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	<title>Arquivos incapacidade - Akim Neto Psicólogo Clínico</title>
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		<title>A dolorosa consequência da realidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Nov 2021 21:59:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Eu não quero mais falar com ela. &#8211; Eu sei. &#8211; Ela não merece. &#8211; É o contrário. &#8211; Contrário? Como contrário? Olhe o que ela fez para mim! &#8211; Sim, ela foi &#8220;sacana&#8221;. &#8211; Então! &#8211; Mas quem não merece falar com ela é você, porque querer, você quer. (silêncio) &#8211; E porque &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/11/24/a-dolorosa-consequencia-da-realidade/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">A dolorosa consequência da realidade</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Eu não quero mais falar com ela.</p>
<p>&#8211; Eu sei.</p>
<p>&#8211; Ela não merece.</p>
<p>&#8211; É o contrário.</p>
<p>&#8211; Contrário? Como contrário? Olhe o que ela fez para mim!</p>
<p>&#8211; Sim, ela foi &#8220;sacana&#8221;.</p>
<p>&#8211; Então!</p>
<p>&#8211; Mas quem não merece falar com ela é você, porque querer, você quer.</p>
<p>(silêncio)</p>
<p>&#8211; E porque eu não mereço?</p>
<p>&#8211; Porque não consegue reconhecer que quer falar com ela.</p>
<p>&#8211; Odeio isso.</p>
<p>&#8211; Sim.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O filme &#8220;Her&#8221; tem uma frase linda: &#8220;o passado é só uma história que contamos à nós mesmos&#8221;. Porém, refletir sobre ela é um tanto chocante e exige maturidade. Dizer que o passado é &#8220;só uma história&#8221; não deve ter como foco a palavra &#8220;só&#8221;, mas sim &#8220;uma história&#8221;. Ao tomar a discussão por este lado, entramos no tema da realidade.</p>
<p><span id="more-6793"></span></p>
<p>Uma das tarefas que cabe à todo psicólogo clínico em praticamente todos os seus atendimentos é a &#8220;redefinição&#8221;. Nela, tratamos de dar um novo sentido sobre um evento ou nova definição sobre um conceito que a pessoa traz consigo. O que faz esta tarefa tão importante e comum é o fato de que muitos conceitos e significados que traçamos em algum momento de nossas vidas, se tornam disfuncionais mais tarde. Porém, como sabemos que eles se tornam disfuncionais?</p>
<p>Tomando um adolescente classe média, média alta que não precisa trabalhar, por exemplo. Talvez essa pessoa deseje, aos seus 16 anos, ter um lugar só para si, uma casa para receber os amigos e festar, dormir a hora que quer e fazer &#8220;o que bem entende&#8221;. Ao atingir isso, mais tarde, no começo ela se deleita com a execução de todos os seus desejos. Algum tempo depois, ao iniciar vida profissional e, talvez, marital percebe que há algo de errado. As crenças elaboradas na adolescência sobre o que é &#8220;ser um adulto&#8221;, não estão em harmonia com a realidade. Antes seus pais o acordavam, agora seu emprego pede que ele acorde cedo, por exemplo. &#8220;Onde está a minha liberdade?&#8221;, pergunta-se a pessoa.</p>
<p>O problema não é a &#8220;falta de liberdade&#8221; e sim a concepção que o adolescente criou sobre como deveria ser uma vida com &#8220;liberdade&#8221;. A realidade é: ele escolheu o emprego, a namorada e a casa. Escolheu crescer e tudo isso vem com limites. Porém a &#8220;história&#8221; que ele ainda tem em mente é que &#8220;estava indo tudo bem, minha vida estava tranquila e daqui a pouco eu tenho que fazer isso e fazer aquilo e não tenho mais a minha liberdade&#8221;. As histórias que contamos para nós são a interpretação que tiramos de nossas experiências, porém elas são histórias e não a realidade em si. Quando lidamos com a realidade em si, as coisas são diferentes.</p>
<p>As histórias são &#8220;boas&#8221; a realidade é cruel. Nas histórias sempre temos uma desculpa externa para nosso sofrimento, na realidade não. Então as redefinições se tornam necessárias. Sabemos que uma crença é disfuncional olhando para a realidade. Quando nossos conceitos criam histórias que nos ajudam, crescemos e eles são funcionais. Quando atrapalham nosso crescimento, se tornam disfuncionais. Uma pessoa mais amadurecida, por exemplo, diria que escolhas trazem consequências. Ela, então, pensa nas consequências, ganhos e perdas que terá com as escolhas que fará e decide se está disposta a enfrentar isso ou não. Assim sendo, ela entende o que acontece depois como &#8220;parte do jogo&#8221; e não como &#8220;perda da liberdade&#8221; como alguém mais imaturo pensa.</p>
<p>A realidade é dolorosa em relação as histórias porque ela sempre nos apresenta perdas. Sempre vamos perder algo à medida em que crescemos e o tempo passa. A realidade cobra seu preço de maneira crua e imparcial. Por outro lado, ela traz a liberdade verdadeira: aquela na qual ação e consequência caminham juntas e todos temos limites. Nela, as coisas são pequenas: apenas o que pode acontecer acontece. De outra lado, o fato das coisas acontecerem dessa forma nos faz fortes para realizá-las. As histórias, são ricas, muito pode acontecer nelas, porém, se tornam restritas, porque não somos tão potentes ou tão vítimas quanto nossas histórias gostam de nos colocar.</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>Negar a dor da perda</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/08/13/negar-a-dor-da-perda/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Aug 2021 22:00:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; E eu estou muito bem sabe? &#8211; Que ótimo. &#8211; Nem sei direito o que falar hoje. &#8211; Então pense. &#8211; Não tem mesmo&#8230; está tudo bem, não tenho mais os sentimentos que tinha antes. &#8211; Tem sim, a gente sempre tem tristeza. &#8211; Sim, mas não sinto mais isso em relação ao que &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/08/13/negar-a-dor-da-perda/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Negar a dor da perda</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; E eu estou muito bem sabe?</p>
<p>&#8211; Que ótimo.</p>
<p>&#8211; Nem sei direito o que falar hoje.</p>
<p>&#8211; Então pense.</p>
<p>&#8211; Não tem mesmo&#8230; está tudo bem, não tenho mais os sentimentos que tinha antes.</p>
<p>&#8211; Tem sim, a gente sempre tem tristeza.</p>
<p>&#8211; Sim, mas não sinto mais isso em relação ao que aconteceu.</p>
<p>&#8211; O que você sente?</p>
<p>&#8211; Não sei.</p>
<p>(silêncio)</p>
<p>&#8211; Mas que droga, é só eu chegar aqui e fico meio mal.</p>
<p>&#8211; Talvez seja só aqui que você se permita se sentir assim.</p>
<p>&#8211; Mas lá fora eu faço as minhas coisas.</p>
<p>&#8211; Que bom, mas não confunda &#8220;melhora&#8221; com &#8220;distração&#8221;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Perda é um sentimento difícil de lidar. Ter posse, o sentimento antes da perda, nos faz mais fortes e estrutura nossa vida. Ao perder algo, essa estrutura se desfaz. Entre o momento em que temos forma e o momento em que teremos uma nova forma, reside um vácuo difícil de suportar. Porém, suportá-lo é o que nos faz ir adiante.</p>
<p><span id="more-6794"></span></p>
<p>Porque negamos? Porque dói. Não se trata apenas da dor física, algo que muitas pesquisas já comprovaram, mas também, da dor psíquica. Reorganizar nossa história interna faz com que tenhamos que rever quem somos, o mundo e nossas relações. Nos momentos em que nos sentimos fragilizados é muito difícil fazer isso, paradoxalmente, geralmente é nesses momentos em que isso se faz mais necessário. Por este motivo, negamos. Queremos manter aquilo que era, não desejamos aceitar a necessidade de mudança, a realidade da vida e sua mutabilidade.</p>
<p>Perder algo ou alguém traz certas implicações. A vida está mudando, nós estamos mudando. Nenhuma perda ocorre sem mudanças. Então a perda não significa apenas um elemento sendo retirado, mas a mudança como um todo que esta perda representa. Negamos, pois desejamos que o cenário total se mantenha. É nosso instinto de permanência no grupo que torna este desejo mais forte. Este desejo, aliado à imaturidade em crer que é possível que tudo dure para sempre, nos faz dependentes da estrutura e refratários à mudar.</p>
<p>Então, a perda e a dor da perda nos faz perceber nossa fragilidade. A falta de potência para conter o avanço do tempo e da vida, que segue implacável à revelia de nossas vontades. Esta constatação pode retirar a força de quem é mais imaturo (boa parte de nós). Frente à esta impotência, a pessoa se retrai e não quer perder o seu sentimento interno de onipotência em se sentir maior que a vida. Este medo traz a negação à tona. Queremos manter tudo ao nosso jeito, a vida mostra, com seu poder incrível que é ela quem manda. Sentimos medo de seu poder. Tentamos negar este poder.</p>
<p>Logo, a negação da dor da perda é também a negação da mudança, de nossa impotência em frente ao poder de mudança da vida. Entrar em contato com esta impotência, de outro lado é a chave que mais nos dói e a que mais liberta. Não se trata de se tornar fraco, mas de assumir nosso tamanho perante à ordem das coisas vivas. A vida nos tem, nós não temos a vida. Estamos vivos, sentimos a vida e ela nos preenche, mas não nos cabe manipular a vida. Nem as mudanças.</p>
<p>É obvio que não somos completamente impotentes. Conseguimos fazer algumas coisas, temos certo poder de ação. Quando reconhecemos este poder, nos tornamos livres para usá-lo. Assim, somos livres e potentes para fazer o que podemos fazer. E nos submetemos ao restante, aceitando a vida tal como é, sem considerações. Esta aceitação não retira o medo das mudanças, mas nos faz aceitar este medo e reagir com ele. Isso é humano e nos faz crescer de forma saudável. Com isso, podemos ir além e aceitar ao invés de negar, mudar ao invés de estagnar.</p>
<p>Abraço</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<item>
		<title>A ilusão do &#8220;faça mais&#8221;</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/08/09/a-ilusao-do-faca-mais/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Aug 2021 22:00:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Eu estou me sentindo mal, porque eu faço um monte de coisas, mas&#8230; &#8211; &#8220;Não resolve nada&#8221;? &#8211; É, como se fosse isso. &#8211; Especificamente, o que você sente em relação ao que você faz? &#8211; Eu acho legal tudo o que estou fazendo&#8230; mas a sensação é que preciso fazer mais. &#8211; Porque &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/08/09/a-ilusao-do-faca-mais/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">A ilusão do &#8220;faça mais&#8221;</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Eu estou me sentindo mal, porque eu faço um monte de coisas, mas&#8230;</p>
<p>&#8211; &#8220;Não resolve nada&#8221;?</p>
<p>&#8211; É, como se fosse isso.</p>
<p>&#8211; Especificamente, o que você sente em relação ao que você faz?</p>
<p>&#8211; Eu acho legal tudo o que estou fazendo&#8230; mas a sensação é que preciso fazer mais.</p>
<p>&#8211; Porque &#8220;mais&#8221;?</p>
<p>&#8211; Não sei.</p>
<p>&#8211; &#8220;Mais&#8221; é o termo correto ou fazer algo que &#8220;realmente conta&#8221;, definiria melhor.</p>
<p>&#8211; Não tinha parado para pensar nisso até agora&#8230; mas faz sentido.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&#8220;Faça mais e melhor&#8221;, &#8220;carpe diem&#8221;, &#8220;a vida é para ser vivida&#8221;. Todas essas frases referem-se ao mesmo tipo de questão: você tem que fazer mais. Porém até que ponto é realmente necessário fazer mais? Se não fizermos &#8220;mais coisas&#8221; não vamos estar perdendo tempo de vida? Essas perguntas são uma das bases da angústia emocional da sociedade contemporânea.</p>
<p><span id="more-6835"></span></p>
<p>Eu assisti &#8220;A sociedade dos poetas mortos&#8221;. Adorei o filme, tinha 12 anos quando assisti e fui rapidamente assombrado com a ideia do tal &#8220;Carpe Diem&#8221;. Era verdade, eu tinha que aproveitar minha vida, não podia deixar para depois, eu ia &#8220;me tornar comida para vermes logo&#8221;, o que fazer? Como saber que eu estaria vivendo o &#8220;carpe&#8221; de minha vida? Como saber se ela era extraordinária? A resposta à estas inquietações não veio logo, obviamente, apenas anos depois eu poderia repousar com a cabeça mais tranquila e sentir que, com isso, estava &#8220;aproveitando o tempo&#8221;.</p>
<p>Entendi, com isso, que o mais importante é o valor da atividade que você faz. Este valor é o que a torna (ou não) &#8220;extraordinária&#8221;. Uma viagem maravilhosa para o Caribe com muita festa e animação pode ser o que você crê ser incrível, mas para uma pessoa introspectiva, por exemplo, fazer o caminho de Santiago de Compostela pode ser muito mais interessante. Hoje em dia, temos acesso à muitas atividades. Este acesso é um problema, porque associado à uma cultura consumista, cria a impressão de que para &#8220;viver a vida&#8221; temos que fazer tudo isso (ou estaremos jogando a vida fora).</p>
<p>O ponto é que a sensação de vida bem vivida não foi criada hoje. Desde a Grécia já se falava em &#8220;felicidade&#8221;. Assim sendo, esta emoção, assim como a sensação de ter uma vida com sentido, não tem nada a ver com a quantidade de atividades que fazemos (e muito menos se elas são super divertidas ou se foram partilhadas no facebook). Há uma diferença entre fazer &#8220;muitas coisas&#8221; e fazer o que lhe importa. Então recebo muitos clientes que dizem fazer muita coisa e não estarem felizes, e pergunto se eles querem fazer tudo isso. Eles retrucam dizendo que fizeram tudo aquilo, logo a felicidade deveria ter vindo, não é?</p>
<p>Não. Não é. Neste momento faço uma comparação (tosca eu sei): se tenho sede e vou caminhar, mato a minha sede? Não, a resposta é obvia. E se depois eu for ver um filme, comer pipoca, voltar para casa e ir para a academia, ler um livro e ir numa festa? Se eu fizer tudo isso, eu mato minha sede? Não. Porque? Porque a sede precisa de uma única ação: beber líquido. Assim as pessoas vivem suas vidas &#8220;fazendo coisas&#8221;, mas sem olhar para o mais importante: se elas querem fazer isso. Se estas atividades são, de alguma maneira realmente importantes para ela. Se o que você tem feito, realmente mata a sua sede, ou não.</p>
<p>E não adianta tomar por base premissas culturais, ideológicas, do colega, do tio ou da filosofia de vida que você quer usar, ou do artista que você admira. Ou a coisa lhe empresta sentido de vida ou não. Porque? Porque nós é quem damos sentido às &#8220;coisas&#8221;. &#8220;Fazer mais&#8221;é uma ilusão que nos cega para &#8220;o que queremos fazer&#8221; ou &#8220;o que temos que fazer&#8221;. Quando tenho sede, tenho que beber líquidos, água, de preferência. Não adianta outra coisa. Quando nosso vazio urge, algo irá preenchê-lo. Aquele algo e não qualquer algo. Ou ouvimos e buscamos ou deixamos de lado e ficamos &#8220;fazendo coisas&#8221;.</p>
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		<title>Problema &#8220;de verdade&#8221;</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/07/19/problema-de-verdade/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Jul 2021 22:00:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
		<category><![CDATA[Auto-estima]]></category>
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		<category><![CDATA[identidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Eu não sei mais o que faço Akim, esta situação com meus pais me deixa louco. &#8211; Eu sei, eu sei. Mas também sei que você sabe o que fazer. &#8211; Eu sei, mas é tanto problema que não sei sabe? &#8211; Claro, compreendo, você prefere se perder nesses problemas ao invés de encarar &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/07/19/problema-de-verdade/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Problema &#8220;de verdade&#8221;</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Eu não sei mais o que faço Akim, esta situação com meus pais me deixa louco.</p>
<p>&#8211; Eu sei, eu sei. Mas também sei que você sabe o que fazer.</p>
<p>&#8211; Eu sei, mas é tanto problema que não sei sabe?</p>
<p>&#8211; Claro, compreendo, você prefere se perder nesses problemas ao invés de encarar &#8220;o&#8221; problema.</p>
<p>&#8211; Que é?</p>
<p>&#8211; Você sabe qual é. Eu não posso ficar me repetindo, está na hora de você dizer e assumir&#8230; ou não.</p>
<p>&#8211; Eu entendo&#8230; é que&#8230; é difícil para mim.</p>
<p>&#8211; O que é difícil?</p>
<p>&#8211; Se eu faço o que eu penso que devo fazer vou me sentir mal frente aos meus pais.</p>
<p>&#8211; Sim, este é o problema.</p>
<p>&#8211; O que eu quero fazer?</p>
<p>&#8211; Não&#8230;</p>
<p>&#8211; Eu achar que não tenho direito de fazer aquilo que eu quero né?</p>
<p>&#8211; Você sabe&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Muitas pessoas trazem muitos problemas para a terapia. No entanto, nem sempre desejam resolvê-los. Alguns problemas nada mais são do que esconderijos dolorosos nos quais nos escondemos dos verdadeiros problemas.</p>
<p><span id="more-6617"></span></p>
<p>Existem problemas com &#8220;p&#8221; minúsculo e maiúsculo. Na psicologia falamos em causa e sintoma. Algumas coisas são sintomáticas, incidentais. Parecem um problema, mas são apenas consequências de alguma coisa que é, esta sim, o problema. Ao contrário do que parece, este problema com &#8220;p&#8221; maiúsculo, em geral, é conhecido das pessoas. Na verdade, boa parte de nós cria os problemas com &#8220;p&#8221; minúsculo apenas para se afastar do outro, ou seja, muitos de nossos problemas não são, de fato, problemas, mas uma tentativa de solucionar o Problema.</p>
<p>Nesta vertente, temos, por exemplo, medo de encarar nossos medos. Achamos que dizer &#8220;tenho medo&#8221; é algo idiota ou que isso nos torna &#8220;fracos&#8221;. Assim, nos tornamos arrogantes e prepotentes diante de nossos medos. Sentimos a emoção, mas tratamos de escondê-la rapidamente. Não raro, sabemos que temos que fazer isso porque &#8220;ninguém mais fará por nós&#8221;. Esta sensação de desamparo nos faz buscar uma força que nem sempre temos ao custo de negar a emoção do medo.</p>
<p>O &#8220;Problema&#8221; é simples: olhar para o desamparo que sentimos. Os problemas são vários e todos oriundos da resposta que demos ao desamparo: prepotência. Ao ser prepotente minhas relações podem se tornar conturbadas, posso ter problemas em dormir à noite e questões relacionadas ao trabalho onde me dizem que sou um bom profissional, mas não sei me relacionar, o que me deixa muito bravo. Estes são os motivos pelos quais a pessoa busca a terapia.</p>
<p>Mas, no fundo ela sabe que o &#8220;x&#8221; da questão não é esse. Ao mesmo tempo, esconde isso. Nos momentos em que está sozinha em casa ou que alguém lhe diz &#8220;adeus&#8221; o medo vem, rapidamente, à tona, assim como a reação de esquiva à ele. Estes motivos se mantém escondidos dela enquanto ela não quiser vê-los. Ao mesmo tempo é aí que a resposta verdadeira reside. É neste &#8220;Problema&#8221; que se encontram as respostas porque ele é a origem dos outros que são, apenas, incidentais.</p>
<p>Muitas vezes esta dinâmica não é apenas pessoal, é familiar. Algo ainda mais enraizado e ao mesmo tempo, exposto. O problema é que vemos, mas não queremos olhar. Tenho seguido, já faz algum tempo, uma frase de Salvador Minuchin: &#8220;o problema se mostra nos cinco primeiros minutos da sessão&#8221;. É incrível o quanto isso é verdadeiro, basta ouvir, basta ver, sem preconceitos e sem medo aquilo que está diante de nós.</p>
<p>O convite que faço ao leitor é: olhe sem medo para aquilo que você sabe que é o problema. Permita-se ficar no &#8220;não sei&#8221;, para depois ir ao &#8220;talvez seja isso&#8221; e, finalmente: &#8220;é&#8230; é isso mesmo, no fundo, eu já sabia&#8221;. Permita-se esta coragem, pois a força e confiança em si, nascem apenas a partir das atitudes.</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>Mas eu não tenho nenhum grande problema</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/03/22/mas-eu-nao-tenho-nenhum-grande-problema/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Mar 2021 11:00:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas a minha relação com meus pais é boa Akim. &#8211; Imagino, você sempre relata que gosta muito deles. &#8211; Então o que você fica insistindo nisso? &#8211; Porque existe uma questão sua com eles sobre este tema. &#8211; Mas a gente não tem nenhum problema grande Akim! &#8211; Claro que não, problemas não &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/03/22/mas-eu-nao-tenho-nenhum-grande-problema/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Mas eu não tenho nenhum grande problema</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas a minha relação com meus pais é boa Akim.</p>
<p>&#8211; Imagino, você sempre relata que gosta muito deles.</p>
<p>&#8211; Então o que você fica insistindo nisso?</p>
<p>&#8211; Porque existe uma questão sua com eles sobre este tema.</p>
<p>&#8211; Mas a gente não tem nenhum problema grande Akim!</p>
<p>&#8211; Claro que não, problemas não precisam ser grandes, precisam?</p>
<p>Muitas pessoas acreditam que um &#8220;problema&#8221; tem que ser algo grandioso ou que aquilo que as incomoda tem uma origem muito nefasta ou então não estariam em terapia. A questão é que os problemas que temos não precisam assumir formas dramáticas para que atrapalhem a nossa vida e também não precisam atrapalhar nossa vida ao ponto de torná-la insuportável para existirem.</p>
<p><span id="more-7836"></span></p>
<p>O ponto é que muitas vezes, as pessoas que insistem na ideia &#8220;não tenho grandes problemas&#8221;, simplesmente não querem falar sobre nada que está dando errado, ou então já possuem uma ideia pré concebida sobre o porque algum aspecto de sua vida não está dando certo, neste caso, desejam do terapeuta uma confirmação sobre sua hipótese. A compreensão de que os problemas precisam ser grandes é, em vários casos, uma  defesa contra a própria ideia de que talvez elas tenham algum tipo de problema.</p>
<p>Esta caso comum é quando a pessoa possui um ideal de perfeição ou, então, a noção de que ela é muito boa. O contrário também pode ocorrer como quando a pessoa sente muitos problemas e angústias, mas não deseja olhar para isso. Nestas dinâmicas é possível que ela crie uma imagem muita dramática de &#8220;pessoas com problemas&#8221; e, obviamente, não se identifique com elas. Mutias dessas imagens podem chegar até a serem irrealistas, de modo que ela não poderá mesmo se identificar com isso.</p>
<p>Assim sendo, o caso é compreender que os problemas, de fato, não precisam ser &#8220;grandes&#8221;. Na verdade na maior parte das vezes não são. Tratam-se de relações comuns que simplesmente geram efeitos e estes, em algum momento, podem nos atrapalhar. Quando a pessoa deseja ou percebe que seu modo de viver lhe atrapalha, ela deseja a mudança. Há medo em dizer &#8220;tenho um problema&#8221;, pode-se dizer: &#8220;quero uma mudança&#8221;. O ponto é que assumir aquilo que atrapalha é um fator estressante e que causa medo e ansiedade para a pessoa.</p>
<p>Compreender isso, nos ajuda a entender que não adianta insistir em mostrar que a pessoa possui algum problema, mas sim ir mostrando aos poucos aquilo que realmente aparece. Uma mistura entre mostrar e afastar é necessária para a pessoa conseguir superar o medo que ela tem da imagem de &#8220;pessoa problemática&#8221;. Se ela assume que tem algum problema para tratar fará uma análise tão negativa de si mesma que ela não conseguirá suportar. Assim sendo mostramos algo e mostramos o quanto isso é &#8220;normal&#8221;, e que mesmo assim ela pode querer mudar isso.</p>
<p>De certa forma este tipo de demanda também possui questões culturais bem presentes. O preconceito mais comum é em relação à depressão que é entendida como &#8220;frescura&#8221; por muitas pessoas ou &#8220;falta do que fazer&#8221;. Assim, a pessoa, sem perceber, assume para si este preconceito contra dificuldades emocionais e psicológicas e tende a não conseguir enxergar isso em si, tentando desesperadamente fazer com que tudo se torne uma questão de lógica, um problema a ser resolvido com a razão.</p>
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		<title>A falta do que me falta</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/02/26/a-falta-do-que-me-falta/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Feb 2021 11:00:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
		<category><![CDATA[Amor próprio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas e como que eu vou abrir mão disso? &#8211; &#8220;Disso&#8221; o que? &#8211; De ser feliz! &#8211; De que maneira você já teve isso para abrir mão? &#8211; Eu acho que eu nunca tive. &#8211; O que, de fato, lhe traz esta sensação? &#8211; Eu não sei direito&#8230; mas eu sei que tenho &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/02/26/a-falta-do-que-me-falta/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">A falta do que me falta</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas e como que eu vou abrir mão disso?</p>
<p>&#8211; &#8220;Disso&#8221; o que?</p>
<p>&#8211; De ser feliz!</p>
<p>&#8211; De que maneira você já teve isso para abrir mão?</p>
<p>&#8211; Eu acho que eu nunca tive.</p>
<p>&#8211; O que, de fato, lhe traz esta sensação?</p>
<p>&#8211; Eu não sei direito&#8230; mas eu sei que tenho que buscar por isso!</p>
<p>&#8211; E se você abrisse mão, o que poderia ocorrer?</p>
<p>&#8211; Me sinto mergulhando num buraco fundo.</p>
<p>&#8211; E o que encontraria neste buraco?</p>
<p>&#8211; Não sei&#8230; mas a palavra &#8220;verdades&#8221; me veio à mente.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Uma situação comum quando se pensa em neurose é fugir da única coisa que pode nos trazer (alguma) paz e tranquilidade. O que nos motiva a fazer isso? Ocorre que nem sempre é fácil para nós ver o que nos falta e aceitar esse fato, de alguma maneira, pretendemos o contrário: mostrar que somos melhores sem aquilo do que sermos humildes e buscarmos aquilo.</p>
<p><span id="more-7750"></span></p>
<p>Nem sempre é fácil, por exemplo, nos percebermos fracos ou carentes. Pois isso implica que esses sentimentos existem dentro de nós. Queremos ser auto suficientes e &#8220;não depender de ninguém&#8221;. Queremos a onipotência que cria a ilusão de que a partir desse momento não mais sofreríamos. Mas sofremos, um por que não conseguiremos ser onipotentes e, dois, porque se o conseguíssemos, não mais seríamos humanos e, muito provavelmente, isso traria sofrimento.</p>
<p>Aquilo que nos falta, em geral provoca dor, medo, angústia e sofrimento. Por este motivo tendemos a fugir disso ou perceber como algo que não é desejável. O sofrimento que tivemos nos levou à conclusão de que era melhor nos afastar. A ideia é: &#8220;longe dos olhos, longe do coração&#8221;. Porém, o fato é que algumas coisas não podem ser &#8220;construídas&#8221; e ponto final. Existem elementos que fazem falta à psique. A prova disso é que em algum momento doeu, a falta, então é verificável. E se fez falta, é necessário cuidar disso. É óbvio que o que falta para um pode não ser igual para o outro, mas isso não neutraliza o fato da falta.</p>
<p>A falta é, em outras palavras, algo que nos é necessário, por isso &#8220;falta&#8221;. A dor é o reconhecimento da necessidade. Porém, este é o tipo de dor que nos traz o alívio, é a dor que nos faz melhorar nossas vidas. Porque? Porque se de um lado dói, de outro se abre diante de nossos olhos aquilo que realmente precisamos fazer. É muito comum em consultório que meu trabalho seja manter a pessoa &#8220;fiel&#8221; àquilo que lhe falta. Muitas vezes o trabalho do terapeuta é ajudar a pessoa a ficar perto daquilo que lhe falta, para conseguir olhar sempre para o que realmente precisa fazer.</p>
<p>As pessoas, muitas vezes, se focam em sucesso. Acreditam que se &#8220;tiverem sucesso&#8221; serão felizes e preencherão o buraco daquilo que lhes falta. Porém, em terapia, quando confrontadas com a pergunta: &#8220;o que é sucesso?&#8221; apenas uma noção vaga surge: &#8220;é estar bem&#8221;, &#8220;é conseguir o que se quer&#8221; e essas noções mais dificultam do que facilitam a vida, pois a pessoa continua sem saber o que procurar. Ao mesmo tempo, como ela coloca a palavra &#8220;sucesso&#8221; em seu discurso, cria para si a ilusão de que sabe o que procurar.</p>
<p>Apenas é possível saber o que nos falta, quando olhamos para a falta e enfrentamos a dor e o medo que ela pode trazer. A falta nos traz um sentimento de trabalho e de preenchimento, de dificuldade e de satisfação, pois ela evoca, ao mesmo tempo, o esforço necessário para buscarmos aquilo que realmente importa e a satisfação. Não se engane, o que nos organiza de fato na vida, não vem barato, não é fácil e sempre envolve algum tipo de dor e ao mesmo tempo, nos fortalece, nos enaltece e, por fim, nos preenche.</p>
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		<title>Aceitar a resistência</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2020/11/02/aceitar-a-resistencia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Nov 2020 10:00:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Eu não sei se quero olhar isso. &#8211; Tudo bem, não precisa. &#8211; Mas como não? Vim aqui pra isso não? &#8211; Talvez não. Talvez até o momento tenha vindo para ver que não dá para ver isso ainda. &#8211; Ah, mas não deveria ser assim&#8230; me sinto até meio envergonhado de dizer para &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2020/11/02/aceitar-a-resistencia/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Aceitar a resistência</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Eu não sei se quero olhar isso.</p>
<p>&#8211; Tudo bem, não precisa.</p>
<p>&#8211; Mas como não? Vim aqui pra isso não?</p>
<p>&#8211; Talvez não. Talvez até o momento tenha vindo para ver que não dá para ver isso ainda.</p>
<p>&#8211; Ah, mas não deveria ser assim&#8230; me sinto até meio envergonhado de dizer para você que eu não quero ir mais afundo.</p>
<p>&#8211; Entendo. O que eu vejo é que isso é difícil para você. Você quer que eu te force a ir além ou que eu respeite esse limite?</p>
<p>&#8211; (com lágrimas) Eu quero dizer que quero que você respeite, mas não sei se consigo.</p>
<p>&#8211; Vá com calma&#8230; nós resistimos porque temos medo e é normal isso, olhe para o seu medo, veja se consegue respeitar isso em você.</p>
<p>&#8211; Sim.</p>
<p>&#8211; Ótimo&#8230; ficaremos por aqui então.</p>
<p>&#8211; Sim.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A palavra &#8220;resistência&#8221; em terapia possui uma conotação negativa. &#8220;Você está resistindo&#8221; é algo que soa, quase sempre como uma acusação. Porém a resistência, ao contrário do que se popularizou não é um julgamento pejorativo e muito menos algo que você precisa &#8220;a todo custo&#8221; quebrar.<span id="more-7401"></span></p>
<p>Ocorre, também, que nunca resistimos &#8220;por acaso&#8221;. A resistência surge como um grande e implacável &#8220;não&#8221; em nossa mente. O desejo veemente de negar aquilo que está sendo dito por alguém ou percebido por nós mesmos. Ocorre com a interpretação que o analista faz ou com o sentimento que sentimos em nosso dia a dia. Dizemos &#8220;não&#8221; para a experiência, um não proibitivo que nos nega acesso a qualquer coisa que possa advir dessa experiência.</p>
<p>É por este motivo que a resistência se tornou um sinônimo de acusação ou uma classificação negativa da pessoa que está neste processo: &#8220;porque eu iria querer resistir contra a minha própria evolução? Não, eu não estou fazendo isso&#8221;. Mas não é contra a evolução que resistimos, é contra a dor que vem com ela. Nenhuma verdade surge de graça, mas por vezes o preço é doloroso demais. Resistimos. A consequência que a verdade traz não é sempre fácil de ser digerida e o conhecimento, sem preparação pode ser tão danoso quanto a mentira.</p>
<p>Então resistimos. Resistimos para não mergulhar de cabeça, pois não vemos o fundo da piscina, será ela funda o suficiente? Aceitar a resistência, no entanto, é aceitar que encontramos algo no meio do caminho. &#8220;Achamos a pedra&#8221;, então podemo dizer não para ela. E isso não é errado, não há nada de ruim nisso. Pelo contrário: faz parte. E então vem a pergunta: &#8220;porque não? Porque é importante negar esta experiência?&#8221; Essa é a atitude de respeito. Ao dizer sim para a resistência já estamos dizendo sim para a nossa evolução, é ela quem nos faz resistir.</p>
<p>Resistimos ao chamado da aventura, como diria Joseph Campbell. Zeus, na mitologia disse não quando Gaia lhe disse que deveria destronar seu pai Cronos: &#8220;sou fraco&#8221;, o futuro senhor do Olimpo disse. E então ela pode se fortalecer. Resistir não é andar para trás, como muitos pensam, é andar para frente. Enquanto digo &#8220;não&#8221; para algo, estou olhando para este algo. A força vem quando aceitamos nosso medo dela e de suas consequências, quando percebemos que ainda não somos fortes e podemos lidar com isso. O exército de Zeus surgiu por causa de sua fraqueza e não de sua força.</p>
<p>Assim sendo a aceitação da resistência é um fator fundamental para qualquer processe de terapia. Muitos terapeutas dizem acertadamente: vamos para a terapia para resistir. De certa forma, sabemos o que precisamos fazer, mas não é fácil, somos fracos, medrosos e nem sempre conseguimos sozinhos. Por isso vamos e resistimos. Dizer não à algo que pode nos levar a cura é importante para compreender o motivo pelo qual fizemos esta escolha anos atrás. Compreender este motivo nos ajuda a escolher novamente e esse é o caminho daquilo que cura.</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>Ruminando, ruminando, ruminando&#8230;</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2020/10/12/ruminando-ruminando-ruminando/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 12 Oct 2020 11:00:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
		<category><![CDATA[Desejo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas eu fiquei muito tempo pensando nisso. &#8211; E a que conclusão chegou? &#8211; Pois então, não tenho como chegar numa conclusão. &#8211; O que te impede? &#8211; É que depende do ponto de vista vou para um lugar ou para o outro. &#8211; E lá encontra mais temas para pensar, certo? &#8211; Sim, &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2020/10/12/ruminando-ruminando-ruminando/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Ruminando, ruminando, ruminando&#8230;</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas eu fiquei muito tempo pensando nisso.</p>
<p>&#8211; E a que conclusão chegou?</p>
<p>&#8211; Pois então, não tenho como chegar numa conclusão.</p>
<p>&#8211; O que te impede?</p>
<p>&#8211; É que depende do ponto de vista vou para um lugar ou para o outro.</p>
<p>&#8211; E lá encontra mais temas para pensar, certo?</p>
<p>&#8211; Sim, algo assim.</p>
<p>&#8211; E sente que isso nunca terá fim não é?</p>
<p>&#8211; É.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A atividade mental costuma nos pregar peças. É muito fácil confundir estados mentais e pensarmos estar fazendo uma atividade quando, na verdade, estamos fazendo outra (ou não estamos fazendo absolutamente nada). A questão da ruminação, por exemplo, se opõe ao raciocínio como diferenciar um do outro?</p>
<p><span id="more-7345"></span></p>
<p>Quando se pensa de forma lógica, busca-se um fim. A atividade lógica possui a direção em torno da solução ou conclusão de um determinado problema. Quando estamos raciocinando, a tendência é buscar um fim que nos leva diretamente para a ação. O ato de raciocinar nos prepara para agir. O raciocínio leva em consideração a realidade e os limites colocados por ela. Não é tarefa do raciocínio lógico supor o que não pode ser suposto, pensar naquilo que não pode ocorrer ou ainda desejar que o cenário atual seja diferente do que é.</p>
<p>O ato de ruminar é diferente. Como é um &#8220;ato mental&#8221; assim como o raciocinar e envolve o uso de pensamento, ele se mostra semelhante ao raciocínio. Porém a grande diferença é que ele não visa um fim. O ato de raciocinar busca um fim, ou solução ao problema, o ato de ruminar, não. Trata-se, apenas de um exercício que nunca termina e busca sempre uma nova hipótese para ser &#8220;pensada&#8221;. Ocorre que quando ruminamos, na verdade, estamos nos afastando da ação.</p>
<p>O ato ruminativo, em primeiro lugar, adora gerar vários cenários possíveis. Aqui já se cria uma ruptura com a realidade no sentido de que a pessoa fica pensando sobre inúmeros elementos que nem sequer existem e muitos que nem sequer poderão existir. Outro fenômeno é que na ruminação, em geral, as pessoas terminam por pular de um assunto para outro e sentirem-se, ao final do exercício, perdidas, sem saber onde começaram e onde poderão terminar.</p>
<p>Isso tudo serve para manter a pessoa no lugar, parada, sem agir. A emoção por detrás da ruminação é o medo de tomar ação. Agir em momentos de incerteza leva as pessoas a ruminarem. Parece que estão buscando &#8220;a melhor solução&#8221;, mas na verdade, apenas se afastam do real e da ação. Como falei acima, o raciocínio leva em conta o contexto e aquilo que é possível dentro do contexto. Assim sendo, ele age mesmo diante da insegurança e incerteza, afinal de contas ele não precisa &#8220;da&#8221; melhor solução, mas sim, da melhor solução possível.</p>
<p>A relação direta com a realidade e com a ação é o que separa drasticamente ruminação de raciocínio. A percepção clara de um problema e de uma solução, ou seja, de uma ação que pretende algo em relação ao cenário é que difere a atitude de ruminar da de pensar. Pessoas que ruminam muito, em geral, tem certo medo de seus próprios desejos e intenções, motivo pelo qual ruminam, buscando um universo onde tudo será do jeito que querem, e não há motivo para o medo. Buscar o raciocínio, soluções e ação para os problemas é uma atitude que demanda coragem, um dos antídotos contra a ruminação.</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>A insuficiência da realidade</title>
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		<pubDate>Fri, 07 Aug 2020 09:59:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Eu não consigo ir adiante. É simples assim, tenho muito medo. &#8211; Medo de que? &#8211; De que não dê certo sabe? &#8211; Sei. Bem, vou lhe falar algo: não vai dar certo. &#8211; Porque eu não estou fazendo nada, não é? Eu sei, mas&#8230; &#8211; Não, não é nada disso. Não vai dar &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2020/08/07/a-insuficiencia-da-realidade/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">A insuficiência da realidade</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Eu não consigo ir adiante. É simples assim, tenho muito medo.</p>
<p>&#8211; Medo de que?</p>
<p>&#8211; De que não dê certo sabe?</p>
<p>&#8211; Sei. Bem, vou lhe falar algo: não vai dar certo.</p>
<p>&#8211; Porque eu não estou fazendo nada, não é? Eu sei, mas&#8230;</p>
<p>&#8211; Não, não é nada disso. Não vai dar certo mesmo que você tente.</p>
<p>&#8211; Ué, porque?</p>
<p>&#8211; Porque você não está olhando para o que pode ser feito. Está focado sempre em expectativas cada vez mais elaboradas e mais e mais&#8230;</p>
<p>&#8211; Faz sentido&#8230;</p>
<p>&#8211; Seu medo não é de ir para o real, mas sim, de perder suas fantasias sobre como a vida poderia ser.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Quando usamos nossa imaginação podemos criar os cenários mais fantásticos, as imagens mais belas sobre como tudo vai ser em nossa vida. A ilusão criada, pode servir como fonte de inspiração para buscarmos algo a mais, mas também pode servir para nos isolar da realidade.</p>
<p><span id="more-7215"></span></p>
<p>É um princípio simples de ser entendido, mas muito importante para nossa saúde mental. O real é sempre insuficiente diante de nossa imaginação. Em segundos, é possível criar muitos cenários para tudo o que quisermos. Agora mesmo, posso me imaginar esquinado nos alpes suíços e escrevendo um grande best-seller para, logo depois, ser agraciado com algum prêmio. Também posso pensar em outros cenários que não tem a ver com isso, mas que serão fantasias assim como essas.</p>
<p>Essas fantasias podem sofrer, de nossa parte, uma qualificação como &#8220;realidade&#8221;. Em outras palavras, nos relacionamos com o pensamento tomando-o por verdade. Então, em nossa mente, não é só um pensamento, mas, sim, uma realidade. Os psicólogos cognitivos chamam isso de &#8220;fusão&#8221;. Uma vez que isso ocorre, é muito difícil olhar para o real, pois ele não é tão bom quanto aquilo que pensamos. As imagens que criamos são muito mais interessantes do que aquilo que vemos.</p>
<p>Então as pessoas tendem a se esquivar e fugir da realidade, elas optam pela ilusão que criam em suas mentes e seguem crendo que aquilo vai se concretizar. Elas não agem, não por medo da falha, mas por saberem que ao agirem irão em direção ao real e, para isso, deixarão a ilusão de lado. Na imagem mental, o processo de concretização dos sonhos vai se dar de uma forma, mas no real, não é bem assim. Na verdade a pessoa simplesmente não sabe como será, mas entre enfrentar isso e manter a ilusão, ela opta pela segunda escolha. Assim, não se trata de medo, se trata de opção.</p>
<p>Diz-se, então, &#8220;não&#8221; para o real, pois ele não é &#8220;tão bom quanto&#8221; as fantasias que a pessoa tem. A rigidez a impede de aceitar mudanças &#8211; pequenas ou grandes &#8211; naquilo que projeta em sua mente e, por este motivo ela se esquiva. O medo, novamente, é de ter que abrir mão de suas ilusões. Por este motivo é importante que a pessoa aprenda a &#8220;desfusionar&#8221;, ou seja, aceitar que o plano pode ser muito bonito, mas é apenas um pensamento dentro da mente dela.</p>
<p>Se isso for possível, a pessoa se abre para a percepção de que as fantasias não são tão boas quanto parecem, pois aprisionam. A pessoa dominada pelas fantasias que tem do mundo não se lança ao real, fica presa naquilo que crê ser o &#8220;melhor&#8221; e não se aventura. O real é insuficiente diante da imaginação, pois não é possível concretizar tudo o que se imagina. Por outro lado, a imaginação tem o ônus de não ser algo concreto. Apenas uma experiência na mente. Lembro-me, ao pensar nisso, no filósofo indiano Osho: &#8220;loucura é perder-se dentro da cabeça&#8221;. Embora ninguém precise ter um surto psicótico para chegar nisso, ficar preso em nossas fantasias sobre o mundo é ficar perdido.</p>
<p>Abraço</p>
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