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	<title>Arquivos Vergonha - Akim Neto Psicólogo Clínico</title>
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		<title>Vergonha de poder</title>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Feb 2016 11:39:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Não sei ao certo o que eu estou fazendo. &#8211; Sabe sim. O problema é outro. &#8211; Como assim? &#8211; Vamos lá: o que você está fazendo. Seja crua e objetiva. &#8211; Tá&#8230; estou vendo que não consigo mais me relacionar com minhas amigas antigas. &#8211; Qual o problema com isso? &#8211; Não é &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2016/02/19/vergonha-de-poder/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Vergonha de poder</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Não sei ao certo o que eu estou fazendo.</p>
<p>&#8211; Sabe sim. O problema é outro.</p>
<p>&#8211; Como assim?</p>
<p>&#8211; Vamos lá: o que você está fazendo. Seja crua e objetiva.</p>
<p>&#8211; Tá&#8230; estou vendo que não consigo mais me relacionar com minhas amigas antigas.</p>
<p>&#8211; Qual o problema com isso?</p>
<p>&#8211; Não é muito cruel?</p>
<p>&#8211; Sim, é. Mas manter-se de maneira falsa com elas também é não?</p>
<p>&#8211; Acho que é mais.</p>
<p>&#8211; Eu também. O fato é que você mudou. Não tem mais como manter os mesmos laços.</p>
<p>&#8211; Eu posso mudar a forma de me relacionar com elas?</p>
<p>&#8211; Desde que aceite as mudanças e as incompatibilidades como reais, sim.</p>
<p>&#8211; Entendi&#8230;</p>
<p>&#8211; Como se sente? Sua expressão facial mudou.</p>
<p>&#8211; É que eu achava que precisava eliminar elas da minha vida, mas agora estou vendo que não. Eu posso me relacionar com elas, mas não do mesmo jeito porque&#8230; porque não dá. E posso ficar mais íntima da minha nova turma&#8230; sem culpa.</p>
<p>&#8211; Isso, sem culpa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O poder é mal visto em nossa sociedade. Aprendemos a sentir culpa, medo e vergonha em dizer &#8220;quero e posso&#8221;. Como isso pode interferir negativamente em nossas vidas?</p>
<p><span id="more-5065"></span></p>
<p>Ter poder é ter potência. Júlio César, primeiro Imperator romano disse que aqueles que vencem podem impôr suas condições aos vencidos. Esta é uma maneira de encarar o poder, uma maneira romana de percebê-lo. A imposição da força. Maquiavel, anos mais tarde terá uma ideia que irá partilhar da premissa de Júlio César, porém indo além. O estadista dirá que o poder, para ser mantido, precisa ser exercido.</p>
<p>Estes dois pensadores viam o poder como algo desejável e refletiam sobre a maneira pela qual empregá-lo. O desejo de poder e de como usar o poder era um tema importante para eles que reconheciam nesta força algo importante. Saber como empregar o poder afim de criar algo, de colocar o seu desejo no mundo e registrar a sua marca.</p>
<p>Ora, não é isso que nossa sociedade de consumo propõe? Que coloquemos nossa marca no mundo? Sim, porém a grande diferença é que na atual sociedade existe uma forma pré-concebida de como isso deve ser feito. O desejo só é &#8220;puro&#8221; e &#8220;desejável&#8221; no sentido que coexiste dentro de determinados limites e padrões. Sair disso é arrogância, psicose ou simplesmente burrice.</p>
<p>Quando uma pessoa se propõe um trabalho de desenvolvimento pessoal, inevitavelmente chega um momento em que elas tem o seu desejo muito claro à sua frente. Também chega o momento em que sentem o poder para tornar este desejo concreto. Como ocorre em muitos casos é nesse momento que os problemas começam.</p>
<p>Vejo pessoas buscando justificar seus desejos, querendo encontrar desesperadamente um motivo que o torne possível para elas. &#8220;Possível&#8221; aqui entendido como &#8220;moralmente&#8221; possível. A luta envolve crenças e ensinamentos que as privam de uma fórmula simples e potente: &#8220;Porque vais fazer isso? Porque quero e porque posso&#8221;.</p>
<p>Esta fórmula soa como um baque para muitas pessoas. Porém, a reflexão contida aqui é: o que, de fato, nos faz crer em algo? As crenças e justificativas que temos em nossa mente para nossas ações são, simplesmente, escolhas. Escolhemos acreditar em algo e usamos esta crença para justificar ações. Portanto, em última escolha, nossas justificativas &#8220;se justificam&#8221; porque queremos e porque podemos empregá-las.</p>
<p>O emprego do poder passa por esta &#8220;trincheira&#8221; do pensamento Ocidental que é a culpa, medo ou vergonha em assumir: desejo isto e farei isto. A culpa sobre o poder pessoal é o paradoxo mais interessante que temos no Ocidente que se diz, justamente, uma cultura focada no indivíduo a na realização deste indivíduo. Porém, lendo nas letras miúdas do contrato, encontramos as cláusulas pelas quais este poder pode aparecer, as formas pelas quais ele deve se manifestar e o conteúdo ao qual deve atender. Assim, o desejo pessoal se torna enjaulado dentro da mesma fórmula que lhe diz: seja livre.</p>
<p>Libertar este desejo e o poder significa lidar com a culpa e a vergonha. O medo de ser excluído socialmente, de ir além das letras miúdas de contratos que você assinou se ler. Rebelar em favor da sua própria essência. Ao parar de lutar contra seus desejos e encontrar maneiras de empregá-lo é que vemos as pessoas se transformando de maneira profunda.</p>
<p>O poder não irá tornar a pessoa cruel e fria, pelo contrário. Ao sentir que tem poder e consegue criar aquilo que deseja as pessoas se tornam mais calmas, mais centradas. O &#8220;problema&#8221; é que os limites se tornam mais claros também. Represálias tolas e ameaças infundadas não mais seguram estas pessoas. O medo não as controla, pois elas resolvem maneiras de lidar com o medo. Esta, inclusive, é a única ameaça ao estado (propositalmente escrito com letra minúscula) e à sociedade que pessoas de posse de seus desejos podem causar.</p>
<p>Liberte-se</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>Nudez</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2014/09/17/nudez-2/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Sep 2014 11:05:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Então Akim, não consegui fazer o exercício que você pediu. Ah é, me conte o que aconteceu. Eu fui tomar banho, mas parar e me olhar nua na frente do espelho não dá certo! Você tentou fazer? O que &#8220;não deu certo&#8221; significa? Ah&#8230; morri de vergonha! &#160; &#160; As imagens deste post te incomodam? &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2014/09/17/nudez-2/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Nudez</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.akimpsicologo.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/09/download-12.jpg"><img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-2389" src="http://www.akimpsicologo.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/09/download-12.jpg" alt="download (12)" width="281" height="179" /></a> <a href="http://www.akimpsicologo.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/09/images-19.jpg"><img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-2390" src="http://www.akimpsicologo.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/09/images-19.jpg" alt="images (19)" width="267" height="188" /></a> <a href="http://www.akimpsicologo.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/09/images-18.jpg"><img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-2391" src="http://www.akimpsicologo.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/09/images-18.jpg" alt="images (18)" width="284" height="177" /></a></p>
<ul>
<li>Então Akim, não consegui fazer o exercício que você pediu.</p>
</li>
<li>
<p>Ah é, me conte o que aconteceu.</p>
</li>
<li>
<p>Eu fui tomar banho, mas parar e me olhar nua na frente do espelho não dá certo!</p>
</li>
<li>
<p>Você tentou fazer? O que &#8220;não deu certo&#8221; significa?</p>
</li>
<li>
<p>Ah&#8230; morri de vergonha!</p>
</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>As imagens deste post te incomodam? Elas são vulgares para você? Agressivas talvez? Non-sense? Estranhas? Qual a emoção que você sente ao vê-las? Um dos grandes desafios que tive ao montar este post foi encontrar imagens de nudez que não estivessem associadas à sexualidade e nem à sensualidade. O melhor que encontrei está acima.</p>
<p>O tema da nudez hoje é muito importante de ser explorado porque ao contrário do que se pensa a nossa sociedade é tão ou mais preconceituosa com o nu do que as que vieram antes de nós. O exercício do espelho feito com o corpo todo nu é uma das versões, uma outra versão é olhar apenas o rosto e já causa muitos rebuliços no consultório. Recentemente o facebook mostrou isso com o desafio &#8220;sem maquiagem&#8221;&#8230; interessante pensar que uma fotografia &#8220;tal como se é&#8221; é um desafio. Interessante? Confira o resto do post.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O que é nu?</p>
<p>Se formos raciocinar biologicamente a &#8220;nudez&#8221; é o estado natural do ser humano. O &#8220;bicho&#8221; humano não nasce com roupas ou furos para colocar acessórios. Nasce revestido com a pele e nada mais. No entanto dizer que o &#8220;nu&#8221; é o estado natural é atribuir à ele um certo status que não confere adequadamente à experiência que temos do nu. A nudez é, na verdade, uma experiência cultural e não biológica (você já viu algum animal com vergonha de estar sem roupas?).</p>
<p>O nu surge com a roupa, é a oposição do estar vestido: estou vestido ou estou nu. Não estar vestido é estar nu e isso é diferente de dizer que se está no seu estado biológico &#8220;natural&#8221; porque existe um certo valor atribuído à este &#8220;natural&#8221;. Culturalmente vemos isso logo no começo da história da nossa civilização quando em Genesis 3, versículo 7 Adão e Eva descobrem a nudez após comer da árvore do conhecimento. A nudez é &#8220;descoberta&#8221; (palavra de duplo sentido neste caso: descobrir no sentido de uma descoberta e descobrir no sentido de retirar o véu posto sobre algo) e esta descoberta traz consigo a vergonha que faz Adão se afastar do chamado de Deus e se cobrir com folhas.</p>
<p>Estar nu na nossa sociedade possui uma ligação profunda entre estar descoberto, com nossas &#8220;vergonhas&#8221; à mostra. A atual percepção da imagem do corpo que temos aumenta ainda mais esta percepção da vergonha que além de moral torna-se, também, estética. Toda a questão ligada à pele humana está associada ao nu e, com ele, à vergonha que vem deste raciocínio. Desta maneira o nu é este &#8220;descobrir&#8221; (no sentido de retirar o véu de sobre) a pele, o animal que somos e, com isso, a vergonha que associamos à isso.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nu &#8220;privado&#8221; e nu &#8220;social&#8221;</p>
<p>Muitas pessoas fazem uma distinção na qual a nudez só é &#8220;nudez&#8221; quando exposta. Esta ideia é comum hoje em dia, pois entra em consonância com a quebra da privacidade e a necessidade de exposição. Porém vale a pena lembrar que a nudez ocorre independente do lugar, só no seu banheiro ou numa praia de nudismo o &#8220;nu&#8221; é o mesmo. O que realmente muda é a relação que estamos tendo com o nu naquele momento.</p>
<p>Enquanto no seu banheiro é você com você mesmo, numa praia de nudismo, por exemplo, você está expondo a nudez. Assim existe uma diferença entre se perceber nu e se mostrar nu. Os praticantes de nudismo, inclusive, lidam com esta questão de uma maneira muito interessante, pois, visto que seu objetivo não é a exposição e a propaganda de corpos nus, eles buscam a naturalidade no olhar. Existe uma diferença entre olhar e observar que é muito importante onde a primeira é o simples olhar que temos no dia a dia e o segundo é um olhar que inspeciona, que busca algo no objeto que esta sendo observado. O nu em um campo de nudismo precisa ser olhado, ou seja, tratado como o que é: algo natural.</p>
<p>A grande diferença é que no nu &#8220;privado&#8221; a pessoa não está expondo &#8211; ou, mais precisamente, sentido que está expondo aos outros &#8211; então é como se a nudez fosse vivida em segredo o que dá uma sensação de proteção. O banheiro funciona como se fosse uma roupa, um ambiente no qual a nudez é possível. Isso, no entanto, não retira, necessariamente o olhar observador que a pessoa pode inferir sobre o seu próprio corpo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nudez, roupas e identificação</p>
<p>Em geral pensamos na nudez apenas quando estamos sem roupa. Porém, ao vestirmos uma camiseta e uma calça a nossa pele não se funde com esta roupa, ela fica &#8220;sob&#8221; a roupa. Uma das grandes habilidades do strip tease é forçar o observador a partir de insinuações a imaginar o que há por debaixo da roupa, a arte está justamente no ficar com a roupa e fazer o observador imaginar todo o corpo nu, a revelação do corpo &#8220;termina&#8221; com o &#8220;strip&#8221;.</p>
<p>O strip-tease consegue este efeito porque sabemos que há uma pele por debaixo da roupa. Não é a toa que chamamos a roupa de &#8220;pele social&#8221;. Assim sendo mesmo vestido você ainda é uma pele humana, você está &#8220;nu&#8221; por debaixo de suas roupas. Muitas pessoas, inclusive, acham constrangedor pensar nisso. A roupa é o que cobre a &#8220;vergonha&#8221; e pensar no nu abaixo da roupa é, justamente, pensar na &#8220;vergonha&#8221;.</p>
<p>Por isso existe uma identificação entre a roupa e o corpo da pessoa. Não é incomum no consultório as pessoas trazerem relatos de que ao se olharem no espelho levaram um susto. Não, não é apenas porque estão mais gordinhas, mas também porque o &#8220;tempo passou&#8221;, &#8220;foi estranho me ver pelado(a)&#8221; e &#8220;fazia tanto tempo que não me via assim&#8221;. Como Curitiba é uma cidade fria, é muito comum que as pessoas tirem a roupa de trabalho e já coloquem roupa para ficar em casa, assim acaba que se passa muito mais tempo olhando as roupas que usamos do que o nosso próprio corpo. A roupa que usamos pode até expressar a nossa individualidade, mas isso é diferente de &#8220;ser&#8221; nós, ela não &#8220;é&#8221; a gente, o corpo sim. E aí entra uma grande contradição atual: podemos não nos identificar com o nosso corpo.</p>
<p>Embora isso se mostre abertamente em casos de transgênero a questão percorre o dia a dia das pessoas quando vestem roupas de teor sexy, mas querem fazer sexo com as luzes apagadas &#8220;sinto vergonha do meu corpo&#8221;. Isso é algo super comum porque o corpo mostra a &#8220;vergonha&#8221;, é algo bíblico que tem a ver com esta identificação com a pele social e não com a &#8220;animal&#8221;, com a nossa &#8220;verdadeira&#8221; pele.</p>
<p>Re aprender a se identificar com o corpo que somos, com a pele que temos, rugas, estrias, celulite, curvas, retas, gorduras, músculos, veias, ossos, cartilagens é retornar um pouco mais àquilo que se é de fato. Não é nada contra a roupa, pelo contrário, mas sim à favor daquilo que somos de fato, de uma auto imagem mais fidedigna, mais real e palpável. Um respeito pelo que se é, o desenvolvimento da auto estima de fato começando pelo reconhecimento e identificação da minha nudez, da minha &#8220;vergonha&#8221; para que ela fique &#8220;sem vergonha&#8221;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Aquilo que escondo</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2014/01/15/aquilo-que-escondo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jan 2014 10:05:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Fui até lá para organizar tudo. &#8211; E deu certo? &#8211; Não. Chegando lá não consegui fazer nada. Olhei aquele monte de papel, sentei e chorei. Fico olhando para ele em silêncio, esperando que continue. &#8211; Passei o dia todo ali querendo fazer alguma coisa, mas sem conseguir&#8230; me senti mal com isso. &#8211; &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2014/01/15/aquilo-que-escondo/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Aquilo que escondo</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Fui até lá para organizar tudo.</p>
<p>&#8211; E deu certo?</p>
<p>&#8211; Não. Chegando lá não consegui fazer nada. Olhei aquele monte de papel, sentei e chorei.</p>
<p>Fico olhando para ele em silêncio, esperando que continue.</p>
<p>&#8211; Passei o dia todo ali querendo fazer alguma coisa, mas sem conseguir&#8230; me senti mal com isso.</p>
<p>&#8211; O que te fez sentir-se mal em não ter conseguido?</p>
<p>&#8211; O que eu ia dizer em casa depois sabe? Óbvio que eu não disse muita coisa, falei só que tinha muita coisa para fazer.</p>
<p>&#8211; O que você não poderia dizer aos outros?</p>
<p>&#8211; Bem&#8230; eu não sei ao certo&#8230; não achava que era justo eu dizer que fiquei triste e passei a tarde lá sem fazer nada.</p>
<p>&#8211; Entendi, como se o seu sentimento, por si só, não fosse algo importante?</p>
<p>&#8211; Hum&#8230; é, algo por aí talvez&#8230;</p>
<p>&#8211; E então você esconde, mas, ao esconder dos outros, como negocia isso com você?</p>
<p>&#8211; Ah Akim&#8230; eu estou dizendo isso para você só porque não sai da minha cabeça&#8230; acho que geralmente eu acabo escondendo de mim primeiro.</p>
<p>&#8220;Seja forte&#8221;. Gostaria que estas instruções que ouvimos fossem um pouco mais abrangentes e nos dissessem como fazer o que precisamos fazer.</p>
<p>Como as coisas não são assim, muitas vezes ouvimos e agimos com base no que achamos que é para ser feito, outras vezes pelo que vimos alguém fazer. Na verdade algumas instruções são importantes e nos ajudam a viver no mundo, outras nos fazem ter medo ou vergonha daquilo que ocorre dentro de nós e é aí que a coisa complica.</p>
<p>Existem coisas que escondemos dos outros. Na verdade, escondemos dos outros e de nós, pois esta é a forma mais adequada de escondermos as coisas: se nos esquecermos nunca falaremos. O problema, porém, é que esconder não significa resolver.</p>
<p>Toda vez em que uma pessoa esconde algo de si própria, ela está, também, tirando de si a chance de dar uma boa resolução para o problema. Aquilo que fica escondido aparece em momentos de tensão nos quais alguns medo veem à tona, ou em momentos de tristeza nas quais a memória por vezes trabalha melhor ou em brigas nas quais o passado vem para ser vomitado no parceiro.</p>
<p>Esconder significa assumir para si que algo que lhe incomoda não está ali. É como tapar o sol com a peneira ou, como muitas vezes escuto, quando a pessoa vai viajar e &#8220;nem quer pensar nisso&#8221;. Obviamente, em alguns momentos temos mais é que esquecer mesmo de algumas coisas para que possamos nos organizar para enfrentá-las mais tarde, porém esconder sempre faz com que o &#8220;armário&#8221; inconsciente fique muito abarrotado.</p>
<p>Sempre que escondemos, como já disse temos medo ou vergonha do que fizemos, sentimos ou pensamos. O primeiro passo é conseguir fazer as pazes com aquilo que escondemos, dar valor de existência novamente ao invés de continuar fingindo que aquilo não existe. O segundo passo é determinar se o que escondemos nos causa medo ou vergonha. É importante definir isso porque medo e vergonha são elementos distintos e precisam ser tratados de formas distintas.</p>
<p>Com o medo trabalhamos buscando especificar o que causa o medo e, com isso, compreender o que a pessoa precisa aprender para tornar-se mais competente ao enfrentar o seu medo. Na vergonha precisamos compreender qual a regra que faz a pessoa envergonhar-se do que fez para checar se esta regra não está sendo muito rígida ou inadequada.</p>
<p>Depois disso, em geral, trabalhamos buscando ajudar a pessoa a expressar aquilo que esconde de uma forma adequada &#8211; quando é o caso de expressar aos outros &#8211; e de lidar com o que sente de uma forma mais útil para si.</p>
<p>Abraço</p>
<p>Visite nosso site: www.akimpsicologo.com.br</p>
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		<title>Vergonha</title>
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		<pubDate>Fri, 17 May 2013 11:59:36 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Me sinto envergonhado quando vou falar com eles. &#8211; O que te causa vergonha? &#8211; Sei lá&#8230; eu acho que o que eu vou dizer para eles não é muito interessante&#8230; eles podem rir de mim ou não se importar. &#8211; Isso já aconteceu com você antes? &#8211; Na verdade não&#8230; &#8211; Onde aprendeu, &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2013/05/17/vergonha/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Vergonha</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Me sinto envergonhado quando vou falar com eles.</p>
<p>&#8211; O que te causa vergonha?</p>
<p>&#8211; Sei lá&#8230; eu acho que o que eu vou dizer para eles não é muito interessante&#8230; eles podem rir de mim ou não se importar.</p>
<p>&#8211; Isso já aconteceu com você antes?</p>
<p>&#8211; Na verdade não&#8230;</p>
<p>&#8211; Onde aprendeu, então, que o que você vai dizer não é interessante?</p>
<p>&#8211; Não sei ao certo&#8230; fico com medo que seja.</p>
<p>&#8211; Você acha o que tem a dizer interessante?</p>
<p>&#8211; Várias vezes&#8230; às vezes eu vou lá todo empolgado, daí olho para eles e fico quieto.</p>
<p>&#8211; Entendi. Quando olha para eles imagina os risos ou a falta de interesse?</p>
<p>&#8211; É&#8230;</p>
<p>&#8211; Na pior das hipóteses, se eles rissem ou mostrassem falta de interesse; você saberia como lidar com isso?</p>
<p>&#8211; Acho que  não, acho que eu ficaria muito mal.</p>
<p>&#8211; Então temos que te ajudar a lidar com isso não é?</p>
<p>&#8211; É&#8230; acho que se eu me sentisse seguro de que acho aquilo legal mesmo que alguém ria ou deboche ou poderia falar e daí ia retrucar ou rir junto com eles ou tirar sarro de quem riu do que eu falei.</p>
<p>&#8211; Hum&#8230; você já fez isso antes?</p>
<p>&#8211; Sim&#8230; em alguns momentos inspirados&#8230; (risos)</p>
<p>&#8211; Perfeito, vamos começar por aí então&#8230;</p>
<p>A vergonha é uma emoção na qual a pessoa &#8211; geralmente &#8211; atribui um valor negativo ao seu comportamento ou as conseqüências que vão advir do seu comportamento, este valor negativo faz com que ela não tenha o comportamento que deseja ter.</p>
<p>Este valor negativo pode advir de uma pessoa importante que lhe ofereceu este valor (um pai ou mãe que lhe diz que é feio dizer que é falta de educação retrucar), por uma experiência negativa que a pessoa teve no passado ou por uma percepção errônea que a pessoa faz das conseqüências de seus comportamentos.</p>
<p>A vergonha está intimamente ligada com dois fatores: saber como reagir à possível &#8220;cena temida&#8221; (a reação pode ser desde um comportamento até uma nova forma de perceber a situação) e desorganizar o valor negativo associado ao comportamento que se deseja ter (por exemplo, retrucar por ser inadequado muitas vezes, porém as vezes deve ser feito, então nem sempre é feio fazer isso). Além disso também vale a pena verificar &#8211; como já foi dito &#8211; se a vergonha é causada por uma referência interna &#8211; a pessoa acha isso vergonhoso &#8211; ou se foi algo recebido de alguém &#8211; seus pais achavam aquilo vergonhoso &#8211; se a situação for com relação à terceiros é importante fazer com que a pessoa coloque a sua percepção acima da dos outros.</p>
<p>Também é interessante perceber que a vergonha pode ser associada à identidade da pessoa -sinto vergonha de mim. Este caso é muito interessante pois, geralmente, tem a ver com uma generalização que a pessoa faz. Ela fez ou tem o hábito de fazer algo que a envergonha, e como faz habitualmente acaba por rotular-se como motivo de vergonha. Precisamos desfazer esta associação e, então, ajudar a pessoa a perceber o que a faz ficar envergonhada e criar alternativas para isso. Uma vez que consiga criar todas estes recursos a pessoa terá mais liberdade para escolher o que fazer.</p>
<p>Abraço</p>
<p>Visite nosso site: www.akimpsicologo.com.br</p>
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