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	<title>Arquivos Medo - Akim Neto Psicólogo Clínico</title>
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		<title>Olhar para o passado, olhar para o futuro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Dec 2021 22:00:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; E foi daí que eu fiquei pensando no que eu fiz até hoje. &#8211; E em que conclusão chegou? &#8211; Eu vi que não estava fazendo nada de bom. Não que eu não tenha feito nada legal na minha vida, mas é que&#8230; &#8211; Que? &#8211; Que eu não fiz algo por mim. &#8211; &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/12/20/olhar-para-o-passado-olhar-para-o-futuro/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Olhar para o passado, olhar para o futuro</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; E foi daí que eu fiquei pensando no que eu fiz até hoje.</p>
<p>&#8211; E em que conclusão chegou?</p>
<p>&#8211; Eu vi que não estava fazendo nada de bom. Não que eu não tenha feito nada legal na minha vida, mas é que&#8230;</p>
<p>&#8211; Que?</p>
<p>&#8211; Que eu não fiz algo por mim.</p>
<p>&#8211; Ok. Agora a pergunta importante: o que você vai fazer com isso?</p>
<p>&#8211; Pois é, não sei&#8230; fiquei pensando no que eu fiz sabe?</p>
<p>&#8211; Sim. E eu gostaria de te convidar para pensar no que você vai fazer.</p>
<p>&#8211; Pra mim sempre foi difícil fazer isso entende?</p>
<p>&#8211; Sim, por isso mesmo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Queremos entender o passado. Entramos em terapia e o entendemos. Perfeito. O que fazemos agora? Passado resolvido, o que nos resta? O futuro. Muitas pessoas fazem grande confusão entre entender o passado e construir o futuro, tomando um como sinônimo do outro. Infelizmente a coisa não funciona assim.</p>
<p><span id="more-6755"></span></p>
<p>A psicoterapia tradicional aprendeu a focar no passado. A premissa é que olhando para o passado compreendemos o presente. Esta premissa é válida para muitas situações, obviamente, porém ela não é um referencial estático para tudo o que ocorre em nossas vidas. Muitas vezes nosso comportamento presente distingue-se do passado em detrimento de uma motivação nova que surge. A adolescência é um exemplo de como o comportamento passado nem sempre é a melhor referência para o comportamento futuro e presente.</p>
<p>Além disso, existe outro fator importante entre o passado e o futuro. O passado é dado, o futuro é possibilidade. Enquanto podemos &#8220;saber&#8221; o que aconteceu no passado, não podemos fazer o mesmo com o futuro. O passado pode ser compreendido (e existem muitas formas de &#8220;entender&#8221; o passado), o futuro, por sua vez, é construído. Dizer isso não é apenas estabelecer um jogo de palavras, mas sim mostrar que o comportamento entre estes dois tempos são diferentes. O passado é interpretativo, serve como referência, o futuro exige ação, pois ele será construído.</p>
<p>Assim sendo, muitas pessoas desejam criar o futuro refletindo sobre seu passado. Não funciona. Obviamente existem situações em que a pessoa repete no presente comportamentos passados que são inadequados para construir o futuro. Este é um dos casos em que é necessário mudar a relação que a pessoa mantém com o passado. Porém, em muitos outros isso não se faz necessário. Em outros casos o grande &#8220;problema&#8221; é que a pessoa não consegue olhar para o futuro, arregaçar as mangas e começar a construir. É uma atitude diferente e ousada em relação à contemplar o passado &#8220;imutável&#8221;.</p>
<p>Olhar para o futuro exige tomar decisões também. Enquanto o passado é reflexivo, ou seja, permite várias interpretações, o futuro não permite. Não é possível ir para a praia, campo e dar uma passadinha na cidade ao mesmo tempo. É preciso definir para onde se deseja ir e ir. Assumir a responsabilidade em relação aos meios e formas de chegar nesse futuro também é uma tarefa de &#8220;olhar para frente&#8221;. Essas são atitudes importantes que nem sempre as pessoas tem. Assim sendo torna-se mais seguro olhar para trás.</p>
<p>Muitas vezes a dificuldade é ainda outra. Alguns se apegam ao passado. Um cena que define suas vidas e frente à qual não se sentem aptos, merecedores ou interessados em deixar para trás. Nesse caso o passado não define apenas o futuro, ele define a essência da pessoa. Manter-se no passado é dizer não à vida, pois ela acontece no presente e segue em direção ao futuro. Assim sendo é importante sempre saber olhar em ambas as direções de maneira saudável: o passado como referência e aprendizado e o futuro como construção do &#8220;por vir&#8221;. Assim os tempos se integram ao invés de competirem entre si.</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>Olhar para o passado: tristeza e saudades</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/12/17/olhar-para-o-passado-tristeza-e-saudades/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Dec 2021 22:00:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Eu sinto muito falta dele. &#8211; Eu sei. &#8211; Mas não era para ser assim. &#8211; Porque não? &#8211; Ah, porque não era mais o que eu queria, não estava feliz na relação! &#8211; Sim, mas era uma relação, você teve sonhos e por pior que estivesse, gostou dele. &#8211; Mas e daí&#8230; essa &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/12/17/olhar-para-o-passado-tristeza-e-saudades/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Olhar para o passado: tristeza e saudades</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Eu sinto muito falta dele.</p>
<p>&#8211; Eu sei.</p>
<p>&#8211; Mas não era para ser assim.</p>
<p>&#8211; Porque não?</p>
<p>&#8211; Ah, porque não era mais o que eu queria, não estava feliz na relação!</p>
<p>&#8211; Sim, mas era uma relação, você teve sonhos e por pior que estivesse, gostou dele.</p>
<p>&#8211; Mas e daí&#8230; essa saudade que eu sinto&#8230; o que eu faço com ela?</p>
<p>&#8211; O que você tem feito?</p>
<p>&#8211; Fico brigando comigo&#8230; não sei se volto ou não volto&#8230; pela saudades eu volto, mas pelo passado não.</p>
<p>&#8211; Você volta pelo medo que tem da saudade e não por ela.</p>
<p>&#8211; Medo?</p>
<p>&#8211; É&#8230; porque você não pode, simplesmente, ficar com a lembrança do que passou?</p>
<p>&#8211; Não sei ao certo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O fim de uma relação em geral traz tristeza consigo. Não há como negar o vínculo que foi criado. Por pior que a relação fosse, ainda assim, dois seres humanos se vincularam. Porém lidar com sentimentos como a tristeza e a saudade pode ser um desafio para muitas pessoas que desejam terminar e se manter assim.</p>
<p><span id="more-6740"></span></p>
<p>Tristeza é uma emoção sentida ao perder-se algo. Em uma relação, nem sempre fica claro o que se &#8220;perdeu&#8221;.  Mesmo quando uma relação está ruim, existe a perda, pelo fato de que havia vínculo. Muitas vezes idealizamos as pessoas através de detalhes difíceis de perceber. . Traços como &#8220;força&#8221; ou &#8220;delicadeza&#8221; podem servir como base para que se crie a imagem de uma pessoa &#8220;protetora&#8221; ou &#8220;cuidadora&#8221;. Ao fim da relação esta projeção também se rompe e nem sempre é fácil lidar com isso. Sempre existe o fim de um sonho, afinal todos imaginamos como será a relação a longo prazo.</p>
<p>Saudades é o sentimento que advém da perda. A saudade é ligada às memórias boas daquilo que tivemos com outra pessoa. Lembra-se daquilo que foi bom e sentimos saudades. Principalmente no começo do fim, pode ser algo difícil de lidar. Ela está baseada em vivências reais, ou seja, experiências e acaba sendo mais concreta e fácil de detectar do que a tristeza. A saudade é conviver com a ausência e pessoas que lidam bem com esta emoção tendem a ter em si elementos daquilo que se foi e tratam isso como algo pessoal.</p>
<p>O que mais vejo em consultório são duas reações: a negação dessas emoções ou a fuga das sensações que elas provocam. Esta segunda é tanto perniciosa para a pessoa e para a relação. Em geral, pessoas que tem problemas em terminar e manter o término acabam voltando com o conjugue ou tendo pequenas aventuras (&#8220;remembers&#8221;). Em ambos os casos o desejo é o mesmo: terminar com a dor que a saudade e a tristeza trazem. Porém ao fazer isso, terminam confusos e não conseguem &#8220;resolver&#8221; nenhuma das duas emoções.</p>
<p>Ocorre que a dor sentida ao fim de uma relação é natural. O mesmo vale com a saudade. A deturpação da emoção ocorre quando se interpreta que pelo fato de doer é necessário voltar. Isso não resolve a tristeza e nem a saudade. Esta última existe justamente para sinalizar o fim. Sentimos saudades quando aquilo que havia não está mais diante de nós. Quando dizemos &#8220;matar a saudades&#8221;, a expressão é adequada, pois ao ter novamente a pessoa &#8220;matamos&#8221; a saudade, ela não tem mais função. Ela apenas existe para mostrar o vazio. Logo, de forma geral, é mais adequado suportar a dor da saudade, pois esta é a sua função.</p>
<p>A noção de &#8220;voltar&#8221; por causa da saudade é estranha. As pessoas esperam &#8220;voltar&#8221; para uma história diferente. Porém, não é possível disso ocorrer. É como ler o mesmo livro duas vezes seguidas e esperar um final diferente. &#8220;Voltar&#8221; como o nome já diz é ir para a mesma história novamente. Mesma história, mesmo fim. O começo pode até ser interessante, visto que se está &#8220;matando a saudade&#8221;, isso traz alívio e prazer, porém, não cria estrutura &#8211; que foi o motivo da relação terminar. Com isso é necessário primeiro terminar uma história, gerar e suportar distância. Caso crie-se uma nova paixão, então é possível ir para uma nova relação com aquela pessoa.</p>
<p>Por fim, não se questionam as decisões tomadas por causa da dor da saudade e da tristeza. Essa dor faz parte do fim, logo é inadequado buscar tirá-las de cena. Suportar e compreender são as maneiras mais úteis para lidar com elas. É para isso que elas servem, não para serem retiradas de cena pela sua natureza incômoda. O incômodo sentido é justamente a força motriz da mudança, sem ela não há a possibilidade de novas relações.</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>Rejeição, rejeitado e rejeitador</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/12/10/rejeicao-rejeitado-e-rejeitador/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Dec 2021 21:34:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Akim, você não tem ideia de como é se sentir assim. &#8211; Talvez não&#8230; como é? &#8211; É saber que você nunca, nunca vai poder sentir aquela emoção de ser acolhido e bem quisto. &#8211; Uau&#8230; que passado poderoso você tem. Nunca mais? Então ele ter lhe rejeitado, te exclui do &#8220;rol&#8221; de pessoas &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/12/10/rejeicao-rejeitado-e-rejeitador/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Rejeição, rejeitado e rejeitador</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Akim, você não tem ideia de como é se sentir assim.</p>
<p>&#8211; Talvez não&#8230; como é?</p>
<p>&#8211; É saber que você nunca, nunca vai poder sentir aquela emoção de ser acolhido e bem quisto.</p>
<p>&#8211; Uau&#8230; que passado poderoso você tem. Nunca mais? Então ele ter lhe rejeitado, te exclui do &#8220;rol&#8221; de pessoas aceitas?</p>
<p>&#8211; Falando assim até parece exagero da minha parte.</p>
<p>&#8211; É exagero.</p>
<p>(silêncio) &#8211; Porque? Não acha que doeu.</p>
<p>&#8211; Acredito que &#8220;doeu&#8221;. No passado. E hoje, porque você ainda revive, todos os dias aquela cena? Ou seu pai lhe diz todos os dias &#8220;eu não amo você&#8221;?</p>
<p>&#8211; Não&#8230; ele não diz.</p>
<p>&#8211; Veja, sei que doeu, mas o fato é que você está construindo sua vida em cima disso. E esse não é um bom alicerce. Que tal tentar se dar outro? Um no qual sua felicidade possa florir?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Muitas pessoas sofrem com a rejeição. Porém o sofrimento causado pela rejeição só deveria ser sentido uma vez, ao ser rejeitado. Porque as pessoas mantém este sentimento por muitos anos e até definem suas vidas com base nele?</p>
<p><span id="more-6686"></span></p>
<p>O rejeitado tem como dinâmica mental comparar o passado que foi de fato com aquele passado desejado. De um lado, visualiza aquilo que poderia ter acontecido e contrasta com o que ocorreu se atendo às partes negativas. Esta comparação gera a sensação de injustiça e impotência típicas do sentimento de rejeição. Além disso, o rejeitado também cria, muitas vezes sem perceber, um &#8220;eu&#8221; para cada versão do passado que ele cria em sua mente.</p>
<p>O sentimento de rejeição só é possível por causa deste contraste entre o que deveria ter sido e o que foi. Quando focamos na questão do &#8220;eu&#8221;, ou da identidade, a questão se torna mais complexa. O rejeitado cria para si um modelo de quem ele foi de fato (o eu rejeitado) e de quem ele poderia ter sido caso não fosse rejeitado. Em geral as pessoas se magoam ao ver quem eles são em detrimento de quem poderiam ter sido caso tudo fosse como eles esperavam que fosse.</p>
<p>Esta dinâmica, então faz com que o rejeitado lute contra o passado e também contra si. Não raro pessoas que tem problemas com rejeição também se rejeitam. O mecanismo é este citado acima: comparação entre quem são e quem deveriam ter sido. O problema repousa no fato cruel de que quem eles são ou poderiam ter sido é algo que está nas mãos de um terceiro: aquele que o rejeitou no passado. Desta forma a injustiça, impotência e desprezo se instalam.</p>
<p>A mudança está em aceitar aquilo que passou do jeito que ocorreu. Aceitar a dor pode ser mais difícil do que lutar contra ela e boa parte das pessoas que são rejeitadas não querem aceitar isso. A aceitação faz com que a pessoa tenha que se fazer uma pergunta: o que farei com o que fizeram de mim? Esse questionamento faz com que ela retome a responsabilidade por sua existência e destino, em geral, algo que os rejeitados jogam para cima dos rejeitadores.</p>
<p>Uma das perguntas que faço é: você pode ser rejeitado? Pode parecer estranha, porém leva à uma reflexão profunda. Boa parte das pessoas reclamam da rejeição e sabemos que ela pode ter efeitos nocivos. Por outro lado trata-se de um fenômeno super comum pelo qual todos os seres humanos passam ao longo de suas vidas. Sem a rejeição não existiriam grupos, afinal de contas rejeitar é escolher também. Logo, perceber que não há nada de pessoal em uma rejeição é fundamental para aceitar o passado (e a si mesmo).</p>
<p>Se a pessoa entende a rejeição como algo normal e entende que seu passado foi real ela poderá abrir-se para o futuro. É algo como dizer-se: &#8220;ok, não consegui exatamente o que quis, mas o que vou fazer comigo daqui em diante?&#8221;. Não podemos mudar o passado, isso é um fato. Logo não adiante brigarmos com ele e nem com quem nos tornamos a partir dele. Tudo o que nos resta, no presente, é buscar como iremos ao futuro de uma maneira melhor.</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>Amor, o maior dos problemas</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/12/08/amor-o-maior-dos-problemas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Dec 2021 22:43:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
		<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Auto Expressão]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas meu pai não me entende. &#8211; Exato. &#8211; Exato? &#8211; Sim. Ele não o entende. Então, qual o problema? &#8211; Eu queria que ele entendesse? &#8211; Não é isso? &#8211; É&#8230; pensando bem é. &#8211; E te dói ver que ele não entende e mesmo que o fizesse, provavelmente não concordaria com você. &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/12/08/amor-o-maior-dos-problemas/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Amor, o maior dos problemas</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas meu pai não me entende.</p>
<p>&#8211; Exato.</p>
<p>&#8211; Exato?</p>
<p>&#8211; Sim. Ele não o entende. Então, qual o problema?</p>
<p>&#8211; Eu queria que ele entendesse?</p>
<p>&#8211; Não é isso?</p>
<p>&#8211; É&#8230; pensando bem é.</p>
<p>&#8211; E te dói ver que ele não entende e mesmo que o fizesse, provavelmente não concordaria com você.</p>
<p>&#8211; Sim.</p>
<p>&#8211; Então, lhe dói ver que está &#8220;sozinho&#8221; nessa?</p>
<p>&#8211; Sim&#8230;</p>
<p>Muitos clientes, quando tratam das relações com pessoas importantes, falam sobre raiva, medo, infelicidade e mágoa como os problemas mais dolorosos. Porém, nem sempre isso se mostra verdadeiro, essas emoções, embora importantes, muitas vezes são apenas a superfície de um problema muito maior: o amor.</p>
<p><span id="more-6768"></span></p>
<p>Falar do amor como um problema é chocante em nossa sociedade. &#8220;All we need is love&#8221;, cantam os Beatles, mostrando que ele é solução e não problema. Porém os versos adocicados das músicas de amor, não falam sobre tudo o que o amor é capaz de fazer. Quando pensamos na expressão &#8220;crime passional&#8221;, temos algo relacionado à paixão e ao amor que o expulsa dessa categoria de emoção &#8220;soft&#8221;. O amor, meus caros pós românticos, mata, segura, e impede a vida de continuar plenamente. Ele não é, como diz a expressão: &#8220;apenas flores&#8221;.</p>
<p>Porém, não se trata de mostrar o amor como um vilão, longe disso. Tratar do amor como &#8220;o maior do problemas&#8221;, como diz o título do post, significa olhar para sua dinâmica de uma maneira mais ampla que aquela oferecida pelo romantismo. Raiva, medo ou mágoa são emoções importantes. Porém, no contexto de um relacionamento afetivo, elas, em geral, vem após o amor. Não é difícil compreender que dificilmente ficaríamos magoados com alguém se não amássemos essa pessoa.</p>
<p>O problema mais profundo quando ficamos com raiva de alguém é: como lidar com o amor e a raiva ao mesmo tempo? Em relações afetivas, principalmente naquelas que são importantes, este é sempre o dilema. Então vem o problema do amor. Pois se ele é pequeno ou cego, tendemos a ser românticos e sofrer por amor. Se ele se torna maior, se ele enxerga o outro e seus próprios limites, então amamos verdadeiramente. Amar dessa maneira, no entanto, exige de nós. Nos faz perder a inocência e enfrentar a realidade.</p>
<p>Por exemplo, muitas pessoas tem o anseio em se abrir com seus familiares. Porém não o fazem. Dizem que não o fazem por temer uma reprimenda ou porque seus familiares não dão tanta atenção. Então a pergunta: qual o problema com isso? A verdadeira questão reside em: eu gostaria que aqueles que amo não me dessem limites ou me dessem mais atenção que eu recebo. Essa é a dor verdadeira. Uma dor relativa ao amor. Este também é um amor pequeno. Ele não consegue ver, por exemplo, que cada um dá aquilo que tem. Nem todos &#8211; mesmo os que amamos &#8211; vão sempre concordar conosco.</p>
<p>O amor maduro, que nos faz crescer, olha para este fato. Ele não pretende receber mais atenção do que recebe. Ele compreende o limite e aceita. Ama, dentro desses limites e não fora deles. Não ama no ideal, ama no real. Nesse sentido, amar se torna algo &#8220;menor&#8221;, pois está ligado diretamente à realidade e não aquilo que &#8220;deveria ser&#8221;, ao ideal (e, afinal de contas, quem define o ideal?). Porém é &#8220;menor&#8221; e real. Este amor de fato cria as coisas tal como podem ser criadas. Sem conformismo, mas com os pés no chão. Então o amor passa a ser solução e não mais problema.</p>
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		<title>Se não posso dizer adeus, não posso voar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Dec 2021 22:30:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas sabe&#8230; eu não quero mais ficar. &#8211; Você percebe que não é bom ficar, mas isso é diferente de desejar partir. &#8211; Tem diferença é? &#8211; Sim, imagine-se dizendo adeus, indo morar só, como lhe parece? &#8211; Eu fico meio mal na verdade. &#8211; Claro, esse é o problema. Você já pode ir, &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/12/06/se-nao-posso-dizer-adeus-nao-posso-voar/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Se não posso dizer adeus, não posso voar</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas sabe&#8230; eu não quero mais ficar.</p>
<p>&#8211; Você percebe que não é bom ficar, mas isso é diferente de desejar partir.</p>
<p>&#8211; Tem diferença é?</p>
<p>&#8211; Sim, imagine-se dizendo adeus, indo morar só, como lhe parece?</p>
<p>&#8211; Eu fico meio mal na verdade.</p>
<p>&#8211; Claro, esse é o problema. Você já pode ir, sustenta-se sozinha.</p>
<p>&#8211; Sim&#8230; mas é difícil dizer adeus.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Há um preço a ser pago para crescer. Muitos, no entanto, querem crescer sem pagar o preço, acreditam que é um &#8220;direito&#8221;. Por este motivo muitas que tentam sair  de casa não conseguem. Outros nem sequer conseguem se conectar com a energia do crescimento, e por este motivo mantém-se pequenos. Fatores emocionais, psicológicos e familiares estão por detrás desta dinâmica.</p>
<p><span id="more-6743"></span></p>
<p>Um dos fatores que contribui para este cenário é o comodismo. Crescer é uma atitude incômoda, pois nos coloca no limite do nosso conhecimento e competências. A famosa cena da águia que joga seu filhote ninho abaixo revela o que é crescer: enfrentar os requisitos necessários para se manter vivo. Isso incomoda, angustia e nem sempre as pessoas estão prontas para deixar o calor do ninho. Ao comodismo, somam-se pais cada vez mais dependentes dos filhos que não conseguem incentivar o desejo pelo crescimento.</p>
<p>Outro fator se refere à inteligência emocional. Como já disse, crescer é uma atividade que envolve muitas emoções &#8220;negativas&#8221; como frustração, ansiedade e angústia. As pessoas que tendem a não conseguir (e/ou querer) lidar com estas emoções não saem de casa. Tornar-se adulto envolve lidar com suas emoções. Suportar estados emocionais contraditórios, saber acessar emoções positivas e lidar com as negativas é uma tarefa que faz parte de &#8220;sustentar-se&#8221;. Aqueles que se acomodam em lidar com sentimentos de terceiros ao invés dos seus, que sempre precisam de apoio e não querem responsabilizar-se por suas respostas emocionais não saem de casa.</p>
<p>Algumas pessoas desejam sair, mas não se permitem. Este é outro tipo de dinâmica. Sentimentos de culpa são comuns nesse tipo de situação. É quando a pessoa possui as capacidades para alçar seus vôos, mas sente-se, de alguma maneira, presa à família. Uma dinâmica familiar típica são pais dependentes do papel de pais. O casal com problemas, muitas vezes sobrecarrega a função paternal sobre a marital. Quando os filhos podem alçar vôos tendem a reprimir ou intervir afim de que o filho saia de casa, o desejo deles é não ter que lidar com seus problemas. O filho, de outro lado, assume o papel de protetor dos pais e não sai.</p>
<p>Cada vez mais típica em nossa cultura, esta dinâmica traz muitos problemas para todos os envolvidos. O filho, termina no papel de pai dos pais, afinal de contas, os protege. Ao mesmo tempo, sente-se deslocado, pois os pais não o obedecem, afinal de contas, são pais. Estes sentem-se cobrados pelos filhos que desejam que eles sejam diferentes, ao mesmo tempo em que sentem medo dos filhos irem embora. A situação vira um cabo de guerra e ninguém consegue direcionar esta energia para algo, de fato, construtivo.</p>
<p>Ao filho, por fim, cabe dizer adeus. Aprender a deixar os pais com os seus problemas ao invés de buscar resolvê-los. Por incrível que pareça esta é uma atitude humilde, pois o filho se coloca no seu devido lugar e deixa seus pais no deles. Aos pais cabe aprender a dizer adeus. Reconhecer seus problemas e permitir ao filho sair de cena é fundamental para que o casal enquanto marido e mulher possa ter uma chance de se resolver. Por fim, cabe à ambos dizer &#8220;eu te amo&#8221;. Os pais abençoarem a saída do filho é fundamental ao filho reconhecer e amar os pais tal como são também. Apenas com estes atos este tipo de dinâmica encontra novo equilíbrio.</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>A dolorosa consequência da realidade</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/11/24/a-dolorosa-consequencia-da-realidade/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Nov 2021 21:59:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Eu não quero mais falar com ela. &#8211; Eu sei. &#8211; Ela não merece. &#8211; É o contrário. &#8211; Contrário? Como contrário? Olhe o que ela fez para mim! &#8211; Sim, ela foi &#8220;sacana&#8221;. &#8211; Então! &#8211; Mas quem não merece falar com ela é você, porque querer, você quer. (silêncio) &#8211; E porque &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/11/24/a-dolorosa-consequencia-da-realidade/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">A dolorosa consequência da realidade</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Eu não quero mais falar com ela.</p>
<p>&#8211; Eu sei.</p>
<p>&#8211; Ela não merece.</p>
<p>&#8211; É o contrário.</p>
<p>&#8211; Contrário? Como contrário? Olhe o que ela fez para mim!</p>
<p>&#8211; Sim, ela foi &#8220;sacana&#8221;.</p>
<p>&#8211; Então!</p>
<p>&#8211; Mas quem não merece falar com ela é você, porque querer, você quer.</p>
<p>(silêncio)</p>
<p>&#8211; E porque eu não mereço?</p>
<p>&#8211; Porque não consegue reconhecer que quer falar com ela.</p>
<p>&#8211; Odeio isso.</p>
<p>&#8211; Sim.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O filme &#8220;Her&#8221; tem uma frase linda: &#8220;o passado é só uma história que contamos à nós mesmos&#8221;. Porém, refletir sobre ela é um tanto chocante e exige maturidade. Dizer que o passado é &#8220;só uma história&#8221; não deve ter como foco a palavra &#8220;só&#8221;, mas sim &#8220;uma história&#8221;. Ao tomar a discussão por este lado, entramos no tema da realidade.</p>
<p><span id="more-6793"></span></p>
<p>Uma das tarefas que cabe à todo psicólogo clínico em praticamente todos os seus atendimentos é a &#8220;redefinição&#8221;. Nela, tratamos de dar um novo sentido sobre um evento ou nova definição sobre um conceito que a pessoa traz consigo. O que faz esta tarefa tão importante e comum é o fato de que muitos conceitos e significados que traçamos em algum momento de nossas vidas, se tornam disfuncionais mais tarde. Porém, como sabemos que eles se tornam disfuncionais?</p>
<p>Tomando um adolescente classe média, média alta que não precisa trabalhar, por exemplo. Talvez essa pessoa deseje, aos seus 16 anos, ter um lugar só para si, uma casa para receber os amigos e festar, dormir a hora que quer e fazer &#8220;o que bem entende&#8221;. Ao atingir isso, mais tarde, no começo ela se deleita com a execução de todos os seus desejos. Algum tempo depois, ao iniciar vida profissional e, talvez, marital percebe que há algo de errado. As crenças elaboradas na adolescência sobre o que é &#8220;ser um adulto&#8221;, não estão em harmonia com a realidade. Antes seus pais o acordavam, agora seu emprego pede que ele acorde cedo, por exemplo. &#8220;Onde está a minha liberdade?&#8221;, pergunta-se a pessoa.</p>
<p>O problema não é a &#8220;falta de liberdade&#8221; e sim a concepção que o adolescente criou sobre como deveria ser uma vida com &#8220;liberdade&#8221;. A realidade é: ele escolheu o emprego, a namorada e a casa. Escolheu crescer e tudo isso vem com limites. Porém a &#8220;história&#8221; que ele ainda tem em mente é que &#8220;estava indo tudo bem, minha vida estava tranquila e daqui a pouco eu tenho que fazer isso e fazer aquilo e não tenho mais a minha liberdade&#8221;. As histórias que contamos para nós são a interpretação que tiramos de nossas experiências, porém elas são histórias e não a realidade em si. Quando lidamos com a realidade em si, as coisas são diferentes.</p>
<p>As histórias são &#8220;boas&#8221; a realidade é cruel. Nas histórias sempre temos uma desculpa externa para nosso sofrimento, na realidade não. Então as redefinições se tornam necessárias. Sabemos que uma crença é disfuncional olhando para a realidade. Quando nossos conceitos criam histórias que nos ajudam, crescemos e eles são funcionais. Quando atrapalham nosso crescimento, se tornam disfuncionais. Uma pessoa mais amadurecida, por exemplo, diria que escolhas trazem consequências. Ela, então, pensa nas consequências, ganhos e perdas que terá com as escolhas que fará e decide se está disposta a enfrentar isso ou não. Assim sendo, ela entende o que acontece depois como &#8220;parte do jogo&#8221; e não como &#8220;perda da liberdade&#8221; como alguém mais imaturo pensa.</p>
<p>A realidade é dolorosa em relação as histórias porque ela sempre nos apresenta perdas. Sempre vamos perder algo à medida em que crescemos e o tempo passa. A realidade cobra seu preço de maneira crua e imparcial. Por outro lado, ela traz a liberdade verdadeira: aquela na qual ação e consequência caminham juntas e todos temos limites. Nela, as coisas são pequenas: apenas o que pode acontecer acontece. De outra lado, o fato das coisas acontecerem dessa forma nos faz fortes para realizá-las. As histórias, são ricas, muito pode acontecer nelas, porém, se tornam restritas, porque não somos tão potentes ou tão vítimas quanto nossas histórias gostam de nos colocar.</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>O valor da memória</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/11/05/o-valor-da-memoria/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Nov 2021 21:35:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; E daí, quando eu penso em tentar, me dá uma coisa ruim. &#8211; Que &#8220;coisa ruim&#8221;? &#8211; Ah, eu me lembro do que eu já fiz e não consegui fazer direito sabe? &#8211; Sim. O que te motiva a lembrar dos seus fracassos passados quando quer construir o futuro? &#8211; Não sei direito &#160; &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/11/05/o-valor-da-memoria/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">O valor da memória</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; E daí, quando eu penso em tentar, me dá uma coisa ruim.</p>
<p>&#8211; Que &#8220;coisa ruim&#8221;?</p>
<p>&#8211; Ah, eu me lembro do que eu já fiz e não consegui fazer direito sabe?</p>
<p>&#8211; Sim. O que te motiva a lembrar dos seus fracassos passados quando quer construir o futuro?</p>
<p>&#8211; Não sei direito</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A memória não é apenas um banco de dados que ficam parados sem fazer nada em nossa mente. A memória tem função ativa em muitas atividades cognitivas e psicológicas. Planejar o futuro é uma delas.</p>
<p><span id="more-6434"></span></p>
<p>Nossa memória é muito mais que um banco de dados. As informações que guardamos vivem de maneira ativa dentro de nós, caso contrário acabam sendo esquecidas. É um fato curioso sobre a memória que, de forma geral, apenas aquelas informações que são utilizadas se mantém. Assim sendo, memórias sobre dias bons, ruins, conversas, situações precisam ser ativadas com constância para se manterem.</p>
<p>Como fazemos isso? O ser humano é um contador nato de histórias. A principal história que ele se conta todos os dias é sobre &#8220;quem ele é&#8221;. Todos os dias reforçamos a auto imagem que temos de nós através das situações que vivemos e das lembranças que temos de situações semelhantes. É o famoso &#8220;ah, viu só, tinha que ser! Isso sempre acontece comigo&#8221;. Quando falamos isso, não estamos apenas confirmando o que aconteceu conosco, mas, também, nossa auto imagem.</p>
<p>Desta forma a memória nos lembra do que ocorreu e de quem somos. Ela ajuda a definir nossa identidade. A memória, dessa maneira, assume &#8220;valores&#8221;. Valores podem ser negativos ou positivos. Os negativos são aqueles que nos afastam de alguma coisa. Por exemplo, diante de uma situação onde terei que confrontar alguém, me recordo das situações em que tive medo de fazer isso ou nas quais não fiz isso adequadamente. Esta memória tenderá a me afastar da situação atual ou futura de confronto. A memória de valor positivo funciona ao contrário dessa, nos impelindo à ação.</p>
<p>Ela pode edificar ou denegrir a auto imagem. Diante de uma situação em que falhei, por exemplo, posso empregar a memória para me lembrar de outras situações nas quais cumpri com minhas metas e dizer-me: &#8220;foi só dessa vez, em geral, cumpro com o que me comprometo&#8221;. Ou posso me lembrar de todas as vezes em que falhei e concluir: &#8220;eu não sirvo para nada mesmo, nunca faço nada direito&#8221;.</p>
<p>Desta maneira, ao lembrar de alguma coisa o importante não é apenas o fato que é lembrado, mas todas as emoções que emergem junto com a lembrança e o efeito que ela tem sobre nossa auto estima e comportamento. Aprender a usar a memória significa compreender quais são os impactos que ela tem sobre nós. Desta maneira a memória poderá ter um valor geral positivo nos ajudando a compreender nosso passado para projetar nossa futuro de maneira construtiva.</p>
<p>Abraço</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>O ser do discurso e o ser da ação</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/09/17/o-ser-do-discurso-e-o-ser-da-acao/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Sep 2021 21:00:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas Akim!! Como é que você não entende? &#8211; Eu entendo você. Entendo e digo: concordo com o que você está falando. &#8211; Então? Como é que você pode me falar que eu deveria mudar a minha atitude se ele está errado? &#8211; É que o fato de ele estar errado é irrelevante. &#8211; &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/09/17/o-ser-do-discurso-e-o-ser-da-acao/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">O ser do discurso e o ser da ação</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br/2021/09/17/o-ser-do-discurso-e-o-ser-da-acao/">O ser do discurso e o ser da ação</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br">Akim Neto Psicólogo Clínico</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas Akim!! Como é que você não entende?</p>
<p>&#8211; Eu entendo você. Entendo e digo: concordo com o que você está falando.</p>
<p>&#8211; Então? Como é que você pode me falar que eu deveria mudar a minha atitude se ele está errado?</p>
<p>&#8211; É que o fato de ele estar errado é irrelevante.</p>
<p>&#8211; Irrelevante? Irrelevante? Como assim? Ele está sendo machista e agressivo ainda.</p>
<p>&#8211; Sim, concordo.</p>
<p>&#8211; Então porque é que eu devo mudar a minha atitude?</p>
<p>&#8211; Porque não me parece que ele está ligando muito para o seu discurso está? E nem que vai ligar&#8230;</p>
<p>(silêncio)</p>
<p>&#8211; Eu concordo com você e é por isso que estou orientando você dessa forma. Você está &#8220;pedindo&#8221; para ele te respeitar&#8230; isso não vai acontecer dessa forma, não aconteceu até agora, porque vai ocorrer agora? Só por causa de um punhado de ideias?</p>
<p>&#8211; Mas e o que eu faço?</p>
<p>&#8211; Torne essas ideias uma nova forma de se ver, se respeitar e se relacionar, até para ver se, no fim, você quer continuar com ele&#8230; uma pessoa que segundo você mesma: te desrespeita.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Hoje em dia, onde tudo se torna uma bandeira política, é comum que as pessoas queiram, através do discurso, convencer alguém. O fato, no entanto, é que os seres humanos reagem muito mais à forma com a qual algo é comunicado do que ao conteúdo, e é aí que reside o &#8220;mistério&#8221; das relações humanas.</p>
<p><span id="more-6660"></span></p>
<p>Como vivemos em um momento em que as pessoas acham que sua opinião conta muito, uma atitude que se torna cada vez mais comum é &#8220;falar para o outro&#8221;. Acreditamos que &#8220;basta falar&#8221; e pronto, tudo se resolverá: as pessoas vão deixar suas opiniões de lado, seus comportamentos e vão rever o mundo e sua própria vida de acordo com as coisas que você disse para ela. Isso não existe. É, no mínimo, uma bela fantasia infantil na qual o &#8220;poder da palavra&#8221; assume proporções homéricas.</p>
<p>As relações humanas e boa parte do que carregamos até hoje em nossos genes sobre o que é se relacionar se formaram em um momento da história em que não havia palavra. Não haviam discursos ou palavras escritas, muito menos mensagem de whats. Era &#8220;olho no olho&#8221;. É assim que as relações humanas funcionam ainda hoje, quer gostemos disso ou não. É na interação que as coisas ocorrem e não em um discurso distante.</p>
<p>Isso não é uma premissa minha, Watzlavick em seu livro Pragmática da comunicação humana já aborda o tema e coloca isso como um &#8220;axioma&#8221; da comunicação humana, na qual aquilo que é comunicado possui forma e estrutura e a natureza da comunicação entre duas pessoas depende desta forma e da maneira pela qual ela é empregue. O conteúdo pode ser muito bom, mas é a forma que vai definir a natureza da comunicação.</p>
<p>Na prática, por exemplo, isso significa que quando uma pessoa &#8220;pede&#8221; para ser respeitada, ela se coloca &#8220;abaixo&#8221;. Ela não tem o respeito e está pedindo por ele. É duro dizer isso, mas ela se coloca como pedinte. O resultado, em geral, não dá certo, ela não recebe o que pede. Se, por outro lado, a pessoa desenvolve respeito próprio e mostra que se respeita na relação, a estrutura muda. Ela é possuidora de respeito, assim como o outro e não precisa mais &#8220;pedir&#8221;, nem &#8220;impor&#8221; (afinal o respeito é dela para com ela, não faz sentido &#8220;impôr), o que ocorre é que ela usa os limites que se dá e, com isso, modifica a estrutura da relação.</p>
<p>Onde, antes a pessoa pediria, agora ela se posiciona. Esta é a diferença que faz a diferença. É a atitude que re-estrutura relações humanas. Tornar discursos em atitudes é uma das tarefas mais complexas para a mente humana porque não somos habituados com isso. Nossa história nos levou no caminho contrário. Das atitudes nasciam as ideias.</p>
<p>Particularmente sou um pouco romântico no sentido de crer que nosso corpo nos traz boas respostas sobre como nos relacionar, mas não sabemos ouvi-lo. Em geral, quando trabalho com pessoas abusadas e nos colocamos em um role play, por exemplo, o corpo dela sabe a atitude que vai lhe fazer bem. Quando incentivo, sem expectativas, que a pessoa faça um movimento em direção aquilo que lhe traz saúde ela o faz. Por vezes demora, em outros casos, ela não sabe como lidar com as consequências ou sente-se com vergonha, medo ou culpa, mas o corpo lhe diz: faça isso.</p>
<p>Confiar nessa base não é jogar fora aquilo que a cultura nos traz. Pelo contrário, quando vejo essas atitudes nascidas do corpo vejo como elas corroboram e até mesmo vão além de muito o que nossa cultura nos fala. O corpo, aprendeu a sobreviver ao longo de milhões de anos de evolução, nossas células trazem em si a certeza da morte. O corpo conhece muitos caminhos se o permitirmos falar, ele poderá nos mostrar vários deles.</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>Não peça perdão</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Sep 2021 22:00:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; E daí eu disse: &#8220;desculpe&#8221;. &#8211; Porque? &#8211; Como assim porque? Ela ficou chateada. &#8211; Sim, mas até onde te conheço, você não viu que fez algo errado para pedir desculpas. &#8211; Mas você diz que eu faço. &#8211; Sim, eu digo, mas não importa o que eu digo, mas sim o que você &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/09/15/nao-peca-perdao/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Não peça perdão</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; E daí eu disse: &#8220;desculpe&#8221;.</p>
<p>&#8211; Porque?</p>
<p>&#8211; Como assim porque? Ela ficou chateada.</p>
<p>&#8211; Sim, mas até onde te conheço, você não viu que fez algo errado para pedir desculpas.</p>
<p>&#8211; Mas você diz que eu faço.</p>
<p>&#8211; Sim, eu digo, mas não importa o que eu digo, mas sim o que você sente em relação à isso.</p>
<p>&#8211; Fiquei confuso.</p>
<p>&#8211; Assuma que você acha que não deve desculpas à ela. Assuma isso ao invés de fingir culpa. Senão vai sobrecarregar a relação.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para uma civilização baseada nas tradições católicas a ideia de não pedir perdão pode parecer absurda. Porém, nem sempre o perdão é a melhor forma de resolver um problema que criamos para o outro.</p>
<p><span id="more-6465"></span></p>
<p>O ato de perdão é tradicionalmente associado com um ato de humildade daquele que cometeu um deslize. No entanto, existe uma dinâmica oculta neste ato que o torna mais complexo. A pessoa que solicita o perdão, transfere a responsabilidade de seu ato e das consequências deste para o outro. Quem recebe o pedido de perdão fica, então, com duas responsabilidades: lidar com o problema que o outro lhe causou e ainda ter que perdoá-lo, ou seja, retirar a culpa sobre seu feito.</p>
<p>Porém dizer a alguém que algo que nos causou dor não causou dor é mentir. Não é possível retirar a culpa sobre uma ação. Uma ação que machuca, machuca. Não há como negar isso. Não há porque &#8220;perdoar&#8221;. O ato que nos causa dor precisa ser &#8220;celebrado&#8221; e valorizado dessa forma. A atitude do &#8220;perdão&#8221; (aquele que &#8220;apaga&#8221; o ato) não é humana. Aceitar a dor e a culpa sim.</p>
<p>Quando digo &#8220;não peça perdão&#8221;, o que quero dizer é: não dê à alguém que você machucou a responsabilidade por tirar a sua culpa de você. É você quem deve lidar com a sua culpa e não projetá-la no próximo. A culpa pode engrandecer se você lidar de forma honesta com ela. Fazer isso é reconhecer o que você fez e comprometer-se por seu livre desejo em não repetir o que fez, além de arcar com as consequências de sue ato. Essa é a forma adulta e humana em lidar com nossos erros.</p>
<p>O desejo de expiação é um desejo infantil baseado na ideia de que é possível mudar o passado. Não é. O que está feito, assim está. O presente pode ser vivido e o futuro poderá ser mudado, mas o passado não. Então assumir que o passado existiu é fundamental para lidar bem com a culpa. O segundo passo é assumir a dor ao invés de projetar, negar ou desejar que outra pessoa a tire para você. O terceiro é mudar o seu comportamento.</p>
<p>E o outro? Bem, o outro vai decidir o que fará. Não cabe buscar coagir o outro a tomar uma decisão em relação ao que fazemos de errado. Ele deve ser deixado livre para decidir o que quer fazer. Manter-se ou não perto de quem nos causa mal não significa apagar o passado, mas aceitar o passado e é preciso ter muita parcimônia nesse momento. É importante para quem fere saber que feriu e é importante para quem é ferido mostrar o ferimento, sem dramas desnecessários. Sem tornar um o &#8220;bom&#8221; e o outro o &#8220;ruim&#8221;.</p>
<p>&nbsp;</p>
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