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	<title>Arquivos Poder - Akim Neto Psicólogo Clínico</title>
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		<title>Vergonha de poder</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2016/02/19/vergonha-de-poder/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Feb 2016 11:39:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Não sei ao certo o que eu estou fazendo. &#8211; Sabe sim. O problema é outro. &#8211; Como assim? &#8211; Vamos lá: o que você está fazendo. Seja crua e objetiva. &#8211; Tá&#8230; estou vendo que não consigo mais me relacionar com minhas amigas antigas. &#8211; Qual o problema com isso? &#8211; Não é &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2016/02/19/vergonha-de-poder/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Vergonha de poder</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Não sei ao certo o que eu estou fazendo.</p>
<p>&#8211; Sabe sim. O problema é outro.</p>
<p>&#8211; Como assim?</p>
<p>&#8211; Vamos lá: o que você está fazendo. Seja crua e objetiva.</p>
<p>&#8211; Tá&#8230; estou vendo que não consigo mais me relacionar com minhas amigas antigas.</p>
<p>&#8211; Qual o problema com isso?</p>
<p>&#8211; Não é muito cruel?</p>
<p>&#8211; Sim, é. Mas manter-se de maneira falsa com elas também é não?</p>
<p>&#8211; Acho que é mais.</p>
<p>&#8211; Eu também. O fato é que você mudou. Não tem mais como manter os mesmos laços.</p>
<p>&#8211; Eu posso mudar a forma de me relacionar com elas?</p>
<p>&#8211; Desde que aceite as mudanças e as incompatibilidades como reais, sim.</p>
<p>&#8211; Entendi&#8230;</p>
<p>&#8211; Como se sente? Sua expressão facial mudou.</p>
<p>&#8211; É que eu achava que precisava eliminar elas da minha vida, mas agora estou vendo que não. Eu posso me relacionar com elas, mas não do mesmo jeito porque&#8230; porque não dá. E posso ficar mais íntima da minha nova turma&#8230; sem culpa.</p>
<p>&#8211; Isso, sem culpa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O poder é mal visto em nossa sociedade. Aprendemos a sentir culpa, medo e vergonha em dizer &#8220;quero e posso&#8221;. Como isso pode interferir negativamente em nossas vidas?</p>
<p><span id="more-5065"></span></p>
<p>Ter poder é ter potência. Júlio César, primeiro Imperator romano disse que aqueles que vencem podem impôr suas condições aos vencidos. Esta é uma maneira de encarar o poder, uma maneira romana de percebê-lo. A imposição da força. Maquiavel, anos mais tarde terá uma ideia que irá partilhar da premissa de Júlio César, porém indo além. O estadista dirá que o poder, para ser mantido, precisa ser exercido.</p>
<p>Estes dois pensadores viam o poder como algo desejável e refletiam sobre a maneira pela qual empregá-lo. O desejo de poder e de como usar o poder era um tema importante para eles que reconheciam nesta força algo importante. Saber como empregar o poder afim de criar algo, de colocar o seu desejo no mundo e registrar a sua marca.</p>
<p>Ora, não é isso que nossa sociedade de consumo propõe? Que coloquemos nossa marca no mundo? Sim, porém a grande diferença é que na atual sociedade existe uma forma pré-concebida de como isso deve ser feito. O desejo só é &#8220;puro&#8221; e &#8220;desejável&#8221; no sentido que coexiste dentro de determinados limites e padrões. Sair disso é arrogância, psicose ou simplesmente burrice.</p>
<p>Quando uma pessoa se propõe um trabalho de desenvolvimento pessoal, inevitavelmente chega um momento em que elas tem o seu desejo muito claro à sua frente. Também chega o momento em que sentem o poder para tornar este desejo concreto. Como ocorre em muitos casos é nesse momento que os problemas começam.</p>
<p>Vejo pessoas buscando justificar seus desejos, querendo encontrar desesperadamente um motivo que o torne possível para elas. &#8220;Possível&#8221; aqui entendido como &#8220;moralmente&#8221; possível. A luta envolve crenças e ensinamentos que as privam de uma fórmula simples e potente: &#8220;Porque vais fazer isso? Porque quero e porque posso&#8221;.</p>
<p>Esta fórmula soa como um baque para muitas pessoas. Porém, a reflexão contida aqui é: o que, de fato, nos faz crer em algo? As crenças e justificativas que temos em nossa mente para nossas ações são, simplesmente, escolhas. Escolhemos acreditar em algo e usamos esta crença para justificar ações. Portanto, em última escolha, nossas justificativas &#8220;se justificam&#8221; porque queremos e porque podemos empregá-las.</p>
<p>O emprego do poder passa por esta &#8220;trincheira&#8221; do pensamento Ocidental que é a culpa, medo ou vergonha em assumir: desejo isto e farei isto. A culpa sobre o poder pessoal é o paradoxo mais interessante que temos no Ocidente que se diz, justamente, uma cultura focada no indivíduo a na realização deste indivíduo. Porém, lendo nas letras miúdas do contrato, encontramos as cláusulas pelas quais este poder pode aparecer, as formas pelas quais ele deve se manifestar e o conteúdo ao qual deve atender. Assim, o desejo pessoal se torna enjaulado dentro da mesma fórmula que lhe diz: seja livre.</p>
<p>Libertar este desejo e o poder significa lidar com a culpa e a vergonha. O medo de ser excluído socialmente, de ir além das letras miúdas de contratos que você assinou se ler. Rebelar em favor da sua própria essência. Ao parar de lutar contra seus desejos e encontrar maneiras de empregá-lo é que vemos as pessoas se transformando de maneira profunda.</p>
<p>O poder não irá tornar a pessoa cruel e fria, pelo contrário. Ao sentir que tem poder e consegue criar aquilo que deseja as pessoas se tornam mais calmas, mais centradas. O &#8220;problema&#8221; é que os limites se tornam mais claros também. Represálias tolas e ameaças infundadas não mais seguram estas pessoas. O medo não as controla, pois elas resolvem maneiras de lidar com o medo. Esta, inclusive, é a única ameaça ao estado (propositalmente escrito com letra minúscula) e à sociedade que pessoas de posse de seus desejos podem causar.</p>
<p>Liberte-se</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>Intimidade e poder</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2015/07/03/intimidade-e-poder/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2015 12:18:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Mas eu estou insatisfeito. Sim, percebo, agora, porque não abrir isso para a sua esposa? Não dá&#8230; Porque não? Porque depois ela usa isso contra mim. Vai ficar me enchendo o saco por causa disso! Entendo&#8230; Então é melhor manter o controle do que se abrir? Algo assim. Que relação estranha não? É&#8230; pensando assim&#8230; &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2015/07/03/intimidade-e-poder/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Intimidade e poder</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.akimpsicologo.com.br/blog/wp-content/uploads/2015/03/intimidade.jpg"><img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-3103" src="http://www.akimpsicologo.com.br/blog/wp-content/uploads/2015/03/intimidade.jpg" alt="Couple Relaxing in Bed --- Image by © Laura Doss/CORBIS" width="426" height="284" /></a></p>
<ul>
<li>Mas eu estou insatisfeito.</p>
</li>
<li>
<p>Sim, percebo, agora, porque não abrir isso para a sua esposa?</p>
</li>
<li>
<p>Não dá&#8230;</p>
</li>
<li>
<p>Porque não?</p>
</li>
<li>
<p>Porque depois ela usa isso contra mim. Vai ficar me enchendo o saco por causa disso!</p>
</li>
<li>
<p>Entendo&#8230; Então é melhor manter o controle do que se abrir?</p>
</li>
<li>
<p>Algo assim.</p>
</li>
<li>
<p>Que relação estranha não?</p>
</li>
<li>
<p>É&#8230; pensando assim&#8230; parece uma briga né?</p>
</li>
<li>
<p>Parece</p>
</li>
</ul>
<p>Num post anterior falei sobre a intimidade como a habilidade de tornar familiar algo entre duas ou mais pessoas. Pensando num casal, a intimidade traz consigo vários benefícios, pois, com ela, a  sensação de empatia, pertencimento e entrega aumentam. Junto com isso tem-se maior facilidade para negociar os aspectos do dia a dia assim como confiança naquilo que o parceiro é capaz ou não de fazer.</p>
<p>Na intimidade descobre-se os novos rumos do casal e pode-se discutir com mais eficiência a relação quando isso é necessário pois a quantidade de informações disponíveis sobre o outro é maior. Conhecer mais o outro e permitir-se ser conhecido é algo que aumenta o desejo pela criação do novo, então ao invés de diminuir, o mistério aumenta. Porém este aumento de mistério é algo que atrai pelo fato de existir um porto seguro entre os dois.</p>
<p>Porém a criação de intimidade vem com o preço da diminuição da briga pelo poder. Toda pessoa ao entrar em uma relação possui alguns medo e desejos. Ao longo da relação começam a ficar evidentes alguns medo que podem acontecer e alguns desejos que não serão realizados. Assim começa a briga pelo poder. A maneira de uma pessoa buscar garantir que seus desejos serão satisfeitos é através do poder que exerce sobre o outro.</p>
<p>Porém o poder termina com a intimidade. Um dos pontos do poder é o segredo, ou seja, a retenção de informações sobre eu mesmo afim de poder manipular o outro ou de não permitir ao outro ciência sobre o que me aflige. Uma vez que há disputa pelo poder não existe o desejo de &#8220;tornar familiar&#8221;, mas sim o desejo de conquistar e reter, manter, dominar o outro para que a relação se torne aquilo que eu desejo. O desejo pelo poder na relação acaba com o desejo de entrega e isso faz com que a intimidade desapareça.</p>
<p>O efeito mais interessante, entretanto, é que na briga pelo poder muitas vezes os casais realizam seus piores medos através dos comportamentos que assumem. Ou seja, quanto mais lutam contra o parceiro para que seus medos não se concretizem, mais se comportam de uma maneira que influencia a pessoa a se comportar da maneira que eles não querem e temem. A briga pelo poder não constrói as condições para a reflexão sincera e, por esta razão, não faz com que ambos cheguem a entendimentos sobre si e sobre a relação que é o que pode, de fato, fazer com que se crie uma relação em prol do que a pessoa quer e não uma que evite o que ela não quer.</p>
<p>Assim, ao invés de negar medos é interessante revelar medos. Mais interessante ainda é revelar aquilo que se deseja da relação com um foco positivo: o que eu espero de fato. Isso é o que &#8220;cura&#8221; o medo. Se a pessoa tem medo de segredos, por exemplo, deve buscar construir uma relação com foco na sinceridade e transparência e saber como lidar com estes aspectos.</p>
<p>Ser íntimo é mais do que saber fatos sobre a pessoa. É ter a habilidade e a relação na qual existe espaço e desejo de ouvir e ser ouvido, compartilhar informações, emoções, vivências e desejos sabendo que eles serão respeitados e incluídos na relação. É ter um sentimento de aceitação de si e do outro ao invés de medo daquilo que vem do outro. E é uma delícia.</p>
<p>Abraço</p>
<p>Visite nosso site: www.akimpsicologo.com.br</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Programando tragédias</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2015/05/25/programando-tragedias/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 May 2015 12:51:44 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas é que o meu problema é outro. &#8211; Qual é? Não estou entendendo. &#8211; Você está falando de eu lidar com ele, mas eu quero é que eu nem precise fazer isso entendeu? &#8211; Como se ele já soubesse o que &#8220;deve&#8221; fazer? &#8211; Sim! &#8211; Você quer controlar ele então? &#8211; Precisamente! &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2015/05/25/programando-tragedias/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Programando tragédias</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.akimpsicologo.com.br/blog/wp-content/uploads/2015/04/arriscar-formigadiabc3a9tica1.jpg"><img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-3259" src="http://www.akimpsicologo.com.br/blog/wp-content/uploads/2015/04/arriscar-formigadiabc3a9tica1.jpg" alt="arriscar+-+formiga+diabética+1" width="400" height="284" /></a></p>
<p>&#8211; Mas é que o meu problema é outro.</p>
<p>&#8211; Qual é? Não estou entendendo.</p>
<p>&#8211; Você está falando de eu lidar com ele, mas eu quero é que eu nem precise fazer isso entendeu?</p>
<p>&#8211; Como se ele já soubesse o que &#8220;deve&#8221; fazer?</p>
<p>&#8211; Sim!</p>
<p>&#8211; Você quer controlar ele então?</p>
<p>&#8211; Precisamente!</p>
<p>&#8211; Hum&#8230; e para que?</p>
<p>&#8211; Para que ele faça o que eu quero.</p>
<p>&#8211; O que acontece se isso não acontecer?</p>
<p>&#8211; Prefiro nem pensar&#8230; mas não vai acontecer?</p>
<p>&#8211; Como você sabe?</p>
<p>&#8211; Ah&#8230; tem que dar certo sabe?</p>
<p>&#8211; Sim, eu sei. Mas se não der&#8230;o que você imagina que te acontece?</p>
<p>&#8211; (silêncio) Prefiro nem pensar&#8230; mesmo&#8230;</p>
<p>&#8211; É difícil falar disso não?</p>
<p>&#8211; É&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Prestar atenção aos perigos do mundo e prever possíveis problemas é uma das habilidades que fez o ser humano evoluir ao seu status atual, porém esta mesma competência pode ser altamente prejudicial.</p>
<p>Acredita-se que a habilidade de antecipar-se à possíveis problemas foi altamente desenvolvida durante a última era glacial. O ato de engordar é uma forma do organismo reagir à escassez de alimentos, por exemplo. Antecipar o momento do anoitecer, a vinda do inverno ou o ataque de predadores é uma forma de garantir a sobrevivência e ganhar certo controle sobre o ambiente. Este controle, no entanto tem o seu preço.</p>
<p>O preço que muitas pessoas pagaram na era glacial e que continuam pagando hoje é o de estar com a mente ocupada em elaborar problemas. Ou seja, para me preparar para a chegada de predadores tenho que, antes, imaginá-los, temê-los e buscar, a partir disso, uma maneira de me livrar deles, de neutralizar a sua ação sobre mim. Preparar-se para evitar o tigre dentes-de-sabre ou o despejo são duas situações em que a mesma estratégia mental é empregada: a evitação.</p>
<p>Como já afirmei acima o problema com a evitação é que ela precisa criar o cenário ruim o qual a pessoa desenvolve um método para evitar. Logo a pessoa deve estar o tempo todo pensando em possíveis cenários ruins para evitar afim de sentir o alívio que vem quando nada de ruim acontece. A motivação acaba sendo baseada em evitar o negativo, em perceber que nada de ruim aconteceu. O ônus é ter que estar o tempo todo imaginando o ruim.</p>
<p>Porque ônus? Pois para proteger-se do ruim passamos a controlar. O controle é um método que é altamente exigente e desgastante. Quanto mais se controla, mais se deseja controlar. Portanto ele não tem fim e este é o seu problema: aprisiona a pessoa e a sua mente. O foco torna-se exclusivo: não ter nada de ruim ocorrendo. Mas porque fazemos isso?</p>
<p>Ao mesmo tempo que o controle é nocivo ao aprisionar o indivíduo, ele lhe oferece uma certa noção de potência. Ou seja, se de um lado o ambiente é hostil e precisa ser controlado, por outro serei eu quem irá controlá-lo. Esta percepção que o controle gera pode ser viciante. Controlamos porque tememos o mundo, mas se a recompensa do controle é a sensação de potência, a pessoa pode sentir-se mais forte que o ambiente. Ou pelo menos é o que ela pensa. A sensação é uma farsa visto que a própria pessoa sabe que precisa sempre estar atenta para um novo perigo que pode surgir.</p>
<p>No mundo glacial os perigos eram de certa forma reduzidos, controlar o frio, a fome e os predadores era garantia enorme de sobrevivência. Hoje, porém, muitos elementos podem ser sentidos como ameaças que precisam ser controladas. Inúmeras são as pessoas que sentem cada pequeno passo do dia a dia como um grande problema a ser solucionado. Assim a sensação de poder sobre o meio é ainda mais viciante, quanto mais o mundo externo pode parecer ameaçador, mais a pessoa deseja sentir-se poderosa. Quanto mais ela consegue controlar mais ela sente-se assim e mais ela se afasta da sensação de ser desprotegida.</p>
<p>É óbvio que sentir-se seguro é importante, porém a sensação que o controle passa não é essa. É diferente saber lidar com o ambiente e desejar controlá-lo deixando-o da maneira que você quer que ele seja. Isso é o que gera a sensação de controle e de potência sobre o mundo. Esse é o poder que vicia e adoece a pessoa que só consegue viver dentro deste esquema de controle-poder.</p>
<p>Abraço</p>
<p>visite nosso site: www.akimpsicologo.com.br</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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