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	<title>Arquivos percepção - Akim Neto Psicólogo Clínico</title>
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		<title>Porque a realidade importa?</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2020/04/24/porque-a-realidade-importa/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Apr 2020 11:00:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
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		<category><![CDATA[Psicoterapia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Eu não sei mais o que fazer. &#8211; Em relação à que? &#8211; Como assim? &#8211; Em relação ao que você não sabe mais o que fazer? &#8211; Essa situação toda! Não aguento mais me sentir assim! &#8211; O que precisa mudar nessa &#8220;situação toda&#8221;? &#8211; Eu não sei o que você quer que &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2020/04/24/porque-a-realidade-importa/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Porque a realidade importa?</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Eu não sei mais o que fazer.</p>
<p>&#8211; Em relação à que?</p>
<p>&#8211; Como assim?</p>
<p>&#8211; Em relação ao que você não sabe mais o que fazer?</p>
<p>&#8211; Essa situação toda! Não aguento mais me sentir assim!</p>
<p>&#8211; O que precisa mudar nessa &#8220;situação toda&#8221;?</p>
<p>&#8211; Eu não sei o que você quer que eu diga!</p>
<p>&#8211; Não quero nada, não sou eu quem manda na situação.</p>
<p>&#8211; E você quer dizer que eu mando?</p>
<p>&#8211; O seu comportamento afeta isso tudo, não afeta?</p>
<p>&#8211; Não gosto de pensar nisso.</p>
<p>&#8211; O que acontece quando você pensa nisso?</p>
<p>&#8211; Me sinto mal com o que eu faço.</p>
<p>&#8211; E o que você faz com esse sentimento?</p>
<p>&#8211; Eu faço outra coisa, não gosto de me sentir assim&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Muitas pessoas buscam terapia com um discurso de &#8220;quero mudar&#8221;. Porém, muitas vezes &#8220;quero mudar&#8221;, significa apenas: &#8220;quero que as circunstâncias mudem&#8221;. Essa diferença entre o desejo e o discurso, muitas vezes é fruto do fato da pessoa não conseguir lidar muito bem com a consequência de seus atos.</p>
<p><span id="more-7629"></span></p>
<p>O desejo de alcançar resultados diferentes mantendo os mesmos comportamentos no mesmo contexto é uma piada já conhecida. Muito embora ela sempre soe cômica quando exposta, permanece em nossa cultura. Ocorre que existe um problema de foco e de leitura de realidade que nos impede de ver o óbvio: as consequências de nosso comportamento. Desvia-se o foco para os outros, as circunstâncias e até mesmo postula-se uma suposta &#8220;impotência&#8221; diante de algo apenas para fugir de um ponto fundamental: a responsabilidade.</p>
<p>Neste ponto, a realidade, ou seja, os fatos diretos são importantes. Embora exista muito relativismo dentro das áreas humanas, todo psicoterapeuta sabe que é uma característica muito comum de toda neurose ou comportamento inadequado a profunda recusa em ver o real. Porque? De maneira simplista, pelo fato de que ao me deparar com o real, os caminhos se abrem. Quando nos atemos ao que fazemos e aos resultados que estes comportamentos geram, nos tornamos lúcidos sobre nosso real impacto em nossa própria vida.</p>
<p>O que nos faz fugir disso, então? Exatamente o fato de não desejarmos ver.  Embora soe paradoxal, esta é a verdade quando estamos &#8220;emaranhados&#8221;: buscamos apenas aquilo que nos mantém ali. Evitamos aquilo que nos ajuda. Olhar para aquilo que nos liberta significa também assumir que a realidade não é &#8211; e não será &#8211; exatamente aquilo que queremos: uma abundância onde tudo o que precisamos fazer é desejar e esperar. O real cobra seu preço pela realização de nossos desejos e apenas quem está disposto a pagar por isso poderá ter acesso à esse &#8220;manjar&#8221;.</p>
<p>Então surge o impasse: perder a ilusão que mantenho sobre eu e o mundo, sobre como as coisas &#8220;deveriam&#8221; funcionar &#8211; para que eu continue deitado em berço esplêndido &#8211; ou olhar a realidade, suas funções e limitações e agir de acordo com estas regras? Embora libertária, a realidade é também limitante. É no limite do real que encontramos a força para nos libertar, mas é exatamente este o preço que é difícil para muitos de pagar pois envolve um compromisso com os fatos.</p>
<p>A medida em que os fatos recebem lugar dentro de nosso universo psíquico, conseguimos, aos poucos, organizar uma imagem mais realista de quem somos. A grande sacada da maior parte das pessoas nesse sentido é que a medida em que se limitam e agem de acordo com estes limites &#8211; respeitando, assim, a realidade &#8211; elas também se sentem mais fortes e conseguem resolver melhor seus problemas. Até agora, falei do preço cobrado pelo real, mas o produto, por assim dizer, é este a liberdade de realmente ser quem se é.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Vida sem sentido (?)</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2016/05/09/vida-sem-sentido/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 May 2016 10:51:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
		<category><![CDATA[Auto Expressão]]></category>
		<category><![CDATA[Depressão]]></category>
		<category><![CDATA[Existencialismo]]></category>
		<category><![CDATA[percepção]]></category>
		<category><![CDATA[Sentido da vida]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mestre, qual o sentido da vida? &#8211; O cheiro de uma flor. &#8211; Entendo, entendo, mas eu preciso de algo mais concreto e não dessas metáforas. &#8211; Ah entendi, você quer uma resposta mais concreta para entender? &#8211; Sim, isso mesmo. &#8211; Ah, ok. Então, preste atenção: o sentido da vida é o cheiro &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2016/05/09/vida-sem-sentido/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Vida sem sentido (?)</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mestre, qual o sentido da vida?</p>
<p>&#8211; O cheiro de uma flor.</p>
<p>&#8211; Entendo, entendo, mas eu preciso de algo mais concreto e não dessas metáforas.</p>
<p>&#8211; Ah entendi, você quer uma resposta mais concreta para entender?</p>
<p>&#8211; Sim, isso mesmo.</p>
<p>&#8211; Ah, ok. Então, preste atenção: o sentido da vida é o cheiro de uma flor.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Adoro quando um cliente me diz que as coisas que ele faz não tem sentido. Adoro porque ele está absolutamente certo, as coisas, em si não tem sentido mesmo, somos nós quem damos sentido à elas, porém experienciar isso pode ser muito desorientador, porque será?</p>
<p><span id="more-5255"></span></p>
<p>Queremos que a vida tenha sentido. Pensamos durante muito tempo que isso vinha de uma necessidade de organizar o mundo de várias maneiras e que encontrar um sentido para a vida era algo importante para completar esta tarefa. Porém, de um outro ponto de vista, pode-se pensar que o desejo do sentido da vida seja, na verdade, uma questão de dependência que temos para com a existência.</p>
<p>Queremos que a vida tenha sentido para termos ondo nos apoiar, não no sentido de organizar nossa vida, mas no sentido de nos dar motivação. A necessidade da vida ter algum sentido não organiza a experiência, organiza a motivação, diz o que pode e o que não pode ser desejado, assim, queremos que a vida tenha sentido para sabermos como lidar com o nosso desejo.</p>
<p>A experiência desorientadora que várias pessoas tem em relação a darem sentido as suas existências se dá pelo fato de não conseguirem organizar o seu próprio desejo. Em termos mais simples, a percepção de que elas podem desejar &#8220;à vontade&#8221; e com isso organizarem seus próprio mundo é por demais expansiva para elas. O desejo, neste momento é &#8220;leve&#8221; demais.</p>
<p>Não se trata de fazer o que se quer, mas sim de desejar aquilo que o desejo traz. É comum que nossa ligação com o nosso desejo seja repleta de armadilhas psíquicas e sentimentos conflitantes, por este motivo, quando o desejo se mostra e percebe-se que é possível desejá-lo a pessoa entra em uma espécie de colapso. Fazendo uma metáfora tosca é como se depois de 80 anos gastando só 3000 por mês, alguém lhe dissesse que os outros 5000 que ficam na conta também são seus para gastar como quiser.</p>
<p>Queremos que a vida tenha sentido para não assumirmos o sentido que queremos dar à vida. É mais fácil jogar nas costas da &#8220;vida&#8221; (o que é isso mesmo?) o peso daquilo que sentimos. Assumir o sentido que vemos na nossa experiência é uma vivência de fascínio.</p>
<p>Porém, minha percepção de &#8220;fascínio&#8221; não é romântica, é trágica. A fascinação envolve dois elementos ao mesmo tempo: o terror e a admiração. Percebo como isso faz sentido quando meus clientes me dizem que entenderam o sentido que querem dar às suas vidas, que se sentem bem com isso, felizes e mais calmos&#8230; &#8220;mas ao mesmo tempo Akim, dá um medo isso sabe?&#8221;.</p>
<p>Sim, claro que sei, porque você está fascinado, e fascínio nos coloca diante de uma maravilha que é, ao mesmo tempo, admirável e aterrorizante. A admiração provém da beleza e das capacidades da coisa que é vista, o terror vem pelo fato de que o que é visto está além da compreensão, nos mostra algo além do nosso cotidiano.</p>
<p>O monstro é um &#8220;abridor de portas&#8221;, em uma das raízes da palavra encontramos que monstro é &#8220;aquele que mostra&#8221;, em outra delas que é &#8220;aquele que mostra o caminho&#8221;. Por isso ele é admirável, ele mostra as maravilhas do universo, nos apresenta à algo desconhecido e, ao mesmo tempo, é aterrorizador pelo fato de nos fazer perceber que há este universo, que o desconhecido existe.</p>
<p>Trazendo a analogia para o tema do sentido da vida, é monstruoso perceber que a vida, em si, não tem sentido, não chega nem a ser uma tábula em branco para escrevermos, pois isso já diz que ela precisa ser escrita. Não, ela é ainda mais cruel e nos aponta que nem mesmo é necessário um sentido para a vida. Ela mostra aquilo que não desejamos ver: que a existência é tão absurdamente infinita que você pode olhar à ela e apreender aquilo que desejar, ao mesmo tempo o horror de perceber que existir exige esforço.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Sair do quadrado</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2016/03/21/sair-do-quadrado/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Mar 2016 13:28:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
		<category><![CDATA[Aprendizagem]]></category>
		<category><![CDATA[Auto percepção]]></category>
		<category><![CDATA[Auto-confiança]]></category>
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		<category><![CDATA[percepção]]></category>
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		<category><![CDATA[Vida]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Eu não aguento mais essas minhas histórias. Imagino&#8230; deve estar entendiado de cair sempre no mesmo buraco. De fato! O que eu devo fazer? Porque não pensa em cosias diferentes? Como assim? Sobre você mesmo oras&#8230; algumas vezes me disse que tem coisas que te falam, mas você nem perde seu tempo&#8230; que tal perder &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2016/03/21/sair-do-quadrado/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Sair do quadrado</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<ul>
<li>Eu não aguento mais essas minhas histórias.</li>
<li>Imagino&#8230; deve estar entendiado de cair sempre no mesmo buraco.</li>
<li>De fato! O que eu devo fazer?</li>
<li>Porque não pensa em cosias diferentes?</li>
<li>Como assim?</li>
<li>Sobre você mesmo oras&#8230; algumas vezes me disse que tem coisas que te falam, mas você nem perde seu tempo&#8230; que tal perder um pouco?</li>
<li>Você concorda com o que dizem de mim?</li>
<li>Não sei porque você não me contou direito, mas sei que indo por este caminho podemos pensar em coisas diferentes da sua rotina não é?</li>
<li>Isso pode ser verdade&#8230;</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p>Talvez um dos grandes desafios dos terapeutas seja o de ajudar a pessoa a encarar a sua vida de uma maneira que possibilite ela a fazer mudanças. Quando as pessoas, em terapia, começam a compreender que se elas se mantiverem pensando da mesma maneira que sempre pensaram, elas não vão conseguir muitas mudanças elas também começam a se perguntar &#8220;ok, mas como tenha que pensar?&#8221;</p>
<p>Não acredito numa maneira &#8220;certa&#8221; ou &#8220;errada&#8221; de se pensar, por outro lado fica evidente que, dependendo do que a pessoa deseja, existem formas mais ou menos adequadas ou úteis. Quando digo &#8220;pensar&#8221; não me refiro apenas à reflexão lógica e consciente, mas também à maneira pela qual a pessoa vê à si mesma dentro do problema, se ela percebe a situação como mutável ou não, se ela percebe a maneira pela qual contribui para a manutenção do problema e como ela pode contribuir para a construção da solução.</p>
<p>É importante aprendermos a mudar nossas referências sobre o que pensamos e sobre o que vivemos. A &#8220;arte&#8221; de fazer isso é muito simples. Significa fazer-se a pergunta &#8220;e se não fosse assim?&#8221; ou &#8220;de que outra forma posso pensar sobre isso?&#8221;. Aprender a fazer-se estas perguntas, e nutrir respostas verdadeiras &#8211; ou seja, aquelas nas quais a pessoa se compromete com as respostas que cria &#8211; traz ampliação da sua percepção pessoal.</p>
<p>Somos acostumados a ter a nossa visão sobre nós mesmos e a achar que a nossa visão é a única e, pior que isso, a melhor possível. Nem sempre vemos tudo aquilo que podemos ver e, por esta razão &#8211; nem sempre formamos as explicações sobre quem somos e como funciona o mundo que poderíamos organizar. Daí o valor de uma terpia que pode ajudar você à ampliar a sua percepção de si, enxergar o mesmo problema por vários ângulos afim de encontrar um que seja mais útil ao seu momento de vida e aos seus objetivos.</p>
<p>Ouse imaginar você mesmo de formas diferentes. Tente imaginar o que você imaginava sobre você na infância, na adolescência e vida adulta e veja o que existe de diferença entre estes momentos. Pergunte-se o que você, hoje, pode não estar imaginando sobre você mesmo. O que você, hoje pode estar deixando de lado ou nem sequer considerando? Tente pensar naqueles pontos de vista que você não gosta ou que sente que não são adequados, eles podem trazer boas ideias.</p>
<p>Saia do quadrado.</p>
<p>Abraço</p>
<p>Visite nosso site: www.akimpsicologo.com.br</p>
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		<item>
		<title>8 ou 80?</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2016/01/29/8-ou-80/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 Jan 2016 08:52:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
		<category><![CDATA[Controle]]></category>
		<category><![CDATA[Critérios]]></category>
		<category><![CDATA[Emoções]]></category>
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		<category><![CDATA[Psicólogo Curitiba]]></category>
		<category><![CDATA[Psicoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde mental]]></category>
		<category><![CDATA[Vida]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Eu não consigo Akim. &#8211; Eu sei. Pensar de uma outra maneira é algo muito difícil para você. &#8211; Sim. &#8211; Como você faz para pensar de forma tão rígida? &#8211; Como assim? &#8211; Qual a maneira pela qual você cria este pensamento rígido? &#8211; Não sei. &#8211; Então reflita. Você é daqueles tipo &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2016/01/29/8-ou-80/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">8 ou 80?</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Eu não consigo Akim.</p>
<p>&#8211; Eu sei. Pensar de uma outra maneira é algo muito difícil para você.</p>
<p>&#8211; Sim.</p>
<p>&#8211; Como você faz para pensar de forma tão rígida?</p>
<p>&#8211; Como assim?</p>
<p>&#8211; Qual a maneira pela qual você cria este pensamento rígido?</p>
<p>&#8211; Não sei.</p>
<p>&#8211; Então reflita.</p>
<p>Você é daqueles tipo 8 ou 80? Que ou é de um jeito ou não é? O que se esconde atrás de tal atitude por vezes tão útil e por vezes tão inadequada é o tema do post de hoje.</p>
<p><span id="more-5026"></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Todos nós temos um &#8220;modelo de mundo&#8221;, ou seja, uma maneira particular pela qual percebemos e valorizamos o que existe no mundo, assim como aquilo que &#8220;vemos&#8221; no mundo. Elementos que não estão representados em nosso modelo de mundo não são analisados pela consciência, eles &#8220;não existem&#8221;, mesmo que &#8220;existam&#8221;. É óbvio dizer que cada um possui o seu e que compartilhamos um modelo de mundo social com elementos que são comuns à praticamente todas as pessoas.</p>
<p>Dificilmente temos um modelo fixo da realidade, nossas experiências vão nos mostrando partes do mundo que não pensávamos existir, mudanças de comportamento tanto nossas quanto dos outros nos fazem refletir sobre o que achávamos do mundo. As inconstâncias da vida, de forma geral, são responsáveis por nos fazer ampliar, recortar e modificar o modelo de mundo ao longo dos anos.</p>
<p>Por este motivo acima é que a maneira pela qual criamos o modelo é tão importante quanto o modelo em si. Se dou muito valor ao meu modelo e dificilmente me proponho a atualizá-lo, posso passar uma vida inteira tentando fugir de novidades e mudanças apenas para manter aquele modelo vivo. Por outro lado se sou flexível demais posso acabar confuso em relação à maneira pela qual vejo o mundo e nunca agindo com medo de um mundo muito mutante.</p>
<p>Pessoas que são 8 ou 80, em geral tem uma maneira de se relacionar com o seu modelo de mundo que é &#8220;ou/ou&#8221;. Elas desenham o modelo e se perguntam: isso que estou vendo na realidade está no modelo? Ou sim ou não. Se sim, a pessoa faz algo com aquilo se não faz outro algo. &#8220;Ou me agrada ou acho que estou sendo feito de idiota&#8221;, é um modelo no qual a pessoa idealiza agrados e valoriza isso como alguém que a considera, a ausência de agrados significa necessariamente ser feito de idiota.</p>
<p>Essas respostas no estilo ou/ou e a baixa flexibilidade na maneira de interpretar o que ocorre no mundo é o que torna as pessoas 8 ou 80. No caso que citei,, por exemplo, a pessoa refletia exatamente sobre isso: estar ou não sendo feita de idiota. Qual era o critério? Serviço não entregue no dia. Porém, o serviço precisava de tempo bom e estava uma semana chuvosa. Com raiva de estar sendo passada para trás a pessoa reclamou e o jardineiro disse que não tinha como fazer um bom serviço num dia de chuva.</p>
<p>Aceitar que isso poderia existir era o problema. No modelo de mundo dela prazos são elementos &#8220;sagrados&#8221; e era muito baixa a percepção dela de que algo poderia não estar dentro da agenda. Tentar elaborar um modelo de mundo no qual atrasos são possíveis e concretizar os critérios que ajudariam a pessoa a perceber quando está &#8220;ok&#8221; um atraso e quando o atraso é um sinal de &#8220;ser passado para trás&#8221; foram alguns dos elementos que trabalhamos para ajudar a pessoa a ficar em paz com o jardineiro.</p>
<p>Por outro lado, ser 8 ou 80 pode ser muito útil também. É o caso de situações em que você não pode mesmo abrir brechas e ter este pensamento digital é muito importante. Controle de qualidade, por exemplo, é uma situação na qual é ou não é, não se pode ter meios termos.</p>
<p>E você, no que é 8 ou 80?</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Como você sabe que sabe?</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2015/08/24/como-voce-sabe-que-sabe/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Aug 2015 14:53:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Crises]]></category>
		<category><![CDATA[Emoções]]></category>
		<category><![CDATA[expressar]]></category>
		<category><![CDATA[Mudança]]></category>
		<category><![CDATA[percepção]]></category>
		<category><![CDATA[Psicoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[Vida]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mas sabe, eu não sinto que sou querida lá no grupo. Ah é, o que te faz saber disso? Ah, não sei, o pessoal não fica falando com você sabe? Sim. Então, é isso. E você fala com eles? Também não né? Porque? Porque eles não falam comigo. Hum, então se eles não falam é &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2015/08/24/como-voce-sabe-que-sabe/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Como você sabe que sabe?</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.akimpsicologo.com.br/blog/wp-content/uploads/2015/06/como-vocc3aa-sabe-que-sabe.jpg"><img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-3426" src="http://www.akimpsicologo.com.br/blog/wp-content/uploads/2015/06/como-vocc3aa-sabe-que-sabe.jpg" alt="Como você sabe que sabe" width="426" height="293" /></a></p>
<ul>
<li>Mas sabe, eu não sinto que sou querida lá no grupo.</li>
<li>Ah é, o que te faz saber disso?</li>
<li>Ah, não sei, o pessoal não fica falando com você sabe?</li>
<li>Sim.</li>
<li>Então, é isso.</li>
<li>E você fala com eles?</li>
<li>Também não né?</li>
<li>Porque?</li>
<li>Porque eles não falam comigo.</li>
<li>Hum, então se eles não falam é porque não te querem bem. Então, usando a sua lógica você não os quer bem.</li>
<li>Não, nada a ver!</li>
<li>Mas você não fala com eles.</li>
<li>Hum&#8230; é verdade&#8230;</li>
<li>Será que eles não falam com você porque são tímidos? Porque são &#8220;curitibocas&#8221;? Ou simplesmente porque você também não fala?</li>
<li>Pode ser&#8230;</li>
<li>Será que necessariamente eles não falarem com você tem que significar que não te querem bem?</li>
<li>Não&#8230; pensando assim não&#8230;</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p>Dizer que a realidade é subjetiva não quer dizer que ela não possa ser conhecida. O que faz você saber que o real é real?</p>
<p>Esta pergunta parece estranha na primeira vez que nos fazemos ela. Nunca paramos para pensar no que nos faz saber daquilo que afirmamos saber. Muitas vezes, nossos problemas estão exatamente aí. O que nos acontece está ligado com a maneira pela qual vemos isso. Nossa percepção não é passiva, mas ativa. Isso significa que bloqueamos pedaços de informação e damos valor à outros. Estas preferências é o que, de fato, constitui a nossa percepção do mundo e, com isso, criamos a nossa realidade.</p>
<p>A questão é que a maneira pela qual nossas lentes estão ajustadas nem sempre está consciente para nós e tomamos nossas decisões com base naquilo que percebemos. Assim sendo podemos ter feito ajustes inadequados em nossas lentes e, com isto estar vendo demais, de menos, com distorções, de maneira opaca ou nebulosa. É quando nos perguntamos &#8220;como sabemos que sabemos disso&#8221; que começamos a perceber com que tipo de lente estamos vendo o mundo.</p>
<p>Os critérios que usamos para viver a experiência, nossas prioridades e com isso nos comportarmos no mundo. Como você sabe que é amado, por exemplo? Quais são os detalhes da sua experiência com alguém que te permitem dizer &#8220;sou amado&#8221;? São comportamentos, expectativas de comportamento que nos fazem perceber que alguém nos ama. Afinal de contas, nunca temos acesso direto às emoções de ninguém &#8211; nem das nossas às vezes.</p>
<p>Como você sabe que pode confiar em você? Quais são os detalhes do teu comportamento, da maneira pela qual você cria e segue as suas regras que te fazem sentir que pode confiar no seu próprio comportamento? Estes trechos tem a ver não apenas com a ação, mas com a congruência entre a ação e o pensamento, ou seja, se penso, ajo e sinto de uma mesma maneira. A convergência destes três elementos, em geral nos traz a sensação de confiança, pois atingimos nossos resultados e sabemos que eles tem a ver com a nossa moral.</p>
<p>Determinar &#8220;como sei que sei&#8221; é determinar todos estes critérios e perceber se eles estão convergindo ou divergindo da sua experiência de vida. Ou seja, se pretendo descansar, mas marco um final de semana cheio de atividades, não estou convergindo para aquilo que percebo como uma experiência de tranquilidade. Da mesma maneira as pessoas vivem suas vidas inteiras buscando algo, mas sem estar atento aos critérios que realmente são importantes para atingir estas metas.</p>
<p>Abraço</p>
<p>Visite nosso site: www.akimpsicologo.com.br</p>
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		<title>O tempo cura! (cura?)</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2015/04/15/o-tempo-cura-cura/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Apr 2015 11:50:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
		<category><![CDATA[Amor próprio]]></category>
		<category><![CDATA[Aprendizagem]]></category>
		<category><![CDATA[foco]]></category>
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		<category><![CDATA[Modelo de mundo]]></category>
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		<category><![CDATA[percepção]]></category>
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		<category><![CDATA[Psicoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[Rejeição]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Tempo]]></category>
		<category><![CDATA[Vida]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ah Akim&#8230; eu não sei direito&#8230; É difícil este tema pra ti né? Está sentindo isso como uma perda? Sim! Eu perdi ela mesmo&#8230; não percebi o que estava acontecendo&#8230; mas sei lá&#8230; deixa assim&#8230; uma hora passa. Sei&#8230; é um jeito de encarar. O tempo sabe? Acredito muito nisso. No que? Que o tempo &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2015/04/15/o-tempo-cura-cura/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">O tempo cura! (cura?)</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.akimpsicologo.com.br/blog/wp-content/uploads/2015/04/download-22.jpg"><img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-3221" src="http://www.akimpsicologo.com.br/blog/wp-content/uploads/2015/04/download-22.jpg" alt="download (22)" width="252" height="200" /></a></p>
<ul>
<li>Ah Akim&#8230; eu não sei direito&#8230;</p>
</li>
<li>
<p>É difícil este tema pra ti né? Está sentindo isso como uma perda?</p>
</li>
<li>
<p>Sim! Eu perdi ela mesmo&#8230; não percebi o que estava acontecendo&#8230; mas sei lá&#8230; deixa assim&#8230; uma hora passa.</p>
</li>
<li>
<p>Sei&#8230; é um jeito de encarar.</p>
</li>
<li>
<p>O tempo sabe? Acredito muito nisso.</p>
</li>
<li>
<p>No que?</p>
</li>
<li>
<p>Que o tempo ajuda a curar as coisas.</p>
</li>
<li>
<p>Sim, ou a gangrenar também&#8230; afinal você ficou um bom tempo sem perceber o que aconteceu na sua relação e ela terminou.</p>
</li>
<li>
<p>Pô&#8230; precisa falar assim?</p>
</li>
<li>
<p>Para te colocar em contato com o real? Sim! Não gosto, mas preciso&#8230;</p>
</li>
<li>
<p>Tá&#8230; é foda, mas você tá certo&#8230; é que eu não gosto disso&#8230;</p>
</li>
<li>
<p>Eu sei, eu sei&#8230;.</p>
</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p>O tempo cura. Ouvi esta frase inúmeras vezes na clínica ao longo dos anos. Conclusões? Sim, algumas que compartilho com o leitor aqui.</p>
<p>O tempo cura? Não!</p>
<p>O que o tempo faz? Várias coisas e elas podem ajudar você a se curar ou a se enterrar ainda mais profundamente. Em primeiro lugar precisamos entender  o que se quer dizer com &#8220;o tempo cura&#8221;: não é o &#8220;tempo&#8221; em si, porque o &#8220;tempo&#8221; não é uma entidade metafísica que se materializa e bate na sua cabeça te curando de alguma coisa. Assim o que se quer dizer com esta frase é que a passagem do tempo cura, ou seja, o passar dos dias, meses e anos tem um efeito curativo e/ou terapêutico. Se isso fosse verdade não existiriam traumas! O que acontece na infância ou na adolescência seria &#8220;curado&#8221; e todos viveriam felizes depois de um mês ou dois. Obviamente a vida não é assim.</p>
<p>O passar do tempo é algo que proporciona alguns elementos: perspectiva e tempo de habituação. A passagem do tempo faz com que consigamos ver um determinado acontecimento em perspectiva temporal distinta. Olhar para uma briga que tivemos ontem no dia de hoje é diferente de olhar a mesma briga daqui a um ano. Os elementos que realmente ficam em evidência são distintos e muitas vezes aprendemos algo ao longo do caminho que classifica a briga como idiota.</p>
<p>A habituação é o efeito de tornarmos comum uma determinada rotina ao longo do tempo. Sabemos que hábitos, por exemplo, precisam de um tempo de pelo menos 3 meses para se solidificarem. Assim sendo quanto mais passa o tempo, mais tendemos a assumir um determinado comportamento ou ponto de vista caso a repetição deste comportamento esteja presente.</p>
<p>E é aí que afirmo que o tempo não cura. Habituar-se e ter perspectiva de longo prazo podem ser elementos que servem tanto para o &#8220;bem&#8221; (ou &#8220;cura&#8221;) quanto para o &#8220;mal&#8221; (ou &#8220;ferida&#8221;). Pode-se, por exemplo, criar o hábito ao longo do tempo de remoer a dor que se sentiu durante uma briga. Assim todos os dias penso na dor que senti quando uma pessoa me feriu e crio este hábito. Junto com isso a pessoa pode ficar vendo a perspectiva de longo prazo prestando atenção em quanto tempo faz que a pessoa o feriu &#8220;e nem me pediu desculpas ainda&#8221;. Obviamente esta maneira de &#8220;passar o tempo&#8221; não vai ajudar a curar nada!</p>
<p>Por outro lado, quando percebo que a pessoa busca compreender a sua situação atual e adaptar-se à ela, sei que o tempo irá ajudar. Quando busca olhar o passado e tentar aprender com ele e enriquecer a sua vida e suas experiências, entendo que a pessoa está criando um hábito que ira ajudar: aprender e evoluir. Muitas pessoas fazem isso: olham para o passado com uma &#8220;distância quente&#8221; e buscam novos pontos de vista sobre ele que possam ajudar ela a crescer e a compreender a sua própria história. Quando fazem isso o tempo ajuda e muito, pois estes hábitos tendem a se solidificar, como já afirmei acima, e, com isso, a pessoa desenvolve e solidifica um hábito muito positivo.</p>
<p>E você? Se afunda na dor ou busca novos horizontes mesmo no seu passado?</p>
<p>Abraço</p>
<p>Visite nosso site: www.akimpsicologo.com.br</p>
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		<title>Insensibilidade</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2014/12/31/insensibilidade/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 31 Dec 2014 12:01:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Aprendizagem]]></category>
		<category><![CDATA[Auto-estima]]></category>
		<category><![CDATA[futuro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ai Akim&#8230; não quero mais sentir nada disso. Porque? Dói demais sabe? Sim&#8230; sei. Está demais para você nesse momento? Eu acho que sim. Então, porque não se dá um descanso? Como assim? Pare um pouco, relaxe e depois voltamos a trabalhar com isso? Dá? Bem, se está demais para você&#8230; é melhor do que &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2014/12/31/insensibilidade/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Insensibilidade</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.akimpsicologo.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/12/121212312312e2e2.jpg"><img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-2762" src="http://www.akimpsicologo.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/12/121212312312e2e2.jpg" alt="121212312312e2e2" width="222" height="227" /></a></p>
<ul>
<li>Ai Akim&#8230; não quero mais sentir nada disso.</p>
</li>
<li>
<p>Porque?</p>
</li>
<li>
<p>Dói demais sabe?</p>
</li>
<li>
<p>Sim&#8230; sei. Está demais para você nesse momento?</p>
</li>
<li>
<p>Eu acho que sim.</p>
</li>
<li>
<p>Então, porque não se dá um descanso?</p>
</li>
<li>
<p>Como assim?</p>
</li>
<li>
<p>Pare um pouco, relaxe e depois voltamos a trabalhar com isso?</p>
</li>
<li>
<p>Dá?</p>
</li>
<li>
<p>Bem, se está demais para você&#8230; é melhor do que &#8220;não sentir&#8221;, afinal estas sensações te ajudaram um bocado não?</p>
</li>
<li>
<p>É&#8230; é verdade&#8230; é que dói&#8230;</p>
</li>
<li>
<p>Sim, mas é importante saber lidar com isso ao invés de simplesmente fugir.</p>
</li>
<li>
<p>Verdade&#8230;</p>
</li>
</ul>
<p>&#8220;Ser sensível à&#8221; significa a capacidade de perceber determinado elementos através dos órgãos do sentido. A perda de sensibilidade é visto como um problema na área médica pois o órgão está tendo sua função diminuída. Em outras palavras: os olhos são sensíveis à luz, eles percebem o estímulo luminoso e transformam estas informações no que vemos. Se os olhos estão insensíveis à luz eles não podem mais nos dar o que vemos.</p>
<p>A questão é que, cada vez mais as pessoas buscam pela insensibilidade. Vejo nos noticiários e ouço no meu consultório a demanda cada vez mais crescente sobre &#8220;não sentir dor&#8221;, &#8220;não sentir tristeza&#8221;, enfim: &#8220;não sentir&#8221;, &#8220;não ser sensível à&#8221;. Dentro da área médica sabe-se que embora a sensibilidade possa trazer dor, trocá-la por um oposto no qual a dor não é percebida não é uma boa barganha. A dor, embora não seja prazerosa, é o nível mais básico de defesa da pessoa, é ela quem avisa o organismo que está na hora de sair de perto daquilo que lhe causa dor.</p>
<p>A busca por insensibilidade está, em geral, alicerçada na ideia de que sofrer é ruim. Em nossa sociedade a ideia de sofrimento ou dor é vista como algo moralmente ruim, em outras palavras, associamos a dor à um fato moral. Assim sentir dor torna-se algo &#8220;errado&#8221; e a dor causa duas dores, à saber, a dor em si e a dor de se saber errado por sentir dor.</p>
<p>Porém sofrer nada tem de &#8220;errado&#8221;, o sofrimento faz parte da vida e a afirmação disso assim como do fato de que podemos continuar vivendo com a dor é importante. Esta seria uma das formas básicas da filosofia trágica que afirma o trágico da vida, porém não reduz a vida à isso. Ao assumir a dor e o sofrimento assumimos, também, a nossa sensibilidade, nossa capacidade de perceber e reagir ao mundo e aos estímulos do mundo.</p>
<p>Assumir o sofrimento é importante por causa disso. Não é o fato de sofrer ou não, mas sim de perceber-se capaz de fazer isso, esta é a verdadeira força de uma filosofia trágica. A frase de Nietzsche &#8220;aquilo que não me mata me torna mais forte&#8221; tem a ver com esta noção de que aquilo que percebo &#8211; ou seja, aquilo à que sou sensível &#8211; e que eu consigo organizar uma resposta me torna mais forte à medida em que percebo mais do mundo, conheço e reajo à mais do mundo.</p>
<p>O contrário é o desejo da insensibilidade a qual não nos torna mais fortes e nem mais aptos pelo fato de que nos nega a capacidade de sentir e de perceber  o mundo ao nosso redor assim como seus estímulos. Sem eles não podemos ter uma boa percepção do que nos faz fortes, do que nos faz sofrer e nem daquilo que precisamos para ir adiante.</p>
<p>Assim, deixo a pergunta: que tal, ao invés de aumentar a sua insensibilidade, aumentar a sua capacidade de lidar com o que você percebe?</p>
<p>Abraço</p>
<p>Visite nosso site: www.akimpsicologo.com.br</p>
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		<title>Nos detalhes&#8230;</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2014/11/21/nos-detalhes/</link>
					<comments>https://akimneto.com.br/2014/11/21/nos-detalhes/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Nov 2014 10:06:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
		<category><![CDATA[Aprendizagem]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia de vida]]></category>
		<category><![CDATA[Mudança]]></category>
		<category><![CDATA[Papel na relação]]></category>
		<category><![CDATA[percepção]]></category>
		<category><![CDATA[Psicoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[Vida]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Não sei direito o que estou fazendo com minha vida. &#8211; O que você faz ao longo do dia? &#8211; Como assim? &#8211; Você acabou de acordar&#8230; o que faz? &#8211; Você quer dizer a minha rotina? &#8211; Sim. &#8211; Bem&#8230; eu acordo&#8230; fico morgando na cama&#8230; às vezes faço isso muito tempo. Me &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2014/11/21/nos-detalhes/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Nos detalhes&#8230;</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br/2014/11/21/nos-detalhes/">Nos detalhes&#8230;</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br">Akim Neto Psicólogo Clínico</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.akimpsicologo.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/11/lovely.jpg"><img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-2627" src="http://www.akimpsicologo.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/11/lovely.jpg" alt="lovely" width="426" height="241" /></a></p>
<p>&#8211; Não sei direito o que estou fazendo com minha vida.</p>
<p>&#8211; O que você faz ao longo do dia?</p>
<p>&#8211; Como assim?</p>
<p>&#8211; Você acabou de acordar&#8230; o que faz?</p>
<p>&#8211; Você quer dizer a minha rotina?</p>
<p>&#8211; Sim.</p>
<p>&#8211; Bem&#8230; eu acordo&#8230; fico morgando na cama&#8230; às vezes faço isso muito tempo. Me atraso para tudo e daí tenho que fazer as coisas correndo sabe?</p>
<p>&#8211; Sim.</p>
<p>&#8211; Geralmente é assim mesmo&#8230; correndo do quarto para engolir algo, escovar os dentes, tomar banho e pegar o bus para ir pro colégio.</p>
<p>&#8211; E daí, como você vive esses pequenos momentos?</p>
<p>&#8211; Quais?</p>
<p>&#8211; Ir correndo à mesa, comer correndo, voltar correndo e se arrumar correndo&#8230;</p>
<p>&#8211; Ah&#8230; bem&#8230; sei lá&#8230; é meio ruim sabe?</p>
<p>&#8211; Cansativo não?</p>
<p>&#8211; Isso!</p>
<p>&#8211; Uma das suas reclamações né? Viver meio cansado?</p>
<p>&#8211; Verdade&#8230;</p>
<p>Muitas vezes as pessoas pensam no &#8220;porque&#8221; da vida. Gosto de refletir sobre isso às vezes&#8230; é divertido. Porém, existe uma outra pergunta com a qual eu gosto de trabalhar: &#8220;como&#8221;.</p>
<p>Mais de uma vez problemas sérios e difíceis foram resolvidos com base na pergunta: &#8220;como é o seu dia a dia?&#8221;. Você já parou para pensar no que faz todos os dias? No como usa o seu tempo e sua energia e de que maneira o faz?</p>
<p>Joseph Campbell, Stanley Keleman e outros autores e filósofos já afirmar que aquilo que desejamos não é um sentido para a vida, mas sim uma experiência de vida. A palavra sentido fala sobre uma direção para a vida, a palavra experiência fala de como vivemos este sentido. É algo assim: você pode ir para uma viagem num estado muito bom ou muito ruim. &#8220;Para onde&#8221; está indo é o sentido, o &#8220;estado&#8221; é a experiência.</p>
<p>A questão é que esta experiência não é vivida da maneira que se vende nos filmes e comerciais: em grandes momentos de emoções profundas e arrebatadoras, mas sim nos vários pequenos momentos entre uma respiração e a outra. Quando pergunto para as pessoas como ela vive o seu dia a dia, direciono (sentido) a atenção dela para estes momentos e as surpresas são enormes geralmente.</p>
<p>O mais comum é começar com a quantidade de tempo gasta em atividades bobas, que não estão agregando em nada para a vida dela. Não confunda isso com momentos de descanso que são tão importantes que, muitas vezes, as pessoas dizem: &#8220;Akim&#8230; eu não descanso nunca&#8221;. É nestes momentos em que podemos perceber se realmente estamos vivendo algo digno de expressar aquilo que estamos sendo ou não. E junto com o que faço a maneira pela qual eu faço.</p>
<p>Particularmente eu tenho uma boa relação com vinhos. Dificilmente bebo vinho, em geral eu o degusto, passo bons momentos em contato com a cor e o cheiro dele para então passar ao sabor e às afetações que ele causa na boca. Isso tem muito a ver com a minha maneira de viver: apreciar algo ao máximo possível. Ao mesmo tempo, também tenho meus momentos de pura descontração afinal estar o tempo todo num estado de intensidade cansa e eu adoro dar uma descansada.</p>
<p>Olhar para o dia a dia, para os pequenos atos é olhar para a sua filosofia de vida. Por isso que eu gosto de dizer que essas coisas são muito concretas. Uma coisa é o discurso, este pode ser abstrato, porém as atitudes, comportamentos da pessoa nunca o serão, eles são sempre concretos e é aí que mora a experiência dela. Quando refletimos sobre isso é que percebemos: &#8220;estou vivendo a minha relação com meus filhos de uma forma muito superficial&#8221;, &#8220;não tenho prestado atenção à minha alimentação&#8221;, &#8220;não descanso mais&#8221;, &#8220;não me dou um tempo para curtir meus discos&#8221;, tudo isso fala sobre o &#8220;como&#8221;, não sobre &#8220;o que&#8221; faço, mas sim sobre &#8220;como faço&#8221; e é justamente aí, neste detalhe que reside o ponto em que a sua filosofia de vida e a sua experiência de vida se encontram e é aí que as mudanças podem começar.</p>
<p>Porque aí? Em que outro lugar você irá mudar senão nesses? &#8220;Dar limites&#8221;, um tema muito comum em consultório só pode ocorrer numa &#8220;pequena&#8221; discussão doméstica ou num &#8220;pequeno&#8221; momento com os filhos em que isso vai ou não ocorrer. &#8220;Me conhecer&#8221;, onde você vai fazer isso senão durante o seu banho, ou enquanto come ou quando sai numa festa com seu parceiro? Assim, a menor das perguntas se torna a maior das perguntas, analisar o mais banal dos comportamentos se torna analisar a mais profunda realização &#8211; ou não &#8211; da sua própria essência.</p>
<p>Se você gostou do texto e concorda com estas ideias deixo uma pergunta bem simples, sobre algo bem comum: como você sorri?</p>
<p>Abraço</p>
<p>Visite nosso site: www.akimpsicologo.com.br</p>
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		<title>Gosto ou não gosto?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Apr 2014 13:10:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
		<category><![CDATA[Amor próprio]]></category>
		<category><![CDATA[Beleza]]></category>
		<category><![CDATA[Estética]]></category>
		<category><![CDATA[Mudança]]></category>
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		<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade de Consumo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mas Akim&#8230; eu não gostava desse tipo de menina! (Risos) Pois é né? Imagine se gostasse então! (Risos) Cara&#8230; o que eu faço?! Sabe assim: ela não é, de fato, o meu estereótipo de mulher, mas eu estou gostando! Já lhe ocorreu de aprender a apreciar a beleza que esta mulher proporciona? Como assim? Bem, &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2014/04/28/gosto-ou-nao-gosto/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Gosto ou não gosto?</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.akimpsicologo.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/04/old_woman_inswimmingpool.jpg"><img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-1785" src="http://www.akimpsicologo.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/04/old_woman_inswimmingpool.jpg" alt="Old_woman_inswimmingpool" width="426" height="430" /></a></p>
<ul>
<li>Mas Akim&#8230; eu não gostava desse tipo de menina!</p>
</li>
<li>
<p>(Risos) Pois é né? Imagine se gostasse então!</p>
</li>
<li>
<p>(Risos) Cara&#8230; o que eu faço?! Sabe assim: ela não é, de fato, o meu estereótipo de mulher, mas eu estou gostando!</p>
</li>
<li>
<p>Já lhe ocorreu de aprender a apreciar a beleza que esta mulher proporciona?</p>
</li>
<li>
<p>Como assim?</p>
</li>
<li>
<p>Bem, &#8220;não é o meu estereótipo&#8221; é diferente de dizer &#8220;ela é feia&#8221;, &#8220;não gostei de nada nela&#8221; não é mesmo?</p>
</li>
<li>
<p>Sim, é verdade.</p>
</li>
<li>
<p>Assim sendo, o que há para ser apreciado nela da maneira pela qual ela é?</p>
</li>
<li>
<p>Hum&#8230; bom, o corpo dela é mais rechonchudinho e tem uma curvinhas diferentes sabe?</p>
</li>
<li>
<p>Sei sim, tem curvinhas que só ela tem não é mesmo?</p>
</li>
<li>
<p>É! Bem, o olhar dela é diferente também.</p>
</li>
<li>
<p>Ela tem os olhos claros?</p>
</li>
<li>
<p>Não, são castanhos bem mel sabe?</p>
</li>
<li>
<p>Sei sim, é totalmente diferente olhar para este tipo de olho não é?</p>
</li>
<li>
<p>É&#8230;</p>
</li>
<li>
<p>E o toque dela, o beijo dela?</p>
</li>
<li>
<p>Hum&#8230; bom&#8230; são&#8230; dela sabe?</p>
</li>
<li>
<p>Sei&#8230; Bem, me parece que não existe nada de errado em você sentir um prazer enorme com essa menina mesmo &#8220;ela não sendo o seu estereótipo&#8221; não é mesmo?</p>
</li>
<li>
<p>É&#8230; mas porque me incomoda tanto?</p>
</li>
<li>
<p>Porque?</p>
</li>
<li>
<p>Sei lá&#8230; parece errado que eu possa sentir isso com ela&#8230;</p>
</li>
<li>
<p>Só porque não é estereótipo? Puxa vida hein?!</p>
</li>
<li>
<p>É verdade&#8230; cara&#8230; me sinto mais livre agora&#8230;</p>
</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p>Você sabe apreciar a beleza?</p>
<p>Este post é dedicado completamente à uma visão particular de beleza que criei ao longo dos anos. Ela trata de fugir dos estereótipos pré definidos de beleza que temos e também de fugir do estereótipo de que &#8220;todos são lindos&#8221; o qual considero um tanto piegas.</p>
<p>Considero que a beleza, de uma forma geral, esta nos olhos de quem sabe percebê-la. Inúmeros contos na mitologia contam a história do príncipe que é casado com uma bruxa horrenda e que, pela forma pela qual ele a trata, ela se transforma numa linda princesa. A minha percepção de beleza tem algo a ver com isso, pois creio que é necessário habilidade para enxergar a beleza nas pessoas, não basta olhá-las, temos que observá-las, estudá-las.</p>
<p>A beleza de uma jovem modelo ou de um jovem &#8220;saradão&#8221; é &#8220;fácil&#8221; de ser vista. Fácil aqui é sinônimo de &#8220;culturalmente aceito&#8221;, visto que em outras épocas e em outras culturas o nosso modelo perfeito passaria totalmente desapercebido. O &#8220;bronze&#8221; tão cultuado em nosso país é motivo de vergonha quando estamos na França de Luis XV. O que a cultura diz que é belo eu entendo como &#8220;beleza fácil&#8221; pois estamos todos procurando por ela.</p>
<p>Porém saber observar e estudar os detalhes de um corpo, de um rosto e associar todos estes detalhes com a maneira pela qual a pessoa se comporta, age e fala é algo mais complexo. Perceber a beleza nas rugas de uma pessoa, por exemplo, é tarefa para poucos &#8211; justamente porque sai da nossa &#8220;beleza fácil&#8221;. Observar cada ser humano como uma pintura única e buscar nela os detalhes que cativam o nosso senso estético é algo inusitado em nossa cultura na qual o &#8220;produto&#8221; &#8211; no caso o outro &#8211; deve se enquadrar no modelo aceito para que eu apenas o consuma ao invés de eu me enredar nele.</p>
<p>Outro tema tristemente associado ao da beleza é o do prazer. Assim como meu cliente acima, várias pessoas acham que só obterão prazer se tiverem alguém do estereótipo. Ledo engano. O corpo humano é uma máquina de sensorialidade e altamente erótica. É possível sentirmos prazer com vários &#8220;estereótipos&#8221; diferentes, pois todos eles transmitem prazer. Porém, cada corpo pressupõe uma forma distinta de sentir o prazer. De apreciar o prazer que pode ser destilado junto com aquele ser humano peculiar, único.</p>
<p>O corpo de uma pessoa alta é diferente de uma pessoa baixa; o do magro diferente do musculoso e do gordinho. Lábios pequenos e lábios grossos dão texturas diferentes ao beijo assim como uma pele mais elástica ou uma mais firme dão consistências diferentes ao toque. Obviamente temos nossas preferências, porém entre o termo &#8220;preferência&#8221; e o termo &#8220;meu estereótipo&#8221; existe uma amplitude muito grande.</p>
<p>Escrevo este post porque tenho percebido que a beleza das pessoas tem sido extremamente mal tratada. Num momento em que vários limites culturais sobre formas de relacionamento são ampliados creio ser importante ampliarmos o que entendemos por beleza e aprender a ver a beleza com olhos mais atentos ao invés de procurá-la com olhos &#8220;fáceis&#8221;.</p>
<p>Já faz algum tempo que aprendi a observar a beleza em pessoas mais velhas &#8211; algo completamente inusitado em nossa cultura do &#8220;seja jovem e se entupa de plásticas para manter-se assim&#8221; &#8211; e é impressionante o que podemos encontrar em olhos cansados, rugas precisamente posicionadas que parecem ter sido colocadas com cirurgia. Existem sorrisos que ficam muito lindos apenas porque mostram as rugas que o tempo trouxe e que a ausência mostraria apenas uma beleza fácil, dessas de photoshop.</p>
<p>Recordo, como exemplo, quando via a série &#8220;X-Files&#8221;. Ao final da nona temporada eu exclamei: a agente Scully parece muito mais bonita hoje do que no início da série&#8230; e ela está mais velha também. Aquilo foi o que me deu o ponto final na minha percepção: existe uma beleza que é impossível ter quando se é jovem. Existem detalhes, contornos que somente a idade traz. Assim como a idade a altura, peso, cor da pele, quantidade de músculos, tudo influencia, tudo cria um conjunto único e, para mim, tudo o que é único traz consigo algo de belo.</p>
<p>Importante salientar: não desmereço a beleza que chamo aqui de &#8220;fácil&#8221;, mas convido o leitor e buscar a beleza nos seres humanos tais como eles são. Este post talvez seja um pedido para que não estereotipemos a beleza de uma maneira tal à querermos ser todos iguais e que consigamos apreciar todos os perfis sem número que a raça humana pode produzir dando, à cada um deles um lugar neste mundo.</p>
<p>Abraço</p>
<p>Visite nosso site: www.akimento.com.br</p>
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