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	<title>Arquivos Cultura - Akim Neto Psicólogo Clínico</title>
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		<title>A cultura, a genética e a pessoa</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2017/06/16/a-cultura-a-genetica-e-a-pessoa/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Jun 2017 12:42:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas Akim, isso não dá para mudar né? &#8211; Porque não? &#8211; Ah, é coisa de homem isso. &#8211; &#8220;Coisa de homem&#8221;? &#8211; Sim, sou homem e homem &#8220;caça&#8221; né? &#8211; Ah sim, claro. Homens &#8220;caçam&#8221;. &#8211; Então? &#8211; Bem, homens também se agridem quando não conseguem o que querem. Você mata as pessoas &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2017/06/16/a-cultura-a-genetica-e-a-pessoa/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">A cultura, a genética e a pessoa</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas Akim, isso não dá para mudar né?</p>
<p>&#8211; Porque não?</p>
<p>&#8211; Ah, é coisa de homem isso.</p>
<p>&#8211; &#8220;Coisa de homem&#8221;?</p>
<p>&#8211; Sim, sou homem e homem &#8220;caça&#8221; né?</p>
<p>&#8211; Ah sim, claro. Homens &#8220;caçam&#8221;.</p>
<p>&#8211; Então?</p>
<p>&#8211; Bem, homens também se agridem quando não conseguem o que querem. Você mata as pessoas quando elas não compram seus produtos?</p>
<p>&#8211; Não né?</p>
<p>&#8211; Ué, porque? Se você &#8220;caça&#8221;, você também &#8220;mata&#8221; não é?</p>
<p>&#8211; Mas aí é diferente né?</p>
<p>&#8211; Porque? Se você está focando na questão de instinto, então vamos reduzir tudo à isso para falarmos das coisas da maneira certa.</p>
<p>&#8211; É, mas é que não é só isso né?</p>
<p>&#8211; Não, eu não creio que seja, mas você está usando desse argumento. Percebe como ele é capenga?</p>
<p>&#8211; Tá bem o que você quer me dizer é que não é só coisa de homem eu sair pegando um monte de mulher?</p>
<p>&#8211; Não, é coisa de galinha.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O que influencia mais: genética, cultura ou a própria pessoa? A pergunta pode parecer simples, mas a verdadeira resposta é muito complexa. E nesse momento, a verdade é uma: ninguém sabe direito.</p>
<p><span id="more-6582"></span></p>
<p>Posso parecer ousado em afirmar isso em meio à tantas revoltas e revoluções nas áreas culturais &#8220;provando&#8221; que determinados comportamentos &#8220;são&#8221; de origem cultural. Porém, que estuda as questões um pouco mais de perto entende que não é bem assim que a coisa funciona. Não sou tolo de afirmar que a cultura não influencia comportamentos, é óbvio que ela o faz, porém, o que de fato é a cultura?</p>
<p>A verdade que tenho visto até o momento é que com exceção de casos extremos em qualquer uma dessas áreas (genética, cultura e pessoa) ninguém consegue identificar, de fato, quanto de cada um desses elementos influencia (e/ou é influenciado) nossas vidas.</p>
<p>Já vi pesquisas que apontam que a inteligência é genética assim como um fator puramente cultural. Algumas afirmam ser puro condicionamento de comportamentos e alguns dizem sobre a questão da vontade de cada pessoa. Poucas são as pesquisas, no entanto, que buscam correlacionar fatores e tentar compreender como eles interagem para criar os fenômenos que desejamos estudar.</p>
<p>Acredito que é ingenuidade afirmar que tudo é cultural ou biológico ou fruto da vontade do indivíduo. Na verdade, toda esta discussão tem um viés filosófico sobre livre arbítrio ou determinismo. Encontrar os pontos de inflexão usando estes três elementos é, creio eu, o rumo mais acertado da ciência humana hoje. Negar quaisquer dessas influências é incorrer em um reducionismo que lembra os discursos modernistas já ultrapassados.</p>
<p>Eu, Akim, tenho pele de cor branca. Isso é genético, eu queimo mais fácil e rápido no sol. Nenhuma cultura vai mudar isso e nem mesmo a minha vontade. Logo, a questão é biológica, certo? Não. Porque a minha pele branca, no Brasil possui um significado. Quando vou para São Paulo, por exemplo, muitas pessoas falam em inglês comigo porque acham que sou estrangeiro. Logo, a minha pele é uma questão cultural, certo? Não. Porque muitas pessoas são brancas no Brasil nem todas, apesar da biologia e do significado que a pele branca possui reagem da mesma forma. Logo é uma questão do indivíduo não? Também não.</p>
<p>Este é o ponto. Tomei um exemplo &#8220;simples&#8221; que é a cor da pele. Neste exemplo já fica difícil compreender &#8220;a pele&#8221; em toda a sua extensão. Não há como negar nenhum dos argumentos e nem como olhar a cor da pele apenas por um deles. É necessário observar todos os pontos de vista. Cada um deles tem influencia maior ou menor dependendo do contexto no qual eles são inseridos. Se formos falar em mercado de trabalho, a questão cultural falará mais forte, em segundo lugar a pessoa e por fim a biológica. Já se formos falar em queimadura solar, o quadro se inverte.</p>
<p>Logo, não creio que o caminho seja &#8220;determinar&#8221; qual o fator que realmente importa, mas sim aprender a lidar com todos os fatores que são envolvidos no processo. Além disso é importante refletir sobre os contextos nos quais esses fatores aparecem. Creio nesta versão dos fatos como uma maneira de compreendermos fenômenos como inteligência, sexualidade, felicidade ou sucesso profissional com mais abrangência do que tentando reduzir tudo à uma esfera ou outra.</p>
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		<title>Prazer e liberdade</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2016/06/08/prazer-e-liberdade/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jun 2016 13:07:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas Akim, é muito chato isso. &#8211; Ok, mas o que não é chato para você? &#8211; Como assim? &#8211; Você reclama muito, o que me faz ver que você é uma pessoa crítica, concorda? &#8211; Sim, sou muito. Não gosto de ver as coisas do jeito que são. &#8211; Exato, por outro lado, &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2016/06/08/prazer-e-liberdade/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Prazer e liberdade</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas Akim, é muito chato isso.</p>
<p>&#8211; Ok, mas o que não é chato para você?</p>
<p>&#8211; Como assim?</p>
<p>&#8211; Você reclama muito, o que me faz ver que você é uma pessoa crítica, concorda?</p>
<p>&#8211; Sim, sou muito. Não gosto de ver as coisas do jeito que são.</p>
<p>&#8211; Exato, por outro lado, também não cria nada seu.</p>
<p>&#8211; Ai&#8230; doeu&#8230;</p>
<p>&#8211; Sim, doeu e incomodou não é?</p>
<p>&#8211; É!</p>
<p>&#8211; Se você se permitisse guiar por este incomodo que sentiu agora, o que faria com sua vida?</p>
<p>&#8211; Ah sei lá&#8230; peraí&#8230; eu acho que eu ia bolar um projeto e abrir tipo aquelas startup sabe?</p>
<p>&#8211; Porque não faz isso?</p>
<p>&#8211; (silêncio)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Liberdade e prazer são dois temas extremamente populares em nossa cultura. Verdadeiras metas de vida, tornam-se uma ideologia e terminam por serem avaliadores da vida das pessoas, porém, até que ponto esses dois elementos são realmente compreendidos para serem usados dessa forma?</p>
<p><span id="more-5337"></span></p>
<p>Para a cultura Ocidental padrão a liberdade é confundida com onipotência. Embora eu já tenha falado sobre o tema em outro post, vale a pena lembrar que o mote da liberdade é &#8220;fazer o que eu quero, quando eu quero e do jeito que eu quero&#8221;, ora, isso não é liberdade, isso é onipotência. Podemos ficar apenas com o primeiro: &#8220;fazer o que eu quero&#8221; é onipotência, principalmente quando isso significa fazer tudo que eu quero.</p>
<p>O prazer é tido em nossa sociedade como a expressão máxima daquilo que se pode obter da vida. A sensação de prazer é vendida como algo que necessita estar presente para sabermos que a vida vale à pena. Em resumo, confundimos prazer com sentido de vida. O prazer enquanto sentido de vida é um problema pelo fato de que esta sensação sofre de uma consequência chamada &#8220;habituação&#8221;. A habituação, como o nome diz, nos faz parar de sentir um determinado estímulo como prazeroso por estarmos habituados à ele. É como comer todo dia a mesma comida: paramos de sentir o prazer que ela nos causa.</p>
<p>Assim, quando o prazer e a liberdade como metas de vida são encarados da maneira vista acima, criam-se expectativas que, simplesmente, não poderão ser alcançadas e irão gerar muita frustração. Sentir prazer o tempo todo, com tudo o que fazemos é uma meta irrealista e pobre, existem muitas emoções e sentimentos que podemos sentir ao nos jogarmos em uma tarefa que podem ser muito melhores que o prazer. Outro ponto é que o prazer é sensorial, porém, não necessariamente edificante. Em outras palavras é bom de sentir prazer, mas isso pode não acrescentar nada &#8211; e deixar você viciado na sensação.</p>
<p>A liberdade enquanto onipotência vai na mesma vertente, se você acha que &#8220;tudo pode&#8221;, irá se frustrar muito porque a vida lhe fornecerá muitos exemplos de onde e como você &#8220;não pode&#8221;. Porém a pessoa que tem a expectativa irrealista de &#8220;tudo poder&#8221; sentir-se-a fracassada e pode, até mesmo, deprimir frente à percepção de como a realidade funciona.</p>
<p>Assim, dois aprendizados se tornam fundamentais: aprender a lidar com a frustração (aceite: você não vai &#8220;poder fazer tudo o que quer&#8221;) e conhecer outras formas de satisfação além do prazer. Estes dois aprendizados fazem referência a maneiras mais realistas de encarar aquilo que buscamos quando falamos em liberdade e prazer.</p>
<p>A &#8220;liberdade&#8221; pode ser conceituada como a capacidade de fazer e lidar com escolhas. Assim, não é necessário fazer tudo o que quer para sentir-se livre, mas sim, sentir-se capaz de realizar escolhas com consciência. Epiteto, filósofo romano, nascera escravo e versa sobre a liberdade enquanto uma faculdade mental antes de ser um direito ou status social. Podemos pensar em Nelson Mandela que, mesmo tendo sido preso durante 25 anos, disse que, durante este tempo, estava se preparando para ser presidente.</p>
<p>Já a questão do prazer deve ser redefinida enquanto a capacidade de satisfação que é a sensação responsável pelo prazer. A excitação sensorial ocorre com oscilações de falta e excesso de estímulo. Se temos excesso de um determinado estímulo ficamos sobrecarregados, se temos falta, subdesenvolvidos. Porém o ponto é que é possível satisfazer-se em vários níveis por assim dizer, além do sensorial. Pessoas que realizam tarefas, muitas vezes tem desgaste ao invés de prazer e, mesmo assim, sentem satisfação ao final do processo. A questão é: o que lhe falta? Entrar em contato com a falta é que nos proporciona a sensação de satisfação quando conseguimos suprir a falta.</p>
<p>Assim, deixo dois desafios: (1) como se tornar livre dentro da rotina que você já possui? (2) o que falta em sua vida para alimentar sua alma? Responder estas duas perguntas significa entrar em contato com angústia criativa, uma forma específica desta sensação que é uma definição pessoal de liberdade que não envolve a crença em fazer tudo o que quero, mas sim, viver aquilo que há e não busca ir além do prazer enquanto sensação única de satisfação.</p>
<p>Abraço</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Tranquilidade assustadora</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2015/10/19/tranquilidade-assustadora/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Oct 2015 09:48:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
		<category><![CDATA[conquistas]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Desejo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Eu estou indo bem sabe? Coisa boa! Sim&#8230; as coisas estão se organizando e me sinto mais tranquilo e feliz. Você merece, tem se esforçado para isso. Pois é&#8230; mas&#8230; porque eu fico meio incomodado com isso? Com o que, especificamente? Eu não estou mais pilhado como antes entende? Tenho tempo de sobra e não &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2015/10/19/tranquilidade-assustadora/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Tranquilidade assustadora</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<ul>
<li>Eu estou indo bem sabe?</li>
<li>Coisa boa!</li>
<li>Sim&#8230; as coisas estão se organizando e me sinto mais tranquilo e feliz.</li>
<li>Você merece, tem se esforçado para isso.</li>
<li>Pois é&#8230; mas&#8230; porque eu fico meio incomodado com isso?</li>
<li>Com o que, especificamente?</li>
<li>Eu não estou mais pilhado como antes entende? Tenho tempo de sobra e não estou agitado o tempo todo.</li>
<li>Te incomoda esse estado?</li>
<li>É.</li>
<li>O que ele representa para você?</li>
<li>Sei lá, fica uma voz na minha cabeça dizendo que eu deveria estar fazendo algo.</li>
<li>Entendo&#8230; que tal se esse fazer fosse poder entrar verdadeiramente em contato com esta tranquilidade?</li>
<li>Hum&#8230;</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p>Dizem os tibetanos que primeiro você deve relaxar e depois se esforçar para continuar relaxado. O estado de tranquilidade, embora desejado, não é fácil de ser vivido em nossa sociedade.</p>
<p>A tranquilidade é uma ação que está sempre em relação à algo. Posso estar tranquilo em relação à prova, ao meu emprego ou em relação ao que tenho que comprar no mercado hoje. Quando dizemos &#8220;estou tranquilo&#8221;, em geral, fazemos referência ao fato de que não é necessária preocupação, que sabemos como resolver determinado problema, que estamos preparados. É um estado de relaxamento em função de uma determinada ação.</p>
<p>Podemos sentir esta emoção em relação à nós mesmos também. Ou seja, estar tranquilo em relação à si. Significa, dentro muitas outras coisas, o fato de estar seguro de quem se é, compreender suas atitudes o suficiente para enfrentar os desafios da vida e, principalmente, que os problemas que surgem não abalam a pessoa. Em outras palavras, o estado de tranquilidade em relação à si diz algo como: está tudo bem aqui, fique tranquilo.</p>
<p>No entanto, em nossa sociedade este &#8220;fique tranquilo&#8221; é um sinônimo da &#8220;derrota&#8221;. Não nos dizem que podemos no acomodar, dizem que precisamos sempre estar correndo, estar contribuindo, estar lutando por alguma causa. A tranquilidade não é uma emoção com a qual o nosso dia a dia corrido e exigente está acostumado. Pessoas tranquilas, em paz consigo, em geral são tidas como estranhas. Precisamos estar em contato com a moda, as notícias, o mercado, nossos desejos, auto estima, corpo e tantas outras exigências que sentir que &#8220;não preciso fazer nada&#8221; é uma atitude de &#8220;contra cultura&#8221;.</p>
<p>&#8220;Não preciso fazer nada&#8221;, é uma atitude que tem a ver com saber do seu lugar. Não impede que a pessoa possa estar em contato com o mundo, mas sim  que ela não &#8220;precisa&#8221; estar mudando e acelerando todo o momento. A palavra-chave para compreender a tranquilidade é esta necessidade imposta culturalmente. O tranquilo não deve, não precisa, não necessita mudar, se desenvolver, mas sim escolhe isso porque estas atitudes estão ligadas diretamente com sua evolução pessoal. Em outras palavras ele vê as possibilidades e negocia consigo qual delas deseja pegar para si.</p>
<p>As pessoas hoje tem muita dificuldade em relaxar e em estar tranquilas consigo pelo medo que tem de parar. O medo de estarem fazendo algo errado em estar bem com elas mesmas. Ou pelo menos&#8230; isso é que tenho visto. Quanto menos necessidade de estar dentro de rotinas que não somam, mais a pessoa consegue criar algo que realmente tem a ver com ela. E então esforça-se para não se esforçar mais. E, dizem os tibetanos, assim ela conseguirá relaxar de fato.</p>
<p>Abraço</p>
<p>Visite nosso site: www.akimpsicologo.com.br</p>
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		<title>Escolher e viver</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2015/04/06/escolher-e-viver/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Apr 2015 11:27:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Emoções]]></category>
		<category><![CDATA[Escolhas]]></category>
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		<category><![CDATA[Trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[Vida]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estou chateado Porque? Porque eu comecei no meu trabalho novo e não é aquilo que eu esperava. Ah&#8230; bem vindo ao mundo real. Como assim? Oras, você esperava um &#8220;trabalho perfeito&#8221; onde isso significa que todas as suas exigências seriam atendidas. É&#8230; algo assim&#8230; Trabalho não foi feito para isso, foi feito para dar satisfação! &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2015/04/06/escolher-e-viver/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Escolher e viver</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.akimpsicologo.com.br/blog/wp-content/uploads/2015/01/ikea2_jpg_pagespeed_ce_fpz3c4lvjj.jpg"><img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-2858" src="http://www.akimpsicologo.com.br/blog/wp-content/uploads/2015/01/ikea2_jpg_pagespeed_ce_fpz3c4lvjj.jpg" alt="ikea2_jpg_pagespeed_ce_fpZ3C4LVjJ" width="426" height="225" /></a></p>
<ul>
<li>Estou chateado</p>
</li>
<li>
<p>Porque?</p>
</li>
<li>
<p>Porque eu comecei no meu trabalho novo e não é aquilo que eu esperava.</p>
</li>
<li>
<p>Ah&#8230; bem vindo ao mundo real.</p>
</li>
<li>
<p>Como assim?</p>
</li>
<li>
<p>Oras, você esperava um &#8220;trabalho perfeito&#8221; onde isso significa que todas as suas exigências seriam atendidas.</p>
</li>
<li>
<p>É&#8230; algo assim&#8230;</p>
</li>
<li>
<p>Trabalho não foi feito para isso, foi feito para dar satisfação!</p>
</li>
<li>
<p>Então!!</p>
</li>
<li>
<p>Só que a satisfação é resultado de um trabalho e de todas as dificuldades que o mesmo traz.</p>
</li>
<li>
<p>Hum&#8230;</p>
</li>
<li>
<p>Assim, sem lidar com elas, a satisfação será difícil mesmo!</p>
</li>
<li>
<p>Entendo&#8230;</p>
</li>
<li>
<p>Vamos aprender a lidar com esta frustração e com as dificuldades que você descobriu no seu trabalho?</p>
</li>
<li>
<p>Vamos!</p>
</li>
</ul>
<p>Hoje é marcante a quantidade de escolhas que temos que fazer. Este tema é abordado por vários pensadores como Bauman e Branden e uma das reflexões que podemos ter a respeito deste tema é: até que ponto a escolha é o que mais importa?</p>
<p>Quando criança havia uma frase na minha mochila escolar que dizia &#8220;faz o bem e faze-o bem&#8221;. Demorei à entender que esta frase falava sobre algo muito mais importante do que a escolha em si: a maneira de viver a escolha. Porque aprendi isso desta frase?</p>
<p>Porque ao contrário daquilo que a propaganda contemporânea vende não podemos fazer a nossa vida do jeito que queremos. Melhor dizendo: nem sempre, tudo aquilo que planejamos saí da maneira exata que queríamos. Não creio ter que me delongar para explicar isso, todos os leitores já devem ter vivido isso em algum momento de suas vidas. Algumas vezes consegue-se aquilo que quer outras não. E é neste ponto que a frase da minha mochila vem à calhar.</p>
<p>Fazer algo e fazer bem este algo são coisas diferentes. Escolher algo e viver bem esta escolha são coisas diferentes. Posso escolher me casar e ao mesmo tempo passar o resto da vida olhando para a vida de solteiro das pessoas e invejando-as. Não é uma boa forma de viver um casamento. Assim, a escolha torna-se secundária frente à nossa maneira de vivê-la. Por outro lado, é possível eu entrar &#8220;numa fria&#8221; e, dependendo da maneira que vivo aquilo tirar boas lições ou até mesmo aproveitar verdadeiramente.</p>
<p>Creio que refletir sobre isso é fundamental porque tenho visto muitas pessoas reclamando nos consultórios sobre suas escolhas não porque fizeram as &#8220;erradas&#8221;, mas porque perceberam &#8211; mesmo que estejam ainda brigando com isso &#8211; que a escolha trouxe coisas inesperadas para elas, mas ao invés de aprenderem, elas brigam com isso. Gosto daquele ditado que diz &#8220;quando a gente pensa que tem a resposta, a vida vem e muda a pergunta&#8221;, assim se o problema é &#8220;o que eu quero&#8221; depois a vida pode te perguntar &#8220;você quer isso mesmo que tenha que passar por este outro problema aqui?&#8221; ou então &#8220;e se isso exigir mudanças pessoais de você, você ainda vai querer?&#8221; ou ainda &#8220;percebeu, agora, que não é tão fácil quanto você pensou?&#8221;</p>
<p>Estas perguntas frustram e a nossa sociedade é &#8220;anti-frustração&#8221;, preparamos um discurso no qual você tem que estar sempre bem e sempre preparado. Óbvio mencionar que isso é impossível, então que tal aprender a ser humano e a lidar com as coisas humanas, tais como a frustração? Também óbvio aprender a lidar com o sucesso, afinal de contas quando não se sabe viver bem uma escolha podemos não viver bem, também a sua consequência mesmo ela sendo positiva. Daí aquelas pessoas que conquistam e não sabem celebrar.</p>
<p>E você? Faz bem aquilo que faz? Aprendeu a gostar do que faz e não apenas a correr atrás &#8220;daquilo que gosta&#8221;?</p>
<p>Abraço</p>
<p>Visite nosso site: www.akimpsicologo.com.br</p>
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		<title>Nudez</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2014/09/17/nudez-2/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Sep 2014 11:05:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Então Akim, não consegui fazer o exercício que você pediu. Ah é, me conte o que aconteceu. Eu fui tomar banho, mas parar e me olhar nua na frente do espelho não dá certo! Você tentou fazer? O que &#8220;não deu certo&#8221; significa? Ah&#8230; morri de vergonha! &#160; &#160; As imagens deste post te incomodam? &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2014/09/17/nudez-2/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Nudez</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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<ul>
<li>Então Akim, não consegui fazer o exercício que você pediu.</p>
</li>
<li>
<p>Ah é, me conte o que aconteceu.</p>
</li>
<li>
<p>Eu fui tomar banho, mas parar e me olhar nua na frente do espelho não dá certo!</p>
</li>
<li>
<p>Você tentou fazer? O que &#8220;não deu certo&#8221; significa?</p>
</li>
<li>
<p>Ah&#8230; morri de vergonha!</p>
</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>As imagens deste post te incomodam? Elas são vulgares para você? Agressivas talvez? Non-sense? Estranhas? Qual a emoção que você sente ao vê-las? Um dos grandes desafios que tive ao montar este post foi encontrar imagens de nudez que não estivessem associadas à sexualidade e nem à sensualidade. O melhor que encontrei está acima.</p>
<p>O tema da nudez hoje é muito importante de ser explorado porque ao contrário do que se pensa a nossa sociedade é tão ou mais preconceituosa com o nu do que as que vieram antes de nós. O exercício do espelho feito com o corpo todo nu é uma das versões, uma outra versão é olhar apenas o rosto e já causa muitos rebuliços no consultório. Recentemente o facebook mostrou isso com o desafio &#8220;sem maquiagem&#8221;&#8230; interessante pensar que uma fotografia &#8220;tal como se é&#8221; é um desafio. Interessante? Confira o resto do post.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O que é nu?</p>
<p>Se formos raciocinar biologicamente a &#8220;nudez&#8221; é o estado natural do ser humano. O &#8220;bicho&#8221; humano não nasce com roupas ou furos para colocar acessórios. Nasce revestido com a pele e nada mais. No entanto dizer que o &#8220;nu&#8221; é o estado natural é atribuir à ele um certo status que não confere adequadamente à experiência que temos do nu. A nudez é, na verdade, uma experiência cultural e não biológica (você já viu algum animal com vergonha de estar sem roupas?).</p>
<p>O nu surge com a roupa, é a oposição do estar vestido: estou vestido ou estou nu. Não estar vestido é estar nu e isso é diferente de dizer que se está no seu estado biológico &#8220;natural&#8221; porque existe um certo valor atribuído à este &#8220;natural&#8221;. Culturalmente vemos isso logo no começo da história da nossa civilização quando em Genesis 3, versículo 7 Adão e Eva descobrem a nudez após comer da árvore do conhecimento. A nudez é &#8220;descoberta&#8221; (palavra de duplo sentido neste caso: descobrir no sentido de uma descoberta e descobrir no sentido de retirar o véu posto sobre algo) e esta descoberta traz consigo a vergonha que faz Adão se afastar do chamado de Deus e se cobrir com folhas.</p>
<p>Estar nu na nossa sociedade possui uma ligação profunda entre estar descoberto, com nossas &#8220;vergonhas&#8221; à mostra. A atual percepção da imagem do corpo que temos aumenta ainda mais esta percepção da vergonha que além de moral torna-se, também, estética. Toda a questão ligada à pele humana está associada ao nu e, com ele, à vergonha que vem deste raciocínio. Desta maneira o nu é este &#8220;descobrir&#8221; (no sentido de retirar o véu de sobre) a pele, o animal que somos e, com isso, a vergonha que associamos à isso.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nu &#8220;privado&#8221; e nu &#8220;social&#8221;</p>
<p>Muitas pessoas fazem uma distinção na qual a nudez só é &#8220;nudez&#8221; quando exposta. Esta ideia é comum hoje em dia, pois entra em consonância com a quebra da privacidade e a necessidade de exposição. Porém vale a pena lembrar que a nudez ocorre independente do lugar, só no seu banheiro ou numa praia de nudismo o &#8220;nu&#8221; é o mesmo. O que realmente muda é a relação que estamos tendo com o nu naquele momento.</p>
<p>Enquanto no seu banheiro é você com você mesmo, numa praia de nudismo, por exemplo, você está expondo a nudez. Assim existe uma diferença entre se perceber nu e se mostrar nu. Os praticantes de nudismo, inclusive, lidam com esta questão de uma maneira muito interessante, pois, visto que seu objetivo não é a exposição e a propaganda de corpos nus, eles buscam a naturalidade no olhar. Existe uma diferença entre olhar e observar que é muito importante onde a primeira é o simples olhar que temos no dia a dia e o segundo é um olhar que inspeciona, que busca algo no objeto que esta sendo observado. O nu em um campo de nudismo precisa ser olhado, ou seja, tratado como o que é: algo natural.</p>
<p>A grande diferença é que no nu &#8220;privado&#8221; a pessoa não está expondo &#8211; ou, mais precisamente, sentido que está expondo aos outros &#8211; então é como se a nudez fosse vivida em segredo o que dá uma sensação de proteção. O banheiro funciona como se fosse uma roupa, um ambiente no qual a nudez é possível. Isso, no entanto, não retira, necessariamente o olhar observador que a pessoa pode inferir sobre o seu próprio corpo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nudez, roupas e identificação</p>
<p>Em geral pensamos na nudez apenas quando estamos sem roupa. Porém, ao vestirmos uma camiseta e uma calça a nossa pele não se funde com esta roupa, ela fica &#8220;sob&#8221; a roupa. Uma das grandes habilidades do strip tease é forçar o observador a partir de insinuações a imaginar o que há por debaixo da roupa, a arte está justamente no ficar com a roupa e fazer o observador imaginar todo o corpo nu, a revelação do corpo &#8220;termina&#8221; com o &#8220;strip&#8221;.</p>
<p>O strip-tease consegue este efeito porque sabemos que há uma pele por debaixo da roupa. Não é a toa que chamamos a roupa de &#8220;pele social&#8221;. Assim sendo mesmo vestido você ainda é uma pele humana, você está &#8220;nu&#8221; por debaixo de suas roupas. Muitas pessoas, inclusive, acham constrangedor pensar nisso. A roupa é o que cobre a &#8220;vergonha&#8221; e pensar no nu abaixo da roupa é, justamente, pensar na &#8220;vergonha&#8221;.</p>
<p>Por isso existe uma identificação entre a roupa e o corpo da pessoa. Não é incomum no consultório as pessoas trazerem relatos de que ao se olharem no espelho levaram um susto. Não, não é apenas porque estão mais gordinhas, mas também porque o &#8220;tempo passou&#8221;, &#8220;foi estranho me ver pelado(a)&#8221; e &#8220;fazia tanto tempo que não me via assim&#8221;. Como Curitiba é uma cidade fria, é muito comum que as pessoas tirem a roupa de trabalho e já coloquem roupa para ficar em casa, assim acaba que se passa muito mais tempo olhando as roupas que usamos do que o nosso próprio corpo. A roupa que usamos pode até expressar a nossa individualidade, mas isso é diferente de &#8220;ser&#8221; nós, ela não &#8220;é&#8221; a gente, o corpo sim. E aí entra uma grande contradição atual: podemos não nos identificar com o nosso corpo.</p>
<p>Embora isso se mostre abertamente em casos de transgênero a questão percorre o dia a dia das pessoas quando vestem roupas de teor sexy, mas querem fazer sexo com as luzes apagadas &#8220;sinto vergonha do meu corpo&#8221;. Isso é algo super comum porque o corpo mostra a &#8220;vergonha&#8221;, é algo bíblico que tem a ver com esta identificação com a pele social e não com a &#8220;animal&#8221;, com a nossa &#8220;verdadeira&#8221; pele.</p>
<p>Re aprender a se identificar com o corpo que somos, com a pele que temos, rugas, estrias, celulite, curvas, retas, gorduras, músculos, veias, ossos, cartilagens é retornar um pouco mais àquilo que se é de fato. Não é nada contra a roupa, pelo contrário, mas sim à favor daquilo que somos de fato, de uma auto imagem mais fidedigna, mais real e palpável. Um respeito pelo que se é, o desenvolvimento da auto estima de fato começando pelo reconhecimento e identificação da minha nudez, da minha &#8220;vergonha&#8221; para que ela fique &#8220;sem vergonha&#8221;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Religião, cultura e culpa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Sep 2014 16:02:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Mas então eu entendi o seguinte: não adianta muito eu ficar querendo mudar isso. Hum, e porque? Me lembrei que está tudo escrito já, que Deus sabe o que irá acontecer, me basta aceitar e continuar. E aí eu me lembro de uma frase de Santo Agostinho: &#8220;Reze como se tudo dependesse de Deus. Trabalhe &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2014/09/01/2320/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Religião, cultura e culpa</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.akimpsicologo.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/09/censura.jpg"><img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-2321" src="http://www.akimpsicologo.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/09/censura.jpg" alt="censurA" width="245" height="206" /></a></p>
<ul>
<li>Mas então eu entendi o seguinte: não adianta muito eu ficar querendo mudar isso.</p>
</li>
<li>
<p>Hum, e porque?</p>
</li>
<li>
<p>Me lembrei que está tudo escrito já, que Deus sabe o que irá acontecer, me basta aceitar e continuar.</p>
</li>
<li>
<p>E aí eu me lembro de uma frase de Santo Agostinho: &#8220;Reze como se tudo dependesse de Deus. Trabalhe como se tudo dependesse de você&#8221;.</p>
</li>
<li>
<p>É&#8230; mas ele sabe não sabe?</p>
</li>
<li>
<p>Claro que sabe, mas&#8230; como ele sabe: porque ele já decidiu ou porque ele é onipresente e onisciente?</p>
</li>
<li>
<p>Como assim?</p>
</li>
<li>
<p>Bem, você já viu uma criança que está prestes a fazer besteira? Ou um adolescente que está fazendo besteira num relacionamento e que você &#8220;sabe&#8221; que vai dar em besteira?</p>
</li>
<li>
<p>Sim.</p>
</li>
<li>
<p>Então, como você sabe: porque está escrito ou porque você está percebendo elementos que dizem à você que vai dar besteira?</p>
</li>
<li>
<p>Segunda opção.</p>
</li>
<li>
<p>Agora pensa que você tem acesso à todas as informações que você quer o tempo todo, que você pode se colocar na perspectiva de todos os seres e elementos o tempo todo&#8230; será que você precisa se dar o trabalho de escrever o destino de tudo para saber o que vai acontecer?</p>
</li>
<li>
<p>Hum&#8230; pensando assim&#8230; não. Se eu soubesse o que as pessoas pensam eu simplesmente saberia o que vão fazer e saberia &#8220;do futuro&#8221; é isso?</p>
</li>
<li>
<p>Sim. Afinal de contas&#8230; ele lhe deu livre arbítrio não é mesmo?</p>
</li>
<li>
<p>É verdade&#8230;</p>
</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p>Este post foi um pedido de uma das colegas e leitoras do blog. O caso acima me lembrou muito das perguntas que ela me fez como um delicioso &#8220;desafio&#8221; para um post. Para sair um pouco do padrão, vou colocar as perguntas dela aqui e respondê-las à meu modo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>&#8220;Diga-me lá&#8230; até q ponto a culpa, introduzida por meio dos preceitos religiosos, pode interferir nas condições do ser humano em assumir suas decisões e escolhas?&#8221;</strong></p>
<p>Vamos fazer o caminho contrário: a culpa é uma emoção que denota dívida em geral adquirida por meio de um comportamento inadequado ou criminoso. A pessoa que é culpada possui um &#8220;pé preso&#8221;, uma dívida com alguém ou com uma sociedade porque cometeu (ou crê que o fez) um crime, um erro.</p>
<p>Esta emoção pode fazer com que a pessoa pare seus projetos pessoais porque não vê que ela seja &#8220;digna&#8221; de continuar com eles. Pode afetar a sua auto imagem de uma maneira negativa fazendo com que a pessoa se identifique como uma pessoa má ou ruim por ter cometido aqueles atos. Assim sendo a pior coisa que pode ocorrer com a pessoa &#8211; no meu ponto de vista &#8211; é quando ela se identifica com o papel de &#8220;culpado&#8221;, ou seja, quando ela assume como identidade algo que é do nível do comportamento.</p>
<p>A culpa &#8220;introduzida&#8221; por meio religiosos e culturais &#8211; assumo aqui a religião como um sistema de regras o qual as culturas também possuem &#8211; pode gerar esta identificação? Sim, pode. Toda religião possui um sistema de &#8220;pecados&#8221; (ou &#8220;crimes&#8221;) que podem fazer com que a pessoa assuma para si a identidade de &#8220;pecador&#8221; e, por meio disso, ela pode colocar-se à mercê de um terceiro ou de terceiros.</p>
<p>Assim sendo ele decide que não é digno, responsável o suficiente, inteligente o suficiente para tomar decisões sozinho e busca sempre auxílio para validar aquilo que ele deseja e eximir-se da responsabilidade plena de pecar (ou errar) novamente. Um exemplo caricato deste tipo de identificação tem a ver com o personagem &#8220;Ned Flanders&#8221; do programa &#8220;The Simpsons&#8221; que sempre busca uma avaliação do pastor da Igreja para cada ação tomada de maneira espontânea.</p>
<p>Respondendo, então, o &#8220;ponto&#8221; no qual a culpa interfere seria, para mim relativa à quanto a pessoa se identifica com o papel de pecador ou criminoso, com o quão negativa esta imagem é, com a sua percepção de expiação do pecado ou recompensa da culpa e com o quanto ele percebe esse processo como algo pessoal ou como algo que deve vir de fora.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>&#8220;Até que ponto este sentimento, introjetado por meio da religiosidade, pode causar dor, angústia e sofrimento?&#8221;</strong></p>
<p>A culpa, em geral é uma emoção que causa dor, angústia e sofrimento. Creio que a percepção moral que a própria pessoa possui do que fez, sua percepção de possibilidade de reparação do erro, sua maneira e presteza em executar esta reparação e o quão prejudicial sua ação foi interferem na intensidade da dor, da angústia e do sofrimento.</p>
<p>Dor, é uma emoção que lembra o processo físico da dor. Na verdade sabemos que a dor emocional é sentida no mesmo local que a dor física no cérebro humano. Assim sendo a dor que se sente tem a ver com o ato e a pessoa pode sentir muita dor por ter feito algo que ela mesma considera errado.</p>
<p>A angústia tem a ver com o apego que ela tem a este sistema moral. Quanto mais apegada, em geral, mais a pessoa se angustia pelo fato de que o seu ato vai contra o que ela prega para si. Este vácuo entre crença e ato gera o vazio da angústia que precisa de uma resposta evolutiva para ser dissolvida.</p>
<p>O sofrimento entra em sintonia com a dor e a angústia. A ideia é que sofrer é uma atitude passiva, ele mantém-se enquanto a pessoa compreender que é totalmente indefesa em relação ao que lhe causa a dor. Muitas vezes a sensação de sofrimento permanece na pessoa, porém de uma maneira que não interfere em sua vida, pelo contrário, pode até mesmo servir de auxiliar em momentos futuros.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>&#8220;Até que ponto o homem deixa de ser responsável por si mesmo para evitar sentir-se culpado?&#8221;</strong></p>
<p>Até o ponto em que ele tem a competência para lidar com a culpa: quanto mais competência, menos ele precisa &#8220;não se responsabilizar&#8221;. Quanto menos competência ele possui, mais medo ele tem das consequências de seus atos, de assumir o que fez e conseguir mudar isso mais tarde e, por esta razão ele precisa fingir para si que não foi responsável pelos seus atos. Que a culpa é de outra pessoa ou entidade já que falamos de religião. Porém a própria religião coloca que o livre arbítrio é incondicional, ou seja, o homem sempre será responsável por seus próprios atos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para fechar gostaria de deixar aqui o <a href="http://wp.me/p29dKV-n4">link para um post sobre culpa </a>que escrevi tempos atrás que pode ajudar muito na compreensão desta emoção e na relação dela com a religião.</p>
<p>Gostaria, também, de agradecer a minha colega Maria pelas perguntas e pela oportunidade de pensar sobre este tema e convidar você leitor à enviar suas dúvidas e sugestões de temas aqui para o blog das gotinhas!</p>
<p>Abraço</p>
<p>Visite nosso site: www.akimpsicologo.com.br</p>
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