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	<title>Arquivos conquistas - Akim Neto Psicólogo Clínico</title>
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		<title>Possibilidade e consequência</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/12/24/possibilidade-e-consequencia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Dec 2021 22:00:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; O que você quer? &#8211; Eu queria poder fazer o que eu quero, sem me sentir culpado. &#8211; Isso é possível? &#8211; Nossa&#8230; se não for&#8230; que droga né? &#8211; Pois é. &#8211; Mas porque não seria possível eu fazer o que eu quero? &#8211; É que &#8220;fazer o que eu quero&#8221; envolve um &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/12/24/possibilidade-e-consequencia/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Possibilidade e consequência</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; O que você quer?</p>
<p>&#8211; Eu queria poder fazer o que eu quero, sem me sentir culpado.</p>
<p>&#8211; Isso é possível?</p>
<p>&#8211; Nossa&#8230; se não for&#8230; que droga né?</p>
<p>&#8211; Pois é.</p>
<p>&#8211; Mas porque não seria possível eu fazer o que eu quero?</p>
<p>&#8211; É que &#8220;fazer o que eu quero&#8221; envolve um sistema de crenças e moral pessoais. Quando ferimos este sistema sentimos culpa.</p>
<p>&#8211; Hum&#8230; mas eu não quero mais esse sistema então.</p>
<p>&#8211; E será possível &#8220;se livrar&#8221; dele?</p>
<p>&#8211; Orra&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Por mais que &#8220;possibilidade&#8221; seja a palavra da moda, exista outra que interfere diretamente nela: realidade. Todo comportamento traz consequências e é localizado dentro de um contexto, assim sendo, nem tudo é possível. E acredite se quiser, isso é bom!</p>
<p><span id="more-6431"></span></p>
<p>O problema que a moda das possibilidades gera é que ela toma tudo como possível. Dizer que tudo é possível, no entanto, é um contra senso. Uma vez que existem regras, nem tudo é possível. Imaginar que tudo é possível, nos faz ousar e ir além. Porém, é importante compreender que isso é uma &#8220;mentira necessária&#8221;. Em outras palavras: acreditar de verdade que tudo é possível, é infantilidade. Usar esta ideia como um suporte cognitivo para ir além é uma atitude mais madura.</p>
<p>Quando as pessoas pensam em uma ação, em geral, visam o objetivo de curto prazo. O curto prazo nem sempre é interessante. Por exemplo, imagine que inventamos uma forma de comer sem engordar. Maravilhoso não é? Porém, pense novamente: o que aconteceria com a alimentação mundial, se ninguém mais engordasse ao comer? Em primeiro lugar entra o problema da nutrição, em segundo lugar o da quantidade. Será que mediríamos o quanto comemos ou iríamos nos fartar toda vez que sentamos para comer? Caso a segunda possibilidade ocorresse, pense em como a indústria de alimentos precisaria reagir ao aumento da demanda.</p>
<p>Refletir sobre consequências nos faz pensar naquilo que é necessário ocorrer para que algo ocorra. No diálogo que escrevi no começo do post, estava verificando isso com meu cliente. Livrar-se da sensação de culpa era algo &#8220;bom&#8221;. Porém, ao livrar-se disso ele estaria se livrando de princípios que ele mesmo apreciava. Assim sendo, algo &#8220;ruim&#8221;. Manter as noções de certo e errado (sejam elas quais forem), nos impede de fazer &#8220;o que queremos&#8221;, ou, melhor dizendo, dá um valor ao que queremos fazer.</p>
<p>Uma mudança implica em outras mudanças. Verificar se o impacto dessas mudanças secundárias será positivo é fundamental para um processo de mudança adequado e alicerçado. Isso, porém, cobra o preço de não viabilizar as escolhas mediante nossos impulsos e desejos do momento. Porém, refletir, manter o auto controle e verificar o que é melhor para nós é exatamente a característica do adulto maduro.</p>
<p>Em tempos nos quais o impulso &#8220;eu quero&#8221; valida qualquer coisa a maturidade é a grande perda. Isso também é uma consequência. É possível fazermos tudo o que queremos e mantermos uma civilização? Não, não creio nisso. E isso não tem a ver com repressão, pelo contrário, tem a ver com realidade: nem sempre duas pessoas concordam com algo. Assim sendo se cada um de nós fizer apenas aquilo que quer sem levar em conta as consequências teremos graves problemas.</p>
<p>Em meu consultório vivo recebendo pessoas que dizem: &#8220;mas eu não pensei nisso&#8221;. O problema quase nunca é esse, mas sim a opção em manter-se negligente e continuar &#8220;sem pensar&#8221;. O convite a refletir sobre as consequências pode soar como aprisionador num primeiro momento. Porém, quando vemos que nem sempre nossos impulsos são bons para nós, a reflexão sobre as consequências de nossos atos é o que realmente nos liberta.</p>
<p>Abraço</p>
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		<item>
		<title>Olhar para o passado, olhar para o futuro</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/12/20/olhar-para-o-passado-olhar-para-o-futuro/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Dec 2021 22:00:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Aprendizagem]]></category>
		<category><![CDATA[Auto-confiança]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; E foi daí que eu fiquei pensando no que eu fiz até hoje. &#8211; E em que conclusão chegou? &#8211; Eu vi que não estava fazendo nada de bom. Não que eu não tenha feito nada legal na minha vida, mas é que&#8230; &#8211; Que? &#8211; Que eu não fiz algo por mim. &#8211; &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/12/20/olhar-para-o-passado-olhar-para-o-futuro/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Olhar para o passado, olhar para o futuro</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; E foi daí que eu fiquei pensando no que eu fiz até hoje.</p>
<p>&#8211; E em que conclusão chegou?</p>
<p>&#8211; Eu vi que não estava fazendo nada de bom. Não que eu não tenha feito nada legal na minha vida, mas é que&#8230;</p>
<p>&#8211; Que?</p>
<p>&#8211; Que eu não fiz algo por mim.</p>
<p>&#8211; Ok. Agora a pergunta importante: o que você vai fazer com isso?</p>
<p>&#8211; Pois é, não sei&#8230; fiquei pensando no que eu fiz sabe?</p>
<p>&#8211; Sim. E eu gostaria de te convidar para pensar no que você vai fazer.</p>
<p>&#8211; Pra mim sempre foi difícil fazer isso entende?</p>
<p>&#8211; Sim, por isso mesmo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Queremos entender o passado. Entramos em terapia e o entendemos. Perfeito. O que fazemos agora? Passado resolvido, o que nos resta? O futuro. Muitas pessoas fazem grande confusão entre entender o passado e construir o futuro, tomando um como sinônimo do outro. Infelizmente a coisa não funciona assim.</p>
<p><span id="more-6755"></span></p>
<p>A psicoterapia tradicional aprendeu a focar no passado. A premissa é que olhando para o passado compreendemos o presente. Esta premissa é válida para muitas situações, obviamente, porém ela não é um referencial estático para tudo o que ocorre em nossas vidas. Muitas vezes nosso comportamento presente distingue-se do passado em detrimento de uma motivação nova que surge. A adolescência é um exemplo de como o comportamento passado nem sempre é a melhor referência para o comportamento futuro e presente.</p>
<p>Além disso, existe outro fator importante entre o passado e o futuro. O passado é dado, o futuro é possibilidade. Enquanto podemos &#8220;saber&#8221; o que aconteceu no passado, não podemos fazer o mesmo com o futuro. O passado pode ser compreendido (e existem muitas formas de &#8220;entender&#8221; o passado), o futuro, por sua vez, é construído. Dizer isso não é apenas estabelecer um jogo de palavras, mas sim mostrar que o comportamento entre estes dois tempos são diferentes. O passado é interpretativo, serve como referência, o futuro exige ação, pois ele será construído.</p>
<p>Assim sendo, muitas pessoas desejam criar o futuro refletindo sobre seu passado. Não funciona. Obviamente existem situações em que a pessoa repete no presente comportamentos passados que são inadequados para construir o futuro. Este é um dos casos em que é necessário mudar a relação que a pessoa mantém com o passado. Porém, em muitos outros isso não se faz necessário. Em outros casos o grande &#8220;problema&#8221; é que a pessoa não consegue olhar para o futuro, arregaçar as mangas e começar a construir. É uma atitude diferente e ousada em relação à contemplar o passado &#8220;imutável&#8221;.</p>
<p>Olhar para o futuro exige tomar decisões também. Enquanto o passado é reflexivo, ou seja, permite várias interpretações, o futuro não permite. Não é possível ir para a praia, campo e dar uma passadinha na cidade ao mesmo tempo. É preciso definir para onde se deseja ir e ir. Assumir a responsabilidade em relação aos meios e formas de chegar nesse futuro também é uma tarefa de &#8220;olhar para frente&#8221;. Essas são atitudes importantes que nem sempre as pessoas tem. Assim sendo torna-se mais seguro olhar para trás.</p>
<p>Muitas vezes a dificuldade é ainda outra. Alguns se apegam ao passado. Um cena que define suas vidas e frente à qual não se sentem aptos, merecedores ou interessados em deixar para trás. Nesse caso o passado não define apenas o futuro, ele define a essência da pessoa. Manter-se no passado é dizer não à vida, pois ela acontece no presente e segue em direção ao futuro. Assim sendo é importante sempre saber olhar em ambas as direções de maneira saudável: o passado como referência e aprendizado e o futuro como construção do &#8220;por vir&#8221;. Assim os tempos se integram ao invés de competirem entre si.</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>Olhar para o passado: tristeza e saudades</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/12/17/olhar-para-o-passado-tristeza-e-saudades/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Dec 2021 22:00:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Eu sinto muito falta dele. &#8211; Eu sei. &#8211; Mas não era para ser assim. &#8211; Porque não? &#8211; Ah, porque não era mais o que eu queria, não estava feliz na relação! &#8211; Sim, mas era uma relação, você teve sonhos e por pior que estivesse, gostou dele. &#8211; Mas e daí&#8230; essa &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/12/17/olhar-para-o-passado-tristeza-e-saudades/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Olhar para o passado: tristeza e saudades</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Eu sinto muito falta dele.</p>
<p>&#8211; Eu sei.</p>
<p>&#8211; Mas não era para ser assim.</p>
<p>&#8211; Porque não?</p>
<p>&#8211; Ah, porque não era mais o que eu queria, não estava feliz na relação!</p>
<p>&#8211; Sim, mas era uma relação, você teve sonhos e por pior que estivesse, gostou dele.</p>
<p>&#8211; Mas e daí&#8230; essa saudade que eu sinto&#8230; o que eu faço com ela?</p>
<p>&#8211; O que você tem feito?</p>
<p>&#8211; Fico brigando comigo&#8230; não sei se volto ou não volto&#8230; pela saudades eu volto, mas pelo passado não.</p>
<p>&#8211; Você volta pelo medo que tem da saudade e não por ela.</p>
<p>&#8211; Medo?</p>
<p>&#8211; É&#8230; porque você não pode, simplesmente, ficar com a lembrança do que passou?</p>
<p>&#8211; Não sei ao certo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O fim de uma relação em geral traz tristeza consigo. Não há como negar o vínculo que foi criado. Por pior que a relação fosse, ainda assim, dois seres humanos se vincularam. Porém lidar com sentimentos como a tristeza e a saudade pode ser um desafio para muitas pessoas que desejam terminar e se manter assim.</p>
<p><span id="more-6740"></span></p>
<p>Tristeza é uma emoção sentida ao perder-se algo. Em uma relação, nem sempre fica claro o que se &#8220;perdeu&#8221;.  Mesmo quando uma relação está ruim, existe a perda, pelo fato de que havia vínculo. Muitas vezes idealizamos as pessoas através de detalhes difíceis de perceber. . Traços como &#8220;força&#8221; ou &#8220;delicadeza&#8221; podem servir como base para que se crie a imagem de uma pessoa &#8220;protetora&#8221; ou &#8220;cuidadora&#8221;. Ao fim da relação esta projeção também se rompe e nem sempre é fácil lidar com isso. Sempre existe o fim de um sonho, afinal todos imaginamos como será a relação a longo prazo.</p>
<p>Saudades é o sentimento que advém da perda. A saudade é ligada às memórias boas daquilo que tivemos com outra pessoa. Lembra-se daquilo que foi bom e sentimos saudades. Principalmente no começo do fim, pode ser algo difícil de lidar. Ela está baseada em vivências reais, ou seja, experiências e acaba sendo mais concreta e fácil de detectar do que a tristeza. A saudade é conviver com a ausência e pessoas que lidam bem com esta emoção tendem a ter em si elementos daquilo que se foi e tratam isso como algo pessoal.</p>
<p>O que mais vejo em consultório são duas reações: a negação dessas emoções ou a fuga das sensações que elas provocam. Esta segunda é tanto perniciosa para a pessoa e para a relação. Em geral, pessoas que tem problemas em terminar e manter o término acabam voltando com o conjugue ou tendo pequenas aventuras (&#8220;remembers&#8221;). Em ambos os casos o desejo é o mesmo: terminar com a dor que a saudade e a tristeza trazem. Porém ao fazer isso, terminam confusos e não conseguem &#8220;resolver&#8221; nenhuma das duas emoções.</p>
<p>Ocorre que a dor sentida ao fim de uma relação é natural. O mesmo vale com a saudade. A deturpação da emoção ocorre quando se interpreta que pelo fato de doer é necessário voltar. Isso não resolve a tristeza e nem a saudade. Esta última existe justamente para sinalizar o fim. Sentimos saudades quando aquilo que havia não está mais diante de nós. Quando dizemos &#8220;matar a saudades&#8221;, a expressão é adequada, pois ao ter novamente a pessoa &#8220;matamos&#8221; a saudade, ela não tem mais função. Ela apenas existe para mostrar o vazio. Logo, de forma geral, é mais adequado suportar a dor da saudade, pois esta é a sua função.</p>
<p>A noção de &#8220;voltar&#8221; por causa da saudade é estranha. As pessoas esperam &#8220;voltar&#8221; para uma história diferente. Porém, não é possível disso ocorrer. É como ler o mesmo livro duas vezes seguidas e esperar um final diferente. &#8220;Voltar&#8221; como o nome já diz é ir para a mesma história novamente. Mesma história, mesmo fim. O começo pode até ser interessante, visto que se está &#8220;matando a saudade&#8221;, isso traz alívio e prazer, porém, não cria estrutura &#8211; que foi o motivo da relação terminar. Com isso é necessário primeiro terminar uma história, gerar e suportar distância. Caso crie-se uma nova paixão, então é possível ir para uma nova relação com aquela pessoa.</p>
<p>Por fim, não se questionam as decisões tomadas por causa da dor da saudade e da tristeza. Essa dor faz parte do fim, logo é inadequado buscar tirá-las de cena. Suportar e compreender são as maneiras mais úteis para lidar com elas. É para isso que elas servem, não para serem retiradas de cena pela sua natureza incômoda. O incômodo sentido é justamente a força motriz da mudança, sem ela não há a possibilidade de novas relações.</p>
<p>Abraço</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br/2021/12/17/olhar-para-o-passado-tristeza-e-saudades/">Olhar para o passado: tristeza e saudades</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br">Akim Neto Psicólogo Clínico</a>.</p>
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		<title>Se não posso dizer adeus, não posso voar</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/12/06/se-nao-posso-dizer-adeus-nao-posso-voar/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Dec 2021 22:30:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas sabe&#8230; eu não quero mais ficar. &#8211; Você percebe que não é bom ficar, mas isso é diferente de desejar partir. &#8211; Tem diferença é? &#8211; Sim, imagine-se dizendo adeus, indo morar só, como lhe parece? &#8211; Eu fico meio mal na verdade. &#8211; Claro, esse é o problema. Você já pode ir, &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/12/06/se-nao-posso-dizer-adeus-nao-posso-voar/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Se não posso dizer adeus, não posso voar</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas sabe&#8230; eu não quero mais ficar.</p>
<p>&#8211; Você percebe que não é bom ficar, mas isso é diferente de desejar partir.</p>
<p>&#8211; Tem diferença é?</p>
<p>&#8211; Sim, imagine-se dizendo adeus, indo morar só, como lhe parece?</p>
<p>&#8211; Eu fico meio mal na verdade.</p>
<p>&#8211; Claro, esse é o problema. Você já pode ir, sustenta-se sozinha.</p>
<p>&#8211; Sim&#8230; mas é difícil dizer adeus.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Há um preço a ser pago para crescer. Muitos, no entanto, querem crescer sem pagar o preço, acreditam que é um &#8220;direito&#8221;. Por este motivo muitas que tentam sair  de casa não conseguem. Outros nem sequer conseguem se conectar com a energia do crescimento, e por este motivo mantém-se pequenos. Fatores emocionais, psicológicos e familiares estão por detrás desta dinâmica.</p>
<p><span id="more-6743"></span></p>
<p>Um dos fatores que contribui para este cenário é o comodismo. Crescer é uma atitude incômoda, pois nos coloca no limite do nosso conhecimento e competências. A famosa cena da águia que joga seu filhote ninho abaixo revela o que é crescer: enfrentar os requisitos necessários para se manter vivo. Isso incomoda, angustia e nem sempre as pessoas estão prontas para deixar o calor do ninho. Ao comodismo, somam-se pais cada vez mais dependentes dos filhos que não conseguem incentivar o desejo pelo crescimento.</p>
<p>Outro fator se refere à inteligência emocional. Como já disse, crescer é uma atividade que envolve muitas emoções &#8220;negativas&#8221; como frustração, ansiedade e angústia. As pessoas que tendem a não conseguir (e/ou querer) lidar com estas emoções não saem de casa. Tornar-se adulto envolve lidar com suas emoções. Suportar estados emocionais contraditórios, saber acessar emoções positivas e lidar com as negativas é uma tarefa que faz parte de &#8220;sustentar-se&#8221;. Aqueles que se acomodam em lidar com sentimentos de terceiros ao invés dos seus, que sempre precisam de apoio e não querem responsabilizar-se por suas respostas emocionais não saem de casa.</p>
<p>Algumas pessoas desejam sair, mas não se permitem. Este é outro tipo de dinâmica. Sentimentos de culpa são comuns nesse tipo de situação. É quando a pessoa possui as capacidades para alçar seus vôos, mas sente-se, de alguma maneira, presa à família. Uma dinâmica familiar típica são pais dependentes do papel de pais. O casal com problemas, muitas vezes sobrecarrega a função paternal sobre a marital. Quando os filhos podem alçar vôos tendem a reprimir ou intervir afim de que o filho saia de casa, o desejo deles é não ter que lidar com seus problemas. O filho, de outro lado, assume o papel de protetor dos pais e não sai.</p>
<p>Cada vez mais típica em nossa cultura, esta dinâmica traz muitos problemas para todos os envolvidos. O filho, termina no papel de pai dos pais, afinal de contas, os protege. Ao mesmo tempo, sente-se deslocado, pois os pais não o obedecem, afinal de contas, são pais. Estes sentem-se cobrados pelos filhos que desejam que eles sejam diferentes, ao mesmo tempo em que sentem medo dos filhos irem embora. A situação vira um cabo de guerra e ninguém consegue direcionar esta energia para algo, de fato, construtivo.</p>
<p>Ao filho, por fim, cabe dizer adeus. Aprender a deixar os pais com os seus problemas ao invés de buscar resolvê-los. Por incrível que pareça esta é uma atitude humilde, pois o filho se coloca no seu devido lugar e deixa seus pais no deles. Aos pais cabe aprender a dizer adeus. Reconhecer seus problemas e permitir ao filho sair de cena é fundamental para que o casal enquanto marido e mulher possa ter uma chance de se resolver. Por fim, cabe à ambos dizer &#8220;eu te amo&#8221;. Os pais abençoarem a saída do filho é fundamental ao filho reconhecer e amar os pais tal como são também. Apenas com estes atos este tipo de dinâmica encontra novo equilíbrio.</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>A dolorosa consequência da realidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Nov 2021 21:59:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Eu não quero mais falar com ela. &#8211; Eu sei. &#8211; Ela não merece. &#8211; É o contrário. &#8211; Contrário? Como contrário? Olhe o que ela fez para mim! &#8211; Sim, ela foi &#8220;sacana&#8221;. &#8211; Então! &#8211; Mas quem não merece falar com ela é você, porque querer, você quer. (silêncio) &#8211; E porque &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/11/24/a-dolorosa-consequencia-da-realidade/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">A dolorosa consequência da realidade</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Eu não quero mais falar com ela.</p>
<p>&#8211; Eu sei.</p>
<p>&#8211; Ela não merece.</p>
<p>&#8211; É o contrário.</p>
<p>&#8211; Contrário? Como contrário? Olhe o que ela fez para mim!</p>
<p>&#8211; Sim, ela foi &#8220;sacana&#8221;.</p>
<p>&#8211; Então!</p>
<p>&#8211; Mas quem não merece falar com ela é você, porque querer, você quer.</p>
<p>(silêncio)</p>
<p>&#8211; E porque eu não mereço?</p>
<p>&#8211; Porque não consegue reconhecer que quer falar com ela.</p>
<p>&#8211; Odeio isso.</p>
<p>&#8211; Sim.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O filme &#8220;Her&#8221; tem uma frase linda: &#8220;o passado é só uma história que contamos à nós mesmos&#8221;. Porém, refletir sobre ela é um tanto chocante e exige maturidade. Dizer que o passado é &#8220;só uma história&#8221; não deve ter como foco a palavra &#8220;só&#8221;, mas sim &#8220;uma história&#8221;. Ao tomar a discussão por este lado, entramos no tema da realidade.</p>
<p><span id="more-6793"></span></p>
<p>Uma das tarefas que cabe à todo psicólogo clínico em praticamente todos os seus atendimentos é a &#8220;redefinição&#8221;. Nela, tratamos de dar um novo sentido sobre um evento ou nova definição sobre um conceito que a pessoa traz consigo. O que faz esta tarefa tão importante e comum é o fato de que muitos conceitos e significados que traçamos em algum momento de nossas vidas, se tornam disfuncionais mais tarde. Porém, como sabemos que eles se tornam disfuncionais?</p>
<p>Tomando um adolescente classe média, média alta que não precisa trabalhar, por exemplo. Talvez essa pessoa deseje, aos seus 16 anos, ter um lugar só para si, uma casa para receber os amigos e festar, dormir a hora que quer e fazer &#8220;o que bem entende&#8221;. Ao atingir isso, mais tarde, no começo ela se deleita com a execução de todos os seus desejos. Algum tempo depois, ao iniciar vida profissional e, talvez, marital percebe que há algo de errado. As crenças elaboradas na adolescência sobre o que é &#8220;ser um adulto&#8221;, não estão em harmonia com a realidade. Antes seus pais o acordavam, agora seu emprego pede que ele acorde cedo, por exemplo. &#8220;Onde está a minha liberdade?&#8221;, pergunta-se a pessoa.</p>
<p>O problema não é a &#8220;falta de liberdade&#8221; e sim a concepção que o adolescente criou sobre como deveria ser uma vida com &#8220;liberdade&#8221;. A realidade é: ele escolheu o emprego, a namorada e a casa. Escolheu crescer e tudo isso vem com limites. Porém a &#8220;história&#8221; que ele ainda tem em mente é que &#8220;estava indo tudo bem, minha vida estava tranquila e daqui a pouco eu tenho que fazer isso e fazer aquilo e não tenho mais a minha liberdade&#8221;. As histórias que contamos para nós são a interpretação que tiramos de nossas experiências, porém elas são histórias e não a realidade em si. Quando lidamos com a realidade em si, as coisas são diferentes.</p>
<p>As histórias são &#8220;boas&#8221; a realidade é cruel. Nas histórias sempre temos uma desculpa externa para nosso sofrimento, na realidade não. Então as redefinições se tornam necessárias. Sabemos que uma crença é disfuncional olhando para a realidade. Quando nossos conceitos criam histórias que nos ajudam, crescemos e eles são funcionais. Quando atrapalham nosso crescimento, se tornam disfuncionais. Uma pessoa mais amadurecida, por exemplo, diria que escolhas trazem consequências. Ela, então, pensa nas consequências, ganhos e perdas que terá com as escolhas que fará e decide se está disposta a enfrentar isso ou não. Assim sendo, ela entende o que acontece depois como &#8220;parte do jogo&#8221; e não como &#8220;perda da liberdade&#8221; como alguém mais imaturo pensa.</p>
<p>A realidade é dolorosa em relação as histórias porque ela sempre nos apresenta perdas. Sempre vamos perder algo à medida em que crescemos e o tempo passa. A realidade cobra seu preço de maneira crua e imparcial. Por outro lado, ela traz a liberdade verdadeira: aquela na qual ação e consequência caminham juntas e todos temos limites. Nela, as coisas são pequenas: apenas o que pode acontecer acontece. De outra lado, o fato das coisas acontecerem dessa forma nos faz fortes para realizá-las. As histórias, são ricas, muito pode acontecer nelas, porém, se tornam restritas, porque não somos tão potentes ou tão vítimas quanto nossas histórias gostam de nos colocar.</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>&#8220;Dois culpados se entendem melhor&#8221;</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/11/12/dois-culpados-se-entendem-melhor/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Nov 2021 21:00:25 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; E o que eu faço com ele? &#8211; Qual o problema com ele? &#8211; O que eu faço se terminar com ele e ele ficar mal, por exemplo? &#8211; Qual o problema com isso? &#8211; Ai Akim, não quero isso. &#8211; Ninguém quer, mas isso não é algo seu para definir. Consegue deixar isso &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/11/12/dois-culpados-se-entendem-melhor/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">&#8220;Dois culpados se entendem melhor&#8221;</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; E o que eu faço com ele?</p>
<p>&#8211; Qual o problema com ele?</p>
<p>&#8211; O que eu faço se terminar com ele e ele ficar mal, por exemplo?</p>
<p>&#8211; Qual o problema com isso?</p>
<p>&#8211; Ai Akim, não quero isso.</p>
<p>&#8211; Ninguém quer, mas isso não é algo seu para definir. Consegue deixar isso à encargo dele?</p>
<p>&#8211; Não. Não consigo.</p>
<p>&#8211; Então além de terminar ainda quer &#8220;sair por cima&#8221; não é?</p>
<p>&#8211; Não sei se é isso.</p>
<p>&#8211; Me parece que é, sabe: &#8220;dois culpados se entendem melhor&#8221;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A frase é do terapeuta Bert Hellinger. Embora o trabalho deste autor seja ainda novo para mim, a frase fez perfeito sentido desde a primeira vez em que a li. O sentido tem a ver com as relações onde um é muito bom e o outro muito ruim. Este tipo de relação está fadada à brigas intermináveis e, possivelmente, ao fracasso.</p>
<p><span id="more-6588"></span></p>
<p>Porque &#8220;dois culpados&#8221; se entendem melhor? Em geral, numa relação, ambos cometem erros. Dificilmente em um relacionamento as pessoas são completamente certas de um lado e completamente erradas do outro. Assim sendo, aquele que deseja buscar &#8220;inocência&#8221; completa, geralmente quer estar num patamar moral maior. Isso dificulta a relação ao invés de ajudar. É muito complicado para uma pessoa &#8220;inferior&#8221; conversar com uma &#8220;superior&#8221;.</p>
<p>&#8220;Estar por cima&#8221; é perceber-se como alguém &#8220;certo&#8221;, enquanto o outro está &#8220;errado&#8221;. Embora seja muito difícil achar alguém que afirme que faz isso, as palavras e atitudes não deixam dúvidas de quando alguém quer estar por cima. É uma atitude de superioridade moral, colocando-se como alguém que detém um saber que o outro não tem ou desdenha. Quando a pessoa precisa desse lugar, ela está querendo, voluntariamente, se afastar da relação.</p>
<p>Este afastamento se dá porque não é possível conviver com alguém em superioridade, apenas em igualdade. Quando a diferença se instala numa relação começam as brigas pelo poder. A percepção de superioridade é psicológica e emocional. As pessoa se sentem de uma forma ou de outra. A luta pelo poder visa o controle e subordinação. Se um dos conjugues afirma que é inferior ao outro, a relação está fadada ao fracasso. Ou quando se luta avidamente contra isso, afinal de contas, a relação se torna um campo de guerra.</p>
<p>A questão é que ambos são iguais querendo regalias. Ambos são seres humanos imperfeitos, desejando arrogar-se como detentores de verdades que o outro não pode assumir. Quando se reconhece esta verdade é que se pode ver a relação com mais realismo. Este é importante porque possibilita perceber como cada um contribui para os resultados que a relação está atingindo. Nesse sentido é que Hellinger traz a frase: dois culpados se entendem melhor.</p>
<p>Uma situação típica é quando um quer terminar a relação, mas deixar o outro &#8220;bem&#8221;. Isso é desejar estar em superioridade moral. Ora, você quer dar um fim à relação e ainda sair como o mocinho? Porque não afirmar que o término é doloroso e vivenciar isso? Simples, por afirmar isso gera a sensação de culpa, que é natural, mas ao invés de se lidar com isso, a pessoa prefere &#8220;ser melhor&#8221; e procurar formas de fazer o outro não sofrer. E nessa busca vão-se longos anos tentando convencer ou manipular o parceiro a terminar.</p>
<p>Quando é possível assumir nossos erros e acertos, podemos compreender que escolhemos pessoas que tem, assim como nós, qualidades e virtudes. Ao conseguirmos aceitar ambas, aproveitar as virtudes e nos defender dos defeitos é que podemos dizer &#8220;muito obrigado por tudo&#8221;. Nesse momento não é necessário ser superior, apenas humano.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Vencer medos ou gerar segurança?</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/11/10/vencer-medos-ou-gerar-seguranca/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Nov 2021 22:00:36 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas o problema é o meu medo. &#8211; Não, não é. &#8211; Como que não? Eu só não faço essas coisas porque eu sinto medo delas. &#8211; O problema é que você não confia em você. &#8211; Mas o medo atrapalha. &#8211; Porém em situações nas quais você se sente mais confiante, você faz &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/11/10/vencer-medos-ou-gerar-seguranca/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Vencer medos ou gerar segurança?</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas o problema é o meu medo.</p>
<p>&#8211; Não, não é.</p>
<p>&#8211; Como que não? Eu só não faço essas coisas porque eu sinto medo delas.</p>
<p>&#8211; O problema é que você não confia em você.</p>
<p>&#8211; Mas o medo atrapalha.</p>
<p>&#8211; Porém em situações nas quais você se sente mais confiante, você faz mesmo assim não é?</p>
<p>&#8211; É&#8230; é verdade&#8230; é mais fácil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mais que uma questão de foco, buscar por sensações e características positivas é uma atividade de fundamental importância para o bom andamento de uma terapia. Em alguns casos é necessário olhar para a dor, em outros para a conquista de novos horizontes.</p>
<p><span id="more-6716"></span></p>
<p>Muitas pessoas creem que os problemas de suas vidas são emoções &#8220;negativas&#8221; como raiva, medo, tristeza ou ansiedade. Porém estas emoções não são problemáticas por si e não há uma maneira de &#8220;tirar&#8221; emoções do nosso corpo ou psiquismo. Assim sendo muitos se sentem vítimas de cruéis situações nas quais não podem fazer nada. Fixam os olhos nas emoções negativas que sentem e pensam que suas vidas serão cada vez mais complicadas por causa delas e de sua permanência.</p>
<p>No entanto, há um lado da questão que as pessoas não enxergam. Em vários casos, algumas emoções negativas se mantém apenas porque as positivas não tem lugar. Um exemplo com o qual trabalhei muito é o medo. É comum que as pessoas aprendam a temer algo ao longo de suas vidas e mantenham a resposta de medo, mesmo depois que aquela situação não apareça mais. Ou seja, viveram em um lugar perigoso, mas ao se mudarem mantém os mesmos hábitos e comportamentos. O medo, logo retorna. Elas não aprendem a se adaptar à uma nova situação.</p>
<p>Nestes casos é muito mais importante focar em &#8220;como construir segurança&#8221; do que em &#8220;vencer o medo&#8221;. A construção da segurança é o que vai ajudar a pessoa a criar um equilíbrio entre o medo que sente e a segurança do lugar onde ela se encontra. Aprender a estar em um lugar, pensar e sentir: &#8220;é bom estar aqui, é seguro, posso relaxar&#8221; é um desenvolvimento diferente de &#8220;não posso ter medo&#8221;. Este segundo, inclusive apenas aumenta a ansiedade porque faz a pessoa focar em ter medo e ao mesmo tempo não ter. Cria muita confusão e cobrança.</p>
<p>A construção daquilo que é &#8220;positivo&#8221;, nos chama a atenção para ir além, gerar competências, aproveitar a realidade sob outra ótica, aumentar a felicidade e bem-estar. Nesse sentido é que a segurança deve ser construída. Buscar, no mundo, pelos motivos que o permitem se sentir seguro é diferente de ficar pensando &#8220;o que pode ocorrer de ruim agora?&#8221;. Criar comportamentos para ir em direção do mundo para usufruí-lo é diferente de encontrar formas de se defender dele. Sentir bem estar e felicidade é diferente de &#8220;não sentir medo&#8221;.</p>
<p>Então é importante estar atento para descobrir se aquilo que você precisa é enfrentar um medo ou criar segurança em você. Se a sua tendência é ser medroso em muitas coisas, sempre olhar para o lado negativo de tudo, está na hora de cogitar aprender como criar segurança e positividade. Se, por outro lado, você tem uma questão bem pontual que lhe incomoda pode ser interessante aprender a enfrentar os medos. As duas estratégias são importantes, porém, cada uma para uma situação específica.</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>O valor da memória</title>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Nov 2021 21:35:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; E daí, quando eu penso em tentar, me dá uma coisa ruim. &#8211; Que &#8220;coisa ruim&#8221;? &#8211; Ah, eu me lembro do que eu já fiz e não consegui fazer direito sabe? &#8211; Sim. O que te motiva a lembrar dos seus fracassos passados quando quer construir o futuro? &#8211; Não sei direito &#160; &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/11/05/o-valor-da-memoria/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">O valor da memória</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; E daí, quando eu penso em tentar, me dá uma coisa ruim.</p>
<p>&#8211; Que &#8220;coisa ruim&#8221;?</p>
<p>&#8211; Ah, eu me lembro do que eu já fiz e não consegui fazer direito sabe?</p>
<p>&#8211; Sim. O que te motiva a lembrar dos seus fracassos passados quando quer construir o futuro?</p>
<p>&#8211; Não sei direito</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A memória não é apenas um banco de dados que ficam parados sem fazer nada em nossa mente. A memória tem função ativa em muitas atividades cognitivas e psicológicas. Planejar o futuro é uma delas.</p>
<p><span id="more-6434"></span></p>
<p>Nossa memória é muito mais que um banco de dados. As informações que guardamos vivem de maneira ativa dentro de nós, caso contrário acabam sendo esquecidas. É um fato curioso sobre a memória que, de forma geral, apenas aquelas informações que são utilizadas se mantém. Assim sendo, memórias sobre dias bons, ruins, conversas, situações precisam ser ativadas com constância para se manterem.</p>
<p>Como fazemos isso? O ser humano é um contador nato de histórias. A principal história que ele se conta todos os dias é sobre &#8220;quem ele é&#8221;. Todos os dias reforçamos a auto imagem que temos de nós através das situações que vivemos e das lembranças que temos de situações semelhantes. É o famoso &#8220;ah, viu só, tinha que ser! Isso sempre acontece comigo&#8221;. Quando falamos isso, não estamos apenas confirmando o que aconteceu conosco, mas, também, nossa auto imagem.</p>
<p>Desta forma a memória nos lembra do que ocorreu e de quem somos. Ela ajuda a definir nossa identidade. A memória, dessa maneira, assume &#8220;valores&#8221;. Valores podem ser negativos ou positivos. Os negativos são aqueles que nos afastam de alguma coisa. Por exemplo, diante de uma situação onde terei que confrontar alguém, me recordo das situações em que tive medo de fazer isso ou nas quais não fiz isso adequadamente. Esta memória tenderá a me afastar da situação atual ou futura de confronto. A memória de valor positivo funciona ao contrário dessa, nos impelindo à ação.</p>
<p>Ela pode edificar ou denegrir a auto imagem. Diante de uma situação em que falhei, por exemplo, posso empregar a memória para me lembrar de outras situações nas quais cumpri com minhas metas e dizer-me: &#8220;foi só dessa vez, em geral, cumpro com o que me comprometo&#8221;. Ou posso me lembrar de todas as vezes em que falhei e concluir: &#8220;eu não sirvo para nada mesmo, nunca faço nada direito&#8221;.</p>
<p>Desta maneira, ao lembrar de alguma coisa o importante não é apenas o fato que é lembrado, mas todas as emoções que emergem junto com a lembrança e o efeito que ela tem sobre nossa auto estima e comportamento. Aprender a usar a memória significa compreender quais são os impactos que ela tem sobre nós. Desta maneira a memória poderá ter um valor geral positivo nos ajudando a compreender nosso passado para projetar nossa futuro de maneira construtiva.</p>
<p>Abraço</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>A importância de saber vencer</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Oct 2021 22:00:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Eu não consigo relaxar Akim &#8211; Claro que não. &#8211; Mas porque? Eu ganhei, agora não tenho que me preocupar mais! &#8211; Tem sim &#8211; Com o que? &#8211; Com &#8220;a próxima&#8221; &#8211; É verdade&#8230; &#8211; É? Você tem que ficar se preocupando a ponto de não relaxar? &#8211; Como assim, estou ficando confuso &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/10/20/a-importancia-de-saber-vencer/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">A importância de saber vencer</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Eu não consigo relaxar Akim</p>
<p>&#8211; Claro que não.</p>
<p>&#8211; Mas porque? Eu ganhei, agora não tenho que me preocupar mais!</p>
<p>&#8211; Tem sim</p>
<p>&#8211; Com o que?</p>
<p>&#8211; Com &#8220;a próxima&#8221;</p>
<p>&#8211; É verdade&#8230;</p>
<p>&#8211; É? Você tem que ficar se preocupando a ponto de não relaxar?</p>
<p>&#8211; Como assim, estou ficando confuso cara!</p>
<p>&#8211; Ora, você precisa se preocupar como se não soubesse o que fazer e o próximo jogo fosse uma coisa completamente abstrata na sua mente?</p>
<p>&#8211; Não, não é bem assim&#8230;</p>
<p>&#8211; Então&#8230; que tal pensar em como vai vencer o próximo jogo?</p>
<p>&#8211; Nunca penso nisso.</p>
<p>&#8211; Claro que não, você se preocupa em não perder!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Pode parecer estranho, mas muitas pessoas não sabem vencer. E não estou falando sobre o &#8220;mau vencedor&#8221;, estou falando de pessoas que tem dificuldade, por exemplo, em se imaginar vencendo na vida. Porque isso acontece?</p>
<p><span id="more-6348"></span></p>
<p>Muitas pessoas relatam o medo de perder. É interessante notar que &#8220;medo de perder&#8221; não significa vontade de vencer. Assim sendo, é comum focar-se demasiadamente na possibilidade da derrota e nunca concentrar-se em ganhar. O erro é crer que focar-se em &#8220;não perder&#8221; é o mesmo que focar-se em ganhar. Embora muitas pessoas possam vencer na busca de se afastar da derrota, o efeito gerado emocionalmente não é o mesmo.</p>
<p>Pessoas que buscam por algo, tem a sensação de conquista e preenchimento. Quando, no entanto, o desejo é afastar-se de algo, a sensação é de alívio e tranquilidade. Embora possa parecer algo pequeno e tolo, esta diferença traz muitos resultados na mente da pessoa. A sensação de conquista é alicerçadora do caráter, fortalece a pessoa e sua auto estima. A sensação de alívio não, ela é apenas uma tranquilizadora momentânea que afasta, naquele momento, a pessoa de uma sensação desprazerosa.</p>
<p>Assim sendo, a questão é: o que ocorre depois de uma vitória? A pessoa que se foca em conquistas, consegue mais uma vitória para o seu rol. Tende a alicerçar sua auto estima e caráter e fortalecer sua auto imagem. Ela sente-se conquistadora, merecedora de algo que conseguiu mediante esforço. Já quando a pessoa foca em afastar-se da derrota, o próximo evento é igual ao anterior. Em outras palavras a pergunta que a pessoa motivada por afastamento se faz é: será que vou conseguir escapar dessa agora? Quando conseguem, a experiência alimenta uma auto imagem negativa de &#8220;sobrevivente&#8221; (ufa, consegui escapar de mais uma encrenca) e não uma positiva &#8220;conquistador&#8221; (aprendi o que devo fazer e me sinto mais apto para o próximo desafio).</p>
<p>As pessoas que tem dificuldades em trabalhar com motivação de aproximação, em geral, tem dificuldades em vencer. Um exemplo típico é a pessoa que tem medo de conflitos. Na verdade, quando ela pensa em entrar numa discussão, imediatamente pensa que vai perder a discussão. Tende a criar vários cenários e, em todos, ela acaba saindo perdedora. Esta falta de perspectiva de &#8220;é possível vencer&#8221;, faz com que ela sequer cogite a possibilidade das coisas darem certo.</p>
<p>Assim sendo é importante aprender a vencer no sentido de aceitar esta possibilidade e buscá-la de forma ativa. Não se trata de ser &#8220;errado&#8221; pensar da outra maneira, afinal de contas, ela é muito útil. A questão é saber usar a atitude positiva se permitindo crer um possível vencedor. Foco no acerto, busca por um desempenho e compreensão maiores e melhores fazem parte do repertório de quem busca a vitória ativamente. Enquanto que a estagnação tende a ser um comportamento de quem evita a derrota.</p>
<p>Agora o leitor pode perguntar: vencer o que? Minha resposta é: qualquer coisa. A vida nos traz inúmeros desafios e criamos outros por conta própria. Assim sendo &#8220;vencer&#8221; é importante como uma atitude de vida. Nada tem a ver com vencer a qualquer custo e sim com aprender a usufruir do esforço em fazer algo afim de enriquecer sua vida interior com as experiências pelas quais passamos.</p>
<p>&nbsp;</p>
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