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	<title>Arquivos foco - Akim Neto Psicólogo Clínico</title>
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		<title>Possibilidade e consequência</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/12/24/possibilidade-e-consequencia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Dec 2021 22:00:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; O que você quer? &#8211; Eu queria poder fazer o que eu quero, sem me sentir culpado. &#8211; Isso é possível? &#8211; Nossa&#8230; se não for&#8230; que droga né? &#8211; Pois é. &#8211; Mas porque não seria possível eu fazer o que eu quero? &#8211; É que &#8220;fazer o que eu quero&#8221; envolve um &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/12/24/possibilidade-e-consequencia/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Possibilidade e consequência</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; O que você quer?</p>
<p>&#8211; Eu queria poder fazer o que eu quero, sem me sentir culpado.</p>
<p>&#8211; Isso é possível?</p>
<p>&#8211; Nossa&#8230; se não for&#8230; que droga né?</p>
<p>&#8211; Pois é.</p>
<p>&#8211; Mas porque não seria possível eu fazer o que eu quero?</p>
<p>&#8211; É que &#8220;fazer o que eu quero&#8221; envolve um sistema de crenças e moral pessoais. Quando ferimos este sistema sentimos culpa.</p>
<p>&#8211; Hum&#8230; mas eu não quero mais esse sistema então.</p>
<p>&#8211; E será possível &#8220;se livrar&#8221; dele?</p>
<p>&#8211; Orra&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Por mais que &#8220;possibilidade&#8221; seja a palavra da moda, exista outra que interfere diretamente nela: realidade. Todo comportamento traz consequências e é localizado dentro de um contexto, assim sendo, nem tudo é possível. E acredite se quiser, isso é bom!</p>
<p><span id="more-6431"></span></p>
<p>O problema que a moda das possibilidades gera é que ela toma tudo como possível. Dizer que tudo é possível, no entanto, é um contra senso. Uma vez que existem regras, nem tudo é possível. Imaginar que tudo é possível, nos faz ousar e ir além. Porém, é importante compreender que isso é uma &#8220;mentira necessária&#8221;. Em outras palavras: acreditar de verdade que tudo é possível, é infantilidade. Usar esta ideia como um suporte cognitivo para ir além é uma atitude mais madura.</p>
<p>Quando as pessoas pensam em uma ação, em geral, visam o objetivo de curto prazo. O curto prazo nem sempre é interessante. Por exemplo, imagine que inventamos uma forma de comer sem engordar. Maravilhoso não é? Porém, pense novamente: o que aconteceria com a alimentação mundial, se ninguém mais engordasse ao comer? Em primeiro lugar entra o problema da nutrição, em segundo lugar o da quantidade. Será que mediríamos o quanto comemos ou iríamos nos fartar toda vez que sentamos para comer? Caso a segunda possibilidade ocorresse, pense em como a indústria de alimentos precisaria reagir ao aumento da demanda.</p>
<p>Refletir sobre consequências nos faz pensar naquilo que é necessário ocorrer para que algo ocorra. No diálogo que escrevi no começo do post, estava verificando isso com meu cliente. Livrar-se da sensação de culpa era algo &#8220;bom&#8221;. Porém, ao livrar-se disso ele estaria se livrando de princípios que ele mesmo apreciava. Assim sendo, algo &#8220;ruim&#8221;. Manter as noções de certo e errado (sejam elas quais forem), nos impede de fazer &#8220;o que queremos&#8221;, ou, melhor dizendo, dá um valor ao que queremos fazer.</p>
<p>Uma mudança implica em outras mudanças. Verificar se o impacto dessas mudanças secundárias será positivo é fundamental para um processo de mudança adequado e alicerçado. Isso, porém, cobra o preço de não viabilizar as escolhas mediante nossos impulsos e desejos do momento. Porém, refletir, manter o auto controle e verificar o que é melhor para nós é exatamente a característica do adulto maduro.</p>
<p>Em tempos nos quais o impulso &#8220;eu quero&#8221; valida qualquer coisa a maturidade é a grande perda. Isso também é uma consequência. É possível fazermos tudo o que queremos e mantermos uma civilização? Não, não creio nisso. E isso não tem a ver com repressão, pelo contrário, tem a ver com realidade: nem sempre duas pessoas concordam com algo. Assim sendo se cada um de nós fizer apenas aquilo que quer sem levar em conta as consequências teremos graves problemas.</p>
<p>Em meu consultório vivo recebendo pessoas que dizem: &#8220;mas eu não pensei nisso&#8221;. O problema quase nunca é esse, mas sim a opção em manter-se negligente e continuar &#8220;sem pensar&#8221;. O convite a refletir sobre as consequências pode soar como aprisionador num primeiro momento. Porém, quando vemos que nem sempre nossos impulsos são bons para nós, a reflexão sobre as consequências de nossos atos é o que realmente nos liberta.</p>
<p>Abraço</p>
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		<item>
		<title>Olhar para o passado, olhar para o futuro</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/12/20/olhar-para-o-passado-olhar-para-o-futuro/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Dec 2021 22:00:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Aprendizagem]]></category>
		<category><![CDATA[Auto-confiança]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; E foi daí que eu fiquei pensando no que eu fiz até hoje. &#8211; E em que conclusão chegou? &#8211; Eu vi que não estava fazendo nada de bom. Não que eu não tenha feito nada legal na minha vida, mas é que&#8230; &#8211; Que? &#8211; Que eu não fiz algo por mim. &#8211; &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/12/20/olhar-para-o-passado-olhar-para-o-futuro/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Olhar para o passado, olhar para o futuro</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; E foi daí que eu fiquei pensando no que eu fiz até hoje.</p>
<p>&#8211; E em que conclusão chegou?</p>
<p>&#8211; Eu vi que não estava fazendo nada de bom. Não que eu não tenha feito nada legal na minha vida, mas é que&#8230;</p>
<p>&#8211; Que?</p>
<p>&#8211; Que eu não fiz algo por mim.</p>
<p>&#8211; Ok. Agora a pergunta importante: o que você vai fazer com isso?</p>
<p>&#8211; Pois é, não sei&#8230; fiquei pensando no que eu fiz sabe?</p>
<p>&#8211; Sim. E eu gostaria de te convidar para pensar no que você vai fazer.</p>
<p>&#8211; Pra mim sempre foi difícil fazer isso entende?</p>
<p>&#8211; Sim, por isso mesmo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Queremos entender o passado. Entramos em terapia e o entendemos. Perfeito. O que fazemos agora? Passado resolvido, o que nos resta? O futuro. Muitas pessoas fazem grande confusão entre entender o passado e construir o futuro, tomando um como sinônimo do outro. Infelizmente a coisa não funciona assim.</p>
<p><span id="more-6755"></span></p>
<p>A psicoterapia tradicional aprendeu a focar no passado. A premissa é que olhando para o passado compreendemos o presente. Esta premissa é válida para muitas situações, obviamente, porém ela não é um referencial estático para tudo o que ocorre em nossas vidas. Muitas vezes nosso comportamento presente distingue-se do passado em detrimento de uma motivação nova que surge. A adolescência é um exemplo de como o comportamento passado nem sempre é a melhor referência para o comportamento futuro e presente.</p>
<p>Além disso, existe outro fator importante entre o passado e o futuro. O passado é dado, o futuro é possibilidade. Enquanto podemos &#8220;saber&#8221; o que aconteceu no passado, não podemos fazer o mesmo com o futuro. O passado pode ser compreendido (e existem muitas formas de &#8220;entender&#8221; o passado), o futuro, por sua vez, é construído. Dizer isso não é apenas estabelecer um jogo de palavras, mas sim mostrar que o comportamento entre estes dois tempos são diferentes. O passado é interpretativo, serve como referência, o futuro exige ação, pois ele será construído.</p>
<p>Assim sendo, muitas pessoas desejam criar o futuro refletindo sobre seu passado. Não funciona. Obviamente existem situações em que a pessoa repete no presente comportamentos passados que são inadequados para construir o futuro. Este é um dos casos em que é necessário mudar a relação que a pessoa mantém com o passado. Porém, em muitos outros isso não se faz necessário. Em outros casos o grande &#8220;problema&#8221; é que a pessoa não consegue olhar para o futuro, arregaçar as mangas e começar a construir. É uma atitude diferente e ousada em relação à contemplar o passado &#8220;imutável&#8221;.</p>
<p>Olhar para o futuro exige tomar decisões também. Enquanto o passado é reflexivo, ou seja, permite várias interpretações, o futuro não permite. Não é possível ir para a praia, campo e dar uma passadinha na cidade ao mesmo tempo. É preciso definir para onde se deseja ir e ir. Assumir a responsabilidade em relação aos meios e formas de chegar nesse futuro também é uma tarefa de &#8220;olhar para frente&#8221;. Essas são atitudes importantes que nem sempre as pessoas tem. Assim sendo torna-se mais seguro olhar para trás.</p>
<p>Muitas vezes a dificuldade é ainda outra. Alguns se apegam ao passado. Um cena que define suas vidas e frente à qual não se sentem aptos, merecedores ou interessados em deixar para trás. Nesse caso o passado não define apenas o futuro, ele define a essência da pessoa. Manter-se no passado é dizer não à vida, pois ela acontece no presente e segue em direção ao futuro. Assim sendo é importante sempre saber olhar em ambas as direções de maneira saudável: o passado como referência e aprendizado e o futuro como construção do &#8220;por vir&#8221;. Assim os tempos se integram ao invés de competirem entre si.</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>Escolher &#8220;bem&#8221; ou escolher &#8220;certo&#8221;?</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/12/15/escolher-bem-ou-escolher-certo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Dec 2021 21:55:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas eu não consigo fazer isso. &#8211; Consegue sim, você fez oras! &#8211; Mas e porque eu me sinto culpado por isso? &#8211; Ora, porque não se sentiria? &#8211; Porque eu devo me sentir? Eu fiz a escolha certa! &#8211; &#8220;Certa&#8221; sim, &#8220;boa&#8221;, não. &#8211; Como assim? &#8211; Ora, você passou por cima de &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/12/15/escolher-bem-ou-escolher-certo/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Escolher &#8220;bem&#8221; ou escolher &#8220;certo&#8221;?</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas eu não consigo fazer isso.</p>
<p>&#8211; Consegue sim, você fez oras!</p>
<p>&#8211; Mas e porque eu me sinto culpado por isso?</p>
<p>&#8211; Ora, porque não se sentiria?</p>
<p>&#8211; Porque eu devo me sentir? Eu fiz a escolha certa!</p>
<p>&#8211; &#8220;Certa&#8221; sim, &#8220;boa&#8221;, não.</p>
<p>&#8211; Como assim?</p>
<p>&#8211; Ora, você passou por cima de algumas crenças pessoais não?</p>
<p>&#8211; Sim, mas&#8230; passei&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A modernidade líquida se baseia na ideia de que toda mudança é boa &#8220;per se&#8221;. Há um ditado alemão que diz existir diferença entre mudar e melhorar. Mudanças nem sempre são positivas e nem sempre são fáceis, assim sendo, mudar envolver lidar com emoções &#8220;negativas&#8221; mesmo quando ela &#8220;é certa&#8221;. Mas dar conta disso, nem sempre é fácil.</p>
<p><span id="more-6784"></span></p>
<p>É importante distinguir entre os níveis de crença e concretude. Concretude se refere ao que vemos no mundo &#8220;tal como ele é&#8221;. Ao pensarmos de maneira &#8220;concreta&#8221;, buscamos as evidências, os resultados, as condições necessárias para realizar algo e os recursos para fazê-lo. Quando pensamos em crenças, refletimos sobre os valores disso tudo, o que achamos sobre isso e o lugar dado à isso em nossa mente e coração. E nossa vida prática, ambos universos coexistem em atrito ou harmonia. Desta coexistência e das repercussões dela é que nascem algumas escolhas que são &#8220;boas&#8221; ou &#8220;certas&#8221;.</p>
<p>Escolhas &#8220;certas&#8221; ou &#8220;evolutivas&#8221; (como prefiro chamar) tem a ver com encontrar os melhores meios para agir no mundo e conseguir extrair dele aquilo que é importante para mim. Essa percepção nasce do desejo individual sobre como existir no mundo. o que é &#8220;evolutivo&#8221; para uma pessoa não é, necessariamente, para outra. Quando se toma uma decisão baseado nisso, estamos olhando para a realidade de nossos desejos e daquilo que é necessário fazer para realizá-los.</p>
<p>Escolhas &#8220;boas&#8221;, tem a ver com as crenças que temos. Estas envolvem tanto as individuais quanto as grupais (família, amigos, trabalho e sociedade). Neste sentido a escolha que tomamos se refere às regras que seguimos sobre como o mundo é ou deve ser, sobre como somos ou devemos ser. As crenças tratam das ideias sobre o universo e não de sua realidade. Neste sentido, quando fazemos as escolhas com base em crenças, estamos falando sobre seguir ou não as regras (dos outros e nossas).</p>
<p>Portanto, algumas escolhas podem ser &#8220;evolutivas&#8221; e ao mesmo tempo &#8220;más&#8221;. Aquilo que se deseja individualmente, em termos concretos pode ser diferente daquilo que creio (ou que meu grupo crê). Assumir o risco e agir mesmo assim, implica na culpa em quebrar as regras. A sociedade nos diz que não devemos sentir a culpa, porém, não há como não senti-la. Perdemos a inocência ao infringir as regras, mesmo que isso seja &#8220;evolutivo&#8221;. Assim, muitas vezes é possível (e realista) evoluir e sentir culpa por isso. É a consequência de, ao mesmo tempo, buscar algo para si e distanciar-se das regras que você mesmo seguia. É um paradoxo na mente e coração: concretizar algo importante e necessário ao mesmo tempo que infringe regras e afasta-se do grupo que seguia estas regras.</p>
<p>Outras escolhas podem ser &#8220;boas&#8221; e &#8220;limitantes&#8221;. Estas ocorrem quando deixamos nossa percepção e desejos de lado em prol de manter as crenças. Troca-se a culpa pela inocência e fazemos jus ao status quo. Nesse sentido, fazemos uma boa escolha e nos limitamos. Não seremos punidos, mas iremos conviver com a frustração e arrependimento: &#8220;e se eu tivesse&#8230;?&#8221; Seguir as regras nos torna mais próximos daqueles com quem criamos as regras, mantém a proximidade e, para muitas pessoas, isso é essencial. O preço deste tipo de escolha, porém, é o limite e a dependência. O paradoxo, neste caso é: &#8220;eu fiquei, mas me sinto mal com isso&#8221;. A proximidade deixa de ter um gosto doce.</p>
<p>O desejo contemporâneo é sempre pelo caminho do menor esforço: porque não fazer escolhas boas e evolutivas? Porque a evolução não olha para as regras, embora elas sejam necessárias. Não há sociedade sem regras, nem mesmo um indivíduo. De outro lado, não há evolução se as regras forem seguidas o tempo todo. Assim sendo, a culpa e liberdade estão, num primeiro momento, sempre de mãos dadas. Apenas a coragem para enfrentar isso é o que nos impele em &#8220;direção ao abismo&#8221;.</p>
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		<title>Rejeição, rejeitado e rejeitador</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/12/10/rejeicao-rejeitado-e-rejeitador/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Dec 2021 21:34:20 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Akim, você não tem ideia de como é se sentir assim. &#8211; Talvez não&#8230; como é? &#8211; É saber que você nunca, nunca vai poder sentir aquela emoção de ser acolhido e bem quisto. &#8211; Uau&#8230; que passado poderoso você tem. Nunca mais? Então ele ter lhe rejeitado, te exclui do &#8220;rol&#8221; de pessoas &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/12/10/rejeicao-rejeitado-e-rejeitador/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Rejeição, rejeitado e rejeitador</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Akim, você não tem ideia de como é se sentir assim.</p>
<p>&#8211; Talvez não&#8230; como é?</p>
<p>&#8211; É saber que você nunca, nunca vai poder sentir aquela emoção de ser acolhido e bem quisto.</p>
<p>&#8211; Uau&#8230; que passado poderoso você tem. Nunca mais? Então ele ter lhe rejeitado, te exclui do &#8220;rol&#8221; de pessoas aceitas?</p>
<p>&#8211; Falando assim até parece exagero da minha parte.</p>
<p>&#8211; É exagero.</p>
<p>(silêncio) &#8211; Porque? Não acha que doeu.</p>
<p>&#8211; Acredito que &#8220;doeu&#8221;. No passado. E hoje, porque você ainda revive, todos os dias aquela cena? Ou seu pai lhe diz todos os dias &#8220;eu não amo você&#8221;?</p>
<p>&#8211; Não&#8230; ele não diz.</p>
<p>&#8211; Veja, sei que doeu, mas o fato é que você está construindo sua vida em cima disso. E esse não é um bom alicerce. Que tal tentar se dar outro? Um no qual sua felicidade possa florir?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Muitas pessoas sofrem com a rejeição. Porém o sofrimento causado pela rejeição só deveria ser sentido uma vez, ao ser rejeitado. Porque as pessoas mantém este sentimento por muitos anos e até definem suas vidas com base nele?</p>
<p><span id="more-6686"></span></p>
<p>O rejeitado tem como dinâmica mental comparar o passado que foi de fato com aquele passado desejado. De um lado, visualiza aquilo que poderia ter acontecido e contrasta com o que ocorreu se atendo às partes negativas. Esta comparação gera a sensação de injustiça e impotência típicas do sentimento de rejeição. Além disso, o rejeitado também cria, muitas vezes sem perceber, um &#8220;eu&#8221; para cada versão do passado que ele cria em sua mente.</p>
<p>O sentimento de rejeição só é possível por causa deste contraste entre o que deveria ter sido e o que foi. Quando focamos na questão do &#8220;eu&#8221;, ou da identidade, a questão se torna mais complexa. O rejeitado cria para si um modelo de quem ele foi de fato (o eu rejeitado) e de quem ele poderia ter sido caso não fosse rejeitado. Em geral as pessoas se magoam ao ver quem eles são em detrimento de quem poderiam ter sido caso tudo fosse como eles esperavam que fosse.</p>
<p>Esta dinâmica, então faz com que o rejeitado lute contra o passado e também contra si. Não raro pessoas que tem problemas com rejeição também se rejeitam. O mecanismo é este citado acima: comparação entre quem são e quem deveriam ter sido. O problema repousa no fato cruel de que quem eles são ou poderiam ter sido é algo que está nas mãos de um terceiro: aquele que o rejeitou no passado. Desta forma a injustiça, impotência e desprezo se instalam.</p>
<p>A mudança está em aceitar aquilo que passou do jeito que ocorreu. Aceitar a dor pode ser mais difícil do que lutar contra ela e boa parte das pessoas que são rejeitadas não querem aceitar isso. A aceitação faz com que a pessoa tenha que se fazer uma pergunta: o que farei com o que fizeram de mim? Esse questionamento faz com que ela retome a responsabilidade por sua existência e destino, em geral, algo que os rejeitados jogam para cima dos rejeitadores.</p>
<p>Uma das perguntas que faço é: você pode ser rejeitado? Pode parecer estranha, porém leva à uma reflexão profunda. Boa parte das pessoas reclamam da rejeição e sabemos que ela pode ter efeitos nocivos. Por outro lado trata-se de um fenômeno super comum pelo qual todos os seres humanos passam ao longo de suas vidas. Sem a rejeição não existiriam grupos, afinal de contas rejeitar é escolher também. Logo, perceber que não há nada de pessoal em uma rejeição é fundamental para aceitar o passado (e a si mesmo).</p>
<p>Se a pessoa entende a rejeição como algo normal e entende que seu passado foi real ela poderá abrir-se para o futuro. É algo como dizer-se: &#8220;ok, não consegui exatamente o que quis, mas o que vou fazer comigo daqui em diante?&#8221;. Não podemos mudar o passado, isso é um fato. Logo não adiante brigarmos com ele e nem com quem nos tornamos a partir dele. Tudo o que nos resta, no presente, é buscar como iremos ao futuro de uma maneira melhor.</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>Vencer medos ou gerar segurança?</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/11/10/vencer-medos-ou-gerar-seguranca/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Nov 2021 22:00:36 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas o problema é o meu medo. &#8211; Não, não é. &#8211; Como que não? Eu só não faço essas coisas porque eu sinto medo delas. &#8211; O problema é que você não confia em você. &#8211; Mas o medo atrapalha. &#8211; Porém em situações nas quais você se sente mais confiante, você faz &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/11/10/vencer-medos-ou-gerar-seguranca/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Vencer medos ou gerar segurança?</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas o problema é o meu medo.</p>
<p>&#8211; Não, não é.</p>
<p>&#8211; Como que não? Eu só não faço essas coisas porque eu sinto medo delas.</p>
<p>&#8211; O problema é que você não confia em você.</p>
<p>&#8211; Mas o medo atrapalha.</p>
<p>&#8211; Porém em situações nas quais você se sente mais confiante, você faz mesmo assim não é?</p>
<p>&#8211; É&#8230; é verdade&#8230; é mais fácil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mais que uma questão de foco, buscar por sensações e características positivas é uma atividade de fundamental importância para o bom andamento de uma terapia. Em alguns casos é necessário olhar para a dor, em outros para a conquista de novos horizontes.</p>
<p><span id="more-6716"></span></p>
<p>Muitas pessoas creem que os problemas de suas vidas são emoções &#8220;negativas&#8221; como raiva, medo, tristeza ou ansiedade. Porém estas emoções não são problemáticas por si e não há uma maneira de &#8220;tirar&#8221; emoções do nosso corpo ou psiquismo. Assim sendo muitos se sentem vítimas de cruéis situações nas quais não podem fazer nada. Fixam os olhos nas emoções negativas que sentem e pensam que suas vidas serão cada vez mais complicadas por causa delas e de sua permanência.</p>
<p>No entanto, há um lado da questão que as pessoas não enxergam. Em vários casos, algumas emoções negativas se mantém apenas porque as positivas não tem lugar. Um exemplo com o qual trabalhei muito é o medo. É comum que as pessoas aprendam a temer algo ao longo de suas vidas e mantenham a resposta de medo, mesmo depois que aquela situação não apareça mais. Ou seja, viveram em um lugar perigoso, mas ao se mudarem mantém os mesmos hábitos e comportamentos. O medo, logo retorna. Elas não aprendem a se adaptar à uma nova situação.</p>
<p>Nestes casos é muito mais importante focar em &#8220;como construir segurança&#8221; do que em &#8220;vencer o medo&#8221;. A construção da segurança é o que vai ajudar a pessoa a criar um equilíbrio entre o medo que sente e a segurança do lugar onde ela se encontra. Aprender a estar em um lugar, pensar e sentir: &#8220;é bom estar aqui, é seguro, posso relaxar&#8221; é um desenvolvimento diferente de &#8220;não posso ter medo&#8221;. Este segundo, inclusive apenas aumenta a ansiedade porque faz a pessoa focar em ter medo e ao mesmo tempo não ter. Cria muita confusão e cobrança.</p>
<p>A construção daquilo que é &#8220;positivo&#8221;, nos chama a atenção para ir além, gerar competências, aproveitar a realidade sob outra ótica, aumentar a felicidade e bem-estar. Nesse sentido é que a segurança deve ser construída. Buscar, no mundo, pelos motivos que o permitem se sentir seguro é diferente de ficar pensando &#8220;o que pode ocorrer de ruim agora?&#8221;. Criar comportamentos para ir em direção do mundo para usufruí-lo é diferente de encontrar formas de se defender dele. Sentir bem estar e felicidade é diferente de &#8220;não sentir medo&#8221;.</p>
<p>Então é importante estar atento para descobrir se aquilo que você precisa é enfrentar um medo ou criar segurança em você. Se a sua tendência é ser medroso em muitas coisas, sempre olhar para o lado negativo de tudo, está na hora de cogitar aprender como criar segurança e positividade. Se, por outro lado, você tem uma questão bem pontual que lhe incomoda pode ser interessante aprender a enfrentar os medos. As duas estratégias são importantes, porém, cada uma para uma situação específica.</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>O que quero da vida?</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/09/29/o-que-quero-da-vida/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Sep 2021 22:00:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas e como que eu vou saber se eu quero isso ou não? &#8211; Você não sabe? &#8211; Não! Como vou saber? &#8211; Não sabe ou tem medo em dizer o que sabe? &#8211; Talvez o segundo. &#8211; Então você sabe! &#160; Como responder uma pergunta como essa? Em geral as pessoas começam buscando &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/09/29/o-que-quero-da-vida/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">O que quero da vida?</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas e como que eu vou saber se eu quero isso ou não?</p>
<p>&#8211; Você não sabe?</p>
<p>&#8211; Não! Como vou saber?</p>
<p>&#8211; Não sabe ou tem medo em dizer o que sabe?</p>
<p>&#8211; Talvez o segundo.</p>
<p>&#8211; Então você sabe!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Como responder uma pergunta como essa? Em geral as pessoas começam buscando coisas para fazer e experimentar. E em geral terminam tão ou mais confusas do que quando começaram. Como, de fato, responder o que quero de minha vida?</p>
<p><span id="more-6634"></span></p>
<p>Ultimamente confunde-se &#8220;o que quero&#8221; com &#8220;o que gosto&#8221;. Para a maioria absoluta da população estas duas frases são sinônimos. Mas não são. Aquilo que gosto tem a ver com prazeres. Aquilo que quero nem sempre tem a ver com isso. Pelo contrário, o que quero pode não ser prazeroso e nunca ter nada a ver com este tipo de sensação. O querer é diferente do gostar. Esta é a primeira diferenciação importante que deve ser feita para se compreender aquilo que se quer de fato.</p>
<p>Uma viagem à um lugar paradisíaco, por exemplo, é muito prazerosa assim como um jantar. Porém se o que você realmente quer é estar em outro lugar com uma pessoa especial ou fazendo algo diferente, todo este prazer será insosso. Será prazeroso, mas não é o que você quer. Esse e vários outros exemplos ilustram a diferença entre os prazeres e o querer. Recentemente fiz o Caminho de Santiago na Espanha. Lá você passa por muitas provações: cansaço, dorme em albergues, tem que carregar peso todos os dias, sol, chuva e frio. Mas, porque eu fiz se há tantas provações? Porque eu quis acompanhar minha esposa nessa aventura.</p>
<p>Outro ponto é saber que você já fez escolhas em sua vida tomando por base algo que realmente queria. Todos conhecemos a sensação de querer algo. Ela se destaca das outras. Em geral, liga-se ao que é importante e referente ao eu. Busque em sua memória momentos em que você fez escolhas nas quais optou por algo que não era totalmente prazeroso, rápido ou fácil, mas mesmo assim era algo que você queria. O importante não é o que você escolheu em si, mas sim a sensação do querer. Tome vários exemplos como esse e verifique a semelhança na sensação.</p>
<p>O eu evolui. Em termos daquilo que quero, isso significa que o querer também pode se modificar. Assim sendo é importante prestar atenção ao desânimo. Esta emoção nos alerta para verificarmos se ainda vale à pena mantermos nossa energia em determinada atividade. É comum temer o desânimo, pois se o ouvirmos poderemos ter que enfrentar a pergunta: &#8220;o que eu quero?&#8221; novamente. Em geral não gostamos muito dessa pergunta porque ela nos gera angústia, porém, quem não sustenta a angústia, não desenvolve o seu querer.</p>
<p>A tristeza é outra emoção importante. Ela se refere aquilo que nos é importante e que perdemos ou deixamos para trás. Sendo assim, constantemente ela nos fala sobre algo que queremos ou que pode fazer parte do nosso querer. Estar atento à ela nos ajuda a manter a honestidade em relação ao que é importante e isso ajuda a determinar o que queremos. A sensação de ânimo é importante também, porque quando tocamos aquilo que queremos o ânimo se instala. Ele não trata de alegria ou felicidade, mas sim de energia disponível para a ação. Quando se faz algo que se quer, o ânimo aparece.</p>
<p>Isso tudo se refere à saber diferenciar aquilo que quero daquilo que não quero. Este crivo é importante. As pessoas geralmente buscam fora de si o seu querer. Vão atrás das coisas para experimentá-las e escolher. O querer não é um buffet de sorvete, é uma decisão que nasce dentro de si. Sempre digo aos meus clientes que o querer não é rápido, ele é lento, pois nasce fruto de um processo. Se prestarmos atenção ao processo vamos realizar no mundo aquilo que temos em nós. Se não prestarmos, poderemos fazer coisas muito interessantes e prazerosas, mas não necessariamente, aquilo que queremos.</p>
<p>Abraço</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>O ser do discurso e o ser da ação</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/09/17/o-ser-do-discurso-e-o-ser-da-acao/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Sep 2021 21:00:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas Akim!! Como é que você não entende? &#8211; Eu entendo você. Entendo e digo: concordo com o que você está falando. &#8211; Então? Como é que você pode me falar que eu deveria mudar a minha atitude se ele está errado? &#8211; É que o fato de ele estar errado é irrelevante. &#8211; &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/09/17/o-ser-do-discurso-e-o-ser-da-acao/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">O ser do discurso e o ser da ação</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas Akim!! Como é que você não entende?</p>
<p>&#8211; Eu entendo você. Entendo e digo: concordo com o que você está falando.</p>
<p>&#8211; Então? Como é que você pode me falar que eu deveria mudar a minha atitude se ele está errado?</p>
<p>&#8211; É que o fato de ele estar errado é irrelevante.</p>
<p>&#8211; Irrelevante? Irrelevante? Como assim? Ele está sendo machista e agressivo ainda.</p>
<p>&#8211; Sim, concordo.</p>
<p>&#8211; Então porque é que eu devo mudar a minha atitude?</p>
<p>&#8211; Porque não me parece que ele está ligando muito para o seu discurso está? E nem que vai ligar&#8230;</p>
<p>(silêncio)</p>
<p>&#8211; Eu concordo com você e é por isso que estou orientando você dessa forma. Você está &#8220;pedindo&#8221; para ele te respeitar&#8230; isso não vai acontecer dessa forma, não aconteceu até agora, porque vai ocorrer agora? Só por causa de um punhado de ideias?</p>
<p>&#8211; Mas e o que eu faço?</p>
<p>&#8211; Torne essas ideias uma nova forma de se ver, se respeitar e se relacionar, até para ver se, no fim, você quer continuar com ele&#8230; uma pessoa que segundo você mesma: te desrespeita.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Hoje em dia, onde tudo se torna uma bandeira política, é comum que as pessoas queiram, através do discurso, convencer alguém. O fato, no entanto, é que os seres humanos reagem muito mais à forma com a qual algo é comunicado do que ao conteúdo, e é aí que reside o &#8220;mistério&#8221; das relações humanas.</p>
<p><span id="more-6660"></span></p>
<p>Como vivemos em um momento em que as pessoas acham que sua opinião conta muito, uma atitude que se torna cada vez mais comum é &#8220;falar para o outro&#8221;. Acreditamos que &#8220;basta falar&#8221; e pronto, tudo se resolverá: as pessoas vão deixar suas opiniões de lado, seus comportamentos e vão rever o mundo e sua própria vida de acordo com as coisas que você disse para ela. Isso não existe. É, no mínimo, uma bela fantasia infantil na qual o &#8220;poder da palavra&#8221; assume proporções homéricas.</p>
<p>As relações humanas e boa parte do que carregamos até hoje em nossos genes sobre o que é se relacionar se formaram em um momento da história em que não havia palavra. Não haviam discursos ou palavras escritas, muito menos mensagem de whats. Era &#8220;olho no olho&#8221;. É assim que as relações humanas funcionam ainda hoje, quer gostemos disso ou não. É na interação que as coisas ocorrem e não em um discurso distante.</p>
<p>Isso não é uma premissa minha, Watzlavick em seu livro Pragmática da comunicação humana já aborda o tema e coloca isso como um &#8220;axioma&#8221; da comunicação humana, na qual aquilo que é comunicado possui forma e estrutura e a natureza da comunicação entre duas pessoas depende desta forma e da maneira pela qual ela é empregue. O conteúdo pode ser muito bom, mas é a forma que vai definir a natureza da comunicação.</p>
<p>Na prática, por exemplo, isso significa que quando uma pessoa &#8220;pede&#8221; para ser respeitada, ela se coloca &#8220;abaixo&#8221;. Ela não tem o respeito e está pedindo por ele. É duro dizer isso, mas ela se coloca como pedinte. O resultado, em geral, não dá certo, ela não recebe o que pede. Se, por outro lado, a pessoa desenvolve respeito próprio e mostra que se respeita na relação, a estrutura muda. Ela é possuidora de respeito, assim como o outro e não precisa mais &#8220;pedir&#8221;, nem &#8220;impor&#8221; (afinal o respeito é dela para com ela, não faz sentido &#8220;impôr), o que ocorre é que ela usa os limites que se dá e, com isso, modifica a estrutura da relação.</p>
<p>Onde, antes a pessoa pediria, agora ela se posiciona. Esta é a diferença que faz a diferença. É a atitude que re-estrutura relações humanas. Tornar discursos em atitudes é uma das tarefas mais complexas para a mente humana porque não somos habituados com isso. Nossa história nos levou no caminho contrário. Das atitudes nasciam as ideias.</p>
<p>Particularmente sou um pouco romântico no sentido de crer que nosso corpo nos traz boas respostas sobre como nos relacionar, mas não sabemos ouvi-lo. Em geral, quando trabalho com pessoas abusadas e nos colocamos em um role play, por exemplo, o corpo dela sabe a atitude que vai lhe fazer bem. Quando incentivo, sem expectativas, que a pessoa faça um movimento em direção aquilo que lhe traz saúde ela o faz. Por vezes demora, em outros casos, ela não sabe como lidar com as consequências ou sente-se com vergonha, medo ou culpa, mas o corpo lhe diz: faça isso.</p>
<p>Confiar nessa base não é jogar fora aquilo que a cultura nos traz. Pelo contrário, quando vejo essas atitudes nascidas do corpo vejo como elas corroboram e até mesmo vão além de muito o que nossa cultura nos fala. O corpo, aprendeu a sobreviver ao longo de milhões de anos de evolução, nossas células trazem em si a certeza da morte. O corpo conhece muitos caminhos se o permitirmos falar, ele poderá nos mostrar vários deles.</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>O bem e o mal</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/08/30/o-bem-e-o-mal/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Aug 2021 21:00:27 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Ele é o problema da minha vida Akim! &#8211; Sim&#8230; sua relação com ele realmente foi muito triste. &#8211; Não&#8230; não é a &#8220;minha&#8221; relação. É ele! &#8211; Entendi, você acha que ele é o problema. &#8211; Claro que é! &#8211; Então até ele falecer sua vida será um inferno. &#8211; Como assim? &#8211; &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/08/30/o-bem-e-o-mal/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">O bem e o mal</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Ele é o problema da minha vida Akim!</p>
<p>&#8211; Sim&#8230; sua relação com ele realmente foi muito triste.</p>
<p>&#8211; Não&#8230; não é a &#8220;minha&#8221; relação. É ele!</p>
<p>&#8211; Entendi, você acha que ele é o problema.</p>
<p>&#8211; Claro que é!</p>
<p>&#8211; Então até ele falecer sua vida será um inferno.</p>
<p>&#8211; Como assim?</p>
<p>&#8211; Se &#8220;ele&#8221; é o problema&#8230; ele é o problema oras.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Crianças aprendem que existe o bem e o mal. Dividimos o mundo naquilo que é bom e naquilo que é ruim. As crianças, com o tempo, começam a ter dúvidas quando vêem algo ruim causando o bem. E os adultos?</p>
<p><span id="more-6087"></span></p>
<p>Depende do adulto. Quando temos adultos &#8220;de fato&#8221;, a postura de que existe &#8220;o&#8221; bem e &#8220;o&#8221; mal e que essas duas classes são sempre estanques e padronizadas é tida como motivo de chacota. Adultos &#8220;de fato&#8221; reconhecem que as coisas e as pessoas são o que são e que não adianta dividir o mundo entre os cavaleiros do apocalipse e os salvadores da pátria porque, no fim, isso é apenas uma ilusão.</p>
<p>Durante muitos anos não entendia a concepção do &#8220;pecado original&#8221;. Achava a ideia radical demais, pois tinha em mim uma crença romântica que versa que o homem é bom por natureza. Anos mais tarde finalmente compreendi a mensagem que o pecado original traz: o homem é capaz do bem e do mal. E não é que, ao nascer, a pessoa escolhe ser do bem ou do mal e ponto final. A questão é muito mais complexa e complicada que isso.</p>
<p>Temos a capacidade do bem e do mal a vida toda durante toda vida. Isso significa que ao longo de nossa existência vamos precisar tomar cuidado. Essa é a ideia que está por detrás do pecado original e que, hoje, me parece muito verdadeira. Ninguém é virtuoso &#8220;per se&#8221;, virtudes são desenvolvidas e exigem esforço. Assim sendo, são mais resultados do que causas de comportamento.</p>
<p>Porém, quem crê no bem e no mal como formas puras não vê a questão dessa maneira. Tudo o que vier da pessoa &#8220;ruim&#8221; é ruim e o tudo o que vier da pessoa boa é bom. Essa ingenuidade é perigosa porque descontextualiza a pessoa de seu meio e as ações de seus resultados práticos e consequências levando toda a discussão para um jogo ideológico (ou doutrinário).</p>
<p>O desejo de separar o mundo em &#8220;bem e mal&#8221; é de organizar uma estrutura rígida e dar segurança às nossas atitudes. Parece perfeito que, ao entender que algo é bom eu apenas faça o bom e o mundo será lindo e maravilhoso. Porém a vida não é assim, mesmo aquilo que é bom pode ser destrutivo. Água demais afoga. Nenhuma característica é desprovida de: contexto, motivação e resultados. Apenas a análise de tudo isso pode nos dar uma evidência mais concreta de que &#8211; segundo alguns critérios &#8211; algo foi &#8220;bom&#8221; ou &#8220;ruim&#8221;.</p>
<p>O problema é que realizar esta análise dá muito trabalho e exige muita responsabilidade. É mais fácil demonizar um lado e endeusar o outro. Esta, porém, é exatamente a atitude que dá início à movimentos extremistas, fenômeno que está se alastrando pelo mundo nesse momento. Ao mesmo tempo é a atitude que dá liberdade e mais compreensão sobre o que realmente ocorre em nossas vidas.</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>Negar a dor da perda</title>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Aug 2021 22:00:22 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; E eu estou muito bem sabe? &#8211; Que ótimo. &#8211; Nem sei direito o que falar hoje. &#8211; Então pense. &#8211; Não tem mesmo&#8230; está tudo bem, não tenho mais os sentimentos que tinha antes. &#8211; Tem sim, a gente sempre tem tristeza. &#8211; Sim, mas não sinto mais isso em relação ao que &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/08/13/negar-a-dor-da-perda/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Negar a dor da perda</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; E eu estou muito bem sabe?</p>
<p>&#8211; Que ótimo.</p>
<p>&#8211; Nem sei direito o que falar hoje.</p>
<p>&#8211; Então pense.</p>
<p>&#8211; Não tem mesmo&#8230; está tudo bem, não tenho mais os sentimentos que tinha antes.</p>
<p>&#8211; Tem sim, a gente sempre tem tristeza.</p>
<p>&#8211; Sim, mas não sinto mais isso em relação ao que aconteceu.</p>
<p>&#8211; O que você sente?</p>
<p>&#8211; Não sei.</p>
<p>(silêncio)</p>
<p>&#8211; Mas que droga, é só eu chegar aqui e fico meio mal.</p>
<p>&#8211; Talvez seja só aqui que você se permita se sentir assim.</p>
<p>&#8211; Mas lá fora eu faço as minhas coisas.</p>
<p>&#8211; Que bom, mas não confunda &#8220;melhora&#8221; com &#8220;distração&#8221;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Perda é um sentimento difícil de lidar. Ter posse, o sentimento antes da perda, nos faz mais fortes e estrutura nossa vida. Ao perder algo, essa estrutura se desfaz. Entre o momento em que temos forma e o momento em que teremos uma nova forma, reside um vácuo difícil de suportar. Porém, suportá-lo é o que nos faz ir adiante.</p>
<p><span id="more-6794"></span></p>
<p>Porque negamos? Porque dói. Não se trata apenas da dor física, algo que muitas pesquisas já comprovaram, mas também, da dor psíquica. Reorganizar nossa história interna faz com que tenhamos que rever quem somos, o mundo e nossas relações. Nos momentos em que nos sentimos fragilizados é muito difícil fazer isso, paradoxalmente, geralmente é nesses momentos em que isso se faz mais necessário. Por este motivo, negamos. Queremos manter aquilo que era, não desejamos aceitar a necessidade de mudança, a realidade da vida e sua mutabilidade.</p>
<p>Perder algo ou alguém traz certas implicações. A vida está mudando, nós estamos mudando. Nenhuma perda ocorre sem mudanças. Então a perda não significa apenas um elemento sendo retirado, mas a mudança como um todo que esta perda representa. Negamos, pois desejamos que o cenário total se mantenha. É nosso instinto de permanência no grupo que torna este desejo mais forte. Este desejo, aliado à imaturidade em crer que é possível que tudo dure para sempre, nos faz dependentes da estrutura e refratários à mudar.</p>
<p>Então, a perda e a dor da perda nos faz perceber nossa fragilidade. A falta de potência para conter o avanço do tempo e da vida, que segue implacável à revelia de nossas vontades. Esta constatação pode retirar a força de quem é mais imaturo (boa parte de nós). Frente à esta impotência, a pessoa se retrai e não quer perder o seu sentimento interno de onipotência em se sentir maior que a vida. Este medo traz a negação à tona. Queremos manter tudo ao nosso jeito, a vida mostra, com seu poder incrível que é ela quem manda. Sentimos medo de seu poder. Tentamos negar este poder.</p>
<p>Logo, a negação da dor da perda é também a negação da mudança, de nossa impotência em frente ao poder de mudança da vida. Entrar em contato com esta impotência, de outro lado é a chave que mais nos dói e a que mais liberta. Não se trata de se tornar fraco, mas de assumir nosso tamanho perante à ordem das coisas vivas. A vida nos tem, nós não temos a vida. Estamos vivos, sentimos a vida e ela nos preenche, mas não nos cabe manipular a vida. Nem as mudanças.</p>
<p>É obvio que não somos completamente impotentes. Conseguimos fazer algumas coisas, temos certo poder de ação. Quando reconhecemos este poder, nos tornamos livres para usá-lo. Assim, somos livres e potentes para fazer o que podemos fazer. E nos submetemos ao restante, aceitando a vida tal como é, sem considerações. Esta aceitação não retira o medo das mudanças, mas nos faz aceitar este medo e reagir com ele. Isso é humano e nos faz crescer de forma saudável. Com isso, podemos ir além e aceitar ao invés de negar, mudar ao invés de estagnar.</p>
<p>Abraço</p>
<p>&nbsp;</p>
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