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	<title>Arquivos Crises - Akim Neto Psicólogo Clínico</title>
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		<title>Olhar para o passado: tristeza e saudades</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/12/17/olhar-para-o-passado-tristeza-e-saudades/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Dec 2021 22:00:27 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Eu sinto muito falta dele. &#8211; Eu sei. &#8211; Mas não era para ser assim. &#8211; Porque não? &#8211; Ah, porque não era mais o que eu queria, não estava feliz na relação! &#8211; Sim, mas era uma relação, você teve sonhos e por pior que estivesse, gostou dele. &#8211; Mas e daí&#8230; essa &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/12/17/olhar-para-o-passado-tristeza-e-saudades/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Olhar para o passado: tristeza e saudades</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Eu sinto muito falta dele.</p>
<p>&#8211; Eu sei.</p>
<p>&#8211; Mas não era para ser assim.</p>
<p>&#8211; Porque não?</p>
<p>&#8211; Ah, porque não era mais o que eu queria, não estava feliz na relação!</p>
<p>&#8211; Sim, mas era uma relação, você teve sonhos e por pior que estivesse, gostou dele.</p>
<p>&#8211; Mas e daí&#8230; essa saudade que eu sinto&#8230; o que eu faço com ela?</p>
<p>&#8211; O que você tem feito?</p>
<p>&#8211; Fico brigando comigo&#8230; não sei se volto ou não volto&#8230; pela saudades eu volto, mas pelo passado não.</p>
<p>&#8211; Você volta pelo medo que tem da saudade e não por ela.</p>
<p>&#8211; Medo?</p>
<p>&#8211; É&#8230; porque você não pode, simplesmente, ficar com a lembrança do que passou?</p>
<p>&#8211; Não sei ao certo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O fim de uma relação em geral traz tristeza consigo. Não há como negar o vínculo que foi criado. Por pior que a relação fosse, ainda assim, dois seres humanos se vincularam. Porém lidar com sentimentos como a tristeza e a saudade pode ser um desafio para muitas pessoas que desejam terminar e se manter assim.</p>
<p><span id="more-6740"></span></p>
<p>Tristeza é uma emoção sentida ao perder-se algo. Em uma relação, nem sempre fica claro o que se &#8220;perdeu&#8221;.  Mesmo quando uma relação está ruim, existe a perda, pelo fato de que havia vínculo. Muitas vezes idealizamos as pessoas através de detalhes difíceis de perceber. . Traços como &#8220;força&#8221; ou &#8220;delicadeza&#8221; podem servir como base para que se crie a imagem de uma pessoa &#8220;protetora&#8221; ou &#8220;cuidadora&#8221;. Ao fim da relação esta projeção também se rompe e nem sempre é fácil lidar com isso. Sempre existe o fim de um sonho, afinal todos imaginamos como será a relação a longo prazo.</p>
<p>Saudades é o sentimento que advém da perda. A saudade é ligada às memórias boas daquilo que tivemos com outra pessoa. Lembra-se daquilo que foi bom e sentimos saudades. Principalmente no começo do fim, pode ser algo difícil de lidar. Ela está baseada em vivências reais, ou seja, experiências e acaba sendo mais concreta e fácil de detectar do que a tristeza. A saudade é conviver com a ausência e pessoas que lidam bem com esta emoção tendem a ter em si elementos daquilo que se foi e tratam isso como algo pessoal.</p>
<p>O que mais vejo em consultório são duas reações: a negação dessas emoções ou a fuga das sensações que elas provocam. Esta segunda é tanto perniciosa para a pessoa e para a relação. Em geral, pessoas que tem problemas em terminar e manter o término acabam voltando com o conjugue ou tendo pequenas aventuras (&#8220;remembers&#8221;). Em ambos os casos o desejo é o mesmo: terminar com a dor que a saudade e a tristeza trazem. Porém ao fazer isso, terminam confusos e não conseguem &#8220;resolver&#8221; nenhuma das duas emoções.</p>
<p>Ocorre que a dor sentida ao fim de uma relação é natural. O mesmo vale com a saudade. A deturpação da emoção ocorre quando se interpreta que pelo fato de doer é necessário voltar. Isso não resolve a tristeza e nem a saudade. Esta última existe justamente para sinalizar o fim. Sentimos saudades quando aquilo que havia não está mais diante de nós. Quando dizemos &#8220;matar a saudades&#8221;, a expressão é adequada, pois ao ter novamente a pessoa &#8220;matamos&#8221; a saudade, ela não tem mais função. Ela apenas existe para mostrar o vazio. Logo, de forma geral, é mais adequado suportar a dor da saudade, pois esta é a sua função.</p>
<p>A noção de &#8220;voltar&#8221; por causa da saudade é estranha. As pessoas esperam &#8220;voltar&#8221; para uma história diferente. Porém, não é possível disso ocorrer. É como ler o mesmo livro duas vezes seguidas e esperar um final diferente. &#8220;Voltar&#8221; como o nome já diz é ir para a mesma história novamente. Mesma história, mesmo fim. O começo pode até ser interessante, visto que se está &#8220;matando a saudade&#8221;, isso traz alívio e prazer, porém, não cria estrutura &#8211; que foi o motivo da relação terminar. Com isso é necessário primeiro terminar uma história, gerar e suportar distância. Caso crie-se uma nova paixão, então é possível ir para uma nova relação com aquela pessoa.</p>
<p>Por fim, não se questionam as decisões tomadas por causa da dor da saudade e da tristeza. Essa dor faz parte do fim, logo é inadequado buscar tirá-las de cena. Suportar e compreender são as maneiras mais úteis para lidar com elas. É para isso que elas servem, não para serem retiradas de cena pela sua natureza incômoda. O incômodo sentido é justamente a força motriz da mudança, sem ela não há a possibilidade de novas relações.</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>&#8220;Dois culpados se entendem melhor&#8221;</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/11/12/dois-culpados-se-entendem-melhor/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Nov 2021 21:00:25 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; E o que eu faço com ele? &#8211; Qual o problema com ele? &#8211; O que eu faço se terminar com ele e ele ficar mal, por exemplo? &#8211; Qual o problema com isso? &#8211; Ai Akim, não quero isso. &#8211; Ninguém quer, mas isso não é algo seu para definir. Consegue deixar isso &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/11/12/dois-culpados-se-entendem-melhor/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">&#8220;Dois culpados se entendem melhor&#8221;</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; E o que eu faço com ele?</p>
<p>&#8211; Qual o problema com ele?</p>
<p>&#8211; O que eu faço se terminar com ele e ele ficar mal, por exemplo?</p>
<p>&#8211; Qual o problema com isso?</p>
<p>&#8211; Ai Akim, não quero isso.</p>
<p>&#8211; Ninguém quer, mas isso não é algo seu para definir. Consegue deixar isso à encargo dele?</p>
<p>&#8211; Não. Não consigo.</p>
<p>&#8211; Então além de terminar ainda quer &#8220;sair por cima&#8221; não é?</p>
<p>&#8211; Não sei se é isso.</p>
<p>&#8211; Me parece que é, sabe: &#8220;dois culpados se entendem melhor&#8221;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A frase é do terapeuta Bert Hellinger. Embora o trabalho deste autor seja ainda novo para mim, a frase fez perfeito sentido desde a primeira vez em que a li. O sentido tem a ver com as relações onde um é muito bom e o outro muito ruim. Este tipo de relação está fadada à brigas intermináveis e, possivelmente, ao fracasso.</p>
<p><span id="more-6588"></span></p>
<p>Porque &#8220;dois culpados&#8221; se entendem melhor? Em geral, numa relação, ambos cometem erros. Dificilmente em um relacionamento as pessoas são completamente certas de um lado e completamente erradas do outro. Assim sendo, aquele que deseja buscar &#8220;inocência&#8221; completa, geralmente quer estar num patamar moral maior. Isso dificulta a relação ao invés de ajudar. É muito complicado para uma pessoa &#8220;inferior&#8221; conversar com uma &#8220;superior&#8221;.</p>
<p>&#8220;Estar por cima&#8221; é perceber-se como alguém &#8220;certo&#8221;, enquanto o outro está &#8220;errado&#8221;. Embora seja muito difícil achar alguém que afirme que faz isso, as palavras e atitudes não deixam dúvidas de quando alguém quer estar por cima. É uma atitude de superioridade moral, colocando-se como alguém que detém um saber que o outro não tem ou desdenha. Quando a pessoa precisa desse lugar, ela está querendo, voluntariamente, se afastar da relação.</p>
<p>Este afastamento se dá porque não é possível conviver com alguém em superioridade, apenas em igualdade. Quando a diferença se instala numa relação começam as brigas pelo poder. A percepção de superioridade é psicológica e emocional. As pessoa se sentem de uma forma ou de outra. A luta pelo poder visa o controle e subordinação. Se um dos conjugues afirma que é inferior ao outro, a relação está fadada ao fracasso. Ou quando se luta avidamente contra isso, afinal de contas, a relação se torna um campo de guerra.</p>
<p>A questão é que ambos são iguais querendo regalias. Ambos são seres humanos imperfeitos, desejando arrogar-se como detentores de verdades que o outro não pode assumir. Quando se reconhece esta verdade é que se pode ver a relação com mais realismo. Este é importante porque possibilita perceber como cada um contribui para os resultados que a relação está atingindo. Nesse sentido é que Hellinger traz a frase: dois culpados se entendem melhor.</p>
<p>Uma situação típica é quando um quer terminar a relação, mas deixar o outro &#8220;bem&#8221;. Isso é desejar estar em superioridade moral. Ora, você quer dar um fim à relação e ainda sair como o mocinho? Porque não afirmar que o término é doloroso e vivenciar isso? Simples, por afirmar isso gera a sensação de culpa, que é natural, mas ao invés de se lidar com isso, a pessoa prefere &#8220;ser melhor&#8221; e procurar formas de fazer o outro não sofrer. E nessa busca vão-se longos anos tentando convencer ou manipular o parceiro a terminar.</p>
<p>Quando é possível assumir nossos erros e acertos, podemos compreender que escolhemos pessoas que tem, assim como nós, qualidades e virtudes. Ao conseguirmos aceitar ambas, aproveitar as virtudes e nos defender dos defeitos é que podemos dizer &#8220;muito obrigado por tudo&#8221;. Nesse momento não é necessário ser superior, apenas humano.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<item>
		<title>Egocentrismo (ou &#8220;o mundo gira em torno de mim&#8221;)</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/10/22/egocentrismo-ou-o-mundo-gira-em-torno-de-mim/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Oct 2021 22:00:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas eu me preocupo. &#8211; Com o que? &#8211; E se eu sair, como que eles vão se virar? &#8211; Não sei, acredito que darão um jeito. &#8211; E se não derem? &#8211; Não darão e terão que lidar com isso. &#8211; Não consigo pensar nisso. &#8211; Porque? Eles não podem passar necessidade? &#8211; &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/10/22/egocentrismo-ou-o-mundo-gira-em-torno-de-mim/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Egocentrismo (ou &#8220;o mundo gira em torno de mim&#8221;)</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas eu me preocupo.</p>
<p>&#8211; Com o que?</p>
<p>&#8211; E se eu sair, como que eles vão se virar?</p>
<p>&#8211; Não sei, acredito que darão um jeito.</p>
<p>&#8211; E se não derem?</p>
<p>&#8211; Não darão e terão que lidar com isso.</p>
<p>&#8211; Não consigo pensar nisso.</p>
<p>&#8211; Porque? Eles não podem passar necessidade?</p>
<p>&#8211; Não, imagina! Eu não consigo pensar nisso!</p>
<p>&#8211; E você deverá salvá-los? Sempre?</p>
<p>&#8211; É o que uma mãe deve fazer Akim!</p>
<p>&#8211; E quantos anos mesmo tem seus filhos?</p>
<p>&#8211; O mais novo tem 24&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Se uma árvore cair na floresta, ela fará barulho? Se você tem uma tendência egocêntrica, achará que não (afinal não há ninguém lá para ouvir o barulho, certo?). O egocentrismo age tal como esta pergunta: &#8220;e se eu não estiver lá, o que será do mundo?&#8221;</p>
<p><span id="more-6586"></span></p>
<p>O egocentrismo aparece de várias maneiras. A mais caricata delas é aquela pessoa que fica braba com o mundo quando as coisas não saem do seu jeito. Mães super protetoras são uma vertente muito próxima da mesma ideia. O fato é que o egocêntrico se crê como uma força vital do universo. A questão é de qual universo estamos falando. Ele pode ser o mundo propriamente dito ou algo mais simples como uma família, empresa ou um casal.</p>
<p>A crença de que ele é fundamental, em geral, se manifesta em relação à sua ausência. O que o mundo, meu esposo, esposa, filho ou a empresa fará sem mim? É a concepção do outro como incapaz de gerir a sua própria vida sem essa pessoa. A ideia de que houve um &#8220;antes&#8221; praticamente inexiste para o egocêntrico. A pessoa super dedicada em geral tem a tendência a ser egocêntrica ao se crer fundamental.</p>
<p>Este é um egocentrismo mais sutil porque se adapta às normas sociais e culturais de conduta. Quem diria que uma mãe dedicada é, na verdade, uma egocêntrica? É mais &#8220;fácil&#8221; ver isso nas pessoas mimadas. A sutileza mascara a real necessidade do egocentrado que é desviar a atenção. A crença em ser fundamental, na verdade esconde o medo que essa pessoa tem de ser descartada. Com isso em mente, ela se defende crendo que é importantíssima e que nada poderá substituí-la.</p>
<p>Com isso cria pessoas dependentes ao seu redor. A dependência real ou emocional é uma marca registrada de relações com pessoas egocentradas. Isso porque a dependência de um alimenta o ego mal formado do outro. Esse jogo só traz prejuízos aos dois lados embora seja altamente equilibrado e forte. Pessoas que se creem fundamentais ao outro alimentam pessoas que desejam ser controladas, comandadas por não terem a coragem de assumir suas próprias vidas, por exemplo.</p>
<p>Rompimentos são muito doloroso para o egocêntrico. Quando ele é confrontado com a realidade de que não é fundamental, enfrenta forte dor emocional. Conseguir assumir esta dor e dar o tratamento adequado seria algo que poderia libertar o egocentrado, mas em geral, ele prefere &#8220;dar o troco&#8221; ou &#8220;se reerguer&#8221;. Esta é outra marca, achar que tudo é com ele, contra ele ou por ele. É auto importância demais.</p>
<p>Neste sentido é duro confrontar uma pessoa &#8220;que se doa aos outros&#8221; com seu lado mais obscuro. Esta sombra da necessidade de ser o centro de alguém é infantil e mantém a pessoa em relações e visão de mundo infantil. Tudo o que a pessoa faz ou o que ocorre com ela é superestimado. Nesse sentido, ela se torna dramática. O que traz, também, grande sofrimento, visto que elementos simples do dia a dia como ter ido mal em uma prova soam como grande tragédia para o egocentrado.</p>
<p>Sua ruptura final ocorre quando seu mundo desmorona por qualquer fator. Ao perceber que as coisas permanecem sem ele, pode se libertar ou aprofundar ainda mais a sua dor. &#8220;Ingratos&#8221;, poderá dizer, o que o conduzirá para a ruína. Uma opção mais saudável seria perceber que o mundo não lhe pertence, assim como não lhe pertence o ônus terrível de ter que fazê-lo girar.</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>Porque &#8220;causa e efeito&#8221; é um saber fundamental?</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/10/15/porque-causa-e-efeito-e-um-saber-fundamental/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Oct 2021 22:00:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Eu não consigo entender isso Akim. &#8211; Eu sei, é difícil para você. O que torna essa compreensão difícil? &#8211; Não sei. &#8211; Vou dar uma dica: é algo relacionado à como você pensa. &#8211; Eu sou egoísta demais? &#8211; Egocêntrico, na verdade. Sim, é isso. De que maneira isso atrapalha o seu pensamento? &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/10/15/porque-causa-e-efeito-e-um-saber-fundamental/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Porque &#8220;causa e efeito&#8221; é um saber fundamental?</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Eu não consigo entender isso Akim.</p>
<p>&#8211; Eu sei, é difícil para você. O que torna essa compreensão difícil?</p>
<p>&#8211; Não sei.</p>
<p>&#8211; Vou dar uma dica: é algo relacionado à como você pensa.</p>
<p>&#8211; Eu sou egoísta demais?</p>
<p>&#8211; Egocêntrico, na verdade. Sim, é isso. De que maneira isso atrapalha o seu pensamento?</p>
<p>&#8211; É aquilo que eu só vejo o que eu quero ver?</p>
<p>&#8211; Sim e não vê aquilo que está na sua frente porque também não quer.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A relação de &#8220;causa e efeito&#8221; sofreu muito preconceito nos últimos anos. Tida como &#8220;ultrapassada&#8221; sua importância tanto para o dia a dia, tanto para a vida psíquica precisa ser resgatada.</p>
<p><span id="more-6331"></span></p>
<p>Hoje em dia quando se fala em &#8220;causa e efeito&#8221;, você é tido como ultrapassado apenas por citar este termo. As pessoas estão acostumadas com a tal &#8220;física quântica&#8221; que diz que não se pode ao certo saber o que causa um determinado fenômeno. Na verdade, nunca conheci uma pessoa que fale sobre física quântica que tenha, de fato, lido sobre física quântica. O que tenho visto é que a compreensão inadequada do fenômeno de &#8220;causa e efeito&#8221; aliado à uma compreensão ainda pior da física quântica tem levado muitas pessoas ao mesmo lugar que o meu cliente acima: o de um egocentrismo distorcido compreendido como virtude.</p>
<p>Ocorre que as relações de causa e efeito existem sim e não é piegas ou conservador falar sobre elas. O que se objeta é que nem sempre um determinado comportamento irá fornecer o mesmo resultado. Concordo. Porém, dizer isso não encerra a questão, pelo contrário a torna ainda mais envolvente e interessante. As pessoas, em geral, compreendem que se um comportamento pode oferecer dois resultados então não é possível falar nada sobre ele. Essa compreensão além de demonstrar ignorância em ciência, também demonstra que essa pessoa é extremamente rígida.</p>
<p>O fato é que nunca analisamos um comportamento por si só. Ele sempre está inserido dentro de um contexto. A compreensão desse contexto é de fundamental importância para compreender as relações de causa e efeito. Nesse sentido é importante entender onde estou tendo um comportamento. É diferente dar um sorriso em uma festa e em um funeral, o sentido é diferente por causa do contexto.</p>
<p>Outro elemento é a cultura. Tomando o caso do sorriso e do funeral, na cultura Ocidental, o sorriso pode ser compreendido como descaso para com a dor dos enlutados. Já no Oriente, algumas regiões veem a morte como algo bom e festejam, nessa cultura o sorriso na situação de um funeral é comum. A cultura tem um viés regional, como também pode ter um viés familiar. Tenho um amigo para quem funerais são motivo de alegria, ele não é oriental e nem budista, apenas vê a morte de outra maneira.</p>
<p>Considerando o contexto e a cultura ainda é importante verificar o momento histórico no qual tudo está ocorrendo. O sorriso no funeral dentro do Ocidente pode ser visto como um sinal de posicionamento político dependendo de quem morreu e quando morreu. A recente morte de Fidel Castro motivou muitas festas em cubanos exilados nos EUA, o que demonstra que mesmo no Ocidente é possível sorrir em um contexto de funeral e isso ser aceito (obviamente se algum cubano residente em Cuba sorriu, deve tê-lo feito sob lençóis).</p>
<p>Portanto, quando um psicólogo, por exemplo, fala em causa e consequência, não está querendo ter uma &#8220;visão reducionista&#8221; do mundo e do comportamento humano. Pelo contrário, quem realmente compreende o que significa &#8220;causa e consequência&#8221; sabe da enorme dificuldade em compreender os fatores envolvidos em determinados resultados assim como cada um deles influencia esses resultados.</p>
<p>Porém, esta percepção enriquece a vida das pessoas que passam a observar o seu contexto de maneira mais atenta e respeitosa. Compreender os elementos que influenciam os resultados daquilo que fazemos nos leva a ter um senso de conexão maior com o mundo e de respeito com o real. Isso é o avesso de uma atitude egocentrada que acredita que o universo se molda de acordo com aquilo que desejamos. Relações criaram o universo, não a imposição de uma vontade egocêntrica que se crê melhor, maior ou mais importante que todas as outras que coexistem com ela.</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>Qual a diferença entre discurso e crença?</title>
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		<pubDate>Fri, 15 Oct 2021 22:00:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Eu estou me sentindo meio mal comigo &#8211; O que aconteceu? &#8211; Bem&#8230; eu sempre falo que comigo &#8220;missão dada é missão cumprida&#8221; &#8211; Sim &#8211; Daí que eu estou vendo que me dou um monte de &#8220;missões&#8221;, mas nem sempre cumpro &#8211; Sim, para os outros você faz, mas para você não é &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/10/15/qual-a-diferenca-entre-discurso-e-crenca/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Qual a diferença entre discurso e crença?</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Eu estou me sentindo meio mal comigo</p>
<p>&#8211; O que aconteceu?</p>
<p>&#8211; Bem&#8230; eu sempre falo que comigo &#8220;missão dada é missão cumprida&#8221;</p>
<p>&#8211; Sim</p>
<p>&#8211; Daí que eu estou vendo que me dou um monte de &#8220;missões&#8221;, mas nem sempre cumpro</p>
<p>&#8211; Sim, para os outros você faz, mas para você não é sempre não é?</p>
<p>&#8211; Sim, você já tinha visto isso?</p>
<p>&#8211; Sim.</p>
<p>&#8211; Nossa, porque eu faço isso?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Já diz o ditado: faça o que eu falo, mas não faça o que eu faço. Nem sempre é simples compreender porque defendemos um discurso, mas na hora de agir, temos uma atitude diferente. Este artigo visa lançar luz nesse tema.</p>
<p><span id="more-6345"></span></p>
<p>Do ponto de vista emocional e psicológico, existe grande diferença entre o discurso e a crença de uma pessoa. Para compreender isso é necessário fazer uma distinção entre ideias e personalidade. As ideias são conceitos, abstrações que a pessoa pode usar de maneiras muito variadas em sua vida. Elas podem ou não ter a ver com a pessoa em si. A personalidade é &#8220;a pessoa em si&#8221;, tem a ver com papéis criados inconscientemente  ao longo da vida da pessoa, o lugar em sua família de origem e outras variáveis.</p>
<p>Quando se fala em discurso, o foco recai sobre as ideias com as quais a pessoa trabalha. Trata-se do que ela diz, da lógica entre os pressupostos, conceitos e comprometimentos de seus argumentos. O discurso tem a ver com o lado intelectual da pessoa, o que ela lê, ouve e conceitua.</p>
<p>Já a crença trata-se de ideias também, porém estas possuem um valor diferente do discurso. Enquanto o discurso é uma ideia da qual a pessoa pode abrir mão, visto que é um conteúdo mais intelectual, a crença é uma ideia que gera, inibe e dá (ou não) permissão a determinados comportamentos e até mesmo à determinadas ideias. A crença, portanto, é uma ideia, porém carregada de alto valor emocional e psíquico. Em muitos casos a crença assume o valor de identidade: o que penso sobre eu mesmo?</p>
<p>Em consultório o que vejo, muitas vezes é a pessoa fazendo um discurso sobre como ela gostaria de ser, como ela pensa que as relações deveriam ser ou sobre como sua profissão deveria ser. Presto pouca atenção nisso. Quando ela age, aparece, de maneira velada, a crença. Esse sim é um &#8220;discurso&#8221; ao qual se deve prestar atenção. É a crença que valida a ação da pessoa, logo, ela pode discursar o quanto quiser, mas é no momento da ação que o &#8220;verdadeiro&#8221; discurso se apresenta.</p>
<p>Porque coloquei verdadeiro entre aspas? A crença não é melhor ou pior do que o discurso da pessoa, apenas é o discurso que ela usa emocional e psicologicamente, sendo assim, ele é mais &#8220;verdadeiro&#8221; no sentido de ser algo realmente usado pela pessoa e não apenas pensado.</p>
<p>Um exemplo típico é um pai super protetor que deseja ser &#8220;mais livre&#8221; porque agora &#8220;viu que os pais servem para criar os filhos para o mundo&#8221; e que os filhos devem &#8220;quebrar a cara para aprender&#8221;. Porém, quando deixa o filho ir quebrar a cara, por exemplo, sente culpa, caso o resultado da ação seja, de fato, uma cara quebrada. Porque ele sente culpa se acha que o filho &#8220;deve&#8221; fazer isso? Simples, porque o discurso que valida sua ação é outro, o do pai super protetor que sente que &#8220;falhou com o filho&#8221;.</p>
<p>Não se trata de &#8220;escolher o discurso que quero para mim&#8221;, mas sim de identificar qual a crença você já usa. A mudança só ocorre ao aceitar aquilo que já somos. Para compreender melhor isso, compare aquilo que você diz com aquilo que realmente faz e sente quando age.Você poderá perceber muitos temas em que o seu discurso é simétrico à sua fala, você faz o que fala. Em outros verá falhas, desarmonia. Nesses casos é importante ver o que, de fato você pensa. Sempre digo que o problema não está na crença em si, mas sim na sua adequação perante quem a pessoa é e o que ela deseja para si. Compreender a crença que de fato temos é o primeiro passo para trabalhar em direção à esta harmonia.</p>
<p>Abraço</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Meu futuro deprimido</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Sep 2021 22:00:25 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; E quando penso nisso eu me deprimo. &#8211; Eu também me deprimiria. &#8211; Sério? &#8211; Sim&#8230; veja: você se sente mal no presente, quando olha para o futuro continua se vendo mal e ainda pior. Não tem como sair disso não é mesmo? (Silêncio) &#8211; É mesmo&#8230; &#8211; Que tal se dar outras alternativas? &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/09/24/meu-futuro-deprimido/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Meu futuro deprimido</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; E quando penso nisso eu me deprimo.</p>
<p>&#8211; Eu também me deprimiria.</p>
<p>&#8211; Sério?</p>
<p>&#8211; Sim&#8230; veja: você se sente mal no presente, quando olha para o futuro continua se vendo mal e ainda pior. Não tem como sair disso não é mesmo?</p>
<p>(Silêncio) &#8211; É mesmo&#8230;</p>
<p>&#8211; Que tal se dar outras alternativas?</p>
<p>&#8211; Como, por exemplo?</p>
<p>&#8211; Boa pergunta, como&#8230; por exemplo?</p>
<p>&#8211; Eu conseguir trabalho depois de me formar?</p>
<p>&#8211; Perfeito, este é um futuro melhor. Com isso poderia ganhar dinheiro e seria um futuro ainda melhor.</p>
<p>&#8211; É verdade.</p>
<p>&#8211; Qual a sensação de pensar nesse futuro?</p>
<p>&#8211; Melhor que o que faço todos os dias.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Depressão é uma &#8220;doença de futuro&#8221;, segundo o psicólogo Martin Seligman. Concordo com ele. Em geral os depressivos tendem a olhar o futuro assim como o presente sob um viés negativo e não abandonam esta percepção.</p>
<p><span id="more-6672"></span></p>
<p>A depressão é a doença do século. O número de casos de depressão cresce não apenas na população adulta, como em crianças e adolescentes. Não é coincidência que os jovens cada vez mais se percebem sem esperanças para o futuro. Nunca tivemos uma juventude tão desmotivada para &#8220;ir em frente&#8221; como a de hoje em dia. Embora questões de economia global contribuam para este cenário, elas não o explicam por completo e nem o justificam.</p>
<p>Ocorre que durante as guerras mundiais os jovens também se encontravam em uma situação social muito ruim. Porém a diferença era que eles acreditavam que lutar valia a pena. Seja para construir um mundo melhor, pela liberdade ou apenas para estar envolvido com algo grande, a luta era vista, por muitos como algo que dava sentido à vida. Hoje, porém, o senso de sentido da vida se encontra cada vez mais distante de nossos jovens e sociedade. A própria ideia de projeto à longo prazo, para alguns é absurda ou ridícula.</p>
<p>O ponto é: compreender o que podemos fazer para trabalhar com a depressão. Há fatores que não podemos controlar? Sim, porém aqueles que podemos controlar fazem enorme diferença. Um dos mais importantes tem a ver com a maneira pela qual olhamos para o nosso futuro. Quando tratamos o futuro como algo pior ou &#8220;tão ruim&#8221; quanto o presente aumentamos nossa possibilidade em nos deprimir.</p>
<p>Porque isso é tão importante? Simples: o ser humano nasce para o futuro. O projeto do corpo nunca é ficar onde está, mas sim mover-se em direção ao próximo estágio. O movimento para o futuro, para o desenvolvimento é o que move nossa mente também. Estamos sempre planejando algo para depois. Assim sendo, quando nos habituamos a criar cenários negativos criamos um paradoxo em nosso cérebro: queremos ir para o futuro, mas não para &#8220;este&#8221; que temos na mente.</p>
<p>Este paradoxo, associado à sensação de impotência de mudar este cenário cria o pano de fundo da depressão. Qualquer pessoa fica em estado depressivo com um cenário como este. Porém quando ele é mantido por muito tempo o quadro se torna doença. Ao associar o pensamento negativo do futuro com um pensamento negativo do mundo no futuro e de &#8220;eu&#8221; no futuro, o quadro depressivo é praticamente certo e potencialmente forte.</p>
<p>Logo, o primeiro passo pode parecer tolo, mas é importante. Dar-se a oportunidade de pensar em um futuro melhor no qual há coisas melhores no mundo e em si mesmo faz muita diferença. Ao realizar algo em prol da concretização desse cenário e, uma vez atingida a meta, dar-se a oportunidade de celebrá-la a pessoa dá mais um passo em direção à saúde mental.</p>
<p>Abraço</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Não peça perdão</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Sep 2021 22:00:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; E daí eu disse: &#8220;desculpe&#8221;. &#8211; Porque? &#8211; Como assim porque? Ela ficou chateada. &#8211; Sim, mas até onde te conheço, você não viu que fez algo errado para pedir desculpas. &#8211; Mas você diz que eu faço. &#8211; Sim, eu digo, mas não importa o que eu digo, mas sim o que você &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/09/15/nao-peca-perdao/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Não peça perdão</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; E daí eu disse: &#8220;desculpe&#8221;.</p>
<p>&#8211; Porque?</p>
<p>&#8211; Como assim porque? Ela ficou chateada.</p>
<p>&#8211; Sim, mas até onde te conheço, você não viu que fez algo errado para pedir desculpas.</p>
<p>&#8211; Mas você diz que eu faço.</p>
<p>&#8211; Sim, eu digo, mas não importa o que eu digo, mas sim o que você sente em relação à isso.</p>
<p>&#8211; Fiquei confuso.</p>
<p>&#8211; Assuma que você acha que não deve desculpas à ela. Assuma isso ao invés de fingir culpa. Senão vai sobrecarregar a relação.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para uma civilização baseada nas tradições católicas a ideia de não pedir perdão pode parecer absurda. Porém, nem sempre o perdão é a melhor forma de resolver um problema que criamos para o outro.</p>
<p><span id="more-6465"></span></p>
<p>O ato de perdão é tradicionalmente associado com um ato de humildade daquele que cometeu um deslize. No entanto, existe uma dinâmica oculta neste ato que o torna mais complexo. A pessoa que solicita o perdão, transfere a responsabilidade de seu ato e das consequências deste para o outro. Quem recebe o pedido de perdão fica, então, com duas responsabilidades: lidar com o problema que o outro lhe causou e ainda ter que perdoá-lo, ou seja, retirar a culpa sobre seu feito.</p>
<p>Porém dizer a alguém que algo que nos causou dor não causou dor é mentir. Não é possível retirar a culpa sobre uma ação. Uma ação que machuca, machuca. Não há como negar isso. Não há porque &#8220;perdoar&#8221;. O ato que nos causa dor precisa ser &#8220;celebrado&#8221; e valorizado dessa forma. A atitude do &#8220;perdão&#8221; (aquele que &#8220;apaga&#8221; o ato) não é humana. Aceitar a dor e a culpa sim.</p>
<p>Quando digo &#8220;não peça perdão&#8221;, o que quero dizer é: não dê à alguém que você machucou a responsabilidade por tirar a sua culpa de você. É você quem deve lidar com a sua culpa e não projetá-la no próximo. A culpa pode engrandecer se você lidar de forma honesta com ela. Fazer isso é reconhecer o que você fez e comprometer-se por seu livre desejo em não repetir o que fez, além de arcar com as consequências de sue ato. Essa é a forma adulta e humana em lidar com nossos erros.</p>
<p>O desejo de expiação é um desejo infantil baseado na ideia de que é possível mudar o passado. Não é. O que está feito, assim está. O presente pode ser vivido e o futuro poderá ser mudado, mas o passado não. Então assumir que o passado existiu é fundamental para lidar bem com a culpa. O segundo passo é assumir a dor ao invés de projetar, negar ou desejar que outra pessoa a tire para você. O terceiro é mudar o seu comportamento.</p>
<p>E o outro? Bem, o outro vai decidir o que fará. Não cabe buscar coagir o outro a tomar uma decisão em relação ao que fazemos de errado. Ele deve ser deixado livre para decidir o que quer fazer. Manter-se ou não perto de quem nos causa mal não significa apagar o passado, mas aceitar o passado e é preciso ter muita parcimônia nesse momento. É importante para quem fere saber que feriu e é importante para quem é ferido mostrar o ferimento, sem dramas desnecessários. Sem tornar um o &#8220;bom&#8221; e o outro o &#8220;ruim&#8221;.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>O grande problema</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/09/08/o-grande-problema/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Sep 2021 22:00:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Agora entendi o meu problema Akim. &#8211; Perfeito. &#8211; Como eu faço para me livrar dele? &#8211; &#8230; &#8211; Não é para me livrar? &#8211; É como se você tivesse encontrado algo dentro do seu armário. Você finalmente o achou e agora quer jogá-lo fora. &#8211; Entendi&#8230; é meio estranho isso, mas entendi. &#160; &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/09/08/o-grande-problema/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">O grande problema</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br/2021/09/08/o-grande-problema/">O grande problema</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br">Akim Neto Psicólogo Clínico</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Agora entendi o meu problema Akim.</p>
<p>&#8211; Perfeito.</p>
<p>&#8211; Como eu faço para me livrar dele?</p>
<p>&#8211; &#8230;</p>
<p>&#8211; Não é para me livrar?</p>
<p>&#8211; É como se você tivesse encontrado algo dentro do seu armário. Você finalmente o achou e agora quer jogá-lo fora.</p>
<p>&#8211; Entendi&#8230; é meio estranho isso, mas entendi.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>É comum desejar viver sem problemas. Porém, quando os tomamos dessa forma olhamos apenas para o lado ruim de ter problemas. A realidade é que vivemos sempre com problemas. Então, como olhar para eles e não torná-los um peso à mais?</p>
<p><span id="more-6607"></span></p>
<p>Boa parte dos meus clientes, quando chega à alguma conclusão sobre si faz a pergunta: ok, como me livro disso? É interessante refletir sobre isso. Você passa um bom tempo de sua vida buscando compreender algo sobre você e quando percebe, quer jogar fora. Porque queremos jogar nossos problemas fora?</p>
<p>Perceber-se com um &#8220;problema&#8221; é perceber-se incompleto ou incapaz de algo. Perceber um entendimento errôneo sobre si, o outro ou o mundo. Em geral, quando se trata de questões humanas o &#8220;problema&#8221; tem a ver com alguma coisa (percepção, atitude, entendimento) que nos fecha para a vida, nos limita. Não queremos ser assim. Queremos ser perfeitos e ilimitados, bons em todos os sentidos.</p>
<p>Assim, o problema surge não apenas com seus efeitos sobre nossa vida, mas, também, como uma mancha em nossa auto imagem. As pessoas pensam: &#8220;ahá, agora encontrei o que me impedia de ser perfeito&#8230; agora &#8220;a coisa vai&#8221;&#8221;. Mas ela já estava indo, não estava? É difícil reconhecer que mesmo com &#8220;problemas&#8221; a maior parte de nós &#8220;toca a vida&#8221;. Culpamos o problema pelas nossas infelicidades e quando o vemos, o queremos fora.</p>
<p>Porém, ele não surge por acaso. Ele não é uma possessão demoníaca que nos invade sem pedir permissão. Ele faz parte de nós. Sem ele, provavelmente não teríamos construído outras partes nossas. O &#8220;problema&#8221;, apenas é um problema por questão de contexto e objetivos na maior parte dos casos. Quero me abrir, logo a minha timidez se torna um problema. Mas os anos que passei lendo, quieto, nos quais a minha timidez me ajudou, eu não conto.</p>
<p>Assim, sempre busco conscientizar as pessoas das conexões que &#8220;o problema&#8221; tem em sua vida. Assim como as oportunidades que ele traz consigo. Um problema sempre traz consigo as soluções. O que precisamos fazer é parar de querer nos livrar dele e aceitá-lo. Acolher o problema significa se tornar humilde para o fato de que não somos &#8211; e não seremos &#8211; &#8220;perfeitos&#8221;, portanto temos e sempre teremos problemas, seja de origem interna ou externa.</p>
<p>Esta atitude de acolhimento do problema é o que busco criar com meus clientes. Algo como quem diz: calma, você não é o primeiro e nem o único com isso. Diferente de ser negligente e tentar tapar o Sol com a peneira, olhar para o problema requer coragem. Dizer-lhe: &#8220;obrigado por estar me mostrando coisas que preciso para estar bem comigo mesmo&#8221;, requer humildade e a força verdadeira, que emerge do esforço empregado para conquistar algo e não da arrogância ou prepotência.</p>
<p>Este tipo de atitude nos ajuda a ficarmos calmos em termos um problema. Além de calma, aprendemos a ter gratidão pelo que virá quando resolvermos o problema. E se não o resolvermos, a gratidão virá por compreendermos nossos limites. Paz, gratidão, conquista, força. Essa é a sequência que nossos problemas podem nos oferecer quando lhes damos um lugar de honra em nossas vidas. Humildes frente ao grande mistério que é viver e ser humano é o que nos tornamos quando eles fazem parte de nós ao invés de serem algo contra nós.</p>
<p>Abraço</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Existe auto imagem &#8220;positiva demais&#8221;?</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Sep 2021 21:00:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas Akim&#8230;eu não consigo deixar de fazer isso. &#8211; Para que serve isso? &#8211; Eu não sei, não consigo confiar muito em ninguém. &#8211; Como se as pessoas não fossem capazes de fazer o que você faz? &#8211; Algo assim. &#8211; Isso te coloca num patamar muito elevado não é? &#8211; Pois é&#8230; &#8211; &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/09/03/existe-auto-imagem-positiva-demais/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Existe auto imagem &#8220;positiva demais&#8221;?</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas Akim&#8230;eu não consigo deixar de fazer isso.</p>
<p>&#8211; Para que serve isso?</p>
<p>&#8211; Eu não sei, não consigo confiar muito em ninguém.</p>
<p>&#8211; Como se as pessoas não fossem capazes de fazer o que você faz?</p>
<p>&#8211; Algo assim.</p>
<p>&#8211; Isso te coloca num patamar muito elevado não é?</p>
<p>&#8211; Pois é&#8230;</p>
<p>&#8211; Mas também te deixa  muito solitário&#8230; deve ser triste não se permitir confiar em ninguém.</p>
<p>&#8211; E é&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em resumo, sim. Existe auto imagem &#8220;positiva demais&#8221;, ou seja, irrealista. Nesse sentido ela pode prejudica sua saúde mental assim como sua auto estima, entenda porque.</p>
<p><span id="more-6342"></span></p>
<p>É importante compreender qual é a função da auto imagem. Ela serve como base para avaliarmos nosso comportamento, se estamos nos dando bem ou não em nossas vidas e para alimentar nossa auto estima. A auto imagem, possui uma função de sustentação do eu, portanto, ela não pode estar distante da realidade. Por mais estranho que possa soar, quanto mais a auto imagem é objetiva, melhor.</p>
<p>A foto que coloquei no início do post ilustra bem o fato. Não ajuda em nada ter uma auto imagem que seja distorcida e distante do real. Esse artifício, inclusive, é empregue por quase todas as pessoas que tem problemas crônicos de saúde oriundos de comportamentos inadequados. Todas elas tem uma auto imagem de saúde inabalável, logo, concluem que nenhum comportamento que tem ou deixam de ter poderá influenciar isso. Pessoas com uma auto imagem de saúde mais realista, compreendem que determinados comportamentos geram mais ou menos saúde.</p>
<p>Auto imagem nos diz quem somos. Se ela for uma auto imagem muito &#8220;endeusada&#8221; irá nos causar mal visto que nos tornará negligentes ao que fazemos. Se eu sou um deus, não preciso me preocupar com a maneira que falo, por exemplo, as pessoas é quem me devem respeito e não o contrário. Não é necessário dizer quanto isso será prejudicial para a pessoa.</p>
<p>A cultura da auto ajuda deturpou a noção de auto imagem ao afirmar que você tem que ver só o que é positivo em você, ou que deve ser ver melhor do que é. Isso não funciona, o que vejo na prática são pessoas que terminam, na melhor das hipóteses, se cobrando muito mais do que conseguem realizar e, na pior, deprimindo ao ver que não conseguirão atingir seu &#8220;ideal de eu&#8221;.</p>
<p>Auto imagem &#8220;positiva&#8221; não é uma boa auto imagem, sempre insisto nesse tema. A &#8220;boa&#8221; auto estima sempre reflete a verdade. A verdade, como sabemos, nem sempre é prazerosa, mas, ainda assim, é libertadora. Quando nos vemos melhores do que somos, passamos a nos cobrar de maneira semelhante e isso nos prejudica.</p>
<p>Em termos de cultura, esse tem sido um efeito adverso das campanhas de auto estima. Hoje em dia as pessoas não buscam felicidade, se cobram, afinal de contas todos somos muito maravilhosos para não sentir felicidade o tempo todo não é? Este pensamento tem deixado muitas pessoas confusas em relação a sentimentos muito comuns como falta de motivação ou tédio. Ao sentirem isso acreditam que algo está errado &#8220;com elas&#8221;, visto que em sua auto imagem não há lugar para o tédio ou falta de motivação. Porém idealizar alguém assim é irrealista e perigoso, sem contar que estamos idealizando alguma coisa que não é, de fato, humana.</p>
<p>Abraço</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br/2021/09/03/existe-auto-imagem-positiva-demais/">Existe auto imagem &#8220;positiva demais&#8221;?</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br">Akim Neto Psicólogo Clínico</a>.</p>
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