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	<title>Arquivos Maturidade - Akim Neto Psicólogo Clínico</title>
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		<title>Noções de independência</title>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 31 Jan 2020 11:00:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211;  É que eu preciso da minha independência &#8211; Que imagem aparece na sua mente quando você pensa em independência? &#8211; Ah, fazer o que eu quero sabe? Tipo não ter que ficar dando satisfação, fazer o que me dá na telha! &#8211; Entendo. O que mais? &#8211; Como assim? &#8211; Eu quero fazer um &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2020/01/31/nocoes-de-independencia/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Noções de independência</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211;  É que eu preciso da minha independência</p>
<p>&#8211; Que imagem aparece na sua mente quando você pensa em independência?</p>
<p>&#8211; Ah, fazer o que eu quero sabe? Tipo não ter que ficar dando satisfação, fazer o que me dá na telha!</p>
<p>&#8211; Entendo. O que mais?</p>
<p>&#8211; Como assim?</p>
<p>&#8211; Eu quero fazer um monte de coisas que não faço, por exemplo. Como você lida com isso?</p>
<p>&#8211; Ah&#8230; não entendi. Você não faz porque não quer.</p>
<p>&#8211; Não posso, não quero, não devo. Essas palavras fazem parte daquilo que você chama &#8220;independência&#8221;?</p>
<p>&#8211; Não sei, acho que não&#8230; nunca pensei nisso de verdade.</p>
<p>&#8211; Então vamos pensar.</p>
<p>A palavra independência, parece ser entendida como onipotência. Tornar-se independente, não significa tornar-se capaz de fazer tudo o que quer, mas sim ser capaz de sustentar-se sozinho. É como ficar de pé sem ajuda dos pais: não garante que você vai para algum lugar específico, apenas que poderá ficar em pé sozinho.</p>
<p><span id="more-7069"></span></p>
<p>Porém as concepções que nutrimos acerca da independência fazem com que as fantasias criadas ao redor dessa palavra sejam as mais ousadas possíveis. Ousadas, porém infundadas. Isso cria muita tensão entre aqueles que aspiram à independência e aqueles que a possuem. Também gera muita frustração naqueles que perseguem a meta, por não verem muitos de seus &#8220;sonhos&#8221; se tornarem realidade. É importante compreender adequadamente os limites da independência para que as expectativas sejam mais adequadas ao real.</p>
<p>Ser independente em nada tem a ver com fazer tudo o que você quer. A independência não tem a ver com o &#8220;querer&#8221; e sim com as &#8220;necessidades&#8221;. Assim sendo, ao contrário do que pensam as pessoas, independente é aquele que consegue sustentar-se sozinho em suas necessidades. É óbvio dizer que por &#8220;sozinho&#8221;, queremos dizer alguém que gera renda suficiente para manter suas necessidades, afinal de contas ninguém é &#8220;sozinho&#8221; no mundo. Precisamos dos outros para nos manter e isso é outra lição aprendida por quem se torna independente: você precisa dos outros.</p>
<p>Independência também traz o custo da responsabilidade. Ou seja, o custo que nossas necessidades tem precisa ser respeitado assim como a maneira pela qual conseguimos suprir com este custo. Logo, longe de se tornar &#8220;livre de todas as amarras&#8221;, a pessoa independente se torna ligada profundamente com aquilo que faz para se manter. Assim sendo, precisa seguir as &#8220;regras do jogo&#8221;. Se antes ela tinha um pai ou mãe que le impediam de fazer algo, agora ela precisará fazer isso sozinha.</p>
<p>Caminhar pelas próprias pernas também significa conseguir manter este estado durante sua vida. Em outras palavras, não dá para ser independente apenas três meses por ano. Não se trata de escolher um estilo musical para depois trocar por outro, esta é uma necessidade biológica. Os organismos não crescem para se manter dependentes, mas sim para compartilhar sua autonomia com os demais, criando grandes cadeias de interdependência. Perceber isso, é outro fator importante para o &#8220;candidato&#8221; à independente.</p>
<p>Por fim, vale dizer que isso não é apenas sobre dinheiro ou recursos, mas sim, uma questão psicológica. Quando dizem que &#8220;homem não chora&#8221;, a frase precisa ser entendida em sua metáfora mais profunda. A criança quando tem um problema chora. Ela o faz para chamar a mãe ou o pai para resolver o problema para ela. O adulto autônomo não se permite esta mesma facilidade. O adulto não chora implorando aos outros que resolvam seus problemas. Se ele precisa de ajuda de alguém, ele pede, ciente do que isso significa. Porém o fará apenas quando realmente precisar. Tornar-se independente é esta mudança na mentalidade, que ao invés de focar nos outros para resolver seus problemas foca em si.</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>Sacrifícios</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2017/05/12/sacrificios-2/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 May 2017 11:54:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Eu deixei eles fazerem. &#8211; O que te motivou à isso? &#8211; Eu não queria arranjar encrenca sabe? &#8211; Sim. &#8211; Mas depois eles foram muito além, começaram a fazer arruaça e mexer em coisas que não deviam. &#8211; Deviam sim. &#8211; Como assim? &#8211; Ora, você permitiu, disse &#8220;deixo vocês fazerem isso&#8221;. &#8211; &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2017/05/12/sacrificios-2/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Sacrifícios</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Eu deixei eles fazerem.</p>
<p>&#8211; O que te motivou à isso?</p>
<p>&#8211; Eu não queria arranjar encrenca sabe?</p>
<p>&#8211; Sim.</p>
<p>&#8211; Mas depois eles foram muito além, começaram a fazer arruaça e mexer em coisas que não deviam.</p>
<p>&#8211; Deviam sim.</p>
<p>&#8211; Como assim?</p>
<p>&#8211; Ora, você permitiu, disse &#8220;deixo vocês fazerem isso&#8221;.</p>
<p>&#8211; Mas não tudo né?</p>
<p>&#8211; Isso não foi colocado como cláusula. A cláusula foi: permito à eles fazerem isso para eu não arranjar encrenca. Você conseguiu isso?</p>
<p>&#8211; Não.</p>
<p>&#8211; Então não foi uma boa troca.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sacrifício é um tema comum em nossa cultura. Abrir mão da própria vida ou felicidade em prol de uma recompensa para si ou para o outro é uma ideia enraizada na nossa maneira de pensar. Porém este raciocínio pode trazer mais danos do que benefícios.</p>
<p><span id="more-6451"></span></p>
<p>Muitos de meus clientes traziam nesta ideia a principal de suas queixas. Pais, filhos, amantes que abrem mão de suas felicidades pessoais afim de conquistar algo sempre trazem dor em seus relatos. A dor pode se tornar amargura e, por fim, depressão. A vida não vivida, ou seja, aquela da qual a pessoa abre mão, reclama o seu lugar ao passar dos anos. Se o sacrifício não foi feito da maneira correta, isso apenas trará problemas.</p>
<p>Este ato contém muito de amor. Porém, como já disse em outras postagens, o amor, por si só, não basta. Não é verdadeiro que o amor constrói tudo. Acreditar nisso é ser ingênuo. No caso do sacrifício, abrir mão de alguma coisa para que outra ocorre é, na verdade, um raciocínio do tipo causa-consequência. Nesse sentido é importante verificar se aquilo que se deseja como consequência realmente pode ser ligado à causa, no caso o sacrifício.</p>
<p>Em meu trabalho pouquíssimas vezes vi este raciocínio sendo alicerçado da forma correta. Em geral escuto coisas como: &#8220;não quero brigar com ninguém (causa) para não perder a minha paz (consequência)&#8221;, &#8220;eu não compro as coisas que eu quero (causa) para que eles aprendam o valor do dinheiro (consequência)&#8221; ou &#8220;não me importo em cuidar de mim (causa), mas queria que todos cuidassem de si (consequência). Basta olhar para estas relações para perceber que a causa não traz a consequência.</p>
<p>Todos os sacrifícios descritos acima são meras fantasias infantis. Criadas nas melhores intenções, porém sem pé na realidade. Esse é o problema com a maior parte dos sacrifícios: eles são baseados em fantasias inadequadas, geralmente, infantis. O ato do sacrifício leva à morte. A morte de algo que trará benção sobre aqueles que performaram o sacrifício. Assim sendo todo sacrifício é feito em prol de si e não do outro. Essa realidade é sempre negada por quem faz os sacrifícios, por mais que a pessoa deixe isso explícito.</p>
<p>Sacrifícios também são formas de lealdade para com alguém que amamos. É possível desejar abir mão de uma parte de nossa felicidade para trazer felicidade à outra pessoa ou buscar interferir em algum destino nefasto. Porém, novamente, o sacrifício apenas deseja evitar o inevitável. É a mesma barganha entre perder algo importante de um lado para ganhar algo de outro. Essa barganha não funciona porque ela está baseada em fantasias.</p>
<p>Assim sendo, ao invés de tentar, por meio destes sacrifícios, atingir algo é mais interessante lembrar da frase de Santo Agostinho: &#8220;reze como se tudo dependesse de Deus. Trabalhe como se tudo dependesse de você&#8221;. Assim sendo, é importante ter as atitudes corretas frente ao que queremos. Tomando os exemplos acima: se quer paz, aprenda a se defender, se quer filhos economicamente responsáveis, ensine-os à trabalhar, se quer que os outros se cuidem, de o exemplo. E acima de tudo: aprenda a deixar cada um com seu destino particular. Em geral queremos alterar o destino das pessoas ao invés de tomar conta do nosso. Essa invasão além de ser arrogante também nos faz ver o outro como incapaz e isso nunca ajudou ninguém.</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>Filho grande, filho pequeno</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2016/08/29/filho-grande-filho-pequeno/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Aug 2016 10:35:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas e meu pai? &#8211; O que tem ele? &#8211; Ele não vai gostar disso. &#8211; Não, não vai. &#8211; Então? &#160; &#8211; Não vou estar desrespeitando ele? &#8211; Não sei, vai? É algo que você vai fazer contra ele? &#8211; Não. &#8211; Então? Há falta de respeito ou apenas divergência de opiniões? &#8211; &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2016/08/29/filho-grande-filho-pequeno/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Filho grande, filho pequeno</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas e meu pai?</p>
<p>&#8211; O que tem ele?</p>
<p>&#8211; Ele não vai gostar disso.</p>
<p>&#8211; Não, não vai.</p>
<p>&#8211; Então?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&#8211; Não vou estar desrespeitando ele?</p>
<p>&#8211; Não sei, vai? É algo que você vai fazer contra ele?</p>
<p>&#8211; Não.</p>
<p>&#8211; Então? Há falta de respeito ou apenas divergência de opiniões?</p>
<p>&#8211; Hum&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O respeito pelos pais é importante, mas quando é que respeito se torna dependência? Quando a relação de proximidade se mostra, na verdade, uma relação que impede o crescimento?</p>
<p><span id="more-5772"></span></p>
<p>Quem lhe diz como é ser filho? Se seus pais ainda são os responsáveis pelo que é ser filho, você é o que chamo de &#8220;filho pequeno&#8221;. Há um momento em que todos nós somos filhos pequenos, ou seja, estamos aprendendo a ser gente e a ser filho. São nossos pais quem nos instruem a respeito disso, eles nos ensinam o que é ser um bom filho e como agir para ser uma boa pessoa.</p>
<p>Com o passar do tempo, espera-se que a pessoa aprenda a desenvolver percepções próprias, alheias a vontade dos pais. Quando uma pessoa consegue pensar por si só, agir e assumir as consequências de suas ações dizemos que ela está se tornando adulta. Este é o desenvolvimento esperado para o ser humano: sair de uma condição de absoluta dependência para uma de interdependência com outros seres humanos e de responsabilidade pela sua sobrevivência.</p>
<p>Isso vale, também, para os papéis que a pessoa desempenha. O papel de filho é um deles, muitas pessoas são percebidas como adultos, mas quando chegam na casa dos pais, voltam a ser crianças. Tornar-se um &#8220;filho grande&#8221;, significa assumir uma visão pessoal do que é ser um bom filho ou não. Não é mais o pai quem diz o que é ser um bom filho, mas o próprio filho. Assumir a sua própria noção daquilo que é ser um filho é preparar-se para se tornar pai ou mãe.</p>
<p>O &#8220;filho pequeno&#8221; é aquele adulto cuja atitude frente aos pais ainda está subordinada aos pais. O filho grande é aquele que se apoderou de sua atitude frente aos pais. Muitas relações com pais são nocivas no sentido de que de alguma forma a pessoa nunca cresce. Nesse sentido, o carinho que existe entre pais e filhos se torna perigoso porque exige algo impossível: que a criança seja sempre criança. É perigoso porque cria uma ilusão que alimenta um estado de dependência que não é desejável no adulto.</p>
<p>Lembrar da infância e celebrar o tempo passado com o que ele teve de bom, entendendo que ele terminou e deu lugar à novas fases que também trouxeram coisas boas é um caminho saudável para o desenvolvimento humano. Manter a ilusão de que &#8220;tudo voltará a ser como antes&#8221; é nutrir dependência e uma expectativa irrealista que nega o presente e o futuro como condições da vida assim como aquilo que pode vir de bom desses momentos temporais.</p>
<p>Tornar-se um filho grande não tem a ver apenas com as características materiais como morar fora de casa e sustentar o seu estilo de vida. Envolve as questões emocionais de assumir-se adulto, em ver os pais como pessoas que estão envelhecendo e não são mais os pais de antigamente, lidar com possíveis culpas e medos em sair de casa e em organizar um novo papel de filho que não lhe permite mais ser dependente dos pais, mas, interdependente com eles.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Eu, uma marionete</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2016/07/22/eu-uma-marionete/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Jul 2016 10:20:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas Akim&#8230; o que eu posso fazer? &#8211; Não sei, o que você poderia fazer? &#8211; Então&#8230; não sei&#8230; ele já falou que não pode mais me trazer aqui. &#8211; Então&#8230;? &#8211; Então? &#8211; Bem&#8230; me parece que suas pernas funcionam não é? &#8211; Eu vir sozinha? &#8211; Ele não te carrega até esta &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2016/07/22/eu-uma-marionete/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Eu, uma marionete</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas Akim&#8230; o que eu posso fazer?</p>
<p>&#8211; Não sei, o que você poderia fazer?</p>
<p>&#8211; Então&#8230; não sei&#8230; ele já falou que não pode mais me trazer aqui.</p>
<p>&#8211; Então&#8230;?</p>
<p>&#8211; Então?</p>
<p>&#8211; Bem&#8230; me parece que suas pernas funcionam não é?</p>
<p>&#8211; Eu vir sozinha?</p>
<p>&#8211; Ele não te carrega até esta cadeira não é?</p>
<p>&#8211; Meu Deus&#8230; nunca pensei nisso&#8230; mas credo! Dá um um medo!</p>
<p>Muitas pessoas colocam outros no comando de suas vidas. Escolhem ou simplesmente não pensam no que é melhor para elas e deixam que terceiros decidam isso, por que isso acontece?</p>
<p><span id="more-5312"></span></p>
<p>Quem toma decisões sabe que nem sempre é fácil fazer isso. Assumir a responsabilidade é um dos grandes temores que as pessoas sentem e, em geral, se manifesta na pergunta &#8220;e se der errado?&#8221;. Essa pergunta representa o medo de tomar a decisão e seguir seu próprio caminho, quem toma decisões de uma maneira mais costumeira não &#8220;trava&#8221; pensando nisso, assume o risco e avança.</p>
<p>&#8220;E o que fazer se não der certo?&#8221;, você pode insistir. Simples: lidar com o erro. O problema é que quem não sabe decidir, em geral, não quer errar, não aceita a possibilidade do erro como algo &#8220;normal&#8221;. Quando digo &#8220;normal&#8221;, não quero dizer que devemos buscar o erro, mas, sim, que ele existe enquanto possibilidade. O erro, a falha, o fracasso são sempre possibilidades existentes.</p>
<p>A fuga da responsabilidade é o grande motivador das pessoas que entregam suas vidas nas mãos de terceiros. Consciente ou inconscientemente, fazer isso significa dizer &#8220;não foi culpa minha&#8221;. Conseguir lidar com as consequências dos seus atos é fundamental e quem não consegue fazer isso pode desejar estar próximo de alguém que o faça. Pode ser um alívio quando alguém diz &#8220;a culpa é minha&#8221;.</p>
<p>O medo da responsabilidade em assumir um possível erro, também afasta a pessoa da busca pela competência em realizar algo que vai além do que ela consegue neste momento e este é o segundo grande motivo que as pessoas usam para não assumir a responsabilidade. Quando não somos competentes em algo, ou achamos que não somos, podemos querer colocar a responsabilidade de nossas vidas em alguém que percebemos como competente. Se a pessoa não se percebe como capaz de bancar suas contas, pode querer arrumar alguém que o faça, ao invés de desenvolver a competência por ela mesma.</p>
<p>Porém estas duas atitudes mantém a pessoa dentro de uma esfera de incompetência. Ela se mantém sem conseguir assumir as consequências de seus atos, precisando, sempre de alguém que faça isso por ela. O problema com isso é que ela, para manter esta atitude, começará a duvidar de suas próprias ideias, afinal: &#8220;quem é ela&#8221; para ter estas ideias?</p>
<p>O custo em não buscar competência também é alto. Manter-se à sombra de uma pessoa competente apenas pelo medo de buscar aquilo que o tornará competente faz com que você precise frear seus impulsos e vontades afim de permanecer um incompetente. Não é necessário enfatizar quanto isso acaba com a auto estima da pessoa.</p>
<p>Assim, o ponto final é que o medo em assumir a responsabilidade termina por gerar as condições que tornarão a pessoa realmente incapaz de tomar decisões no futuro. Na medida em que o tempo passa, a falta de experiências em decidir faz com que a pessoa não desenvolva o repertório necessário para lidar com as várias facetas das escolhas e, neste momento, ela pode, sim, tornar-se realmente dependente, não apenas emocionalmente, mas comportamentalmente também.</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>Prazer e liberdade</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2016/06/08/prazer-e-liberdade/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jun 2016 13:07:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas Akim, é muito chato isso. &#8211; Ok, mas o que não é chato para você? &#8211; Como assim? &#8211; Você reclama muito, o que me faz ver que você é uma pessoa crítica, concorda? &#8211; Sim, sou muito. Não gosto de ver as coisas do jeito que são. &#8211; Exato, por outro lado, &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2016/06/08/prazer-e-liberdade/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Prazer e liberdade</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas Akim, é muito chato isso.</p>
<p>&#8211; Ok, mas o que não é chato para você?</p>
<p>&#8211; Como assim?</p>
<p>&#8211; Você reclama muito, o que me faz ver que você é uma pessoa crítica, concorda?</p>
<p>&#8211; Sim, sou muito. Não gosto de ver as coisas do jeito que são.</p>
<p>&#8211; Exato, por outro lado, também não cria nada seu.</p>
<p>&#8211; Ai&#8230; doeu&#8230;</p>
<p>&#8211; Sim, doeu e incomodou não é?</p>
<p>&#8211; É!</p>
<p>&#8211; Se você se permitisse guiar por este incomodo que sentiu agora, o que faria com sua vida?</p>
<p>&#8211; Ah sei lá&#8230; peraí&#8230; eu acho que eu ia bolar um projeto e abrir tipo aquelas startup sabe?</p>
<p>&#8211; Porque não faz isso?</p>
<p>&#8211; (silêncio)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Liberdade e prazer são dois temas extremamente populares em nossa cultura. Verdadeiras metas de vida, tornam-se uma ideologia e terminam por serem avaliadores da vida das pessoas, porém, até que ponto esses dois elementos são realmente compreendidos para serem usados dessa forma?</p>
<p><span id="more-5337"></span></p>
<p>Para a cultura Ocidental padrão a liberdade é confundida com onipotência. Embora eu já tenha falado sobre o tema em outro post, vale a pena lembrar que o mote da liberdade é &#8220;fazer o que eu quero, quando eu quero e do jeito que eu quero&#8221;, ora, isso não é liberdade, isso é onipotência. Podemos ficar apenas com o primeiro: &#8220;fazer o que eu quero&#8221; é onipotência, principalmente quando isso significa fazer tudo que eu quero.</p>
<p>O prazer é tido em nossa sociedade como a expressão máxima daquilo que se pode obter da vida. A sensação de prazer é vendida como algo que necessita estar presente para sabermos que a vida vale à pena. Em resumo, confundimos prazer com sentido de vida. O prazer enquanto sentido de vida é um problema pelo fato de que esta sensação sofre de uma consequência chamada &#8220;habituação&#8221;. A habituação, como o nome diz, nos faz parar de sentir um determinado estímulo como prazeroso por estarmos habituados à ele. É como comer todo dia a mesma comida: paramos de sentir o prazer que ela nos causa.</p>
<p>Assim, quando o prazer e a liberdade como metas de vida são encarados da maneira vista acima, criam-se expectativas que, simplesmente, não poderão ser alcançadas e irão gerar muita frustração. Sentir prazer o tempo todo, com tudo o que fazemos é uma meta irrealista e pobre, existem muitas emoções e sentimentos que podemos sentir ao nos jogarmos em uma tarefa que podem ser muito melhores que o prazer. Outro ponto é que o prazer é sensorial, porém, não necessariamente edificante. Em outras palavras é bom de sentir prazer, mas isso pode não acrescentar nada &#8211; e deixar você viciado na sensação.</p>
<p>A liberdade enquanto onipotência vai na mesma vertente, se você acha que &#8220;tudo pode&#8221;, irá se frustrar muito porque a vida lhe fornecerá muitos exemplos de onde e como você &#8220;não pode&#8221;. Porém a pessoa que tem a expectativa irrealista de &#8220;tudo poder&#8221; sentir-se-a fracassada e pode, até mesmo, deprimir frente à percepção de como a realidade funciona.</p>
<p>Assim, dois aprendizados se tornam fundamentais: aprender a lidar com a frustração (aceite: você não vai &#8220;poder fazer tudo o que quer&#8221;) e conhecer outras formas de satisfação além do prazer. Estes dois aprendizados fazem referência a maneiras mais realistas de encarar aquilo que buscamos quando falamos em liberdade e prazer.</p>
<p>A &#8220;liberdade&#8221; pode ser conceituada como a capacidade de fazer e lidar com escolhas. Assim, não é necessário fazer tudo o que quer para sentir-se livre, mas sim, sentir-se capaz de realizar escolhas com consciência. Epiteto, filósofo romano, nascera escravo e versa sobre a liberdade enquanto uma faculdade mental antes de ser um direito ou status social. Podemos pensar em Nelson Mandela que, mesmo tendo sido preso durante 25 anos, disse que, durante este tempo, estava se preparando para ser presidente.</p>
<p>Já a questão do prazer deve ser redefinida enquanto a capacidade de satisfação que é a sensação responsável pelo prazer. A excitação sensorial ocorre com oscilações de falta e excesso de estímulo. Se temos excesso de um determinado estímulo ficamos sobrecarregados, se temos falta, subdesenvolvidos. Porém o ponto é que é possível satisfazer-se em vários níveis por assim dizer, além do sensorial. Pessoas que realizam tarefas, muitas vezes tem desgaste ao invés de prazer e, mesmo assim, sentem satisfação ao final do processo. A questão é: o que lhe falta? Entrar em contato com a falta é que nos proporciona a sensação de satisfação quando conseguimos suprir a falta.</p>
<p>Assim, deixo dois desafios: (1) como se tornar livre dentro da rotina que você já possui? (2) o que falta em sua vida para alimentar sua alma? Responder estas duas perguntas significa entrar em contato com angústia criativa, uma forma específica desta sensação que é uma definição pessoal de liberdade que não envolve a crença em fazer tudo o que quero, mas sim, viver aquilo que há e não busca ir além do prazer enquanto sensação única de satisfação.</p>
<p>Abraço</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>A vida não é um show</title>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Apr 2016 10:32:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Tá difícil sabe? &#8211; Sei, mas me diga: porque está difícil? &#8211; Não sei direito&#8230; no começo é mais empolgante sabe? &#8211; Sim. E agora? &#8211; Tá meio chato. &#8211; O que é chato? &#8211; Entra na rotina&#8230; não tem mais tanta novidade&#8230; &#8211; E porque tem que ter isso tudo? &#8211; Para animar &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2016/04/01/a-vida-nao-e-um-show/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">A vida não é um show</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Tá difícil sabe?</p>
<p>&#8211; Sei, mas me diga: porque está difícil?</p>
<p>&#8211; Não sei direito&#8230; no começo é mais empolgante sabe?</p>
<p>&#8211; Sim. E agora?</p>
<p>&#8211; Tá meio chato.</p>
<p>&#8211; O que é chato?</p>
<p>&#8211; Entra na rotina&#8230; não tem mais tanta novidade&#8230;</p>
<p>&#8211; E porque tem que ter isso tudo?</p>
<p>&#8211; Para animar a gente!</p>
<p>&#8211; Você não sabe se animar sozinho?</p>
<p>&#8211; Como assim?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Cada vez mais as pessoas tem se tornado dependentes emocionais do meio que as cerca. A vida não é um show dedicado à você e ao seu prazer, elementos como motivação, desejo, empolgação e bom humor precisam ser auto administrados. Você sabe como fazer isso?</p>
<p><span id="more-5176"></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Adoro festas, adoro eventos, adoro adrenalina. Gosto de esquiar pelas vias não autorizadas e enfrentar a velocidade, a dificuldade da neve e das pedras e árvores que aparecem no caminho. Gosto de, todos os dias, ir para a academia, ir fazer meu café, trabalhar, voltar para casa, ficar com minha esposa e dormir. Será que a primeira parte é vida enquanto a segunda é a monotonia que um dia me levará à depressão?</p>
<p>Não.</p>
<p>Ocorre que o discurso que vende-se de que a vida deve ser um show é absurdo, simples assim. Em primeiro lugar, um show precisa de preparação, organização ou não irá ocorrer. Em segundo lugar, quem vai tocar no show, por exemplo, precisa de horas de dedicação à guitarra, voz, baixo ou bateria. Shows não aparecem &#8220;do nada&#8221; e é preciso dinheiro para entrar no show. Esta parte o discurso não revela, são as letras miúdas do contrato.</p>
<p>O problema é que a propaganda apenas mostra a parte &#8220;alegre&#8221; da coisa, em um trailer emocionante. Porém a realidade, em sua totalidade é outra. Falemos de rotina: a pessoa que todo dia faz algo diferente é uma pessoa rotineira. Como assim? Simples: &#8220;todos&#8221; os dias ela faz &#8220;algo diferente&#8221;. Fazer algo diferente é a rotina dela. &#8220;Ah, mas eu gosto disso&#8221;, perfeito, é exatamente este o ponto: não adianta fugir da rotina, mas sim criar uma que seja boa para você.</p>
<p>Outro ponto, a rotina que você escolhe, independente de qual seja, precisa de dedicação para florescer. Nada na vida é um trailer de cinco minutos sempre. Há muita preparação antes. Me lembro de andar de carrinho de rolamento quando era pequeno. Uma descida de no máximo 1 minuto tinha como requerimento uma subida cansativa de uns 10 minutos com o carrinho na mão. Não se trata de &#8220;par de opostos&#8221; e sim de &#8220;preço&#8221;, o valor que temos que pagar para adquirir aquilo que queremos, mesmo que isso seja diversão.</p>
<p>Em terceiro lugar o problema é que na maior parte do tempo não estamos eufóricos. Embora a propaganda nos diga que devemos estar &#8211; afinal &#8220;viver é o máximo&#8221; &#8211; o fato é que na maior parte do tempo estamos com nosso estado padrão de humor, nem muito mais e nem muito menos. Assim, solapa-se mais um fundamento da &#8220;vida-show&#8221;.</p>
<p>Estes três pontos são a base na qual aprendemos a criar nossa auto motivação. Em primeiro lugar compreendendo que a rotina é algo que irá fazer parte sempre de nossa vida, daí a responsabilidade em buscar uma que seja adequada para você. Em segundo lugar, a dedicação para manter e aprimorar esta rotina afim de que você possa compreender mais sobre a vida que escolhe para você. Por fim, compreender os seus estados de humor, associá-los com a vida que leva e aprender a administrar suas emoções ao invés de se culpar por não estar eufórico o tempo todo.</p>
<p>E aí, vai viver de verdade, ou só de shows?</p>
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		<title>Esforço</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2016/03/05/esforco/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 05 Mar 2016 12:07:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas nossa Akim&#8230; eu não entendo. &#8211; Não entende o que? &#8211; É que é assim: tem toda essa quantidade de coisas para fazer, porque fazer? &#8211; Como assim? &#8211; Porque fazer tudo isso, quer dizer, exige esforço sabe? &#8211; Sim. &#8211; E porque? &#8211; Porque não? &#8211; Agora eu não entendi. &#8211; Ora, &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2016/03/05/esforco/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Esforço</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas nossa Akim&#8230; eu não entendo.</p>
<p>&#8211; Não entende o que?</p>
<p>&#8211; É que é assim: tem toda essa quantidade de coisas para fazer, porque fazer?</p>
<p>&#8211; Como assim?</p>
<p>&#8211; Porque fazer tudo isso, quer dizer, exige esforço sabe?</p>
<p>&#8211; Sim.</p>
<p>&#8211; E porque?</p>
<p>&#8211; Porque não?</p>
<p>&#8211; Agora eu não entendi.</p>
<p>&#8211; Ora, porque não se esforçar para fazer essas &#8220;coisas todas&#8221;?</p>
<p>&#8211; Bom&#8230; não sei&#8230; o que eu ganho com o meu esforço?</p>
<p>&#8211; Nada, quem ganha não é o seu esforço, é o seu desejo. Daí a pergunta: você quer fazer tudo isso?</p>
<p>&#8211; Mas é muita coisa.</p>
<p>&#8211; Pois é, quer?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O esforço tem sido perdido o seu lugar de virtude e assumido uma conotação negativa em nossa sociedade. Porém é necessário refletir sobre o que o esforço é, de fato e qual a sua verdadeira natureza.</p>
<p><span id="more-5182"></span></p>
<p>Esforçar-se começou a ser entendido como um problema quando nossa sociedade começa a se tornar consumista. No consumismo o esforço não deve ser do consumidor, mas sim da empresa prestadora de serviço. Comodidade se torna a palavra de ordem, simplicidade, facilidade, acessibilidade são virtudes enquanto esforço começa a soar como algo inadequado.</p>
<p>Contribui para a noção de que esforço é algo ruim a ideia divertida da &#8220;vida boa&#8221;, o bom e velho hedonismo niilista tão presente nos dias de hoje. Bem, esta concepção nos diz que (1) a vida é para ser &#8220;aproveitada&#8221; (ou consumida) e isso não deve envolver esforço e sim apenas prazer, (2) que não vale muito à pena esforçar-se, pois tudo é transitório e tão inseguro que o esforço não vale.</p>
<p>Estes raciocínios colocam um &#8220;preço&#8221; no esforço, ou seja, se alguém deseja o meu esforço que pague por ele. Porém o esforço não é algo para ser comprado e muito menos justificado. Não temos como justificar o esforço porque ele não é um fim e sim um meio.</p>
<p>Nosso corpo anseia tanto por esforço tanto por repouso. Nossa musculatura necessita de movimento, nossa mente de ação. Com isso ele busca aquilo que é importante para ele, esforça-se para conseguir manter-se. Uma vez que aquilo que é desejado é alcançado o corpo busca pelo relaxamento, porém este advém da ação e não da obrigação.</p>
<p>A cultura atual nos colocar o esforço como um erro &#8211; a não ser que você seja muito bem recompensado &#8211; e coloca a preguiça como uma virtude, a falta de esforço. Porém a falácia repousa no fato de que nos esforçamos para atingir aquilo que queremos, o fim é a nossa recompensa e o esforço é o meio com o qual atingimos isso.</p>
<p>A falácia da &#8220;vida boa&#8221; que se estrutura em torno do consumismo, hedonismo e preguiça se resolve de uma forma interessante na yoga, por exemplo. O praticante aprende a gostar do esforço, passa a sentir que a contração muscular, o alongamento e até mesmo a dor derivada desta atividade são positivas. O positivo está no resultado de alongamento, força muscular, quietude mental e emocional trazidos pela prática, não no esforço em si, ele é apenas o meio.</p>
<p>O praticante não pergunta &#8220;porque me esforçar&#8221;, ele já sabe onde quer chegar. O hedonista faz esta pergunta não como uma forma de invalidar o esforço, mas, sim, como uma maneira velada de encobrir a sua própria capacidade de decidir aquilo que quer. Infelizmente esta incapacidade cada vez mais acomete a nossa população que toma nos anúncios midiáticos a solução para os seus problemas.</p>
<p>Pessoas livres que sabem onde empregar o seu esforço são mais difíceis de domar não pelo fato de que querem estar fazendo coisas o tempo todo, mas sim porque sabem quando podem e como, de fato, ter um prazer saudável e pleno.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Abraço</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br/2016/03/05/esforco/">Esforço</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br">Akim Neto Psicólogo Clínico</a>.</p>
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