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	<title>Arquivos Auto percepção - Akim Neto Psicólogo Clínico</title>
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		<title>A dolorosa consequência da realidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Nov 2021 21:59:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Eu não quero mais falar com ela. &#8211; Eu sei. &#8211; Ela não merece. &#8211; É o contrário. &#8211; Contrário? Como contrário? Olhe o que ela fez para mim! &#8211; Sim, ela foi &#8220;sacana&#8221;. &#8211; Então! &#8211; Mas quem não merece falar com ela é você, porque querer, você quer. (silêncio) &#8211; E porque &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/11/24/a-dolorosa-consequencia-da-realidade/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">A dolorosa consequência da realidade</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Eu não quero mais falar com ela.</p>
<p>&#8211; Eu sei.</p>
<p>&#8211; Ela não merece.</p>
<p>&#8211; É o contrário.</p>
<p>&#8211; Contrário? Como contrário? Olhe o que ela fez para mim!</p>
<p>&#8211; Sim, ela foi &#8220;sacana&#8221;.</p>
<p>&#8211; Então!</p>
<p>&#8211; Mas quem não merece falar com ela é você, porque querer, você quer.</p>
<p>(silêncio)</p>
<p>&#8211; E porque eu não mereço?</p>
<p>&#8211; Porque não consegue reconhecer que quer falar com ela.</p>
<p>&#8211; Odeio isso.</p>
<p>&#8211; Sim.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O filme &#8220;Her&#8221; tem uma frase linda: &#8220;o passado é só uma história que contamos à nós mesmos&#8221;. Porém, refletir sobre ela é um tanto chocante e exige maturidade. Dizer que o passado é &#8220;só uma história&#8221; não deve ter como foco a palavra &#8220;só&#8221;, mas sim &#8220;uma história&#8221;. Ao tomar a discussão por este lado, entramos no tema da realidade.</p>
<p><span id="more-6793"></span></p>
<p>Uma das tarefas que cabe à todo psicólogo clínico em praticamente todos os seus atendimentos é a &#8220;redefinição&#8221;. Nela, tratamos de dar um novo sentido sobre um evento ou nova definição sobre um conceito que a pessoa traz consigo. O que faz esta tarefa tão importante e comum é o fato de que muitos conceitos e significados que traçamos em algum momento de nossas vidas, se tornam disfuncionais mais tarde. Porém, como sabemos que eles se tornam disfuncionais?</p>
<p>Tomando um adolescente classe média, média alta que não precisa trabalhar, por exemplo. Talvez essa pessoa deseje, aos seus 16 anos, ter um lugar só para si, uma casa para receber os amigos e festar, dormir a hora que quer e fazer &#8220;o que bem entende&#8221;. Ao atingir isso, mais tarde, no começo ela se deleita com a execução de todos os seus desejos. Algum tempo depois, ao iniciar vida profissional e, talvez, marital percebe que há algo de errado. As crenças elaboradas na adolescência sobre o que é &#8220;ser um adulto&#8221;, não estão em harmonia com a realidade. Antes seus pais o acordavam, agora seu emprego pede que ele acorde cedo, por exemplo. &#8220;Onde está a minha liberdade?&#8221;, pergunta-se a pessoa.</p>
<p>O problema não é a &#8220;falta de liberdade&#8221; e sim a concepção que o adolescente criou sobre como deveria ser uma vida com &#8220;liberdade&#8221;. A realidade é: ele escolheu o emprego, a namorada e a casa. Escolheu crescer e tudo isso vem com limites. Porém a &#8220;história&#8221; que ele ainda tem em mente é que &#8220;estava indo tudo bem, minha vida estava tranquila e daqui a pouco eu tenho que fazer isso e fazer aquilo e não tenho mais a minha liberdade&#8221;. As histórias que contamos para nós são a interpretação que tiramos de nossas experiências, porém elas são histórias e não a realidade em si. Quando lidamos com a realidade em si, as coisas são diferentes.</p>
<p>As histórias são &#8220;boas&#8221; a realidade é cruel. Nas histórias sempre temos uma desculpa externa para nosso sofrimento, na realidade não. Então as redefinições se tornam necessárias. Sabemos que uma crença é disfuncional olhando para a realidade. Quando nossos conceitos criam histórias que nos ajudam, crescemos e eles são funcionais. Quando atrapalham nosso crescimento, se tornam disfuncionais. Uma pessoa mais amadurecida, por exemplo, diria que escolhas trazem consequências. Ela, então, pensa nas consequências, ganhos e perdas que terá com as escolhas que fará e decide se está disposta a enfrentar isso ou não. Assim sendo, ela entende o que acontece depois como &#8220;parte do jogo&#8221; e não como &#8220;perda da liberdade&#8221; como alguém mais imaturo pensa.</p>
<p>A realidade é dolorosa em relação as histórias porque ela sempre nos apresenta perdas. Sempre vamos perder algo à medida em que crescemos e o tempo passa. A realidade cobra seu preço de maneira crua e imparcial. Por outro lado, ela traz a liberdade verdadeira: aquela na qual ação e consequência caminham juntas e todos temos limites. Nela, as coisas são pequenas: apenas o que pode acontecer acontece. De outra lado, o fato das coisas acontecerem dessa forma nos faz fortes para realizá-las. As histórias, são ricas, muito pode acontecer nelas, porém, se tornam restritas, porque não somos tão potentes ou tão vítimas quanto nossas histórias gostam de nos colocar.</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>Eu amo esse lixo que sou</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/10/29/eu-amo-esse-lixo-que-sou/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 Oct 2021 21:00:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Amor próprio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas eu quero parar com isso. &#8211; Quer? &#8211; Claro, porque não iria querer? &#8211; Como você teria resolvido a situação da sua prova sem isso? &#8211; O que isso tem a ver? &#8211; Responde. &#8211; Não sei. &#8211; Tente responder. (silêncio longo) &#8211; Eu não sei, eu não consigo! &#8211; Pois é. Fazendo &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/10/29/eu-amo-esse-lixo-que-sou/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Eu amo esse lixo que sou</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas eu quero parar com isso.</p>
<p>&#8211; Quer?</p>
<p>&#8211; Claro, porque não iria querer?</p>
<p>&#8211; Como você teria resolvido a situação da sua prova sem isso?</p>
<p>&#8211; O que isso tem a ver?</p>
<p>&#8211; Responde.</p>
<p>&#8211; Não sei.</p>
<p>&#8211; Tente responder.</p>
<p>(silêncio longo) &#8211; Eu não sei, eu não consigo!</p>
<p>&#8211; Pois é. Fazendo seus dramas, você consegue. Sem dramas, não sabe o que fazer. Percebe o quanto você ganha com isso?</p>
<p>&#8211; Sim.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Porque algumas pessoas parecem, simplesmente, não aceitar que podem ser melhores e estão sempre se menosprezando? Pode ser que elas não consigam deixar de ser tão &#8220;ruins&#8221; quanto pensam que são.</p>
<p><span id="more-6678"></span></p>
<p>Existe algo sobre experiências traumáticas que é pouco divulgado, chamamos de &#8220;crescimento pós traumático&#8221;. Basicamente, ele é o contrário do Transtorno de Estresse Pós Traumático, pois no caso do crescimento, temos pessoas que se tornam &#8220;melhores&#8221; ou &#8220;mais fortes&#8221; depois de passar por um evento traumático. Em outras palavras, o trauma pode nos fazer crescer.</p>
<p>Outro fenômeno psicológico pouco divulgado é a identificação com a doença. Muitas pessoas que desenvolvem, por exemplo, um quadro depressivo tornam-se identificadas com a doença, ou seja, não dizem mais &#8220;tenho depressão&#8221;, afirmam: &#8220;sou depressivo&#8221;. Ser é diferente de estar. Não dizemos &#8220;sou tristeza&#8221;, mas sim: &#8220;estou triste&#8221;. Falamos assim porque trata-se de um estado que tem começo, meio e fim. Porém, quando existe a identificação, o estado torna-se permanente porque vira um &#8220;ser&#8221;.</p>
<p>Este tipo de atitude frente aos problemas mentais é muito difícil de trabalhar porque a pessoa vem com a queixa da depressão, por exemplo, mas não quer &#8220;curar&#8221; isso. Ela diz que quer, afirma que deseja sentir-se bem novamente, porém o fato é que ela não dá conta de abandonar os sintomas depressivos. Ela precisa da doença para saber quem é. O mesmo raciocínio vale para baixa auto estima e auto imagem distorcida. Depois de um determinado momento a pessoa realmente crê que é aquilo e, assim sendo, não pode se abandonar.</p>
<p>É interessante perceber que nesses casos, todas as vezes em que a pessoa chega próxima de uma conclusão ela a invalida. Sempre que tem uma melhora, se sabota afim de mostrar o quão sem esperança ela é. Tornar-se menor e doente é uma maneira de se adaptar à realidade. Este tipo de caso não melhora ao se valorizar, ele rejeita a valorização. A primeira e mais dolorosa percepção que precisam criar é a de que eles &#8220;desejam&#8221; a doença, pois não saberiam o que fazer sem ela.</p>
<p>Tornar-se &#8220;maior&#8221; e mais adaptado é um esforço diferente de tornar-se menor. Ser adulto envolve agir e responsabilizar-se por agir. Tomar a atitude e a ação. Enfrentar e dirigir. É uma atitude mais ativa que é o oposto daquela da doença, mais passiva. De uma forma básica este é o dilema que a pessoa identificada com a parte &#8220;ruim&#8221;, &#8220;feia&#8221; ou doente de si tem: o desejo de ser feliz com o medo de enfrentar aquilo que precisa para isso. Esse é o segundo passo, pois apenas quando este medo vem à tona é que ela poderá começar a construir força de verdade.</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>Existe auto imagem &#8220;positiva demais&#8221;?</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/09/03/existe-auto-imagem-positiva-demais/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Sep 2021 21:00:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas Akim&#8230;eu não consigo deixar de fazer isso. &#8211; Para que serve isso? &#8211; Eu não sei, não consigo confiar muito em ninguém. &#8211; Como se as pessoas não fossem capazes de fazer o que você faz? &#8211; Algo assim. &#8211; Isso te coloca num patamar muito elevado não é? &#8211; Pois é&#8230; &#8211; &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/09/03/existe-auto-imagem-positiva-demais/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Existe auto imagem &#8220;positiva demais&#8221;?</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas Akim&#8230;eu não consigo deixar de fazer isso.</p>
<p>&#8211; Para que serve isso?</p>
<p>&#8211; Eu não sei, não consigo confiar muito em ninguém.</p>
<p>&#8211; Como se as pessoas não fossem capazes de fazer o que você faz?</p>
<p>&#8211; Algo assim.</p>
<p>&#8211; Isso te coloca num patamar muito elevado não é?</p>
<p>&#8211; Pois é&#8230;</p>
<p>&#8211; Mas também te deixa  muito solitário&#8230; deve ser triste não se permitir confiar em ninguém.</p>
<p>&#8211; E é&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em resumo, sim. Existe auto imagem &#8220;positiva demais&#8221;, ou seja, irrealista. Nesse sentido ela pode prejudica sua saúde mental assim como sua auto estima, entenda porque.</p>
<p><span id="more-6342"></span></p>
<p>É importante compreender qual é a função da auto imagem. Ela serve como base para avaliarmos nosso comportamento, se estamos nos dando bem ou não em nossas vidas e para alimentar nossa auto estima. A auto imagem, possui uma função de sustentação do eu, portanto, ela não pode estar distante da realidade. Por mais estranho que possa soar, quanto mais a auto imagem é objetiva, melhor.</p>
<p>A foto que coloquei no início do post ilustra bem o fato. Não ajuda em nada ter uma auto imagem que seja distorcida e distante do real. Esse artifício, inclusive, é empregue por quase todas as pessoas que tem problemas crônicos de saúde oriundos de comportamentos inadequados. Todas elas tem uma auto imagem de saúde inabalável, logo, concluem que nenhum comportamento que tem ou deixam de ter poderá influenciar isso. Pessoas com uma auto imagem de saúde mais realista, compreendem que determinados comportamentos geram mais ou menos saúde.</p>
<p>Auto imagem nos diz quem somos. Se ela for uma auto imagem muito &#8220;endeusada&#8221; irá nos causar mal visto que nos tornará negligentes ao que fazemos. Se eu sou um deus, não preciso me preocupar com a maneira que falo, por exemplo, as pessoas é quem me devem respeito e não o contrário. Não é necessário dizer quanto isso será prejudicial para a pessoa.</p>
<p>A cultura da auto ajuda deturpou a noção de auto imagem ao afirmar que você tem que ver só o que é positivo em você, ou que deve ser ver melhor do que é. Isso não funciona, o que vejo na prática são pessoas que terminam, na melhor das hipóteses, se cobrando muito mais do que conseguem realizar e, na pior, deprimindo ao ver que não conseguirão atingir seu &#8220;ideal de eu&#8221;.</p>
<p>Auto imagem &#8220;positiva&#8221; não é uma boa auto imagem, sempre insisto nesse tema. A &#8220;boa&#8221; auto estima sempre reflete a verdade. A verdade, como sabemos, nem sempre é prazerosa, mas, ainda assim, é libertadora. Quando nos vemos melhores do que somos, passamos a nos cobrar de maneira semelhante e isso nos prejudica.</p>
<p>Em termos de cultura, esse tem sido um efeito adverso das campanhas de auto estima. Hoje em dia as pessoas não buscam felicidade, se cobram, afinal de contas todos somos muito maravilhosos para não sentir felicidade o tempo todo não é? Este pensamento tem deixado muitas pessoas confusas em relação a sentimentos muito comuns como falta de motivação ou tédio. Ao sentirem isso acreditam que algo está errado &#8220;com elas&#8221;, visto que em sua auto imagem não há lugar para o tédio ou falta de motivação. Porém idealizar alguém assim é irrealista e perigoso, sem contar que estamos idealizando alguma coisa que não é, de fato, humana.</p>
<p>Abraço</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br/2021/09/03/existe-auto-imagem-positiva-demais/">Existe auto imagem &#8220;positiva demais&#8221;?</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br">Akim Neto Psicólogo Clínico</a>.</p>
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		<item>
		<title>Amores cegos</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/07/28/amores-cegos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Jul 2021 22:00:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
		<category><![CDATA[Amor próprio]]></category>
		<category><![CDATA[Auto percepção]]></category>
		<category><![CDATA[Mudança]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião do outro]]></category>
		<category><![CDATA[pais e filhos]]></category>
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		<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde mental]]></category>
		<category><![CDATA[Vida]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Não acredito que você está me dizendo isso&#8230; você quer que eu abandone ele? &#8211; Não&#8230; eu não quero nada. &#8211; Então porque me diz &#8220;ele tem que enfrentar o que fez&#8221;? &#8211; Porque é um fato: não há ação sem consequência. &#8211; Isso é física, a física nem sempre está certa. &#8211; Então &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/07/28/amores-cegos/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Amores cegos</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Não acredito que você está me dizendo isso&#8230; você quer que eu abandone ele?</p>
<p>&#8211; Não&#8230; eu não quero nada.</p>
<p>&#8211; Então porque me diz &#8220;ele tem que enfrentar o que fez&#8221;?</p>
<p>&#8211; Porque é um fato: não há ação sem consequência.</p>
<p>&#8211; Isso é física, a física nem sempre está certa.</p>
<p>&#8211; Então talvez você deva poupá-lo disso.</p>
<p>&#8211; Claro que sim! Quer que o deixe se ferrar?</p>
<p>&#8211; Como eu disse: não quero nada. Apenas estou dizendo que algo vai ocorrer&#8230; talvez você não goste disso, mas algo vai ocorrer.</p>
<p>&#8211; Eu não vou deixar.</p>
<p>&#8211; Então algo não vai chegar até seu filho. Mas essa falta também é algo que vai ocorrer. E ele vai colher isso.</p>
<p>&#8211; Melhor isso que ele se ferrar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>É verdade dizer que muito é feito em nome do amor. Porém, dizer que este &#8220;muito&#8221; é sempre saudável ou desejável é outra história. Nem sempre aquilo que é feito em nome do amor é algo bom. Aceitar isso é o que pode nos ajudar a viver o amor de maneira realista e saudável.</p>
<p><span id="more-6656"></span></p>
<p>Qual o problema com o que se chama de &#8220;amor cego&#8221;? Simples: ele não está ligado na realidade. Quando digo isso, um romântico de plantão poderá desejar questionar: o que é a realidade? Ou até que ponto aquilo que queremos não pode ser tornar real? São perguntas boas e desafiadoras, porém, elas não retiram a questão da realidade de vista. Essas duas perguntas são, na verdade, os argumentos mais comuns daqueles que possuem um amor cego, então, vamos à elas.</p>
<p>Ao questionar &#8220;o que é a realidade?&#8221; o amor cego busca mostrar que o mundo não é tal como é, que ele pode ser diferente. Assim sendo cria-se a ilusão de que aquilo que a pessoa quer pode se realizar porque o mundo não é &#8220;tão concreto assim&#8221;, como me disse um cliente, certa vez. Inicialmente começamos distinguindo aquilo que a pessoa deseja daquilo que o mundo está oferecendo. O amor cego confunde a &#8220;realidade&#8221; com o &#8220;desejo&#8221; da pessoa e toma um pelo outro.</p>
<p>Esta atitude faz com que a pessoa jamais abandone aquilo que quer mesmo que seja algo inadequado para ela ou irrealista. São as pessoas que se tornam obcecadas com uma ideia, seja ela qual for: alguém me ama e não sabe, ele (a/s) (filhos, esposa, marido, família) vai (vão) mudar, as pessoas vão aprender a gostar disso. A questão sempre recai no ponto acima: distinguir o desejo da pessoa daquilo que ela de fato vê e vive.</p>
<p>O desafio para o amor cego em relação à este ponto é abrir mão do desejo tal como ele é. Muitas vezes aquilo que queremos é muito belo, porém, não é o que o outro quer ou não é algo executável no mundo. Então é importante saber fazer esta distinção para adequar o desejo e amar de maneira proporcional ao que é possível. O amor cego não vê limites, o amor maduro vê e os respeita. E, afinal de contas, respeito é a base do amor e só podemos respeitar o outro quando o vemos como ele é e não como queremos que ele seja.</p>
<p>A onipotência é o desafio da outra frase: &#8220;aquilo que queremos pode se tornar real&#8221;. Quando temos um amor cego, esta frase é melhor escrita assim: &#8220;o que eu quero vai se tornar realidade&#8221;. Não há espaço para acordos ou mudanças, não há um &#8220;estudo de viabilidade&#8221;, a pessoa está tão convicta de que o seu desejo vai acontecer que ela nem pensa em outras alternativas. Esta é a prisão da onipotência.</p>
<p>Porque a onipotência prende? Porque ninguém é onipotente. Porém ao se crer dessa forma a pessoa se pune cada vez que percebe que a realidade &#8220;saiu diferente&#8221; do se desejo. Ela percebe esta realidade diferente como uma falha pessoal e não como uma realidade. Então ela começa a buscar novas formas de executar o que não é executável ou frustra-se e fica abatida.</p>
<p>A onipotência também faz com que a pessoa crie metas inadequadas. Ela não se importa, por exemplo, com aquilo que as pessoas querem, ela só percebe o que ela vê como adequado para elas. E se põe à serviço disso. Mantém uma imagem rígida de como tudo deve ser em mente e a segue o tempo todo. Como ela se percebe capaz de executar tudo, ela se cobra o tempo todo. Ela também pode cobrar os outros o que, geralmente, causa grandes problemas nas famílias e relações.</p>
<p>Aceitar a realidade e os nossos limites assim como os limites da realidade é o que nos abre à um amor que enxerga. Não se força a barra, não se cria ilusões com base em desejos puramente pessoais, não se deixa enganar e nem escravizar por ilusões de grandeza e onipotência. Se lida com o que há. Isso, talvez seja o mais difícil de fazer, mas também o mais humano e é nesse campo &#8211; do humano &#8211; que o amor pode ocorrer.</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>Amarras profundas</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2020/10/19/amarras-profundas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Oct 2020 11:00:42 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Eu fiz algo sobre o que conversamos na última sessão. &#8211; O que foi? &#8211; Em uma reunião com o pessoal do trabalho, eles me designaram uma tarefa e eu disse que preferia não fazer isso. &#8211; Ah é? E o que aconteceu depois? &#8211; Bem, todos me olharam, porque eu nunca recuso nada, &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2020/10/19/amarras-profundas/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Amarras profundas</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Eu fiz algo sobre o que conversamos na última sessão.</p>
<p>&#8211; O que foi?</p>
<p>&#8211; Em uma reunião com o pessoal do trabalho, eles me designaram uma tarefa e eu disse que preferia não fazer isso.</p>
<p>&#8211; Ah é? E o que aconteceu depois?</p>
<p>&#8211; Bem, todos me olharam, porque eu nunca recuso nada, e daí falaram: &#8220;ok&#8221; e passaram para outra pessoa. Daí eu disse que eu preferia fazer outra parte do processo.</p>
<p>&#8211; Perfeito e isso foi aceito?</p>
<p>&#8211; Sim, dessa vez foi até porque todo mundo sabe que eu faço isso bem lá.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Algo fascinante quando se estuda o comportamento humano é perceber que elementos muito simples conseguem estruturar dinâmicas muito complexas. O poder que determinadas relações e a maneira que elas se dão afetam nossas vidas durante muito tempo e de formas muito variadas. Perceber isso é, também, o primeiro passo em poder fazer algo com isso.</p>
<p><span id="more-7364"></span></p>
<p>São coisas simples as que mais importam. Penso assim já faz muito tempo pelo fato de que as &#8220;coisas simples&#8221; são as que mais ocorrem e as que tem o maior poder de se tornarem &#8220;desapercebidas&#8221;. Aquilo que se torna habitual tem um enorme poder sobre nossas vidas e apenas coisas simples conseguem assumir esta forma. Em nossas relações com pais, irmãos e amigos estabelecemos estes minúsculos comportamentos que geram grandes redes de funcionamento. São nessas vivências que começamos a criar amarras profundas.</p>
<p>Imagine, por exemplo, uma criança que tem em um dos pais uma pessoa que tem medo de ser pai porque percebe nisso &#8220;o fim de sua vida&#8221;, um pensamento comum hoje em dia. Com isso, este genitor poderá, por exemplo, olhar para seu filho com medo e um comportamento quase imperceptível de afastamento poderá provocar nessa criança uma sensação estranha de que este genitor &#8220;não está ali para ela&#8221;. Especialmente quando se compara com o outro genitor que pode estar mais aberto. Então, a criança poderá: ficar confusa, ou negar uma das realidades e tomar a outra como certa ou ainda achar que faz algo errado para um dos genitores.</p>
<p>Estes pequenos pensamentos são reforçados ao longo do tempo pelo medo que existe em um genitor e pela abertura que há no outro: &#8220;não sei porque, mas minha mãe está sempre ali pra mim, já meu pai é meio distante&#8221;. Ao longo dos dias a criança busca mais pelo pai (um dos rumos possíveis), ela se esforça para agradá-lo, esse comportamento, no entanto, gera ainda mais medo no pai que sente que, caso se jogue muito no filho, perderá o pouco que resta de sua individualidade. Assim sendo, cria-se um jogo de &#8220;gato e rato&#8221;, quanto mais o filho corre, mais o pai corre.</p>
<p>Ao longo dos anos, a pessoa não sabe o que fez de errado, mas começa a perceber que várias de suas relações são assim. Ela, por fim, compreendeu que precisa concertar algo nela, que há algo errado. Assim começa a tentar adivinhar o que vai dar errado na próxima relação e tenta &#8220;remediar&#8221; isso mesmo antes de acontecer alguma coisa. Este medo que ela então assume se torna uma superproteção da relação que termina por afastar os outros. E assim ela recria uma situação conhecida por ela com seu pai.</p>
<p>Tudo isso criado por pequenos comportamentos, quase invisíveis. Prestar atenção à pequenos detalhes de nosso comportamento é muito mais importante do que desejar focar em &#8220;grandes mudanças&#8221;. Perceber estes detalhes nos ajuda a perceber sua história, seus sistemas de feedback e com isso é que conseguimos mudar algo. Não precisamos de grandes mudanças porque grandes tragédias ocorrem nos pequenos detalhes, e é neles que existe o maior poder de criação e recriação de nossas histórias.</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>O que deveria ser e o que é</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2020/08/03/o-que-deveria-ser-e-o-que-e/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Aug 2020 11:00:57 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Auto Expressão]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; E daí eu simplesmente fui embora. &#8211; Porque? Não entendi. &#8211; Ora Akim, eu estava lá já fazia um bom tempo e nada da parte dele. &#8211; Nada? Hum&#8230; me diga, você deixou claro qual era a sua expectativa? Porque não me parece. &#8211; Ah! Ele tem que saber dessas coisas! &#8211; Hum&#8230; quantas &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2020/08/03/o-que-deveria-ser-e-o-que-e/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">O que deveria ser e o que é</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; E daí eu simplesmente fui embora.</p>
<p>&#8211; Porque? Não entendi.</p>
<p>&#8211; Ora Akim, eu estava lá já fazia um bom tempo e nada da parte dele.</p>
<p>&#8211; Nada? Hum&#8230; me diga, você deixou claro qual era a sua expectativa? Porque não me parece.</p>
<p>&#8211; Ah! Ele tem que saber dessas coisas!</p>
<p>&#8211; Hum&#8230; quantas vezes você já pensou isso e se frustrou? Eu sei que não é a décima vez.</p>
<p>&#8211; Ah&#8230; é difícil para mim, eu acho que as pessoas tem que saber&#8230; tem que ter o mínimo de&#8230;</p>
<p>&#8211; &#8230; de bola de cristal?</p>
<p>&#8211; (risos)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Muitas vezes lutamos contra algo que não queremos aceitar. O problema com este tipo de atitude é que ela sempre se foca naquilo que queremos sem ter em consideração aquilo que é realmente possível, ou até mesmo desejável. Neste sentido, o nosso &#8220;desejo&#8221; nos torna prisioneiros de nós mesmos.</p>
<p><span id="more-7212"></span></p>
<p>É um fato que o desejo é algo importante para o ser humano. Desejar algo e buscar isso faz parte de nossa vida e saúde mental. Porém, dizer isso, por si só, não coloca o desejo, aquilo que é desejado e o próprio ato de desejar em um pedestal. Este fenômeno possui uma etiologia e, por este motivo, trata de mais uma função da vida humana. Assim sendo possui seus limites e motivações, quando não compreendemos isso, podemos nos entregar erroneamente à ele.</p>
<p>A diferença entre o que é e o que deveria ser é uma dessas situações. Temos, de um lado, o desejo da mente sobre como as coisas do mundo deveriam estar organizada, em qual ordem deveriam estar ocorrendo e qual o efeito que deveriam causar. Porém, ao nos apegarmos à esta percepção do mundo, nos esquecemos de olhar para a realidade e ver se nosso desejo é aplicável ou possível. Quando a pessoa se apega às ideias que possui do mundo, frequentemente, se esquece de ver as coisas tal como são. Procura, então, criar o mundo tal como ele é em sua mente, mas quando a realidade mostra que isso não é possível, se criam conflitos.</p>
<p>Essa forma de viver não se aplica apenas ao mundo externo, o mundo interno também pode ser alvo de &#8220;como as coisas deveriam ser&#8221;. Assim sendo, ao perceber-se a pessoa contrasta o que vê com sua imagem de como deveria ser. Todos passam por isso em relação à algo, isso não é problemático por si só, mas, sim, quando limita a ação da pessoa no mundo e em relação à sua própria experiência. Um exemplo é quando a pessoa sente tristeza, por exemplo, mas em sua imagem interna, ela se pune, pois acredita que pessoas &#8220;fortes&#8221; não se sentem tristes.</p>
<p>Este tipo de atitude também pode ser aplicada ao mundo, conforme já falei. Uma atitude comum nas relações interpessoais é quando uma pessoa, por não ter boas habilidades de comunicação, acha que os outros devem saber o que se passa dentro dela. Elas não comunicam o que precisam ou querem e esperam que os outros descubram. Frustradas quando isso não acontece, se distanciam das relações ao invés de questionar a sua maneira de percebê-las.</p>
<p>Então, se você tem uma percepção pré concebida sobre algo (e todos temos) é importante de abrir-se ao mundo tal como é. Olhar para ver se isso que você quer ou pensa sobre si e sobre o mundo realmente é algo que pode acontecer, se é algo que acontece apenas em determinadas situações, ou se é algo que não ocorre (por mais frustrante que isso possa ser). Isso vai ajudar você a olhar com mais realismo para o mundo e ver que é possível aprender novas formas de lidar com este universo interno e externo.</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>Minhas emoções podem estar erradas?</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2020/07/01/minhas-emocoes-podem-estar-erradas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2020 11:00:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas e daí, o que eu faço? Agora eu tenho que ver se minha emoção está certa ou errada? &#8211; Sua emoção está certa. O ponto é: o que faz você sentir-se assim? &#8211; Ele ter me dito aquilo tudo! &#8211; Não. Não é bem isso. Ele falou tudo aquilo e que foi que &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2020/07/01/minhas-emocoes-podem-estar-erradas/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Minhas emoções podem estar erradas?</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas e daí, o que eu faço? Agora eu tenho que ver se minha emoção está certa ou errada?</p>
<p>&#8211; Sua emoção está certa. O ponto é: o que faz você sentir-se assim?</p>
<p>&#8211; Ele ter me dito aquilo tudo!</p>
<p>&#8211; Não. Não é bem isso. Ele falou tudo aquilo e que foi que você pensou quando ele disse aquilo?</p>
<p>&#8211; Que ele é um idiota.</p>
<p>&#8211; Também não, isso veio logo depois. O que você pensou que ele queria quando te disse aquilo?</p>
<p>&#8211; Que ele queria que eu fosse embora.</p>
<p>&#8211; E era isso de fato?</p>
<p>&#8211; Foi o que eu senti!</p>
<p>&#8211; Não, foi o que você pensou, o que você sentiu veio depois.</p>
<p>&#8211; Você está me dizendo que minha emoção está errada?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Casos como esse são muito comuns em consultório. Para responder a pergunta do post: &#8220;minhas emoções estão erradas&#8221; é importante, antes, conhecer um pouco mais sobre o funcionamento da emoção e como sentimos nossas emoções e crenças. Vamos começar?</p>
<p><span id="more-7740"></span></p>
<p>É importante entender que as emoções possuem uma função em nosso organismo, elas no movem para agir. Cada emoção possui um tipo de &#8220;temática&#8221;, por exemplo, quando ocorre uma perda tendemos a sentir tristeza, quando alguém ou algo nos impede de alcançar o que desejamos, sentimos raiva. Obviamente cada cultura aprende a associar estas temáticas gerais à elementos específicos assim como cada pessoa. Existe, então uma associação grande entre as emoções e aquilo que pensamos sobre o mundo, as pessoas e nós mesmos.</p>
<p>Desta forma, é correto afirmar que a maneira pela qual percebemos o mundo afeta diretamente os sentimentos que temos em relação à ele, as pessoas e ao que nos acontece. Dentro desta perspectiva, também é correto afirmar que as emoções estão &#8220;sempre certas&#8221;, ou seja, elas são reações adequadas diante da forma pela qual vemos o que nos aconteceu. No caso acima, por exemplo, a pessoa entendeu que o outro estava lhe dizendo &#8220;vá embora&#8221;, diante desta interpretação a emoção da raiva está certa, ou seja, quando alguém que nos ama, nos manda embora sem motivos, é &#8220;adequado&#8221; sentir raiva.</p>
<p>O fato, porém é aprender a verificar se a interpretação que fizemos está adequada. Embora a emoção que advém da interpretação seja &#8220;certa&#8221; porque depende da interpretação, esta pode não ser precisa. No caso acima, por exemplo, não havia nenhuma evidência de que o namorado da pessoa quisesse que ela fosse embora. Ele estava, de fato, dando limites à ela. Estes limites foram interpretados como &#8220;quero que você vá embora&#8221; e por isso ela sentiu raiva dele. Neste caso não é a emoção que está errada, mas sim a interpretação.</p>
<p>Ocorre que todos nós temos crenças sobre o mundo, como ele deveria funcionar, o que as pessoas deveriam ou não fazer, quem somos nós e como gostaríamos de ser tratados, enfim, sobre praticamente tudo o que organiza nossa vida. Com isso, é evidente que teremos distorções, omissões e generalizações que nos farão perceber as situações de uma maneira ou de outra. Perceber isso é importante, porque nos ajuda a criar uma crença útil: &#8220;nós, seres humanos, vamos distorcer a realidade&#8221;. Precisamos disso para sobreviver, e nem sempre isso é &#8220;ruim&#8221;, pelo contrário.</p>
<p>Com isto em mente, podemos nos perguntar sobre como percebemos o mundo. Ao prestar atenção nas regras que criamos, podemos compreender melhor o que nos faz sentir tristeza, medo, raiva e outras emoções. Então podemos fazer a pergunta mais importante: quando o meu jeito de ver o mundo pode estar errado? Em que situações esta minha percepção pode ser inadequada? É importantíssimo nos questionarmos isso afim de compreender os limites daquilo que julgamos o melhor para nós (e sim, tem limites). Com isso podemos aumentar a nossa forma de interpretar o que nos ocorre e aprender a vivenciar novas emoções.</p>
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		<title>Porque faço isso?</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2020/05/25/porque-faco-isso/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 May 2020 11:00:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; E foi isso da minha semana. &#8211; O que você percebeu sobre tudo o que me contou? &#8211; Como assim? &#8211; Ora, você me relatou tudo isso, querendo mostrar o que? &#8211; Não sei&#8230; &#8211; Então perceba para que você falou sobre isso tudo? &#8211; Tem a ver com algo que falamos semana passada né? &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2020/05/25/porque-faco-isso/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Porque faço isso?</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; E foi isso da minha semana.</p>
<p>&#8211; O que você percebeu sobre tudo o que me contou?</p>
<p>&#8211; Como assim?</p>
<p>&#8211; Ora, você me relatou tudo isso, querendo mostrar o que?</p>
<p>&#8211; Não sei&#8230;</p>
<p>&#8211; Então perceba para que você falou sobre isso tudo?</p>
<p>&#8211; Tem a ver com algo que falamos semana passada né?</p>
<p>&#8211; Exato, o que?</p>
<p>&#8211; Hum&#8230; eu falo disso tudo para não falar do que importa.</p>
<p>&#8211; Correto, e o que importa?</p>
<p>&#8211; Tá certo&#8230; bem, pensando aqui agora na relação com a minha mãe&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Muitas vezes as pessoas falam sobre problemas para não falar sobre seus &#8220;reais&#8221; problemas. É comum nos defendermos daquilo que realmente poderia nos ajudar, colocando nosso foco de atenção em cima de algo que é incômodo, mas que não é &#8220;realmente&#8221; um problema.</p>
<p><span id="more-7675"></span></p>
<p>Estes são os chamados comportamentos defensivos, que podem envolver mecanismos de projeção, transferência ou fugas e negações. É importante compreender que não fazemos isso por sermos &#8220;ruins&#8221;, como muitas vezes as pessoas se julgam ao perceberem que estão, de certa forma, se afastando de seus problemas. O mais comum é realizarmos isso por medo, carência, impotência ou sentimentos profundamente &#8220;reprimidos&#8221; como raiva. Para não entrarmos em contato com isso, usamos estas defesas.</p>
<p>Um bom processo de terapia sempre nos ajuda a perceber quando estamos fazendo isso. Aprendemos a perceber nossos comportamentos típicos de defesa e fuga. Não se trata de não fugir mais, mas de perceber isso. Em alguns casos é importante saber fugir, mas quando fugimos de algo que não é possível fugir isso se torna problemático. É neste caso que precisamos dar um passo para trás, perceber a fuga e dar um passo para frente, afim de confrontar aquilo que é temido.</p>
<p>Desta maneira, conseguimos criar uma nova relação com nós mesmos. Aprender que fugimos de algo não é ruim. Depois de um tempo, isso nos serve como um alerta. A fuga só é, de certa forma, problemática quando automática. Na medida em que tornamos isso consciente, conseguimos também ver do que estamos fugindo. E este é um dos momentos em que o ato terapêutico é mais profundo. É quando olhamos para o que tememos que percebemos nossa humanidade, pois é ali que todos os  discursos morrem e que vemos aquilo que somos.</p>
<p>Neste momento é que percebemos, também, aquilo que precisamos afim de &#8220;curar&#8221; uma ferida em nossa psique. Nossos comportamentos de forma geral, servem para nos adaptar ao mundo. A questão é que nos adaptamos ao mundo que recebemos, do jeito que recebemos. Assim sendo, muitas vezes temos adaptações &#8220;pobres&#8221;, ou seja, funcionais apenas para uma situação no mundo e que não nos ajuda muito com as outras. Por isso, quando &#8220;vamos para o mundo&#8221; sofremos.</p>
<p>Perceber que nossas atitudes visam esta proteção e adaptação é fundamental para entender os motivos que nos levam à elas. Com isso em mente é que conseguimos realizar novas adaptações e, por este meio, mudar comportamentos e atitudes. Não é nem necessário mudar o comportamento anterior, apenas encontrar para ele uma nova função. Muito menos mudar nossa história, mas aceitá-la. Com isso, conseguimos nos amar de maneira mais ampla e, também, ir além.</p>
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		<title>Preguiça</title>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Mar 2020 11:00:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Me dá uma preguiça isso. &#8211; Sim, mas é algo mais do que preguiça. Vamos olhar isso. &#8211; Ok. &#8211; O que essa preguiça te impede de fazer? &#8211; Ah, sei lá, ir e falar o que eu tenho para dizer, por exemplo. &#8211; Perfeito. Olhe para isso, sem se cobrar a ação. Olhe &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2020/03/23/preguica-6/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Preguiça</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Me dá uma preguiça isso.</p>
<p>&#8211; Sim, mas é algo mais do que preguiça. Vamos olhar isso.</p>
<p>&#8211; Ok.</p>
<p>&#8211; O que essa preguiça te impede de fazer?</p>
<p>&#8211; Ah, sei lá, ir e falar o que eu tenho para dizer, por exemplo.</p>
<p>&#8211; Perfeito. Olhe para isso, sem se cobrar a ação. Olhe tempo suficiente para sentir algo em relação à isso.</p>
<p>&#8211; Eu não quero fazer isso.</p>
<p>&#8211; Ótimo, olhe para esta negação. O que há nela?</p>
<p>&#8211; Medo. Eu não gosto de falar o que eu penso.</p>
<p>&#8211; É mais que &#8220;não gosto&#8221;, é &#8220;tenho medo&#8221;. Experimente dizer isso em voz alta para se ouvir.</p>
<p>&#8211; Tenho medo de falar o que penso.</p>
<p>&#8211; Ótimo. Fique um pouco com isso.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Algumas vezes sentimos preguiça, ou algo que chamamos &#8220;preguiça&#8221;. A falta de vontade em fazer algo embora possa ser chamada de preguiça, muitas vezes é &#8220;sintoma&#8221; de outros fenômenos. Aprender a distinguir entre esses fenômenos é fundamental para se permitir curtir uma preguiça boa ou para se colocar de pé e resolver assuntos pendentes.</p>
<p><span id="more-7136"></span></p>
<p>Quando falamos em uma &#8220;preguiça boa&#8221; estamos falando de um estado fisiológico de desejar ficar sem fazer nada.&nbsp;A preguiça, embora pouco explorada, é uma sensação que nos leva a apenas contemplar o mundo. É uma pausa que é diferente da necessidade de descanso ou sono. Trata-se de um permanecer. Assim sendo, na preguiça existe certa presença de um &#8220;movimento&#8221;, ou seja, uma movimento em direção à menos atitude, menos movimento externo e mais interno. A preguiça é mais interessante de ser sentida acordado do que dormindo, fato que é interessante.</p>
<p>Quando se fala no desejo de não agir, tratamos de outro tema. Confunde-se com a preguiça justamente por isso. Mas o desejo de não fazer algo é diferente do desejo de permanecer no nada (que é a preguiça). Quando se fala em não ir na direção do movimento, a pergunta é: o que há no movimento que desejo o afastamento dele? O que há na ação que digo &#8220;não&#8221; à ela? Estas são perguntas interessantes. Com ela é possível criar alguma reflexão realmente produtiva.</p>
<p>Então, podemos falar sobre algo aversivo naquilo que tenho para fazer. O mesmo vale para o desejo. É possível desejar algo importante e mesmo assim não querer agir. Diante da ação surge uma &#8220;preguiça&#8221;, na verdade o que surge é simplesmente uma negação da ação. É importante sentir essa diferença. Aceitar aquilo que dizemos internamente é um dos caminhos que podem nos levar adiante. Repito: o que há no movimento que desejo me afastar dele? Ele me lembra de algo que considero ruim? Diante dele me sinto pequeno ou incompetente?</p>
<p>Com esta reflexão olhamos para o centro da negação. Este é o objetivo. Olhar para aquilo que negamos e para o motivo que nos leva a negar isso. Quando se faz isso, torna-se possível dar o próximo passo. É possível, por exemplo, aceitar o movimento que se mostra diante de nós. Damos um passo para trás e não se cobra mais uma ação. Apenas olhamos para o movimento e para o que sentimos com ele. Então nos permitimos sentir essa sensação. O medo, fragilidade, raiva, tristeza. Tudo o que possa surgir.</p>
<p>Então podemos lidar com essas emoções, pensamentos e memórias. Este é o segundo passo. Não olhamos mais para o movimento que não queremos fazer, mas sim, para o impedimento que criamos diante dele. Se é possível tratar do impedimento, logo a ação se torna simples e aceitável. Enquanto queremos passar por cima daquilo que nos impede o movimento, travamos, ficamos &#8220;preguiçosos&#8221;. Ao assumir o que há em nós e lidar primeiro com isso, destravamos o corpo, emoção e mente e buscamos aquilo que há para ser buscado.</p>
<p>&nbsp;</p>
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