• 14 de novembro de 2012

    Eu, que não confio em mim

    – E fico sempre nessa, receoso de que ela reclame do trabalho entende?

    – Claro. Agora, me diga, porque você fica sempre receoso?

    – Ah, porque não sei ao certo se está bom.

    – E de que forma você poderia saber se está ou não?

    – Hum… sei lá sabe? Tipo não sei ao certo, mas parece que tudo o que eu faço não é muito bom.

    – Ah entendi o seu critério… perigoso ele não?

    – Como assim? Qual critério?

    – Pense no que você acabou de dizer e me diga qual o critério que você tem para saber se ago foi ou não bem feito.

    – (Pensativo) Hum… eu?

    – Isso. “tudo o que EU faço não é muito bom”. Portanto, como você o fez, não estará bom!

    – Entendi.

    – Que tal arranjar outros critérios para verificar se você fez ou não algo bom?

    – É… acho que preciso né?

     

    Só podemos dizer que fizemos algo bem feito ou mal feito de acordo com um conjunto de critérios para avaliar o que fizemos.

    Sem critérios não podemos julgar ou avaliar alguma coisa eles são partes fundamentais da nossa vida e de nossas decisões. No entanto, podem existir muitos problemas com nossos critérios: podem ser rígidos demais, exagerados, inadequados para uma dada situação. E existe uma classe especifica de critérios que devemos tomar um certo cuidado: auto-imagem.

    Quando usamos nossa auto-imagem como um critério devemos prestar muita atenção com relação à adequação. No caso acima, por exemplo, o cliente dizia que sabia que algo estava errado porque havia sido ele quem fez. Critério de algo bom ou ruim: “eu”; se “eu” fiz = ruim. Não é adequado, obviamente.

    Nestes casos precisamos trabalhar com a questão da auto-estima, imagem e confiança; além de ajudar a pessoa a separar o seu “eu” das suas competências: uma coisa é quem eu sou, outra o que faço e quão bem faço.

    Abraço

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