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	<title>Arquivos Mente - Akim Neto Psicólogo Clínico</title>
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		<title>Aquietar-se</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2014/07/18/aquietar-se/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Jul 2014 11:24:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
		<category><![CDATA[Angústia]]></category>
		<category><![CDATA[Aquietar a mente]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pois então Akim&#8230; eu estou meio agitado sabe? Sim. Estou vendo isso. Tem muita coisa na cabeça. O que você sente? Podem ser várias emoções&#8230; &#8230; tristeza&#8230; raiva&#8230; medo&#8230; amor&#8230; Ok. Feche os olhos um pouco, sente-se aí no sofá e respire um pouco em contato com estas emoções. Ok. Perfeito&#8230; não tente tirar elas, &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2014/07/18/aquietar-se/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Aquietar-se</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.akimpsicologo.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/07/silencio.jpg"><img loading="lazy" class="alignnone  wp-image-2161" src="http://www.akimpsicologo.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/07/silencio.jpg" alt="silencio" width="288" height="216" /></a></p>
<ul>
<li>Pois então Akim&#8230; eu estou meio agitado sabe?</p>
</li>
<li>
<p>Sim. Estou vendo isso.</p>
</li>
<li>
<p>Tem muita coisa na cabeça.</p>
</li>
<li>
<p>O que você sente? Podem ser várias emoções&#8230;</p>
</li>
<li>
<p>&#8230; tristeza&#8230; raiva&#8230; medo&#8230; amor&#8230;</p>
</li>
<li>
<p>Ok. Feche os olhos um pouco, sente-se aí no sofá e respire um pouco em contato com estas emoções.</p>
</li>
<li>
<p>Ok.</p>
</li>
<li>
<p>Perfeito&#8230; não tente tirar elas, nem mexer nelas&#8230; apenas preste atenção nelas enquanto o ar entra e sai dos teus pulmões.</p>
</li>
</ul>
<p>(depois de alguns minutos disso o cliente abre os olhos suavemente e eu pergunto à ele)</p>
<ul>
<li>Como você está?</p>
</li>
<li>
<p>Um pouco mais calmo.</p>
</li>
<li>
<p>Perfeito, agora, que tal me contar sobre a emoção que ficou mais presente em ti?</p>
</li>
<li>
<p>Tristeza&#8230;</p>
</li>
<li>
<p>Ok, falemos sobre ela&#8230;</p>
</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p>Neurologicamente falando existe um fenômeno que alguns pesquisadores chamam &#8211; de maneira não-técnica &#8211;  de &#8220;inundação do córtex&#8221;. Este nome se refere ao processo no qual tantas informações estão correndo de um lado para o outro que o córtex simplesmente está &#8220;inundado&#8221; de correntes elétricas. Em termos humanos isso é quando nossa cabeça &#8220;está cheia&#8221;. A maior parte das pessoas que organizar a bagunça e fica pensando sobre tudo o que está passando pela sua cabeça naquele momento e elas não conseguem pensar em tudo e, então, se desesperam um pouco mais.</p>
<p>Porque elas não conseguem?</p>
<p>Porque o córtex já está inundado, como vai processar mais informação ainda? A ideia, neste momento é desapegar-se daquilo que está passando pela cabeça e focar-se em aquietar a mente, diminuir a quantidade de processos que estão ocorrendo no cérebro para, então &#8220;ter espaço&#8221; para processar alguma coisa de uma maneira mais adequada.</p>
<p>Respirar é uma das melhores maneiras de se fazer isso. Ao focar a sua atenção na respiração você está direcionando esta atenção à um processo natural do corpo, que ocorre sem a sua vontade consciente, isso relaxa o cérebro que, ao invés de prestar atenção à mil e um pensamentos, presta atenção à algo que ele nem sequer precisa fazer esforço para perceber ou fazer. Este relaxamento começa a criar o espaço que é necessário para que as emoções e pensamentos se aquietem e permitam-nos fazer uma reflexão adequada.</p>
<p>Aquietar-se vai além disso também. Não é algo que se busca única e exclusivamente quando a mente já está super excitada, você pode buscar isso quando a sua mente não está neste estado. Aquietar-se tem a ver com a atitude de buscar manter um estado estável da mente e perceber ao longo do dia, das semanas as oscilações neste estado.</p>
<p>Em geral, quando os pensamentos e emoções vem, nós seres humanos, tendemos à reagir à eles. Assim, quando a tristeza surge em nós, por exemplo, a pessoa resolve dizer-se &#8220;não, não vou &#8216;entregar os pontos&#8217;, vamos lá&#8221;. Quando faz isso cria-se um diálogo e até mesmo uma disputa interna entre a emoção e os impulsos desta emoção e o desejo da pessoa, ou a reação da pessoa. Quando se aquieta a mente, a ideia é perceber a emoção, nada mais. A única &#8220;reação&#8221; que se tem é a de perceber. Esta atitude faz à médio prazo a integração entre a emoção e a vontade consciente da pessoa. É como se você passasse um longo período prestando atenção à algo antes de sentir um desejo de fazer alguma coisa. Em geral as pessoas relatam isto da seguinte forma: &#8220;daí me veio uma coisa e eu fui lá e fiz sabe? Tipo sem esforço entende?&#8221;.</p>
<p>Este tipo de relato é muito comum quando a pessoa se aquieta e reage ao que sente e pensa apenas com a atenção de perceber aquilo que está ali, sem brigas e sem desejo intencional. Como eu já disse uma espécie de integração entre o percebido e o observados se estabelece e um desejo &#8220;espontâneo&#8221; nasce daí. Este é um &#8220;segundo nível&#8221; da atitude de se aquietar.</p>
<p>Que tal experimentar?</p>
<p>Abraço</p>
<p>Visite nosso site: www.akimpsicologo.com.br</p>
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		<title>Um passo de cada vez</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2014/01/22/um-passo-de-cada-vez/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jan 2014 10:58:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
		<category><![CDATA[Aprendizagem]]></category>
		<category><![CDATA[Atitude Mental]]></category>
		<category><![CDATA[Auto-confiança]]></category>
		<category><![CDATA[Controle]]></category>
		<category><![CDATA[Desejo]]></category>
		<category><![CDATA[Escolhas]]></category>
		<category><![CDATA[Mente]]></category>
		<category><![CDATA[Mudança]]></category>
		<category><![CDATA[Organização]]></category>
		<category><![CDATA[Organização do tempo]]></category>
		<category><![CDATA[percepção]]></category>
		<category><![CDATA[Psicoterapia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas agora eu estou com medo sabe? &#8211; Ah é? O que te dá medo? &#8211; Acho que não vou conseguir dar conta de tudo de uma vez! &#8211; Eu tenho certeza que não vai! &#8211; Ai, como assim? &#8211; Bem, você não vai conseguir fazer &#8220;tudo&#8221; de &#8220;uma só vez&#8221;, vai? &#8211; É&#8230; &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2014/01/22/um-passo-de-cada-vez/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Um passo de cada vez</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas agora eu estou com medo sabe?</p>
<p>&#8211; Ah é? O que te dá medo?</p>
<p>&#8211; Acho que não vou conseguir dar conta de tudo de uma vez!</p>
<p>&#8211; Eu tenho certeza que não vai!</p>
<p>&#8211; Ai, como assim?</p>
<p>&#8211; Bem, você não vai conseguir fazer &#8220;tudo&#8221; de &#8220;uma só vez&#8221;, vai?</p>
<p>&#8211; É&#8230; pensando assim não né?</p>
<p>&#8211; Sim, mas é como está aí na sua cabeça não é? A sua cobrança é essa.</p>
<p>&#8211; É.</p>
<p>&#8211; Que tal repensar isso de uma forma mais realista e organizada: dividindo a coisa toda em etapas e jogando estas etapas ao longo do tempo?</p>
<p>&#8211; Me acalma pensar assim.</p>
<p>&#8211; Ótimo</p>
<p>Aprender a usar a nossa mente talvez seja um dos maiores e mais prazerosos desafios de todos.</p>
<p>O exemplo acima é um deles e trata da maneira pela qual as pessoas organizam suas tarefas, por exemplo. Existem pessoas que pensam que tem que fazer &#8220;tudo para ontem&#8221;, vivem o seu dia a dia assim. Esta maneira de organizar as suas tarefas irá lhe trazer uma constante sensação de que você está em atraso, devendo algo para alguém e o fará se colocar sempre no pique para estar correndo atrás daquilo que você &#8220;deixou de fazer&#8221;.</p>
<p>Outras pessoas acham que &#8220;amanhã eu resolvo&#8221; e deixam tudo sempre para a última hora ou para o dia seguinte. É comum terem esquecimentos, atrasos e darem soluções não tão boas porque fizeram tudo correndo. Alguns, por outro lado gostam da sensação que a pressão traz e acabam rendendo melhor.</p>
<p>Algumas pessoas possuem cobranças bem definidas e realistas, outras se cobram o impossível. Obviamente quem organiza as suas cobranças da primeira maneira consegue sentir-se mais no controle da situação e se permite até descansar quando termina. O segundo estilo, em geral, assume uma atitude de que tudo está sempre ruim e ela está sempre devendo algo na sua produção e/ou na qualidade do que fez, termina por denegrir o próprio trabalho quase sempre.</p>
<p>Ao longo dos anos em terapia tenho visto que os estilos todos podem ser úteis dependendo do contexto, objetivos da pessoa e das suas competências para aquilo que se propõe. Por exemplo, em geral é útil organizarmos nossas tarefas de forma realista e pensada, colocando à nossa frente metas que sabemos que conseguiremos cumprir de forma ordenada no tempo para que cada coisa tenha um tempo adequado para ser realizada, isso traz uma sensação de segurança e a pessoa fica mais tranquila para resolver cada etapa com a devida atenção. Se o seu objetivo é simplesmente &#8220;dar conta do que tenho que fazer hoje&#8221;, você tem as competências necessárias e o contexto está precisando somente disso, está perfeito.</p>
<p>Porém, a pessoa pode organizar suas tarefas de uma maneira que ela não sabe se dará conta e isso pode ser muito bom para ela. Como assim? Ora, muitas vezes precisamos evoluir, aprender, ir além. Neste contexto é mais interessante usar concentração e uma dose adequada de incômodo para que você esteja mais atento e seja mais produtivo do que o seu normal. Nesta situação, em específico, organizar as tarefas de uma maneira muito cômoda pode ser contra produtivo porque a pessoa pode não estar no estado mental adequado para estar atenta aos detalhes do que a sua nova tarefa lhe confere.</p>
<p>Como você organiza suas tarefas? De que forma você usa sua mente?</p>
<p>Abraço</p>
<p>Visite nosso site: www.akimpsicologo.com.br</p>
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		<title>Psicossomática</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2013/09/09/psicossomatica/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Sep 2013 17:48:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
		<category><![CDATA[Corpo]]></category>
		<category><![CDATA[Doenças psicossomáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Medicina]]></category>
		<category><![CDATA[Mente]]></category>
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		<category><![CDATA[Psicossomática]]></category>
		<category><![CDATA[Psicoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Tenho algo muito bacana pra te contar que eu percebi estes dias. &#8211; O que foi? &#8211; Este ano eu não peguei nenhuma gripe! &#8211; Opa, que bom! Era comum você pegar? &#8211; Sim, todo ano eu tinha no mínimo do mínimo umas duas. E ficava de cama uns dois dias sempre. &#8211; Olhe &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2013/09/09/psicossomatica/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Psicossomática</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Tenho algo muito bacana pra te contar que eu percebi estes dias.<br />
&#8211; O que foi?<br />
&#8211; Este ano eu não peguei nenhuma gripe!<br />
&#8211; Opa, que bom! Era comum você pegar?<br />
&#8211; Sim, todo ano eu tinha no mínimo do mínimo umas duas. E ficava de cama uns dois dias sempre.<br />
&#8211; Olhe só que evolução!<br />
&#8211; Pois é! E sabe, acho que tem tudo a ver com eu estar bem este ano.<br />
&#8211; Ah é?<br />
&#8211; Sim, porque eu me sinto mais forte sabe? Então, não sei se tem a ver, mas acabou que eu não peguei gripe nenhuma.<br />
&#8211; Creio que alguma coisa tem a ver sim, você começou a praticar exercícios também não é?<br />
&#8211; Sim!<br />
&#8211; E a alimentação?<br />
&#8211; Melhorei também, na verdade foi uma das primeiras coisas que eu senti o efeito da terapia: me cuidar, principalmente da comida.<br />
&#8211; Perfeito!</p>
<p>A mente pode causar doenças?</p>
<p>Esta pergunta aparentemente simples envolve uma discussão enorme para a qual a ciência &#8211; nem a medicina, nem a psicologia &#8211;  ainda não possui uma resposta definitiva.<br />
Ocorre que o tema vai além da mera resposta: sim ou não. Existe no meio disso um &#8220;como&#8221; o processo ocorre. Aí o problema torna-se mais complexo ainda porque envolve uma questão filosófica sobre: o que de fato é a mente? (ela existe? ela é o nosso cérebro? ela reside na alma?) Ainda não temos uma resposta para esta pergunta, apenas várias e várias conjecturas sobre a natureza da mente e as possíveis relações dela com o corpo &#8211; e aqui até cabe a pergunta: a mente é, de fato, separada do corpo? Existem estas duas &#8220;coisas&#8221; uma chamada corpo e a outra mente ou tudo é uma coisa só?</p>
<p>Uma das formas de responder &#8211; de uma forma rápida para não me delongar num assunto que daria vários livros &#8211; a pergunta é  afirmar que tanto mente como corpo existem e que o fenômeno que chamamos de &#8220;mente&#8221; tem uma relação estreita com os processos que ocorrem no cérebro &#8211; talvez até o que chamamos de mente seja um &#8220;subproduto&#8221; desta atividade cerebral. Uma vez que adotamos esta ideia podemos pensar em como a mente influencia a saúde de qualquer pessoa &#8211; para o bem ou para o mal.<br />
Tomando esta ideia como base &#8211; uma vez que existem outras teorias &#8211; podemos pensar da seguinte forma: o sistema imunológico &#8211; responsável pela defesa e equilíbrio do organismo em relação à doenças &#8211; seria, de alguma forma influenciado pela atividade da mente &#8211; nossos pensamentos, emoções, crenças, relacionamentos e comportamento. A relação não é direta, mas sim indireta &#8211; a mente não teria uma atividade direta com o sistema imunológico &#8211; da seguinte forma: sabe-se que pensamentos e estados emocionais interferem em processos biológicos como batimento cardíaco, sudorese e estresse. Os sistemas envolvidos nestes processos (sistema nervoso autônomo e sistema endócrino) são mais diretamente afetados pelos nossos pensamentos e emoções e estes sistemas estão diretamente envolvidos com o sistema imunológico. Assim: nossas emoções, pensamentos e comportamentos afetariam o sistema nervoso autônomo e o sistema endócrino de maneira direta e esta influência afetaria o sistema imunológico, afetando, assim, a nossa disposição para doenças ou saúde.</p>
<p>Uma metáfora que se emprega para pensar o sistema imunológico é da identidade. Esta metáfora se dá porque a atividade deste sistema embora se pareça com a de um exército &#8211; defesa do organismo &#8211; se dá espelhando o que é conhecido e o que não é conhecido dentro do organismo. Em outras palavras o sistema de &#8220;defesa&#8221; só ataca aquilo que ele não reconhece como sendo do organismo, como se as células dissessem: &#8220;isso não sou eu&#8221;, portanto devo atacar.<br />
Assim sendo a questão do autoconhecimento poderia afetar a forma pela qual o sistema imunológico identifica o que é &#8220;eu&#8221; e o que não é &#8220;eu&#8221; através dos mecanismos acima citados. Este processo pode afetar a nossa saúde: resistência à doenças, recuperação de doenças, aumento da saúde, produção de células sanguíneas e outros. Reconhecer os sinais do corpo nos ajuda a aumentar o auto-conhecimento relacionado à nossa biologia, para que você entenda: muitas vezes já tive que mostrar para clientes que o &#8220;calorão&#8221; que ele sentia era apenas porque a respiração aumentou, que era algo normal e bom, esta pessoa pode incorporar o &#8220;calorão&#8221; no seu repertório de &#8220;eu&#8221; e agora, não mais ficaria atenta ou desconfiada do seu calorão. Antes ela via o &#8220;calorão&#8221; como algo ruim  e nocivo, quando, na verdade, era somente uma resposta muito saudável do seu organismo.</p>
<p>Aumentar o auto-conhecimento faria com que a pessoa organizasse melhor a sua auto-imagem com relação à processos naturais do organismo que mantém o seu equilíbrio e a deixaria atenta para o que afeta este equilíbrio para melhor &#8211; gerando mais saúde &#8211; ou para pior &#8211; debilitando o organismo. Desta forma a &#8220;mente&#8221; poderia interferir tanto biologicamente &#8211; afetando produção de células sanguíneas e de defesa, produção de hormônios e outros processos &#8211; como comportamentalmente deixando a pessoa mais envolvida com atitudes que melhorem a sua saúde: pratica de exercícios, melhoria na alimentação, relaxamento muscular, melhor escolha de relacionamentos e outros. E este é o viés que emprego na clínica para compreender e orientar as pessoas em relação à como sua saúde emocional influencia sua saúde biológica, como o cliente do exemplo acima demonstrou a relação que desenvolvemos com nós mesmos pode afetar a nossa saúde física e creio que a forma acima citada é um bom começo de conversa para sabermos &#8220;como&#8221; isto ocorre.<br />
Por fim gostaria de dizer aqui que todo o exposto é apenas mais uma ideia e não se trata de uma comprovação científica, afinal de contas não temos ainda um completo conhecimento do sistema imunológico e nem mesmo do que entendemos por &#8220;mente&#8221; e suas relações com o &#8220;corpo&#8221;. No entanto, é uma hipótese muito comentada no meio científico e tem feito sentido para muitos pesquisadores. Também quero deixar claro que o aspecto mental não é o único, existem aspectos genéticos e puramente biológicos nesta questão: um vírus continuará sendo um vírus. A psicossomática como o próprio nome diz envolve aspectos biológicos, emocionais, psíquicos, comportamentais e ambientais o que não nos permite cair em reducionismos. Portanto, alerto ao leitor: trate de sua saúde emocional, mas não a tenha como o único meio de obter saúde física, consulte sempre um médico quando tiver um problema de saúde, a mente pode afetar a nossa saúde, porém o biológico também tem o mesmo efeito e precisamos tratar com sabedoria os dois lados da equação.</p>
<p>Abraço<br />
visite nosso site: www.akimpsicologo.com.br</p>
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		<title>Atitude mental</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2013/02/06/atitude-mental/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Feb 2013 16:07:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
		<category><![CDATA[Aprendizagem]]></category>
		<category><![CDATA[Atitude Mental]]></category>
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		<category><![CDATA[Psicoterapia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Pois é Akim, eu fico com este ciúmes besta e preciso me livrar disso sabe? &#8211; Claro que sim, eu gostaria que você fizesse um pequeno exercício durante esta semana, pode ser? &#8211; Claro que pode! &#8211; Nós vamos fazer aqui inicialmente e depois você vai praticar isso em casa tá bem? &#8211; Certo! &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2013/02/06/atitude-mental/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Atitude mental</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br/2013/02/06/atitude-mental/">Atitude mental</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br">Akim Neto Psicólogo Clínico</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Pois é Akim, eu fico com este ciúmes besta e preciso me livrar disso sabe?</p>
<p>&#8211; Claro que sim, eu gostaria que você fizesse um pequeno exercício durante esta semana, pode ser?</p>
<p>&#8211; Claro que pode!</p>
<p>&#8211; Nós vamos fazer aqui inicialmente e depois você vai praticar isso em casa tá bem?</p>
<p>&#8211; Certo!</p>
<p>&#8211; Eu quero que você se lembre da última vez em que sentiu-se com ciúmes</p>
<p>&#8211; Ok</p>
<p>&#8211; Lembre agora da fantasia que você criou que te deu ciúmes.</p>
<p>&#8211; Certo eu fiquei imaginando que ela estava atrasada porque estava com um outro cara</p>
<p>&#8211; Ótimo, perfeito! Eu quero agora que você imagine esta cena em que ela está com um outro cara de modo que você está vendo o cara de costas certo?</p>
<p>&#8211; Tá!</p>
<p>&#8211; Agora eu quero que você, aos poucos, ande pela cena até poder ver o rosto do cara</p>
<p>&#8211; Ok, estou quase lá!</p>
<p>&#8211; Excelente, quando você finalmente consegue ver o rosto, você vê o seu próprio rosto!</p>
<p>&#8211; Ã?</p>
<p>&#8211; Isso mesmo! Você vai fazer isso em casa com as suas fantasias e depois vai fazer ao vivo e vai imaginar com profundidade o que &#8220;este cara&#8221; faz que seduz a sua mulher.</p>
<p>&#8211; Ã&#8230; tá bem&#8230;</p>
<p>(uma semana depois)</p>
<p>&#8211; E então, como foi?</p>
<p>&#8211; Estranho pra caramba&#8230; mas eu tive um final de semana ótimo&#8230;</p>
<p>&#8211; Que bom!</p>
<p>&#8211; Pois é&#8230; eu ficava imaginando o tal cara e quando eu colocava a minha cara lá e me via fazendo um monte de coisas aconteceu um negócio estranho&#8230; comecei a me comportar de uma forma diferente com a minha mulher!</p>
<p>&#8211; Excelente! Parabéns! E, pelo jeito, pra melhor não é?</p>
<p>&#8211; Cara&#8230; sim&#8230; estou muito menos inseguro, quando me sinto assim faço logo o exercício e aprendi que posso aprender com o meu ciúmes e que eu sou um cara mais legal que eu acho que sou.</p>
<p>&#8211; Que ciúmes bom hein?</p>
<p>&#8211; Ótimo! (Risos)</p>
<p>Atitude mental: o que imaginamos e como imaginamos.</p>
<p>Nossa mente não distingue real de imaginário, muitas pessoas após verem um filme de terror ficam com medo de que o monstro as pegue, que o fantasma vá lhes fazer mal, isso tudo porque a mente não faz diferença entre o que está na tela e o que é real. Sabemos conscientemente que existe uma diferença, no entanto uma vez que a informação entra na mente para ela aquilo é o real.</p>
<p>O caso do ciúme é um ótimo exemplo disso. Mesmo que o conjugue seja 100% fiel o que importa é o que o ciumento coloca em sua mente. O alvo do ciúme pode andar com uma câmera na cabeça o dia todo, isso não satisfaz o ciumento, pois ele colocou em sua mente uma imagem na qual ele está sendo traído e, portanto, acaba por viver aquela fantasia tal como se fosse real.</p>
<p>O mesmo ocorre quando uma pessoa está se preparando para uma prova, inciar um casamento ou uma competição ou para qualquer situação na qual a pessoa visualize o que vai ocorrer ou o que ela quer que ocorra &#8211; ou o que ela teme que ocorra. Quando tememos algo e imaginamos isso passamos pelo mesmo processo, mesmo que não seja real, vivemos o medo como real e começamos a orientar a nossa atenção, nossa percepção para qualquer detalhe que venha a validar a nossa fantasia e, então, passamos a nos comportar de acordo com o que estamos vivendo em nossas mentes e &#8211; agora &#8211; em nossa &#8220;realidade&#8221;.</p>
<p>Mudar a atitude mental é começar a inserir novos elementos em nossa realidade subjetiva ou percebê-la de uma nova forma. Assim como no caso acima em que solicitei que o ciumento visse a si próprio como o amante de sua esposa, um verdadeiro nó no cérebro da pessoa que começa a ter vários efeitos que mudam a realidade interna vivenciada pela pessoa, geralmente muda, também, a realidade &#8220;externa&#8221; ou seja os comportamentos que a pessoa tem e os resultados que ela consegue no mundo.</p>
<p>Abraço</p>
<p>Visite nosso site: www.akimpsicologo.com.br</p>
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