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	<title>Arquivos Trabalho - Akim Neto Psicólogo Clínico</title>
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		<title>A imagem profissional da criança</title>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Feb 2021 11:00:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Eu não acho que é possível! &#8211; O que torna impossível trabalhar e ter lazer? &#8211; Não sei&#8230; parecem duas ideias opostas na minha cabeça. &#8211; Você consegue imaginar pessoas felizes com sua vida profissional? Que ao mesmo tempo que trabalham também tem lazer? &#8211; Sim, tenho colegas no trabalho que são assim, na &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/02/01/a-imagem-profissional-da-crianca/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">A imagem profissional da criança</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Eu não acho que é possível!</p>
<p>&#8211; O que torna impossível trabalhar e ter lazer?</p>
<p>&#8211; Não sei&#8230; parecem duas ideias opostas na minha cabeça.</p>
<p>&#8211; Você consegue imaginar pessoas felizes com sua vida profissional? Que ao mesmo tempo que trabalham também tem lazer?</p>
<p>&#8211; Sim, tenho colegas no trabalho que são assim, na mesa do lado da minha!</p>
<p>&#8211; Então você sabe que é possível, mas não consegue ver isso para você, certo?</p>
<p>&#8211; Sim.</p>
<p>&#8211; De que maneira você faz para pensar o seu trabalho?</p>
<p>&#8211; Ah&#8230; eu acho que tenho que me matar de trabalhar entende?</p>
<p>&#8211; Sim, talvez como sua mãe lhe disse que tinha que ser?</p>
<p>&#8211; É&#8230; e ela fazia isso mesmo&#8230;</p>
<p>&#8211; E quantos anos você tinha quando começou a ouvir isso?</p>
<p>&#8211; Uns seis ou sete.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Muitos adultos odeiam trabalhar. Porém, o correto seria dizer que muitas crianças que ainda vivem nos adultos odeiam trabalhar. Formamos nossas impressões acerca do trabalho e da vida profissional muito cedo, vendo nossos pais trabalharem. E essas impressões são, via de regra, imaturas, pois são criadas com os olhos da criança. Apreender essa percepção infantil e transpô-la para vida adulta é importante!</p>
<p><span id="more-7554"></span></p>
<p>Temos uma rixa cultural com o trabalho. Desde a noção bíblica de que o trabalho é fruto de uma punição até as correntes ideológicas que pregam o trabalho como relações de opressão, temos um terreno fértil para odiar o fato de trabalhar. Em conjunto com isso, temos outro fator relevante que trata de nossa formação psíquica. Desde pequenos somos expostos ao trabalho, mas de maneira indireta, ou seja, vemos apenas uma parte dele. As crianças veem seus pais saindo para o trabalho e quando retornam para casa, a noção de ausência é, muitas vezes o registro que elas tem do trabalho.</p>
<p>Outro registro é sobre a frustração, no caso de quando desejam brincar com os pais ou que um deles fiquem mais em casa e os pais respondem: &#8220;não posso, tenho que ir trabalhar&#8221;. Essas impressões estruturam a mente da criança a respeito do trabalho. Em boa parte dos casos, porém, esta percepção não muda. Permanece, para sempre a noção da criança de que trabalho é frustração e perdas. Vários clientes com quem trabalhei odiavam trabalhar, sem nem mesmo compreender o porque. Em quase todos os casos, entendemos que a criança era quem falava sobre o ato de trabalhar.</p>
<p>Amadurecer esta noção é ir além do que a criança aprendeu sobre o trabalho. Desmistificar para si mesmo o eterno desejo de apenas brincar e relaxar, como fatores que, embora prazerosos, não são em si estruturantes. O trabalho serve à uma função, ele não é &#8220;por si&#8221;, mas sim, &#8220;para algo&#8221;. Esta &#8220;finalidade&#8221; do trabalho é com que os adulto se encontram. E vou além: não restrinjo a ideia de bonificação, mas sim, a ideia do produto final do trabalho de fato. Em outras palavras, a finalidade não é o salário, mas o que o trabalho gera em sua decorrência direta.</p>
<p>Posso dizer que a percepção do ato de trabalhar enquanto oposição ao lazer é imatura. Isso porque tornar-se adulto envolve o desejo em tomar conta de si e o trabalho faz parte disso. Note que coloquei o desejo e não a obrigação. Tornar-se adulto é assumir uma atitude psicológica de autonomia, nesse sentido, o trabalho e as atividades relacionadas ao cuidado pessoal e evolução se tornam alvos do desejo. Esta é uma das diferenças entre a mente infantil e dependente e a mente adulta autônoma.</p>
<p>Na busca por este desejo é que o adulto busca se vincular à uma atividade que lhe traga sentido (e não prazer como se costuma dizer por aí), onde a remuneração também é parte importante a ser considerada, pois faz parte das &#8220;atribuições&#8221; do adulto. Essa reflexão muda a perspectiva sob as quais se avaliam as dificuldades do mundo do trabalho inerentes à qualquer profissão. De uma postura dependente onde &#8220;alguém tem que fazer algo por mim&#8221;, o adulto passa a &#8220;buscar algo para si&#8221;.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>O que você toma do seu trabalho?</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2020/11/23/o-que-voce-toma-do-seu-trabalho/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Nov 2020 10:00:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; E quando ela me disse que não sabia se eu gostava do meu trabalho, eu parei para pensar que ela talvez tivesse razão. &#8211; Deve ter sido chocante para você isso, não? &#8211; Está sendo ainda! Porque eu tenho tudo o que eu quero de lá. &#8211; Tudo? Será? O que você tem de &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2020/11/23/o-que-voce-toma-do-seu-trabalho/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">O que você toma do seu trabalho?</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; E quando ela me disse que não sabia se eu gostava do meu trabalho, eu parei para pensar que ela talvez tivesse razão.</p>
<p>&#8211; Deve ter sido chocante para você isso, não?</p>
<p>&#8211; Está sendo ainda! Porque eu tenho tudo o que eu quero de lá.</p>
<p>&#8211; Tudo? Será? O que você tem de fato?</p>
<p>&#8211; Bem, eu ganho muito bem não?</p>
<p>&#8211; De fato! E daí?</p>
<p>&#8211; Como assim e daí?</p>
<p>&#8211; Ganhar muito é uma coisa, agora se o que você tira do seu trabalho alimenta tua alma, é outra.</p>
<p>&#8211; Isso é complicado para mim.</p>
<p>&#8211; Sim, lembra-se de uma vez que você foi ajudar um amigo na mudança dele?</p>
<p>&#8211; Sim, foi muito bom ter feito aquilo. Na época eu nem entendia direito porque, mas foi.</p>
<p>&#8211; Sim, o tema que você está trazendo tem a ver com isso. Não é sobre o dinheiro, isso está ok, mas sim sobre o sentido que o trabalho tem ou não para a sua vida.</p>
<p>&#8211; Entendi&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O fazendeiro quando planta, cuida de sua plantação. Ele não o faz apenas por amor às plantas que tem, mas porque ele também irá comê-las em determinado momento. Ele se doa ao trabalho quando cuida das plantas e também toma algo do trabalho, algo que serve à sua vida. Porém, muitos de nós vivemos uma vida laboral na qual aquilo que fazemos tem como resultado apenas o dinheiro.</p>
<p><span id="more-7437"></span></p>
<p>Quando o trabalho &#8220;apenas paga as contas&#8221;, ele rapidamente se torna maçante. É difícil a pessoa sustentar a vida dessa maneira. Porém, isso não é uma característica do trabalho em si, afinal de contas o que muitas pessoas consideram um trabalho &#8220;chato&#8221;, outras consideram super interessante. A questão é se a atividade desempenhada está relacionada com as motivações da pessoa. Colocar a questão dessa maneira, no entanto, é torná-la passiva demais: o ponto é se a pessoa está conectada com sua vida e com aquilo que a motiva e de posse disso olha para o trabalho.</p>
<p>É importante fazer uma diferença entre a perspectiva psicológica e emocional com a qual olhamos o trabalho e as reais condições de trabalho. Sempre gosto de pensar em Nelson Mandela que, ao sair de um cárcere de 25 anos disse que não ficou preso 25 anos, passou este tempo se preparando para governar seu país. É óbvio que ele sabe que ficou preso, porém a perspectiva com a qual encarou isso é surpreendente. Isso também não significa que não se deve buscar melhores condições, mas sim, saber que mesmo com elas, a pessoa deve ter a sua perspectiva sobre o que é o trabalho para si.</p>
<p>Percebo isso no outro oposto do espectro: as várias pessoas milionárias ou com altas rendas que deprimem, não sabem o que querem da vida, não conseguem ir adiante ou usar seu dinheiro e trabalho para algo que as faça felizes. É importante compreender que a perspectiva com a qual olhamos o trabalho é individual e se relaciona com a realidade, mas não é definida exclusivamente por ela. Assim sendo, volto à questão: quanto você está conectado com a sua vida?</p>
<p>Esta é a questão que nos faz olhar para o ânimo. Se você não está animado, provavelmente não está conectado com a vida em si. E isso não tem a ver com as atividades que você faz, mas sim em como você se percebe nelas. Se é possível extrair do que você faz, um sentido para a sua existência. Este sentimento não é atrelado aos prazeres sensoriais, mas sim à sentimentos internos, mudanças na homeostase do organismo. Jaak Panksepp nos diz que o cérebro possui processo endógenos de excitação e é disso que estamos falando.</p>
<p>Quando a pessoa sabe se conectar com aquilo que a motiva intrinsecamente além de externamente, ela domina o uso de sua energia vital. Então o trabalho que ela faz serve à sua vida, mesmo que ela não goste do trabalho. O fato do gostar, como já falei em outros posts, trata do prazer sensorial, mas a sentido de vida que o trabalho pode oferecer fala se sentimentos internos, de mudanças homeostáticas. Então só toma algo do trabalho aquele que o direciona de acordo com sua vida, quem serve a vida em si, também buscará um trabalho que serve à esta vida.</p>
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		<title>Vida e profissão</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2020/07/06/vida-e-profissao/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2020 11:00:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; É difícil para mim escolher algo entende? &#8211; Sim. Você imagina o que te faz ter esta dificuldade? &#8211; Não sei direito&#8230; &#8211; Me diga: o que você realmente quer para a sua vida? &#8211; Não sei direito também. &#8211; Ah, então vamos olhar para isso. Uma vida sem sentido, nunca encontra um trabalho &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2020/07/06/vida-e-profissao/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Vida e profissão</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; É difícil para mim escolher algo entende?</p>
<p>&#8211; Sim. Você imagina o que te faz ter esta dificuldade?</p>
<p>&#8211; Não sei direito&#8230;</p>
<p>&#8211; Me diga: o que você realmente quer para a sua vida?</p>
<p>&#8211; Não sei direito também.</p>
<p>&#8211; Ah, então vamos olhar para isso. Uma vida sem sentido, nunca encontra um trabalho adequado para si.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Atualmente, tendemos a associar o trabalho com o dinheiro que ele nos rende. O ato de trabalhar, no entanto, serve algo muito maior do que isso. A conexão com esta percepção nos faz olhar para o trabalho, a vida e nós em meio à isso tudo de uma forma muito diferente &#8211; e sem lentes cor de rosa.</p>
<p><span id="more-7155"></span></p>
<p>Não se trata de achar que o trabalho é uma maravilha. Ele não é maravilhoso e nem uma prisão. Ele é uma ferramenta. Trabalhamos para algo. O trabalho, por si só, não tem sentido algum, o sentido é onde ele chega. Obviamente podemos ter uma perspectiva &#8220;mindfullness&#8221; e aprender a sentir o estado de flow enquanto trabalhamos, nada de errado com isso. A questão que trago é que mesmo este estado está associado ao sentido que o ato de trabalhar tem em nossas vidas.</p>
<p>De uma maneira muito simples o trabalho está associado com a vida. Pode parecer estranho isso, porque hoje fazemos uma associação inversa. Porém, quando olhamos para algo básico sobre o trabalho, ou seja, a relação entre competência e resultado (aqui pode se colocar o dinheiro, por exemplo), logo vemos que em um nível muito profundo, o trabalho nos fala sobre nossa capacidade em estarmos vivos. Sobre como usamos nossa mente, corpo e emoções para criar coisas neste mundo que nos auxiliem a manter a vida e levá-la adiante.</p>
<p>É claro que você poderá objetar e dizer que isso se perdeu. Concordo. Porém é exatamente esta a reflexão que se torna importante sobre o trabalho e o dinheiro hoje em dia. Encontrar-se com esta necessidade básica que é a vida. Então fica a pergunta: a maneira pela qual trabalho ajuda a manter e impulsionar minha vida? Ou é algo que faço apenas para pagar as contas? E aqui é importante ver que não se trata de gostar do que se faz, mas sim se a pessoa vê sentido nisso.</p>
<p>Já encontrei várias pessoas que faziam algo que não queriam. O trabalho para elas, era um trampolim para aquilo que realmente desejavam. A diferença é que elas respeitavam o trabalho que tinham por ele ter este lugar. Ou seja, é um trampolim, mas é um trampolim para aquilo que é importante para mim. Logo é como se fosse tão importante quanto. Esta pequena diferença fazia muita diferença em relação à experiência concreta do trabalho.</p>
<p>Como disse acima, não é olhar e ver milagres onde eles não existem. Porém, não se trata de criar demônios também. A vida é dura, sempre foi e continuará sendo. É nesta dureza que os seres humanos vivem e se criam. Por isso, talvez, perceber um sentido naquilo que fazemos é algo importante. Não se trata de se enganar, mas sim de perceber se algo em você está sendo refletido naquilo que você faz. Esta conexão é que faz com que o que se faz tenha sentido, mesmo que não se goste daquilo, aprende-se a gostar.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Prisão invisível</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2016/04/04/prisao-invisivel/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 Apr 2016 19:45:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
		<category><![CDATA[Amor próprio]]></category>
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		<category><![CDATA[Auto percepção]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Buscar sempre a excelência, ser melhor, buscar a qualidade são motes importantes. Eles nos fazem vencer desafios, descobrir novas formas de agir e de resolver problemas e elevam a qualidade de vida, mas quando isso pode ser tornar uma prisão invisível e nos causar problemas que não conseguimos ver? A ciência se empenha em compreender &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2016/04/04/prisao-invisivel/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Prisão invisível</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Buscar sempre a excelência, ser melhor, buscar a qualidade são motes importantes. Eles nos fazem vencer desafios, descobrir novas formas de agir e de resolver problemas e elevam a qualidade de vida, mas quando isso pode ser tornar uma prisão invisível e nos causar problemas que não conseguimos ver?</p>
<p><span id="more-5216"></span></p>
<p>A ciência se empenha em compreender o mundo. Ao contrário do que se pensa ela não busca a &#8220;verdade&#8221;, pois isso significa encalhar em dogmas &#8211; verdades inquestionáveis &#8211; e este tipo de verdade é inimiga da ciência. Assim o que ela busca? Busca sempre por uma maneira ainda melhor, mais simples, mais perfeita de perceber o mundo o qual está em constante mudança, fato que torna a busca da ciência sempre uma busca incompleta.</p>
<p>O mesmo ocorre com a excelência e com a qualidade. O mundo assim como os seres humanos estão em contante mudança, esse fato faz com que seja necessário que ela seja sempre vista e revista. A qualidade oscila, muda, varia de acordo com o que está disponível e com aquilo que desejamos enquanto qualidade. Os vinhos são um bom exemplo disso. Toda vinícola preza por um padrão de qualidade, porém este padrão está diretamente ligado ao clima, pois este influencia a qualidade das uvas daquele ano. Nesse sentido não há como o vinho de um ano ser igual ao de outro ano, podem ser semelhantes, mas cada safra é uma safra.</p>
<p>Toda esta explanação para afirmar a seguinte proposição: manter a qualidade nem sempre significa fazer tudo igual, com o mesmo resultado. Podemos ter isto quando todas as variáveis para que isso ocorra estão iguais, porém, no esfera humana isso raramente ocorre. Uma noite mal dormida afeta nosso desempenho, brigas conjugais, tédio e até o clima pode nos afetar.</p>
<p>Assim, quando estabelecemos padrões  rígidos daquilo que é e daquilo que não é &#8220;excelência&#8221;, estamos, também invalidando o que há de humano em nós. Particularmente busco pela excelência em praticamente tudo o que eu faço, não busco em tudo, porque me permito ter áreas em que não sou excelente, mas sim que sou &#8220;menos&#8221; que outra pessoa, que não sou tão competente e que tudo o que preciso fazer é seguir outra pessoa, aprender com ela e admirar o seu desempenho.</p>
<p>Se isso parece estranho para você, talvez possa pensar em porque precisamos ser bons em tudo, superiores em tudo? Que competição é esta? A origem disso está em pensar que somos apenas aquilo que desempenhamos. É neste momento que a busca pela excelência se torna uma prisão invisível. Se só podemos &#8220;ser&#8221; quando &#8220;fazemos&#8221; algo, o desempenho não se torna uma fim e sim um meio.</p>
<p>A fórmula seria &#8220;desempenho perfeitamente, logo sou&#8221;. Ora, somos enquanto falhas, perfeição, ação e falta de ação. A expressão daquilo que o ser humano é não se restringe à quão bom foi o seu resultado, mas envolve todos os resultados. Além disso, envolve situações e ações que não precisam ser medidas no sentido do desempenho: qual o desempenho do riso? Do perdão? Do bem-estar? Isso é para ser medido e qualificado? Para que medir o deleite em apreciar os sabores e cheiros de um bom vinho ou das cores de um pôr-do-sol?</p>
<p>Nossa sociedade tem se tornado cada vez mais burocratizada e busca regulamentar tudo o que é possível. Esse ideal esquece-se, porém de que nem tudo pode ser prescrito e que, nesse momento, é com o que há dentro da pessoa que ela responderá. As surpresas fazem parte da vida, o bom desempenho ensina tanto quanto o mal desempenho, aquilo que não busca por desempenho faz tanto parte da vida quanto o que busca.</p>
<p>Quem é você, além daquilo que faz e desempenha?</p>
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		<title>Escolher e viver</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2015/04/06/escolher-e-viver/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Apr 2015 11:27:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Emoções]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estou chateado Porque? Porque eu comecei no meu trabalho novo e não é aquilo que eu esperava. Ah&#8230; bem vindo ao mundo real. Como assim? Oras, você esperava um &#8220;trabalho perfeito&#8221; onde isso significa que todas as suas exigências seriam atendidas. É&#8230; algo assim&#8230; Trabalho não foi feito para isso, foi feito para dar satisfação! &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2015/04/06/escolher-e-viver/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Escolher e viver</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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<ul>
<li>Estou chateado</p>
</li>
<li>
<p>Porque?</p>
</li>
<li>
<p>Porque eu comecei no meu trabalho novo e não é aquilo que eu esperava.</p>
</li>
<li>
<p>Ah&#8230; bem vindo ao mundo real.</p>
</li>
<li>
<p>Como assim?</p>
</li>
<li>
<p>Oras, você esperava um &#8220;trabalho perfeito&#8221; onde isso significa que todas as suas exigências seriam atendidas.</p>
</li>
<li>
<p>É&#8230; algo assim&#8230;</p>
</li>
<li>
<p>Trabalho não foi feito para isso, foi feito para dar satisfação!</p>
</li>
<li>
<p>Então!!</p>
</li>
<li>
<p>Só que a satisfação é resultado de um trabalho e de todas as dificuldades que o mesmo traz.</p>
</li>
<li>
<p>Hum&#8230;</p>
</li>
<li>
<p>Assim, sem lidar com elas, a satisfação será difícil mesmo!</p>
</li>
<li>
<p>Entendo&#8230;</p>
</li>
<li>
<p>Vamos aprender a lidar com esta frustração e com as dificuldades que você descobriu no seu trabalho?</p>
</li>
<li>
<p>Vamos!</p>
</li>
</ul>
<p>Hoje é marcante a quantidade de escolhas que temos que fazer. Este tema é abordado por vários pensadores como Bauman e Branden e uma das reflexões que podemos ter a respeito deste tema é: até que ponto a escolha é o que mais importa?</p>
<p>Quando criança havia uma frase na minha mochila escolar que dizia &#8220;faz o bem e faze-o bem&#8221;. Demorei à entender que esta frase falava sobre algo muito mais importante do que a escolha em si: a maneira de viver a escolha. Porque aprendi isso desta frase?</p>
<p>Porque ao contrário daquilo que a propaganda contemporânea vende não podemos fazer a nossa vida do jeito que queremos. Melhor dizendo: nem sempre, tudo aquilo que planejamos saí da maneira exata que queríamos. Não creio ter que me delongar para explicar isso, todos os leitores já devem ter vivido isso em algum momento de suas vidas. Algumas vezes consegue-se aquilo que quer outras não. E é neste ponto que a frase da minha mochila vem à calhar.</p>
<p>Fazer algo e fazer bem este algo são coisas diferentes. Escolher algo e viver bem esta escolha são coisas diferentes. Posso escolher me casar e ao mesmo tempo passar o resto da vida olhando para a vida de solteiro das pessoas e invejando-as. Não é uma boa forma de viver um casamento. Assim, a escolha torna-se secundária frente à nossa maneira de vivê-la. Por outro lado, é possível eu entrar &#8220;numa fria&#8221; e, dependendo da maneira que vivo aquilo tirar boas lições ou até mesmo aproveitar verdadeiramente.</p>
<p>Creio que refletir sobre isso é fundamental porque tenho visto muitas pessoas reclamando nos consultórios sobre suas escolhas não porque fizeram as &#8220;erradas&#8221;, mas porque perceberam &#8211; mesmo que estejam ainda brigando com isso &#8211; que a escolha trouxe coisas inesperadas para elas, mas ao invés de aprenderem, elas brigam com isso. Gosto daquele ditado que diz &#8220;quando a gente pensa que tem a resposta, a vida vem e muda a pergunta&#8221;, assim se o problema é &#8220;o que eu quero&#8221; depois a vida pode te perguntar &#8220;você quer isso mesmo que tenha que passar por este outro problema aqui?&#8221; ou então &#8220;e se isso exigir mudanças pessoais de você, você ainda vai querer?&#8221; ou ainda &#8220;percebeu, agora, que não é tão fácil quanto você pensou?&#8221;</p>
<p>Estas perguntas frustram e a nossa sociedade é &#8220;anti-frustração&#8221;, preparamos um discurso no qual você tem que estar sempre bem e sempre preparado. Óbvio mencionar que isso é impossível, então que tal aprender a ser humano e a lidar com as coisas humanas, tais como a frustração? Também óbvio aprender a lidar com o sucesso, afinal de contas quando não se sabe viver bem uma escolha podemos não viver bem, também a sua consequência mesmo ela sendo positiva. Daí aquelas pessoas que conquistam e não sabem celebrar.</p>
<p>E você? Faz bem aquilo que faz? Aprendeu a gostar do que faz e não apenas a correr atrás &#8220;daquilo que gosta&#8221;?</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>Não é estranho?</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2014/04/25/nao-e-estranho/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Apr 2014 11:54:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
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		<category><![CDATA[Papel na relação]]></category>
		<category><![CDATA[Psicoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[Respeito]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[Vida familiar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Eu não sei o que fazer com as minhas meninas&#8230; elas não me respeitam! É muito interessante ouvir você dizendo isso sabia? Ah é, porque? Bem, até onde você me conta de você, na sua empresa você é respeitadíssimo não é mesmo? Sim&#8230; lá eu sou, mas em casa&#8230; O que você faz na &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2014/04/25/nao-e-estranho/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Não é estranho?</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.akimpsicologo.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/04/mnlogo.jpg"><img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-1782" src="http://www.akimpsicologo.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/04/mnlogo.jpg" alt="MNLOGO" width="393" height="293" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<ul>
<li>Eu não sei o que fazer com as minhas meninas&#8230; elas não me respeitam!</p>
</li>
<li>
<p>É muito interessante ouvir você dizendo isso sabia?</p>
</li>
<li>
<p>Ah é, porque?</p>
</li>
<li>
<p>Bem, até onde você me conta de você, na sua empresa você é respeitadíssimo não é mesmo?</p>
</li>
<li>
<p>Sim&#8230; lá eu sou, mas em casa&#8230;</p>
</li>
<li>
<p>O que você faz na empresa que não faz em casa?</p>
</li>
<li>
<p>Imponho respeito?</p>
</li>
<li>
<p>Sim, mas, de que forma?</p>
</li>
<li>
<p>Ah&#8230; sei lá&#8230; pensando bem&#8230; no trabalho eu sou claro com as regras e quero vê-las cumpridas, já em casa sou meio manteiga derretida sabe?</p>
</li>
<li>
<p>Claro que sim, derrete todo o respeito que elas poderiam ter com você não é mesmo?</p>
</li>
<li>
<p>É&#8230; bem&#8230;</p>
</li>
<li>
<p>A sua família precisa de você meu caro! Precisa saber que você quer ser respeitado, tem boas ideias com regras boas para serem seguidas. Suas filhas precisam da sua orientação, e não estão dando o respeito à você, porque você não está entregando isso à elas!</p>
</li>
<li>
<p>Entendi&#8230; só fazer a mesma coisa do trabalho em casa?</p>
</li>
<li>
<p>Só assumir o seu papel de &#8220;merecedor de respeito&#8221; e aí sim fazer a mesma coisa, que tal?</p>
</li>
<li>
<p>Parece bom&#8230; vou fazer!!</p>
</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p>Não é estranho que tem pessoas que tem comportamentos ótimos no trabalho e não em casa? Ou até, pessoas que organizam a vida pessoal, de um marido e mais três filhos, mas não desenvolvem a sua vida profissional por &#8220;falta de organização&#8221;? Não é interessante que temos comportamentos muito bons em uma área os quais deixamos só lá sem levar para as outras?</p>
<p>Se você se identificou com isso, este post é para você!</p>
<p>Pensemos no seguinte: em primeiro lugar o contexto no qual estamos faz toda a diferença para nós. Muitas pessoas aprendem que trabalho é lugar para trabalhar e em casa para descansar. Obviamente com esta concepção fica difícil levar comportamentos do trabalho para casa e vice-versa. Esta crença limita o &#8220;tráfego&#8221; de comportamentos e recursos mesmo que sejam úteis. Assim pare um minuto para pensar sobre como você pensa os diferentes ambientes nos quais vive. Casa é lugar para fazer o que? Trabalho? Clube? Biblioteca? Café? Como você pensa cada um dos lugares poderá dar uma dica preciosa do que te faz não levar ou trazer alguns comportamentos importantes de um lugar para outro.</p>
<p>Pode ser o caso, também, da pessoa se identificar de maneiras diferentes. Lá no meu trabalho eu sou &#8220;o rei do pedaço&#8221;, mas em casa minha mulher me trata como seu eu fosse &#8220;o cara que joga o lixo para fora&#8221;. Ou então, &#8220;no meu trabalho as minhas colegas me respeitam pelas minhas conquistas&#8221;, mas meu marido me diz que eu sou &#8220;a mulherzinha&#8221; dele. Como numa peça de teatro, diferentes identidades &#8211; ou papéis &#8211; pedem comportamentos específicos para quem o interpreta. Se a pessoa &#8220;veste&#8221; o personagem, também será difícil ter o mesmo comportamento em contextos diferentes. Quem é você em casa? No trabalho?</p>
<p>Outro caso não tem a ver com o comportamento, mas sim pela forma pela qual ele é executado. Um sargento aposentado, por exemplo, pode ter problemas em se adaptar à sua casa se ele achar que irá dar ordens à mulher e aos filhos. Porém se o comportamento de &#8220;ordem e disciplina&#8221; for ajustado às regras da vida civil ele poderá ter uma bela oficina em casa, poderá ajudar a mulher à organizar as compras do mercado, arrumar as roupas e a organização com maestria o churrasco da família.</p>
<p>É importante, também, dar um parâmetro importante sobre este tema: o mais importante não é comportamento em si, mas sim o benefício que ele irá trazer à pessoa e às pessoas com quem ela convive depois de executado. Foi como eu disse ao pai do exemplo: as filhas estava precisando dele, mas ele não estava dando à elas algo importante: limites. Se ele o fizesse todos teriam muito à lucrar na situação. Esta noção de ganho é importante de ser pensada, pois, muitas vezes as pessoas não tem um comportamento adequado por comodismo, ou seja, se criaram num ambiente em que o comportamento não era executado e nunca pararam para pensar no quanto ele poderia ser útil e necessário. No caso do pai acima isso era verdadeiro: seu pai nunca lhe dera bons limites e ele nunca entendeu a função disso para a criação de filhos, embora ele mesmo tenha se tornado uma pessoa com bons limites.</p>
<p>Abraço</p>
<p>Visite nosso site: www.akimpsicologo.com.br</p>
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		<title>Sacrifícios</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2014/01/06/sacrificios/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jan 2014 11:16:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
		<category><![CDATA[Amor próprio]]></category>
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		<category><![CDATA[Psicoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Estou cansada de ficar me sacrificando por ele. &#8211; Imagino mesmo&#8230; pelo que você tem se sacrificado? &#8211; Ah eu faço tudo por ele e nada sabe? &#8211; Sei sim, mas, o que te motiva à fazer isso? &#8211; Espero que ele se toque e faça alguma das coisas que eu quero também sabe? &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2014/01/06/sacrificios/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Sacrifícios</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Estou cansada de ficar me sacrificando por ele.</p>
<p>&#8211; Imagino mesmo&#8230; pelo que você tem se sacrificado?</p>
<p>&#8211; Ah eu faço tudo por ele e nada sabe?</p>
<p>&#8211; Sei sim, mas, o que te motiva à fazer isso?</p>
<p>&#8211; Espero que ele se toque e faça alguma das coisas que eu quero também sabe?</p>
<p>&#8211; Sei&#8230; mas não funciona né?</p>
<p>&#8211; Não.</p>
<p>&#8211; Até porque, imagino que você nunca deixou claro as suas expectativas em relação à ele não é mesmo?</p>
<p>&#8211; É&#8230; é verdade, nunca falei&#8230;</p>
<p>&#8211; Porque você não &#8220;sacrifica&#8221; este orgulho, medo, timidez de falar para ele ao invés de sacrificar o que você gosta e diz para ele o que você espera?</p>
<p><span style="font-size:14px;line-height:1.5em;">&#8211; Seria melhor não é?</span></p>
<p>&#8211; Na pior das hipóteses é uma nova tentativa</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A ideia geral sobre sacrifício é de sermos obrigados à fazer algo que não queremos para obtermos algo em troca. Como sempre, a forma pela qual encaramos o mundo reflete como sentimos o mesmo e se pensamos em sacrifícios desta forma, obviamente vamos nos ressentir de realizar o ato.</p>
<p>Porém, seria esta a concepção adequada de sacrifício?</p>
<p>Obviamente a noção de algo sendo sacrificado em busca de um favor é uma das noções de sacrifício, porém não é a única. Em uma outra concepção o que se sacrifica é o próprio deus que está encarnado, como na missa: o que se come é o próprio corpo de Cristo e ele começa a agir dentro da pessoa. Indo do rito, para o dia a dia o sacrifício pode ser uma barganha ou pode ser, ele próprio, o ato à que se destina, sendo ao invés de um estorvo, uma fonte de alimento.</p>
<p>Esta é uma mudança de atitude mental, ou seja, ao invés de pensar num &#8220;sacrifício&#8221; como uma barganha, pensa-se nele como o que se deseja. Assim, por exemplo, num relacionamento, ao invés de se pensar que está se &#8220;abrindo mão de algo pelo outro&#8221;, pensa-se que está criando companheirismo. No trabalho quando se &#8220;sacrifica um final de semana&#8221;, pensa-se que está &#8220;criando reputação&#8221;. A ideia é modificar a ideia de troca &#8211; sacrifico um final de semana por reputação &#8211; pela ideia de construção &#8211; estou criando minha reputação, isto é reputação.</p>
<p>A pergunta é o que sacrificamos e o que se está construindo com isto?</p>
<p>Deve existir uma relação entre ambos de modo que um faça sentido com o outro. O grande problema está nas relações de causa-efeito que criamos &#8211; as quais, muitas vezes, não são verdadeiras, mas queremos que sejam. Sacrificar é tornar algo sacro, sagrado, portanto, não tem a ver com a ideia de perder alguma coisa, mas sim de adquirir alguma coisa. O que você torna sagrado em sua vida? Muitas pessoas &#8211; através da noção que tem de sacrifício &#8211; tornam a raiva sagrada, pois é para ela que direcionam sua atenção depois que &#8220;se sacrificam&#8221;.</p>
<p>Se você está enaltecendo algo em sua vida &#8211; ou seja, tornando sagrado &#8211; que tal tornar algo mais interessante como &#8220;companheirismo&#8221;, &#8220;energia&#8221;, &#8220;produtividade&#8221; e outras qualidades?</p>
<p>Abraço</p>
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