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	<title>Arquivos Auto-confiança - Akim Neto Psicólogo Clínico</title>
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		<title>Olhar para o passado, olhar para o futuro</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/12/20/olhar-para-o-passado-olhar-para-o-futuro/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Dec 2021 22:00:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; E foi daí que eu fiquei pensando no que eu fiz até hoje. &#8211; E em que conclusão chegou? &#8211; Eu vi que não estava fazendo nada de bom. Não que eu não tenha feito nada legal na minha vida, mas é que&#8230; &#8211; Que? &#8211; Que eu não fiz algo por mim. &#8211; &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/12/20/olhar-para-o-passado-olhar-para-o-futuro/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Olhar para o passado, olhar para o futuro</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; E foi daí que eu fiquei pensando no que eu fiz até hoje.</p>
<p>&#8211; E em que conclusão chegou?</p>
<p>&#8211; Eu vi que não estava fazendo nada de bom. Não que eu não tenha feito nada legal na minha vida, mas é que&#8230;</p>
<p>&#8211; Que?</p>
<p>&#8211; Que eu não fiz algo por mim.</p>
<p>&#8211; Ok. Agora a pergunta importante: o que você vai fazer com isso?</p>
<p>&#8211; Pois é, não sei&#8230; fiquei pensando no que eu fiz sabe?</p>
<p>&#8211; Sim. E eu gostaria de te convidar para pensar no que você vai fazer.</p>
<p>&#8211; Pra mim sempre foi difícil fazer isso entende?</p>
<p>&#8211; Sim, por isso mesmo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Queremos entender o passado. Entramos em terapia e o entendemos. Perfeito. O que fazemos agora? Passado resolvido, o que nos resta? O futuro. Muitas pessoas fazem grande confusão entre entender o passado e construir o futuro, tomando um como sinônimo do outro. Infelizmente a coisa não funciona assim.</p>
<p><span id="more-6755"></span></p>
<p>A psicoterapia tradicional aprendeu a focar no passado. A premissa é que olhando para o passado compreendemos o presente. Esta premissa é válida para muitas situações, obviamente, porém ela não é um referencial estático para tudo o que ocorre em nossas vidas. Muitas vezes nosso comportamento presente distingue-se do passado em detrimento de uma motivação nova que surge. A adolescência é um exemplo de como o comportamento passado nem sempre é a melhor referência para o comportamento futuro e presente.</p>
<p>Além disso, existe outro fator importante entre o passado e o futuro. O passado é dado, o futuro é possibilidade. Enquanto podemos &#8220;saber&#8221; o que aconteceu no passado, não podemos fazer o mesmo com o futuro. O passado pode ser compreendido (e existem muitas formas de &#8220;entender&#8221; o passado), o futuro, por sua vez, é construído. Dizer isso não é apenas estabelecer um jogo de palavras, mas sim mostrar que o comportamento entre estes dois tempos são diferentes. O passado é interpretativo, serve como referência, o futuro exige ação, pois ele será construído.</p>
<p>Assim sendo, muitas pessoas desejam criar o futuro refletindo sobre seu passado. Não funciona. Obviamente existem situações em que a pessoa repete no presente comportamentos passados que são inadequados para construir o futuro. Este é um dos casos em que é necessário mudar a relação que a pessoa mantém com o passado. Porém, em muitos outros isso não se faz necessário. Em outros casos o grande &#8220;problema&#8221; é que a pessoa não consegue olhar para o futuro, arregaçar as mangas e começar a construir. É uma atitude diferente e ousada em relação à contemplar o passado &#8220;imutável&#8221;.</p>
<p>Olhar para o futuro exige tomar decisões também. Enquanto o passado é reflexivo, ou seja, permite várias interpretações, o futuro não permite. Não é possível ir para a praia, campo e dar uma passadinha na cidade ao mesmo tempo. É preciso definir para onde se deseja ir e ir. Assumir a responsabilidade em relação aos meios e formas de chegar nesse futuro também é uma tarefa de &#8220;olhar para frente&#8221;. Essas são atitudes importantes que nem sempre as pessoas tem. Assim sendo torna-se mais seguro olhar para trás.</p>
<p>Muitas vezes a dificuldade é ainda outra. Alguns se apegam ao passado. Um cena que define suas vidas e frente à qual não se sentem aptos, merecedores ou interessados em deixar para trás. Nesse caso o passado não define apenas o futuro, ele define a essência da pessoa. Manter-se no passado é dizer não à vida, pois ela acontece no presente e segue em direção ao futuro. Assim sendo é importante sempre saber olhar em ambas as direções de maneira saudável: o passado como referência e aprendizado e o futuro como construção do &#8220;por vir&#8221;. Assim os tempos se integram ao invés de competirem entre si.</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>Rejeição, rejeitado e rejeitador</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/12/10/rejeicao-rejeitado-e-rejeitador/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Dec 2021 21:34:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Akim, você não tem ideia de como é se sentir assim. &#8211; Talvez não&#8230; como é? &#8211; É saber que você nunca, nunca vai poder sentir aquela emoção de ser acolhido e bem quisto. &#8211; Uau&#8230; que passado poderoso você tem. Nunca mais? Então ele ter lhe rejeitado, te exclui do &#8220;rol&#8221; de pessoas &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/12/10/rejeicao-rejeitado-e-rejeitador/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Rejeição, rejeitado e rejeitador</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Akim, você não tem ideia de como é se sentir assim.</p>
<p>&#8211; Talvez não&#8230; como é?</p>
<p>&#8211; É saber que você nunca, nunca vai poder sentir aquela emoção de ser acolhido e bem quisto.</p>
<p>&#8211; Uau&#8230; que passado poderoso você tem. Nunca mais? Então ele ter lhe rejeitado, te exclui do &#8220;rol&#8221; de pessoas aceitas?</p>
<p>&#8211; Falando assim até parece exagero da minha parte.</p>
<p>&#8211; É exagero.</p>
<p>(silêncio) &#8211; Porque? Não acha que doeu.</p>
<p>&#8211; Acredito que &#8220;doeu&#8221;. No passado. E hoje, porque você ainda revive, todos os dias aquela cena? Ou seu pai lhe diz todos os dias &#8220;eu não amo você&#8221;?</p>
<p>&#8211; Não&#8230; ele não diz.</p>
<p>&#8211; Veja, sei que doeu, mas o fato é que você está construindo sua vida em cima disso. E esse não é um bom alicerce. Que tal tentar se dar outro? Um no qual sua felicidade possa florir?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Muitas pessoas sofrem com a rejeição. Porém o sofrimento causado pela rejeição só deveria ser sentido uma vez, ao ser rejeitado. Porque as pessoas mantém este sentimento por muitos anos e até definem suas vidas com base nele?</p>
<p><span id="more-6686"></span></p>
<p>O rejeitado tem como dinâmica mental comparar o passado que foi de fato com aquele passado desejado. De um lado, visualiza aquilo que poderia ter acontecido e contrasta com o que ocorreu se atendo às partes negativas. Esta comparação gera a sensação de injustiça e impotência típicas do sentimento de rejeição. Além disso, o rejeitado também cria, muitas vezes sem perceber, um &#8220;eu&#8221; para cada versão do passado que ele cria em sua mente.</p>
<p>O sentimento de rejeição só é possível por causa deste contraste entre o que deveria ter sido e o que foi. Quando focamos na questão do &#8220;eu&#8221;, ou da identidade, a questão se torna mais complexa. O rejeitado cria para si um modelo de quem ele foi de fato (o eu rejeitado) e de quem ele poderia ter sido caso não fosse rejeitado. Em geral as pessoas se magoam ao ver quem eles são em detrimento de quem poderiam ter sido caso tudo fosse como eles esperavam que fosse.</p>
<p>Esta dinâmica, então faz com que o rejeitado lute contra o passado e também contra si. Não raro pessoas que tem problemas com rejeição também se rejeitam. O mecanismo é este citado acima: comparação entre quem são e quem deveriam ter sido. O problema repousa no fato cruel de que quem eles são ou poderiam ter sido é algo que está nas mãos de um terceiro: aquele que o rejeitou no passado. Desta forma a injustiça, impotência e desprezo se instalam.</p>
<p>A mudança está em aceitar aquilo que passou do jeito que ocorreu. Aceitar a dor pode ser mais difícil do que lutar contra ela e boa parte das pessoas que são rejeitadas não querem aceitar isso. A aceitação faz com que a pessoa tenha que se fazer uma pergunta: o que farei com o que fizeram de mim? Esse questionamento faz com que ela retome a responsabilidade por sua existência e destino, em geral, algo que os rejeitados jogam para cima dos rejeitadores.</p>
<p>Uma das perguntas que faço é: você pode ser rejeitado? Pode parecer estranha, porém leva à uma reflexão profunda. Boa parte das pessoas reclamam da rejeição e sabemos que ela pode ter efeitos nocivos. Por outro lado trata-se de um fenômeno super comum pelo qual todos os seres humanos passam ao longo de suas vidas. Sem a rejeição não existiriam grupos, afinal de contas rejeitar é escolher também. Logo, perceber que não há nada de pessoal em uma rejeição é fundamental para aceitar o passado (e a si mesmo).</p>
<p>Se a pessoa entende a rejeição como algo normal e entende que seu passado foi real ela poderá abrir-se para o futuro. É algo como dizer-se: &#8220;ok, não consegui exatamente o que quis, mas o que vou fazer comigo daqui em diante?&#8221;. Não podemos mudar o passado, isso é um fato. Logo não adiante brigarmos com ele e nem com quem nos tornamos a partir dele. Tudo o que nos resta, no presente, é buscar como iremos ao futuro de uma maneira melhor.</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>Se não posso dizer adeus, não posso voar</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/12/06/se-nao-posso-dizer-adeus-nao-posso-voar/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Dec 2021 22:30:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas sabe&#8230; eu não quero mais ficar. &#8211; Você percebe que não é bom ficar, mas isso é diferente de desejar partir. &#8211; Tem diferença é? &#8211; Sim, imagine-se dizendo adeus, indo morar só, como lhe parece? &#8211; Eu fico meio mal na verdade. &#8211; Claro, esse é o problema. Você já pode ir, &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/12/06/se-nao-posso-dizer-adeus-nao-posso-voar/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Se não posso dizer adeus, não posso voar</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas sabe&#8230; eu não quero mais ficar.</p>
<p>&#8211; Você percebe que não é bom ficar, mas isso é diferente de desejar partir.</p>
<p>&#8211; Tem diferença é?</p>
<p>&#8211; Sim, imagine-se dizendo adeus, indo morar só, como lhe parece?</p>
<p>&#8211; Eu fico meio mal na verdade.</p>
<p>&#8211; Claro, esse é o problema. Você já pode ir, sustenta-se sozinha.</p>
<p>&#8211; Sim&#8230; mas é difícil dizer adeus.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Há um preço a ser pago para crescer. Muitos, no entanto, querem crescer sem pagar o preço, acreditam que é um &#8220;direito&#8221;. Por este motivo muitas que tentam sair  de casa não conseguem. Outros nem sequer conseguem se conectar com a energia do crescimento, e por este motivo mantém-se pequenos. Fatores emocionais, psicológicos e familiares estão por detrás desta dinâmica.</p>
<p><span id="more-6743"></span></p>
<p>Um dos fatores que contribui para este cenário é o comodismo. Crescer é uma atitude incômoda, pois nos coloca no limite do nosso conhecimento e competências. A famosa cena da águia que joga seu filhote ninho abaixo revela o que é crescer: enfrentar os requisitos necessários para se manter vivo. Isso incomoda, angustia e nem sempre as pessoas estão prontas para deixar o calor do ninho. Ao comodismo, somam-se pais cada vez mais dependentes dos filhos que não conseguem incentivar o desejo pelo crescimento.</p>
<p>Outro fator se refere à inteligência emocional. Como já disse, crescer é uma atividade que envolve muitas emoções &#8220;negativas&#8221; como frustração, ansiedade e angústia. As pessoas que tendem a não conseguir (e/ou querer) lidar com estas emoções não saem de casa. Tornar-se adulto envolve lidar com suas emoções. Suportar estados emocionais contraditórios, saber acessar emoções positivas e lidar com as negativas é uma tarefa que faz parte de &#8220;sustentar-se&#8221;. Aqueles que se acomodam em lidar com sentimentos de terceiros ao invés dos seus, que sempre precisam de apoio e não querem responsabilizar-se por suas respostas emocionais não saem de casa.</p>
<p>Algumas pessoas desejam sair, mas não se permitem. Este é outro tipo de dinâmica. Sentimentos de culpa são comuns nesse tipo de situação. É quando a pessoa possui as capacidades para alçar seus vôos, mas sente-se, de alguma maneira, presa à família. Uma dinâmica familiar típica são pais dependentes do papel de pais. O casal com problemas, muitas vezes sobrecarrega a função paternal sobre a marital. Quando os filhos podem alçar vôos tendem a reprimir ou intervir afim de que o filho saia de casa, o desejo deles é não ter que lidar com seus problemas. O filho, de outro lado, assume o papel de protetor dos pais e não sai.</p>
<p>Cada vez mais típica em nossa cultura, esta dinâmica traz muitos problemas para todos os envolvidos. O filho, termina no papel de pai dos pais, afinal de contas, os protege. Ao mesmo tempo, sente-se deslocado, pois os pais não o obedecem, afinal de contas, são pais. Estes sentem-se cobrados pelos filhos que desejam que eles sejam diferentes, ao mesmo tempo em que sentem medo dos filhos irem embora. A situação vira um cabo de guerra e ninguém consegue direcionar esta energia para algo, de fato, construtivo.</p>
<p>Ao filho, por fim, cabe dizer adeus. Aprender a deixar os pais com os seus problemas ao invés de buscar resolvê-los. Por incrível que pareça esta é uma atitude humilde, pois o filho se coloca no seu devido lugar e deixa seus pais no deles. Aos pais cabe aprender a dizer adeus. Reconhecer seus problemas e permitir ao filho sair de cena é fundamental para que o casal enquanto marido e mulher possa ter uma chance de se resolver. Por fim, cabe à ambos dizer &#8220;eu te amo&#8221;. Os pais abençoarem a saída do filho é fundamental ao filho reconhecer e amar os pais tal como são também. Apenas com estes atos este tipo de dinâmica encontra novo equilíbrio.</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>Adultos ou crianças?</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/12/03/adultos-ou-criancas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Dec 2021 21:30:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas eu sempre fui assim Akim! &#8211; Sim, eu sei. Desde quando, mais ou menos? &#8211; Ah, desde uns 8 ou 10 anos. &#8211; Então lá naquela época você decidiu que isso seria o melhor para você? &#8211; Mais ou menos isso. &#8211; Você deixaria suas economias nas suas mãos quando tinha oito anos? &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/12/03/adultos-ou-criancas/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Adultos ou crianças?</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas eu sempre fui assim Akim!</p>
<p>&#8211; Sim, eu sei. Desde quando, mais ou menos?</p>
<p>&#8211; Ah, desde uns 8 ou 10 anos.</p>
<p>&#8211; Então lá naquela época você decidiu que isso seria o melhor para você?</p>
<p>&#8211; Mais ou menos isso.</p>
<p>&#8211; Você deixaria suas economias nas suas mãos quando tinha oito anos?</p>
<p>&#8211; Não.</p>
<p>&#8211; Porque?</p>
<p>&#8211; Eu ia gastar tudo em jogo de vídeo game!</p>
<p>&#8211; Pois é, imaturo não?</p>
<p>&#8211; Sim.</p>
<p>&#8211; E porque deixa a sua vida nas mãos daquele menino de oito anos?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os adultos tem problemas de adultos. Decisões cujas consequências serão reais. Porém, em várias situações colocam a criança que carregam dentro de si, muitas vezes ferida, para tomar essas decisões. Porém crianças não deveriam ter que tomar decisões por adultos, deveriam ser educadas e protegidas por eles.</p>
<p><span id="more-6719"></span></p>
<p>Internamente, todos mantemos histórias sobre quem somos e porque somos assim. Muitas dessas histórias tem o poder de organizar nossas crenças, identidade e comportamentos. Várias delas definem as pessoas com quem que vamos ter relações , a profissão que vamos seguir e como vamos nos relacionar com ela e até nossa auto estima. O problema é que mutias dessas histórias foram criadas por nós quando éramos crianças.</p>
<p>Embora a criança tenha um lugar dourado hoje em nossa sociedade, a verdade é que ela também comete inúmeros erros e interpretações da realidade que são muito mais uma fantasia composta do que uma percepção. Não é que a criança tenha algo de errado, mas é que ela é imatura. A imaturidade natural da criança a faz tecer histórias e criar explicações sobre si e o mundo que não são úteis, ou são baseadas em critérios inadequados. Assim sendo, tornam-se problemáticas ao serem empregues por um adulto.</p>
<p>Um exemplo disso são pessoas filhas de pais com problemas com álcool. É comum que, quando adultas, estas pessoas reajam à situações de conflito da mesma maneira que aprenderam quando criança. Tornando-se menor, pedindo &#8220;desculpas por existir&#8221;, prendendo a respiração, mudas e torcendo para que o pior não aconteça. É natural uma criança reagir assim frente um adulto alcoolizado e agressivo. Porém enquanto essa pessoa, como adulta, mantiver esta mesma resposta, irá colocar-se de maneira por demais frágil em situações de confronto.</p>
<p>Tendemos a nos identificar com nossas histórias. Assim, a criança pode dizer: &#8220;melhor eu ficar quietinha aqui, pequena e ele não via me ferir&#8221;. Ora, é compreensível que uma criança faça isso. Porém, o adulto pode manter a mesma frase em situações nas quais ela não é mais adequada ou, sequer, desejável. É importante ajudar a pessoa a perceber &#8220;quem&#8221; está ali: uma criança amedrontada ou um adulto? A criança vai se esconder e está certa nisso, porém o adulto pode enfrentar uma situação e é importante ajudar este adulto a aparecer.</p>
<p>Ele aparece, no primeiro momento, ao se dar conta da situação. &#8220;Quem sou eu&#8221; frente à esta situação é o que nos coloca no jogo. Ao se perguntar isso a pessoa pode fazer uma diferença entre quem ela foi no passado e quem ela é agora. O segundo passo é perguntar-se &#8220;como eu posso agir nesta situação?&#8221;. O adulto pode explorar outros tipos de resposta, pois já teve mais experiência de vida e tem acesso à mais informações do que a criança. Por fim, sempre, agir. Agir e coletar os resultados de sua ação e fazer isso novamente. É na ação que aprendemos. E na ação, que crescemos.</p>
<p>Abraços</p>
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		<title>A dolorosa consequência da realidade</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/11/24/a-dolorosa-consequencia-da-realidade/</link>
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		<pubDate>Wed, 24 Nov 2021 21:59:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Eu não quero mais falar com ela. &#8211; Eu sei. &#8211; Ela não merece. &#8211; É o contrário. &#8211; Contrário? Como contrário? Olhe o que ela fez para mim! &#8211; Sim, ela foi &#8220;sacana&#8221;. &#8211; Então! &#8211; Mas quem não merece falar com ela é você, porque querer, você quer. (silêncio) &#8211; E porque &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/11/24/a-dolorosa-consequencia-da-realidade/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">A dolorosa consequência da realidade</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Eu não quero mais falar com ela.</p>
<p>&#8211; Eu sei.</p>
<p>&#8211; Ela não merece.</p>
<p>&#8211; É o contrário.</p>
<p>&#8211; Contrário? Como contrário? Olhe o que ela fez para mim!</p>
<p>&#8211; Sim, ela foi &#8220;sacana&#8221;.</p>
<p>&#8211; Então!</p>
<p>&#8211; Mas quem não merece falar com ela é você, porque querer, você quer.</p>
<p>(silêncio)</p>
<p>&#8211; E porque eu não mereço?</p>
<p>&#8211; Porque não consegue reconhecer que quer falar com ela.</p>
<p>&#8211; Odeio isso.</p>
<p>&#8211; Sim.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O filme &#8220;Her&#8221; tem uma frase linda: &#8220;o passado é só uma história que contamos à nós mesmos&#8221;. Porém, refletir sobre ela é um tanto chocante e exige maturidade. Dizer que o passado é &#8220;só uma história&#8221; não deve ter como foco a palavra &#8220;só&#8221;, mas sim &#8220;uma história&#8221;. Ao tomar a discussão por este lado, entramos no tema da realidade.</p>
<p><span id="more-6793"></span></p>
<p>Uma das tarefas que cabe à todo psicólogo clínico em praticamente todos os seus atendimentos é a &#8220;redefinição&#8221;. Nela, tratamos de dar um novo sentido sobre um evento ou nova definição sobre um conceito que a pessoa traz consigo. O que faz esta tarefa tão importante e comum é o fato de que muitos conceitos e significados que traçamos em algum momento de nossas vidas, se tornam disfuncionais mais tarde. Porém, como sabemos que eles se tornam disfuncionais?</p>
<p>Tomando um adolescente classe média, média alta que não precisa trabalhar, por exemplo. Talvez essa pessoa deseje, aos seus 16 anos, ter um lugar só para si, uma casa para receber os amigos e festar, dormir a hora que quer e fazer &#8220;o que bem entende&#8221;. Ao atingir isso, mais tarde, no começo ela se deleita com a execução de todos os seus desejos. Algum tempo depois, ao iniciar vida profissional e, talvez, marital percebe que há algo de errado. As crenças elaboradas na adolescência sobre o que é &#8220;ser um adulto&#8221;, não estão em harmonia com a realidade. Antes seus pais o acordavam, agora seu emprego pede que ele acorde cedo, por exemplo. &#8220;Onde está a minha liberdade?&#8221;, pergunta-se a pessoa.</p>
<p>O problema não é a &#8220;falta de liberdade&#8221; e sim a concepção que o adolescente criou sobre como deveria ser uma vida com &#8220;liberdade&#8221;. A realidade é: ele escolheu o emprego, a namorada e a casa. Escolheu crescer e tudo isso vem com limites. Porém a &#8220;história&#8221; que ele ainda tem em mente é que &#8220;estava indo tudo bem, minha vida estava tranquila e daqui a pouco eu tenho que fazer isso e fazer aquilo e não tenho mais a minha liberdade&#8221;. As histórias que contamos para nós são a interpretação que tiramos de nossas experiências, porém elas são histórias e não a realidade em si. Quando lidamos com a realidade em si, as coisas são diferentes.</p>
<p>As histórias são &#8220;boas&#8221; a realidade é cruel. Nas histórias sempre temos uma desculpa externa para nosso sofrimento, na realidade não. Então as redefinições se tornam necessárias. Sabemos que uma crença é disfuncional olhando para a realidade. Quando nossos conceitos criam histórias que nos ajudam, crescemos e eles são funcionais. Quando atrapalham nosso crescimento, se tornam disfuncionais. Uma pessoa mais amadurecida, por exemplo, diria que escolhas trazem consequências. Ela, então, pensa nas consequências, ganhos e perdas que terá com as escolhas que fará e decide se está disposta a enfrentar isso ou não. Assim sendo, ela entende o que acontece depois como &#8220;parte do jogo&#8221; e não como &#8220;perda da liberdade&#8221; como alguém mais imaturo pensa.</p>
<p>A realidade é dolorosa em relação as histórias porque ela sempre nos apresenta perdas. Sempre vamos perder algo à medida em que crescemos e o tempo passa. A realidade cobra seu preço de maneira crua e imparcial. Por outro lado, ela traz a liberdade verdadeira: aquela na qual ação e consequência caminham juntas e todos temos limites. Nela, as coisas são pequenas: apenas o que pode acontecer acontece. De outra lado, o fato das coisas acontecerem dessa forma nos faz fortes para realizá-las. As histórias, são ricas, muito pode acontecer nelas, porém, se tornam restritas, porque não somos tão potentes ou tão vítimas quanto nossas histórias gostam de nos colocar.</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>O valor da memória</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/11/05/o-valor-da-memoria/</link>
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		<pubDate>Fri, 05 Nov 2021 21:35:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; E daí, quando eu penso em tentar, me dá uma coisa ruim. &#8211; Que &#8220;coisa ruim&#8221;? &#8211; Ah, eu me lembro do que eu já fiz e não consegui fazer direito sabe? &#8211; Sim. O que te motiva a lembrar dos seus fracassos passados quando quer construir o futuro? &#8211; Não sei direito &#160; &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/11/05/o-valor-da-memoria/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">O valor da memória</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; E daí, quando eu penso em tentar, me dá uma coisa ruim.</p>
<p>&#8211; Que &#8220;coisa ruim&#8221;?</p>
<p>&#8211; Ah, eu me lembro do que eu já fiz e não consegui fazer direito sabe?</p>
<p>&#8211; Sim. O que te motiva a lembrar dos seus fracassos passados quando quer construir o futuro?</p>
<p>&#8211; Não sei direito</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A memória não é apenas um banco de dados que ficam parados sem fazer nada em nossa mente. A memória tem função ativa em muitas atividades cognitivas e psicológicas. Planejar o futuro é uma delas.</p>
<p><span id="more-6434"></span></p>
<p>Nossa memória é muito mais que um banco de dados. As informações que guardamos vivem de maneira ativa dentro de nós, caso contrário acabam sendo esquecidas. É um fato curioso sobre a memória que, de forma geral, apenas aquelas informações que são utilizadas se mantém. Assim sendo, memórias sobre dias bons, ruins, conversas, situações precisam ser ativadas com constância para se manterem.</p>
<p>Como fazemos isso? O ser humano é um contador nato de histórias. A principal história que ele se conta todos os dias é sobre &#8220;quem ele é&#8221;. Todos os dias reforçamos a auto imagem que temos de nós através das situações que vivemos e das lembranças que temos de situações semelhantes. É o famoso &#8220;ah, viu só, tinha que ser! Isso sempre acontece comigo&#8221;. Quando falamos isso, não estamos apenas confirmando o que aconteceu conosco, mas, também, nossa auto imagem.</p>
<p>Desta forma a memória nos lembra do que ocorreu e de quem somos. Ela ajuda a definir nossa identidade. A memória, dessa maneira, assume &#8220;valores&#8221;. Valores podem ser negativos ou positivos. Os negativos são aqueles que nos afastam de alguma coisa. Por exemplo, diante de uma situação onde terei que confrontar alguém, me recordo das situações em que tive medo de fazer isso ou nas quais não fiz isso adequadamente. Esta memória tenderá a me afastar da situação atual ou futura de confronto. A memória de valor positivo funciona ao contrário dessa, nos impelindo à ação.</p>
<p>Ela pode edificar ou denegrir a auto imagem. Diante de uma situação em que falhei, por exemplo, posso empregar a memória para me lembrar de outras situações nas quais cumpri com minhas metas e dizer-me: &#8220;foi só dessa vez, em geral, cumpro com o que me comprometo&#8221;. Ou posso me lembrar de todas as vezes em que falhei e concluir: &#8220;eu não sirvo para nada mesmo, nunca faço nada direito&#8221;.</p>
<p>Desta maneira, ao lembrar de alguma coisa o importante não é apenas o fato que é lembrado, mas todas as emoções que emergem junto com a lembrança e o efeito que ela tem sobre nossa auto estima e comportamento. Aprender a usar a memória significa compreender quais são os impactos que ela tem sobre nós. Desta maneira a memória poderá ter um valor geral positivo nos ajudando a compreender nosso passado para projetar nossa futuro de maneira construtiva.</p>
<p>Abraço</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Porque &#8220;causa e efeito&#8221; é um saber fundamental?</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/10/15/porque-causa-e-efeito-e-um-saber-fundamental/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Oct 2021 22:00:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Eu não consigo entender isso Akim. &#8211; Eu sei, é difícil para você. O que torna essa compreensão difícil? &#8211; Não sei. &#8211; Vou dar uma dica: é algo relacionado à como você pensa. &#8211; Eu sou egoísta demais? &#8211; Egocêntrico, na verdade. Sim, é isso. De que maneira isso atrapalha o seu pensamento? &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/10/15/porque-causa-e-efeito-e-um-saber-fundamental/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Porque &#8220;causa e efeito&#8221; é um saber fundamental?</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Eu não consigo entender isso Akim.</p>
<p>&#8211; Eu sei, é difícil para você. O que torna essa compreensão difícil?</p>
<p>&#8211; Não sei.</p>
<p>&#8211; Vou dar uma dica: é algo relacionado à como você pensa.</p>
<p>&#8211; Eu sou egoísta demais?</p>
<p>&#8211; Egocêntrico, na verdade. Sim, é isso. De que maneira isso atrapalha o seu pensamento?</p>
<p>&#8211; É aquilo que eu só vejo o que eu quero ver?</p>
<p>&#8211; Sim e não vê aquilo que está na sua frente porque também não quer.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A relação de &#8220;causa e efeito&#8221; sofreu muito preconceito nos últimos anos. Tida como &#8220;ultrapassada&#8221; sua importância tanto para o dia a dia, tanto para a vida psíquica precisa ser resgatada.</p>
<p><span id="more-6331"></span></p>
<p>Hoje em dia quando se fala em &#8220;causa e efeito&#8221;, você é tido como ultrapassado apenas por citar este termo. As pessoas estão acostumadas com a tal &#8220;física quântica&#8221; que diz que não se pode ao certo saber o que causa um determinado fenômeno. Na verdade, nunca conheci uma pessoa que fale sobre física quântica que tenha, de fato, lido sobre física quântica. O que tenho visto é que a compreensão inadequada do fenômeno de &#8220;causa e efeito&#8221; aliado à uma compreensão ainda pior da física quântica tem levado muitas pessoas ao mesmo lugar que o meu cliente acima: o de um egocentrismo distorcido compreendido como virtude.</p>
<p>Ocorre que as relações de causa e efeito existem sim e não é piegas ou conservador falar sobre elas. O que se objeta é que nem sempre um determinado comportamento irá fornecer o mesmo resultado. Concordo. Porém, dizer isso não encerra a questão, pelo contrário a torna ainda mais envolvente e interessante. As pessoas, em geral, compreendem que se um comportamento pode oferecer dois resultados então não é possível falar nada sobre ele. Essa compreensão além de demonstrar ignorância em ciência, também demonstra que essa pessoa é extremamente rígida.</p>
<p>O fato é que nunca analisamos um comportamento por si só. Ele sempre está inserido dentro de um contexto. A compreensão desse contexto é de fundamental importância para compreender as relações de causa e efeito. Nesse sentido é importante entender onde estou tendo um comportamento. É diferente dar um sorriso em uma festa e em um funeral, o sentido é diferente por causa do contexto.</p>
<p>Outro elemento é a cultura. Tomando o caso do sorriso e do funeral, na cultura Ocidental, o sorriso pode ser compreendido como descaso para com a dor dos enlutados. Já no Oriente, algumas regiões veem a morte como algo bom e festejam, nessa cultura o sorriso na situação de um funeral é comum. A cultura tem um viés regional, como também pode ter um viés familiar. Tenho um amigo para quem funerais são motivo de alegria, ele não é oriental e nem budista, apenas vê a morte de outra maneira.</p>
<p>Considerando o contexto e a cultura ainda é importante verificar o momento histórico no qual tudo está ocorrendo. O sorriso no funeral dentro do Ocidente pode ser visto como um sinal de posicionamento político dependendo de quem morreu e quando morreu. A recente morte de Fidel Castro motivou muitas festas em cubanos exilados nos EUA, o que demonstra que mesmo no Ocidente é possível sorrir em um contexto de funeral e isso ser aceito (obviamente se algum cubano residente em Cuba sorriu, deve tê-lo feito sob lençóis).</p>
<p>Portanto, quando um psicólogo, por exemplo, fala em causa e consequência, não está querendo ter uma &#8220;visão reducionista&#8221; do mundo e do comportamento humano. Pelo contrário, quem realmente compreende o que significa &#8220;causa e consequência&#8221; sabe da enorme dificuldade em compreender os fatores envolvidos em determinados resultados assim como cada um deles influencia esses resultados.</p>
<p>Porém, esta percepção enriquece a vida das pessoas que passam a observar o seu contexto de maneira mais atenta e respeitosa. Compreender os elementos que influenciam os resultados daquilo que fazemos nos leva a ter um senso de conexão maior com o mundo e de respeito com o real. Isso é o avesso de uma atitude egocentrada que acredita que o universo se molda de acordo com aquilo que desejamos. Relações criaram o universo, não a imposição de uma vontade egocêntrica que se crê melhor, maior ou mais importante que todas as outras que coexistem com ela.</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>Não peça perdão</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/09/15/nao-peca-perdao/</link>
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		<pubDate>Wed, 15 Sep 2021 22:00:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; E daí eu disse: &#8220;desculpe&#8221;. &#8211; Porque? &#8211; Como assim porque? Ela ficou chateada. &#8211; Sim, mas até onde te conheço, você não viu que fez algo errado para pedir desculpas. &#8211; Mas você diz que eu faço. &#8211; Sim, eu digo, mas não importa o que eu digo, mas sim o que você &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/09/15/nao-peca-perdao/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Não peça perdão</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; E daí eu disse: &#8220;desculpe&#8221;.</p>
<p>&#8211; Porque?</p>
<p>&#8211; Como assim porque? Ela ficou chateada.</p>
<p>&#8211; Sim, mas até onde te conheço, você não viu que fez algo errado para pedir desculpas.</p>
<p>&#8211; Mas você diz que eu faço.</p>
<p>&#8211; Sim, eu digo, mas não importa o que eu digo, mas sim o que você sente em relação à isso.</p>
<p>&#8211; Fiquei confuso.</p>
<p>&#8211; Assuma que você acha que não deve desculpas à ela. Assuma isso ao invés de fingir culpa. Senão vai sobrecarregar a relação.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para uma civilização baseada nas tradições católicas a ideia de não pedir perdão pode parecer absurda. Porém, nem sempre o perdão é a melhor forma de resolver um problema que criamos para o outro.</p>
<p><span id="more-6465"></span></p>
<p>O ato de perdão é tradicionalmente associado com um ato de humildade daquele que cometeu um deslize. No entanto, existe uma dinâmica oculta neste ato que o torna mais complexo. A pessoa que solicita o perdão, transfere a responsabilidade de seu ato e das consequências deste para o outro. Quem recebe o pedido de perdão fica, então, com duas responsabilidades: lidar com o problema que o outro lhe causou e ainda ter que perdoá-lo, ou seja, retirar a culpa sobre seu feito.</p>
<p>Porém dizer a alguém que algo que nos causou dor não causou dor é mentir. Não é possível retirar a culpa sobre uma ação. Uma ação que machuca, machuca. Não há como negar isso. Não há porque &#8220;perdoar&#8221;. O ato que nos causa dor precisa ser &#8220;celebrado&#8221; e valorizado dessa forma. A atitude do &#8220;perdão&#8221; (aquele que &#8220;apaga&#8221; o ato) não é humana. Aceitar a dor e a culpa sim.</p>
<p>Quando digo &#8220;não peça perdão&#8221;, o que quero dizer é: não dê à alguém que você machucou a responsabilidade por tirar a sua culpa de você. É você quem deve lidar com a sua culpa e não projetá-la no próximo. A culpa pode engrandecer se você lidar de forma honesta com ela. Fazer isso é reconhecer o que você fez e comprometer-se por seu livre desejo em não repetir o que fez, além de arcar com as consequências de sue ato. Essa é a forma adulta e humana em lidar com nossos erros.</p>
<p>O desejo de expiação é um desejo infantil baseado na ideia de que é possível mudar o passado. Não é. O que está feito, assim está. O presente pode ser vivido e o futuro poderá ser mudado, mas o passado não. Então assumir que o passado existiu é fundamental para lidar bem com a culpa. O segundo passo é assumir a dor ao invés de projetar, negar ou desejar que outra pessoa a tire para você. O terceiro é mudar o seu comportamento.</p>
<p>E o outro? Bem, o outro vai decidir o que fará. Não cabe buscar coagir o outro a tomar uma decisão em relação ao que fazemos de errado. Ele deve ser deixado livre para decidir o que quer fazer. Manter-se ou não perto de quem nos causa mal não significa apagar o passado, mas aceitar o passado e é preciso ter muita parcimônia nesse momento. É importante para quem fere saber que feriu e é importante para quem é ferido mostrar o ferimento, sem dramas desnecessários. Sem tornar um o &#8220;bom&#8221; e o outro o &#8220;ruim&#8221;.</p>
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		<title>O grande problema</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Sep 2021 22:00:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Agora entendi o meu problema Akim. &#8211; Perfeito. &#8211; Como eu faço para me livrar dele? &#8211; &#8230; &#8211; Não é para me livrar? &#8211; É como se você tivesse encontrado algo dentro do seu armário. Você finalmente o achou e agora quer jogá-lo fora. &#8211; Entendi&#8230; é meio estranho isso, mas entendi. &#160; &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/09/08/o-grande-problema/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">O grande problema</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Agora entendi o meu problema Akim.</p>
<p>&#8211; Perfeito.</p>
<p>&#8211; Como eu faço para me livrar dele?</p>
<p>&#8211; &#8230;</p>
<p>&#8211; Não é para me livrar?</p>
<p>&#8211; É como se você tivesse encontrado algo dentro do seu armário. Você finalmente o achou e agora quer jogá-lo fora.</p>
<p>&#8211; Entendi&#8230; é meio estranho isso, mas entendi.</p>
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<p>É comum desejar viver sem problemas. Porém, quando os tomamos dessa forma olhamos apenas para o lado ruim de ter problemas. A realidade é que vivemos sempre com problemas. Então, como olhar para eles e não torná-los um peso à mais?</p>
<p><span id="more-6607"></span></p>
<p>Boa parte dos meus clientes, quando chega à alguma conclusão sobre si faz a pergunta: ok, como me livro disso? É interessante refletir sobre isso. Você passa um bom tempo de sua vida buscando compreender algo sobre você e quando percebe, quer jogar fora. Porque queremos jogar nossos problemas fora?</p>
<p>Perceber-se com um &#8220;problema&#8221; é perceber-se incompleto ou incapaz de algo. Perceber um entendimento errôneo sobre si, o outro ou o mundo. Em geral, quando se trata de questões humanas o &#8220;problema&#8221; tem a ver com alguma coisa (percepção, atitude, entendimento) que nos fecha para a vida, nos limita. Não queremos ser assim. Queremos ser perfeitos e ilimitados, bons em todos os sentidos.</p>
<p>Assim, o problema surge não apenas com seus efeitos sobre nossa vida, mas, também, como uma mancha em nossa auto imagem. As pessoas pensam: &#8220;ahá, agora encontrei o que me impedia de ser perfeito&#8230; agora &#8220;a coisa vai&#8221;&#8221;. Mas ela já estava indo, não estava? É difícil reconhecer que mesmo com &#8220;problemas&#8221; a maior parte de nós &#8220;toca a vida&#8221;. Culpamos o problema pelas nossas infelicidades e quando o vemos, o queremos fora.</p>
<p>Porém, ele não surge por acaso. Ele não é uma possessão demoníaca que nos invade sem pedir permissão. Ele faz parte de nós. Sem ele, provavelmente não teríamos construído outras partes nossas. O &#8220;problema&#8221;, apenas é um problema por questão de contexto e objetivos na maior parte dos casos. Quero me abrir, logo a minha timidez se torna um problema. Mas os anos que passei lendo, quieto, nos quais a minha timidez me ajudou, eu não conto.</p>
<p>Assim, sempre busco conscientizar as pessoas das conexões que &#8220;o problema&#8221; tem em sua vida. Assim como as oportunidades que ele traz consigo. Um problema sempre traz consigo as soluções. O que precisamos fazer é parar de querer nos livrar dele e aceitá-lo. Acolher o problema significa se tornar humilde para o fato de que não somos &#8211; e não seremos &#8211; &#8220;perfeitos&#8221;, portanto temos e sempre teremos problemas, seja de origem interna ou externa.</p>
<p>Esta atitude de acolhimento do problema é o que busco criar com meus clientes. Algo como quem diz: calma, você não é o primeiro e nem o único com isso. Diferente de ser negligente e tentar tapar o Sol com a peneira, olhar para o problema requer coragem. Dizer-lhe: &#8220;obrigado por estar me mostrando coisas que preciso para estar bem comigo mesmo&#8221;, requer humildade e a força verdadeira, que emerge do esforço empregado para conquistar algo e não da arrogância ou prepotência.</p>
<p>Este tipo de atitude nos ajuda a ficarmos calmos em termos um problema. Além de calma, aprendemos a ter gratidão pelo que virá quando resolvermos o problema. E se não o resolvermos, a gratidão virá por compreendermos nossos limites. Paz, gratidão, conquista, força. Essa é a sequência que nossos problemas podem nos oferecer quando lhes damos um lugar de honra em nossas vidas. Humildes frente ao grande mistério que é viver e ser humano é o que nos tornamos quando eles fazem parte de nós ao invés de serem algo contra nós.</p>
<p>Abraço</p>
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