidade e de uma intimidade profunda, por exemplo. Porém, o que é &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2016/02/22/realidade-e-casamento/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Realidade e casamento</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Pode um casamento viver na ilusão? Bem, tecnicamente falando sim, porém podemos questionar à respeito da qualidade e limites desta relação. Se pendermos para o lado do &#8220;não&#8221;, entenderemos que a ilusão é algo prejudicial para a relação que irá ficar capenga de honestidade e de uma intimidade profunda, por exemplo. Porém, o que é ilusão dentro de uma relação?</p>
<p>Quando se pensa rapidamente no tema é comum que ideias como a pessoa que é traída e finge não saber ou o casamento que está acabado e nenhum dos dois assume vem à mente com mais facilidade. Porém a ilusão é algo muito mais simples e todas as relações passam por isso.</p>
<p>Comum ao estar apaixonado que o casal não perceba ou faça pouco caso de elementos pequenos que o incomodam, podem ser coisas como o excesso de ordem do parceiro ou o jeito meio esquecido dele. Ocorre que, depois de um certo tempo a paixão perda sua forção de ilusão &#8211; ou seja, de enganar ou embotar os sentidos &#8211; e a pessoa passa a ficar realmente incomodada com o que vive. É o momento em que ela percebe que irá conviver com aquilo &#8220;para sempre&#8221;.</p>
<p>Para sempre aqui deve ser entendido como o fato de que o outro não irá mudar, de que ele é assim. Neste momento o &#8220;futuro&#8221; que cada um escreve para si deve se re-escrito. Aquela casa linda, limpa e impecável deve começar a ser imaginada com pó nas prateleiras e uma toalha molhada em cima dos livros junto com uma caneca de café pela metade que o conjugue deixou ali. Ou a vida louca e cheia de aventuras com vários momentos de calmaria com o conjugue mais caseiro.</p>
<p>Re-escrever o seu futuro levando em conta os jeitos do conjugue é o exercício de realidade que toda pessoa que pensa seriamente em viver uma relação de longo prazo <strong>precisa</strong> fazer. A aceitação da diferença e a inserção da mesma nos planos de vida é uma tarefa nem sempre agradável, porém necessária para trazer a relação à honestidade e consciência de ambos envolvidos. Casamento é um compromisso à dois, assim sendo, não basta pensar em como você quer a relação, o outro é parte constituinte dela, sendo assim, imaginar um futuro apenas com os seus critérios é um erro visto que os critérios e a forma de viver do outro farão parte de sua vida futura.</p>
<p>Este momento deve ser vivido com muita honestidade pelo fato de que é ela quem vai ajudar a relação à ir para frente. Quando digo isso preciso ser enfático em dizer que nem sempre &#8220;ir para frente&#8221; significa continuar junto. Honestidade consigo e coragem são necessários neste momento, pois é a hora de ver o seu futuro com certa precisão e, por esta razão a honestidade precisa ser a virtude mais alta: consigo, quero viver assim? A coragem é para se dar a resposta.</p>
<p>O choque com a realidade serve para isso: perceber com mais clareza para onde você está indo e decidir se você deseja continuar indo para lá. Os bons casamentos passam por isso &#8211; mais de uma vez &#8211; e continuam com base em aceitação, negociação e compreensão de que, quando amamos e desejamos construir uma vida junto com outra pessoa ela se torna o lembrete vivo de que a vida sempre muda e que por esta razão precisamos estar sempre vinculados à nossa integridade que é o que nos proporciona a possibilidade de estar com o outro de verdade.</p>
<p>Abraço</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Vergonha de poder</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2016/02/19/vergonha-de-poder/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Feb 2016 11:39:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
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		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Não sei ao certo o que eu estou fazendo. &#8211; Sabe sim. O problema é outro. &#8211; Como assim? &#8211; Vamos lá: o que você está fazendo. Seja crua e objetiva. &#8211; Tá&#8230; estou vendo que não consigo mais me relacionar com minhas amigas antigas. &#8211; Qual o problema com isso? &#8211; Não é &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2016/02/19/vergonha-de-poder/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Vergonha de poder</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Não sei ao certo o que eu estou fazendo.</p>
<p>&#8211; Sabe sim. O problema é outro.</p>
<p>&#8211; Como assim?</p>
<p>&#8211; Vamos lá: o que você está fazendo. Seja crua e objetiva.</p>
<p>&#8211; Tá&#8230; estou vendo que não consigo mais me relacionar com minhas amigas antigas.</p>
<p>&#8211; Qual o problema com isso?</p>
<p>&#8211; Não é muito cruel?</p>
<p>&#8211; Sim, é. Mas manter-se de maneira falsa com elas também é não?</p>
<p>&#8211; Acho que é mais.</p>
<p>&#8211; Eu também. O fato é que você mudou. Não tem mais como manter os mesmos laços.</p>
<p>&#8211; Eu posso mudar a forma de me relacionar com elas?</p>
<p>&#8211; Desde que aceite as mudanças e as incompatibilidades como reais, sim.</p>
<p>&#8211; Entendi&#8230;</p>
<p>&#8211; Como se sente? Sua expressão facial mudou.</p>
<p>&#8211; É que eu achava que precisava eliminar elas da minha vida, mas agora estou vendo que não. Eu posso me relacionar com elas, mas não do mesmo jeito porque&#8230; porque não dá. E posso ficar mais íntima da minha nova turma&#8230; sem culpa.</p>
<p>&#8211; Isso, sem culpa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O poder é mal visto em nossa sociedade. Aprendemos a sentir culpa, medo e vergonha em dizer &#8220;quero e posso&#8221;. Como isso pode interferir negativamente em nossas vidas?</p>
<p><span id="more-5065"></span></p>
<p>Ter poder é ter potência. Júlio César, primeiro Imperator romano disse que aqueles que vencem podem impôr suas condições aos vencidos. Esta é uma maneira de encarar o poder, uma maneira romana de percebê-lo. A imposição da força. Maquiavel, anos mais tarde terá uma ideia que irá partilhar da premissa de Júlio César, porém indo além. O estadista dirá que o poder, para ser mantido, precisa ser exercido.</p>
<p>Estes dois pensadores viam o poder como algo desejável e refletiam sobre a maneira pela qual empregá-lo. O desejo de poder e de como usar o poder era um tema importante para eles que reconheciam nesta força algo importante. Saber como empregar o poder afim de criar algo, de colocar o seu desejo no mundo e registrar a sua marca.</p>
<p>Ora, não é isso que nossa sociedade de consumo propõe? Que coloquemos nossa marca no mundo? Sim, porém a grande diferença é que na atual sociedade existe uma forma pré-concebida de como isso deve ser feito. O desejo só é &#8220;puro&#8221; e &#8220;desejável&#8221; no sentido que coexiste dentro de determinados limites e padrões. Sair disso é arrogância, psicose ou simplesmente burrice.</p>
<p>Quando uma pessoa se propõe um trabalho de desenvolvimento pessoal, inevitavelmente chega um momento em que elas tem o seu desejo muito claro à sua frente. Também chega o momento em que sentem o poder para tornar este desejo concreto. Como ocorre em muitos casos é nesse momento que os problemas começam.</p>
<p>Vejo pessoas buscando justificar seus desejos, querendo encontrar desesperadamente um motivo que o torne possível para elas. &#8220;Possível&#8221; aqui entendido como &#8220;moralmente&#8221; possível. A luta envolve crenças e ensinamentos que as privam de uma fórmula simples e potente: &#8220;Porque vais fazer isso? Porque quero e porque posso&#8221;.</p>
<p>Esta fórmula soa como um baque para muitas pessoas. Porém, a reflexão contida aqui é: o que, de fato, nos faz crer em algo? As crenças e justificativas que temos em nossa mente para nossas ações são, simplesmente, escolhas. Escolhemos acreditar em algo e usamos esta crença para justificar ações. Portanto, em última escolha, nossas justificativas &#8220;se justificam&#8221; porque queremos e porque podemos empregá-las.</p>
<p>O emprego do poder passa por esta &#8220;trincheira&#8221; do pensamento Ocidental que é a culpa, medo ou vergonha em assumir: desejo isto e farei isto. A culpa sobre o poder pessoal é o paradoxo mais interessante que temos no Ocidente que se diz, justamente, uma cultura focada no indivíduo a na realização deste indivíduo. Porém, lendo nas letras miúdas do contrato, encontramos as cláusulas pelas quais este poder pode aparecer, as formas pelas quais ele deve se manifestar e o conteúdo ao qual deve atender. Assim, o desejo pessoal se torna enjaulado dentro da mesma fórmula que lhe diz: seja livre.</p>
<p>Libertar este desejo e o poder significa lidar com a culpa e a vergonha. O medo de ser excluído socialmente, de ir além das letras miúdas de contratos que você assinou se ler. Rebelar em favor da sua própria essência. Ao parar de lutar contra seus desejos e encontrar maneiras de empregá-lo é que vemos as pessoas se transformando de maneira profunda.</p>
<p>O poder não irá tornar a pessoa cruel e fria, pelo contrário. Ao sentir que tem poder e consegue criar aquilo que deseja as pessoas se tornam mais calmas, mais centradas. O &#8220;problema&#8221; é que os limites se tornam mais claros também. Represálias tolas e ameaças infundadas não mais seguram estas pessoas. O medo não as controla, pois elas resolvem maneiras de lidar com o medo. Esta, inclusive, é a única ameaça ao estado (propositalmente escrito com letra minúscula) e à sociedade que pessoas de posse de seus desejos podem causar.</p>
<p>Liberte-se</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>Hora de mudar</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2015/08/28/hora-de-mudar/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Aug 2015 11:03:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
		<category><![CDATA[Angústia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando mudar? Esta pergunta sempre me é feita, como responde-la?</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.akimpsicologo.com.br/blog/wp-content/uploads/2015/07/evoluir.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-3646" src="http://www.akimpsicologo.com.br/blog/wp-content/uploads/2015/07/evoluir.jpg" alt="Evoluir" width="299" height="188" /></a></p>
<ul>
<li>Então Akim&#8230; não estou aguentando mais.</li>
<li>Eu sei.</li>
<li>Ficar vindo aqui e sempre na mesma&#8230; tá foda.</li>
<li>Sim, é verdade.</li>
<li>É foda pra você também?</li>
<li>Pra mim não, eu acompanho o seu processo e as escolhas que você faz, não sou eu quem manda nele.</li>
<li>Sim&#8230; mas sabe&#8230; cara tá foda&#8230; não aguento mais ficar na mesma.</li>
<li>Sim, é mais dolorido segurar essa energia que deseja uma evolução do que evoluir de vez não é?</li>
<li>É&#8230;</li>
</ul>
<p>Quando alguém precisa fazer terapia? Quando alguém precisa mudar?</p>
<p>Sempre me fazem estas perguntas disfarçadas de pedidos para não ir à terapia, tais como: &#8220;não é todo mundo que precisa de terapia né?&#8221;. Gosto muito de um pensamento que ouvi de Joseph Campbell falando sobre a necessidade das pessoas lerem ou gostarem de mitologia. Ele disse que as pessoas não precisam de mitologia, que ele não acreditava em ter que fazer algo assim como obrigação, mas que se você tivesse uma boa introdução ao assunto e ele despertasse você, aí sim.</p>
<p>Um outro autor chamado Osho disse que se você parasse por um momento para perceber o quanto a vida é tediosa você poderia começar a fazer grandes transformações em sua própria vida. Ele gostava de dizer que as pessoas param de sobreviver, passam a viver e então podem super viver. Se de um lado temos os teóricos que dizem que o universo está em constante mutação, de outro perceberemos que se tudo está sempre em mutação, isso é uma constante, algo que não muda.</p>
<p>Depois de um certo tempo comecei a desacreditar na mudança. Não mais creio que as pessoas &#8220;mudem&#8221;, minha crença se modificou &#8211; por mais paradoxal que isso seja &#8211; para uma nova crença que é a que desejo, hoje, compartilhar com o leitor.</p>
<p>Mudar é uma forma humana de perceber um processo que podemos chamar de evolução. Aos nossos olhos vemos a pessoa mudando, mas de um outro ponto de vista podemos ver a pessoa simplesmente evoluindo, dando um contorno para algo que, de alguma forma, estava presente nela, algo que pode emergir. Essa &#8220;coisa&#8221; é o nosso processo de auto expressão. Expressar o &#8220;eu&#8221; em suas várias modalidades.</p>
<p>Por isso não creio mais em mudança, creio em expressão, expressar &#8220;mais&#8221;, expressar outra parte do self que já está, de alguma forma aí. O que pode acontecer acontece. Essa é uma ideia de que gosto muito. O tédio, o vazio, a ansiedade e a angústia que sentimos são uma forma do nosso corpo manifestar que algo precisa emergir, que é momento de uma outra forma assumir o show em nossas vidas. Isso não é uma mudança, mas sim um aperfeiçoamento, uma parte do processo que já estava acontecendo há muito tempo atrás, mantido inconsciente, esperando seu momento.</p>
<p>&#8220;A aventura surge quando o herói está preparado&#8221;. É o que Campbell diz dos mitos. As histórias já estão escritas, basta vivermos elas da melhor forma possível. Isso não nos leva ao niilismo ou à crença de destino, nos coloca, pelo contrário no palco do show e nos pergunta: você irá viver esta história que se coloca diante de si? Viverá a angústia e irá transformá-la em algo? Ou vai fugir da angústia da existência e com isso existir em angústia?</p>
<p>Particularmente sempre tenho a tendência de ser sensível aos sinais que meu corpo me envia. Tédio, indignação, ansiedade e angústia, por exemplo, são sinais de que algo precisa emergir. Nossa mente e corpo estão em constante funcionamento, mapeando e percebendo as vivências que temos em nosso cotidiano buscando se adaptar à elas e achar novas soluções para os problemas que surgem. Quando ouvimos estas vozes &#8211; que eu creio se manifestam nas emoções &#8211; criamos um canal direto com partes nossas que são especialistas em buscar o melhor da vida &#8211; especialistas porque evoluíram ao longo de milhares de anos para fazer isso com cada vez mais competência.</p>
<p>Quando mudar? Quando evoluir? Sempre que o corpo sinalizar, que a mente se indignar, que a situação precisar. Evoluir não é algo pelos outros, mas sim, algo pelo nosso próprio processo de auto expressão.</p>
<p>Abraço</p>
<p>Visite nosso site: www.akimpsicologo.com.br</p>
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		<title>Briguinhas</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2012/09/24/briguinhas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Sep 2012 12:45:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
		<category><![CDATA[Brigas]]></category>
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		<category><![CDATA[Crises]]></category>
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		<category><![CDATA[Negociação]]></category>
		<category><![CDATA[Psicoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[Rejeição]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; E daí ele já começou com aquele jeitão tosco dele&#8230; &#8211; Sim, sim&#8230; e você, o que fez daí? &#8211; Ah, o que eu posso fazer Akim? Fiquei lá e ouvi ele falar, daí depois peguei e dei uma nele também. &#8211; Como assim? &#8211; Eu lembrei de uma vez que eu também queria &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2012/09/24/briguinhas/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Briguinhas</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; E daí ele já começou com aquele jeitão tosco dele&#8230;</p>
<p>&#8211; Sim, sim&#8230; e você, o que fez daí?</p>
<p>&#8211; Ah, o que eu posso fazer Akim? Fiquei lá e ouvi ele falar, daí depois peguei e dei uma nele também.</p>
<p>&#8211; Como assim?</p>
<p>&#8211; Eu lembrei de uma vez que eu também queria ir num lugar e ele não, falei isso para ele.</p>
<p>&#8211; Ah tá, entendi e aí?</p>
<p>&#8211; Aí ele se defendeu e ficou dizendo que era uma situação diferente</p>
<p>&#8211; E você?</p>
<p>&#8211; Eu falei que não tinha nada de diferente, que foi assim naquele dia e daí lembrei de mais umas situações e joguei na mesa também.</p>
<p>&#8211; E aí, ele retrucou puxando situações em que você também tinha agido assim não é?</p>
<p>&#8211; É, ele começou com isso e depois ficou falando do &#8220;meu jeito chato de ser&#8221;.</p>
<p>&#8211; Sei&#8230; e aí você falou do dele?</p>
<p>&#8211; Claro né? Não podia perder para ele&#8230;</p>
<p>&#8211; Perder? Como assim? Era uma guerra aquilo ali? Um tipo de julgamento?</p>
<p>&#8211; (risos) É, não era para ser, mas parece que sim&#8230;</p>
<p>William Uri começa o seu artigo com esta pergunta. Você já tentou responder essa pergunta?</p>
<p>Se tentou, pense de novo porque seu relacionamento está ficando complicado. A questão é uma pegadinha no sentido de que negociar não é competir. Se existe uma competição e algum dos dois sente que &#8220;ganhou&#8221; ou &#8220;perdeu&#8221; a coisa está começando a ficar complicada porque disputas irão ser criadas, comportamentos serão exigidos e tudo, no final, irá virar uma disputa pelo poder.</p>
<p>No exemplo acima, busquei ir compreendendo o padrão de comunicação do casal o qual possui um bem comum: limpando a lixeira. Este não é o nome técnico, mas é como eu chamo quando duas pessoas começam a remoer todas as &#8220;derrotas&#8221; que sofreram ao longo da relação e não fazem o mais importante: negociam a situação atual.</p>
<p>O que faz isso ocorrer? São vários os fatores, vou colocar aqui os que tenho visto mais vezes no consultório:</p>
<p>Expectativas. Este é de longe o mais comum e mais destruidor de todos. É muito simples de se entender também: consiste em um desejo que eu tenho sobre o outro e que este outro é incapaz de me dar. Em outras palavras: quero muito um conjugue que me elogie e incentive os meus projetos pessoais e daí escolho uma pessoa altamente crítica para me relacionar e que não consegue nem elogiar os seus próprios projetos. Passo, então, a cobrar e ficar brabo com esta pessoa quando ela faz o que ela SEMPRE FEZ. É como brigar com um cão porque queríamos que ele miasse.</p>
<p>Falta de decisão. Este outro fator é muito complicado. Quando você vai negociar algo tem que saber o que quer e quais os limites que você está disposto à ceder e quais são inegociáveis. O problema é que muitas pessoas quando estão negociando ficam brincando com as metas e dizem coisas &#8220;só para ver a reação dele (a)&#8221;. Porque isso é um problema? Simples: não se negocia assim o nome disso é manipulação, vou checando e confundindo o &#8220;alvo&#8221; até ele ser pego em alguma fraqueza, então ataco! Se você precisa atacar é porque seu relacionamento está baseado num sistema ganha-perde, cuidado, ele já é uma batalha.</p>
<p>Baixa habilidade em negociações. Decorrência do fator acima a baixa habilidade envolve pessoas que não sabem ser flexíveis, pessoas que não sabem se impôr &#8211; ficam com culpa quando o fazem &#8211; e ao invés de negociar situações e circunstâncias levam tudo para o lado pessoal e acham que qualquer negociação é uma afronta ao seu &#8220;eu&#8221;.</p>
<p>Esperança de ganhos futuros. Geralmente as pessoas cedem não porque estão, da fato, cedendo, mas porque esperam que isso vá lhes trazer benefícios no futuro. &#8220;Ah, mas eu fui no seu evento chato, agora você tem que vir no meu&#8221;; &#8220;Mas eu faço tudo o que você quer, porque você não faz o que eu quero?&#8221; Estabelecem uma dívida &#8211; não informada ao conjugue, porque ela é &#8220;óbvia&#8221; &#8211; toda vez que fazem uma concessão.</p>
<p>Estes são alguns dos pontos que trabalho com a maior parte dos clientes que tem problemas com &#8220;briguinhas&#8221; nas suas relações. Espero que tenha sido útil para você ter este conhecimento.</p>
<p>Abraço</p>
<p>Visite nosso site e veja o artigo de William Uri:</p>
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