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	<title>Arquivos Culpa - Akim Neto Psicólogo Clínico</title>
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		<title>Não peça perdão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Sep 2021 22:00:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; E daí eu disse: &#8220;desculpe&#8221;. &#8211; Porque? &#8211; Como assim porque? Ela ficou chateada. &#8211; Sim, mas até onde te conheço, você não viu que fez algo errado para pedir desculpas. &#8211; Mas você diz que eu faço. &#8211; Sim, eu digo, mas não importa o que eu digo, mas sim o que você &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/09/15/nao-peca-perdao/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Não peça perdão</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; E daí eu disse: &#8220;desculpe&#8221;.</p>
<p>&#8211; Porque?</p>
<p>&#8211; Como assim porque? Ela ficou chateada.</p>
<p>&#8211; Sim, mas até onde te conheço, você não viu que fez algo errado para pedir desculpas.</p>
<p>&#8211; Mas você diz que eu faço.</p>
<p>&#8211; Sim, eu digo, mas não importa o que eu digo, mas sim o que você sente em relação à isso.</p>
<p>&#8211; Fiquei confuso.</p>
<p>&#8211; Assuma que você acha que não deve desculpas à ela. Assuma isso ao invés de fingir culpa. Senão vai sobrecarregar a relação.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para uma civilização baseada nas tradições católicas a ideia de não pedir perdão pode parecer absurda. Porém, nem sempre o perdão é a melhor forma de resolver um problema que criamos para o outro.</p>
<p><span id="more-6465"></span></p>
<p>O ato de perdão é tradicionalmente associado com um ato de humildade daquele que cometeu um deslize. No entanto, existe uma dinâmica oculta neste ato que o torna mais complexo. A pessoa que solicita o perdão, transfere a responsabilidade de seu ato e das consequências deste para o outro. Quem recebe o pedido de perdão fica, então, com duas responsabilidades: lidar com o problema que o outro lhe causou e ainda ter que perdoá-lo, ou seja, retirar a culpa sobre seu feito.</p>
<p>Porém dizer a alguém que algo que nos causou dor não causou dor é mentir. Não é possível retirar a culpa sobre uma ação. Uma ação que machuca, machuca. Não há como negar isso. Não há porque &#8220;perdoar&#8221;. O ato que nos causa dor precisa ser &#8220;celebrado&#8221; e valorizado dessa forma. A atitude do &#8220;perdão&#8221; (aquele que &#8220;apaga&#8221; o ato) não é humana. Aceitar a dor e a culpa sim.</p>
<p>Quando digo &#8220;não peça perdão&#8221;, o que quero dizer é: não dê à alguém que você machucou a responsabilidade por tirar a sua culpa de você. É você quem deve lidar com a sua culpa e não projetá-la no próximo. A culpa pode engrandecer se você lidar de forma honesta com ela. Fazer isso é reconhecer o que você fez e comprometer-se por seu livre desejo em não repetir o que fez, além de arcar com as consequências de sue ato. Essa é a forma adulta e humana em lidar com nossos erros.</p>
<p>O desejo de expiação é um desejo infantil baseado na ideia de que é possível mudar o passado. Não é. O que está feito, assim está. O presente pode ser vivido e o futuro poderá ser mudado, mas o passado não. Então assumir que o passado existiu é fundamental para lidar bem com a culpa. O segundo passo é assumir a dor ao invés de projetar, negar ou desejar que outra pessoa a tire para você. O terceiro é mudar o seu comportamento.</p>
<p>E o outro? Bem, o outro vai decidir o que fará. Não cabe buscar coagir o outro a tomar uma decisão em relação ao que fazemos de errado. Ele deve ser deixado livre para decidir o que quer fazer. Manter-se ou não perto de quem nos causa mal não significa apagar o passado, mas aceitar o passado e é preciso ter muita parcimônia nesse momento. É importante para quem fere saber que feriu e é importante para quem é ferido mostrar o ferimento, sem dramas desnecessários. Sem tornar um o &#8220;bom&#8221; e o outro o &#8220;ruim&#8221;.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<item>
		<title>Quais as regras que você está seguindo?</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2020/06/10/quais-as-regras-que-voce-esta-seguindo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2020 11:32:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
		<category><![CDATA[Amor próprio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Me sinto mal com isso. &#8211; O que você sente? &#8211; Me sinto culpada pelo que aconteceu. &#8211; Entendo. Foi algo difícil para você essa repercussão não? &#8211; Sim, não imaginei que isso ia acontecer. Fiz para dar o contrário. &#8211; Talvez este seja um motivo para você se desculpar então. &#8211; Como assim? &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2020/06/10/quais-as-regras-que-voce-esta-seguindo/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Quais as regras que você está seguindo?</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Me sinto mal com isso.</p>
<p>&#8211; O que você sente?</p>
<p>&#8211; Me sinto culpada pelo que aconteceu.</p>
<p>&#8211; Entendo. Foi algo difícil para você essa repercussão não?</p>
<p>&#8211; Sim, não imaginei que isso ia acontecer. Fiz para dar o contrário.</p>
<p>&#8211; Talvez este seja um motivo para você se desculpar então.</p>
<p>&#8211; Como assim?</p>
<p>&#8211; Ora, você não fez nada digno de culpa, fez? Entendo sua tristeza com o resultado, mas será que culpa é adequado?</p>
<p>&#8211; É&#8230; pensando assim&#8230;</p>
<p>Muitas pessoas confundem culpa com responsabilidade, trocam de lugar com outras pessoas e assumem para si uma culpa alheia. Estas dinâmicas são difíceis e cheias de dor, mas é importante entender: qual é a lei que eu sigo que me faz sentir a culpa?<br />
<span id="more-8056"></span></p>
<p>Pelo que podemos nos sentir culpados? Tecnicamente falando, podemos sentir culpa por aquilo que fizemos. Existe um ato pelo qual sentimos culpa. Isso é importante, muitas pessoas se julga pelos resultados de suas ações, mas a culpa reside na ação. Por exemplo, tentar matar alguém e não conseguir não livra a pessoa da culpa na tentativa de homicídio. Algumas vezes, resultados ruins em nossas vidas não são nossa &#8220;culpa&#8221;, apenas nossa responsabilidade, ou, às vezes, nem isso.</p>
<p>Porém, o ato, por si só, não determina culpa. É necessário que uma regra esteja presente também. Compreender qual é esta regra é o ponto fundamental da análise da culpa. Muitas vezes, seguimos regras que não são nossas, usamos parâmetros inadequados para nos atribuir responsabilidade ou simplesmente assumimos culpa de terceiros. É comum que regras de nossas famílias e cultura atuem sobre nós sem nossa permissão, por exemplo. Neste caso, precismos reconhecer a regra e decidir se vamos usá-la da mesma forma que a aprendemos.</p>
<p>Os parâmetros podem ser inadequados quando, por exemplo, a pessoa decide responsabilizar-se por algo que está além de sua capacidade. É o caso de um filho que decide salvar o casamento dos pais e &#8220;falha&#8221;, sentindo-se culpado por isso.  A atribuição de culpa por resultado negativo também faz parte disso. A pessoa sente-se culpada pelo resultado negativo sem levar em consideração se suas ações foram, de fato, merecedoras de culpa.</p>
<p>Assumir a culpa de terceiros é algo muito comum em processos familiares. Uma filha, ou um neto acabam assumindo para si a culpa que um pai ou avó sentem. Um membro assume para si a culpa por identificar-se com esta pessoa de alguma maneira ou para protegê-la (tema de muitos livros e filmes). Neste caso, cria-se um segredo que nem sempre é consciente. Muitas vezes o genitor &#8220;sente-se bem&#8221; com a situação que lhe tira um peso dos ombros, mas é necessário que a culpa &#8220;retorne&#8221; para quem lhe gerou.</p>
<p>A dinâmica da culpa é abrangente até por envolver uma confusão entre responsabilidade e culpa. A responsabilidade está ligada à ação, a culpa ao sistema de leis e moral que avalia aquela ação. Matar alguém, por exemplo, é um crime, mas no advento de uma guerra torna-se algo digno e um &#8220;herói de guerra&#8221;, frequentemente é uma pessoa que matou muitas outras. Ser responsável é um pré requisito para a culpa, mas a responsabilidade e os resultados das ações, por si sós não são suficientes para causar culpa em alguém.</p>
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		<title>A culpa que protege</title>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Feb 2020 11:00:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Me sinto muito mal com isso. &#8211; Culpada? &#8211; Sim. &#8211; Do que sua culpa está protegendo você? &#8211; Como assim? &#8211; Olhe: você fez ativamente alguma coisa para seu pai estar sofrendo o que está sofrendo? &#8211; Não, pelo contrário, eu ajudei ele várias vezes. &#8211; Pois é, logo &#8220;culpa&#8221; não é uma &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2020/02/05/a-culpa-que-protege/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">A culpa que protege</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Me sinto muito mal com isso.</p>
<p>&#8211; Culpada?</p>
<p>&#8211; Sim.</p>
<p>&#8211; Do que sua culpa está protegendo você?</p>
<p>&#8211; Como assim?</p>
<p>&#8211; Olhe: você fez ativamente alguma coisa para seu pai estar sofrendo o que está sofrendo?</p>
<p>&#8211; Não, pelo contrário, eu ajudei ele várias vezes.</p>
<p>&#8211; Pois é, logo &#8220;culpa&#8221; não é uma emoção que está adequada. Ele fez, não você. Sua culpa está servindo para outro fim, qual seria?</p>
<p>&#8211; Não sei&#8230;</p>
<p>&#8211; Sabe sim&#8230; mas é muito difícil para você dizer ou sentir isso.</p>
<p>&#8211; Dizer o que?</p>
<p>&#8211; Olhe para seu pai sem a culpa, o que você vê?</p>
<p>(Ela chora)</p>
<p>&#8211; O que você vê?</p>
<p>&#8211; Uma pessoa que não quer se cuidar. Não adianta querer cuidar dele&#8230; ele sempre faz as coisas erradas.</p>
<p>&#8211; É mais fácil olhar para isso ou para sua culpa?</p>
<p>&#8211; Acho que preferi a culpa até hoje.</p>
<p>O sentimento de culpa nem sempre é verdadeiro. Ela surge quando violamos algum preceito moral que decidimos seguir. Assim sendo, nos sentimos culpados para ficarmos atentos ao fato de que nosso comportamento não é coerente com nossas premissas de vida. Porém, alguma vezes a culpa surge apenas para evitar que olhemos para algo muito duro e difícil.</p>
<p><span id="more-7081"></span> A culpa é uma emoção poderosa sua função é nos fazer rever nossos atos. Quando isso está alinhado com comportamentos adequados e produtivos, a culpa é uma emoção muito positiva. Porém, quando a culpa nos faz ficar presos a destinos que não são nossos ou a buscar cumprir algo impossível, ela se torna inadequada. Nos mantemos diante desse impasse porque a realidade é, muitas vezes, difícil de ser encarada. Assim sendo, preferimos a ilusão de que algo pode ser feito do que encarar o destino que nos coube (ou que coube aos outros). A tristeza é uma das emoções que buscamos evitar com a culpa.</p>
<p>Algumas pessoas preferem sentir a culpa do que a tristeza porque, embora a culpa seja uma emoção dolorosa, ela ainda mantém a pessoa no controle da situação. Sentir-se culpado nos faz crer que temos influência em certos eventos, assim sendo, tudo é uma questão de fazermos a &#8220;coisa certa&#8221;. É muito difícil em várias situações e em relação à determinados desejos e necessidades admitir que não há nada para fazer. Esta atitude, além de nos colocar frente à frente com nossa tristeza, também nos coloca diante da impotência que temos diante de alguns fatos da vida. É como no caso acima. Ao invés da pessoa conseguir lidar com a tristeza de ver que seu pai não cuida da saúde, prefere sentir-se culpada, como se tivesse que cuidar melhor do pai ou fazer algo para ele. Este sentimento a coloca em um papel &#8220;ativo&#8221; no destino do pai (e de seu próprio), porém este papel é apenas uma doce ilusão.</p>
<p>A raiva é outra emoção que pode ser escondida através da culpa. Isso ocorre de forma habitual com pessoas com dificuldades em impôr limites. Assim sendo, elas percebem que algo está errado. Alguém ou alguma situação está lhe prejudicando e a pessoa tem dentro de si o desejo de não se prejudicar. Ela sente raiva da pessoa ou da situação. Esta raiva está adequada no sentido que visa organizar na pessoa os comportamentos para se proteger. O sentimento de raiva, faz a pessoa imaginar as ações que deveria ter para se proteger e aí surge a dúvida sobre fazer isso de fato ou não. A pessoa recua, mas o que fazer com a raiva e as percepções de que as coisas não estão boas? Melhor sentir-se culpado de estar pensando tão mal do mundo ou da pessoa específica do que agir. E então surge a culpa: &#8220;como você pode pensar isso dele?&#8221;, &#8220;você fica reclamando, mas tem gente em situação pior que a sua&#8221;.</p>
<p>É difícil, porém, quando se torna possível olhar para aquilo que realmente nos incomoda, conseguimos criar uma atitude adequada para lidar com as situações e com a nossa vida. A culpa não pode ser considerada como &#8220;humildade&#8221; quando está apenas ocultando nossos reais sentimentos. Neste caso, ela apenas está servindo como uma proteção contra nós mesmos. O melhor a fazer é buscar coragem dentro de si para afirmar aquilo que realmente estamos sentindo.</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>Porque assumimos culpas que não são nossas?</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2019/04/12/porque-assumimos-culpas-que-nao-sao-nossas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Apr 2019 10:54:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
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		<category><![CDATA[Vida]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; E eu nunca consegui perdoar ela. &#8211; Foi muito difícil isso para você não? &#8211; Sim, eu sempre via ela por baixo, a minha mãe fazendo o que queria com ela e ela nunca reagia. &#8211; E você? &#8211; A mãe nunca me fez nada! Nunca deixei! &#8211; Como você se sentia quando ela &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2019/04/12/porque-assumimos-culpas-que-nao-sao-nossas/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Porque assumimos culpas que não são nossas?</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; E eu nunca consegui perdoar ela.</p>
<p>&#8211; Foi muito difícil isso para você não?</p>
<p>&#8211; Sim, eu sempre via ela por baixo, a minha mãe fazendo o que queria com ela e ela nunca reagia.</p>
<p>&#8211; E você?</p>
<p>&#8211; A mãe nunca me fez nada! Nunca deixei!</p>
<p>&#8211; Como você se sentia quando ela fazia isso?</p>
<p>&#8211; Com raiva.</p>
<p>&#8211; Raiva do que oras? Era ela quem sofria, não? Porque sentir raiva?</p>
<p>&#8211; Não sei&#8230; eu não queria ver ela daquele jeito&#8230;</p>
<p>&#8211; E por isso a raiva? Talvez você se percebia incapaz de mudar ela ou a sua mãe?</p>
<p>&#8211; Eu senti isso sim&#8230; faz tempo que não sinto&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A culpa é um sentimento que possui muitas raízes. Desde um sentimento de vergonha mal organizado até um sentimento de responsabilidade exacerbado, ela pode penetrar em nossas vidas das formas mais variadas, mostrando o quão complexo é ser humano.</p>
<p><span id="more-7758"></span></p>
<p>Quando se pensa em culpa, geralmente os motes de livros de auto ajuda pipocam em nossa mente nos proibindo de sentir esta emoção. Embora eu concorde que a culpa tóxica tenha efeitos deletérios em qualquer um, também é um fato de que ela, assim como a vergonha são sentimentos que organizam a vida humana e nos mostram o quão amplo o comportamento humano pode ser. Um exemplo que eu trouxe acima, ilustra uma relação entre irmãos, no qual um era &#8220;dominador&#8221; e o outro submisso à mãe.</p>
<p>Neste caso, a raiva do primeiro &#8211; meu cliente &#8211; era apenas uma forma de proteção contra a profunda tristeza e impotência que sentia em relação à situação do irmão que não conseguia desvincilhar-se da mãe. Embora o relato fosse de infância, a mesma situação permanecia na vida adulta. Esta tristeza e impotência se tornaram um sentimento de culpa em relação à não ter conseguido mudar a vida do irmão. Obviamente, meu cliente se protegia muito desta emoção e, mais tarde pode entender que, de fato, aquilo não era culpa dele.</p>
<p>Podemos ver, neste exemplo, que o amor fraterno, o sentimento de impotência e tristeza puderam se condensar em uma experiência de culpa. Outra situação é quando temos uma pessoa super responsável, ou seja, alguém cujos limites entre o que é seu e o que não é estão fracos. Neste caso, ela assume como pessoal comportamentos, eventos e, principalmente, consequências de eventos ínfimos e os toma como pessoais. Sente assim, culpa por relacionar elementos que podem não ter nada a ver entre si com consequências nefastas.</p>
<p>É o caso de quando a pessoa, por exemplo, é hipersensível em relação ao contexto e as reações das pessoas neste contexto. Neste caso, ela pode facilmente identificar um mau humor &#8211; oriundo de uma noite mal dormida, por exemplo &#8211; e associar com alguma possível falha que ela tenha tido em algum momento. O fato, aqui é que ninguém pode estar mau humorado, pois senão a pessoa assume isso como algo pessoal e, portanto, culpa-se como forma de tentar melhorar alguma coisa.</p>
<p>A culpa, de certa forma, nos confere certo status especial e poder. Se sou culpado, sou eu quem fez algo, portanto, eu também posso desfazer. Em quase todas as situações de &#8220;culpa indevida&#8221; percebemos que a pessoa acaba desejando mudar algo no mundo que não foi ela quem provocou. Abrir mão deste suposto poder é enfrentar a impotência diante de determinadas circunstâncias e, para não fazer isso, muitas pessoas preferem carregar a culpa.</p>
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		<title>Culpa e Responsabilidade</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2016/04/18/culpa-e-responsabilidade/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Apr 2016 10:37:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Eu não quero saber disso. &#8211; Porque não? &#8211; Não quero ficar me sentindo culpado entende? &#8211; Sim, mas de que maneira sentiria-se assim? &#8211; Ah, eu não fiz e daí ficam me culpando. &#8211; Bem, se você precisava fazer e não fez, o que está &#8220;plantando&#8221;? &#8211; Tá&#8230; eu sei que eu precisava &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2016/04/18/culpa-e-responsabilidade/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Culpa e Responsabilidade</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Eu não quero saber disso.</p>
<p>&#8211; Porque não?</p>
<p>&#8211; Não quero ficar me sentindo culpado entende?</p>
<p>&#8211; Sim, mas de que maneira sentiria-se assim?</p>
<p>&#8211; Ah, eu não fiz e daí ficam me culpando.</p>
<p>&#8211; Bem, se você precisava fazer e não fez, o que está &#8220;plantando&#8221;?</p>
<p>&#8211; Tá&#8230; eu sei que eu precisava fazer. Sei que agora vou ter que ficar um tempão correndo atrás e tal&#8230;</p>
<p>&#8211; Mas?</p>
<p>&#8211; Mas não quero sentir culpa!</p>
<p>&#8211; Porque não? Você já está se culpando&#8230; não precisa de ninguém para te dizer isso.</p>
<p>&#8211; É&#8230; na verdade é que eu sei que não está certo o que eu estou fazendo.</p>
<p>&#8211; Hora de sentir culpa, então, e decidir fazer diferente. Porque é tão difícil se tornar responsável pela sua vida?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>É comum, na nossa linguagem, utilizarmos a palavra responsabilidade como sinônimo de culpa, no entanto, essas palavras se referem à experiências emocionais distintas e é importante compreender esta diferença. Você sabe como distinguir?</p>
<p><span id="more-5259"></span></p>
<p>Responsabilidade é a habilidade de ser responsável, ou seja, de ter resposta para uma determinada tarefa ou de ter dado resposta à uma tarefa ou situação. Responsável é quem a &#8220;capacidade de&#8221; desempenhar algo e atingir um resultado específico.</p>
<p>Pais, por exemplo, tornam-se automaticamente responsáveis por seus filhos. No entanto, em alguns casos tristes, quando estas pessoas não conseguem desempenhar adequadamente a sua função elas podem perder a guarda sobre suas crianças. Neste cenário, os pais não são culpados, eles apenas não são suficientemente responsáveis &#8211; ou seja, capazes &#8211; de tomar conta de uma criança. Não necessariamente eles são presos, apenas perdem o direito à guarda.</p>
<p>A responsabilidade, então, tem a ver com a maneira pela qual percebemos os desafios de nossa vida, os desejos que temos e como reagimos à eles buscando através da competência que temos ou que precisamos adquirir,  atingir as metas e vencer os desafios. Não há nada &#8220;errado&#8221; na pessoa não conseguir isso, ela, apenas, não conseguiu, irá sofrer uma perda eu não ter um determinado ganho, mas não se pode dizer, especificamente que ela está &#8220;errada&#8221; em um sentido moral, pois a responsabilidade tem a ver com a competência.</p>
<p>Já a culpa é diferente, a culpa tem a ver com um sistema de crenças e moral que avalia os atos e os classifica em certos e errados, não de acordo com o resultado, mas sim com a moral vigente. Assim, por exemplo, temos que roubar é errado. Quando a pessoa rouba, não importa se foi para apaziguar a fome ou para comprar um iate, ela errou, portanto é culpada do ato. A confusão entre culpa e responsabilidade se dá porque, para ser culpada, a pessoa também deve ser capaz de executar o ato. Se ela é culpada por ter roubado é porque tem a capacidade de roubar.</p>
<p>Porém emocionalmente é muito diferente a sensação de culpa e de capacidade. Sentir-se &#8220;capaz de&#8221; e &#8220;culpado de&#8221; são sensações distintas. Quando a pessoa se diz culpada, entende que está fazendo algo errado ou que ela é errada &#8211; muito comum em pessoas com baixa auto estima. Esta percepção faz com que ela busque punição ou auto comiseração e não uma mudança de comportamento, por exemplo.</p>
<p>Em muitos atendimentos preciso trabalhar com a pessoa esta &#8220;limpeza moral&#8221;, ou seja, ajudá-la a perceber que está tendo resultados negativos em sua vida não porque é errada ou está fazendo &#8220;errado&#8221;, mas sim porque suas atitudes levam ao resultado não desejado. Retirar a culpa neste momento é fundamental para direcionar a atenção ao que realmente importa: a relação entre comportamento e resultado, a compreensão da responsabilidade.</p>
<p>A culpa, no entanto, também ocorre no campo emocional. É quando a pessoa faz algo (responsabilidade) que viola o seu sistema de crenças de certo-errado (culpa). Nesta situação é benéfico sentir culpa, porém, a culpa tem uma função específica dentro do campo emocional e psicológico: servir como um intenso e poderoso sinal de mudança de atitude. Em outras palavras, a culpa que dura até 30 minutos é benéfica no sentido de ajudar a pessoa a repensar o que fez e tomar a decisão de nunca mais fazer, não é necessário mais que isso para tomar essa decisão. A culpa que se arrasta por dias é destrutiva.</p>
<p>Muitas vezes a culpa pode se transformar em outras emoções que devem ser experienciadas em sua plenitude para que possam limpar o sistema psíquico. Nesta situação é saudável quando uma culpa é processada e, depois, a pessoa fica uns dias triste, por exemplo, pela perda que teve com sua atitude. Ao final de alguns dias ela se recupera e segue sua vida, num belo processo de aprendizado, mais sábia e consciente. Este tipo de ocorrência é saudável, diferente de uma pessoa que carrega anos uma dor e uma tristeza que nunca tem fim, por uma culpa mal empregada ou mal resolvida.</p>
<p>Abraço</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Culpa</title>
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		<pubDate>Fri, 15 Apr 2016 18:51:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Eu não vejo porque deveria me sentir culpado. &#8211; Não vê? &#8211; Não. &#8211; Mas sente? &#8211; Sim. &#8211; O que será que te permite sentir isso, então? &#8211; Não se deve sentir culpa sabe? Ela só atrapalha as coisas. &#8211; De que forma ela atrapalha? &#8211; Ah, te faz não fazer coisas, ou &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2016/04/15/culpa-2/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Culpa</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Eu não vejo porque deveria me sentir culpado.</p>
<p>&#8211; Não vê?</p>
<p>&#8211; Não.</p>
<p>&#8211; Mas sente?</p>
<p>&#8211; Sim.</p>
<p>&#8211; O que será que te permite sentir isso, então?</p>
<p>&#8211; Não se deve sentir culpa sabe? Ela só atrapalha as coisas.</p>
<p>&#8211; De que forma ela atrapalha?</p>
<p>&#8211; Ah, te faz não fazer coisas, ou sentir mal depois de fazer.</p>
<p>&#8211; Sim e porque isso &#8220;atrapalha&#8221; &#8220;as coisas&#8221;?</p>
<p>&#8211; Porque daí você não fazer o que quer.</p>
<p>&#8211; E o que tem de mal em não fazer sempre o que se quer?</p>
<p>&#8211; Nossa Akim!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Procuramos fugir da culpa, não sentir culpa e arranjar discursos para que esta emoção nunca esteja presente em nossas vidas sob a falsa acusação de que é a culpa quem atrapalha nossas vidas. Qual o lado bom da culpa?</p>
<p><span id="more-5084"></span></p>
<p>A emoção de culpa durante um bom tempo foi acusada de ser o grande mal da sociedade. Inúmeros autores e cursos foram ministrados afim de exterminar esta sensação dolorosa que nos prende em ideias retrógradas sobre o mundo e como as coisas devem ser. Libertação era a palavra da hora, libertar-se das amarras de culpas que não são suas e ir de encontro ao seu destino.</p>
<p>Nada contra, concordo que a culpa é uma emoção que pode ter suas origens em &#8220;mandamentos&#8221; que não servem bem a pessoa. Muitas das pessoas que atendi carregavam a emoção de culpa colocando-a como a emoção de base em relacionamentos afetivos e isso tornava as relações muito dolorosas e a vida insuportável.</p>
<p>Porém a culpa nem sempre é um problema, muitas vezes ela é a salvação. A emoção de culpa remete à um ato que vai contra aquilo que pregamos. Daí o problema que foi tão atacado nos anos 70: a culpa que se falava naquele momento era em relação à um conjunto de valores morais e religiosos que não eram mais aceitos por toda a população. Sendo assim, precisávamos nos livrar &#8211; não da culpa &#8211; mas sim do apego aos valores que geravam a culpa e impediam pessoas de viver vidas diferentes do &#8220;script&#8221; social da época ou vivê-lo com culpa.</p>
<p>No entanto, o que fazer quando os valores que são feridos são os nossos próprios valores? Ou seja, se cometo um ato que vai contra o que entendo como melhor para mim e percebo o dano que isso me causa, porque não me sentir culpado? Ou ainda, ao cometer uma infração que no momento achei ser tranquila, mas, depois sob a ótica de um terceiro percebi que era algo inadequado, porque não sentir a culpa?</p>
<p>A emoção vem, justamente, para marcar &#8211; com ferro e fogo &#8211; este deslize. A culpa marca o ato e o momento em que ele foi cometido. Se a pessoa usa a culpa como a emoção que fará sua mente e comportamento se organizarem diferentemente na próxima vez a culpa terá sido adequada e produtiva. A decisão de agir diferente e a maneira de agir pode sim, ser decididas de antemão. A decisão aumenta &#8211; exponencialmente &#8211; a probabilidade do novo comportamento acontecer.</p>
<p>Assim, de certa maneira, quem não deseja sentir culpa nunca, não sabe direito o que quer. Nossas convicções são limites e quando os ferimos precisamos de uma emoção que nos informe sobre isso e organize o comportamento futuro, esta emoção é a culpa.</p>
<p>Culpar-se é prejudicial quando o sistema de valores que usamos não é o nosso ou nos causa mal. Além dessa situação a culpa é mal empregada quando a pessoa exagera na intensidade da emoção e passa longos períodos culpando-se. Esses dois empregos da culpa, no entanto, fazem parte, geralmente de um padrão de personalidade que também precisa ser revisto pela pessoa. Dito isto, culpar pode ser muito positivo. Abram alas.</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>Vergonha de poder</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2016/02/19/vergonha-de-poder/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Feb 2016 11:39:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Não sei ao certo o que eu estou fazendo. &#8211; Sabe sim. O problema é outro. &#8211; Como assim? &#8211; Vamos lá: o que você está fazendo. Seja crua e objetiva. &#8211; Tá&#8230; estou vendo que não consigo mais me relacionar com minhas amigas antigas. &#8211; Qual o problema com isso? &#8211; Não é &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2016/02/19/vergonha-de-poder/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Vergonha de poder</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Não sei ao certo o que eu estou fazendo.</p>
<p>&#8211; Sabe sim. O problema é outro.</p>
<p>&#8211; Como assim?</p>
<p>&#8211; Vamos lá: o que você está fazendo. Seja crua e objetiva.</p>
<p>&#8211; Tá&#8230; estou vendo que não consigo mais me relacionar com minhas amigas antigas.</p>
<p>&#8211; Qual o problema com isso?</p>
<p>&#8211; Não é muito cruel?</p>
<p>&#8211; Sim, é. Mas manter-se de maneira falsa com elas também é não?</p>
<p>&#8211; Acho que é mais.</p>
<p>&#8211; Eu também. O fato é que você mudou. Não tem mais como manter os mesmos laços.</p>
<p>&#8211; Eu posso mudar a forma de me relacionar com elas?</p>
<p>&#8211; Desde que aceite as mudanças e as incompatibilidades como reais, sim.</p>
<p>&#8211; Entendi&#8230;</p>
<p>&#8211; Como se sente? Sua expressão facial mudou.</p>
<p>&#8211; É que eu achava que precisava eliminar elas da minha vida, mas agora estou vendo que não. Eu posso me relacionar com elas, mas não do mesmo jeito porque&#8230; porque não dá. E posso ficar mais íntima da minha nova turma&#8230; sem culpa.</p>
<p>&#8211; Isso, sem culpa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O poder é mal visto em nossa sociedade. Aprendemos a sentir culpa, medo e vergonha em dizer &#8220;quero e posso&#8221;. Como isso pode interferir negativamente em nossas vidas?</p>
<p><span id="more-5065"></span></p>
<p>Ter poder é ter potência. Júlio César, primeiro Imperator romano disse que aqueles que vencem podem impôr suas condições aos vencidos. Esta é uma maneira de encarar o poder, uma maneira romana de percebê-lo. A imposição da força. Maquiavel, anos mais tarde terá uma ideia que irá partilhar da premissa de Júlio César, porém indo além. O estadista dirá que o poder, para ser mantido, precisa ser exercido.</p>
<p>Estes dois pensadores viam o poder como algo desejável e refletiam sobre a maneira pela qual empregá-lo. O desejo de poder e de como usar o poder era um tema importante para eles que reconheciam nesta força algo importante. Saber como empregar o poder afim de criar algo, de colocar o seu desejo no mundo e registrar a sua marca.</p>
<p>Ora, não é isso que nossa sociedade de consumo propõe? Que coloquemos nossa marca no mundo? Sim, porém a grande diferença é que na atual sociedade existe uma forma pré-concebida de como isso deve ser feito. O desejo só é &#8220;puro&#8221; e &#8220;desejável&#8221; no sentido que coexiste dentro de determinados limites e padrões. Sair disso é arrogância, psicose ou simplesmente burrice.</p>
<p>Quando uma pessoa se propõe um trabalho de desenvolvimento pessoal, inevitavelmente chega um momento em que elas tem o seu desejo muito claro à sua frente. Também chega o momento em que sentem o poder para tornar este desejo concreto. Como ocorre em muitos casos é nesse momento que os problemas começam.</p>
<p>Vejo pessoas buscando justificar seus desejos, querendo encontrar desesperadamente um motivo que o torne possível para elas. &#8220;Possível&#8221; aqui entendido como &#8220;moralmente&#8221; possível. A luta envolve crenças e ensinamentos que as privam de uma fórmula simples e potente: &#8220;Porque vais fazer isso? Porque quero e porque posso&#8221;.</p>
<p>Esta fórmula soa como um baque para muitas pessoas. Porém, a reflexão contida aqui é: o que, de fato, nos faz crer em algo? As crenças e justificativas que temos em nossa mente para nossas ações são, simplesmente, escolhas. Escolhemos acreditar em algo e usamos esta crença para justificar ações. Portanto, em última escolha, nossas justificativas &#8220;se justificam&#8221; porque queremos e porque podemos empregá-las.</p>
<p>O emprego do poder passa por esta &#8220;trincheira&#8221; do pensamento Ocidental que é a culpa, medo ou vergonha em assumir: desejo isto e farei isto. A culpa sobre o poder pessoal é o paradoxo mais interessante que temos no Ocidente que se diz, justamente, uma cultura focada no indivíduo a na realização deste indivíduo. Porém, lendo nas letras miúdas do contrato, encontramos as cláusulas pelas quais este poder pode aparecer, as formas pelas quais ele deve se manifestar e o conteúdo ao qual deve atender. Assim, o desejo pessoal se torna enjaulado dentro da mesma fórmula que lhe diz: seja livre.</p>
<p>Libertar este desejo e o poder significa lidar com a culpa e a vergonha. O medo de ser excluído socialmente, de ir além das letras miúdas de contratos que você assinou se ler. Rebelar em favor da sua própria essência. Ao parar de lutar contra seus desejos e encontrar maneiras de empregá-lo é que vemos as pessoas se transformando de maneira profunda.</p>
<p>O poder não irá tornar a pessoa cruel e fria, pelo contrário. Ao sentir que tem poder e consegue criar aquilo que deseja as pessoas se tornam mais calmas, mais centradas. O &#8220;problema&#8221; é que os limites se tornam mais claros também. Represálias tolas e ameaças infundadas não mais seguram estas pessoas. O medo não as controla, pois elas resolvem maneiras de lidar com o medo. Esta, inclusive, é a única ameaça ao estado (propositalmente escrito com letra minúscula) e à sociedade que pessoas de posse de seus desejos podem causar.</p>
<p>Liberte-se</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>Emoções e critérios</title>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Oct 2015 11:03:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Eu estou com muito medo. &#8211; Mas porque, não queria ser pai? &#8211; Queria&#8230; mas sabe&#8230; é como se eu fosse perder algo entende? &#8211; O que, por exemplo? &#8211; Não me vejo mais com a mesma liberdade. &#8211; Sim&#8230; é verdade, a liberdade muda. &#8211; Então&#8230; isso me dá medo de perder. &#8211; &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2015/10/28/emocoes-e-criterios/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Emoções e critérios</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Eu estou com muito medo.</p>
<p>&#8211; Mas porque, não queria ser pai?</p>
<p>&#8211; Queria&#8230; mas sabe&#8230; é como se eu fosse perder algo entende?</p>
<p>&#8211; O que, por exemplo?</p>
<p>&#8211; Não me vejo mais com a mesma liberdade.</p>
<p>&#8211; Sim&#8230; é verdade, a liberdade muda.</p>
<p>&#8211; Então&#8230; isso me dá medo de perder.</p>
<p>&#8211; Entendo. Mas eu disse que sua liberdade muda, não que você a perde.</p>
<p>&#8211; Como assim?</p>
<p>&#8211; O que você vai ganhar sendo pai?</p>
<p>&#8211; O filho né? Sei lá&#8230; brincar com ele, cuidar dele acho que são coisas divertidas.</p>
<p>&#8211; Sim&#8230; a sua liberdade muda&#8230; vai perder uma saída &#8220;na hora que me dá na telha&#8221;, mas vai ganhar o sorriso do seu filho quando brincar com ele.</p>
<p>&#8211; Hum&#8230; pensando assim&#8230;</p>
<p>&#8211; O que acontece?</p>
<p>&#8211; Parece que não fica mais tão assustador&#8230; estou pensando nas outras coisa que vão começar a acontecer&#8230; dá até ânimo.</p>
<p>&#8211; Ótimo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Num primeiro momento você se pergunta: o que emoções, tão subjetivas e imprevisíveis tem a ver com critérios? Será que elas são assim mesmo, tão imprevisíveis e subjetivas? Vem comigo.</p>
<p><span id="more-4625"></span></p>
<p>Emoções possuem o que chamamos de EEC, ou <strong>Estímulo Emocionalmente Competente.</strong> Este estímulo é que &#8220;dispara&#8221; a reação emocional em nós. Assim quando percebemos qual o EEC que dispara uma determinada emoção em uma pessoa, podemos ter um grau grande de certeza de que na presença daquele estímulo ela sentirá determinada emoção.</p>
<p>Por exemplo, a perda de um filho é um EEC muito poderoso (leia-se eficaz) para a espécie humana em relação à emoção da tristeza. Histórias de perdas em geral nos inspiram a sentir tristeza. Outro EEC conhecido é a presença repentina de um animal feroz que nos induz ao medo ou à surpresa. Mas existem outros EECs mais sutis e relacionado à história pessoal da pessoa, à sua percepção de um evento ou aos critérios que ela usa no seu dia a dia.</p>
<p>O caso acima, por exemplo, registra um homem sentindo medo de ter um filho. O medo advém da ameaça de &#8220;perder sua liberdade&#8221;. Neste caso existem dois elementos importantes: a valorização da liberdade e sua percepção como &#8220;poder sair à qualquer hora&#8221; junto com o fato de perceber a perda disso. Temos, então, o valor liberdade junto com o critério &#8220;perda&#8221;, o resultado é medo.</p>
<p>Quando trabalhamos flexibilizando a sua percepção do que é liberdade junto com a ideia de ganho ele passou a sentir-se mais animado em relação ao nascimento do filho. O valor da liberdade foi mantido e o critério de perda foi transformado em ganho o que, por si só, mudou a percepção da situação geral e o fez sentir-se de uma outra maneira.</p>
<p>Nossas emoções respondem aos EECs assim como aos critérios que empregamos em nossas vidas. Quando mudamos os critérios ou lhe damos um novo entendimento isso afeta a maneira pela qual o mesmo EEC é percebido em nossa mente e isso modifica a resposta que damos à ele, inclusive a resposta emocional. Perceber os critérios que usamos em nosso dia a dia é uma maneira muito eficaz de saber como podemos administrar melhor nossas reações emocionais.</p>
<p>A tristeza, por exemplo, tem a ver com perdas. Assim se sou uma pessoa que tende a perceber aquilo que está perdendo, a tendência é que eu sinta mais tristeza do que outras. Se sou uma pessoa que encontra perigo em tudo a tendência é que eu seja uma pessoa que sente muito medo, ansiedade ou raiva, visto que ameaça é um critério importante para estas emoções (você nunca vai ver alguém com medo de algo que não o ameace de alguma maneira).</p>
<p>Modificar critérios, aprender a empregá-los de uma maneira diferente, flexibilizá-los (como fizemos acima) são algumas das estratégias que nos ajudam a trabalhar com nossos critérios e, por conseguinte, com nossas emoções. Outro caminho é perceber as emoções e sentimentos que você mais sente e, com isso, buscar o critérios que as nutrem e, então, empregar as estratégias citadas acima.</p>
<p>Que critérios são importantes para você?</p>
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		<title>Permissão e culpa</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Jun 2015 12:33:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; &#160; Não estou me sentindo muito bem. O que acontece? Neste final de semana sabe?&#8230; eu fui&#8230; eu resolvi sair! Opa, coisa boa. Eu sai mesmo sabendo que meus pais não aprovam. Entendo. E o que você acha disso, de sair? Para mim é normal&#8230; eu acho saudável! Sim, qual o problema então. Este: &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2015/06/05/permissao-e-culpa/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Permissão e culpa</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.akimpsicologo.com.br/blog/wp-content/uploads/2015/04/sentimento-de-culpa.jpg"><img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-3244" src="http://www.akimpsicologo.com.br/blog/wp-content/uploads/2015/04/sentimento-de-culpa.jpg" alt="sentimento-de-culpa" width="426" height="266" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<ul>
<li>Não estou me sentindo muito bem.</p>
</li>
<li>
<p>O que acontece?</p>
</li>
<li>
<p>Neste final de semana sabe?&#8230; eu fui&#8230; eu resolvi sair!</p>
</li>
<li>
<p>Opa, coisa boa.</p>
</li>
<li>
<p>Eu sai mesmo sabendo que meus pais não aprovam.</p>
</li>
<li>
<p>Entendo. E o que você acha disso, de sair?</p>
</li>
<li>
<p>Para mim é normal&#8230; eu acho saudável!</p>
</li>
<li>
<p>Sim, qual o problema então.</p>
</li>
<li>
<p>Este: os meus pais não aprovam. E eu me sinto culpado.</p>
</li>
<li>
<p>Sente-se culpado por que eles não aprovam?</p>
</li>
<li>
<p>Sim.</p>
</li>
<li>
<p>A aprovação tem que vir deles ou de você?</p>
</li>
<li>
<p>Teria que ser de mim né?</p>
</li>
<li>
<p>Sente medo de ser retaliado por isso?</p>
</li>
<li>
<p>Sinto.</p>
</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A culpa é um sentimento muito difundido na nossa cultura. Pode-se dizer que desde que nascemos estamos envolvidos nela quando se pensa na questão do pecado original.</p>
<p>Um dos grandes problemas da culpa é quando ela se torna um elemento impagável e indiscriminado. Para refletir melhor sobre isso, vamos compreender o que é a culpa. Ao contrário do que se pensa ela não é necessariamente ruim. A culpa é uma emoção que não diz que o nosso comportamento está violando o nosso sistema de crenças e valores morais. Ou seja, sentimos culpa quando achamos que estamos infringindo nossas próprias regras pessoais e/ou aquelas que decidimos seguir.</p>
<p>Desta maneira, quando sente-se culpa a ideia é refletir sobre o que se fez e sobre como se pode fazer diferente no futuro. Remediar um determinado erro, solicitar desculpas à alguém caso isso seja necessários e comprometer-se com a mudança. Outras vezes a culpa é um sentimento que pode levar à reflexão de que o código moral está por demais rígido e a pessoa pode desejar mudar a maneira pela qual pensa sobre a vida.</p>
<p>No entanto, nem sempre a sensação de culpa vem de maneira clara. Muitas vezes as pessoas sentem culpa e não sabem direito o que fizeram para estar sentindo-se assim. Se não sabem o que fizeram e nem qual regra quebraram fica muito difícil de saber como remediar ou como comportar-se de maneira diferente. Existe outro caso também em que a culpa está associada à pessoa, ou seja, ela é culpada pelo fato de que ela fez algo. O problema é diretamente com ela.</p>
<p>Estes casos impedem a pessoa de permitir-se seguir adiante, de ter novas iniciativas e de ser feliz. Muitas vezes são &#8220;pseudo-culpas&#8221;, ou seja, culpa que aprendemos a sentir como comportamento condicionado. Aprende-se a sentir culpa como um mecanismo de defesa em situações, por exemplo, em que as iniciativas da pessoa são sempre castigadas. Neste contexto a pessoa passa a sentir culpa em desejar como uma forma de se proteger deste desejo que será punido mais tarde. Isso não quer dizer que ela acha que ter iniciativas é algo errado, mas que aprendeu a sentir assim. Encontramos esta referência no seguinte discurso das pessoas: &#8220;com os outros é diferente, eu acho bom que as pessoas façam isso. Mas quando é comigo me sinto mal de fazer isso e acho que faço algo errado.&#8221;</p>
<p>Nesta situação mesmo quando as pessoas que a &#8220;ensinaram&#8221; sentir esta culpa já morreram ela continua organizando isso buscando no ambiente indícios de que está sendo punida. A solidão, um problema financeiro ou até mesmo uma simples ansiedade que ela sente antes de fazer algo que deseja pode ser entendido como uma forma de punição. Ela não se sente à vontade para realizar aquilo que deseja e começa a assumir a identidade de servidor, enquanto está servindo sente-se sob controle, quando começa a ter desejos próprios passa a sentir ansiedade.</p>
<p>Espero que isso possa ajudar você a refletir se a culpa que sente é algo vindo de você mesmo ou se está apenas reproduzindo aprendizados que não são úteis à você. Liberte-se!</p>
<p>Abraço</p>
<p>Visite nosso site: www.akimpsicologo.com.br</p>
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