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	<title>Arquivos julgamentos - Akim Neto Psicólogo Clínico</title>
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		<title>A dolorosa consequência da realidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Nov 2021 21:59:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Eu não quero mais falar com ela. &#8211; Eu sei. &#8211; Ela não merece. &#8211; É o contrário. &#8211; Contrário? Como contrário? Olhe o que ela fez para mim! &#8211; Sim, ela foi &#8220;sacana&#8221;. &#8211; Então! &#8211; Mas quem não merece falar com ela é você, porque querer, você quer. (silêncio) &#8211; E porque &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/11/24/a-dolorosa-consequencia-da-realidade/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">A dolorosa consequência da realidade</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Eu não quero mais falar com ela.</p>
<p>&#8211; Eu sei.</p>
<p>&#8211; Ela não merece.</p>
<p>&#8211; É o contrário.</p>
<p>&#8211; Contrário? Como contrário? Olhe o que ela fez para mim!</p>
<p>&#8211; Sim, ela foi &#8220;sacana&#8221;.</p>
<p>&#8211; Então!</p>
<p>&#8211; Mas quem não merece falar com ela é você, porque querer, você quer.</p>
<p>(silêncio)</p>
<p>&#8211; E porque eu não mereço?</p>
<p>&#8211; Porque não consegue reconhecer que quer falar com ela.</p>
<p>&#8211; Odeio isso.</p>
<p>&#8211; Sim.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O filme &#8220;Her&#8221; tem uma frase linda: &#8220;o passado é só uma história que contamos à nós mesmos&#8221;. Porém, refletir sobre ela é um tanto chocante e exige maturidade. Dizer que o passado é &#8220;só uma história&#8221; não deve ter como foco a palavra &#8220;só&#8221;, mas sim &#8220;uma história&#8221;. Ao tomar a discussão por este lado, entramos no tema da realidade.</p>
<p><span id="more-6793"></span></p>
<p>Uma das tarefas que cabe à todo psicólogo clínico em praticamente todos os seus atendimentos é a &#8220;redefinição&#8221;. Nela, tratamos de dar um novo sentido sobre um evento ou nova definição sobre um conceito que a pessoa traz consigo. O que faz esta tarefa tão importante e comum é o fato de que muitos conceitos e significados que traçamos em algum momento de nossas vidas, se tornam disfuncionais mais tarde. Porém, como sabemos que eles se tornam disfuncionais?</p>
<p>Tomando um adolescente classe média, média alta que não precisa trabalhar, por exemplo. Talvez essa pessoa deseje, aos seus 16 anos, ter um lugar só para si, uma casa para receber os amigos e festar, dormir a hora que quer e fazer &#8220;o que bem entende&#8221;. Ao atingir isso, mais tarde, no começo ela se deleita com a execução de todos os seus desejos. Algum tempo depois, ao iniciar vida profissional e, talvez, marital percebe que há algo de errado. As crenças elaboradas na adolescência sobre o que é &#8220;ser um adulto&#8221;, não estão em harmonia com a realidade. Antes seus pais o acordavam, agora seu emprego pede que ele acorde cedo, por exemplo. &#8220;Onde está a minha liberdade?&#8221;, pergunta-se a pessoa.</p>
<p>O problema não é a &#8220;falta de liberdade&#8221; e sim a concepção que o adolescente criou sobre como deveria ser uma vida com &#8220;liberdade&#8221;. A realidade é: ele escolheu o emprego, a namorada e a casa. Escolheu crescer e tudo isso vem com limites. Porém a &#8220;história&#8221; que ele ainda tem em mente é que &#8220;estava indo tudo bem, minha vida estava tranquila e daqui a pouco eu tenho que fazer isso e fazer aquilo e não tenho mais a minha liberdade&#8221;. As histórias que contamos para nós são a interpretação que tiramos de nossas experiências, porém elas são histórias e não a realidade em si. Quando lidamos com a realidade em si, as coisas são diferentes.</p>
<p>As histórias são &#8220;boas&#8221; a realidade é cruel. Nas histórias sempre temos uma desculpa externa para nosso sofrimento, na realidade não. Então as redefinições se tornam necessárias. Sabemos que uma crença é disfuncional olhando para a realidade. Quando nossos conceitos criam histórias que nos ajudam, crescemos e eles são funcionais. Quando atrapalham nosso crescimento, se tornam disfuncionais. Uma pessoa mais amadurecida, por exemplo, diria que escolhas trazem consequências. Ela, então, pensa nas consequências, ganhos e perdas que terá com as escolhas que fará e decide se está disposta a enfrentar isso ou não. Assim sendo, ela entende o que acontece depois como &#8220;parte do jogo&#8221; e não como &#8220;perda da liberdade&#8221; como alguém mais imaturo pensa.</p>
<p>A realidade é dolorosa em relação as histórias porque ela sempre nos apresenta perdas. Sempre vamos perder algo à medida em que crescemos e o tempo passa. A realidade cobra seu preço de maneira crua e imparcial. Por outro lado, ela traz a liberdade verdadeira: aquela na qual ação e consequência caminham juntas e todos temos limites. Nela, as coisas são pequenas: apenas o que pode acontecer acontece. De outra lado, o fato das coisas acontecerem dessa forma nos faz fortes para realizá-las. As histórias, são ricas, muito pode acontecer nelas, porém, se tornam restritas, porque não somos tão potentes ou tão vítimas quanto nossas histórias gostam de nos colocar.</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>Problema &#8220;de verdade&#8221;</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/07/19/problema-de-verdade/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Jul 2021 22:00:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Eu não sei mais o que faço Akim, esta situação com meus pais me deixa louco. &#8211; Eu sei, eu sei. Mas também sei que você sabe o que fazer. &#8211; Eu sei, mas é tanto problema que não sei sabe? &#8211; Claro, compreendo, você prefere se perder nesses problemas ao invés de encarar &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/07/19/problema-de-verdade/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Problema &#8220;de verdade&#8221;</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Eu não sei mais o que faço Akim, esta situação com meus pais me deixa louco.</p>
<p>&#8211; Eu sei, eu sei. Mas também sei que você sabe o que fazer.</p>
<p>&#8211; Eu sei, mas é tanto problema que não sei sabe?</p>
<p>&#8211; Claro, compreendo, você prefere se perder nesses problemas ao invés de encarar &#8220;o&#8221; problema.</p>
<p>&#8211; Que é?</p>
<p>&#8211; Você sabe qual é. Eu não posso ficar me repetindo, está na hora de você dizer e assumir&#8230; ou não.</p>
<p>&#8211; Eu entendo&#8230; é que&#8230; é difícil para mim.</p>
<p>&#8211; O que é difícil?</p>
<p>&#8211; Se eu faço o que eu penso que devo fazer vou me sentir mal frente aos meus pais.</p>
<p>&#8211; Sim, este é o problema.</p>
<p>&#8211; O que eu quero fazer?</p>
<p>&#8211; Não&#8230;</p>
<p>&#8211; Eu achar que não tenho direito de fazer aquilo que eu quero né?</p>
<p>&#8211; Você sabe&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Muitas pessoas trazem muitos problemas para a terapia. No entanto, nem sempre desejam resolvê-los. Alguns problemas nada mais são do que esconderijos dolorosos nos quais nos escondemos dos verdadeiros problemas.</p>
<p><span id="more-6617"></span></p>
<p>Existem problemas com &#8220;p&#8221; minúsculo e maiúsculo. Na psicologia falamos em causa e sintoma. Algumas coisas são sintomáticas, incidentais. Parecem um problema, mas são apenas consequências de alguma coisa que é, esta sim, o problema. Ao contrário do que parece, este problema com &#8220;p&#8221; maiúsculo, em geral, é conhecido das pessoas. Na verdade, boa parte de nós cria os problemas com &#8220;p&#8221; minúsculo apenas para se afastar do outro, ou seja, muitos de nossos problemas não são, de fato, problemas, mas uma tentativa de solucionar o Problema.</p>
<p>Nesta vertente, temos, por exemplo, medo de encarar nossos medos. Achamos que dizer &#8220;tenho medo&#8221; é algo idiota ou que isso nos torna &#8220;fracos&#8221;. Assim, nos tornamos arrogantes e prepotentes diante de nossos medos. Sentimos a emoção, mas tratamos de escondê-la rapidamente. Não raro, sabemos que temos que fazer isso porque &#8220;ninguém mais fará por nós&#8221;. Esta sensação de desamparo nos faz buscar uma força que nem sempre temos ao custo de negar a emoção do medo.</p>
<p>O &#8220;Problema&#8221; é simples: olhar para o desamparo que sentimos. Os problemas são vários e todos oriundos da resposta que demos ao desamparo: prepotência. Ao ser prepotente minhas relações podem se tornar conturbadas, posso ter problemas em dormir à noite e questões relacionadas ao trabalho onde me dizem que sou um bom profissional, mas não sei me relacionar, o que me deixa muito bravo. Estes são os motivos pelos quais a pessoa busca a terapia.</p>
<p>Mas, no fundo ela sabe que o &#8220;x&#8221; da questão não é esse. Ao mesmo tempo, esconde isso. Nos momentos em que está sozinha em casa ou que alguém lhe diz &#8220;adeus&#8221; o medo vem, rapidamente, à tona, assim como a reação de esquiva à ele. Estes motivos se mantém escondidos dela enquanto ela não quiser vê-los. Ao mesmo tempo é aí que a resposta verdadeira reside. É neste &#8220;Problema&#8221; que se encontram as respostas porque ele é a origem dos outros que são, apenas, incidentais.</p>
<p>Muitas vezes esta dinâmica não é apenas pessoal, é familiar. Algo ainda mais enraizado e ao mesmo tempo, exposto. O problema é que vemos, mas não queremos olhar. Tenho seguido, já faz algum tempo, uma frase de Salvador Minuchin: &#8220;o problema se mostra nos cinco primeiros minutos da sessão&#8221;. É incrível o quanto isso é verdadeiro, basta ouvir, basta ver, sem preconceitos e sem medo aquilo que está diante de nós.</p>
<p>O convite que faço ao leitor é: olhe sem medo para aquilo que você sabe que é o problema. Permita-se ficar no &#8220;não sei&#8221;, para depois ir ao &#8220;talvez seja isso&#8221; e, finalmente: &#8220;é&#8230; é isso mesmo, no fundo, eu já sabia&#8221;. Permita-se esta coragem, pois a força e confiança em si, nascem apenas a partir das atitudes.</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>Como saber se eu sou arrogante?</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/05/10/como-saber-se-eu-sou-arrogante/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 May 2021 21:30:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Daí eu disse para ele: como que é? Eu sou arrogante? &#8211; E ele? &#8211; Ele disse &#8220;sim&#8221;, assim, na cara dura. &#8211; E você? &#8211; Eu me senti humilhada né? Imagina, eu arrogante! &#8211; Mas você é! (silêncio) &#8211; Como assim eu sou? Concordando com ele agora? &#8211; Sim, o que ele disse &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/05/10/como-saber-se-eu-sou-arrogante/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Como saber se eu sou arrogante?</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Daí eu disse para ele: como que é? Eu sou arrogante?</p>
<p>&#8211; E ele?</p>
<p>&#8211; Ele disse &#8220;sim&#8221;, assim, na cara dura.</p>
<p>&#8211; E você?</p>
<p>&#8211; Eu me senti humilhada né? Imagina, eu arrogante!</p>
<p>&#8211; Mas você é!</p>
<p>(silêncio)</p>
<p>&#8211; Como assim eu sou? Concordando com ele agora?</p>
<p>&#8211; Sim, o que ele disse está adequado, logo concordo.</p>
<p>&#8211; Agora eu sou a arrogante então, o problema é todo meu?</p>
<p>&#8211; Não disse isso, apenas disse que você fica, de fato, tentado fazer coisas que não consegue, sabe que não consegue, mas, ao invés de pedir ajuda, insiste no erro apenas para não &#8220;manchar sua imagem&#8221; de sabe tudo. Isso é arrogância.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Muitas pessoas são arrogantes e nem sequer se dão conta disso. Esta característica é facilmente confundida com humildade, benevolência, amor ao próximo e, por esta razão, torna-se difícil compreender que se é arrogante, ao mesmo tempo, é muito fácil sentir os problemas que isso traz à pessoa.</p>
<p><span id="more-6336"></span></p>
<p>Em primeiro lugar é importante compreender melhor o que é arrogância. Culturalmente associamos esta característica com a pessoa que &#8220;se acha&#8221;, ou seja, aquela pessoa que exibe suas características, posses e conquistas perante os outros. Isso não é arrogância. Este comportamento de exibição só pode ser chamado de arrogância se aquilo que é exibido for mentira. Assim sendo, só é arrogância dizer que eu sou inteligente, se eu não o for, caso contrário, afirmar que sou o que sou é sinal de (pasmem) humildade.</p>
<p>No seriado &#8220;Roma&#8221;, Marco Antônio pergunta à Júlio César se ele não está sendo arrogante perante as manobras políticas que deseja realizar. Júlio César responde que será arrogância se ele falhar. A arrogância está presente na incapacidade de sustentar uma posição, fato, característica. O arrogante é aquela pessoa que tem uma imagem de si e de suas competências em dissonância com o que ela é ou pode de fato. Existe um abismo entre o que um arrogante diz ser capaz de fazer e o que ele, de fato, é capaz.</p>
<p>Assim sendo, podemos ter essa característica em muitos discursos aparentemente inofensivos. Por exemplo, quando temos uma criança ou adolescente dizendo que quer muito ajudar os pais a se entenderem. Isso é arrogância, pois, quase sempre os filhos são incapazes de realizarem esta tarefa pelos pais (sem contar que não é uma tarefa que lhes pertença, portanto a arrogância é dupla, visto que se estão se metendo onde não são chamados).</p>
<p>Outro exemplo típico é do &#8220;ajudador&#8221;. Muitas pessoas tem a pretenção de serem cuidadores do mundo e partem para ajudar qualquer pessoa que faça uma reclamação perto deles. Isso é um comportamento arrogante porque, em primeiro lugar, percebe a reclamação do outro como um pedido de ajuda e nem sempre este é o caso. Segundo, porque se coloca na posição de ajudador do mundo, e, obviamente ninguém é capaz de ajudar todo mundo. Terceiro, porque, geralmente, a pessoa ao invés de &#8220;ajudar&#8221;, de fato, quer &#8220;fazer pelo outro&#8221; e ninguém pode tomar o destino de outra pessoa nas mãos.</p>
<p>Assim sendo, como saber se sou arrogante? Em primeiro lugar verifique a sua auto imagem. Quanto mais você se colocar como figura prioritária, indispensável na vida de terceiros ou para a realização de alguma coisa na vida de terceiros, a probabilidade de você ser arrogante aumenta.</p>
<p>Veja se aquilo que você diz que está fazendo está ocorrendo de fato. Muitas pessoas dizem que querem ajudar o outro, mas passam-se os anos e o outro não mudou nada, ou seja, você não está ajudando. Aceitar isso é mais doloroso do que continuar &#8220;tentando&#8221;.</p>
<p>Perceba como você escuta os problemas dos outros. Se sua tendência natural já é ir encontrando soluções, colocando-se de maneira ativa na resolução, pare e de um passo para trás. Pergunte-se: a pessoa está me pedindo ajuda? Quanto mais difícil for, para você, de responder essa pergunta, maior a probabilidade de ser arrogante.</p>
<p>Também é interessante ver como você trata suas habilidades. Existe uma relação entre a competência que você diz ter e os resultados que atinge no mundo concreto? Quanto maior for a relação, menos você é arrogante. Em geral, arrogante tem muita dificuldade em medir o que fazem em termos de resultados concretos.</p>
<p>Por fim, cabe verificar como você lida com a frase: deixe o outro viver os resultados de suas próprias escolhas. Quanto mais simples for de aceitar isso, menos arrogância. Quanto mais difícil, mais. Deixar o mundo seguir é difícil para o arrogante, que se crê senhor (secreto) do mundo.</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>Ame o que você odeia em você</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/04/12/ame-o-que-voce-odeia-em-voce/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 12 Apr 2021 11:00:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Eu vi algo em mim que não estou gostando. &#8211; O que é? &#8211; Ai&#8230; vi que eu sou muito arrogante. &#8211; É verdade, é mesmo. &#8211; Pois é&#8230; nunca tinha percebido isso. &#8211; E o que está fazendo com essa percepção? &#8211; Nossa, estou louco com isso! Não quero ser assim, quero deixar &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/04/12/ame-o-que-voce-odeia-em-voce/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Ame o que você odeia em você</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Eu vi algo em mim que não estou gostando.</p>
<p>&#8211; O que é?</p>
<p>&#8211; Ai&#8230; vi que eu sou muito arrogante.</p>
<p>&#8211; É verdade, é mesmo.</p>
<p>&#8211; Pois é&#8230; nunca tinha percebido isso.</p>
<p>&#8211; E o que está fazendo com essa percepção?</p>
<p>&#8211; Nossa, estou louco com isso! Não quero ser assim, quero deixar de ser isso.</p>
<p>&#8211; Está brigando contra isso então?</p>
<p>&#8211; Claro!</p>
<p>&#8211; Que pena.</p>
<p>&#8211; Porque?</p>
<p>&#8211; Porque é importante você aceitar isso.</p>
<p>&#8211; Aceitar? Como eu posso aceitar que sou arrogante?</p>
<p>&#8211; Por algum acaso você acha que há algum ser humano sem nenhum defeito?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A busca por um ideal de ego pode ser um caminho para uma vida virtuosa ou o início de uma tortura pessoal. Olhar nossos defeitos e aceitá-los é uma atitude muito difícil, porém fundamental para uma saúde mental saudável.</p>
<p><span id="more-6095"></span></p>
<p>A tradição católica nos traz a concepção do &#8220;pecado original&#8221;. Um dos sentidos dessa concepção é avisar que a natureza do homem é propensa ao bem e ao mal. Ao contrário de uma tradição romântica que crê no homem como um ser &#8220;bom&#8221; por natureza, a tradição católica reconhece que somo capazes das mais belas e horríveis atitudes. Ela posiciona essa característica no homem como uma condição, ou seja, mostrando que precisamos prestar atenção à todos os nossos atos, pois somos capazes do mal ou do bem à qualquer momento.</p>
<p>Isso significa que por mais que você busque a virtude, você nunca será &#8220;a prova de falhas&#8221;. Seu desejo, instinto ou ação poderão pender para o bem ou para o mal (que retrato aqui distante de um sentido religioso). Reconhecer esse potencial como parte de nossa identidade não é tarefa fácil. Porém a necessidade desta tarefa se mostra em sua veracidade. O Holocausto provocado pelos nazistas continha em sua &#8220;equipe&#8221; pessoas &#8220;normais&#8221;, que, durante o dia assassinavam judeus e à noite, frequentavam a Igreja.</p>
<p>O reconhecimento de falhas em nossas atitudes, portanto, não deve ser visto como surpresa. Ficar surpreso com suas falhas nada mais é do arrogância, no sentido de não se perceber capaz de algo errado ou nocivo. O primeiro passo para lidarmos com nossos defeitos é aceitar nossa condição imperfeita e associar isso à nossa identidade. Não significa sofrer por antecipação, mas sim saber-se capaz e, por este motivo, gerar zelo em suas iniciativas.</p>
<p>O segundo ponto é aceitar ao invés de lutar contra aquilo que percebemos inadequado em nós. Embora possa parecer paradoxal, esta etapa lembra um dito sueco: &#8220;me ame quando eu menos merecer, pois é quando mais preciso&#8221;. Entender que o homem é capaz do mal é diferente de dizer que ele é mal. Há diferença entre ato e identidade. Assim sendo, quando erramos, é importante olhar para nós e nosso erro, nos identificando como autores do ato e aprender a amar isso que vemos.</p>
<p>Porque &#8220;amar&#8221;? A ideia é simples: tendemos a cuidar daquilo que amamos. A maior parte de meus clientes quer deixar de ser preguiçoso, orgulhoso, chato ou qualquer outro &#8220;defeito&#8221; que lhe caiba. Enquanto percebem este &#8220;defeito&#8221; neles, tendem a lutar contra quem são, querem amar-se apenas quando forem algo diferente do que são. Esta busca é uma tortura, porque mesmo que &#8220;arrumem&#8221; a parte &#8220;defeituosa&#8221;, mais cedo ou mais tarde, hão de encontrar outra. O ciclo, dessa forma, nunca termina.</p>
<p>Ao amar, a possibilidade de empatia e compreensão se abre. Ao entender o que nos motivou a errar (que muitas vezes pode ser, simplesmente, falta de conhecimento) é possível mudar a natureza de nossa intenção ou o curso de nossas ações. O &#8220;amor&#8221; nesse caso significa acolher e aceitar nossa natureza imperfeita quando ela aparece. Expulsar nossa imperfeição ou incompletude é algo impossível, pois se trata de nossa condição. Assim sendo a melhor escolha é aquietar-se e acolher. Daí podem nascer mudanças importantes.</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>Sentindo emoções</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/03/29/sentindo-emocoes/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Mar 2021 11:00:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
		<category><![CDATA[Auto-confiança]]></category>
		<category><![CDATA[confrontar]]></category>
		<category><![CDATA[Emoções]]></category>
		<category><![CDATA[Escolhas]]></category>
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		<category><![CDATA[julgamentos]]></category>
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		<category><![CDATA[Psicoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde mental]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas está difícil sabe? Quer dizer, já entendi o que fazer, mas na hora&#8230; &#8211; O que ocorre na hora? &#8211; Bem, eu sinto lá a ansiedade e tento pensar naquilo que falamos aqui. &#8211; Perfeito. E quando faz isso, qual a sua intenção? &#8211; Como assim? &#8211; É algo como: &#8220;tudo bem, estou &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/03/29/sentindo-emocoes/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Sentindo emoções</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas está difícil sabe? Quer dizer, já entendi o que fazer, mas na hora&#8230;</p>
<p>&#8211; O que ocorre na hora?</p>
<p>&#8211; Bem, eu sinto lá a ansiedade e tento pensar naquilo que falamos aqui.</p>
<p>&#8211; Perfeito. E quando faz isso, qual a sua intenção?</p>
<p>&#8211; Como assim?</p>
<p>&#8211; É algo como: &#8220;tudo bem, estou ansioso, deixe-me sentir isso e verificar quais pensamentos estou tendo&#8221; ou algo como &#8220;droga, estou ansioso, deixa pensar no que vi na terapia para me livrar logo disso&#8221;.</p>
<p>&#8211; Mais para o segundo.</p>
<p>&#8211; Ok, então temos que recapitular algumas coisas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>É comum que muitas pessoas sintam experiências emocionais como algo &#8220;insuportável, horrível&#8221; ou ainda como uma &#8220;prova de sua incapacidade em controlar as emoções&#8221;. Percepções pejorativas sobre estes sentimentos podem fazer que a pessoa, mesmo em terapia, ainda produza estratégias de evitação, o que não ajuda ou funciona.</p>
<p><span id="more-7964"></span>Porque não funciona? Em geral, as estratégias de evitar a emoção não são adequadas para quando a emoção está acontecendo porque ela já está acontecendo. É como você sentir fome e pensar: &#8220;droga, não quero sentir fome&#8221;. Isso não vai ajudar. Então, é importante que se entenda que quando uma emoção ocorre, tentar agir contra ela, para que a sensação por si só diminua não é algo que  vai te ajudar muito. Até porque as emoções não respondem à comandos voluntários, ou seja, querer que ela passe é como querer que o coração diminua seu ritmo: nossa fisiologia não funciona assim.</p>
<p>Aprender a sentir a emoção e suportá-la, mesmo que esta seja dolorosa é algo fundamental para toda pessoa que deseja ter uma inteligência emocional maior. Mas Akim, porque vou sentir algo que não gosto? Porque você não tem muita escolha seria a minha primeira resposta. O ponto é: o que você tem para ganhar aprendendo a sentir isso? Em geral a resposta é: nada. Mas é sempre uma resposta que está inserida dentro dos preconceitos que a pessoa tem em relação à emoção em si e ao que significa para ela sentir aquela emoção.</p>
<p>Não queremos, por exemplo, sentir dor emocional ou angústia. Mas a pergunta é: para que serve a dor? Ela sempre tem uma função protetiva. Colocamos a mão na chapa quente, sentimos dor e tiramos a mão de lá. A dor aponta para aquilo que está sendo ferido em nós, a angústia para aquilo que precisa ser olhado. Se fazemos isso, lidamos com o &#8220;tema&#8221; da dor. As emoções funcionam todas assim, elas apontam para algo. Se sustentamos a emoção, conseguimos ver este algo, se não deixamos isso de lado e a emoção virá novamente tentar nos mostrar isso em outro momento.</p>
<p>Aprender a sentir emoções significa, em primeiro lugar, dominar nosso pensamentos sobre elas. Qualquer pensamento que diga algo na direção de que é ruim ou errado sentir determinada emoção é prejudicial para nós. As tentativas de evitar a dor também. &#8220;Ah, mas então eu só fico lá parado sentindo&#8221;? Porque não? O que poderia acontecer se você fizesse isso? Aqui temos uma crença de que se a pessoa fizer isso estará &#8220;perdendo tempo&#8221;, ou &#8220;será subjulgada pela emoção&#8221;, &#8220;não vai aguentar&#8221;. Mas isso não é verdade, em geral o que nos prejudica é nossa resposta emocional que deseja suprimir a emoção e não a emoção em si.</p>
<p>Aprender a sentir as emoções nos ensina que elas não nos matam, não nos controlam e que, se sustentamos o estado emocional, o tema por detrás da emoção se torna mais claro. Muitas vezes precisamos primeiro chorar para depois ver o motivo do choro, gritar para depois ver o que nos causa raiva, e somente nos permitindo sentir isso é que esta informação vem à tona. Quando deixamos isso de lado, ou tentamos suprimir estamos, também minando o nosso processo de desenvolvimento.</p>
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		<title>Vou mostrar para vocês!</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/02/10/vou-mostrar-para-voces/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Feb 2021 11:00:50 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Auto-estima]]></category>
		<category><![CDATA[Auto-imagem]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; E eu não sei porque&#8230; mas não consigo fazer o que eu quero. &#8211; Bem, você chegou até aqui, não foi? Teve muitas vitórias, o que motivou elas? &#8211; Não sei sabe&#8230; eu consegui o que eu queria&#8230; &#8211; Que era? &#8211; Sei lá&#8230; parece até meio idiota&#8230; mas queria mostrar que eu ia &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/02/10/vou-mostrar-para-voces/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Vou mostrar para vocês!</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; E eu não sei porque&#8230; mas não consigo fazer o que eu quero.</p>
<p>&#8211; Bem, você chegou até aqui, não foi? Teve muitas vitórias, o que motivou elas?</p>
<p>&#8211; Não sei sabe&#8230; eu consegui o que eu queria&#8230;</p>
<p>&#8211; Que era?</p>
<p>&#8211; Sei lá&#8230; parece até meio idiota&#8230; mas queria mostrar que eu ia conseguir.</p>
<p>&#8211; Exato&#8230; agora já mostrou&#8230; e então?</p>
<p>&#8211; Pois é, não consigo fazer nada!</p>
<p>&#8211; Claro, são duas motivações diferentes.</p>
<p>&#8211; Como assim?</p>
<p>&#8211; Querer mostrar algo para os outros, uma briga contra eles, certo?</p>
<p>&#8211; Sim.</p>
<p>&#8211; É algo bem diferente de eu quero fazer, para eu mesma.</p>
<p>&#8211; Hum&#8230; é verdade&#8230; e isso me dá medo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O ato de fazer e de &#8220;fazer para mostrar&#8221; são muito diferentes embora pareçam próximos e se confundam. Mostrar ou provar para alguém é uma atitude de birra, vingança ou raiva, geralmente usada para ocultar sentimentos de tristeza, impotência e menos valia.</p>
<p><span id="more-7556"></span></p>
<p>Podemos pensar no &#8220;desejo de fazer&#8221; em relação aos motivações que o impulsionam. Algumas são internas, relacionadas com a criação de estados emocionais pessoais e valores da própria pessoa. outros são externos e tem a ver com a reação dos outros diante do que foi feito. Temos também a aproximação, ou seja, o intento de criar algo com o feito, agarrar alguma coisa e seu oposto, o ato de afastar-se de alguma coisa, evitar que algo ocorra. Não é uma questão de certo ou errado, mas sim do uso adequado de todas essas formas de motivação.</p>
<p>Em geral, quando o discurso &#8220;vou mostrar para vocês&#8221; é aplicado, a pessoa assume uma atitude de motivação externa e de afastamento. &#8220;Eles vão ver que eu não sou uma fracassada&#8221;, por exemplo. Aqui fica evidente que o &#8220;alvo&#8221; é o pensamento do outros (motivação externa) que irá &#8220;não pensar que a pessoa é uma fracassada&#8221; (afastamento). É óbvio supor que, para que a pessoa assumir este desejo, ela sabe ou acha que &#8220;eles&#8221; pensam que ela é uma fracassada.</p>
<p>O ponto importante é lidar com as emoções geradas pela percepção citada acima. Isso porque, em geral, as pessoas usam muita energia para provar algo à um terceiro e não para impulsionar o seu desejo de ser uma pessoa de sucesso, por exemplo. Essas emoções em geral, são de impotência (visto que foca nos outros), raiva ou tristeza (em relação ao julgamento dos outros) e fala de uma auto imagem frágil em relação a essas percepções alheias. Assim a pessoa, ao invés de fortalecer sua auto imagem, busca mudar o pensamento de terceiros.</p>
<p>E muitas vezes tem sucesso nisso, porém, o fato é que são mecanismos diferentes. Mudar a percepção de um terceiro sobre eu, não é o mesmo que eu mudar minha auto percepção. Desastre à vista, muitas pessoas depois de &#8220;mostrarem para eles&#8221;, não conseguem &#8220;mostrar para si&#8221;. Uma variante comum é a &#8220;síndrome do impostor&#8221;, onde a pessoa, em geral bem sucedida e enaltecida pelos outros, sente que é uma impostora e que não é tão boa assim. Nestes casos é importante um trabalho para desenvolver a valorização da auto imagem.</p>
<p>Isso não quer dizer que a motivação de &#8220;mostrar para os outros&#8221; é errada, o fato que exponho aqui é: mostrar para os outros não é o que vai alimentar sua auto estima. Ter uma estima dependente da mudança de pensamentos dos outros em relação à você não é &#8220;auto&#8221; e muito menos algo que seja saudável manter. Aprender a lidar com emoções difíceis e criar uma auto percepção realista são fatores estruturantes da auto estima. Neste caso se o seu desejo é esse é mais importante aprender a lidar com as opiniões do que mudá-las, afinal ninguém agrada 100% e contar com isso é expor-se demais ao risco.</p>
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		<title>Quando a raiva nos cala</title>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Jan 2021 11:15:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Eu sempre falei besteira&#8230; então até entendo. &#8211; Entende o que? &#8211; O que faziam comigo. &#8211; Os mal tratos? &#8211; É. &#8211; E se você não entendesse, como seria? &#8211; Ah, eu teria que&#8230; &#8211; que? &#8211; Nunca tinha pensado nisso antes&#8230; mas me veio&#8230; &#8211; O que? &#8211; Eu teria que lidar &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/01/18/quando-a-raiva-nos-cala/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Quando a raiva nos cala</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Eu sempre falei besteira&#8230; então até entendo.</p>
<p>&#8211; Entende o que?</p>
<p>&#8211; O que faziam comigo.</p>
<p>&#8211; Os mal tratos?</p>
<p>&#8211; É.</p>
<p>&#8211; E se você não entendesse, como seria?</p>
<p>&#8211; Ah, eu teria que&#8230;</p>
<p>&#8211; que?</p>
<p>&#8211; Nunca tinha pensado nisso antes&#8230; mas me veio&#8230;</p>
<p>&#8211; O que?</p>
<p>&#8211; Eu teria que lidar com isso&#8230; ficar com raiva deles&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Um fato comum quando sofremos algum tipo de abuso e sentirmos raiva dos agressores. Mas esta raiva, quando não é dirigida de maneira adequada pode se voltar contra nós, fazendo com que nossa auto estima sofra.</p>
<p><span id="more-7587"></span></p>
<p>E o que seria &#8220;dirigir adequadamente&#8221; a raiva? O sentimento de raiva quando sofremos um abuso, surge como uma forma de defesa. O problema é que geralmente, quando estamos em uma situação abusiva, os agressores possuem vantagens sobre nós e uma retaliação pode não ser sempre a melhor forma de lidar com a situação. Embora o sentimento de raiva vise nos libertar da situação e tirar os agressores de nossa frente, para nos proteger, nem sempre essa atitude é viável.</p>
<p>O que ocorre com muitas pessoas é que elas passam a direcionar a raiva sobre si. Dizem, por exemplo: porque fui mexer com eles? Porque disse aquilo, no que eu estava pensando? O que é que eu tinha que ir naquele lugar? Enfim, resolvem se punir por &#8220;terem feito&#8221; algo que ocasionou a situação que gerou o abuso. Esta raiva visa defender a pessoa, embora o custo dessa defesa seja muito alto. Pois ao se culpar a pessoa busca evitar o que ela fez afim de evitar novos abusos.</p>
<p>Porém para isso ela passa a super policiar seus atos e pensamentos, para não ter mais nenhuma &#8220;ideia boba&#8221;. O fato que começa a ser afastado da consciência é que, por mais que ela tenha feito &#8220;algo bobo&#8221;, quem cometeu o abuso foi outra pessoa, ela simplesmente poderia ter escolhido fazer algo diferente ou fazer nada em relação à isso. É importante para a vítima de uma situação de abuso lembrar-se sempre de que o agressor teve participação ativa no processo, em outras palavras: o agressor escolhe a violência.</p>
<p>Mesmo quando não podemos fazer nada contra os agressores ou quando não conseguimos escapar de uma situação abusiva, este pensamento é importante. Compreender que nosso comportamento não está inadequado, mas sim o do abusador é fundamental para manter nossa saúde psíquica. Esta tarefa nem sempre é fácil, pois culpar-se é uma estratégia de menor custo emocional à curto prazo. Além disso em vários casos o abuso oferece &#8220;vantagens&#8221; a quem &#8220;se rende&#8221; nesse sentido.</p>
<p>A raiva, então, pode ser nossa voz, mesmo que velada quando a situação é inóspita demais ou pode nos calar. A raiva visa nossa proteção e é nesse sentido que precisa ser mantida. Não se trata de odiar fortuitamente alguém, mas de manter o foco. Não se trata de ser violento contra alguém, mas de manter o foco. Enquanto sei que algo errado acontece contra eu e que isso não está sendo minha culpa por contar com o ato voluntário de outra pessoa me mantenho com minha voz. E em alguns casos isso pode ser tudo o que teremos.</p>
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		<title>A falta como motivação</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2020/12/25/a-falta-como-motivacao/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Dec 2020 10:00:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas eu não entendo, porque eu não vou para frente? &#8211; Sabe sim. O que acontece? &#8211; Eu começo empolgado e depois deixo tudo de lado. &#8211; Exato. Agora o ponto é: qual a importância dessas coisas que você começa e deixa de lado: elas são muito importantes de fato? &#8211; Não, nem sempre. &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2020/12/25/a-falta-como-motivacao/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">A falta como motivação</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas eu não entendo, porque eu não vou para frente?</p>
<p>&#8211; Sabe sim. O que acontece?</p>
<p>&#8211; Eu começo empolgado e depois deixo tudo de lado.</p>
<p>&#8211; Exato. Agora o ponto é: qual a importância dessas coisas que você começa e deixa de lado: elas são muito importantes de fato?</p>
<p>&#8211; Não, nem sempre. Boa parte das vezes, faço para matar tempo.</p>
<p>&#8211; Exato, o que te falta então?</p>
<p>&#8211; Não sei, não sinto falta de nada!</p>
<p>&#8211; Exato!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Buscamos pela satisfação, o desejo de estar o tempo todo saciado. Porém, este desejo é uma ilusão, pois não tem relação com a maneira pela qual a realidade é. A satisfação so pode vir depois que algo é preenchido e para que isso ocorra é necessário sentir a falta de algo. Sem isso, tentamos &#8220;preencher&#8221; apenas falsos buracos.</p>
<p><span id="more-7489"></span></p>
<p>A necessidade é uma forma simples de perceber isso. A fome, por exemplo, nos dá uma evidência clara de que nosso corpo está precisando de alimento, se você ficar algumas horas sem comer, também sentirá &#8220;um vazio no estômago&#8221;, que corresponde a sensação de &#8220;muito ácido e pouca comida&#8221; lá. Isso nos motiva para buscar comida e saciar a fome, após a refeição podemos sentir que estamos saciados, pois preenchemos &#8220;a coisa certa&#8221;.</p>
<p>Algo semelhante ocorre em nossa vida emocional e psíquica. Muitas pessoas &#8220;querem agir&#8221;, olham as propagandas e os anúncios da mídia e pensam: &#8220;meu Deus, estou ficando para trás&#8221;. Querem agir, mas não querem sentir a falta. Isso é diferente da sensação de medo causada por estes anúncios. Alguém motivado pela falta e pelo medo agem de formas diferentes. Neste caso que trouxe, o medo faz a pessoa correr atrás &#8220;porque sim&#8221;, &#8220;porque todos estão falando&#8221;, mas não pelo motivo de perceber, de fato, o que a pessoa quer e onde deseja chegar com isso.</p>
<p>Sentir falta de algo, necessidade de algo, nem sempre é uma tarefa emocionalmente prazerosa. Muitos, inclusive, se afastam dessa tarefa justamente porque ela não nos satisfaz. O ponto é que sentir a falta não é para ser prazeroso ou para nos satisfazer, é justamente o contrário: sua importância é justamente nos incomodar, pois isso é o que impulsiona nosso comportamento para frente. A falta, neste sentido é uma necessidade de um sistema emocional e psíquico sadio.</p>
<p>Ao nos permitirmos sentir falta, entramos em contato com aquilo que nos faz falta. Embora soe redundante, não é: existem muitas pessoas que tentam preencher a &#8220;falta&#8221; dos outros, da sociedade, de algum professor, pai, mãe, filho ou conjugue. Esta tarefa, além de impossível, também não faz bem. A falta sentida por nós fala sobre a nossa vida, o nosso papel neste mundo e os desejos que podemos ter. Assim sendo, ao sentir falta e necessidade, entramos em contato com aquilo que nos energiza e nos preenche, e isso é o ponto mais importante.</p>
<p>Pois ao fazê-lo, passamos a compreender melhor nossa dinâmica, assim como aquilo que realmente nos faz falta ou é importante para nós. O desejo passa a se tornar parte de nossas vidas, sentir falta, embora incômodo, passa a ser algo sentido com prazer, porque é o primeiro passo para buscar. Esta busca é o que realmente nos dá prazer e não a satisfação em si. Esta, na verdade, encerra o ciclo do prazer, para, mais tarde gerar novas faltas.</p>
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		<title>O valor do passado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Nov 2020 10:00:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; É que eu não quero mais ser assim! &#8211; Não quer mais fazer isso, você quer dizer? &#8211; Sim! &#8211; Imagine este comportamento na sua frente, como se ele fosse uma pessoa. &#8211; Ok. &#8211; Diga à ele agora: &#8220;vá embora, não quero mais você&#8221;. &#8211; &#8220;Vá embora! Nunca mais quero te ver&#8221;. &#8211; Perceba &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2020/11/25/o-valor-do-passado/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">O valor do passado</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; É que eu não quero mais ser assim!</p>
<p>&#8211; Não quer mais fazer isso, você quer dizer?</p>
<p>&#8211; Sim!</p>
<p>&#8211; Imagine este comportamento na sua frente, como se ele fosse uma pessoa.</p>
<p>&#8211; Ok.</p>
<p>&#8211; Diga à ele agora: &#8220;vá embora, não quero mais você&#8221;.</p>
<p>&#8211; &#8220;Vá embora! Nunca mais quero te ver&#8221;.</p>
<p>&#8211; Perceba o que sente&#8230;</p>
<p>&#8211; Me sinto triste&#8230; uma angústia surge no meu peito&#8230;</p>
<p>&#8211; Isso. Este comportamento está aí por alguma razão. Quem sabe podemos tentar ouvir o que ele tem a dizer ao invés de nos livrar dele?</p>
<p>&#8211; Sim.</p>
<p>&#8211; Diga isso: &#8220;quero ouvir você&#8221;.</p>
<p>&#8211; &#8220;Quero ouvir você&#8221;</p>
<p>(A pessoa chora)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Um desejo comum para quem busca terapia é &#8220;se livrar&#8221; de determinados comportamentos. Embora o desejo pareça &#8220;justo&#8221;, pois vários comportamentos acabam trazendo muito problemas, esta demanda deixa algo de lado: o que motivou o comportamento a surgir em primeiro lugar? Esta pergunta é muito importante e deve sempre ser vista.</p>
<p><span id="more-7441"></span></p>
<p>Nenhum comportamento surge por acaso. Nossas ações não são causadas por vírus que nos picam e passamos a agir de uma determinada maneira. Assim sendo, todo comportamento é criado em determinado contexto, seguindo regras e motivações próprias daquele momento. O problema é que muitos são criados em um momento no qual temos poucas escolhas para fazer, somos dependentes de terceiros e não entendemos bem o mundo. Assim sendo, criamos comportamentos com poucos recursos e eles se mostra ineficazes ou até problemáticos ao longo de nossa vida.</p>
<p>Ao mesmo tempo, estes comportamentos foram criados para uma finalidade. Esta ainda se mantém ativa mesmo durante muitos anos, porque, em geral, trata de necessidades vitais como: ser amado, ser aceito na família ou pertencer à um grupo. Assim sendo, estas necessidades não podem ser negligenciadas. O problema, então, surge porque queremos &#8220;apagar&#8221; o comportamento, mas sem perceber que este comportamento visa nos garantir algo muito importante do qual não queremos &#8211; mesmo que sem perceber &#8211; abrir mão.</p>
<p>É como se nosso cérebro se perguntasse: &#8220;ok, você que parar de fazer isso, mas como vamos ser amados por todos se você parar de fazer isso?&#8221;. Esta pergunta não é clara, mas seu poder nos mostra o quanto é difícil abrir mão de determinados comportamentos. Isso porque eles assumem o valor de sobrevivência para nós. Mas, o que fazemos com isso, então? A questão é olhar de uma maneira mais ampla e incluir mais elementos na equação para poder vê-la como um todo. Em geral apenas vemos o resultado atual e queremos algo novo, mas isso é pequeno demais e não funciona.</p>
<p>Quando se coloca este tipo de comportamento num contexto mais amplo, percebendo o momento no qual ele foi criado e os motivos que nortearam sua criação, em geral as pessoas sentem alívio e uma sensação de que &#8220;não estão fazendo algo errado&#8221; &#8211; e de fato não estão. Este é um dos efeitos da aceitação do comportamento &#8220;problemático&#8221;, ou seja, entendê-lo dentro de um contexto e não como um bode expiatório. Com isso, se tornam possíveis outros movimentos muito mais interessantes do que &#8220;cortar fora&#8221; determinado comportamento.</p>
<p>Entre eles, está dar um novo enquadre para a situação. Quando somos pequenos sentir-se amado é algo que depende muito dos pais e do contexto imediato, quando adultos, podemos ver além. Perceber isso nos ajuda a flexibilizar novos comportamentos. Além disso, podemos perceber o que nos era importante e continua sendo, organizando, então, novos comportamentos para dar conta das antigas motivações. Isso é algo mais interessante porque mantém o comportamento antigo. Essa manutenção é importante porque ele pode ser útil em algum contexto diferente daquele no qual foi gerado e assim, integramos e evoluímos.</p>
<p>&nbsp;</p>
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