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	<title>Arquivos Liberdade - Akim Neto Psicólogo Clínico</title>
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		<title>Essa tal liberdade</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2020/01/20/essa-tal-liberdade-2/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jan 2020 11:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Auto-imagem]]></category>
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		<category><![CDATA[Vida]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; E vou perder minha liberdade desse jeito? Ah, pare, quem ela pensa que é! &#8211; &#8220;Perder a liberdade&#8221;? &#8211; Sim, vem me colocando regras! O que ela pensa. &#8211; Talvez, que esteja em uma relação. &#8211; Sim, mas ela não é minha dona. &#8211; Não, mas não me parece isso que ela está propondo. &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2020/01/20/essa-tal-liberdade-2/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Essa tal liberdade</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; E vou perder minha liberdade desse jeito? Ah, pare, quem ela pensa que é!</p>
<p>&#8211; &#8220;Perder a liberdade&#8221;?</p>
<p>&#8211; Sim, vem me colocando regras! O que ela pensa.</p>
<p>&#8211; Talvez, que esteja em uma relação.</p>
<p>&#8211; Sim, mas ela não é minha dona.</p>
<p>&#8211; Não, mas não me parece isso que ela está propondo.</p>
<p>&#8211; Como não?! Querendo dizer que eu não posso mais fazer as minhas coisas como eu fazia antes.</p>
<p>&#8211; Ela está dizendo isso, ou dizendo que em uma relação com ela, ela desejaria que as coisas fossem diferentes?</p>
<p>&#8211; Se ela quer diferente, porque não procura outro cara?</p>
<p>&#8211; Quem sabe você deveria usar da sua suposta liberdade e procurar outra mulher então?</p>
<p>&#8211; Sim&#8230; mas&#8230; e se eu quiser ficar com ela?</p>
<p>&#8211; Então vai ter que usar da sua liberdade para entender que com esta escolha vem estas consequências. E que é você quem está escolhendo isso para você. E não uma &#8220;pobre vítima&#8221; que está perdendo sua liberdade.</p>
<p>Um dos temas que mais gosto de trabalhar é a liberdade. Esta palavra e as crenças que dela surgem tem sofrido grande deturpação, o que faz com que as pessoas se comportem de maneira a &#8220;parecer&#8221; livres, quando, na verdade, a liberdade é uma questão de &#8220;ser&#8221; livre. E em relação à este tema as aparências enganam e muito.</p>
<p><span id="more-7009"></span></p>
<p>Quase todas as pessoas para quem pergunto: &#8220;o que é liberdade?&#8221;, respondem: fazer o que eu quero, quando quero. Já discorri sobre o tema deixando claro que isso é uma grande confusão com outra palavra: onipotência. A liberdade não tem nada a ver com a competência para executar determinado desejo ou aspiração, mas sim em ser livre para buscar por isso. Assim sendo, a liberdade não pode ter a ver com &#8220;fazer tudo o que quero, quando quero&#8221; por um outro fator: quem faz tudo o que quer quando quer, não pode, de verdade escolher, logo não pode ser livre.</p>
<p>Soa paradoxal dizer que quem faz tudo o que quer, quando quer não é livre? Pois é. Isso se deve à confusão que temos com a onipotência. Fazer tudo o que quer quando quer, envolve além da impotência, o impulso. Estas duas características sempre foram atribuídas aos deuses: poderosos e impulsivos. A impulsividade não faz de ninguém dono de sua escolha, mas sim, um servo dela. Com isso em mente, sabemos que para escolher de verdade é necessário o comprometimento. Liberdade e compromisso caminham de mãos dadas.</p>
<p>Porém em uma sociedade de consumo, confunde-se a escolha da pessoa livre (que envolve compromisso), com a escolha impulsiva (que tem a ver com o consumismo). Neste caso as pessoas acham que ser livre é ficar escolhendo a toda hora o que lhe traz mais vantagens e ponto. Como num grande supermercado da vida onde você joga fora uma lata de relacionamento e a troca por outro com o preço mais barato (pague um, leve dois). Isso é a deturpação da liberdade, pois a foca no impulso e não no compromisso.</p>
<p>Além disso o foco também está localizado no externo e nos prazeres, de forma exclusiva. Então o ato de escolher está ligado exclusivamente àquilo que está sendo oferecido. É óbvio que só podemos escolher com base naquilo que existe, porém, o interno também é algo que existe. Este é o caso de pessoas que inventaram o que existe hoje. Elas se dedicaram a criar carros, aviões e uma infinidade de coisas. Como elas não existiam antes, o que advém é que o compromisso foi com uma visão interna.</p>
<p>Portanto, o conceito de liberdade que temos hoje enquanto cultura, nos aprisiona nos impulsos consumistas que tanto queremos ver satisfeitos apenas para atestar (com profundo pânico sempre negado) que estas escolhas não saciaram nossa alma (e nem poderiam, visto que não foram gestadas pela alma). Os existencialistas já colocaram que somos livres para escolher as prisões nas quais vamos viver. A escolha consumista é triste não pelo fato do excessivo uso do capital para investir em coisas, mas sim, no fato de que essas coisas não refletem nada da essência da pessoa que não as escolheu, apenas as pegou porque era &#8220;black friday&#8221;.</p>
<p>Abraço</p>
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		<item>
		<title>Prazer e liberdade</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2016/06/08/prazer-e-liberdade/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jun 2016 13:07:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Emoções]]></category>
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		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Vida mental]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas Akim, é muito chato isso. &#8211; Ok, mas o que não é chato para você? &#8211; Como assim? &#8211; Você reclama muito, o que me faz ver que você é uma pessoa crítica, concorda? &#8211; Sim, sou muito. Não gosto de ver as coisas do jeito que são. &#8211; Exato, por outro lado, &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2016/06/08/prazer-e-liberdade/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Prazer e liberdade</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas Akim, é muito chato isso.</p>
<p>&#8211; Ok, mas o que não é chato para você?</p>
<p>&#8211; Como assim?</p>
<p>&#8211; Você reclama muito, o que me faz ver que você é uma pessoa crítica, concorda?</p>
<p>&#8211; Sim, sou muito. Não gosto de ver as coisas do jeito que são.</p>
<p>&#8211; Exato, por outro lado, também não cria nada seu.</p>
<p>&#8211; Ai&#8230; doeu&#8230;</p>
<p>&#8211; Sim, doeu e incomodou não é?</p>
<p>&#8211; É!</p>
<p>&#8211; Se você se permitisse guiar por este incomodo que sentiu agora, o que faria com sua vida?</p>
<p>&#8211; Ah sei lá&#8230; peraí&#8230; eu acho que eu ia bolar um projeto e abrir tipo aquelas startup sabe?</p>
<p>&#8211; Porque não faz isso?</p>
<p>&#8211; (silêncio)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Liberdade e prazer são dois temas extremamente populares em nossa cultura. Verdadeiras metas de vida, tornam-se uma ideologia e terminam por serem avaliadores da vida das pessoas, porém, até que ponto esses dois elementos são realmente compreendidos para serem usados dessa forma?</p>
<p><span id="more-5337"></span></p>
<p>Para a cultura Ocidental padrão a liberdade é confundida com onipotência. Embora eu já tenha falado sobre o tema em outro post, vale a pena lembrar que o mote da liberdade é &#8220;fazer o que eu quero, quando eu quero e do jeito que eu quero&#8221;, ora, isso não é liberdade, isso é onipotência. Podemos ficar apenas com o primeiro: &#8220;fazer o que eu quero&#8221; é onipotência, principalmente quando isso significa fazer tudo que eu quero.</p>
<p>O prazer é tido em nossa sociedade como a expressão máxima daquilo que se pode obter da vida. A sensação de prazer é vendida como algo que necessita estar presente para sabermos que a vida vale à pena. Em resumo, confundimos prazer com sentido de vida. O prazer enquanto sentido de vida é um problema pelo fato de que esta sensação sofre de uma consequência chamada &#8220;habituação&#8221;. A habituação, como o nome diz, nos faz parar de sentir um determinado estímulo como prazeroso por estarmos habituados à ele. É como comer todo dia a mesma comida: paramos de sentir o prazer que ela nos causa.</p>
<p>Assim, quando o prazer e a liberdade como metas de vida são encarados da maneira vista acima, criam-se expectativas que, simplesmente, não poderão ser alcançadas e irão gerar muita frustração. Sentir prazer o tempo todo, com tudo o que fazemos é uma meta irrealista e pobre, existem muitas emoções e sentimentos que podemos sentir ao nos jogarmos em uma tarefa que podem ser muito melhores que o prazer. Outro ponto é que o prazer é sensorial, porém, não necessariamente edificante. Em outras palavras é bom de sentir prazer, mas isso pode não acrescentar nada &#8211; e deixar você viciado na sensação.</p>
<p>A liberdade enquanto onipotência vai na mesma vertente, se você acha que &#8220;tudo pode&#8221;, irá se frustrar muito porque a vida lhe fornecerá muitos exemplos de onde e como você &#8220;não pode&#8221;. Porém a pessoa que tem a expectativa irrealista de &#8220;tudo poder&#8221; sentir-se-a fracassada e pode, até mesmo, deprimir frente à percepção de como a realidade funciona.</p>
<p>Assim, dois aprendizados se tornam fundamentais: aprender a lidar com a frustração (aceite: você não vai &#8220;poder fazer tudo o que quer&#8221;) e conhecer outras formas de satisfação além do prazer. Estes dois aprendizados fazem referência a maneiras mais realistas de encarar aquilo que buscamos quando falamos em liberdade e prazer.</p>
<p>A &#8220;liberdade&#8221; pode ser conceituada como a capacidade de fazer e lidar com escolhas. Assim, não é necessário fazer tudo o que quer para sentir-se livre, mas sim, sentir-se capaz de realizar escolhas com consciência. Epiteto, filósofo romano, nascera escravo e versa sobre a liberdade enquanto uma faculdade mental antes de ser um direito ou status social. Podemos pensar em Nelson Mandela que, mesmo tendo sido preso durante 25 anos, disse que, durante este tempo, estava se preparando para ser presidente.</p>
<p>Já a questão do prazer deve ser redefinida enquanto a capacidade de satisfação que é a sensação responsável pelo prazer. A excitação sensorial ocorre com oscilações de falta e excesso de estímulo. Se temos excesso de um determinado estímulo ficamos sobrecarregados, se temos falta, subdesenvolvidos. Porém o ponto é que é possível satisfazer-se em vários níveis por assim dizer, além do sensorial. Pessoas que realizam tarefas, muitas vezes tem desgaste ao invés de prazer e, mesmo assim, sentem satisfação ao final do processo. A questão é: o que lhe falta? Entrar em contato com a falta é que nos proporciona a sensação de satisfação quando conseguimos suprir a falta.</p>
<p>Assim, deixo dois desafios: (1) como se tornar livre dentro da rotina que você já possui? (2) o que falta em sua vida para alimentar sua alma? Responder estas duas perguntas significa entrar em contato com angústia criativa, uma forma específica desta sensação que é uma definição pessoal de liberdade que não envolve a crença em fazer tudo o que quero, mas sim, viver aquilo que há e não busca ir além do prazer enquanto sensação única de satisfação.</p>
<p>Abraço</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>O que é liberdade?</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2016/01/22/o-que-e-liberdade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Jan 2016 11:19:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Existencialismo]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Liberdade]]></category>
		<category><![CDATA[Mitologia]]></category>
		<category><![CDATA[Religião]]></category>
		<category><![CDATA[Ser livre]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8220;Quero fazer o que eu quero, quando eu quero e do jeito que eu quero&#8221;. Isso é liberdade? Pense novamente. Analise, de fato, a frase acima &#8211; muito empregada pelas pessoas quando pensam em liberdade. Ela não demonstra a qualidade de um ser &#8220;livre&#8221; e sim de um ser onipotente, como Deus que tudo pode, &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2016/01/22/o-que-e-liberdade/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">O que é liberdade?</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Quero fazer o que eu quero, quando eu quero e do jeito que eu quero&#8221;. Isso é liberdade? Pense novamente.</p>
<p>Analise, de fato, a frase acima &#8211; muito empregada pelas pessoas quando pensam em liberdade. Ela não demonstra a qualidade de um ser &#8220;livre&#8221; e sim de um ser onipotente, como Deus que tudo pode, tudo sabe e está em tudo. Fazer o que quero (desejo ilimitado), quando eu quero (tempo ilimitado) e do jeito que eu quero (potência ilimitada) não são características de um ser livre e sim de um ser onipotente.</p>
<p>Mas ser livre não é ser capaz de tudo fazer? Não seria a liberdade um sinônimo de onipotência? Não. Seres onipotentes estão deslocados de um fator fundamental para a liberdade: a escolha. Seres livres são seres que escolhem, seres onipotentes não. Embora isso possa soar estranho o raciocínio é simples: seres onipotentes não precisam de escolhas, como eles &#8220;tudo podem&#8221;, eles simplesmente não precisam optar entre uma coisa e outra, eles simplesmente fazem, caso desejem outra coisa eles fazem porque são onipotentes e ilimitados.</p>
<p>Uma outra consequência acompanha seres que tudo podem. Esta consequência é, inclusive, um tema interessante dentro da filosofia e da mitologia. Ocorre que se o ser tudo pode, ele não precisa escolher, na verdade ele é &#8220;incapaz&#8221; de escolha quando esta vem acompanhada da noção de consequência. Se o ser tudo pode ele dominaria a escolha assim como a consequência da escolha, porém se isso ocorre não é uma escolha de fato, mas sim uma criação, uma determinação.</p>
<p>&#8220;Os deuses não escolhem, agem&#8221;. Por outro lado, estão presos à isso. Existem histórias na mitologia sobre a inveja dos deuses em relação aos humanos. A &#8220;inveja dos deuses&#8221; é a de que nós não sabemos do futuro, não sabemos o que vai ocorrer e, por isso, fazemos escolhas e mais tarde morremos. A ideia de que a vida é uma só e que tudo é momentâneo, que cada momento tem uma beleza específica é a inveja dos deuses, pois eles, pelo fato de tudo poderem, podem sentir todos os momentos em todos os momentos. Nós não e isso é algo que os deuses não tem.</p>
<p>Embora possa parecer paradoxal ao Ocidental padrão, quando você se dota de onipotência, você se abstém da escolha e, por este motivo, está distante, também da liberdade. Esta é a compreensão maior sobre a inveja dos deuses: os seres humanos são livres, os deuses não. A escolha é a essência da liberdade e não o poder ou o desejo. Ser livre é ser um ser de escolhas. Isso é diferente de ser um ser de desejos. A escolha pode estar motivada por um desejo, porém também pode estar motivada por uma razão ou uma situação e, mesmo assim, continua sendo uma escolha.</p>
<p>A liberdade, então, tem como base a escolha e esta tem como base o limite. Seres limitados precisam de escolhas justamente por não poderem fazer tudo o que querem, quando e como querem. A liberdade é uma característica do limite. O fato de que você não pode fazer tudo o que quer é justamente o fato que o torna livre e essa percepção vai na completa contramão do pensamento cotidiano do Ocidental.</p>
<p>Ser livre é fazer escolhas o que não significa nada em relação às consequências das escolhas (elas acontecerem ou não) e às motivações das escolhas (por desejo, por emoção, por razão ou situação). Alguns autores também compreendem que absorver as consequências da escolha que se faz é parte do atributo do &#8220;livre&#8221;, ou seja, seria livre aquele que além de escolher vivesse as consequências de suas escolhas. Para que eu concorde com tal colocação teríamos que falar em níveis de consequência: posso escolher casar e estar muito feliz com isso, à caminho do meu jantar romântico onde irei pedir minha futura esposa eu morro. Como não vivi o casamento não fui livre para escolher? Creio que não, a pessoa foi livre, escolheu e viveu a consequência de ter sentido uma emoção forte, por exemplo. Se isso for considerado como um &#8220;nível&#8221; (por falta de expressão melhor) concordo com o adendo.</p>
<p>Para finalizar esta reflexão me é importante porque, ao entender a liberdade como a capacidade de ser limitado e de, por este motivo, ter que fazer escolhas, compreendo mais sobre a minha ação no mundo e da amplitude doo meu poder neste mundo. Também relaxo mais sobre a liberdade que tenho e passo a perceber até onde é possível &#8220;ser livre&#8221;, ou seja, até onde me é possível escolher? Reflexão aguda que não abarca apenas o termo de quantidade, integra, também, a noção de qualidade: qual a qualidade da liberdade que tenho? Ela se reflete apenas no quanto consigo fazer alterações no mundo ou ela também se aplica a elementos sutis que afetam o meu ser e estar no mundo?</p>
<p>E, para você, o que é ser livre?</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>Escolher e perder</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2015/05/18/escolher-e-perder/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 May 2015 11:35:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
		<category><![CDATA[Auto Expressão]]></category>
		<category><![CDATA[Desejo]]></category>
		<category><![CDATA[Emoções]]></category>
		<category><![CDATA[Escolhas]]></category>
		<category><![CDATA[Felicidade]]></category>
		<category><![CDATA[Liberdade]]></category>
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		<category><![CDATA[Psicoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade de Consumo]]></category>
		<category><![CDATA[Vida]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.akimpsicologo.com.br/blog/?p=3234</guid>

					<description><![CDATA[<p>&#160; Eu acho que não fiz uma boa escolha. O que te faz pensar isso? Ah&#8230; é que, depois que eu cheguei em casa eu me senti sozinho sabe? Sim, terminar com alguém implica em solidão. É&#8230; mas não esperava por isso. Hum&#8230; como você está encarando esta emoção? De que eu fiz a escolha &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2015/05/18/escolher-e-perder/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Escolher e perder</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.akimpsicologo.com.br/blog/wp-content/uploads/2015/04/540x293_20140207_1e3fc5728481966b61fe26a4c6659fbc_png.png"><img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-3235" src="http://www.akimpsicologo.com.br/blog/wp-content/uploads/2015/04/540x293_20140207_1e3fc5728481966b61fe26a4c6659fbc_png.png" alt="540x293_20140207_1e3fc5728481966b61fe26a4c6659fbc_png" width="426" height="303" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<ul>
<li>Eu acho que não fiz uma boa escolha.</p>
</li>
<li>
<p>O que te faz pensar isso?</p>
</li>
<li>
<p>Ah&#8230; é que, depois que eu cheguei em casa eu me senti sozinho sabe?</p>
</li>
<li>
<p>Sim, terminar com alguém implica em solidão.</p>
</li>
<li>
<p>É&#8230; mas não esperava por isso.</p>
</li>
<li>
<p>Hum&#8230; como você está encarando esta emoção?</p>
</li>
<li>
<p>De que eu fiz a escolha errada.</p>
</li>
<li>
<p>Entendi. Algo como: se você escolher certo vai ficar super feliz e não ficar assim vai ficar triste?</p>
</li>
<li>
<p>É! Não é isso?</p>
</li>
<li>
<p>Não. Nem sempre nossas escolhas nos deixam felizes e nem por isso são más escolhas.</p>
</li>
<li>
<p>Nossa&#8230; que estranho isso!</p>
</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p>Um dos pontos poucos enfatizados na nossa sociedade de escolhas é que toda escolha implica em perdas. A propaganda que se faz, no entanto, é justamente contrária à esta realidade intuitiva.</p>
<p>O que se tem culturalmente falando é que devemos fazer a maior e melhor quantidade de escolhas possíveis. Coloca-se nessa &#8220;capacidade&#8221; de fazer várias escolhas o caminho que nos levará à felicidade. Este pensamento é fruto de uma época em que haviam poucas escolhas. Neste momento a ideia de expandir a quantidade de escolhas disponíveis era válida e é fato que entre ter um caminho disponível e mais caminhos a possibilidade de ter mais caminhos pode ajudar a pessoa a escolher algo que se ajusta melhor à ela.</p>
<p>Por outro lado uma diversidade muito grande de caminhos atrapalha tanto quanto a escassez deles. Associada à uma ideia de que você &#8220;tem que&#8221; experimentar a diversidade não apenas atrapalha como aprisiona. A partir do momento em que a pessoa se identifica como aquele que deve fazer várias escolhas e experimentar todas as opções disponíveis ele já não escolhe por desejo, mas sim porque tem que escolher, por vontade e não pode desejo.</p>
<p>A diferença? Muito evidente: o desejo constrói sentido para a escolha, a vontade não. Daí que temos, no campo das relações humanas, várias pessoas que ficam, transam e mantém tipos de relações com várias pessoas sem ter um desejo de fato por nenhuma delas. Apenas &#8220;experimentam&#8221; humanos como se estivessem provando sapatos. O que torna isso um problema é a concepção de que se &#8220;deve&#8221; fazer isso e não de se escolher, ou seja, envolver-se no desejo de ter experiências. O desejo leva à frustração o dever não.</p>
<p>Daí que paradoxalmente, na nossa sociedade quanto mais as pessoas tem escolhas disponíveis e mais sentem-se na obrigação de provas todas estas opções, mais elas não estão escolhendo de fato. Porque a escolha implica em desejar e isso implica em abrir mão de outras opções em detrimento de uma o que leva à frustração de uma certa forma. Veja que não se trata de estar ou não feliz com a escolha que se fez, mas sim de saber que, ao optar por um determinado caminho, abre-se mão dos outros. Viver com esta consciência é algo que a nossa sociedade de consumo não consegue suportar.</p>
<p>Psicologicamente falando as pessoas se defendem dessa realidade justamente tornando todas as suas escolhas &#8220;neutras&#8221;. O famoso discurso &#8220;ah, se não der, não deu&#8221; que, muitas vezes, apenas mascara um falso desprendimento em relação àquilo que se deseja e mostra uma dificuldade enorme em lidar com a possibilidade de se frustrar frente à sua própria escolha e, além disso, de lidar com a &#8220;perda de liberdade&#8221;. Coloco as aspas porque liberdade significa escolher os limites que você vai ter e não o poder de escolher qualquer coisa de qualquer jeito em qualquer momento seguindo os impulsos e sem viver nenhuma consequência &#8211; poder este apregoado pela nossa cultura.</p>
<p>No entanto o sentido e o &#8220;tesão&#8221; das escolhas está justamente nessa tensão gerada quando sabemos que estamos escolhendo algo e que isso significa a renúncia de algumas coisas em detrimento de outras e a possibilidade de fracasso. É isso que aguça nossos sentidos de maneira vital e saudável ao invés da maneira neurótica que temos vivido hoje sempre correndo atrás de uma opção que nos trará satisfação garantida.</p>
<p>E você, ainda correndo atrás da cenoura dourada?</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>Liberdade e responsabilidade</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2013/11/13/liberdade-e-responsabilidade/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Nov 2013 10:57:51 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Pois é Akim, mas daí fica ele lá me enchendo o saco sabe? &#8211; Sei sim&#8230; o que você acha sobre ele ficar verificando as suas finanças? &#8211; Acho um abuso! Tipo invasão de privacidade entende? &#8211; Claro que sim, é realmente uma coisa chata. &#8211; Se é. &#8211; Por outro lado, o que &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2013/11/13/liberdade-e-responsabilidade/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Liberdade e responsabilidade</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Pois é Akim, mas daí fica ele lá me enchendo o saco sabe?</p>
<p>&#8211; Sei sim&#8230; o que você acha sobre ele ficar verificando as suas finanças?</p>
<p>&#8211; Acho um abuso! Tipo invasão de privacidade entende?</p>
<p>&#8211; Claro que sim, é realmente uma coisa chata.</p>
<p>&#8211; Se é.</p>
<p>&#8211; Por outro lado, o que será que, no teu comportamento, auxilia ele a fazer isso?</p>
<p>&#8211; Como assim? Não tem nada! Tipo ele invade porque é sem noção mesmo!</p>
<p>&#8211; Concordo que ele tem uma parte nisso, porém, não consigo parar de pensar em você me falando sobre a culpa que você sente quando faz gastos que não precisa, quando atrasa pagamentos só por preguiça e quando diz que inventa desculpas par agastar um dinheiro que não pode gastar. O que será que isso tem a ver com o comportamento dele?</p>
<p>&#8211; Ah&#8230; não sei&#8230; ele fica controlando né?</p>
<p>&#8211; Sim, coloque-se no lugar dele; não é provável que você iria vigiá-lo de perto também&#8230;</p>
<p>&#8211; É&#8230; mais ou menos&#8230; você tá querendo dizer que eu meio que provoco isso?</p>
<p>&#8211; O comportamento da gente sempre gera respostas nos outros&#8230; se você não quer alguém bisbilhotando a sua conta primeiro dê um bom motivo para essa pessoa não fazer isso.</p>
<p>&#8211; Ah, mas&#8230; ele não deveria fazer isso!</p>
<p>&#8211; Concordo e nem você fazer o que faz com o seu dinheiro não é mesmo?</p>
<p>&#8211; É&#8230; isso é verdade&#8230;</p>
<p>As pessoas desejam liberdade. Porém liberdade não significa &#8220;fazer o que eu quero&#8221;, esta é apenas a primeira parte da equação. A segunda tem a ver com: porque quero? Quais o resultados estou atingindo? Ou seja, liberdade não tem apenas a ver com a escolha, mas com tudo o que vem antes &#8211; planejamento, desejo &#8211; e com o que vem depois &#8211; resultados e consequências.</p>
<p>Por isso existe aquele ditado que diz que o preço da liberdade é a eterna vigilância. Vigiar o que? Os motivos, os meios e os resultados para checar se eles tem atingido os fins para os quais foram propostos. Por esta razão liberdade e responsabilidade andam de mãos dadas o tempo todo. Ao escolher a pessoa torna-se responsável pela escolha que faz, pela forma que executa o que deseja e pelas consequências que obtém.</p>
<p>Devo concordar com que fizer a critica de que o meio também influencia os resultados. Com toda certeza nenhum ser humano é capaz de prever e responsabilizar-se por tudo. No entanto, é importante salientar que embora o meio exerça influencia o indivíduo também o faz e é sobre isto que estamos falando aqui: sobre a responsabilidade sobre o que é possível à pessoa.</p>
<p>No caso acima, por exemplo, embora a pessoa estivesse correta em afirmar que seu parceiro &#8220;invadia a privacidade&#8221; dela ela também estava comportando-se de uma maneira que &#8220;justificava&#8221; o comportamento do companheiro. Muitas pessoas reclamam das relações que tem e dos resultados que alcançam nestas relações sem parar para &#8220;vigiar&#8221; qual o comportamento que tem tido nas mesmas. Reclamam dos resultados, porém não verificam os meios e às vezes os objetivos que possuem.</p>
<p>Nossa cultura de consumo rápido tem distorcido a palavra liberdade e a palavra escolha. Associam a liberdade com o ato de escolher e o ato de escolher com o ato de comprar &#8211; seja o que for: um carro, um serviço de massagem ou uma viagem. Porém a escolha vai muito além de compras: escolhemos a forma de nos relacionar com as pessoas, nossa forma de pensar, as atitudes que temos e as que não temos, aquilo que dizemos e o que resolvemos não dizer. Neste campo o número de escolhas que fazemos é infinitamente maior do que as compras que realizamos.</p>
<p>Nosso estilo de vida não se mostra com o que temos, mas sim com a forma pela qual agimos nas várias áreas de nossa vida. A prova disso é que é possível ter várias pessoas que compram as mesmas coisas, mas que vivem vidas muito diferentes. Escolher é a forma pela qual exercemos nossa liberdade e responsabilizar-nos pelas escolhas que fazemos é tratar esta liberdade com o respeito que ela merece.</p>
<p>Abraço</p>
<p>Visite nosso site: www.akimpsicologo.com.br</p>
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		<title>Eu, refém de mim</title>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Oct 2013 11:20:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas eu fico achando que ela vai brigar comigo sabe? &#8211; Sei&#8230; bem, vamos pensar assim: caso ela o faça você já sabe que tem que se defender não é mesmo? &#8211; Sim. &#8211; E caso, ela não faça: o que isso significa? &#8211; Como assim. &#8211; Veja bem, se você acha ou &#8220;tem &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2013/10/14/eu-refem-de-mim/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Eu, refém de mim</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas eu fico achando que ela vai brigar comigo sabe?</p>
<p>&#8211; Sei&#8230; bem, vamos pensar assim: caso ela o faça você já sabe que tem que se defender não é mesmo?</p>
<p>&#8211; Sim.</p>
<p>&#8211; E caso, ela não faça: o que isso significa?</p>
<p>&#8211; Como assim.</p>
<p>&#8211; Veja bem, se você acha ou &#8220;tem certeza&#8221; que ela vai brigar com você pelo que você quer fazer e ela não o faz, o que isso significa?</p>
<p>&#8211; Que é &#8220;coisa da minha cabeça&#8221;?</p>
<p>&#8211; O que você acha?</p>
<p>&#8211; Acho que às vezes eu tenho mais medo da namorada que eu carrego dentro da minha cabeça do que dela de verdade!</p>
<p>&#8211; Eu também acho, até porque já é a terceira namorada que acontece a mesma coisa não é mesmo?</p>
<p>&#8211; Sim!</p>
<p>&#8211; Então, meu caro, até quando você vai ficar ouvindo as imagens aí dentro da sua cabeça que te mandam parar, não fazer, ficar quieto? Quando vai enfrentá-las?</p>
<p>&#8211; Vou começar a partir de agora</p>
<p>&#8211; Agora gostei!</p>
<p>Carregamos dentro de nós muitas pessoas. Algumas de uma forma que nos ajuda outra nem tanto.</p>
<p>O fato é tão impressionante que mesmo uma pessoa que já morreu permanece em nossa memória nos dizendo para fazer ou não fazer alguma coisa e seguimos fielmente as instruções. Não é preciso nenhum tipo de psicose para que o fenômeno ocorra, todos nós vivemos isso de uma forma ou de outra, a grande questão é se aquilo que mantemos dentro de nós sobre pessoas importantes para nós é algo útil ou não.</p>
<p>Me lembro do caso de uma mulher que só introjetada aquilo que a denegria. Ela tinha &#8220;dificuldades para ouvir elogios&#8221;, porém era expert em ouvir e gravar críticas. Acontece que este tipo de comportamento acaba por manter a pessoa sempre dentro de um referencial muito pequeno de competência e de vida. Como ela sempre ouve a parte que manda ela &#8220;frear&#8221;, &#8220;parar&#8221; ou &#8220;ficar quieta&#8221;, termina por bloquear demais a sua auto expressão.</p>
<p>Em alguns casos este bloqueio se torna tão severo que a pessoa passa a não desejar mais sonhar ou pensar: &#8220;já que não vou fazer nada com isso, porque pensar, porque sonhar, porque ousar?&#8221; É a pergunta franca e honesta que se fazem e a resposta é: &#8220;não adianta fazer isso, não vou &#8220;perder meu tempo&#8221;.</p>
<p>No entanto, a frase, de fato é sempre colocada da seguinte maneira: &#8220;já que os outros não vão&#8230;. porque me dar o trabalho?&#8221; A réplica é simples: &#8220;quem disse que os outros tem que te&#8230; (aprovar, ajudar, endireitar, querer fazer por você)?&#8221; Geralmente as pessoas se tornam mais pensativas sobre a sua forma de pensar quando lhes faço esta pergunta. O fato é que elas mesmas estão dizendo isso para elas dentro de suas mentes. Nem sequer chegam à experiência para ver se o outro vai, de fato, dizer não. E em outras vezes nada mais é do que uma bela fuga para não entrar em conflitos.</p>
<p>O fator primordial que é esquecido é de que a auto-expressão fica prejudicada se a pessoa não fizer isso, que ela está aprisonando-se dentro dela mesma &#8211; esta frase é horrível tanto na gramática quando na vida real &#8211; o que é um crime emocional. Aprender a questionar as &#8220;vozes dentro da cabeça&#8221; assim como as crenças e ideias fundamentais que as suportam é importantíssimo no processo de liberdade da expressão pessoal. Aprender que as pessoas não precisam aprovar você sempre, que você pode fazer coisas sozinho, que não aprovação não significa não amor são alguns dos aprendizados que ajudam as pessoas a agirem com mais liberdade em suas vidas.</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>Liberdade</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2013/06/03/liberdade/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Jun 2013 13:21:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Pois é Akim, mas isso tolhe a minha liberdade entende? &#8211; Ah é? Hum&#8230; na verdade eu não consigo entender direito, pode me explicar? &#8211; Pô meu! É assim ó: se eu ficar com ela e namorar com ela, não posso mais ficar com nenhuma outra mina! &#8211; Ah! E isso é tolher a &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2013/06/03/liberdade/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Liberdade</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Pois é Akim, mas isso tolhe a minha liberdade entende?</p>
<p>&#8211; Ah é? Hum&#8230; na verdade eu não consigo entender direito, pode me explicar?</p>
<p>&#8211; Pô meu! É assim ó: se eu ficar com ela e namorar com ela, não posso mais ficar com nenhuma outra mina!</p>
<p>&#8211; Ah! E isso é tolher a sua liberdade?</p>
<p>&#8211; Claro! Como que eu faço com o meu desejo? Se eu ficar com vontade de pegar uma mina?</p>
<p>&#8211; O que você faz, de fato?</p>
<p>&#8211; (Silêncio) Como assim?</p>
<p>&#8211; Ora, você está exercendo a sua liberdade: ninguém te apontou uma arma na cabeça para namorar com ela e muito menos disseram que você tinha que ser monogâmico, portanto se você escolhe &#8211; usando a sua liberdade &#8211; namorar ela de uma forma monogâmica, me parece que foi a escolha de um homem livre, ou você só está considerando o namoro como uma forma de &#8220;não perder ela&#8221;?</p>
<p>&#8211; (Silêncio) Porra meu&#8230; mas colocando a coisa assim você me ferra!</p>
<p>&#8211; (Risos) Porque te ferro?</p>
<p>&#8211; Porque daí eu tenho que dizer que eu escolhi namorar ela e que&#8230; eu escolhi não ficar com outras mulheres.</p>
<p>&#8211; Mas não é exatamente isso?</p>
<p>&#8211; É né?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Alguns existencialistas dizem que o homem é totalmente livre para escolher em qual prisão deseja viver. A afirmação paradoxal deve-se por uma confusão que é cada vez mais difundida em nossa sociedade sobre o que a palavra &#8220;liberdade&#8221; realmente significa.</p>
<p>De uma forma geral quando perguntamos às pessoas o que é liberdade elas respondem: &#8220;é eu poder fazer o que eu quero&#8221;. Óbvio que liberdade tem a ver com fazer o que se deseja, mas será que a liberdade resume-se à isso? E se eu quiser algo, mas, dentro de mim, algo me disser para não fazer isso e eu escolher por não fazer? Então eu quis e não quis ao mesmo tempo; será que a escolha que fiz tem a ver com a minha liberdade de escolha ou não? E não fazer algo que se quer é sempre uma forma de não exercitar a sua liberdade?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Creio que o grande problema está na palavra &#8220;eu quero&#8221; e no significado que atribuímos à ela hoje em dia. &#8220;Eu quero&#8221; está associado ao prazer que as escolhas vão trazer, à satisfação. Somos uma sociedade de consumidores, portanto nossas escolhas tem que refletir esta realidade e escolha traduz-se por encontrar algo que me traga satisfação para uma necessidade ou impulso de consumo. Quando associamos isto à &#8220;eu quero&#8221; e &#8220;eu quero&#8221; à &#8220;liberdade&#8221; achamos que liberdade é apenas conseguir coisas que vão nos trazer satisfação. Mas, repito, será que a liberdade é somente isso?</p>
<p>Não creio, acho que ela é muito mais profunda do que realmente pensamos e que suas implicações são mais amplas que o nosso consumismo quer nos fazer entender. Entendo a liberdade não de fazer o que &#8220;eu quero&#8221; apenas, mas do que &#8220;eu posso&#8221;, do que &#8220;eu devo&#8221;, enfim, penso na liberdade muito mais como a liberdade de fazer uma escolha do que apenas escolher o que &#8220;eu quero&#8221;. E essa escolha por, muitas vezes, ir contra o que eu quero. É na escolha e na habilidade de realizá-la que se encontra a tal liberdade e isso se dá porque muitas vezes o &#8220;eu quero&#8221; não é possível ou realizável daí que confundir &#8220;eu quero&#8221; com liberdade é um erro &#8211; na minha opinião.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Por entender a liberdade desta forma quando trabalho com meus clientes sobre este tema busco sempre trabalhar com a habilidade da pessoa de escolher algo e manter-se íntegra à sua escolha. Também trabalho com a habilidade de refletir sobre as escolhas que fez, que faz e perguntar o que ela deseja fazer com estas escolhas. Quando colocamos a liberdade no poder de escolher chamamos a pessoa a refletir sobre suas competências, sua integridade, seus limites e desejos isso coloca a liberdade numa perspectiva mais realista e menos consumista; a pessoa passa a entender que a liberdade não tem a ver apenas com prazer e satisfação, pelo contrário, a liberdade é, por definição, angustiante, pois é exatamente a angústia de buscar uma direção que nasce o exercício da liberdade e seus resultados.</p>
<p>Sermos livres para escolhermos nossas prisões quer dizer que cada escolha é um novo limite. No caso acima: escolher não namorar e ficar &#8220;com quem quiser&#8221; é um limite, vai te guiar para um tipo de experiência; escolher namorar de forma monogâmica vai te guiar para outro, assim sendo, o que importa é o que você pode, quer e deve fazer com isso. Usar a cabeça para fazer uma escolha e tornar o pensamento real é, na minha opinião, o que de fato resume a liberdade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Abraço</p>
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