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	<title>Arquivos Sociedade - Akim Neto Psicólogo Clínico</title>
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		<title>Sua opinião não é tão importante</title>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Aug 2016 10:54:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas é a minha opinião, Akim, você tem que respeitar isso. &#8211; Respeito a sua opinião e o seu direito à ter uma opinião, porém isso não significa concordar com ela. &#8211; Mas porque você não concorda? Não é só a sua opinião? &#8211; Não. &#8211; Porque? &#8211; Simples, porque a sua &#8220;opinião&#8221; na &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2016/08/10/sua-opiniao-nao-e-tao-importante/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Sua opinião não é tão importante</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas é a minha opinião, Akim, você tem que respeitar isso.</p>
<p>&#8211; Respeito a sua opinião e o seu direito à ter uma opinião, porém isso não significa concordar com ela.</p>
<p>&#8211; Mas porque você não concorda? Não é só a sua opinião?</p>
<p>&#8211; Não.</p>
<p>&#8211; Porque?</p>
<p>&#8211; Simples, porque a sua &#8220;opinião&#8221; na verdade se mostra falsa na realidade. Você está pensando que o seu problema é falta de motivação, mas quando se sente motivado o que faz?</p>
<p>&#8211; Deixo tudo para outra hora.</p>
<p>&#8211; Pois é, não se trata de &#8220;opinião&#8221;, mas sim daquilo que estou vendo no seu comportamento. Você pode continuar buscando uma motivação, mas seu problema é, simplesmente, começar a fazer e não parar como você sempre faz.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Como já escrevi em um artigo vivemos na &#8220;Era da opinião&#8221;, mas será que nossas opiniões são, de fato, tão importantes, tão acima da crítica quanto pensamos que são? Você já pensou que o direito inalienável que você se dá em ter, do seu jeito, a sua opinião, pode prejudicar ao invés de ajudar você?</p>
<p><span id="more-5710"></span></p>
<p>Dizer que a opinião das pessoas não é tão importante quanto elas acham pode soar estranho e até mesmo violento hoje em dia. Porém, quando eu era pequeno, isso não era nenhum problema, ouvi várias vezes isso de meus pais e professores, embora, na época, eu não tivesse gostado muito disso, alguns anos mais tarde compreendi o porque minha opinião não era tão importante quanto eu achava que era.</p>
<p>No meu caso o problema era falta de experiência em muitas coisas da vida. Eu queria dar opiniões para as quais não tinha maturidade. Ao longo da vida descobri que além da falta de maturidade, a opinião de alguém (muitas vezes a minha) também não era importante pelo fato de estar errada ou baseada em conceitos que não levavam, necessariamente, às conclusões que eu desejava.</p>
<p>O leitor mais atento está percebendo o critério que estou empregando para afirmar que determinadas opiniões não são importantes. Hoje em dia entendemos que as opiniões são importantes pelo fato de elas pertencerem à alguém, uma variação pós moderna da frase de Voltaire: &#8220;posso não concordar com nenhuma das palavras que disser, mas defenderei até a morte o direito que tem de dizê-las&#8221;.</p>
<p>Ocorre que o valor da opinião não pode ser medido apenas pelo fato de estar sendo dito por alguém. Opiniões são formadoras de caráter e condutas de vida, assim sendo, elas possuem uma serventia. Opiniões, portanto, não são questões de gosto e sim questões de lógica e realidade. É diferente dizer &#8220;eu gosto de música clássica&#8221; e dizer que &#8220;música clássica é importante para o desenvolvimento pessoal&#8221;.</p>
<p>O gosto reflete uma atitude sensorial, algo que gera prazer em mim. A opinião não tem nada a ver com isso. Opinião tem a ver com fatos, com a relação entre os fatos e aquilo que consigo apreender desta relação. Assim, embora a opinião seja &#8220;sua&#8221; ela pode estar errada e será melhor para você abrir mão de sua arrogância e acatar outra opinião que seja mais vinculada à realidade.</p>
<p>Este, inclusive, é o problema. Quando disse, acima, que temos uma variação pós moderna da frase de Voltaire, o fiz pelo fato de que Voltaire defendia o direito à expressão, mas não o direito a falta de sustentação daquilo que é dito. Ele era um iluminista e, como tal, buscava a lógica nos discursos, garanto que ele poderia defender seu direito de dizer algo, porém, dependendo do que fosse dito, também defenderia o direito dele em dizer-lhe para se informar melhor sobre o que estava falando.</p>
<p>Porém, na pós modernidade, defendemos o &#8220;direito do consumidor&#8221;, ou seja, se eu fiz a opinião, não importando o quão absurda ela possa ser, tenho o direito de expressá-la e ninguém tem o direito de questionar. Usando o critério de que opiniões são ferramentas para algo e não meios em si mesmas, preciso discordar desse argumento, não apenas existe o direito, mas talvez certo dever em questionar opiniões mal formadas.</p>
<p>Posso ter a opinião de que todas as pessoas são robôs e que eu sou o único ser humano do planeta, dar crédito à esta ideia e tratá-la no mesmo nível de uma opinião como: acho que a educação é fundamental para o desenvolvimento do caráter das pessoas é uma questão de falta de crítica. É óbvio que muitas vezes uma opinião não popular se mostra verdadeira, porém isso não é motivo para acharmos que todas as opiniões merecem o mesmo nível de valor. A opinião de um fanático, por exemplo, é de que toda pessoa que não pertença a sua religião é uma pecadora e deve ser morta, você daria valor à esta opinião?</p>
<p>Assim sendo, não importa se sua opinião é ou não sua, mas sim a base da qual você retira estas ideias e a validade delas na vida prática. Muitos de meus clientes tem vidas miseráveis simplesmente pelo fato de não abandonarem algumas opiniões que se mostram e se mostraram (e provavelmente se mostrarão) inadequadas.</p>
<p>Abraço</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Prazer e liberdade</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2016/06/08/prazer-e-liberdade/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jun 2016 13:07:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas Akim, é muito chato isso. &#8211; Ok, mas o que não é chato para você? &#8211; Como assim? &#8211; Você reclama muito, o que me faz ver que você é uma pessoa crítica, concorda? &#8211; Sim, sou muito. Não gosto de ver as coisas do jeito que são. &#8211; Exato, por outro lado, &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2016/06/08/prazer-e-liberdade/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Prazer e liberdade</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas Akim, é muito chato isso.</p>
<p>&#8211; Ok, mas o que não é chato para você?</p>
<p>&#8211; Como assim?</p>
<p>&#8211; Você reclama muito, o que me faz ver que você é uma pessoa crítica, concorda?</p>
<p>&#8211; Sim, sou muito. Não gosto de ver as coisas do jeito que são.</p>
<p>&#8211; Exato, por outro lado, também não cria nada seu.</p>
<p>&#8211; Ai&#8230; doeu&#8230;</p>
<p>&#8211; Sim, doeu e incomodou não é?</p>
<p>&#8211; É!</p>
<p>&#8211; Se você se permitisse guiar por este incomodo que sentiu agora, o que faria com sua vida?</p>
<p>&#8211; Ah sei lá&#8230; peraí&#8230; eu acho que eu ia bolar um projeto e abrir tipo aquelas startup sabe?</p>
<p>&#8211; Porque não faz isso?</p>
<p>&#8211; (silêncio)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Liberdade e prazer são dois temas extremamente populares em nossa cultura. Verdadeiras metas de vida, tornam-se uma ideologia e terminam por serem avaliadores da vida das pessoas, porém, até que ponto esses dois elementos são realmente compreendidos para serem usados dessa forma?</p>
<p><span id="more-5337"></span></p>
<p>Para a cultura Ocidental padrão a liberdade é confundida com onipotência. Embora eu já tenha falado sobre o tema em outro post, vale a pena lembrar que o mote da liberdade é &#8220;fazer o que eu quero, quando eu quero e do jeito que eu quero&#8221;, ora, isso não é liberdade, isso é onipotência. Podemos ficar apenas com o primeiro: &#8220;fazer o que eu quero&#8221; é onipotência, principalmente quando isso significa fazer tudo que eu quero.</p>
<p>O prazer é tido em nossa sociedade como a expressão máxima daquilo que se pode obter da vida. A sensação de prazer é vendida como algo que necessita estar presente para sabermos que a vida vale à pena. Em resumo, confundimos prazer com sentido de vida. O prazer enquanto sentido de vida é um problema pelo fato de que esta sensação sofre de uma consequência chamada &#8220;habituação&#8221;. A habituação, como o nome diz, nos faz parar de sentir um determinado estímulo como prazeroso por estarmos habituados à ele. É como comer todo dia a mesma comida: paramos de sentir o prazer que ela nos causa.</p>
<p>Assim, quando o prazer e a liberdade como metas de vida são encarados da maneira vista acima, criam-se expectativas que, simplesmente, não poderão ser alcançadas e irão gerar muita frustração. Sentir prazer o tempo todo, com tudo o que fazemos é uma meta irrealista e pobre, existem muitas emoções e sentimentos que podemos sentir ao nos jogarmos em uma tarefa que podem ser muito melhores que o prazer. Outro ponto é que o prazer é sensorial, porém, não necessariamente edificante. Em outras palavras é bom de sentir prazer, mas isso pode não acrescentar nada &#8211; e deixar você viciado na sensação.</p>
<p>A liberdade enquanto onipotência vai na mesma vertente, se você acha que &#8220;tudo pode&#8221;, irá se frustrar muito porque a vida lhe fornecerá muitos exemplos de onde e como você &#8220;não pode&#8221;. Porém a pessoa que tem a expectativa irrealista de &#8220;tudo poder&#8221; sentir-se-a fracassada e pode, até mesmo, deprimir frente à percepção de como a realidade funciona.</p>
<p>Assim, dois aprendizados se tornam fundamentais: aprender a lidar com a frustração (aceite: você não vai &#8220;poder fazer tudo o que quer&#8221;) e conhecer outras formas de satisfação além do prazer. Estes dois aprendizados fazem referência a maneiras mais realistas de encarar aquilo que buscamos quando falamos em liberdade e prazer.</p>
<p>A &#8220;liberdade&#8221; pode ser conceituada como a capacidade de fazer e lidar com escolhas. Assim, não é necessário fazer tudo o que quer para sentir-se livre, mas sim, sentir-se capaz de realizar escolhas com consciência. Epiteto, filósofo romano, nascera escravo e versa sobre a liberdade enquanto uma faculdade mental antes de ser um direito ou status social. Podemos pensar em Nelson Mandela que, mesmo tendo sido preso durante 25 anos, disse que, durante este tempo, estava se preparando para ser presidente.</p>
<p>Já a questão do prazer deve ser redefinida enquanto a capacidade de satisfação que é a sensação responsável pelo prazer. A excitação sensorial ocorre com oscilações de falta e excesso de estímulo. Se temos excesso de um determinado estímulo ficamos sobrecarregados, se temos falta, subdesenvolvidos. Porém o ponto é que é possível satisfazer-se em vários níveis por assim dizer, além do sensorial. Pessoas que realizam tarefas, muitas vezes tem desgaste ao invés de prazer e, mesmo assim, sentem satisfação ao final do processo. A questão é: o que lhe falta? Entrar em contato com a falta é que nos proporciona a sensação de satisfação quando conseguimos suprir a falta.</p>
<p>Assim, deixo dois desafios: (1) como se tornar livre dentro da rotina que você já possui? (2) o que falta em sua vida para alimentar sua alma? Responder estas duas perguntas significa entrar em contato com angústia criativa, uma forma específica desta sensação que é uma definição pessoal de liberdade que não envolve a crença em fazer tudo o que quero, mas sim, viver aquilo que há e não busca ir além do prazer enquanto sensação única de satisfação.</p>
<p>Abraço</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Perfeição</title>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Mar 2016 15:46:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Então&#8230; eu não fiz de novo. &#8211; Porque não? &#8211; Eu não estava&#8230; preparada sabe? &#8211; Não, não sei. &#8211; Eu olhei e fiquei pensando e se eu não conseguisse fazer certinho? &#8211; Faria meio certo e meio errado oras, qual o problema? &#8211; Eu&#8230; não consigo&#8230; &#160; A perfeição. Tão desejada e ao &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2016/03/09/perfeicao/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Perfeição</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Então&#8230; eu não fiz de novo.</p>
<p>&#8211; Porque não?</p>
<p>&#8211; Eu não estava&#8230; preparada sabe?</p>
<p>&#8211; Não, não sei.</p>
<p>&#8211; Eu olhei e fiquei pensando e se eu não conseguisse fazer certinho?</p>
<p>&#8211; Faria meio certo e meio errado oras, qual o problema?</p>
<p>&#8211; Eu&#8230; não consigo&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A perfeição. Tão desejada e ao mesmo tempo tão perversa. O desejo de ser e agir de maneira &#8220;perfeita&#8221; tem colocado muitos de nós em evidência e muitos, muitos, muitos outros em prisões emocionais que não permitem liberdade. Afinal, pra que perfeição?</p>
<p><span id="more-5172"></span></p>
<p>A perfeição tem assumido muitas maneiras de ser buscada na modernidade. Aquela que é mais comum se refere à uma pessoa que deseja muito ter determinadas qualidades e características. A pessoa é precisa, &#8220;dura&#8221;, e sempre está discursando sobre o quão importante é aquilo que ela busca, muitas vezes é admirada por suas virtudes e fica evidente que ela gosta de ser admirada por aquilo.</p>
<p>Em outras pessoas esse desejo pela perfeição é mais &#8220;quieto&#8221;. São aquelas pessoas que nem sequer pensamos que desejam a perfeição, mas estão, à sua maneira buscando um status preferencial ao demonstrarem um tipo estereotipado de comportamento.</p>
<p>Talvez você leitor tenha pensado em pessoas &#8220;boazinhas&#8221; demais, intelectuais demais ou trabalhadoras demais. Essas buscam a perfeição e se tornam até enfadonhas. Talvez não lhe ocorra que uma pessoa como um roqueiro ou, até mesmo, um vândalo também possam estar buscando a perfeição. Não, não me refiro à perfeição técnica em voz ou guitarra, mas sim à perfeição moral mesmo.</p>
<p>Como assim?</p>
<p>A perfeição tem a ver com características que a pessoa julga de alguma maneira &#8220;boas&#8221; e &#8220;virtuosas&#8221;. O que determina estes elementos é a moral que a pessoa segue. Assim desde um ideal cristão até um ideal &#8220;punk&#8221; possuem suas virtudes consideradas boas e ruins. A busca pela perfeição, no entanto, engessa ambos os lados.</p>
<p>O engessamento que a busca pelo perfeito traz não se refere à busca de um ideal, mas sim à falha na percepção de que todo ideal possui falhas, todo ideal é limitado e não consegue captar toda a complexidade do mundo. Assim sendo quem busca por um ideal se fecha dentro de um limite. Até aí, normal segundo o existencialismo, porém uma pessoa que não está comprometida em &#8220;ser perfeita&#8221; consegue reconhecer quando o ideal falha e não perde muito de seu tempo tentado justificar isso, apenas reage.</p>
<p>A reação significa abarcar uma parcela de mundo, de experiências que o ideal que ela tem não envolve, não resolve ou então que se torna moroso na percepção e resolução. Falando em termos mais &#8220;fáceis&#8221;: é quando a pessoa, por exemplo, descobre que sexualidade é algo bom e que pode ser muito saudável, mas não consegue abandonar um ideal de que o sexo é sujo e pecaminoso. O outro lado da moeda é quando a pessoa começa a amar alguém e o desejo de viver uma vida com raízes esbarra na sua cultura de &#8220;seja do mundo e não seja de ninguém&#8221;.</p>
<p>Estes dois exemplos mostram que os ideais vão até um certo limite. Depois disso eles perdem sua força, ou então, aquilo que o nosso ideal prega como &#8220;ruim&#8221; é justamente onde vamos &#8220;amarrar a nossa égua&#8221; (carma, destino?). É nesse momento que aquela pessoa comprometida com a &#8220;perfeição&#8221; solapa: ela sabe que deve abandonar o ideal para ser feliz, mas não consegue, não está disposta a pagar o preço pela sua liberdade. E se a perfeição não lhe faz livre para ser livre&#8230; pra que ser perfeito?</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>Ideal e real</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2015/12/25/ideal-e-real/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Dec 2015 12:12:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas porque ele não faz isso? &#8211; Porque ele não quer! &#8211; Mas meu!! Não dá para acreditar, é a melhor coisa para fazer! &#8211; Eu até concordo com você, mas mesmo assim é a escolha dele. &#8211; Ele é muito burro. Muito rígido nas opiniões dele. &#8211; Sei. &#8211; Sabe, não consegue enxergar &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2015/12/25/ideal-e-real/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Ideal e real</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas porque ele não faz isso?<br />
&#8211; Porque ele não quer!<br />
&#8211; Mas meu!! Não dá para acreditar, é a melhor coisa para fazer!<br />
&#8211; Eu até concordo com você, mas mesmo assim é a escolha dele.<br />
&#8211; Ele é muito burro. Muito rígido nas opiniões dele.<br />
&#8211; Sei.<br />
&#8211; Sabe, não consegue enxergar que se ele visse o que eu vejo, seria bem melhor.<br />
Não, este não é a reclamação de um pai sobre seu filho, mas sim de uma namorada sobre seu namorado. Como podemos, de fato, saber o que é melhor para alguém?</p>
<p><span id="more-4923"></span></p>
<p>Honestamente, enquanto psicólogo, eu não sei responder esta pergunta. Na verdade, não sei se é possível sabermos o que vai ser ou não melhor. O motivo que me faz compreender isso é que nunca sabemos o que o futuro trará. O que temos, na melhor das hipóteses, são nossas experiências e nossas teorias sobre a vida, nossos &#8220;ideais&#8221;. Percebo que todos hoje estão cheio de ideais, repletos de uma sabedoria sobre como o mundo deveria ser, mesmo quando nunca fizeram nada no mundo.</p>
<p>Uma imagem que me chamou atenção foi a de pessoas normais passando por uma logo do facebook e se tornando juízes. Percebi como uma readaptação do filme &#8220;The Wall&#8221; onde as crianças entravam numa máquina da escola e saiam todas com a mesma cara. Esta percepção de que &#8220;eu tenho direito à opinião&#8221; e a onipotência desta opinião que é a ideologia cultural atual se combinam para desembocar numa gigantesca rede de juízes que sabem o que é melhor para o mundo.</p>
<p>É interessante pensar que o jovem urbano, cosmopolita, que acredito no aborto, feminismo e é ateu percebe que sabe o que é melhor para os outros (e para o mundo) da mesma maneira que o terrorista jihadista, machista e bairrista. O que tem acontecido? Guerra. E ao contrário do que pensamos não é a intolerância que tem causado as guerras, mas sim a tolerância.</p>
<p>Como assim? Bem, pelo menos aquilo que chamamos de tolerância. A verdade é que somos intolerantes disfarçados de tolerantes. O professor<a href="https://www.youtube.com/watch?v=tMwYxv9xf4M"> Leandro Karnal</a> numa fala revela a sociedade atual como mais fechada do que a dos anos 50. Embora ele esteja falando sobre religião, a base que sustenta a avaliação dele também permeia o mundo das relações sociais.</p>
<p>Como hoje em dia a opinião não é um direito, mas sim um dever, todos temos que ter opiniões. Porém uma opinião só é interessante se for verdadeira. Então temos uma sociedade de pessoas que precisam que suas opiniões sejam verdades, existe, também, uma &#8220;estética da opinião&#8221;, ou seja, determinadas palavras, frases e sequências de frases assumem imediatamente o valor de uma opinião válida ou não válida, independente do conteúdo.</p>
<p>No mundo das relações que é o que eu vivo no consultório o que eu vejo é esta estética da opinião sendo elevada e pessoas julgando o mundo e os outros com base nas suas opiniões. Embora isso tenha existido sempre a diferença é que hoje o número de pessoas e a capacidade que elas tem de influenciar outras com suas opiniões é muito maior e mais forte. Em outras palavras o que quero dizer é que há um fortalecimento da imaturidade quando vivemos mais no mundo das ideias de &#8220;como o mundo deve ser&#8221; e menos na realidade de &#8220;como ele é&#8221;.</p>
<p>Isso não significa que não devemos ter ideais e lutar por eles, mas sim que o fato de o mundo não estar de acordo com uma estética criada no mundo das ideias não quero dizer que o mesmo esteja errado. Por incrível que pareça o que tenho presenciado é o emprego de táticas intolerantes no discurso da tolerância, o emprego de uma estrutura ditatorial em prol da liberdade de expressão. Pelo fato de que a expressão precisa ser expressa (com o perdão da cacofonia) de uma determinada forma senão não será considerada expressão.</p>
<p>Nesses tempos líquidos modernos é interessante pensar que uma outra característica do líquido é que ele se mistura com outros líquidos e que a cor pode nos dar a impressão de um sabor diferente do que o líquido realmente tem. Então, para encerrar fica a pergunta, simples e forte: como você vive, no seu dia a dia, a diferença que acha que faz para mundo? Ou fica só no discurso?</p>
<p>Abraço</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Nojo</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2015/11/27/nojo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Nov 2015 09:35:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Akim, me deu nojo dele! Nojo! &#8211; Sim, eu imagino! &#8211; Como que ele pode dizer algo assim pra mim? &#8211; Também não sei&#8230; ele foi&#8230; nem rude dá para dizer&#8230; &#8211; Eu jamais esperava isso dele. Não consigo mais nem pensar nele sabe? E não é raiva&#8230; é esse nojo mesmo! &#8211; Claro. &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2015/11/27/nojo/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Nojo</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Akim, me deu nojo dele! Nojo!</p>
<p>&#8211; Sim, eu imagino!</p>
<p>&#8211; Como que ele pode dizer algo assim pra mim?</p>
<p>&#8211; Também não sei&#8230; ele foi&#8230; nem rude dá para dizer&#8230;</p>
<p>&#8211; Eu jamais esperava isso dele. Não consigo mais nem pensar nele sabe? E não é raiva&#8230; é esse nojo mesmo!</p>
<p>&#8211; Claro. É tão chocante que chega a ser tóxico e esse tipo de coisa a gente tem que botar pra fora.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Você sabia que o nojo é uma emoção? Ela é uma das emoções mais antigas e mais desconhecidas. Sua funcionalidade, no entanto, sobreviveu ao longo da evolução e tem se adaptado, servindo de base para emoções sociais e morais como o desprezo e a intolerância.</p>
<p><span id="more-4592"></span></p>
<p>O nojo é uma das emoções mais antigas porque ela tem função primordial na evolução: afastar o ser de uma possível morte ao ingerir algo tóxico. Ao vincular determinados cheiros, gostos e texturas à possíveis alimentos ou cheiros tóxicos, o nojo e sua reação rápida de aversão permitiram que o ser humano sobrevivesse ao longo dos anos.</p>
<p>O nojo além de manter sua função primordial de nos afastar de substâncias tóxicas, parece estar evoluindo em conjunto com elementos morais e sociais. O desprezo, a intolerância e o próprio comportamento de racismo envolvem elementos do nojo. A questão evolutiva faz com que a base do nojo, que é determinar que algo é tóxico e não se aproximar, ou no caso de aproximação cuspir rapidamente, faça referência à comportamentos, pessoas, estilos de vida e até mesmo determinados sentimentos.</p>
<p>O cerne é compreender o que é o &#8220;tóxico&#8221;, ou seja, aquilo que nos fará passar mal ou até mesmo morrer no caso de sua &#8220;ingestão&#8221;. Muitas pessoas sentem o desdém, conhecido também como &#8220;nojo social&#8221; porém não conseguem falar sobre ele preferindo guardar esta emoção para si. Isso pode ser algo tóxico também, afinal de contas você &#8220;engole&#8221; a emoção que deveria ser expressa.</p>
<p>Não, não estou dizendo que você deve tratar mal as pessoas ou expulsá-las de perto de você pelo fato de sentir o desdém, mas sim que é importante verificar o que, de fato desperta esta emoção em você. O nojo, de fato, verifica-se ao provar ou analisando a estrutura do alimento em ver que ele não é tóxico ou, no caso de ser, realmente não comê-lo. Como verificar isso no caso humano?</p>
<p>Em primeiro lugar é importante compreender o que a pessoa está chamando de &#8220;tóxico&#8221;. Muitas vezes o tóxico se refere à uma falta de maturidade da pessoa que sente o nojo. Outras vezes isso pode significar um comportamento que ela realmente se incomoda e com o qual não precisa lidar. A questão da maturidade precisa ser trabalhada para que a pessoa possa aprender a lidar com o comportamento de terceiros.</p>
<p>Diferenciar o ser do seu comportamento é outro fator importante. Quando não gostamos de um determinado comportamento, em geral, associamos o comportamento à pessoa que o exibe. Assim passamos a não gostar da pessoa e não daquilo que ela faz. Porém ao separarmos isso, podemos aprender a lidar com a pessoa e com o comportamento dela. Em geral as pessoas sentem nojo de algum comportamento ou característica da pessoa e não dela &#8220;per se&#8221;.</p>
<p>Passamos então a compreender porque a pessoa sente nojo de determinada característica ou comportamento. Aqui é o momento de ver quais as associações feitas. Como o desdém é uma emoção moral, é normal que as associações tenham este tipo de perspectiva. É importante buscar dentro disso o que é um valor para a pessoa e que pode estar sendo violado e o que sã percepção preconceituosas e/ou imaturas da parte dela.</p>
<p>Por fim trabalha-se com a revisão dos valores e adequação dos mesmos aos comportamentos. Como no caso do nojo real, o nojo social só é vencido quando confrontamos aquilo que achamos que é tóxico com um teste de realidade, ou seja, &#8220;provando&#8221;. Até hoje nenhum cliente meu morreu depois de ingerir uma boa dose de humanidade.</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>Intolerância</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2015/11/13/intolerancia-2/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Nov 2015 09:54:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
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					<description><![CDATA[<p> Este é o medo de todos na sociedade de consumo, diga-se de passagem: a saída derradeira e completa da prateleira de compra, mas não somos produtos, somos gente.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>(ELE) &#8211; Você não está me ouvindo!</p>
<p>(ELA)- Eu estou, você é que não está!</p>
<p>T &#8211; Ninguém está ouvindo ninguém. O que será que impede vocês de se ouvirem?</p>
<p>(ELE) &#8211; Eu não consigo aceitar a falta de respeito dela!</p>
<p>(ELA) &#8211; Eu&#8230;</p>
<p>T &#8211; Calma&#8230; agora deixe eu, pelo menos, ouvir. De que maneira ela te desrespeita?</p>
<p>(ELE) &#8211; Ela não atende meus pedidos, nunca quer sair só comigo, é sempre um amigo ou amiga!</p>
<p>T &#8211; Ok&#8230; Você se sente como nisso tudo?</p>
<p>(ELE) &#8211; Me sinto como se não valesse nada para ela.</p>
<p>T &#8211; E você gostaria de sentir-se como?</p>
<p>(ELE) &#8211; Como se ela gostasse de mim&#8230; se eu fosse importante!</p>
<p>T &#8211; Acredito que ela deseje algo muito próximo disso, estou errado?</p>
<p>(ELA) &#8211; Não, nem um pouco&#8230;</p>
<p>T &#8211; Mas também imagino que ele não saiba como fazer você sentir-se assim.</p>
<p>(ELA) &#8211; Sim.</p>
<p>T &#8211; Ok. Ambos tem desejos parecidos. Podemos brigar aqui e determinar culpados ou começar a criar as maneiras para ambos sentirem-se bem na relação, o que acham?</p>
<p>Vivemos em tempos difíceis. Vejo que, ultimamente, temos tido poucas pessoas de opinião no nosso país, mas muitas pessoas de polêmica. Divididos em lados antagônicos não conseguimos ter a base de uma discussão: concordar com o tema que está sendo discutido. Lançar polêmicas é algo bom num determinado momento, porém num segundo ela não é mais necessária, é hora de estruturar um pensamento e organizar o rumo de uma ação. Porém, isso me parece impossível quando a intolerância é a emoção que impulsiona as ações. A intolerância parece sondar todas as camadas da sociedade em todos os âmbitos possíveis. O que podermos fazer em relação à isso?</p>
<p>Vou partir de um pressuposto super simplista, brega e bobo, porém, um pressuposto que eu imagino que possa nos ajudar: quando as pessoas estão discutindo e brigando muito é por dois motivos: o primeiro porque não se escutam e o segundo porque ambas querem a mesma coisa (ou algo muito próximo), porém possuem critérios diferentes em relação ao como esta coisa é criada ou percebível. Piegas não? Talvez.</p>
<p>O fato é que quando dois lados estão tensos, este é o pior cenário possível para qualquer discussão (é só pensar numa DR com o conjugue). Assim, quando há tensão o que ambos os lados procuram é assegurar logo as suas necessidades. Aí começam as brigas e é aí que digo que ambos querem as mesmas coisas. Canso de ver, no consultório, casais brigando um dizendo para o outro: &#8220;me respeite&#8221;. Duas coisas são óbvias: os dois não se ouviram e os dois não sabem como fazer para dar e receber respeito um do outro.</p>
<p>Aí que precisamos inicialmente ouvir. Ouvir o que cada lado precisa dizer, os anseios e necessidades de cada um precisam estar claros à mesa. Além disso é importante &#8211; talvez mais importante ainda &#8211; compreender como a pessoa deseja que aquilo seja atendido. Ou seja: uma coisa é dizer que quer &#8220;respeito&#8221;, outra coisa é informar que &#8220;respeito&#8221; significa ouvir as reclamações que a pessoa tem do trabalho, não rir dos desejos dela e nem dos livros que gosta de ler. A segunda parte é o &#8220;como&#8221; ficaremos sabendo que o tal respeito foi atingido. A maior parte das pessoas, quando pergunto isso, não sabem como dizer ou então, tem critérios que são tão infantis que quando elas dizem o que querem e como querem terminam por se envergonhar.</p>
<p>Outro ponto é o seguinte: assegurar de que se deseja uma convivência. Temos um mundo que, cada vez mais, cria facções. Como isso tudo deve conviver? Ou entramos em acordos ou entramos em guerra &#8211; infelizmente creio que temos ido mais em direção ao segundo que ao primeiro. O verdadeiro ouvir só ocorre quando realmente desejamos ter uma relação. Quando não se deseja isso o ouvir é de péssima qualidade porque traz ironia e desvalorização daquilo que é dito. Nestes termos não existem acordos.</p>
<p>A raiz da intolerância é a percepção da diferença como algo que pode me causar dano ou que deve me causar nojo. Nos tornamos intolerantes, aprendemos a ser intolerantes com algo ou alguém. O problema é que intolerância gera repulsa e nojo, desejo de higienizar e de afastar. Quanto mais a intolerância em todas as suas manifestações ocorrer, mais as relações irão se deteriorar porque o medo de ser &#8220;higienizado&#8221; irá prevalecer. Este é o medo de todos na sociedade de consumo, diga-se de passagem: a saída derradeira e completa da prateleira de compra, mas não somos produtos, somos gente.</p>
<p>Abraço</p>
<p>Visite nosso site: www.akimpsicologo.com.br</p>
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		<title>A era das opiniões</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2015/09/11/a-era-das-opinioes/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Sep 2015 17:12:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
		<category><![CDATA[Habilidades interpessoais]]></category>
		<category><![CDATA[identidade]]></category>
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		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Vida]]></category>
		<category><![CDATA[Vida em sociedade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O que uma simples opinião emitida no facebook pode ter a ver com a a crise dos refugiados? A intolerância. Neste artigo, pretendo expressar algumas percepções à respeito de como estamos usando o potencial para darmos opiniões sobre tudo numa ameaça à própria liberdade de expressar. INTRODUÇÃO Nicolas Cage morreu. De novo. O ator morreu &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2015/09/11/a-era-das-opinioes/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">A era das opiniões</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O que uma simples opinião emitida no facebook pode ter a ver com a a crise dos refugiados? A intolerância. Neste artigo, pretendo expressar algumas percepções à respeito de como estamos usando o potencial para darmos opiniões sobre tudo numa ameaça à própria liberdade de expressar.</p>
<p><span id="more-1533"></span></p>
<p>INTRODUÇÃO</p>
<p>Nicolas Cage morreu. De novo. O ator morreu aproximadamente cinco vezes entre 2012 e 2013 segundo o site &#8220;Cineclick&#8221; ¹. Assim como ele, Brad Pitt e Adam Sudler também já foram para o caixão. A morte de celebridades é um exemplos de &#8220;hoax&#8221; muito comum. As notícias falsas são tão comuns na internet hoje que sites como o &#8220;notícia falsa&#8221; (http://noticiafalsa.com/) servem para criar e espalhar estas notícias nas redes sociais.</p>
<p>As notícias falsas possuem o que se chama em marketing de &#8220;efeito viral&#8221;, ou seja, ela se espalha rapidamente, como um vírus pelas redes sociais alcançando um número grande de pessoas em pouco tempo. Em seu livro &#8220;A Bíblia do Marketing Digital&#8221;², Cláudio Torres diz sobre o marketing viral:</p>
<p>&#8220;A premissa é que a mensagem alcança um usuário &#8220;suscetível&#8221; que é &#8220;infectado&#8221; por ela, no sentido de que aceita a mensagem e sua ideia, e compartilhará então a mensagem com outras pessoas de sua rede &#8220;infectando-as&#8221;, ou seja, fazendo com que aceitem a mensagem. Desde que cada usuário &#8220;infectado&#8221; passe a mensagem para mais de uma pessoa, o número de usuários &#8220;infectados&#8221; crescerá exponencialmente&#8221; (TORRES, pg 190; 2009).</p>
<p>Ao aceitar a notícia a pessoa dá validade à ela. No ano de 2004 criou-se o conceito de &#8220;usuário alfa&#8221; que seria uma pessoa que &#8220;deve ser infectada&#8221; para que a campanha flua com mais força e velocidade. Estes usuários são, em geral, formadores de opinião, pessoas influentes num grupo que emprestam àquilo que colocam em suas redes confiabilidade. Uma vez que a notícia, informação ou serviço apareça em sua rede as pessoas tendem a dar valor para aquela informação e assumi-la, assim como o usuário alfa como verdadeira e importante.</p>
<p>Quando uma notícia falsa possui a força de um viral o que temos é que uma informação completamente falsa invade as redes sociais e se lança com força sobre várias pessoas. O site da &#8220;Folha de São Paulo&#8221;³ mostra um caso que nos dá uma dimensão do poder da notícia falsa e do efeito viral quando mostra que o site americano de notícias falsas Onion News Network divulgou que Justin Bieber seria um pedófilo de 51 anos disfarçado e que esta notícia &#8211; advinda de um site de notícias fantasiosas &#8211; foi divulgada por uma rede de televisão em Hong Kong. Assim como este disparate outros aparecem na reportagem.</p>
<p>Mais de uma rede de notícias já teve que se desculpar publicamente por ter &#8220;errado&#8221; ao apresentar uma notícia falsa. O que preocupa é que estas redes são tidas como &#8220;usuários alfa&#8221;, ou seja, quando se coloca uma notícia num telejornal ou numa grande rede de notícias como a CNN, por exemplo, a mesma recebe muita credibilidade. A questão é que mesmo uma rede poderosa como esta pode sucumbir ao poder de um simples hoax e, com ela, milhares, milhões de pessoas poderão assumir como verdadeira uma notícia completamente fantasiosa e &#8211; na maior parte das vezes &#8211; totalmente humorística.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>PORQUE O HOAX FUNCIONA?</p>
<p>O hoax e o efeito viral de sucesso possuem estrutura. Ele deve fazer a pessoa &#8220;sentir&#8221; algo em relação ao que está sendo apresentado, ou seja, é algo criado com o intuito de mexer com a emoção da pessoa, não com a razão dela. A notícia da morte de uma celebridade, por exemplo, não está falando da pessoa, mas sim do impacto da &#8220;morte&#8221; e do status da celebridade. A notícia da morte de um &#8220;João ninguém&#8221; não chama atenção das pessoas.</p>
<p>Outra característica é ser algo inesperado. O inesperado também é algo que atinge o emocional por chocar a pessoa. Assim no caso que estamos vendo, a morte não apenas é um tema que move nossa emoção como saber da morte de alguém importante é algo inesperado, algo impactante e que clama a atenção.</p>
<p>A notícia relacionar-se diretamente com o cotidiano das pessoas também é um elemento importante. As pessoas, hoje, dão muita importância ao seu cotidiano, uma das marcas da pós modernidade⁴ que busca tornar o dia a dia num show, num espetáculo e as notícias falsas podem, muito bem, contribuir para isto. Se for algo muito distante do cotidiano das pessoas não irá chamar atenção por ser algo inatingível.</p>
<p>Além disso os virais precisam ser compartilháveis nas redes sociais e ter espaço para comentários, ou seja, é importante que as pessoas comentem sobre o que estão lendo para dar suas opiniões, expressar o que sentem e deixar mensagens para que outros amigos vejam a matéria e compartilhem-na. A ideia que circunda estes dois itens é de que é importante criar uma comunidade em torno da informação que foi disponibilizada, a partir disso a mensagem cria mais força e credibilidade: ler algo que duas pessoas curtiram sem nenhum comentário ou ler algo com mais de dez mil compartilhamentos e milhares de comentários?</p>
<p>Para tornar este efeito ainda mais poderoso temos o já citado &#8220;usuário alfa&#8221; que irá dar credibilidade à informação: ler uma matéria curtida por um João-ninguém ou por uma importante celebridade? Porém, nem sempre a pessoa que curte e espalha a informação é uma pessoa que conhece sobre a informação. Uma celebridade pode não entender absolutamente nada sobre um ramo da ciência e mesmo assim se ela publicar isso em sua página as pessoas irão checar a notícia. Isso, na verdade, apenas torna o efeito viral ainda mais &#8220;perigoso&#8221;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>CÉREBRO E SOCIEDADE</p>
<p>Daniel Goleman em seu best seller &#8220;Inteligência Emocional&#8221;⁵ de 1995 falava sobre uma descoberta que nos ajuda a compreender o efeito do hoax e dos virais. Os trabalhos de LeDoux mostram que &#8220;Anatomicamente, o sistema emocional pode agir independente do neocórtex&#8221; (GOLEMAN, pg 32; 1995). Em outras palavras o que ele quer dizer é podemos ter um conjunto completo de ações apenas com base em emoções, sem levar em consideração o que nossa razão pensa sobre isso.</p>
<p>Embora isso pareça óbvio ao senso comum é importante refletir sobre  que isso realmente quer dizer. Ocorre que a informação que captamos do ambiente percorre dois caminhos no cérebro: um deles indo do tálamo para o córtex e daí para a amígdala e o outro saindo direto do tálamo para a amígdala.</p>
<p>O primeiro, o caminho longo, faz com que todas as informações captadas sejam processadas pelo cérebro criando uma imagem mais adequada daquilo à que estamos reagindo. O nível de detalhamento é maior e o cérebro já teve tempo de processar estratégias para lidar com a situação.</p>
<p>O segundo caminho, o caminho curto, leva as informações sem muito processamento diretamente para a amígdala gerando estados emocionais os quais resultam na tomada de comportamentos. Este é um caminho mais rápido e menos preciso.</p>
<p>A diferença entre um e outro é como quando estamos chegando em casa e ligamos a luz, olhamos rapidamente para o chão e vemos uma aranha, logo damos um salto e pisamos em cima dela. Assim que tiramos o sapato de cima dela vemos que ela era, na verdade, um tufo de pelos &#8220;parecido&#8221; com uma aranha. Este &#8220;parecido&#8221; = &#8220;aranha&#8221; é que é o efeito do caminho curto. Ele toma um conjunto inicial de informações como uma informação já processada e reage à isto. A segunda via &#8211; o caminho longo &#8211; processa a informação e é quando você percebe que a &#8220;aranha&#8221; não é uma aranha antes de pisar nela.</p>
<p>O efeito viral como vimos acima, pretende inicialmente dois elementos: o choque (ser algo inesperado) e mexer com as emoções das pessoas. Ele quer trabalhar com a via curta, pretende um comportamento rápido e impensado, quase que automático para que possa ter o seu efeito. Quando as pessoas compartilham um viral elas não estão refletindo sobre o que estão compartilhando, estão reagindo à emoção que o viral causa. O mesmo vale para os comentários que elas colocam rapidamente nas redes sociais sobre aquilo que estão vendo.</p>
<p>A resposta emocional tende à ser rápida e instintiva, pouco planejada e efetuada com a menor quantidade possível de elementos para se ter uma resposta, por esta  razão é que reagimos aos pelos como se fosse uma aranha: o cérebro ainda está computando as informações e o sistema límbico &#8220;pensa&#8221;: &#8220;pode ser uma aranha, pule para longe&#8221; e nós reagimos à isso. Assim sendo ela é menos elaborada e, em geral, reativa, ou seja, ela é uma reação aquilo que se pensa ser a informação e não o que a informação que está chegando ao cérebro realmente é.</p>
<p>Em termos humanos conhecemos aquelas pessoas que geralmente respondem sem pensar muito e muitas vezes se arrependem do que falam e dizem &#8220;falei sem pensar&#8221;. Isso não está muito longe da verdade visto que quando a reação perfaz este caminho ela não foi pensada, foi apenas instintiva. Os efeitos nocivos são óbvios quando tratamos de uma situação na qual o envolvimento do ato de pensar se faz positivo como numa discussão de um casal ou numa negociação.</p>
<p>O viral busca a via que nos faz reagir ao invés de refletir. Ele quer ações rápidas e emocionais que não se tratem de reflexões sobre o tema, mas sim ações sobre o tema. Dá-se à isso o nome de &#8220;escolha&#8221;, porém nem sempre estamos fazendo uma escolha ao termos uma atitude. A escolha exige um processo reflexivo para ser chamada de escolha e quando reagimos por impulso as informações necessárias para a reflexão nem sequer foram computadas pelo cérebro o que torna a escolha menos provável. Desta maneira o que o viral busca é uma ação impensada, um impulso.</p>
<p>Esta busca faz parte de um cenário maior também. O impulso como resposta &#8220;desejada&#8221; não faz parte apenas do compartilhar informações na rede, ele está inserido, também, na compra de produtos e serviços concretos desde um iogurte da prateleira de um hipermercado até uma massagem num spa ou uma viagem. Na verdade ele é o aprimoramento de um modo de viver, de uma &#8220;ética&#8221; que se vive neste momento em nossa sociedade.</p>
<p>&#8220;Faça sua escolha&#8221;. Este é o mote do &#8220;ocidental-padrão&#8221; atual. Ter o poder de escolher nos define, não ter tal poder nos oprime. A ideia da escolha está sustentada em outra ideia: a da identidade. O sujeito que escolhe, que pensa, que se emociona é o alvo da sociedade ocidental. Tudo aquilo que se faz é pensando neste sujeito e em suas necessidades (ou supostas necessidades). Uma necessidade fundamental ao sujeito é a de &#8220;ser&#8221;, de encontrar um meio de se &#8220;auto expressar&#8221; e aí vem a necessidade da escolha, pois o ato de ser se torna possível quando escolhemos. Ou pelo menos este é o discurso empregado e usado hoje em nossa sociedade.</p>
<p>Este sujeito encontra-se num universo social e econômico. Se ele precisa escolher para ser, então é necessário que este universo busque organizar-se em prol destas &#8220;necessidades&#8221;. Sendo assim o número de escolhas que começam a se tornar disponíveis ao &#8220;ser&#8221; &#8220;humano&#8221; começam a aumentar. Junto com o aumento da quantidade de escolhas vem o aumento da necessidade de saber fazer estas escolhas. Para escolher de fato a pessoa precisa refletir e, para isso, precisa de dados, de informações para tomar decisões. Porém o número de informações para realizar todas as escolhas que são colocadas à nossa frente hoje é tão grande e muda tão rapidamente que se torna praticamente impossível que uma pessoa consiga, de fato, digerir tudo aquilo que precisaria digerir para fazer escolhas &#8220;reais&#8221;.</p>
<p>Se a rota da reflexão não é mais adequada para fazer escolhas, uma outra rota se torna disponível: a rota do impulso. O impulso é mais interessante por requerer menos tempo, menos energia e ter muito menos compromisso com a escolha realizada. No que se chama de era &#8220;Líquido moderna&#8221;⁶, segundo a nomenclatura de Zygmunt Bauman, a falta de compromisso é uma marca registrada que se relaciona com a incrível mutabilidade das estruturas sociais e econômicas. Quanto mais e mais rapidamente o mundo muda menos a ideia de compromisso e lealdade se faz valorizar. Assim o impulso serve como uma maneira de &#8220;garantir&#8221; a possibilidade de &#8220;exercer&#8221; a  &#8220;escolha&#8221; e de diminuir a sensação de insegurança em relação às escolhas feitas. A ideia de que &#8220;depois eu posso mudar de escolha&#8221; é tão importante hoje quanto a ideia de fazer a escolha.</p>
<p>Isso diminui o compromisso não apenas com o que é escolhido, mas também com as premissas que se utilizam ao escolher. A ética pessoal entendida como um conjunto de regras e crenças que norteiam a vida da pessoa é a principal vítima deste novo arranjo⁷. A ética sofre por &#8220;não ser mais útil&#8221;, ter um conjunto de valores com os quais organizar a sua vida é algo &#8220;non sense&#8221; num universo que muda tanto e exige sempre novas regras. O que fica oculto neste discurso, porém, é a pergunta: a quem este universo está servindo? Para este autor não parece que seja à humanidade da nossa sociedade.</p>
<p>A ética humana perde lugar para a ética de mercado. Isso significa dizer que passamos a incorporar ideias, comportamentos e uma estrutura que são do universo corporativo dentro das relações humanas⁸. Estas regras não são assumidas por acaso, no entanto, elas fazem parte de toda uma construção que tem como principal fator o sujeito e a ideia de que ser um sujeito é algo relacionado com as escolhas feitas por ele. Para manter-se sujeito as escolhas devem ser rápidas, calculadas e modificáveis. Como &#8220;ser um sujeito&#8221; é algo que está além do universo corporativo, começa-se a levar estas mesmas regras para todos os outros ambientes. No ambiente corporativo a regra é clara: aquilo que vende se mantém, o que não vende vai para o lixo, quando aplicamos isso às relações humanas, qual a emoção que incorpora este cenário todo? O medo do descarte.</p>
<p>Porém para nos entendermos &#8220;descartáveis&#8221;, é necessário, antes, um processo ainda mais dolorido: o de nos tornarmos um objeto, uma mercadoria. Tornar o humano em  &#8220;mercadoria humana&#8221;⁹ é o processo que a modernidade líquida tem criado como uma tentativa de resposta ao enigma do &#8220;quem sou&#8221; que é a questão do sujeito e da auto expressão. A questão é que a auto expressão recebeu o mesmo valor de um produto. É como se para respondermos: &#8220;como sei quem sou?&#8221; ou ainda &#8220;como sei que estou sendo eu mesmo&#8221; a resposta fosse: &#8220;de acordo com quantas pessoas &#8220;compram&#8221; a sua auto imagem&#8221;. Ou seja, me valido pela admiração que causo nos outros. Traduzindo em termos de redes sociais é como se eu sou aquilo que os outros curtem, comentam e compartilham de mim. O restante &#8220;não é válido&#8221;.</p>
<p>As escolhas feitas &#8220;para si&#8221; assumem o valor de escolhas feitas para o consumo e deleite do outro que vai &#8220;comprar&#8221; estas escolhas também para si. Este processo de validação obviamente gera o seu oposto e aquilo que não é &#8220;curtido&#8221; torna-se lixo, lixo humano. O que não possui lugar nas prateleiras torna-se lixo humano e este é o medo do descarte de que se falava acima.</p>
<p>Então, temos que, atualmente, tudo é um produto &#8211; e se ainda não é trata-se de algo que está fora do jogo, no limbo o que é ainda pior. As regras que se aplicam à venda de um produto como um televisor aplicam-se também às relações humanas. O efeito viral de que falávamos acima se aplica à uma notícia da mesma maneira que se aplica à um namoro. O que sugere que o tipo de resposta impulsiva que se tem ao compartilhar um viral é um tipo de resposta muito parecida com aquela que se tem ao iniciar uma relação.</p>
<p>Todo este raciocínio serve para ilustrar dois pontos: o primeiro de que o o &#8220;eu&#8221; assim como o &#8220;outro&#8221; na modernidade líquida são iguais à produtos. O segundo é que as escolhas que são feitas neste cenário tem muito mais a ver com impulsos do que com reflexões. Quanto mais a sociedade organiza a sua rotina e os seus elementos em torno da noção de produtos, mais o raciocínio do impulso se multiplica e mais tudo se torna um produto à ser escolhido e quanto mais escolhas menos reflexão e mais impulsos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>UMA VIA MAIS LONGA</p>
<p>Voltando ao hoax, alguns sites dedicam-se exclusivamente à descobrir as notícias falsas e anunciá-las como falsas, é o caso do site: Boatos!org (http://www.boatos.org/) que traz várias informações úteis sobre crimes, mortes, cultura e saúde por exemplo. O site americano &#8220;Hoax Busters&#8221; (www.hoaxbusters.org) vem com o seguinte mote &#8220;Where skeptics come for answers&#8221; (Onde os céticos procuram respostas).</p>
<p>O funcionamento destes sites é buscar por notícias que pareçam suspeitas e buscar a verdade sobre elas publicando este conteúdo. É um trabalho que exige muita pesquisa e atenção para conseguir perceber os detalhes de uma notícia falsa assim como para buscar a verdade sobre ela, rastrear quem originou a notícia falsa e deixar esta informação acessível. É um trabalho não para o cético eu diria, mas para o cérebro. É necessário pensar, perceber e refletir.</p>
<p>Este tipo de iniciativa é aquela que se refere à &#8220;via longa&#8221; do processamento da informação. Uma pela qual a informação chega ao córtex e é devidamente identificada e classificada. Exige algo além da pergunta: comprar ou descartar? É algo que sai do senso comum do consumidor e faz a pessoa elaborar perguntas, rever dados, refletir, pensar, sentir e decidir. A ideia não é contrapor emoção e razão porque a via mais longa também se relaciona com o emocional, mas existe uma complementação das ações.</p>
<p>O desafio de uma via mais longa é que ela exige compromisso, reflexão e também a noção de que nem tudo é um produto. Ela faz com que a pessoa se retire da ideia de consumo, de mercado e isso é perigoso hoje em dia. O perigo, óbvio, é o de não ser vendável. Mesmo que a pessoa não perceba isso como importante a ordem social que sustenta esta noção faz com que isso seja fundamental para a manutenção da vida, para ganhar dinheiro e ter um emprego, por exemplo.</p>
<p>A ideia da via longa é que ela nos mostra que não precisamos ser um refém de nossas reações emocionais. Mesmo que elas possam ocorrer sem a interferência do córtex é possível, através da integração destes sistemas, um equilíbrio entre um impulso e uma reflexão mais ponderada.</p>
<p>Gosto de dizer que quando aquilo que se fala é embasado, estamos nos &#8220;posicionando&#8221; à respeito de algo enquanto que, quando a nossa fala é mais baseada na nossa experiência direta ou em &#8220;achismos&#8221;, estamos omitindo uma  &#8220;opinião&#8221;, daí o nome deste artigo.</p>
<p>Em blogs e sites hoje em dia logo acima da caixa em que aparece o espaço para deixar os comentários lê-se o mote líquido moderno &#8220;seja o primeiro a comentar&#8221;. É interessante, pois rapidez e qualidade, como estamos vendo não são exatamente parceiros quando o assunto é uma reflexão sobre um tema ou uma escolha a ser tomada. A via longa não quer ser a primeira, mas sim a mais eficaz, a mais estruturada.</p>
<p>Como seria se ao invés de &#8220;seja o primeiro a comentar&#8221; a chamada fosse &#8220;descreva e embase o seu posicionamento&#8221;? Creio que o número de comentários seria infinitamente menor, porém, em termos de qualidade, creio que teríamos um grande aumento. Não defendo que tudo aquilo que dizemos deve ser embasado em um estudo minucioso sobre o assunto, acredito que a vida se tornaria terrivelmente chata se assim fosse, porém em determinados assuntos creio ser o &#8220;mínimo necessário&#8221;.</p>
<p>O problema é quando a resposta impulsiva torna-se um padrão de resposta para a sociedade. Tudo aquilo que vai para blogs, sites ou redes sociais, seja na forma de um compartilhamento, curtida ou comentário vira informação. Esta alimenta uma imensa rede de marketing que usa este conteúdo para gerar novas campanhas, novos produtos e direciona o crescimento do mercado e do que este irá consumir. O que é vivido virtualmente não é apenas vivido lá, não se trata de uma simples conversa de bar após a qual as opiniões de cada um ficam com cada um, é um processo social no qual as opiniões lá registradas poderão se tornar o direcionamento de uma campanha de marketing, o fator que decidirá a próxima capa da veja ou, como vimos nos EUA anos atrás, o presidente do país mais poderoso do mundo. Talvez você nunca tenha pensado nisso, mas tudo o que você posta não é visto só por seus amigos, como também por todas as agências de marketing.</p>
<p>Agora, juntemos isso com a ideia de que o conteúdo que mais causa repercussão tanto em curtidas quanto em compartilhamentos e opiniões são os virais, projetados para mexer com o aspecto emocional, com a via curta e produzir reações impulsivas. Logo temos que, na verdade, aquilo que alimenta o marketing que nos trará novos produtos e serviços assim como organizará o rumo da nossa economia são, na verdade, impulsos do sistema límbico ao invés de reflexões mais maduras do córtex. Pense que um voto que irá decidir o sistema de saúde de um país poderá ser influenciado por um momento no qual alguém ficou irritado na internet com um determinado conteúdo e despejou, ali, a sua raiva. Que esta mesma pessoa se arrependeu depois do que escreveu &#8211; porque pensou melhor à respeito &#8211; mas pensou: &#8220;ah, não importa tanto assim, deixa lá mesmo&#8221;. Como já disse, o presidente Barack Obama foi eleito se utilizando muito das redes sociais. Se um presidente foi eleito, porque não uma lei?</p>
<p>Agora o ponto que considero ainda mais importante. Como estas informações são absorvidas pelo mercado elas assumem um valor diferenciado. Independente de onde elas vieram, a partir do momento em que irão tornar-se produtos elas precisam ser vendáveis, elas precisam garantir para aquelas empresas que compraram &#8211; e acreditaram nelas &#8211; o lucro. Assim sendo não apenas aquelas opiniões impulsivas se tornaram produtos como também irão se tornar a nova propaganda, reforçando ainda mais a resposta impulsiva. E ainda mais: como ela irá gerar vendas e lucros ela se tornará &#8220;verdadeira&#8221;, pois &#8211; como já dito acima &#8211; na sociedade de consumo o que &#8220;valida&#8221; qualquer coisa é a possibilidade disto ser vendido. Então, aquele impulso, do qual a pessoa até se envergonha mais tarde, torna-se um produto e assim é vendido e quando é vendido a mesma pessoa que sentiu vergonha do que disse pensa: &#8220;olhe só, no fundo eu estava pensando certo&#8221;. E quando além disso o poder econômico se envolve com este produto significando status e poder temos um cenário no qual os impulsos não são apenas estratégias para vender mais, mas se tornam o &#8220;status quo&#8221; &#8211; se é que podemos chamar isso de status quo &#8211; de uma sociedade de consumidores.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>ERA DA INTOLERÂNCIA</p>
<p>Se este raciocínio é válido temos que cada vez mais temos uma &#8220;era da opinião&#8221;, ou seja, uma era em que aquilo que é impulsivo e rápido é valorizado em detrimento daquilo que é refletido e pensado. Voltando ao cérebro é importante lembrar que a via curta não é uma via que muito reflete, sendo uma via de reações mais instintivas, ou seja, defensivas. Este é um ponto fundamental. A reação impulsiva tende a ser defensiva ou agressiva por um motivo óbvio: ela é do nível emocional e instintivo, ela não é projetada para envolver questões éticas e morais, mas sim para garantir a sobrevivência do animal: &#8220;matar o tudo de fios que parece uma aranha&#8221;.</p>
<p>Assim sendo quando estas reações são contrariadas o que se contraria é este instinto e ele não gosta de ser contrariado. Ao ser contrariado ele reage. Quando este instinto se torna um padrão social a questão é mais profunda, pois os instintos compartilhados são validados, tido como certos, fortalecidos com um poder econômico e então a atitude de reação contra aqueles que &#8220;falam contra&#8221; é ainda mais violenta.</p>
<p>Tenho &#8211; agora falo da minha experiência pessoal &#8211; visto na internet tímidos ensaios falando sobre um momento no qual se está entrando num tipo novo de intolerância. Aquela que é patrocinada pelo poder econômico. Ou seja, não se trata de uma intolerância apenas religiosa ou cultural, mas sim uma criada por um sistema de propaganda, comerciais e economia; seria o consumismo criando sistemas de intolerância.</p>
<p>Porém a vantagem do consumismo sobre todos os outros sistemas é que a regra na qual ele se baseia lhe permite um número sem fim de sistemas antagônicos brigando contra si. Em outras palavras, para o consumismo o importante é que esses sistemas criem demandas de consumo, se assim o fizerem eles sustentam o sistema-maior e então não há problemas. Quanto mais jornais, revistas, encontros e dinheiro sendo gasto para qualquer fim estiverem disponíveis, melhor para o consumismo a ideologia em si não é importante, o consumo dela sim.</p>
<p>Por esta razão vejo com um certo temor que quanto mais os impulsos são valorizados pelo sistema que tentei descrever acima, mais estamos nutrindo intolerâncias visto que o sistema impulsivo é, por sua natureza, reacionário e defensivo. A era das opiniões gera a era da intolerância quando os impulsos ao invés de serem tratados como impulsos e valorizados nos contextos em que devem ser valorizados são usados como matéria-prima para nutrir um sistema econômico, social e cultural e a reflexão deixa de ter o seu valor por ser &#8220;lenta&#8221; &#8220;demais&#8221; e deve abrir mão de um lugar importante na construção social para dar lugar à estes impulsos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>SOBRE O AUTOR</p>
<p>Quando criamos um texto estamos, obviamente, falando de nós mesmos também. Resolvi escrever este artigo quando a notícia falsa de que Saturno estaria mais próximo da Terra foi celebrada por muitas pessoas como se fosse algo possível. Particularmente quando li isso senti medo porque pensei imediatamente: &#8220;Saturno!? O que diabos está ocorrendo para que Saturno venha próximo da Terra?&#8221; Então pensei em seguida: não pode ser verdade isso! Pesquisei e rapidamente descobri a mentira.</p>
<p>O tema já estava em minha mente a algum tempo e depois deste dia  resolvi colocá-lo no papel. Isto se deu em fevereiro de 2014 e o texto está sendo terminado apenas em setembro. Durante este tempo eu pude refletir, ler alguns livros de marketing, mudar de ideia uma centena de vezes sobre como escrever o texto até chegar neste formato.</p>
<p>Porque estou falando sobre isso? Para deixar claro que é possível integrar os sistemas límbico e cortical. Eu, por exemplo, escrevo este texto com um receio no peito. Como uma pessoa de muito pensar fico sempre um tanto assustado com atitudes e opiniões que vejo as pessoas dando por aí. Não pelo fato de eu discordar, mas pelo fato de elas não perceberem que se tratam de opiniões irrefletidas sobre o mundo e, muitas vezes, elas próprias.</p>
<p>Neste artigo, por exemplo, um dos pontos que deixo claro &#8211; embora não explore muito por não ser o objetivo fundamental do artigo &#8211; é que não creio que precisamos refletir o tempo todo, existe um lugar importante para a emoção e para a reação instintiva. Porém não creio, também, que elas devam assumir o lugar como percebo &#8211; e aqui é minha opinião, minha experiência baseada no dia a dia e nos 10 anos de clínica &#8211; que estão assumindo.</p>
<p>Gostaria de fechar este artigo dizendo que me preocupo muito com e noção da Era da Intolerância, porque na minha visão, ela está ocorrendo. Acredito que educação emocional e intelectual unidas podem gerar um saber maior sobre a pessoa e prepará-la para uma educação social mais profunda. Tenho visto que a ótica de aprendermos a nos relacionar com os outros tem sido cada vez mais ampliada e discutida pelo fato de que estamos realmente precisando disso. O individualismo e o excesso de foco no &#8220;eu&#8221; que ergueram o modo de viver Ocidental precisam ser revistos para que tenhamos um futuro mais harmonioso.</p>
<p>Enquanto psicólogo tento sempre trabalhar com este enfoque: auto conhecimento para podermos viver as relações de uma forma mais rica. Este artigo é uma maneira profissional e pessoal de mostrar o quanto me preocupo com isso &#8211; esta é a minha parte emocional &#8211; e procurei através de uma leitura simples de alguns conhecimentos da área de psicologia, neurologia, marketing e sociologia fazer uma costura entre o meu sistema límbico e o meu córtex. Espero que você leitor, se aguentou até aqui, tenha gostado, se intrigado, concordado ou discordado, mas que a sua mente e o seu coração possam ter sido atingidos de alguma maneira pelo texto e que, você possa compartilhar comigo aquilo que pode refletir sobre o que leu e pensou. Assim começamos a construir diálogos e pontes.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Referências:</p>
<ol>
<li>http://www.cineclick.com.br/galerias/falsas-mortes-de-celebridades/3</li>
<li>TORRES, Claudio. <em>A Bíblia do Marketing Digital. </em>São Paulo: Novatec, 2009.</li>
<li>http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/861996-sucesso-na-web-sites-de-noticias-falsas-viram-programas-de-tv.shtml</li>
<li>Santos, Jair Ferreira. O que é pós moderno?</li>
<li>Goleman, Daniel. Inteligência emocional</li>
<li>Bauman, Zygmunt. Vida Líquida</li>
<li>Bauman, Zygmunt. Globalização</li>
<li>Bauman, Zygmunt. Amor líquido</li>
<li>Bauman, Zygmunt. Vida para consumo</li>
</ol>
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			</item>
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		<title>Escolher e viver</title>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Apr 2015 11:27:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Emoções]]></category>
		<category><![CDATA[Escolhas]]></category>
		<category><![CDATA[Insatisfação]]></category>
		<category><![CDATA[Medo]]></category>
		<category><![CDATA[Mudança]]></category>
		<category><![CDATA[Psicoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[Satisfação]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[Vida]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estou chateado Porque? Porque eu comecei no meu trabalho novo e não é aquilo que eu esperava. Ah&#8230; bem vindo ao mundo real. Como assim? Oras, você esperava um &#8220;trabalho perfeito&#8221; onde isso significa que todas as suas exigências seriam atendidas. É&#8230; algo assim&#8230; Trabalho não foi feito para isso, foi feito para dar satisfação! &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2015/04/06/escolher-e-viver/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Escolher e viver</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.akimpsicologo.com.br/blog/wp-content/uploads/2015/01/ikea2_jpg_pagespeed_ce_fpz3c4lvjj.jpg"><img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-2858" src="http://www.akimpsicologo.com.br/blog/wp-content/uploads/2015/01/ikea2_jpg_pagespeed_ce_fpz3c4lvjj.jpg" alt="ikea2_jpg_pagespeed_ce_fpZ3C4LVjJ" width="426" height="225" /></a></p>
<ul>
<li>Estou chateado</p>
</li>
<li>
<p>Porque?</p>
</li>
<li>
<p>Porque eu comecei no meu trabalho novo e não é aquilo que eu esperava.</p>
</li>
<li>
<p>Ah&#8230; bem vindo ao mundo real.</p>
</li>
<li>
<p>Como assim?</p>
</li>
<li>
<p>Oras, você esperava um &#8220;trabalho perfeito&#8221; onde isso significa que todas as suas exigências seriam atendidas.</p>
</li>
<li>
<p>É&#8230; algo assim&#8230;</p>
</li>
<li>
<p>Trabalho não foi feito para isso, foi feito para dar satisfação!</p>
</li>
<li>
<p>Então!!</p>
</li>
<li>
<p>Só que a satisfação é resultado de um trabalho e de todas as dificuldades que o mesmo traz.</p>
</li>
<li>
<p>Hum&#8230;</p>
</li>
<li>
<p>Assim, sem lidar com elas, a satisfação será difícil mesmo!</p>
</li>
<li>
<p>Entendo&#8230;</p>
</li>
<li>
<p>Vamos aprender a lidar com esta frustração e com as dificuldades que você descobriu no seu trabalho?</p>
</li>
<li>
<p>Vamos!</p>
</li>
</ul>
<p>Hoje é marcante a quantidade de escolhas que temos que fazer. Este tema é abordado por vários pensadores como Bauman e Branden e uma das reflexões que podemos ter a respeito deste tema é: até que ponto a escolha é o que mais importa?</p>
<p>Quando criança havia uma frase na minha mochila escolar que dizia &#8220;faz o bem e faze-o bem&#8221;. Demorei à entender que esta frase falava sobre algo muito mais importante do que a escolha em si: a maneira de viver a escolha. Porque aprendi isso desta frase?</p>
<p>Porque ao contrário daquilo que a propaganda contemporânea vende não podemos fazer a nossa vida do jeito que queremos. Melhor dizendo: nem sempre, tudo aquilo que planejamos saí da maneira exata que queríamos. Não creio ter que me delongar para explicar isso, todos os leitores já devem ter vivido isso em algum momento de suas vidas. Algumas vezes consegue-se aquilo que quer outras não. E é neste ponto que a frase da minha mochila vem à calhar.</p>
<p>Fazer algo e fazer bem este algo são coisas diferentes. Escolher algo e viver bem esta escolha são coisas diferentes. Posso escolher me casar e ao mesmo tempo passar o resto da vida olhando para a vida de solteiro das pessoas e invejando-as. Não é uma boa forma de viver um casamento. Assim, a escolha torna-se secundária frente à nossa maneira de vivê-la. Por outro lado, é possível eu entrar &#8220;numa fria&#8221; e, dependendo da maneira que vivo aquilo tirar boas lições ou até mesmo aproveitar verdadeiramente.</p>
<p>Creio que refletir sobre isso é fundamental porque tenho visto muitas pessoas reclamando nos consultórios sobre suas escolhas não porque fizeram as &#8220;erradas&#8221;, mas porque perceberam &#8211; mesmo que estejam ainda brigando com isso &#8211; que a escolha trouxe coisas inesperadas para elas, mas ao invés de aprenderem, elas brigam com isso. Gosto daquele ditado que diz &#8220;quando a gente pensa que tem a resposta, a vida vem e muda a pergunta&#8221;, assim se o problema é &#8220;o que eu quero&#8221; depois a vida pode te perguntar &#8220;você quer isso mesmo que tenha que passar por este outro problema aqui?&#8221; ou então &#8220;e se isso exigir mudanças pessoais de você, você ainda vai querer?&#8221; ou ainda &#8220;percebeu, agora, que não é tão fácil quanto você pensou?&#8221;</p>
<p>Estas perguntas frustram e a nossa sociedade é &#8220;anti-frustração&#8221;, preparamos um discurso no qual você tem que estar sempre bem e sempre preparado. Óbvio mencionar que isso é impossível, então que tal aprender a ser humano e a lidar com as coisas humanas, tais como a frustração? Também óbvio aprender a lidar com o sucesso, afinal de contas quando não se sabe viver bem uma escolha podemos não viver bem, também a sua consequência mesmo ela sendo positiva. Daí aquelas pessoas que conquistam e não sabem celebrar.</p>
<p>E você? Faz bem aquilo que faz? Aprendeu a gostar do que faz e não apenas a correr atrás &#8220;daquilo que gosta&#8221;?</p>
<p>Abraço</p>
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