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	<title>Arquivos expressar - Akim Neto Psicólogo Clínico</title>
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		<title>Olhar para o passado, olhar para o futuro</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/12/20/olhar-para-o-passado-olhar-para-o-futuro/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Dec 2021 22:00:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; E foi daí que eu fiquei pensando no que eu fiz até hoje. &#8211; E em que conclusão chegou? &#8211; Eu vi que não estava fazendo nada de bom. Não que eu não tenha feito nada legal na minha vida, mas é que&#8230; &#8211; Que? &#8211; Que eu não fiz algo por mim. &#8211; &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/12/20/olhar-para-o-passado-olhar-para-o-futuro/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Olhar para o passado, olhar para o futuro</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; E foi daí que eu fiquei pensando no que eu fiz até hoje.</p>
<p>&#8211; E em que conclusão chegou?</p>
<p>&#8211; Eu vi que não estava fazendo nada de bom. Não que eu não tenha feito nada legal na minha vida, mas é que&#8230;</p>
<p>&#8211; Que?</p>
<p>&#8211; Que eu não fiz algo por mim.</p>
<p>&#8211; Ok. Agora a pergunta importante: o que você vai fazer com isso?</p>
<p>&#8211; Pois é, não sei&#8230; fiquei pensando no que eu fiz sabe?</p>
<p>&#8211; Sim. E eu gostaria de te convidar para pensar no que você vai fazer.</p>
<p>&#8211; Pra mim sempre foi difícil fazer isso entende?</p>
<p>&#8211; Sim, por isso mesmo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Queremos entender o passado. Entramos em terapia e o entendemos. Perfeito. O que fazemos agora? Passado resolvido, o que nos resta? O futuro. Muitas pessoas fazem grande confusão entre entender o passado e construir o futuro, tomando um como sinônimo do outro. Infelizmente a coisa não funciona assim.</p>
<p><span id="more-6755"></span></p>
<p>A psicoterapia tradicional aprendeu a focar no passado. A premissa é que olhando para o passado compreendemos o presente. Esta premissa é válida para muitas situações, obviamente, porém ela não é um referencial estático para tudo o que ocorre em nossas vidas. Muitas vezes nosso comportamento presente distingue-se do passado em detrimento de uma motivação nova que surge. A adolescência é um exemplo de como o comportamento passado nem sempre é a melhor referência para o comportamento futuro e presente.</p>
<p>Além disso, existe outro fator importante entre o passado e o futuro. O passado é dado, o futuro é possibilidade. Enquanto podemos &#8220;saber&#8221; o que aconteceu no passado, não podemos fazer o mesmo com o futuro. O passado pode ser compreendido (e existem muitas formas de &#8220;entender&#8221; o passado), o futuro, por sua vez, é construído. Dizer isso não é apenas estabelecer um jogo de palavras, mas sim mostrar que o comportamento entre estes dois tempos são diferentes. O passado é interpretativo, serve como referência, o futuro exige ação, pois ele será construído.</p>
<p>Assim sendo, muitas pessoas desejam criar o futuro refletindo sobre seu passado. Não funciona. Obviamente existem situações em que a pessoa repete no presente comportamentos passados que são inadequados para construir o futuro. Este é um dos casos em que é necessário mudar a relação que a pessoa mantém com o passado. Porém, em muitos outros isso não se faz necessário. Em outros casos o grande &#8220;problema&#8221; é que a pessoa não consegue olhar para o futuro, arregaçar as mangas e começar a construir. É uma atitude diferente e ousada em relação à contemplar o passado &#8220;imutável&#8221;.</p>
<p>Olhar para o futuro exige tomar decisões também. Enquanto o passado é reflexivo, ou seja, permite várias interpretações, o futuro não permite. Não é possível ir para a praia, campo e dar uma passadinha na cidade ao mesmo tempo. É preciso definir para onde se deseja ir e ir. Assumir a responsabilidade em relação aos meios e formas de chegar nesse futuro também é uma tarefa de &#8220;olhar para frente&#8221;. Essas são atitudes importantes que nem sempre as pessoas tem. Assim sendo torna-se mais seguro olhar para trás.</p>
<p>Muitas vezes a dificuldade é ainda outra. Alguns se apegam ao passado. Um cena que define suas vidas e frente à qual não se sentem aptos, merecedores ou interessados em deixar para trás. Nesse caso o passado não define apenas o futuro, ele define a essência da pessoa. Manter-se no passado é dizer não à vida, pois ela acontece no presente e segue em direção ao futuro. Assim sendo é importante sempre saber olhar em ambas as direções de maneira saudável: o passado como referência e aprendizado e o futuro como construção do &#8220;por vir&#8221;. Assim os tempos se integram ao invés de competirem entre si.</p>
<p>Abraço</p>
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		<item>
		<title>Escolher &#8220;bem&#8221; ou escolher &#8220;certo&#8221;?</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/12/15/escolher-bem-ou-escolher-certo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Dec 2021 21:55:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas eu não consigo fazer isso. &#8211; Consegue sim, você fez oras! &#8211; Mas e porque eu me sinto culpado por isso? &#8211; Ora, porque não se sentiria? &#8211; Porque eu devo me sentir? Eu fiz a escolha certa! &#8211; &#8220;Certa&#8221; sim, &#8220;boa&#8221;, não. &#8211; Como assim? &#8211; Ora, você passou por cima de &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/12/15/escolher-bem-ou-escolher-certo/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Escolher &#8220;bem&#8221; ou escolher &#8220;certo&#8221;?</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas eu não consigo fazer isso.</p>
<p>&#8211; Consegue sim, você fez oras!</p>
<p>&#8211; Mas e porque eu me sinto culpado por isso?</p>
<p>&#8211; Ora, porque não se sentiria?</p>
<p>&#8211; Porque eu devo me sentir? Eu fiz a escolha certa!</p>
<p>&#8211; &#8220;Certa&#8221; sim, &#8220;boa&#8221;, não.</p>
<p>&#8211; Como assim?</p>
<p>&#8211; Ora, você passou por cima de algumas crenças pessoais não?</p>
<p>&#8211; Sim, mas&#8230; passei&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A modernidade líquida se baseia na ideia de que toda mudança é boa &#8220;per se&#8221;. Há um ditado alemão que diz existir diferença entre mudar e melhorar. Mudanças nem sempre são positivas e nem sempre são fáceis, assim sendo, mudar envolver lidar com emoções &#8220;negativas&#8221; mesmo quando ela &#8220;é certa&#8221;. Mas dar conta disso, nem sempre é fácil.</p>
<p><span id="more-6784"></span></p>
<p>É importante distinguir entre os níveis de crença e concretude. Concretude se refere ao que vemos no mundo &#8220;tal como ele é&#8221;. Ao pensarmos de maneira &#8220;concreta&#8221;, buscamos as evidências, os resultados, as condições necessárias para realizar algo e os recursos para fazê-lo. Quando pensamos em crenças, refletimos sobre os valores disso tudo, o que achamos sobre isso e o lugar dado à isso em nossa mente e coração. E nossa vida prática, ambos universos coexistem em atrito ou harmonia. Desta coexistência e das repercussões dela é que nascem algumas escolhas que são &#8220;boas&#8221; ou &#8220;certas&#8221;.</p>
<p>Escolhas &#8220;certas&#8221; ou &#8220;evolutivas&#8221; (como prefiro chamar) tem a ver com encontrar os melhores meios para agir no mundo e conseguir extrair dele aquilo que é importante para mim. Essa percepção nasce do desejo individual sobre como existir no mundo. o que é &#8220;evolutivo&#8221; para uma pessoa não é, necessariamente, para outra. Quando se toma uma decisão baseado nisso, estamos olhando para a realidade de nossos desejos e daquilo que é necessário fazer para realizá-los.</p>
<p>Escolhas &#8220;boas&#8221;, tem a ver com as crenças que temos. Estas envolvem tanto as individuais quanto as grupais (família, amigos, trabalho e sociedade). Neste sentido a escolha que tomamos se refere às regras que seguimos sobre como o mundo é ou deve ser, sobre como somos ou devemos ser. As crenças tratam das ideias sobre o universo e não de sua realidade. Neste sentido, quando fazemos as escolhas com base em crenças, estamos falando sobre seguir ou não as regras (dos outros e nossas).</p>
<p>Portanto, algumas escolhas podem ser &#8220;evolutivas&#8221; e ao mesmo tempo &#8220;más&#8221;. Aquilo que se deseja individualmente, em termos concretos pode ser diferente daquilo que creio (ou que meu grupo crê). Assumir o risco e agir mesmo assim, implica na culpa em quebrar as regras. A sociedade nos diz que não devemos sentir a culpa, porém, não há como não senti-la. Perdemos a inocência ao infringir as regras, mesmo que isso seja &#8220;evolutivo&#8221;. Assim, muitas vezes é possível (e realista) evoluir e sentir culpa por isso. É a consequência de, ao mesmo tempo, buscar algo para si e distanciar-se das regras que você mesmo seguia. É um paradoxo na mente e coração: concretizar algo importante e necessário ao mesmo tempo que infringe regras e afasta-se do grupo que seguia estas regras.</p>
<p>Outras escolhas podem ser &#8220;boas&#8221; e &#8220;limitantes&#8221;. Estas ocorrem quando deixamos nossa percepção e desejos de lado em prol de manter as crenças. Troca-se a culpa pela inocência e fazemos jus ao status quo. Nesse sentido, fazemos uma boa escolha e nos limitamos. Não seremos punidos, mas iremos conviver com a frustração e arrependimento: &#8220;e se eu tivesse&#8230;?&#8221; Seguir as regras nos torna mais próximos daqueles com quem criamos as regras, mantém a proximidade e, para muitas pessoas, isso é essencial. O preço deste tipo de escolha, porém, é o limite e a dependência. O paradoxo, neste caso é: &#8220;eu fiquei, mas me sinto mal com isso&#8221;. A proximidade deixa de ter um gosto doce.</p>
<p>O desejo contemporâneo é sempre pelo caminho do menor esforço: porque não fazer escolhas boas e evolutivas? Porque a evolução não olha para as regras, embora elas sejam necessárias. Não há sociedade sem regras, nem mesmo um indivíduo. De outro lado, não há evolução se as regras forem seguidas o tempo todo. Assim sendo, a culpa e liberdade estão, num primeiro momento, sempre de mãos dadas. Apenas a coragem para enfrentar isso é o que nos impele em &#8220;direção ao abismo&#8221;.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Vencer medos ou gerar segurança?</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/11/10/vencer-medos-ou-gerar-seguranca/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Nov 2021 22:00:36 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas o problema é o meu medo. &#8211; Não, não é. &#8211; Como que não? Eu só não faço essas coisas porque eu sinto medo delas. &#8211; O problema é que você não confia em você. &#8211; Mas o medo atrapalha. &#8211; Porém em situações nas quais você se sente mais confiante, você faz &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/11/10/vencer-medos-ou-gerar-seguranca/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Vencer medos ou gerar segurança?</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas o problema é o meu medo.</p>
<p>&#8211; Não, não é.</p>
<p>&#8211; Como que não? Eu só não faço essas coisas porque eu sinto medo delas.</p>
<p>&#8211; O problema é que você não confia em você.</p>
<p>&#8211; Mas o medo atrapalha.</p>
<p>&#8211; Porém em situações nas quais você se sente mais confiante, você faz mesmo assim não é?</p>
<p>&#8211; É&#8230; é verdade&#8230; é mais fácil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mais que uma questão de foco, buscar por sensações e características positivas é uma atividade de fundamental importância para o bom andamento de uma terapia. Em alguns casos é necessário olhar para a dor, em outros para a conquista de novos horizontes.</p>
<p><span id="more-6716"></span></p>
<p>Muitas pessoas creem que os problemas de suas vidas são emoções &#8220;negativas&#8221; como raiva, medo, tristeza ou ansiedade. Porém estas emoções não são problemáticas por si e não há uma maneira de &#8220;tirar&#8221; emoções do nosso corpo ou psiquismo. Assim sendo muitos se sentem vítimas de cruéis situações nas quais não podem fazer nada. Fixam os olhos nas emoções negativas que sentem e pensam que suas vidas serão cada vez mais complicadas por causa delas e de sua permanência.</p>
<p>No entanto, há um lado da questão que as pessoas não enxergam. Em vários casos, algumas emoções negativas se mantém apenas porque as positivas não tem lugar. Um exemplo com o qual trabalhei muito é o medo. É comum que as pessoas aprendam a temer algo ao longo de suas vidas e mantenham a resposta de medo, mesmo depois que aquela situação não apareça mais. Ou seja, viveram em um lugar perigoso, mas ao se mudarem mantém os mesmos hábitos e comportamentos. O medo, logo retorna. Elas não aprendem a se adaptar à uma nova situação.</p>
<p>Nestes casos é muito mais importante focar em &#8220;como construir segurança&#8221; do que em &#8220;vencer o medo&#8221;. A construção da segurança é o que vai ajudar a pessoa a criar um equilíbrio entre o medo que sente e a segurança do lugar onde ela se encontra. Aprender a estar em um lugar, pensar e sentir: &#8220;é bom estar aqui, é seguro, posso relaxar&#8221; é um desenvolvimento diferente de &#8220;não posso ter medo&#8221;. Este segundo, inclusive apenas aumenta a ansiedade porque faz a pessoa focar em ter medo e ao mesmo tempo não ter. Cria muita confusão e cobrança.</p>
<p>A construção daquilo que é &#8220;positivo&#8221;, nos chama a atenção para ir além, gerar competências, aproveitar a realidade sob outra ótica, aumentar a felicidade e bem-estar. Nesse sentido é que a segurança deve ser construída. Buscar, no mundo, pelos motivos que o permitem se sentir seguro é diferente de ficar pensando &#8220;o que pode ocorrer de ruim agora?&#8221;. Criar comportamentos para ir em direção do mundo para usufruí-lo é diferente de encontrar formas de se defender dele. Sentir bem estar e felicidade é diferente de &#8220;não sentir medo&#8221;.</p>
<p>Então é importante estar atento para descobrir se aquilo que você precisa é enfrentar um medo ou criar segurança em você. Se a sua tendência é ser medroso em muitas coisas, sempre olhar para o lado negativo de tudo, está na hora de cogitar aprender como criar segurança e positividade. Se, por outro lado, você tem uma questão bem pontual que lhe incomoda pode ser interessante aprender a enfrentar os medos. As duas estratégias são importantes, porém, cada uma para uma situação específica.</p>
<p>Abraço</p>
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			</item>
		<item>
		<title>A importância de saber vencer</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/10/20/a-importancia-de-saber-vencer/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Oct 2021 22:00:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
		<category><![CDATA[Auto Expressão]]></category>
		<category><![CDATA[Auto-imagem]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Eu não consigo relaxar Akim &#8211; Claro que não. &#8211; Mas porque? Eu ganhei, agora não tenho que me preocupar mais! &#8211; Tem sim &#8211; Com o que? &#8211; Com &#8220;a próxima&#8221; &#8211; É verdade&#8230; &#8211; É? Você tem que ficar se preocupando a ponto de não relaxar? &#8211; Como assim, estou ficando confuso &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/10/20/a-importancia-de-saber-vencer/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">A importância de saber vencer</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Eu não consigo relaxar Akim</p>
<p>&#8211; Claro que não.</p>
<p>&#8211; Mas porque? Eu ganhei, agora não tenho que me preocupar mais!</p>
<p>&#8211; Tem sim</p>
<p>&#8211; Com o que?</p>
<p>&#8211; Com &#8220;a próxima&#8221;</p>
<p>&#8211; É verdade&#8230;</p>
<p>&#8211; É? Você tem que ficar se preocupando a ponto de não relaxar?</p>
<p>&#8211; Como assim, estou ficando confuso cara!</p>
<p>&#8211; Ora, você precisa se preocupar como se não soubesse o que fazer e o próximo jogo fosse uma coisa completamente abstrata na sua mente?</p>
<p>&#8211; Não, não é bem assim&#8230;</p>
<p>&#8211; Então&#8230; que tal pensar em como vai vencer o próximo jogo?</p>
<p>&#8211; Nunca penso nisso.</p>
<p>&#8211; Claro que não, você se preocupa em não perder!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Pode parecer estranho, mas muitas pessoas não sabem vencer. E não estou falando sobre o &#8220;mau vencedor&#8221;, estou falando de pessoas que tem dificuldade, por exemplo, em se imaginar vencendo na vida. Porque isso acontece?</p>
<p><span id="more-6348"></span></p>
<p>Muitas pessoas relatam o medo de perder. É interessante notar que &#8220;medo de perder&#8221; não significa vontade de vencer. Assim sendo, é comum focar-se demasiadamente na possibilidade da derrota e nunca concentrar-se em ganhar. O erro é crer que focar-se em &#8220;não perder&#8221; é o mesmo que focar-se em ganhar. Embora muitas pessoas possam vencer na busca de se afastar da derrota, o efeito gerado emocionalmente não é o mesmo.</p>
<p>Pessoas que buscam por algo, tem a sensação de conquista e preenchimento. Quando, no entanto, o desejo é afastar-se de algo, a sensação é de alívio e tranquilidade. Embora possa parecer algo pequeno e tolo, esta diferença traz muitos resultados na mente da pessoa. A sensação de conquista é alicerçadora do caráter, fortalece a pessoa e sua auto estima. A sensação de alívio não, ela é apenas uma tranquilizadora momentânea que afasta, naquele momento, a pessoa de uma sensação desprazerosa.</p>
<p>Assim sendo, a questão é: o que ocorre depois de uma vitória? A pessoa que se foca em conquistas, consegue mais uma vitória para o seu rol. Tende a alicerçar sua auto estima e caráter e fortalecer sua auto imagem. Ela sente-se conquistadora, merecedora de algo que conseguiu mediante esforço. Já quando a pessoa foca em afastar-se da derrota, o próximo evento é igual ao anterior. Em outras palavras a pergunta que a pessoa motivada por afastamento se faz é: será que vou conseguir escapar dessa agora? Quando conseguem, a experiência alimenta uma auto imagem negativa de &#8220;sobrevivente&#8221; (ufa, consegui escapar de mais uma encrenca) e não uma positiva &#8220;conquistador&#8221; (aprendi o que devo fazer e me sinto mais apto para o próximo desafio).</p>
<p>As pessoas que tem dificuldades em trabalhar com motivação de aproximação, em geral, tem dificuldades em vencer. Um exemplo típico é a pessoa que tem medo de conflitos. Na verdade, quando ela pensa em entrar numa discussão, imediatamente pensa que vai perder a discussão. Tende a criar vários cenários e, em todos, ela acaba saindo perdedora. Esta falta de perspectiva de &#8220;é possível vencer&#8221;, faz com que ela sequer cogite a possibilidade das coisas darem certo.</p>
<p>Assim sendo é importante aprender a vencer no sentido de aceitar esta possibilidade e buscá-la de forma ativa. Não se trata de ser &#8220;errado&#8221; pensar da outra maneira, afinal de contas, ela é muito útil. A questão é saber usar a atitude positiva se permitindo crer um possível vencedor. Foco no acerto, busca por um desempenho e compreensão maiores e melhores fazem parte do repertório de quem busca a vitória ativamente. Enquanto que a estagnação tende a ser um comportamento de quem evita a derrota.</p>
<p>Agora o leitor pode perguntar: vencer o que? Minha resposta é: qualquer coisa. A vida nos traz inúmeros desafios e criamos outros por conta própria. Assim sendo &#8220;vencer&#8221; é importante como uma atitude de vida. Nada tem a ver com vencer a qualquer custo e sim com aprender a usufruir do esforço em fazer algo afim de enriquecer sua vida interior com as experiências pelas quais passamos.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Meu futuro deprimido</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/09/24/meu-futuro-deprimido/</link>
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		<pubDate>Fri, 24 Sep 2021 22:00:25 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; E quando penso nisso eu me deprimo. &#8211; Eu também me deprimiria. &#8211; Sério? &#8211; Sim&#8230; veja: você se sente mal no presente, quando olha para o futuro continua se vendo mal e ainda pior. Não tem como sair disso não é mesmo? (Silêncio) &#8211; É mesmo&#8230; &#8211; Que tal se dar outras alternativas? &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/09/24/meu-futuro-deprimido/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Meu futuro deprimido</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; E quando penso nisso eu me deprimo.</p>
<p>&#8211; Eu também me deprimiria.</p>
<p>&#8211; Sério?</p>
<p>&#8211; Sim&#8230; veja: você se sente mal no presente, quando olha para o futuro continua se vendo mal e ainda pior. Não tem como sair disso não é mesmo?</p>
<p>(Silêncio) &#8211; É mesmo&#8230;</p>
<p>&#8211; Que tal se dar outras alternativas?</p>
<p>&#8211; Como, por exemplo?</p>
<p>&#8211; Boa pergunta, como&#8230; por exemplo?</p>
<p>&#8211; Eu conseguir trabalho depois de me formar?</p>
<p>&#8211; Perfeito, este é um futuro melhor. Com isso poderia ganhar dinheiro e seria um futuro ainda melhor.</p>
<p>&#8211; É verdade.</p>
<p>&#8211; Qual a sensação de pensar nesse futuro?</p>
<p>&#8211; Melhor que o que faço todos os dias.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Depressão é uma &#8220;doença de futuro&#8221;, segundo o psicólogo Martin Seligman. Concordo com ele. Em geral os depressivos tendem a olhar o futuro assim como o presente sob um viés negativo e não abandonam esta percepção.</p>
<p><span id="more-6672"></span></p>
<p>A depressão é a doença do século. O número de casos de depressão cresce não apenas na população adulta, como em crianças e adolescentes. Não é coincidência que os jovens cada vez mais se percebem sem esperanças para o futuro. Nunca tivemos uma juventude tão desmotivada para &#8220;ir em frente&#8221; como a de hoje em dia. Embora questões de economia global contribuam para este cenário, elas não o explicam por completo e nem o justificam.</p>
<p>Ocorre que durante as guerras mundiais os jovens também se encontravam em uma situação social muito ruim. Porém a diferença era que eles acreditavam que lutar valia a pena. Seja para construir um mundo melhor, pela liberdade ou apenas para estar envolvido com algo grande, a luta era vista, por muitos como algo que dava sentido à vida. Hoje, porém, o senso de sentido da vida se encontra cada vez mais distante de nossos jovens e sociedade. A própria ideia de projeto à longo prazo, para alguns é absurda ou ridícula.</p>
<p>O ponto é: compreender o que podemos fazer para trabalhar com a depressão. Há fatores que não podemos controlar? Sim, porém aqueles que podemos controlar fazem enorme diferença. Um dos mais importantes tem a ver com a maneira pela qual olhamos para o nosso futuro. Quando tratamos o futuro como algo pior ou &#8220;tão ruim&#8221; quanto o presente aumentamos nossa possibilidade em nos deprimir.</p>
<p>Porque isso é tão importante? Simples: o ser humano nasce para o futuro. O projeto do corpo nunca é ficar onde está, mas sim mover-se em direção ao próximo estágio. O movimento para o futuro, para o desenvolvimento é o que move nossa mente também. Estamos sempre planejando algo para depois. Assim sendo, quando nos habituamos a criar cenários negativos criamos um paradoxo em nosso cérebro: queremos ir para o futuro, mas não para &#8220;este&#8221; que temos na mente.</p>
<p>Este paradoxo, associado à sensação de impotência de mudar este cenário cria o pano de fundo da depressão. Qualquer pessoa fica em estado depressivo com um cenário como este. Porém quando ele é mantido por muito tempo o quadro se torna doença. Ao associar o pensamento negativo do futuro com um pensamento negativo do mundo no futuro e de &#8220;eu&#8221; no futuro, o quadro depressivo é praticamente certo e potencialmente forte.</p>
<p>Logo, o primeiro passo pode parecer tolo, mas é importante. Dar-se a oportunidade de pensar em um futuro melhor no qual há coisas melhores no mundo e em si mesmo faz muita diferença. Ao realizar algo em prol da concretização desse cenário e, uma vez atingida a meta, dar-se a oportunidade de celebrá-la a pessoa dá mais um passo em direção à saúde mental.</p>
<p>Abraço</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>O ser do discurso e o ser da ação</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/09/17/o-ser-do-discurso-e-o-ser-da-acao/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Sep 2021 21:00:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas Akim!! Como é que você não entende? &#8211; Eu entendo você. Entendo e digo: concordo com o que você está falando. &#8211; Então? Como é que você pode me falar que eu deveria mudar a minha atitude se ele está errado? &#8211; É que o fato de ele estar errado é irrelevante. &#8211; &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/09/17/o-ser-do-discurso-e-o-ser-da-acao/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">O ser do discurso e o ser da ação</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas Akim!! Como é que você não entende?</p>
<p>&#8211; Eu entendo você. Entendo e digo: concordo com o que você está falando.</p>
<p>&#8211; Então? Como é que você pode me falar que eu deveria mudar a minha atitude se ele está errado?</p>
<p>&#8211; É que o fato de ele estar errado é irrelevante.</p>
<p>&#8211; Irrelevante? Irrelevante? Como assim? Ele está sendo machista e agressivo ainda.</p>
<p>&#8211; Sim, concordo.</p>
<p>&#8211; Então porque é que eu devo mudar a minha atitude?</p>
<p>&#8211; Porque não me parece que ele está ligando muito para o seu discurso está? E nem que vai ligar&#8230;</p>
<p>(silêncio)</p>
<p>&#8211; Eu concordo com você e é por isso que estou orientando você dessa forma. Você está &#8220;pedindo&#8221; para ele te respeitar&#8230; isso não vai acontecer dessa forma, não aconteceu até agora, porque vai ocorrer agora? Só por causa de um punhado de ideias?</p>
<p>&#8211; Mas e o que eu faço?</p>
<p>&#8211; Torne essas ideias uma nova forma de se ver, se respeitar e se relacionar, até para ver se, no fim, você quer continuar com ele&#8230; uma pessoa que segundo você mesma: te desrespeita.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Hoje em dia, onde tudo se torna uma bandeira política, é comum que as pessoas queiram, através do discurso, convencer alguém. O fato, no entanto, é que os seres humanos reagem muito mais à forma com a qual algo é comunicado do que ao conteúdo, e é aí que reside o &#8220;mistério&#8221; das relações humanas.</p>
<p><span id="more-6660"></span></p>
<p>Como vivemos em um momento em que as pessoas acham que sua opinião conta muito, uma atitude que se torna cada vez mais comum é &#8220;falar para o outro&#8221;. Acreditamos que &#8220;basta falar&#8221; e pronto, tudo se resolverá: as pessoas vão deixar suas opiniões de lado, seus comportamentos e vão rever o mundo e sua própria vida de acordo com as coisas que você disse para ela. Isso não existe. É, no mínimo, uma bela fantasia infantil na qual o &#8220;poder da palavra&#8221; assume proporções homéricas.</p>
<p>As relações humanas e boa parte do que carregamos até hoje em nossos genes sobre o que é se relacionar se formaram em um momento da história em que não havia palavra. Não haviam discursos ou palavras escritas, muito menos mensagem de whats. Era &#8220;olho no olho&#8221;. É assim que as relações humanas funcionam ainda hoje, quer gostemos disso ou não. É na interação que as coisas ocorrem e não em um discurso distante.</p>
<p>Isso não é uma premissa minha, Watzlavick em seu livro Pragmática da comunicação humana já aborda o tema e coloca isso como um &#8220;axioma&#8221; da comunicação humana, na qual aquilo que é comunicado possui forma e estrutura e a natureza da comunicação entre duas pessoas depende desta forma e da maneira pela qual ela é empregue. O conteúdo pode ser muito bom, mas é a forma que vai definir a natureza da comunicação.</p>
<p>Na prática, por exemplo, isso significa que quando uma pessoa &#8220;pede&#8221; para ser respeitada, ela se coloca &#8220;abaixo&#8221;. Ela não tem o respeito e está pedindo por ele. É duro dizer isso, mas ela se coloca como pedinte. O resultado, em geral, não dá certo, ela não recebe o que pede. Se, por outro lado, a pessoa desenvolve respeito próprio e mostra que se respeita na relação, a estrutura muda. Ela é possuidora de respeito, assim como o outro e não precisa mais &#8220;pedir&#8221;, nem &#8220;impor&#8221; (afinal o respeito é dela para com ela, não faz sentido &#8220;impôr), o que ocorre é que ela usa os limites que se dá e, com isso, modifica a estrutura da relação.</p>
<p>Onde, antes a pessoa pediria, agora ela se posiciona. Esta é a diferença que faz a diferença. É a atitude que re-estrutura relações humanas. Tornar discursos em atitudes é uma das tarefas mais complexas para a mente humana porque não somos habituados com isso. Nossa história nos levou no caminho contrário. Das atitudes nasciam as ideias.</p>
<p>Particularmente sou um pouco romântico no sentido de crer que nosso corpo nos traz boas respostas sobre como nos relacionar, mas não sabemos ouvi-lo. Em geral, quando trabalho com pessoas abusadas e nos colocamos em um role play, por exemplo, o corpo dela sabe a atitude que vai lhe fazer bem. Quando incentivo, sem expectativas, que a pessoa faça um movimento em direção aquilo que lhe traz saúde ela o faz. Por vezes demora, em outros casos, ela não sabe como lidar com as consequências ou sente-se com vergonha, medo ou culpa, mas o corpo lhe diz: faça isso.</p>
<p>Confiar nessa base não é jogar fora aquilo que a cultura nos traz. Pelo contrário, quando vejo essas atitudes nascidas do corpo vejo como elas corroboram e até mesmo vão além de muito o que nossa cultura nos fala. O corpo, aprendeu a sobreviver ao longo de milhões de anos de evolução, nossas células trazem em si a certeza da morte. O corpo conhece muitos caminhos se o permitirmos falar, ele poderá nos mostrar vários deles.</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>Porque as emoções nem sempre fazem sentido?</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/09/10/porque-as-emocoes-nem-sempre-fazem-sentido/</link>
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		<pubDate>Fri, 10 Sep 2021 22:00:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas Akim, não faz sentido nenhum eu ainda correr atrás dela. &#8211; Não? &#8211; Não. &#8211; Hum&#8230; bem, de qualquer forma, você está. Logo, faz sentido. talvez não o sentido que você queria. O que você esperava do seu comportamento? &#8211; Ah, eu queria ter esquecido já&#8230; partido para a próxima! &#8211; Pois é, &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/09/10/porque-as-emocoes-nem-sempre-fazem-sentido/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Porque as emoções nem sempre fazem sentido?</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas Akim, não faz sentido nenhum eu ainda correr atrás dela.</p>
<p>&#8211; Não?</p>
<p>&#8211; Não.</p>
<p>&#8211; Hum&#8230; bem, de qualquer forma, você está. Logo, faz sentido. talvez não o sentido que você queria. O que você esperava do seu comportamento?</p>
<p>&#8211; Ah, eu queria ter esquecido já&#8230; partido para a próxima!</p>
<p>&#8211; Pois é, talvez você tenha se esquecido de um detalhe importante.</p>
<p>&#8211; Qual?</p>
<p>&#8211; Você gostou dela. Não vai fazer o luto tão rápido assim.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O mundo das emoções é rico. A maneira pela qual elas se mostram nem sempre nos soam lógica ou coerentes. Por outro lado, as emoções nunca prometeram ser lógicas ou coerentes. Então, como compreender melhor as mensagens que elas nos trazem?</p>
<p>&#8220;O coração tem razões que a própria razão desconhece&#8221;, a frase de Blaise Pascal foi muito feliz. Talvez ela seja uma das mais adequadas sobre as emoções, pois mostra que há algo nela além da razão, que engloba a razão e a ultrapassa. Neurologicamente, as emoções surgem antes da razão. Muitos, no entanto, interpretam isso de maneira equivocada. O fato de ter surgido antes pode ser entendido por &#8220;mais primitiva&#8221; e isso ser significado como &#8220;pior&#8221;. Uma outra maneira é pensar que as emoções precedem a razão em termos de importância sendo seu substrato. Em outras palavras as emoções são mais fundamentais e delas nasce a razão.</p>
<p>Portanto, não é como se as emoções não tivessem &#8220;lógica&#8221;, mas é que elas vieram antes da lógica. A linguagem das emoções é diferente da linguagem lógica. Logo quem busca compreender a emoção partindo da lógica sempre a perceberá como complicada e muito mutável. As emoções são o segundo importante movimento neurológico. O primeiro foram os instintos, o cérebro reptiliano. O cérebro emocional surge depois e consegue criar memória, aprendizagem e condicionamento. Sua área de atuação é o real, o movimento e as resoluções. Ele busca preservar o organismo de alguma maneira.</p>
<p>Então, quando analisamos uma situação de um ponto de vista puramente lógico, encontramos várias cenas nas quais a emoção não parece lógica, mas ainda assim está presente. Um exemplo típico: alguém se relaciona com uma pessoa tóxica e se dá conta de sua toxidade. Melhor saída é deixar a relação. Simples e lógico. Porém, &#8220;as emoções não deixam ela ir&#8221; e sair da relação. Ao analisarmos mais profundamente, geralmente, vemos alguém que olha para a pessoa tóxica como alguém dotado de um poder maior, afinal vive esnobando-a. Logo a &#8220;pessoa tóxica&#8221; é percebida, na verdade, como uma &#8220;pessoa forte&#8221;. Aí, a lógica de sair de perto de uma pessoa forte já fraqueja.</p>
<p>Então você poderá argumentar: as emoções são burras ou não nos servem direito. Não é precisamente isso. O fato é que elas reagem ao que apresentamos à elas. Existem elementos que são estimuladores universais de emoções e outros pessoais, aprendidos ao longo do tempo. As emoções reagem, num caso como esse, à um desejo profundo de ser cuidado por alguém, de preferência, alguém forte. Então a necessidade infantil encontra seu lugar e emoção surge. Não é a emoção quem avalia erroneamente, mas sim, nós.</p>
<p>Afirmo isso, porque, em um caso como esse a pessoa sente outras emoções na mesma relação. Ela sente tristeza, raiva, mágoa. Porém essas emoções não são valorizadas por ela da mesma maneira. As emoções não seguem ideologias, elas seguem aquilo que lhes dizemos. Elas não operam ao nível do discurso, apenas das ações. É algo cruel, pois você pode entender a situação de uma forma, mas irá agir com base no que suas emoções conseguem. A auto imagem de pessoa fraca que precisa de uma pessoa forte se sobrepõe à muitos discursos e ela segue com a relação tóxica. Emoções são cruas e muito diretas: ou você sente ou não sente, não existe &#8220;meio sentir&#8221;.</p>
<p>Portanto, as emoções &#8220;nem sempre fazem sentido&#8221;, pois olhamos com os olhos da lógica pura. Porém, nem sempre as emoções estão reagindo à isso. A pergunta que realmente nos lança no universo emocional é: ao que estou reagindo para sentir o que sinto? Uma relação contém milhões de estímulos, à quais a pessoa está reagindo? Esses são aqueles que maior valor para ela e consequentemente, aos quais suas emoções vão reagir. Podem ser estímulos interessantes, importantes ou não olhando de um ponto de vista lógico, porém, para as emoções, isso não importa. O que importa é que eles foram escolhidos. Melhorar nossa percepção emocional é compreender com mais precisão e abrangência os estímulos aos quais escolhemos reagir.</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>Os defeitos do outro não são culpa minha!</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Aug 2021 21:00:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas sabe Akim&#8230; eu não consigo não falar nada. &#8211; Eu sei, por isso é que vocês tem tantos problemas. &#8211; Então não tenho que falar nada? Deixar ele assim? &#8211; Se não fosse ele, como você reagiria à este tipo de comportamento? &#8211; Ah, eu daria uns belos de uns limites&#8230; &#8211; Porque, &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/08/20/os-defeitos-do-outro-nao-sao-culpa-minha/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Os defeitos do outro não são culpa minha!</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas sabe Akim&#8230; eu não consigo não falar nada.</p>
<p>&#8211; Eu sei, por isso é que vocês tem tantos problemas.</p>
<p>&#8211; Então não tenho que falar nada? Deixar ele assim?</p>
<p>&#8211; Se não fosse ele, como você reagiria à este tipo de comportamento?</p>
<p>&#8211; Ah, eu daria uns belos de uns limites&#8230;</p>
<p>&#8211; Porque, então, ao invés de ficar &#8220;falando&#8221; porque na verdade você está cobrando ele, você não dá os limites?</p>
<p>&#8211; Não tenho coragem.</p>
<p>&#8211; Entendo, mas veja, isso é a sua verdade, os limites. A conversa é apenas uma fuga do medo que sente. Medo do que?</p>
<p>&#8211; Se eu der os limites, temo que ele fique brabo e a gente brigue.</p>
<p>&#8211; Mas vocês já estão brigando&#8230; não seria bom brigarem pelos motivos certos pelo menos?</p>
<p>&#8211; Pensando assim&#8230;</p>
<p>Muitas pessoas se importam demais com as outras. Demais mesmo. Um dos pontos importantes para se refletir sobre isso é que elas se culpam ao ver os defeitos dos outros. Será possível aceitar que o outro é o outro?</p>
<p><span id="more-6207"></span></p>
<p>Algo comum em terapia é ver pessoas que &#8220;precisam&#8221; concertar as outras. Não conseguem ver alguém com algum problema ou característica incômoda que logo se colocam a arrumar esta pessoa. É comum que essas pessoas carreguem dentro de si um sentimento deslocado de culpa ou responsabilidade perante o outro e seus problemas. No entanto, é importante verificar se essa responsabilidade é verdadeira ou não.</p>
<p>Adentrando no raciocínio que é criado por essas pessoas, temos que muitas delas, na verdade, não conseguem lidar com os limites dos outros. É algo normal dar limites à uma pessoa folgada, porém, muitas pessoas não conseguem fazer. Assim, ao invés de entenderem que o outro é folgado e que elas precisam dar-lhe um limite, terminam por culpar-se e tentar &#8220;ajudar&#8221; o ouro a mudar. O intuito dessa mudança é, na verdade, uma fuga. Ao invés de aprender a dar limites, essa pessoa quer mudar o folgado.</p>
<p>A fuga do conflito é o que as torna confusas. Aceitar o defeito do outro e reagir ao defeito é mais justo do que tentar mudá-lo. Porém, se não sei como lidar com o defeito do outro, isso pode se tornar difícil. Aí começam as fantasias de &#8220;medo do conflito&#8221;. O medo doo conflito, muitas vezes, é, simplesmente o desejo de que o outro mude para que não ter que lidar com ele.</p>
<p>A origem desse desejo pode estar em uma auto estima mal formada, na arrogância de se achar melhor que os outros (logo nunca darei bronca em ninguém, sou melhor que isso), incompetência social e em percepções de relacionamento que não são funcionais. É importante para a relação permitir o defeito do outro. Também é importante deixar este defeito claro assim como a sua reação à isso.</p>
<p>Trocando em miúdos é simplesmente o fato de mostrar ao outro como você lida e pensa com o defeito que ele tem. Se o outro é ciumento e você não gosta disso, por exemplo, pode deixar claro que não vai ficar se explicando por situações que ele considera perigosas.Este fato deixa claro que o outro pode ser ciumento, mas que você não precisa assumir a responsabilidade por algo que é dele.</p>
<p>Ao contrário do que parece este é o sinal de amor que tantos precisam. Não se trata de ser egoísta e não levar em conta as necessidades do outro. Pelo contrário, é assim que a pessoa consegue ver aquilo que realmente precisa ver. Do contrário um fica alimentando a neurose do outro o que não é nada saudável e, por isso, um sinal torto de &#8220;amor&#8221; (melhor seria chamar co-dependência).</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>Sobre a morte</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/08/02/sobre-a-morte/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Aug 2021 22:00:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
		<category><![CDATA[Auto Expressão]]></category>
		<category><![CDATA[Auto-estima]]></category>
		<category><![CDATA[Desejo]]></category>
		<category><![CDATA[Emoções]]></category>
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		<category><![CDATA[Psicoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde mental]]></category>
		<category><![CDATA[Vida]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Eu não quero nem pensar nisso. &#8211; Você teme pensar nisso, mas porque teme? &#8211; Não sei dizer. &#8211; Sabe sim. Este é o motivo de temer. &#8211; O que você acha? &#8211; Não se trata do que eu acho, mas do que existe aí. &#8211; O que você acha que existe aqui. &#8211; &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/08/02/sobre-a-morte/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Sobre a morte</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Eu não quero nem pensar nisso.</p>
<p>&#8211; Você teme pensar nisso, mas porque teme?</p>
<p>&#8211; Não sei dizer.</p>
<p>&#8211; Sabe sim. Este é o motivo de temer.</p>
<p>&#8211; O que você acha?</p>
<p>&#8211; Não se trata do que eu acho, mas do que existe aí.</p>
<p>&#8211; O que você acha que existe aqui.</p>
<p>&#8211; Me diga você o que há.</p>
<p>&#8211; Não sei&#8230; tenho medo.</p>
<p>&#8211; Se você teme, é porque sabe o que há aí.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Toda busca de uma forma de viver, é uma busca em preparar-se para morrer. Deixamos a morte de lado, porque não acreditamos nela. Acreditamos que vamos ficar aqui para sempre. Porém, negamos a vida quando fazemos isso e ao contrário do que parece, nos tornamos prisioneiros de nosso estilo de vida.</p>
<p><span id="more-6817"></span></p>
<p>Não importa qual o futuro você quer para você, no fim existirá, sempre a morte. Ela é ultimo futuro com o qual vamos nos deparar. Morrer, ironicamente, é o último ato de todos os seres vivos. Rico ou pobre, doente ou saudável, todos os caminhos levam ao mesmo final. Porém na época em que vivemos, temos uma necessidade em fugir da morte. A negação da morte é diferente do temor da mesma. Para que algo seja temido é necessário ser aceito. O que fazemos atualmente, é negar a morte, ao negá-la, porém, negamos também, a vida. Porém, como isso aparece em nosso estilo de vida?</p>
<p>Em primeiro lugar aparece pela importância dada ao estilo de vida. Hoje em dia é visto como um fracasso pessoal não conseguir manter seu estilo de vida. Mais que um fracasso é uma vergonha. em segundo lugar, colocamos o estilo como algo fundamental, enquanto o fundamental é, na verdade, estar vivo. Confunde-se a vida com o estilo de vida e cria-se a noção de que sem um estilo, uma pessoa não é ninguém. A partir disso o estilo torna-se uma necessidade em si e não uma necessidade para algo.</p>
<p>Neste momento o poder do estilo cresce e se tornar necessário preservá-lo à qualquer custo. O estilo se torna mais importante do que a pessoa. Atendo muitas pessoas que se prendem à estilos de vida que não lhe servem mais apenas pelo fato de não conseguirem sair dele. Dizem &#8220;eu sou assim&#8221;, como se ao mudar o estilo a personalidade morresse. Não aceita-se que a pessoa é mais importante que o estilo e, assim sendo, tornam-se prisioneiras de uma forma de viver ao invés de donas de sua liberdade criativa para crescer e mudar conforme suas necessidades e desejos.</p>
<p>Então é que se nega a vida. O ato criativo da vida em ser de múltiplas formas é negado quando o estilo de vida se torna mais importante do que o eu. Este, é quem cria o estilo a partir das necessidades que a vida traz. Aquele que consegue ouvir ou sentir as necessidades da vida e tem a coragem de tomar para se estas demandas pode abandonar estilos de vida por saber que eles são apenas um estilo e não &#8220;o&#8221; estilo. Porém ao fazer isso, assume-se que a vida acaba, pois é justamente esse caminhar para a morte que faz com que as fases da vida passem e, com isso, nossos desejos mudem.</p>
<p>Ao negar a morte, negamos a vida. Aceitar a morte nos traz liberdade, pois aprendemos que tudo tem um fim e aprendemos a reconhecer este fim. Enquanto é necessário manter a vida em uma forma fixa, a morte é negada, porém o crescimento também se torna impossível. A criatividade se perde e ganha-se uma amarga ilusão de que a vida dura para sempre. Quando, porém as várias forças do mundo nos mostram o contrário a frustração é muito forte e tende-se a negá-la também. Negando a vida, criamos a morte em vida.</p>
<p>Abraço</p>
<p>&nbsp;</p>
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