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	<title>Arquivos Papel na relação - Akim Neto Psicólogo Clínico</title>
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		<title>Olhar para o passado: tristeza e saudades</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/12/17/olhar-para-o-passado-tristeza-e-saudades/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Dec 2021 22:00:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Eu sinto muito falta dele. &#8211; Eu sei. &#8211; Mas não era para ser assim. &#8211; Porque não? &#8211; Ah, porque não era mais o que eu queria, não estava feliz na relação! &#8211; Sim, mas era uma relação, você teve sonhos e por pior que estivesse, gostou dele. &#8211; Mas e daí&#8230; essa &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/12/17/olhar-para-o-passado-tristeza-e-saudades/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Olhar para o passado: tristeza e saudades</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Eu sinto muito falta dele.</p>
<p>&#8211; Eu sei.</p>
<p>&#8211; Mas não era para ser assim.</p>
<p>&#8211; Porque não?</p>
<p>&#8211; Ah, porque não era mais o que eu queria, não estava feliz na relação!</p>
<p>&#8211; Sim, mas era uma relação, você teve sonhos e por pior que estivesse, gostou dele.</p>
<p>&#8211; Mas e daí&#8230; essa saudade que eu sinto&#8230; o que eu faço com ela?</p>
<p>&#8211; O que você tem feito?</p>
<p>&#8211; Fico brigando comigo&#8230; não sei se volto ou não volto&#8230; pela saudades eu volto, mas pelo passado não.</p>
<p>&#8211; Você volta pelo medo que tem da saudade e não por ela.</p>
<p>&#8211; Medo?</p>
<p>&#8211; É&#8230; porque você não pode, simplesmente, ficar com a lembrança do que passou?</p>
<p>&#8211; Não sei ao certo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O fim de uma relação em geral traz tristeza consigo. Não há como negar o vínculo que foi criado. Por pior que a relação fosse, ainda assim, dois seres humanos se vincularam. Porém lidar com sentimentos como a tristeza e a saudade pode ser um desafio para muitas pessoas que desejam terminar e se manter assim.</p>
<p><span id="more-6740"></span></p>
<p>Tristeza é uma emoção sentida ao perder-se algo. Em uma relação, nem sempre fica claro o que se &#8220;perdeu&#8221;.  Mesmo quando uma relação está ruim, existe a perda, pelo fato de que havia vínculo. Muitas vezes idealizamos as pessoas através de detalhes difíceis de perceber. . Traços como &#8220;força&#8221; ou &#8220;delicadeza&#8221; podem servir como base para que se crie a imagem de uma pessoa &#8220;protetora&#8221; ou &#8220;cuidadora&#8221;. Ao fim da relação esta projeção também se rompe e nem sempre é fácil lidar com isso. Sempre existe o fim de um sonho, afinal todos imaginamos como será a relação a longo prazo.</p>
<p>Saudades é o sentimento que advém da perda. A saudade é ligada às memórias boas daquilo que tivemos com outra pessoa. Lembra-se daquilo que foi bom e sentimos saudades. Principalmente no começo do fim, pode ser algo difícil de lidar. Ela está baseada em vivências reais, ou seja, experiências e acaba sendo mais concreta e fácil de detectar do que a tristeza. A saudade é conviver com a ausência e pessoas que lidam bem com esta emoção tendem a ter em si elementos daquilo que se foi e tratam isso como algo pessoal.</p>
<p>O que mais vejo em consultório são duas reações: a negação dessas emoções ou a fuga das sensações que elas provocam. Esta segunda é tanto perniciosa para a pessoa e para a relação. Em geral, pessoas que tem problemas em terminar e manter o término acabam voltando com o conjugue ou tendo pequenas aventuras (&#8220;remembers&#8221;). Em ambos os casos o desejo é o mesmo: terminar com a dor que a saudade e a tristeza trazem. Porém ao fazer isso, terminam confusos e não conseguem &#8220;resolver&#8221; nenhuma das duas emoções.</p>
<p>Ocorre que a dor sentida ao fim de uma relação é natural. O mesmo vale com a saudade. A deturpação da emoção ocorre quando se interpreta que pelo fato de doer é necessário voltar. Isso não resolve a tristeza e nem a saudade. Esta última existe justamente para sinalizar o fim. Sentimos saudades quando aquilo que havia não está mais diante de nós. Quando dizemos &#8220;matar a saudades&#8221;, a expressão é adequada, pois ao ter novamente a pessoa &#8220;matamos&#8221; a saudade, ela não tem mais função. Ela apenas existe para mostrar o vazio. Logo, de forma geral, é mais adequado suportar a dor da saudade, pois esta é a sua função.</p>
<p>A noção de &#8220;voltar&#8221; por causa da saudade é estranha. As pessoas esperam &#8220;voltar&#8221; para uma história diferente. Porém, não é possível disso ocorrer. É como ler o mesmo livro duas vezes seguidas e esperar um final diferente. &#8220;Voltar&#8221; como o nome já diz é ir para a mesma história novamente. Mesma história, mesmo fim. O começo pode até ser interessante, visto que se está &#8220;matando a saudade&#8221;, isso traz alívio e prazer, porém, não cria estrutura &#8211; que foi o motivo da relação terminar. Com isso é necessário primeiro terminar uma história, gerar e suportar distância. Caso crie-se uma nova paixão, então é possível ir para uma nova relação com aquela pessoa.</p>
<p>Por fim, não se questionam as decisões tomadas por causa da dor da saudade e da tristeza. Essa dor faz parte do fim, logo é inadequado buscar tirá-las de cena. Suportar e compreender são as maneiras mais úteis para lidar com elas. É para isso que elas servem, não para serem retiradas de cena pela sua natureza incômoda. O incômodo sentido é justamente a força motriz da mudança, sem ela não há a possibilidade de novas relações.</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>Rejeição, rejeitado e rejeitador</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/12/10/rejeicao-rejeitado-e-rejeitador/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Dec 2021 21:34:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Akim, você não tem ideia de como é se sentir assim. &#8211; Talvez não&#8230; como é? &#8211; É saber que você nunca, nunca vai poder sentir aquela emoção de ser acolhido e bem quisto. &#8211; Uau&#8230; que passado poderoso você tem. Nunca mais? Então ele ter lhe rejeitado, te exclui do &#8220;rol&#8221; de pessoas &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/12/10/rejeicao-rejeitado-e-rejeitador/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Rejeição, rejeitado e rejeitador</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Akim, você não tem ideia de como é se sentir assim.</p>
<p>&#8211; Talvez não&#8230; como é?</p>
<p>&#8211; É saber que você nunca, nunca vai poder sentir aquela emoção de ser acolhido e bem quisto.</p>
<p>&#8211; Uau&#8230; que passado poderoso você tem. Nunca mais? Então ele ter lhe rejeitado, te exclui do &#8220;rol&#8221; de pessoas aceitas?</p>
<p>&#8211; Falando assim até parece exagero da minha parte.</p>
<p>&#8211; É exagero.</p>
<p>(silêncio) &#8211; Porque? Não acha que doeu.</p>
<p>&#8211; Acredito que &#8220;doeu&#8221;. No passado. E hoje, porque você ainda revive, todos os dias aquela cena? Ou seu pai lhe diz todos os dias &#8220;eu não amo você&#8221;?</p>
<p>&#8211; Não&#8230; ele não diz.</p>
<p>&#8211; Veja, sei que doeu, mas o fato é que você está construindo sua vida em cima disso. E esse não é um bom alicerce. Que tal tentar se dar outro? Um no qual sua felicidade possa florir?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Muitas pessoas sofrem com a rejeição. Porém o sofrimento causado pela rejeição só deveria ser sentido uma vez, ao ser rejeitado. Porque as pessoas mantém este sentimento por muitos anos e até definem suas vidas com base nele?</p>
<p><span id="more-6686"></span></p>
<p>O rejeitado tem como dinâmica mental comparar o passado que foi de fato com aquele passado desejado. De um lado, visualiza aquilo que poderia ter acontecido e contrasta com o que ocorreu se atendo às partes negativas. Esta comparação gera a sensação de injustiça e impotência típicas do sentimento de rejeição. Além disso, o rejeitado também cria, muitas vezes sem perceber, um &#8220;eu&#8221; para cada versão do passado que ele cria em sua mente.</p>
<p>O sentimento de rejeição só é possível por causa deste contraste entre o que deveria ter sido e o que foi. Quando focamos na questão do &#8220;eu&#8221;, ou da identidade, a questão se torna mais complexa. O rejeitado cria para si um modelo de quem ele foi de fato (o eu rejeitado) e de quem ele poderia ter sido caso não fosse rejeitado. Em geral as pessoas se magoam ao ver quem eles são em detrimento de quem poderiam ter sido caso tudo fosse como eles esperavam que fosse.</p>
<p>Esta dinâmica, então faz com que o rejeitado lute contra o passado e também contra si. Não raro pessoas que tem problemas com rejeição também se rejeitam. O mecanismo é este citado acima: comparação entre quem são e quem deveriam ter sido. O problema repousa no fato cruel de que quem eles são ou poderiam ter sido é algo que está nas mãos de um terceiro: aquele que o rejeitou no passado. Desta forma a injustiça, impotência e desprezo se instalam.</p>
<p>A mudança está em aceitar aquilo que passou do jeito que ocorreu. Aceitar a dor pode ser mais difícil do que lutar contra ela e boa parte das pessoas que são rejeitadas não querem aceitar isso. A aceitação faz com que a pessoa tenha que se fazer uma pergunta: o que farei com o que fizeram de mim? Esse questionamento faz com que ela retome a responsabilidade por sua existência e destino, em geral, algo que os rejeitados jogam para cima dos rejeitadores.</p>
<p>Uma das perguntas que faço é: você pode ser rejeitado? Pode parecer estranha, porém leva à uma reflexão profunda. Boa parte das pessoas reclamam da rejeição e sabemos que ela pode ter efeitos nocivos. Por outro lado trata-se de um fenômeno super comum pelo qual todos os seres humanos passam ao longo de suas vidas. Sem a rejeição não existiriam grupos, afinal de contas rejeitar é escolher também. Logo, perceber que não há nada de pessoal em uma rejeição é fundamental para aceitar o passado (e a si mesmo).</p>
<p>Se a pessoa entende a rejeição como algo normal e entende que seu passado foi real ela poderá abrir-se para o futuro. É algo como dizer-se: &#8220;ok, não consegui exatamente o que quis, mas o que vou fazer comigo daqui em diante?&#8221;. Não podemos mudar o passado, isso é um fato. Logo não adiante brigarmos com ele e nem com quem nos tornamos a partir dele. Tudo o que nos resta, no presente, é buscar como iremos ao futuro de uma maneira melhor.</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>Sobre aquilo que não podemos ver</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/11/26/sobre-aquilo-que-nao-podemos-ver/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Nov 2021 21:00:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Eu não consigo trabalhar direito com essa ansiedade Akim. &#8211; Sim, depois do nosso último trabalho ficou claro isso para mim. &#8211; E o que eu faço então, não tem solução? &#8211; Bem, a questão é que isso está além de você. &#8211; Além de mim? &#8211; Sim, eu acredito que precisamos não apenas &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/11/26/sobre-aquilo-que-nao-podemos-ver/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Sobre aquilo que não podemos ver</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Eu não consigo trabalhar direito com essa ansiedade Akim.</p>
<p>&#8211; Sim, depois do nosso último trabalho ficou claro isso para mim.</p>
<p>&#8211; E o que eu faço então, não tem solução?</p>
<p>&#8211; Bem, a questão é que isso está além de você.</p>
<p>&#8211; Além de mim?</p>
<p>&#8211; Sim, eu acredito que precisamos não apenas trabalhar a sua relação com seu pai e com o trabalho, mas precisamos de seu pai aqui na sessão.</p>
<p>&#8211; Do meu pai?</p>
<p>&#8211; É, ele faz parte desse processo, ficou claro semana passada.</p>
<p>&#8211; É&#8230; pensando bem, falei mais dele do que de qualquer outra coisa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>É comum a psicoterapia de alguém &#8220;estagnar&#8221;, ou seja, o avanço ser interrompido. Cabe aos psicólogos buscarem maneiras de compreender o que ocorreu. Muitas vezes isso pode ser um problema que envolve a relação terapêutica. Em outros casos envolve problemas familiares e, em alguns também envolve problemas que vão além da família de origem de cada um.</p>
<p><span id="more-6732"></span></p>
<p>Gosto de perceber o desenvolvimento da psicologia não da maneira tradicional, onde cada linha é uma coisa separada da outra. Percebo os movimentos como complementares. A análise das pessoas é muito importante, o foco no indivíduo e seus problemas alavancou todas as escolas de psicologia e, em última instância, continua sendo o foco dela como um todo. Porém desde o desenvolvimento das terapias sistêmicas, um novo foco emergiu: a família, o grupo, o social. Olhar para o indivíduo sem prestar atenção nesses níveis pode estagnar um processo e não dar a devida atenção à alguns problemas e questões fundamentais.</p>
<p>A teoria dos sistemas nos mostrou que o sintoma de uma pessoa pode, em muitos casos, ser reflexo de um arranjo da família. Em outras palavras, podemos dizer que a depressão &#8220;de uma pessoa&#8221; é, na verdade, uma manifestação de um problema da família. É como se ao invés da família resolver um problema, ela criasse um sintoma em uma pessoa. da mesma forma que ocorre em doenças psicossomáticas. O que é fantástico neste tipo de análise é que em alguns casos o sintoma familiar pode se referir à uma geração anterior, por exemplo, o sintoma pode passar de um bisavô à um bisneto e o contato entre essas duas pessoas não é necessário para isso ocorrer.</p>
<p>Fantástico e perturbador, visto que isso significa que nem sempre podemos resolver sozinhos todos os problemas de nossas vidas. Ou então, pensando de outra maneira: aquilo que trazemos em nossa mente e personalidade nem sempre se refere ao presente imediato, ao que conseguimos ver aqui e agora. Lembro-me de um cliente que, simplesmente, não conseguia sentir-se bem com ele mesmo. Fomos em várias direções, todas furadas. Por fim, indaguei sobre seus avós e bisavós. Ele não tinha muitas informações, porém tinha impressões sobre a família. Em uma de nossas sessões, a partir da observação do comportamento dele e do conteúdo e forma da fala, percebi que havia algo relacionado ao seu lugar na família de origem que não o permitia sentir-se bem.  Quando lhe disse que ele não tinha um lugar próprio, desatou a chorar, depois disse que fazia sentido e não ao mesmo tempo, pois ele sempre foi bem quisto na família. Ao perguntar para os pais sobre alguém que não havia tido lugar, os mesmos lhe contaram de um irmão que faleceu, ele nunca soube dessa história.</p>
<p>Aquilo que não podemos ver nos afeta. Freud trouxe a ideia de inconsciente, agora nos vemos com a noção de heranças familiares. Explorar esse caminho é, no entanto, entrar em contato com nossas raízes e alma. Não se trata de algo impossível de acessar, mas sim, de algo que precisamos atentar. Sem atenção não é possível ver. Em muitos casos a ajuda se faz necessária, nem sempre conseguimos ver tudo sozinhos, faz parte do jogo que seja assim.</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>Síndrome de cafajeste (ou &#8220;isso é coisa de homem né?&#8221;)</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/11/15/sindrome-de-cafajeste-ou-isso-e-coisa-de-homem-ne/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Nov 2021 21:58:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
		<category><![CDATA[Amor próprio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Ah doutor, mas é muito difícil&#8230; você é homem, você sabe. &#8211; Sei do que? &#8211; Que a gente tem que satisfazer os desejos. &#8211; Claro, mas o que isso tem a ver com traição? &#8211; Ah, tem outras mulheres não tem? &#8211; Tem. Mas e o meu desejo em ter somente uma não &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/11/15/sindrome-de-cafajeste-ou-isso-e-coisa-de-homem-ne/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Síndrome de cafajeste (ou &#8220;isso é coisa de homem né?&#8221;)</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Ah doutor, mas é muito difícil&#8230; você é homem, você sabe.</p>
<p>&#8211; Sei do que?</p>
<p>&#8211; Que a gente tem que satisfazer os desejos.</p>
<p>&#8211; Claro, mas o que isso tem a ver com traição?</p>
<p>&#8211; Ah, tem outras mulheres não tem?</p>
<p>&#8211; Tem. Mas e o meu desejo em ter somente uma não conta?</p>
<p>&#8211; Mas e quem disse que eu tenho esse desejo?</p>
<p>&#8211; Você, ao escolher ficar com uma.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Muitos homens são presos, vítimas de uma ideia de que homem <strong>precisa </strong>sair &#8220;espalhando seus genes pelo mundo&#8221;. Não é apenas falsa esta noção como também cria a desculpa ideal para que muitos homens nunca entrem em contato com suas emoções e a dificuldade que sentem em expressá-las. A dor da solidão, mascarada de liberdade é o destino desses homens.</p>
<p><span id="more-6707"></span></p>
<p>Em primeiro lugar, vamos deixar claro algo: as pesquisas mais recentes mostram que o cérebro humano tem a capacidade de ser feliz tanto em uma relação monogâmica quanto em uma poligâmica. Não é o &#8220;destino da natureza&#8221; sermos todos necessariamente poligâmicos para sermos felizes. Este esclarecimento é necessário porque muitos homens tem a crença de que eles precisam ter várias mulheres. Em segundo lugar: sexo com profissionais do sexo também é considerado traição. Este esclarecimento é importante porque muitos homens acham que sexo com profissionais não é traição, porém isso só é verdadeiro se for de comum acordo &#8211; o que quase nunca é.</p>
<p>Homens com a &#8220;síndrome de cafajeste&#8221; tem como marca várias distorções do pensamento que asseguram à eles algo que é confundido com liberdade: solidão. Mas porque alguém deseja a solidão? É comum à esses homens a sensação de liberdade ao chegar em casa e ter a casa vazia. Sentem-se felizes porque não vai ter &#8220;ninguém para encher o saco&#8221;. Essa sensação é, na verdade, um afastamento das demandas emocionais. Em geral, acham &#8220;um saco&#8221; ter que dizer &#8220;eu te amo&#8221;, ficar agarradinho com a mulher ou fazer carinho. Sentimentos ternos e calmos causam muita ansiedade neles e por este motivo desejam &#8220;liberdade&#8221;. Porém esta liberdade é, na verdade, o desejo por solidão.</p>
<p>Porque não é apenas com a mulher atual que eles sentem a &#8220;encheção de saco&#8221;, é com qualquer uma. Em geral, as relações demoram de 6 meses a um ano para se tornarem chatas e elas começarem &#8220;com coisas de mulher&#8221;. O fato é que esses homens não sabem ser ternos &#8211; nem com eles mesmos &#8211; e, por isso, terminam buscando a solidão. A ternura é confundida com fraqueza e a solidão com liberdade. A poligamia é confundida com força e com a sua &#8220;verdadeira natureza&#8221;, algo que &#8220;não dá para controlar&#8221;. Porém, porque não dá?</p>
<p>Porque é uma forma de dependência. O ciclo funciona assim: ao estar em uma relação afetiva por mais tempo, ele percebe o desejo de ternura &#8211; dele e da mulher &#8211; porém não sabe como lidar com isso, entendendo que ternura é igual fraqueza (aqui entra o medo inconsciente de ser dominado). Com isso em mente se sente preso, é requisitado pela mulher à falar de seus sentimentos (o que ele entende como &#8220;cobrança&#8221;), mas fecha-se mais ainda o que aumenta a sensação de &#8220;prisão&#8221;. Por fim, sente a necessidade de &#8220;liberdade&#8221;, &#8220;fazer o que quer&#8221;. É aí que as outras mulheres entram e por este motivo que é &#8220;incontrolável&#8221;. É porque o homem quer &#8220;despressurizar&#8221; e não porque essa é a sua &#8220;natureza&#8221;.</p>
<p>O ponto fundamental, então, reside em aprender a ter sentimentos ternos. A falta desse aprendizado é o que realmente aprisiona o homem e não a sua relação &#8211; afinal, ele é livre para ficar ou ir embora, não é mesmo? Enquanto ele não aprende a sentir e identificar isso como sinal de força, precisa manter-se apegado à luta, trabalho e sexo fora do casamento como maneiras de se provar homem. Ora, quem precisa &#8220;provar&#8221; é porque não é ainda. O homem de verdade pode ser terno quando quer e quando isso é bom para ele. Assim, não há o sentimento de ser prisioneiro das &#8220;coisas de mulher&#8221; e sim a liberdade de sentir e expressar as &#8220;coisas de humano&#8221;.</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>&#8220;Dois culpados se entendem melhor&#8221;</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/11/12/dois-culpados-se-entendem-melhor/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Nov 2021 21:00:25 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; E o que eu faço com ele? &#8211; Qual o problema com ele? &#8211; O que eu faço se terminar com ele e ele ficar mal, por exemplo? &#8211; Qual o problema com isso? &#8211; Ai Akim, não quero isso. &#8211; Ninguém quer, mas isso não é algo seu para definir. Consegue deixar isso &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/11/12/dois-culpados-se-entendem-melhor/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">&#8220;Dois culpados se entendem melhor&#8221;</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; E o que eu faço com ele?</p>
<p>&#8211; Qual o problema com ele?</p>
<p>&#8211; O que eu faço se terminar com ele e ele ficar mal, por exemplo?</p>
<p>&#8211; Qual o problema com isso?</p>
<p>&#8211; Ai Akim, não quero isso.</p>
<p>&#8211; Ninguém quer, mas isso não é algo seu para definir. Consegue deixar isso à encargo dele?</p>
<p>&#8211; Não. Não consigo.</p>
<p>&#8211; Então além de terminar ainda quer &#8220;sair por cima&#8221; não é?</p>
<p>&#8211; Não sei se é isso.</p>
<p>&#8211; Me parece que é, sabe: &#8220;dois culpados se entendem melhor&#8221;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A frase é do terapeuta Bert Hellinger. Embora o trabalho deste autor seja ainda novo para mim, a frase fez perfeito sentido desde a primeira vez em que a li. O sentido tem a ver com as relações onde um é muito bom e o outro muito ruim. Este tipo de relação está fadada à brigas intermináveis e, possivelmente, ao fracasso.</p>
<p><span id="more-6588"></span></p>
<p>Porque &#8220;dois culpados&#8221; se entendem melhor? Em geral, numa relação, ambos cometem erros. Dificilmente em um relacionamento as pessoas são completamente certas de um lado e completamente erradas do outro. Assim sendo, aquele que deseja buscar &#8220;inocência&#8221; completa, geralmente quer estar num patamar moral maior. Isso dificulta a relação ao invés de ajudar. É muito complicado para uma pessoa &#8220;inferior&#8221; conversar com uma &#8220;superior&#8221;.</p>
<p>&#8220;Estar por cima&#8221; é perceber-se como alguém &#8220;certo&#8221;, enquanto o outro está &#8220;errado&#8221;. Embora seja muito difícil achar alguém que afirme que faz isso, as palavras e atitudes não deixam dúvidas de quando alguém quer estar por cima. É uma atitude de superioridade moral, colocando-se como alguém que detém um saber que o outro não tem ou desdenha. Quando a pessoa precisa desse lugar, ela está querendo, voluntariamente, se afastar da relação.</p>
<p>Este afastamento se dá porque não é possível conviver com alguém em superioridade, apenas em igualdade. Quando a diferença se instala numa relação começam as brigas pelo poder. A percepção de superioridade é psicológica e emocional. As pessoa se sentem de uma forma ou de outra. A luta pelo poder visa o controle e subordinação. Se um dos conjugues afirma que é inferior ao outro, a relação está fadada ao fracasso. Ou quando se luta avidamente contra isso, afinal de contas, a relação se torna um campo de guerra.</p>
<p>A questão é que ambos são iguais querendo regalias. Ambos são seres humanos imperfeitos, desejando arrogar-se como detentores de verdades que o outro não pode assumir. Quando se reconhece esta verdade é que se pode ver a relação com mais realismo. Este é importante porque possibilita perceber como cada um contribui para os resultados que a relação está atingindo. Nesse sentido é que Hellinger traz a frase: dois culpados se entendem melhor.</p>
<p>Uma situação típica é quando um quer terminar a relação, mas deixar o outro &#8220;bem&#8221;. Isso é desejar estar em superioridade moral. Ora, você quer dar um fim à relação e ainda sair como o mocinho? Porque não afirmar que o término é doloroso e vivenciar isso? Simples, por afirmar isso gera a sensação de culpa, que é natural, mas ao invés de se lidar com isso, a pessoa prefere &#8220;ser melhor&#8221; e procurar formas de fazer o outro não sofrer. E nessa busca vão-se longos anos tentando convencer ou manipular o parceiro a terminar.</p>
<p>Quando é possível assumir nossos erros e acertos, podemos compreender que escolhemos pessoas que tem, assim como nós, qualidades e virtudes. Ao conseguirmos aceitar ambas, aproveitar as virtudes e nos defender dos defeitos é que podemos dizer &#8220;muito obrigado por tudo&#8221;. Nesse momento não é necessário ser superior, apenas humano.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Eu amo esse lixo que sou</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/10/29/eu-amo-esse-lixo-que-sou/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 Oct 2021 21:00:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas eu quero parar com isso. &#8211; Quer? &#8211; Claro, porque não iria querer? &#8211; Como você teria resolvido a situação da sua prova sem isso? &#8211; O que isso tem a ver? &#8211; Responde. &#8211; Não sei. &#8211; Tente responder. (silêncio longo) &#8211; Eu não sei, eu não consigo! &#8211; Pois é. Fazendo &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/10/29/eu-amo-esse-lixo-que-sou/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Eu amo esse lixo que sou</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas eu quero parar com isso.</p>
<p>&#8211; Quer?</p>
<p>&#8211; Claro, porque não iria querer?</p>
<p>&#8211; Como você teria resolvido a situação da sua prova sem isso?</p>
<p>&#8211; O que isso tem a ver?</p>
<p>&#8211; Responde.</p>
<p>&#8211; Não sei.</p>
<p>&#8211; Tente responder.</p>
<p>(silêncio longo) &#8211; Eu não sei, eu não consigo!</p>
<p>&#8211; Pois é. Fazendo seus dramas, você consegue. Sem dramas, não sabe o que fazer. Percebe o quanto você ganha com isso?</p>
<p>&#8211; Sim.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Porque algumas pessoas parecem, simplesmente, não aceitar que podem ser melhores e estão sempre se menosprezando? Pode ser que elas não consigam deixar de ser tão &#8220;ruins&#8221; quanto pensam que são.</p>
<p><span id="more-6678"></span></p>
<p>Existe algo sobre experiências traumáticas que é pouco divulgado, chamamos de &#8220;crescimento pós traumático&#8221;. Basicamente, ele é o contrário do Transtorno de Estresse Pós Traumático, pois no caso do crescimento, temos pessoas que se tornam &#8220;melhores&#8221; ou &#8220;mais fortes&#8221; depois de passar por um evento traumático. Em outras palavras, o trauma pode nos fazer crescer.</p>
<p>Outro fenômeno psicológico pouco divulgado é a identificação com a doença. Muitas pessoas que desenvolvem, por exemplo, um quadro depressivo tornam-se identificadas com a doença, ou seja, não dizem mais &#8220;tenho depressão&#8221;, afirmam: &#8220;sou depressivo&#8221;. Ser é diferente de estar. Não dizemos &#8220;sou tristeza&#8221;, mas sim: &#8220;estou triste&#8221;. Falamos assim porque trata-se de um estado que tem começo, meio e fim. Porém, quando existe a identificação, o estado torna-se permanente porque vira um &#8220;ser&#8221;.</p>
<p>Este tipo de atitude frente aos problemas mentais é muito difícil de trabalhar porque a pessoa vem com a queixa da depressão, por exemplo, mas não quer &#8220;curar&#8221; isso. Ela diz que quer, afirma que deseja sentir-se bem novamente, porém o fato é que ela não dá conta de abandonar os sintomas depressivos. Ela precisa da doença para saber quem é. O mesmo raciocínio vale para baixa auto estima e auto imagem distorcida. Depois de um determinado momento a pessoa realmente crê que é aquilo e, assim sendo, não pode se abandonar.</p>
<p>É interessante perceber que nesses casos, todas as vezes em que a pessoa chega próxima de uma conclusão ela a invalida. Sempre que tem uma melhora, se sabota afim de mostrar o quão sem esperança ela é. Tornar-se menor e doente é uma maneira de se adaptar à realidade. Este tipo de caso não melhora ao se valorizar, ele rejeita a valorização. A primeira e mais dolorosa percepção que precisam criar é a de que eles &#8220;desejam&#8221; a doença, pois não saberiam o que fazer sem ela.</p>
<p>Tornar-se &#8220;maior&#8221; e mais adaptado é um esforço diferente de tornar-se menor. Ser adulto envolve agir e responsabilizar-se por agir. Tomar a atitude e a ação. Enfrentar e dirigir. É uma atitude mais ativa que é o oposto daquela da doença, mais passiva. De uma forma básica este é o dilema que a pessoa identificada com a parte &#8220;ruim&#8221;, &#8220;feia&#8221; ou doente de si tem: o desejo de ser feliz com o medo de enfrentar aquilo que precisa para isso. Esse é o segundo passo, pois apenas quando este medo vem à tona é que ela poderá começar a construir força de verdade.</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>Dar, receber e a ilusão da comodidade do amor</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/10/27/dar-receber-e-a-ilusao-da-comodidade-do-amor/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Oct 2021 22:00:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Akim, o que mais você quer que eu faça? &#8211; Eu não quero nada. Só estou apontado que aquilo que você tem feito, não está lhe trazendo o que quer. Estou errado nisso? &#8211; Não, mas&#8230; o que eu posso fazer a mais do que eu estou fazendo? &#8211; Talvez possa fazer &#8220;a menos&#8221;. &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/10/27/dar-receber-e-a-ilusao-da-comodidade-do-amor/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Dar, receber e a ilusão da comodidade do amor</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Akim, o que mais você quer que eu faça?</p>
<p>&#8211; Eu não quero nada. Só estou apontado que aquilo que você tem feito, não está lhe trazendo o que quer. Estou errado nisso?</p>
<p>&#8211; Não, mas&#8230; o que eu posso fazer a mais do que eu estou fazendo?</p>
<p>&#8211; Talvez possa fazer &#8220;a menos&#8221;.</p>
<p>(silêncio) &#8211; O que você quer dizer com isso?</p>
<p>&#8211; Que você faz muito e isso é o problema.</p>
<p>&#8211; Então demonstrar amor é um problema?</p>
<p>&#8211; Quando ele está cego, sim.</p>
<p>&#8211; Como assim cego?</p>
<p>&#8211; Ora, você mesmo quem fala: você não recebe aquilo que precisa, &#8220;só se ferra&#8221; com as mulheres&#8230; e continua &#8220;amando&#8221; do mesmo jeito. Será que não é hora de rever isso?</p>
<p>&#8211; Nunca pensei nisso.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nos ensinam que devemos ser bons com nossos semelhantes. Porém, nem sempre que é &#8220;bom&#8221; se &#8220;dá bem&#8221;. O que acontece nesse interessante fenômeno dos relacionamentos humanos?</p>
<p><span id="more-6687"></span></p>
<p>&#8220;A maior coisa que você poderá aprender é amar e ser amado&#8221;. Nossa sociedade é muito romântica em relação ao amor. Cremos que ele tudo pode, tudo concerta e tudo sabe. Porém no campo das relações humanas não é bem assim que funciona. Agimos por meio de hábitos, comportamentos, motivados por crenças, desejos, personalidade e necessidades que tornam as relações mais complexas do que simplesmente o amor.</p>
<p>Um dos erros que vejo muito em consultório está na questão de &#8220;dar&#8221; e receber. Acreditamos que o amor que damos volta. Simples assim. Se eu lhe der carinho, você me dará carinho: &#8220;Do jeito que eu entendo carinho, na proporção, intensidade e forma que eu quero de carinho&#8221;. Este é o erro e, ao mesmo tempo, o desejo secreto que carregamos dentro nós. É muito mercadológica a ideia de que receberei amor se der amor e, por este motivo, confunde.</p>
<p>Ocorre que para criar uma relação na qual eu me sinta amado preciso reconhecer quem o outro é, da forma que é. Não importa quanto amor eu lhe der, ele é quem é e reage como reage. Assim sendo ao me relacionar com uma pessoa mais fria, posso lhe dar todo o amor do mundo, mas a tendência é que ela continue fria e tenda a dar o seu amor para mim da sua forma mais distante. Portanto, se desejo receber carinho no sentido de alguém que me dê colo e faça cafuné, tenho que achar alguém assim.</p>
<p>O amor dá trabalho, essa é a verdade sobre ele. Ele mais cria problemas do que os resolve. A única &#8220;vantagem&#8221; adaptativa que ele nos oferece é a motivação para tal. Porém essa motivação não pode ser &#8220;cega&#8221;, ela tem que ver o que está criando, perceber os limites daquilo que faz, senão será apenas fonte de frustração. O amor também engana no sentido de que cremos que vamos nos realizar nele. Ledo engano, o amor nos traz desafios e não satisfação. Amar é verbo, verbo é ação. Quem não age, não ama.</p>
<p>Se dou amor, porque faço isso? O que me motiva a fazer isso que estou fazendo? Também não se trata de &#8220;dar sem esperar retorno&#8221;, mas sim de saber se você quer algo em troca ou não e se o outro tem para lhe oferecer o que você quer. É muito simplista crer que por dar, você tem que receber. Não funciona assim. É preciso saber cobrar, deixar claro as suas necessidades e desejos e mostrar insatisfação quando necessário. Também é importante agradecer, valorizar e reconhecer quando o outro satisfaz algo que é importante para nós.</p>
<p>Porém o ato de dar algo, em termos de relações humanas, significa, apenas que demos. Se nosso intuito é receber, é importante saber como fazê-lo. Em primeiro lugar, sempre digo: encontre alguém que está disponível para dar. Conheça a pessoa e veja o que ela tem a dar. Não tente criar alguém para você, aceite que as pessoas são como são, não caia na armadilha de &#8220;ele(a) vai mudar por amor&#8221;. Em terceiro lugar: saiba exatamente o que e porque você quer, sem isso ficará reclamando sem muito sentido. E, por fim, ame, pois se não amar, não irá dar ou receber.</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>O que quero da vida?</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/09/29/o-que-quero-da-vida/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Sep 2021 22:00:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas e como que eu vou saber se eu quero isso ou não? &#8211; Você não sabe? &#8211; Não! Como vou saber? &#8211; Não sabe ou tem medo em dizer o que sabe? &#8211; Talvez o segundo. &#8211; Então você sabe! &#160; Como responder uma pergunta como essa? Em geral as pessoas começam buscando &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/09/29/o-que-quero-da-vida/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">O que quero da vida?</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas e como que eu vou saber se eu quero isso ou não?</p>
<p>&#8211; Você não sabe?</p>
<p>&#8211; Não! Como vou saber?</p>
<p>&#8211; Não sabe ou tem medo em dizer o que sabe?</p>
<p>&#8211; Talvez o segundo.</p>
<p>&#8211; Então você sabe!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Como responder uma pergunta como essa? Em geral as pessoas começam buscando coisas para fazer e experimentar. E em geral terminam tão ou mais confusas do que quando começaram. Como, de fato, responder o que quero de minha vida?</p>
<p><span id="more-6634"></span></p>
<p>Ultimamente confunde-se &#8220;o que quero&#8221; com &#8220;o que gosto&#8221;. Para a maioria absoluta da população estas duas frases são sinônimos. Mas não são. Aquilo que gosto tem a ver com prazeres. Aquilo que quero nem sempre tem a ver com isso. Pelo contrário, o que quero pode não ser prazeroso e nunca ter nada a ver com este tipo de sensação. O querer é diferente do gostar. Esta é a primeira diferenciação importante que deve ser feita para se compreender aquilo que se quer de fato.</p>
<p>Uma viagem à um lugar paradisíaco, por exemplo, é muito prazerosa assim como um jantar. Porém se o que você realmente quer é estar em outro lugar com uma pessoa especial ou fazendo algo diferente, todo este prazer será insosso. Será prazeroso, mas não é o que você quer. Esse e vários outros exemplos ilustram a diferença entre os prazeres e o querer. Recentemente fiz o Caminho de Santiago na Espanha. Lá você passa por muitas provações: cansaço, dorme em albergues, tem que carregar peso todos os dias, sol, chuva e frio. Mas, porque eu fiz se há tantas provações? Porque eu quis acompanhar minha esposa nessa aventura.</p>
<p>Outro ponto é saber que você já fez escolhas em sua vida tomando por base algo que realmente queria. Todos conhecemos a sensação de querer algo. Ela se destaca das outras. Em geral, liga-se ao que é importante e referente ao eu. Busque em sua memória momentos em que você fez escolhas nas quais optou por algo que não era totalmente prazeroso, rápido ou fácil, mas mesmo assim era algo que você queria. O importante não é o que você escolheu em si, mas sim a sensação do querer. Tome vários exemplos como esse e verifique a semelhança na sensação.</p>
<p>O eu evolui. Em termos daquilo que quero, isso significa que o querer também pode se modificar. Assim sendo é importante prestar atenção ao desânimo. Esta emoção nos alerta para verificarmos se ainda vale à pena mantermos nossa energia em determinada atividade. É comum temer o desânimo, pois se o ouvirmos poderemos ter que enfrentar a pergunta: &#8220;o que eu quero?&#8221; novamente. Em geral não gostamos muito dessa pergunta porque ela nos gera angústia, porém, quem não sustenta a angústia, não desenvolve o seu querer.</p>
<p>A tristeza é outra emoção importante. Ela se refere aquilo que nos é importante e que perdemos ou deixamos para trás. Sendo assim, constantemente ela nos fala sobre algo que queremos ou que pode fazer parte do nosso querer. Estar atento à ela nos ajuda a manter a honestidade em relação ao que é importante e isso ajuda a determinar o que queremos. A sensação de ânimo é importante também, porque quando tocamos aquilo que queremos o ânimo se instala. Ele não trata de alegria ou felicidade, mas sim de energia disponível para a ação. Quando se faz algo que se quer, o ânimo aparece.</p>
<p>Isso tudo se refere à saber diferenciar aquilo que quero daquilo que não quero. Este crivo é importante. As pessoas geralmente buscam fora de si o seu querer. Vão atrás das coisas para experimentá-las e escolher. O querer não é um buffet de sorvete, é uma decisão que nasce dentro de si. Sempre digo aos meus clientes que o querer não é rápido, ele é lento, pois nasce fruto de um processo. Se prestarmos atenção ao processo vamos realizar no mundo aquilo que temos em nós. Se não prestarmos, poderemos fazer coisas muito interessantes e prazerosas, mas não necessariamente, aquilo que queremos.</p>
<p>Abraço</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>O ser do discurso e o ser da ação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Sep 2021 21:00:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
		<category><![CDATA[Desejo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas Akim!! Como é que você não entende? &#8211; Eu entendo você. Entendo e digo: concordo com o que você está falando. &#8211; Então? Como é que você pode me falar que eu deveria mudar a minha atitude se ele está errado? &#8211; É que o fato de ele estar errado é irrelevante. &#8211; &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/09/17/o-ser-do-discurso-e-o-ser-da-acao/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">O ser do discurso e o ser da ação</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas Akim!! Como é que você não entende?</p>
<p>&#8211; Eu entendo você. Entendo e digo: concordo com o que você está falando.</p>
<p>&#8211; Então? Como é que você pode me falar que eu deveria mudar a minha atitude se ele está errado?</p>
<p>&#8211; É que o fato de ele estar errado é irrelevante.</p>
<p>&#8211; Irrelevante? Irrelevante? Como assim? Ele está sendo machista e agressivo ainda.</p>
<p>&#8211; Sim, concordo.</p>
<p>&#8211; Então porque é que eu devo mudar a minha atitude?</p>
<p>&#8211; Porque não me parece que ele está ligando muito para o seu discurso está? E nem que vai ligar&#8230;</p>
<p>(silêncio)</p>
<p>&#8211; Eu concordo com você e é por isso que estou orientando você dessa forma. Você está &#8220;pedindo&#8221; para ele te respeitar&#8230; isso não vai acontecer dessa forma, não aconteceu até agora, porque vai ocorrer agora? Só por causa de um punhado de ideias?</p>
<p>&#8211; Mas e o que eu faço?</p>
<p>&#8211; Torne essas ideias uma nova forma de se ver, se respeitar e se relacionar, até para ver se, no fim, você quer continuar com ele&#8230; uma pessoa que segundo você mesma: te desrespeita.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Hoje em dia, onde tudo se torna uma bandeira política, é comum que as pessoas queiram, através do discurso, convencer alguém. O fato, no entanto, é que os seres humanos reagem muito mais à forma com a qual algo é comunicado do que ao conteúdo, e é aí que reside o &#8220;mistério&#8221; das relações humanas.</p>
<p><span id="more-6660"></span></p>
<p>Como vivemos em um momento em que as pessoas acham que sua opinião conta muito, uma atitude que se torna cada vez mais comum é &#8220;falar para o outro&#8221;. Acreditamos que &#8220;basta falar&#8221; e pronto, tudo se resolverá: as pessoas vão deixar suas opiniões de lado, seus comportamentos e vão rever o mundo e sua própria vida de acordo com as coisas que você disse para ela. Isso não existe. É, no mínimo, uma bela fantasia infantil na qual o &#8220;poder da palavra&#8221; assume proporções homéricas.</p>
<p>As relações humanas e boa parte do que carregamos até hoje em nossos genes sobre o que é se relacionar se formaram em um momento da história em que não havia palavra. Não haviam discursos ou palavras escritas, muito menos mensagem de whats. Era &#8220;olho no olho&#8221;. É assim que as relações humanas funcionam ainda hoje, quer gostemos disso ou não. É na interação que as coisas ocorrem e não em um discurso distante.</p>
<p>Isso não é uma premissa minha, Watzlavick em seu livro Pragmática da comunicação humana já aborda o tema e coloca isso como um &#8220;axioma&#8221; da comunicação humana, na qual aquilo que é comunicado possui forma e estrutura e a natureza da comunicação entre duas pessoas depende desta forma e da maneira pela qual ela é empregue. O conteúdo pode ser muito bom, mas é a forma que vai definir a natureza da comunicação.</p>
<p>Na prática, por exemplo, isso significa que quando uma pessoa &#8220;pede&#8221; para ser respeitada, ela se coloca &#8220;abaixo&#8221;. Ela não tem o respeito e está pedindo por ele. É duro dizer isso, mas ela se coloca como pedinte. O resultado, em geral, não dá certo, ela não recebe o que pede. Se, por outro lado, a pessoa desenvolve respeito próprio e mostra que se respeita na relação, a estrutura muda. Ela é possuidora de respeito, assim como o outro e não precisa mais &#8220;pedir&#8221;, nem &#8220;impor&#8221; (afinal o respeito é dela para com ela, não faz sentido &#8220;impôr), o que ocorre é que ela usa os limites que se dá e, com isso, modifica a estrutura da relação.</p>
<p>Onde, antes a pessoa pediria, agora ela se posiciona. Esta é a diferença que faz a diferença. É a atitude que re-estrutura relações humanas. Tornar discursos em atitudes é uma das tarefas mais complexas para a mente humana porque não somos habituados com isso. Nossa história nos levou no caminho contrário. Das atitudes nasciam as ideias.</p>
<p>Particularmente sou um pouco romântico no sentido de crer que nosso corpo nos traz boas respostas sobre como nos relacionar, mas não sabemos ouvi-lo. Em geral, quando trabalho com pessoas abusadas e nos colocamos em um role play, por exemplo, o corpo dela sabe a atitude que vai lhe fazer bem. Quando incentivo, sem expectativas, que a pessoa faça um movimento em direção aquilo que lhe traz saúde ela o faz. Por vezes demora, em outros casos, ela não sabe como lidar com as consequências ou sente-se com vergonha, medo ou culpa, mas o corpo lhe diz: faça isso.</p>
<p>Confiar nessa base não é jogar fora aquilo que a cultura nos traz. Pelo contrário, quando vejo essas atitudes nascidas do corpo vejo como elas corroboram e até mesmo vão além de muito o que nossa cultura nos fala. O corpo, aprendeu a sobreviver ao longo de milhões de anos de evolução, nossas células trazem em si a certeza da morte. O corpo conhece muitos caminhos se o permitirmos falar, ele poderá nos mostrar vários deles.</p>
<p>Abraço</p>
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