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	<title>Arquivos Depressão - Akim Neto Psicólogo Clínico</title>
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		<title>Meu futuro deprimido</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/09/24/meu-futuro-deprimido/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Sep 2021 22:00:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; E quando penso nisso eu me deprimo. &#8211; Eu também me deprimiria. &#8211; Sério? &#8211; Sim&#8230; veja: você se sente mal no presente, quando olha para o futuro continua se vendo mal e ainda pior. Não tem como sair disso não é mesmo? (Silêncio) &#8211; É mesmo&#8230; &#8211; Que tal se dar outras alternativas? &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/09/24/meu-futuro-deprimido/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Meu futuro deprimido</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; E quando penso nisso eu me deprimo.</p>
<p>&#8211; Eu também me deprimiria.</p>
<p>&#8211; Sério?</p>
<p>&#8211; Sim&#8230; veja: você se sente mal no presente, quando olha para o futuro continua se vendo mal e ainda pior. Não tem como sair disso não é mesmo?</p>
<p>(Silêncio) &#8211; É mesmo&#8230;</p>
<p>&#8211; Que tal se dar outras alternativas?</p>
<p>&#8211; Como, por exemplo?</p>
<p>&#8211; Boa pergunta, como&#8230; por exemplo?</p>
<p>&#8211; Eu conseguir trabalho depois de me formar?</p>
<p>&#8211; Perfeito, este é um futuro melhor. Com isso poderia ganhar dinheiro e seria um futuro ainda melhor.</p>
<p>&#8211; É verdade.</p>
<p>&#8211; Qual a sensação de pensar nesse futuro?</p>
<p>&#8211; Melhor que o que faço todos os dias.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Depressão é uma &#8220;doença de futuro&#8221;, segundo o psicólogo Martin Seligman. Concordo com ele. Em geral os depressivos tendem a olhar o futuro assim como o presente sob um viés negativo e não abandonam esta percepção.</p>
<p><span id="more-6672"></span></p>
<p>A depressão é a doença do século. O número de casos de depressão cresce não apenas na população adulta, como em crianças e adolescentes. Não é coincidência que os jovens cada vez mais se percebem sem esperanças para o futuro. Nunca tivemos uma juventude tão desmotivada para &#8220;ir em frente&#8221; como a de hoje em dia. Embora questões de economia global contribuam para este cenário, elas não o explicam por completo e nem o justificam.</p>
<p>Ocorre que durante as guerras mundiais os jovens também se encontravam em uma situação social muito ruim. Porém a diferença era que eles acreditavam que lutar valia a pena. Seja para construir um mundo melhor, pela liberdade ou apenas para estar envolvido com algo grande, a luta era vista, por muitos como algo que dava sentido à vida. Hoje, porém, o senso de sentido da vida se encontra cada vez mais distante de nossos jovens e sociedade. A própria ideia de projeto à longo prazo, para alguns é absurda ou ridícula.</p>
<p>O ponto é: compreender o que podemos fazer para trabalhar com a depressão. Há fatores que não podemos controlar? Sim, porém aqueles que podemos controlar fazem enorme diferença. Um dos mais importantes tem a ver com a maneira pela qual olhamos para o nosso futuro. Quando tratamos o futuro como algo pior ou &#8220;tão ruim&#8221; quanto o presente aumentamos nossa possibilidade em nos deprimir.</p>
<p>Porque isso é tão importante? Simples: o ser humano nasce para o futuro. O projeto do corpo nunca é ficar onde está, mas sim mover-se em direção ao próximo estágio. O movimento para o futuro, para o desenvolvimento é o que move nossa mente também. Estamos sempre planejando algo para depois. Assim sendo, quando nos habituamos a criar cenários negativos criamos um paradoxo em nosso cérebro: queremos ir para o futuro, mas não para &#8220;este&#8221; que temos na mente.</p>
<p>Este paradoxo, associado à sensação de impotência de mudar este cenário cria o pano de fundo da depressão. Qualquer pessoa fica em estado depressivo com um cenário como este. Porém quando ele é mantido por muito tempo o quadro se torna doença. Ao associar o pensamento negativo do futuro com um pensamento negativo do mundo no futuro e de &#8220;eu&#8221; no futuro, o quadro depressivo é praticamente certo e potencialmente forte.</p>
<p>Logo, o primeiro passo pode parecer tolo, mas é importante. Dar-se a oportunidade de pensar em um futuro melhor no qual há coisas melhores no mundo e em si mesmo faz muita diferença. Ao realizar algo em prol da concretização desse cenário e, uma vez atingida a meta, dar-se a oportunidade de celebrá-la a pessoa dá mais um passo em direção à saúde mental.</p>
<p>Abraço</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Porque eu minto para eu mesmo?</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/05/05/porque-eu-minto-para-eu-mesmo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 May 2021 22:00:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
		<category><![CDATA[Auto-confiança]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; E daí terminei o curso por causa disso sabe? &#8211; &#8220;Terminou&#8221; o curso? Você desistiu, não foi? &#8211; Sim, sim&#8230; terminei foi jeito de dizer. &#8211; Hum&#8230; (silêncio) &#8211; É que&#8230; sei lá&#8230; acho que eu tenho mais coisas para dizer. &#8211; Diga. &#8211; Eu terminei com a minha namorada. &#8211; Ah é? Isso &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/05/05/porque-eu-minto-para-eu-mesmo/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Porque eu minto para eu mesmo?</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; E daí terminei o curso por causa disso sabe?</p>
<p>&#8211; &#8220;Terminou&#8221; o curso? Você desistiu, não foi?</p>
<p>&#8211; Sim, sim&#8230; terminei foi jeito de dizer.</p>
<p>&#8211; Hum&#8230; (silêncio)</p>
<p>&#8211; É que&#8230; sei lá&#8230; acho que eu tenho mais coisas para dizer.</p>
<p>&#8211; Diga.</p>
<p>&#8211; Eu terminei com a minha namorada.</p>
<p>&#8211; Ah é? Isso tem algo a ver com ter &#8220;terminado&#8221; o curso?</p>
<p>&#8211; Tipo&#8230; sim&#8230; sei lá&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Quantas vezes você já disse algo que sabia que era mentira, mas, ainda assim, precisou dizer? Pior: a mentira não visava enganar ninguém, porque o tema era inócuo, apenas uma forma de mentir para você mesmo? Porque fazemos isso, porque nos enganamos?</p>
<p><span id="more-6227"></span></p>
<p>A verdade traz consequências. Nem sempre essas consequências são aquelas que queremos lidar, sabemos lidar ou que, simplesmente, gostaríamos que fossem. Ao contrário do que se diz, nem sempre tememos a verdade, muitas vezes o que é temido são as possíveis consequências dela. Coloco este fato, por perceber nos atendimento que as pessoas mantém a verdade &#8220;dentro delas&#8221;. Em outras palavras: nós sabemos da verdade, mas não dizemos a verdade.</p>
<p>Dizer implica em se comprometer. O compromisso com aquilo que falamos (seja verdade ou mentira) é o verdadeiro teste de qualquer convicção. Quando sabemos o que fazer com aquilo que é dito, em geral, é mais fácil assumir a verdade. Quando não sabemos é mais complicado. Quando se teme as consequências, é mais comum ocultar, nos enganar ou mentir.</p>
<p>A auto imagem também influencia nossa decisão sobre nos enganar. Quando alguém cria para si a auto imagem de uma pessoa inteligente, ela poderá ter dificuldades em dizer que não sabe de algo. Quando confrontada com sua falta de saber, ela poderá criar uma verborréia apenas para enrolar os outros. Esta enrolação é uma forma de mentir para si, pelo fato de não corresponder com a verdade que é: cheguei no limite do meu conhecimento.</p>
<p>Essa atitude de preferir o conformismo da mentira ao incômodo da verdade envolve uma disposição em auto confrontar-se. É comum que o ser humano se flagre em mentiras auto gestadas. Ter 100% de coerência é algo que está vetado à condição humana de perpétuo ajuste e eterna mudança. Assim sendo há necessidade em conseguir suportar o fato de que não sabemos tudo sobre nós, embora sejamos a única fonte capaz de sabê-lo.</p>
<p>O auto engano é doloroso não apenas em relação ao conteúdo da mentira que nos contamos e das consequências que ela pode nos trazer. Ela marca nossa pessoa ao nos confrontar com o fato de que não sabemos tudo de nós mesmos. Este fato é muito doloroso e causa temor: se eu não sei tudo de mim, como posso confiar em mim? Essa dúvida é o que nos faz, muitas vezes, mentir para nós mesmos.</p>
<p>Então, o melhor a fazer em relação ao auto engano é praticar o desapego com a necessidade de estar certo sobre si o tempo todo. Como diz o ditado romano: na guerra, deixe espaço para o infortúnio. Na vida, deixe espaço para descobrir algo sobre você que você nem sequer sonha. Deixe espaço para se encontrar com um pedaço seu que foi deixado para trás ou algum pedaço novo que você ainda desconhece e que já te influencia.</p>
<p>Esta atividade nos faz um pouco mais humanos em relação à nós mesmos ao deixar de exigir a perfeição. Com isso, podemos reconhecer aquilo que é estranho, obscuros e até mesmo indizível. Esse ato nos faz temer menos ou até mesmo estimular curiosidade em relação à estas partes nossas. Com isso, podemos parar de mentir e nos enganar para começar a nos conhecer.</p>
<p>Abraço</p>
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		<item>
		<title>Depressão é igual a tristeza?</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2019/07/03/depressao-e-igual-a-tristeza/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jul 2019 11:19:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Eu não gosto de ficar triste assim. &#8211; Entendo, mas será que isso é apenas tristeza? &#8211; Eu não consigo fazer nada o dia todo, fico só pensando em tragédia&#8230; &#8211; Por isso mesmo&#8230; você já teve alguma morte na família? &#8211; Só do meu cachorro. &#8211; Como se sentiu? &#8211; Nossa&#8230; era uma &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2019/07/03/depressao-e-igual-a-tristeza/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Depressão é igual a tristeza?</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Eu não gosto de ficar triste assim.</p>
<p>&#8211; Entendo, mas será que isso é apenas tristeza?</p>
<p>&#8211; Eu não consigo fazer nada o dia todo, fico só pensando em tragédia&#8230;</p>
<p>&#8211; Por isso mesmo&#8230; você já teve alguma morte na família?</p>
<p>&#8211; Só do meu cachorro.</p>
<p>&#8211; Como se sentiu?</p>
<p>&#8211; Nossa&#8230; era uma dor no peito&#8230; eu gostava mesmo do bichinho sabe? Eu que quis e eu cuidava muito dele.</p>
<p>&#8211; E essa dor é parecida com a dor que você sente agora?</p>
<p>&#8211; Pensando bem&#8230; não é a mesma coisa não&#8230; é diferente.</p>
<p>Não. Embora uma pessoa com depressão possa sentir-se triste, o fundamento da depressão não tem a ver com esta emoção. A questão desta doença é muito mais profunda e tem a ver com crenças sobre si, sobre o mundo, uma história de vida e comportamentos que criam este estado de humor.</p>
<p><span id="more-7916"></span></p>
<p>A tristeza, diferentemente da depressão, é uma emoção. Ela tem começo, meio e fim (ou seja, não dura anos), envolve, em geral, uma perda &#8220;concreta&#8221;, ou seja, ela tem um objeto definido ou que pode ser definido com mais facilidade do que a depressão. A tristeza possui uma sensação de dor, enquanto que a depressão, geralmente dá um sentimento de vazio e o embotamento das emoções (não sentir nada) é mais comum do que sentir algo.</p>
<p>É muito importante separar as emoções dos transtornos de humor. Humor é diferente de emoção, embora possa envolver a emoção. Para manter um estado de humor, crenças precisam ser ativadas, uma série de comportamentos disfuncionais precisam estar presentes e a pessoa, em geral, tem um tipo de histórico específico para determinados transtornos. Um dos pontos fundamentais na depressão é falta de uma perspectiva futura positiva. Quando a depressão está ativa, crenças de falta de capacidade pessoal e de que o futuro será pior que o presente estão sempre ativadas.</p>
<p>Estas crenças tendem a minar a energia de investimento em atividades no mundo que a pessoa possa desejar ter. Trocando em miúdos: &#8220;se vejo que o futuro será pior que o presente, porque insistir?&#8221;. O que a faz ter comportamentos inadequados que podem &#8220;confirmar&#8221; a tese. Por exemplo, a pessoa não estuda para as provas, tem uma nota ruim e diz para si: &#8220;eu sabia que isso ia acontecer&#8221;. A crença é sentida como &#8220;verdade&#8221;, por este motivo é tão difícil confrontá-la.</p>
<p>Outro ponto importante é a dificuldade em manter estados &#8220;positivos&#8221; como alegria e orgulho. Como a pessoa possui crenças profundas sobre ser incapaz tem a tendência de ver eventos positivos como de curta duração e também como &#8220;sorte&#8221;. Assim sendo, ela acaba negando suas qualidades o que a faz agir menos e ter resultados negativos, o que confirma suas ideias e mantém o estado depressivo. A falta de energia da depressão tem a ver com estes elementos e não com a tristeza. Uma emoção mais adequada para descrever o transtorno é a apatia, crença de que não adianta fazer nada, porque nada vai dar certo.</p>
<p>Assim sendo, o apoio na depressão precisa saber ver isso na pessoa que sofre. Não se trata de uma tristeza ocasionada pela perda de um emprego. Se trata do sentimento de certeza que a pessoa tem de que ela: &#8220;não vale nada, por isso perdeu o único emprego que o aceitou, traste do jeito que é. E agora? Quem vai me aceitar assim? Não sei o que fazer com a minha vida, melhor se nem estivesse aqui&#8221;. Esta é uma frase ligada com uma depressão profunda, por exemplo, algo bem longe do sentimento de tristeza: &#8220;eu gostava muito dele, vou sentir muitas saudades, isso dói, mas com o tempo passa&#8221;.</p>
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		<title>Às vezes penso em morrer</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2019/05/03/as-vezes-penso-em-morrer/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 May 2019 10:57:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Eu tenho pensado em me matar. &#8211; Obrigado por compartilhar isso comigo. As coisas estão difíceis para você? &#8211; Sim&#8230; não&#8230; não sei direito&#8230; é que às vezes parece que estou melhorando, mas daqui a pouco volta tudo sabe? &#8211; Entendo. Quando isso acontece você se julga? &#8211; Sim&#8230; acho que eu sou uma &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2019/05/03/as-vezes-penso-em-morrer/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Às vezes penso em morrer</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Eu tenho pensado em me matar.</p>
<p>&#8211; Obrigado por compartilhar isso comigo. As coisas estão difíceis para você?</p>
<p>&#8211; Sim&#8230; não&#8230; não sei direito&#8230; é que às vezes parece que estou melhorando, mas daqui a pouco volta tudo sabe?</p>
<p>&#8211; Entendo. Quando isso acontece você se julga?</p>
<p>&#8211; Sim&#8230; acho que eu sou uma pessoa desprezível.</p>
<p>&#8211; Nossa, deve ser bem duro para você mesmo. Você acredita que eu penso isso sobre você também?</p>
<p>&#8211; Não, você deve apenas achar que sou um cliente chato.</p>
<p>&#8211; Obrigado por me dizer isso também. Bem, é importante eu dizer que não acho  isso de você. Na verdade, tenho visto mais avanços do que &#8220;retrocessos&#8221; no seu caso.</p>
<p>&#8211; Eu também vejo isso&#8230; mas daí&#8230;</p>
<p>&#8211; Quando tem um &#8220;retrocesso&#8221; você se diz algo como: &#8220;vou, não está adiantando nada&#8221;?</p>
<p>&#8211; Algo assim.</p>
<p>&#8211; Veja, &#8220;retrocessos&#8221; são esperado em terapia justamente porque você está aprendendo algo novo sobre você. Quem não pode ter um &#8220;retrocesso&#8221; não pode aprender entende?</p>
<p>&#8211; Sim&#8230; faz sentido para mim.</p>
<p>&#8211; Agora, quem está aprendendo algo não pode ser considerada uma &#8220;pessoa desprezível&#8221;, isso faz sentido para você?</p>
<p>&#8211; Sim, muito.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O desejo de morrer, ao contrário do que se pensa, é muito comum. Pesquisadores mostram que 80% da população já imaginou, em algum momento, sua própria morte ou uma forma pela qual poderia dar cabo de sua vida. Sentir-se culpado por pensar nisso, é uma atitude que pode piorar a situação ao invés de ajudar.</p>
<p><span id="more-7802"></span></p>
<p>E, talvez, o primeiro ponto que eu preciso abordar é: se você se culpa por imaginar a sua própria morte, ok, aceite isso. Porque é muito comum a pessoa entrar em uma espiral de culpas: &#8220;eu não deveria me sentir culpada de pensar nisso&#8221;. A culpa, inclusive é uma das emoções que muito contribui para que a pessoa tenha o desejo pela morte em primeiro lugar. Muitas vezes este desejo é o produto de anos de pensamentos do tipo &#8220;tudo ou nada&#8221; (ou eu venço ou sou um fracasso completo), expectativas irrealistas, negação da realidade e de qualidades pessoais.</p>
<p>Se de um lado, pensar em nossa própria morte pode até mesmo revelar um aspecto de saúde mental; ou seja, poder pensar sobre nossa finitude (ter a coragem para isso), de outro, o pensamento pode servir como punição por ser uma pessoa &#8220;tão ruim&#8221;. Neste caso, é necessário verificar o que nos causa esta impressão. O exemplo acima revela uma pessoa com pensamentos &#8220;tudo ou nada&#8221; muito fortes. Ela aplica isso à toda a sua vida e cada pequeno &#8220;retrocesso&#8221;, na verdade, parte de um processo de aprendizagem, reflete como ela é desprezível.</p>
<p>O ponto é que existem crenças mais profundas que habitualmente não vemos. Crenças como &#8220;eu sou um nada&#8221;, &#8220;sou desprezível&#8221; e até mesmo &#8220;não mereço amor&#8221; são fortes e difíceis de serem mudadas rapidamente. Precisam de tempo e dedicação. Quando essas ideias assumem um lugar na pessoa, o desejo pela morte pode se tornar comum. A dor em se perceber uma pessoa desprezível, indigna de amor ou &#8220;um nada&#8221; é muito intensa para seu suportada.</p>
<p>Nestes casos a pessoa pode desejar a morte, pois esta acaba com o &#8220;problema&#8221;, ou seja: o eu. É importante refletir que talvez o eu não seja o problema, mas sim, que as conclusões que estão sendo tiradas sobre o eu sejam, por exemplo, duras demais ou rígidas demais. A cliente acima, por exemplo, julgava-se cada vez que dava um passo para trás, mas não avaliava que dava muito mais passos à frente do que para trás. Neste sentido o julgamento dela era completamente injusto.</p>
<p>O desejo de morrer está sempre ligado, de alguma forma, à ideia de que a vida ou o eu é um problema. Em ambos os casos, avaliações negativas, rígidas e do tipo &#8220;tudo ou nada&#8221; estão presentes. Isso não é &#8220;culpa&#8221; da pessoa, é a forma pela qual ela aprendeu a pensar. Em geral, vemos que essas formas, em algum momento da vida, fizeram sentido e foram importantes, são mecanismos de defesa. Porém, com o tempo eles se mostram ineficazes para lidar com o mundo &#8220;mais amplo&#8221; (além da família). Por isso precisamos sempre rever nossas crenças e pensamentos.</p>
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		<title>O lado bom do medo</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Aug 2016 10:34:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas Akim&#8230; vai que ele resolve me largar se eu falar isso para ele. &#8211; Sim, é verdade, tem pessoas que, quando recebem limites, não aguentam e querem sair da relação. &#8211; Então? &#8211; Então você se pergunta: aguenta viver sem dar esses limites, de maneira saudável para toda sua vida? &#8211; Não. &#8211; &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2016/08/15/o-lado-bom-do-medo/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">O lado bom do medo</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas Akim&#8230; vai que ele resolve me largar se eu falar isso para ele.</p>
<p>&#8211; Sim, é verdade, tem pessoas que, quando recebem limites, não aguentam e querem sair da relação.</p>
<p>&#8211; Então?</p>
<p>&#8211; Então você se pergunta: aguenta viver sem dar esses limites, de maneira saudável para toda sua vida?</p>
<p>&#8211; Não.</p>
<p>&#8211; Então se ele não aceita o seu limite, que, na minha opinião, é bem adequado, talvez a relação com ele não seja adequada para você.</p>
<p>&#8211; Pois é&#8230;</p>
<p>&#8211; Agora&#8230; você já pensou no oposto? Já pensou que ao receber o limite, ele pode até reclamar um pouco, mas depois pode acabar te respeitando ainda mais?</p>
<p>&#8211; Não.</p>
<p>&#8211; Essa também é uma possibilidade, afinal de contas, gostamos, de forma geral, de pessoas que deixam as coisas às claras com a gente.</p>
<p>&#8211; É verdade&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em geral, quando pensamos na mudança de um determinado comportamento, sentimos medo e pensamos em coisas ruins que podem acontecer, porém, porque não pensamos nas coisas boas que podem vir da mudança?</p>
<p><span id="more-5712"></span></p>
<p>Toda mudança nos traz para uma situação de instabilidade, ou seja, um comportamento novo não é algo que dominamos, não temos experiência suficiente para saber como funcionamos e como o mundo funciona quando nos comportamos de forma diferente. Assim sendo, a primeira reação habitual é de imaginar aquilo que pode dar errado, afim de tentar nos proteger.</p>
<p>O problema é que as pessoas geralmente usam esta reação inicial para evitar o comportamento novo e não para se protegerem. A proteção envolve a ação, o skatista compra equipamentos de segurança para fazer o esporte e não para ficar em casa sem fazer nada. Refletir sobre aquilo que pode dar errado é um tanto instintivo, pois aprendemos a evitar aquilo que é ruim afim de sobreviver.</p>
<p>Porém, ocorre que o lado bom da mudança também precisa ser verificado. Não se trata de &#8220;por na balança&#8221;, mas sim de refletir: vale a pena? Se o que você visualiza como algo bom advindo de uma mudança no seu comportamento é viável e é importante para você, é necessário agir com o foco nisso. Manter o foco naquilo que desejo alcançar não tem a ver com pintar o mundo de cor de rosa como as pessoas afirmam, mas sim criar intenção ao agir.</p>
<p>Esta falta de intenção é o que faz as pessoas não olharem para aquilo que é bom nas mudanças e tenderem a focar no que é ruim bloqueando suas ações. Em parte, fazemos isso porque não acreditamos na mudança, não acreditamos que nós somos capazes de realizar a mudança ou porque uma parte de nós crê que precisamos ficar onde estamos.</p>
<p>Não crer na mudança significa não se permitir ousar olhar para o mundo e ver que existem muitas pessoas que já fizeram as mudanças que você quer fazer. Isso é algo lindo quando estudamos mitologia: perceber que desde o princípio da civilização as pessoas tem passado pelas mesmas histórias, os mesmos desafios e vencendo-os. Acredite: não há história hoje que um ser humano já não tenha passado, você não está só naquilo que não consegue fazer, outros já estiveram aí e venceram, junte-se à eles.</p>
<p>A falta de crença na sua competência em realizar a mudança tem a ver com sua ação. É necessário agir para se perceber competente. Além disso, é preciso valorizar a nossa experiência e resultados afim de perceber a relação entre nossa ação e os resultados que trazemos para nós mesmos, isso é o que gera a confiança. Lembre-se: a confiança é uma emoção de passado, ou seja, só posso acreditar em algo que já aconteceu.</p>
<p>Por fim, a parte que acredita que precisamos ficar onde já estamos é uma parte que precisa ser ouvida com atenção. Nenhum comportamento nasce ao acaso, por este motivo é importante entender como ter um novo comportamento irá afetar a pessoa como um todo, muitas vezes, uma mudança positiva pode trazer outras consequências com as quais a pessoa não sabe lidar e isso pode sabotar todo o processo.</p>
<p>Abraço</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Vida sem sentido (?)</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2016/05/09/vida-sem-sentido/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 May 2016 10:51:31 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[percepção]]></category>
		<category><![CDATA[Sentido da vida]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mestre, qual o sentido da vida? &#8211; O cheiro de uma flor. &#8211; Entendo, entendo, mas eu preciso de algo mais concreto e não dessas metáforas. &#8211; Ah entendi, você quer uma resposta mais concreta para entender? &#8211; Sim, isso mesmo. &#8211; Ah, ok. Então, preste atenção: o sentido da vida é o cheiro &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2016/05/09/vida-sem-sentido/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Vida sem sentido (?)</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mestre, qual o sentido da vida?</p>
<p>&#8211; O cheiro de uma flor.</p>
<p>&#8211; Entendo, entendo, mas eu preciso de algo mais concreto e não dessas metáforas.</p>
<p>&#8211; Ah entendi, você quer uma resposta mais concreta para entender?</p>
<p>&#8211; Sim, isso mesmo.</p>
<p>&#8211; Ah, ok. Então, preste atenção: o sentido da vida é o cheiro de uma flor.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Adoro quando um cliente me diz que as coisas que ele faz não tem sentido. Adoro porque ele está absolutamente certo, as coisas, em si não tem sentido mesmo, somos nós quem damos sentido à elas, porém experienciar isso pode ser muito desorientador, porque será?</p>
<p><span id="more-5255"></span></p>
<p>Queremos que a vida tenha sentido. Pensamos durante muito tempo que isso vinha de uma necessidade de organizar o mundo de várias maneiras e que encontrar um sentido para a vida era algo importante para completar esta tarefa. Porém, de um outro ponto de vista, pode-se pensar que o desejo do sentido da vida seja, na verdade, uma questão de dependência que temos para com a existência.</p>
<p>Queremos que a vida tenha sentido para termos ondo nos apoiar, não no sentido de organizar nossa vida, mas no sentido de nos dar motivação. A necessidade da vida ter algum sentido não organiza a experiência, organiza a motivação, diz o que pode e o que não pode ser desejado, assim, queremos que a vida tenha sentido para sabermos como lidar com o nosso desejo.</p>
<p>A experiência desorientadora que várias pessoas tem em relação a darem sentido as suas existências se dá pelo fato de não conseguirem organizar o seu próprio desejo. Em termos mais simples, a percepção de que elas podem desejar &#8220;à vontade&#8221; e com isso organizarem seus próprio mundo é por demais expansiva para elas. O desejo, neste momento é &#8220;leve&#8221; demais.</p>
<p>Não se trata de fazer o que se quer, mas sim de desejar aquilo que o desejo traz. É comum que nossa ligação com o nosso desejo seja repleta de armadilhas psíquicas e sentimentos conflitantes, por este motivo, quando o desejo se mostra e percebe-se que é possível desejá-lo a pessoa entra em uma espécie de colapso. Fazendo uma metáfora tosca é como se depois de 80 anos gastando só 3000 por mês, alguém lhe dissesse que os outros 5000 que ficam na conta também são seus para gastar como quiser.</p>
<p>Queremos que a vida tenha sentido para não assumirmos o sentido que queremos dar à vida. É mais fácil jogar nas costas da &#8220;vida&#8221; (o que é isso mesmo?) o peso daquilo que sentimos. Assumir o sentido que vemos na nossa experiência é uma vivência de fascínio.</p>
<p>Porém, minha percepção de &#8220;fascínio&#8221; não é romântica, é trágica. A fascinação envolve dois elementos ao mesmo tempo: o terror e a admiração. Percebo como isso faz sentido quando meus clientes me dizem que entenderam o sentido que querem dar às suas vidas, que se sentem bem com isso, felizes e mais calmos&#8230; &#8220;mas ao mesmo tempo Akim, dá um medo isso sabe?&#8221;.</p>
<p>Sim, claro que sei, porque você está fascinado, e fascínio nos coloca diante de uma maravilha que é, ao mesmo tempo, admirável e aterrorizante. A admiração provém da beleza e das capacidades da coisa que é vista, o terror vem pelo fato de que o que é visto está além da compreensão, nos mostra algo além do nosso cotidiano.</p>
<p>O monstro é um &#8220;abridor de portas&#8221;, em uma das raízes da palavra encontramos que monstro é &#8220;aquele que mostra&#8221;, em outra delas que é &#8220;aquele que mostra o caminho&#8221;. Por isso ele é admirável, ele mostra as maravilhas do universo, nos apresenta à algo desconhecido e, ao mesmo tempo, é aterrorizador pelo fato de nos fazer perceber que há este universo, que o desconhecido existe.</p>
<p>Trazendo a analogia para o tema do sentido da vida, é monstruoso perceber que a vida, em si, não tem sentido, não chega nem a ser uma tábula em branco para escrevermos, pois isso já diz que ela precisa ser escrita. Não, ela é ainda mais cruel e nos aponta que nem mesmo é necessário um sentido para a vida. Ela mostra aquilo que não desejamos ver: que a existência é tão absurdamente infinita que você pode olhar à ela e apreender aquilo que desejar, ao mesmo tempo o horror de perceber que existir exige esforço.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Raiva que cala</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2016/04/22/raiva-que-cala/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Apr 2016 12:42:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Eu não consigo mais&#8230; &#8211; O que você não consegue? &#8211; Ah Akim&#8230; viver sabe? Essa situação já deu o que tinha que dar. &#8211; O que ainda falta, que é algo que você não faz? &#8211; Não sei, o que? &#8211; Pense&#8230;está no começo ainda da situação e você já está&#8230; &#8211; Falar? &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2016/04/22/raiva-que-cala/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Raiva que cala</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Eu não consigo mais&#8230;</p>
<p>&#8211; O que você não consegue?</p>
<p>&#8211; Ah Akim&#8230; viver sabe? Essa situação já deu o que tinha que dar.</p>
<p>&#8211; O que ainda falta, que é algo que você não faz?</p>
<p>&#8211; Não sei, o que?</p>
<p>&#8211; Pense&#8230;está no começo ainda da situação e você já está&#8230;</p>
<p>&#8211; Falar? Brigar?</p>
<p>&#8211; Sim!</p>
<p>&#8211; Ai&#8230; para mim é difícil mesmo&#8230; eu não gosto disso.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Muitas pessoas reclamam da raiva, desejam não sentir esta emoção e acham que ela é sempre prejudicial. Porém, não expressar raiva, pode levar à depressão e outros transtornos você sabia disso?</p>
<p><span id="more-5305"></span></p>
<p>Raiva é uma emoção que visa a proteção do organismo. Quando sentimos raiva é porque entendemos que estamos sendo violados de alguma maneira ou prejudicados em alcançar o nosso bem-estar. Surge, então esta emoção que desencadeia no corpo a resposta de luta e fuga, mobilizando os músculos para a ação e a mente para ser objetiva e rápida.</p>
<p>No entanto, a raiva pode ser destrutiva muitas vezes. Podemos nos enraivecer por algo &#8220;pequeno&#8221; ou sermos demasiado raivosos. Ela, também, pode ser expressa de maneira a &#8220;destruir&#8221; aquilo ou aquele que interfere com a nossa felicidade e, nem sempre, esta expressão é necessária. Por este motivo, o ser humano aprendeu a ter medo da raiva.</p>
<p>Outra concepção socialmente aceita é de que a raiva é algo intrinsecamente ruim. Esta percepção confunde o potencial destrutivo da raiva com a sua essência. A raiva, em si, não é destruição, mas sim proteção, porém, como a destruição faz parte do seu repertório, algumas pessoas e crenças acham que a raiva é apenas isso e a &#8220;proíbem&#8221; enquanto emoção possível.</p>
<p>Existe, também, a dinâmica familiar que inibe a raiva. Algumas famílias seja por crença, convivência ou medo acabam proibindo-se de sentir raiva de seus membros. As pessoas dessas famílias não se permitem sentir ou expressar a raiva de algo que as incomoda de nenhuma maneira. Com isso, em geral, ou adoecem ou manifestam a emoção de maneiras alternativas que são mais prejudiciais que a raiva propriamente dita.</p>
<p>A raiva contida e não expressa exige comportamentos de fuga e esquiva que se mostram inadequados ao longo do tempo. Assim, ao invés de confrontar a situação a pessoa passa a esquivar-se da resolução da situação, ou seja, sem resolver o motivo causador da raiva. Como a função primeira da raiva é proteção, esquivar-se da resolução significa manter-se sendo prejudicado ou sendo privado de algo importante para a sua saúde mental.</p>
<p>Esta estratégia, ao longo do tempo pode se transformar em depressão, visto que a exposição, em demasia, à uma situação que a pessoa se omite de reagir, lhe causa dano e o que o psicólogo americano Martin Seligman, chama de &#8220;desamparo aprendido&#8221;, ou seja, a situação em que a pessoa &#8220;aprende&#8221; que &#8220;não há nada para fazer&#8221; e, com isso, deprime.</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>Ditadura do &#8220;estar bem&#8221;</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2015/06/10/ditadura-do-estar-bem/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2015 12:10:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Mas sabe&#8230; é só uma coisa que aconteceu sabe? Claro&#8230; Ou você acha que pode ser algo ruim isso? O que você acha? Não&#8230; acontece&#8230; Porque a dúvida então? Não é dúvida&#8230; é só&#8230; te perguntando&#8230; você sabe melhor né? Não. Do que acontece aí dentro eu não sei melhor, quem sabe é você. (silêncio) &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2015/06/10/ditadura-do-estar-bem/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Ditadura do &#8220;estar bem&#8221;</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br/2015/06/10/ditadura-do-estar-bem/">Ditadura do &#8220;estar bem&#8221;</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br">Akim Neto Psicólogo Clínico</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.akimpsicologo.com.br/blog/wp-content/uploads/2015/05/risada-falsa.jpg"><img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-3378" src="http://www.akimpsicologo.com.br/blog/wp-content/uploads/2015/05/risada-falsa.jpg" alt="risada-falsa" width="426" height="412" /></a></p>
<ul>
<li>Mas sabe&#8230; é só uma coisa que aconteceu sabe?</p>
</li>
<li>
<p>Claro&#8230;</p>
</li>
<li>
<p>Ou você acha que pode ser algo ruim isso?</p>
</li>
<li>
<p>O que você acha?</p>
</li>
<li>
<p>Não&#8230; acontece&#8230;</p>
</li>
<li>
<p>Porque a dúvida então?</p>
</li>
<li>
<p>Não é dúvida&#8230; é só&#8230; te perguntando&#8230; você sabe melhor né?</p>
</li>
<li>
<p>Não. Do que acontece aí dentro eu não sei melhor, quem sabe é você.</p>
</li>
<li>
<p>(silêncio)</p>
</li>
<li>
<p>O que me parece, na verdade, olhando para você nesse momento é que isso incomodou mais do que você consegue ou gostaria de admitir.</p>
</li>
<li>
<p>Mas é que tipo&#8230; tá indo tudo bem na minha vida&#8230; um negócio como esse não pode atrapalhar.</p>
</li>
<li>
<p>Não &#8220;pode&#8221;? Creio que se você está  pensando nisso&#8230;</p>
</li>
<li>
<p>Tá certo&#8230; tá certo&#8230; eu gosto de negar essas coisas&#8230; já trabalhamos isso&#8230;</p>
</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nathaniel Branden um dos psicólogos que pesquisa a auto estima afirma que um dos problemas que enfrentamos com a auto estima hoje em dia é o excesso de propagando em torno dela. Estranho não é? Na verdade não.</p>
<p>Ocorre que existe uma diferença abissal entre desenvolver uma auto estima positiva e ser obrigado a desenvolver uma auto estima positiva. A propagando que temos hoje em dia coloca tanto foco no &#8220;estar bem&#8221; que sentir-se triste, por exemplo, torna-se uma prova de fracasso. Em outras palavras valorizar excessivamente um aspecto de nossas vidas acaba por prejudicar o seu próprio desenvolvimento por colocar uma pressão muito grande sobre ele. Chamamos isso de ditadura do bem estar, ou da auto estima, como preferir.</p>
<p>No consultório percebo isso vendo as pessoas buscando desesperadamente maquiar sensações desagradáveis, desejando imensamente dizer que algo que incomoda não incomoda ou &#8211; a pior versão disso &#8211; entendendo qualquer emoção que possa causar desprazer ou falta de prazer imediato como algo ruim e nocivo à &#8220;auto estima&#8221;. Essa versão é a mistura da propaganda excessiva com a sociedade de consumo na qual vivemos que dita que temos que ter prazer o tempo todo.</p>
<p>Auto estima não tem a ver com prazer ou com apreciação estética, deixe-me deixar isto bem claro. A auto estima tem a ver com a construção de um sentimento de valor próprio que inclui a sensação de sentir-se preparado para encarar a vida e merecedor de respeito e felicidade. No entanto, a pessoa com auto estima verdadeira sabe que precisa construir isso para ela, que a vida vai lhe trazer desafios enquanto ela busca concretizar seus sonhos. Sentir-se preparado para isso é o que a auto estima verdadeira constrói.</p>
<p>Neste trajeto ela não exclui as sensações de tristeza caso perca algo que considera importante, mas atém-se à ela e usa esta emoção para compreender o que realmente importa para ela na vida (às vezes só aprendemos o que é importante depois de perder). Também não é avessa à emoção de arrependimento, remorso ou culpa. Aprende com estas emoções que não adianta burlar seus valores pessoais em busca de &#8220;crescimento fácil&#8221; ou para aproveitar a &#8220;onda do momento&#8221;, compromete-se com o seus sistema de valores. Sentir-se incomodado também não é algo par ser descartado, mas sim uma emoção que deve ser valorizada por nos mostrar que temos que mexer em algum aspecto de nossas vidas.</p>
<p>Neste breve exemplo podemos ver que emoções ditas negativas (particularmente não concordo com esta classificação e acho-a contraproducente) podem ser muito positivas e nos ajudar muito em nossas vidas.</p>
<p>Que emoções você oculta?</p>
<p>Abraço</p>
<p>Visite nosso site: www.akimpsicologo.com.br</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>O que fica para trás?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Jun 2014 11:32:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; E eu não sei exatamente o que eu quero sabe? Sei&#8230; é difícil afirmar não é? Sim&#8230; Mas digamos que você soubesse plenamente: será que isso iria simplificar teus problemas? Hum&#8230; a princípio era para ser sim, mas acho que não&#8230; estranho né? Não&#8230; não muito&#8230; o que iria acontecer se você decidisse qual &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2014/06/27/o-que-fica-para-tras/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">O que fica para trás?</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.akimpsicologo.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/06/deixar_pra_tras.jpg"><img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-2058" src="http://www.akimpsicologo.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/06/deixar_pra_tras.jpg" alt="deixar_pra_tras" width="340" height="340" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<ul>
<li>E eu não sei exatamente o que eu quero sabe?</p>
</li>
<li>
<p>Sei&#8230; é difícil afirmar não é?</p>
</li>
<li>
<p>Sim&#8230;</p>
</li>
<li>
<p>Mas digamos que você soubesse plenamente: será que isso iria simplificar teus problemas?</p>
</li>
<li>
<p>Hum&#8230; a princípio era para ser sim, mas acho que não&#8230; estranho né?</p>
</li>
<li>
<p>Não&#8230; não muito&#8230; o que iria acontecer se você decidisse qual quer?</p>
</li>
<li>
<p>Eu teria que ir atrás dele e me empenhar.</p>
</li>
<li>
<p>Sim, claro que sim. E o que mais iria&#8230; ou melhor, não iria mais acontecer?</p>
</li>
<li>
<p>O outro?</p>
</li>
<li>
<p>É né? Como você lida com as perdas das escolhas que você faz?</p>
</li>
<li>
<p>Eu acho que eu não gosto muito do que fica para trás&#8230;</p>
</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p>Muitas vezes o nosso maior problema não é no que vamos adquirir, mas sim no que vamos perder, ou no que vamos &#8220;deixar para trás&#8221;. Ao escolhermos uma opção &#8211; seja do que for &#8211; deixamos para trás todas as outras escolhas. Se a pessoa &#8220;anda para o futuro de costas&#8221; sua atenção irá se fixar completamente naquilo que foi deixado e não naquilo que está sendo buscado.</p>
<p>O medo do arrependimento, ficar horas remoendo as fantasias imaginando como teria sido &#8220;se&#8230;&#8221; faz qualquer pessoa sofrer em demasia, é uma auto tortura. Lidar com a realidade já é bastante complexo, lidar com as fantasias ainda mais e elas são, em geral, muito impiedosas e cruéis. No entanto, tudo isso se justifica quando se pensa que ninguém sabe, exatamente como será o futuro ou se fez a melhor escolha, em outras palavras o arrependimento não é algo que e impossível. Então, o que fazer com isso?</p>
<p>Uma das respostas que gosto de usar para trabalhar com este tema é de que o nosso compromisso não é exatamente com a realização do que nos comprometemos, mas sim com o nosso processo interno de desenvolvimento. O &#8220;vir à ser&#8221; é algo mais importante do que o fato de concretizar ou não uma determinada meta. Porque trabalho com esta noção?</p>
<p>Existe uma outra eventualidade da vida que levo em consideração neste momento: a morte. Não existe hora para morrer, podemos morrer à qualquer momento e que realmente importa é o que conseguimos viver. Ora, se o que realmente importa é o que conseguimos viver, se estamos vivendo a realização de um sonho, mesmo que este não esteja completo, e morremos, estamos dentro disso, dentro desta energia.Os indígenas americanos nas guerras contra o homem branco usavam uma expressão forte: &#8220;é um bom dia para morrer&#8221;. A expressão manifesta exatamente este compromisso não com uma meta, mas sim com uma experiência de vida.</p>
<p>Outro argumento que uso para dar suporte à esta visão é sobre vários casos de pessoas que deprimem após conseguirem atingir grandes metas. É exatamente o mesmo efeito: elas, ao atingirem o sonho, deixaram de ter pelo que sonhar. Esta falta de intenção com a vida nos deprime e precisamos de uma nova meta para vivermos bem. Ele corrobora com a ideia de que o ato de criar é mais importante emocionalmente do que o ato de concretizar em si.</p>
<p>Lidar com o arrependimento é lidar com a vida. Escolher e ter errado é menos importante do que não ter escolhido, do que não ter vivido. Se o arrependimento é doloroso a dúvida &#8220;e se eu tivesse feito&#8221; é destruidora. Isso se deve exatamente por este motivo de que quando estamos fazendo parte de nossa história contribuindo de maneira ativa à ela criamos o nosso ser &#8211; ou melhor, o nosso vir à ser &#8211; e isso alimenta a alma. Arrepender-se tem a ver com ter vivido e aceitado a vida, aceitado o desejo, mesmo ele não sendo adequado e isso só ter sido percebido posteriormente.</p>
<p>Aquilo que fica para trás, portanto, é aquilo que eu decidi não viver. É o preço que pago por aquilo que escolhi viver, é a minha afirmação do meu ser, do meu vir a ser que se concretiza tanto quando eu realizo meus sonhos, tanto quanto nos sonhos que não realizei. As escolhas que não se faz são, portanto, tão importantes quanto as que faço pois ambas criam a minha realidade, a minha vida, o meu por vir.</p>
<p>Abraço</p>
<p>Visite nosso site: www.akimpsicologo.com.br</p>
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