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	<title>Arquivos Psicologia - Akim Neto Psicólogo Clínico</title>
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		<title>A &#8220;terapia não verbal&#8221;</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2020/12/14/a-terapia-nao-verbal/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Dec 2020 10:00:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Eu não sei o que falar hoje. &#8211; Entendo. Então, apenas perceba o seu corpo. Preste atenção em suas tensões, calor, onde está a sua atenção. &#8211; Certo. &#8211; Isso, perceba que existe um movimento no ombro esquerdo, um suave desconforto talvez? &#8211; Sim. &#8211; Perceba isso, deixe este desconforto guiar um movimento. Apenas &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2020/12/14/a-terapia-nao-verbal/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">A &#8220;terapia não verbal&#8221;</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Eu não sei o que falar hoje.</p>
<p>&#8211; Entendo. Então, apenas perceba o seu corpo. Preste atenção em suas tensões, calor, onde está a sua atenção.</p>
<p>&#8211; Certo.</p>
<p>&#8211; Isso, perceba que existe um movimento no ombro esquerdo, um suave desconforto talvez?</p>
<p>&#8211; Sim.</p>
<p>&#8211; Perceba isso, deixe este desconforto guiar um movimento. Apenas perceba.</p>
<p>&#8211; Eu me lembro da minha infância&#8230; me lembro de uma situação em que meu pai pegou no meu ombro.</p>
<p>&#8211; Que situação era esta?</p>
<p>&#8211; Ele queria que eu visse um cachorro que foi atropelado&#8230; eu não queria ver&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Embora a psicoterapia, assim como a psicologia como um todo, tenha se construído em torno da fala verbal, é possível &#8211; e muitas vezes necessário &#8211; saber como &#8220;ouvir&#8221; os ritmos e movimentos de outros músculos do corpo.</p>
<p><span id="more-7477"></span></p>
<p>Para entender o que tem a ver uma tensão muscular com determinado conteúdo psíquico, é importante compreender a relação mente-corpo. Entendemos como mente algo imaterial, desligado do corpo físico, porém a verdade é outra. (Aqui cabe um comentário breve, existe a percepção dualista, na qual a alma é desligada do corpo físico e a mente é parte desta alma. Existem neurocientistas que defendem esta hipótese, porém, aqui falo advogo sobre outro ponto de vista).</p>
<p>Conteúdos psíquicos não existem sem correntes elétricas passando por neurônios, a raiva que sentimos &#8220;só de pensar&#8221;, não fica no &#8220;mundo das ideias&#8221; de Platão, ele é encarnado em impulsos neuroelétricos que vão até a nossa musculatura. Ocorre que conteúdos psíquicos e emocionais não foram feitos para ficarem num mundo das ideias. A função do pensamento nos humanos é a ação. A maior arma de nossa espécie é conseguir pensar em como agir, porém todo pensamento se estrutura em torno do movimento.</p>
<p>Não é algo que nos ensinam na escola, mas pensamos para nos movimentar melhor. Porque organizar a viagem? Para que o movimento ocorra com mais eficiência. Assim sendo, tudo aquilo que pensamos e sentimos, busca uma expressão muscular. Logo os conteúdos psíquicos possuem uma relação estreita com a musculatura, tanto a estriada esquelética (músculos da vontade) como o bíceps ou músculos lisos como os órgãos internos. É possível até dizer que os conteúdos psíquicos são movimento.</p>
<p>A forma pela qual alguém se movimenta não é apenas biomecânica, é biomecânica com emoções. Quando pensamos em algo nosso corpo reage e esta reação é possível de ser vista e trabalhada. Prestar atenção ao movimento que o corpo quer fazer, por exemplo, é um ótimo exercício para tomar consciência das emoções e sobre como determinado conteúdo nos toca. O moveimento de se encolher, ou fechar a garganta, ou ainda tensionar o pescoço para baixo, são sinais que podem ser lidos.</p>
<p>A leitura é uma parte do processo, ainda é possível fazer mais que isso. Após &#8220;lermos&#8221; o movimento, também podemos inferir sobre ele, tomar dele o conteúdo e criar novas formas de ação. O trabalho com o corpo é muito forte porque afeta diretamente as emoções. Ele pode até não ter um conteúdo verbal claro num primeiro momento, mas isso não é necessário. É possível aprender a lidar apenas com o sensível e realizar um trabalho psicoterápico profundo.</p>
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		<title>Agir e relaxar</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2016/12/23/agir-e-relaxar/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Dec 2016 09:21:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Este post é um complemento do post &#8220;O direito de viver&#8221;. Sua função é dar uma amplitude maior ao leitor à respeito de dois elementos distintos com os quais fazemos muita confusão: ações da vontade e ações que não envolvem a vontade. À primeira vista parece estranho pensarmos em uma ação que não envolva a &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2016/12/23/agir-e-relaxar/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Agir e relaxar</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Este post é um complemento do post &#8220;<a href="http://www.akimpsicologo.com.br/blog/o-direito-de-viver/">O direito de viver&#8221;</a>. Sua função é dar uma amplitude maior ao leitor à respeito de dois elementos distintos com os quais fazemos muita confusão: ações da vontade e ações que não envolvem a vontade.</p>
<p><span id="more-4518"></span></p>
<p>À primeira vista parece estranho pensarmos em uma ação que não envolva a vontade, ou seja, como posso agir sem ter a vontade para fazer isso? Se você pensar no seu corpo tudo começa a ficar muito simples: inúmeros processos estão ocorrendo em você neste exato momento, vários deles você não está fazendo por &#8220;vontade&#8221; e outros você sequer tem consciência.</p>
<p>O nosso cérebro assim como a nossa pessoa funcionam de maneira similar. Existem elementos os quais pensamos, decidimos e agimos. Por exemplo a movimentação dos músculos estriados esqueléticos, conhecido como &#8220;músculos da vontade&#8221;. Você mexe sua perna usando a vontade, você decide movê-la e ela se move. Ao longo do tempo padronizamos a maneira de nos mover e fazemos isso sem prestar atenção, porém, se o fizermos podemos interferir no curso de uma determinada ação.</p>
<p>Outros tecidos musculares como os do coração, do estômago e intestinos nós não controlamos através da vontade. Não conseguimos fazer nosso coração disparar ou interromper sua movimentação da mesma maneira com a qual abrimos e fechamos nossa mão. Quando muito conseguimos inferir no processo através de outros procedimentos, por exemplo: sabemos que se modificarmos o ritmo de nossa respiração podemos alterar os batimentos cardíacos. Porém a influência é indireta.</p>
<p>Assim como a musculatura, existem outros elementos como crenças, emoções e pensamentos dos quais sequer temos consciência. Isso não se trata apenas do conhecido inconsciente freudiano, mas também de processos que influenciam nossa psique e nem sequer existem nela seria o que Damásio propõe como uma espécie de &#8220;inconsciente biológico&#8221;.</p>
<p>Por exemplo, podemos inferir na raiva através de repensar aquilo que nos causa raiva, encontrar maneiras de expressar nossa raiva, aprender a nos acalmar quando ela surge, porém nenhum ser humano pode dizer que não possui raiva dentro de si. Quer você tenha ou não consciência de sua raiva, ela existe, assim como sua bile e o ácido gástrico no seu estômago.</p>
<p>Portanto em alguns casos é imperativo o uso da consciência e da ação voluntária para realizarmos mudanças. Tomadas de atitude, reflexões para tomada de decisões e mudanças de hábitos são exemplos disso. Já outras não. Um exemplo clássico é o choro. Não precisamos fazer absolutamente nada para chorar. Em consultório, o grande desafio de muitas pessoas ao sentirem tristeza é o de deixar de querer agir de maneira voluntária sobre a emoção e simplesmente deixá-la se manifestar.</p>
<p>Este é um nível complexo de ser compreendido e aceito em nossa cultura que visa sempre o controle. Abrir mão do voluntário é abrir, de certa forma, mão do controle. Sendo mais preciso seria simplesmente passar o controle da consciência para outra parte do corpo humano. Porém, você pode indagar: porque eu faria isso?</p>
<p>Trago a resposta da biologia. A consciência é mais uma das funções da biologia. Ela, por si só, não dá conta de tudo. Pense no sono, por exemplo, pessoas que tem problemas com sono, em geral tem problemas com entrega e com se soltar. Porque? Porque dormir é abrir mão da consciência e permitir que o corpo assuma o controle. Nosso sistema nervoso é composto por partes que envolvem a consciência e partes que não envolvem. Assim, aprender a se soltar é aprender a usar o seu sistema nervoso como um todo.</p>
<p>Aí, talvez, entre, além do medo, o orgulho ferido que o ser humano tem. &#8220;Como assim não controlo toda a minha vida?&#8221;, não, não controla. Não, suas decisões não são completamente influenciadas pelo seu maravilhoso sistema de raciocínio, existem nas suas ações e pensamentos vários elementos que influenciam diretamente e que você sequer sabe que existem. E isso não é ruim. Pelo contrário, isso significa que sua biologia está funcionando perfeitamente.</p>
<p>Assim gostaria de propor ao leitor que compreenda e tente permitir-se deixar-se nas mãos de si mesmo às vezes. Entregar-se a invés de controlar é a solução da vida de muitas pessoas. Isso nada tem a ver com irresponsabilidade e nem mesmo com fuga, é, na verdade, um trabalho árduo de auto conhecimento que desemboca na percepção de quando devemos nos entregar à nossa inconsciência e quando não devemos fazer isso.</p>
<p>Em relação ao post citado acima, do qual este é complemento, gostaria de salientar que muitas pessoas não conseguem se entregar e, por este motivo, não conseguem atingir aquela &#8220;centelha de vida&#8221;. Outras foram e sentem-se, ainda, impedidas de fazer isso. Porém a resposta não está na vontade, mas sim na entrega.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Libertar-se</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2016/08/19/libertar-se/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Aug 2016 10:40:25 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Não tenho me sentido bem. &#8211; Porque? &#8211; Algo está faltando. &#8211; O que é? &#8211; Ah&#8230; é que&#8230; bom. Eu tenho que fazer coisas com a minha vida, mas não faço. &#8211; E o que te impede? &#8211; Me sinto preso. &#8211; O que te prende? &#8211; Acho que é eu mesmo. &#160; &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2016/08/19/libertar-se/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Libertar-se</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Não tenho me sentido bem.</p>
<p>&#8211; Porque?</p>
<p>&#8211; Algo está faltando.</p>
<p>&#8211; O que é?</p>
<p>&#8211; Ah&#8230; é que&#8230; bom. Eu tenho que fazer coisas com a minha vida, mas não faço.</p>
<p>&#8211; E o que te impede?</p>
<p>&#8211; Me sinto preso.</p>
<p>&#8211; O que te prende?</p>
<p>&#8211; Acho que é eu mesmo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O que é estar livre? O que é ser livre? O que é exercitar a liberdade?</p>
<p><span id="more-3660"></span></p>
<p>Em geral a palavra liberdade está colocada em oposição com a palavra prisão. Onde a pessoa que é liberta é oposto daquela que é prisioneira. No entanto, a experiência nos mostra que não estar preso é diferente de estar livre. Nelson Mandela disse que não ficou 25 anos preso, mas sim 25 anos se preparando para governarr a África do Sul.</p>
<p>Outro exemplo é um filósofo romano Epicteto que nascera escravo. Ele trouxe muitas contribuições para a filosofia falando sobre a liberdade. Estranho um escravo falando de liberdade? Nem tanto. Se você entender a liberdade enquanto um direito, por exemplo, o de ir e vir, você pode achar estranho alguém privado disso dizer-se livre. Porém, se liberdade estiver ligada à questão da escolha, você terá uma pessoa liberta mesmo quando esta estiver presa.</p>
<p>O que nos liberta não é um estado de direito. A liberdade está na maneira como se vive o pensar. Nem mesmo está relacionado ao que se pensa, pois assim teríamos conteúdos libertários e outros que não. Porém a liberdade é mais adequada ao exercício do que ao conteúdo ou ao próprio resultado.</p>
<p>Uma pessoa livre, em minha experiência, tem sido aquela que consegue ouvir e expressar o seu próprio destino. Por destino não entendo algo divino, hierarquica e sobrenaturalmente imposto sobre alguém, mas sim o destino que é construído pelo próprio processo de desenvolvimento da pessoa. A liberdade, neste caso não é apenas uma condição da mente, mas, também &#8211; e talvez principalmente &#8211; um apelo biológico.</p>
<p>A ideia parece estranha? Pode parecer. Porém se eu seguir as ideais de Damásio nas quais a mente deriva da evolução de um organismo cuja função seria uma adaptação cada vez melhor ao ambiente, posso compreender que a noção de liberdade poderia evoluir nesta mente como uma forma de justificar a sua própria necessidade de adaptar-se ao meio e às evoluções deste meio.</p>
<p>Ao invés de diminuir, aos meus olhos, isso aumenta o poder da liberdade em nós. Se pensar que nossa própria biologia buscou organizar uma função na mente que lhe desse poder para entender-se enquanto capaz de realizar mudanças e potenciais latentes devo compreender o quanto isso é, biologicamente libertador.</p>
<p>Para que o leitor tenha uma outra leitura, pense assim: a biologia criou o cérebro e esta estrutura fantástica criou a mente. Não é que a mente seja um produto do cérebro, mas relaciona-se com este. A função da mente é de ajudar o organismo a ter uma vida cada vez melhor. A memória, raciocínio e aquilo que chamamos de &#8220;eu&#8221; são maneiras da mente organizar-se para adaptar melhor o organismo ao mundo e dar-lhe uma vivência cada vez mais rica. Neste contexto surgiria a noção de liberdade na mente. Uma sensação que ligaria o organismo ao imenso prazer que sentimos quando nos sentimos livres, ou seja, entregues à nossa própria história biológica.</p>
<p>E você, é livre?</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Negação</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2016/03/28/negacao-2/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Mar 2016 10:46:17 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Nossa&#8230; agora que eu percebi. &#8211; Percebeu o que? &#8211; O porque eu estou com raiva de você hoje. &#8211; Ótimo, porque? &#8211; Eu não quero falar sobre minha mãe. &#8211; Porque não? &#8211; Porque eu não sei o que fazer com ela&#8230; se eu falar disso, vou ter que fazer algo. &#8211; &#8220;Isso&#8221; &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2016/03/28/negacao-2/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Negação</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br/2016/03/28/negacao-2/">Negação</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br">Akim Neto Psicólogo Clínico</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Nossa&#8230; agora que eu percebi.</p>
<p>&#8211; Percebeu o que?</p>
<p>&#8211; O porque eu estou com raiva de você hoje.</p>
<p>&#8211; Ótimo, porque?</p>
<p>&#8211; Eu não quero falar sobre minha mãe.</p>
<p>&#8211; Porque não?</p>
<p>&#8211; Porque eu não sei o que fazer com ela&#8230; se eu falar disso, vou ter que fazer algo.</p>
<p>&#8211; &#8220;Isso&#8221; o que?</p>
<p>&#8211; Merda.</p>
<p>&#8211; Merda?</p>
<p>&#8211; Sim&#8230; é que&#8230; (os olhos enchem de lágrimas) eu gosto dela&#8230; mas não sei como lidar com ela&#8230; daí eu me afasto, mas não queria ficar assim&#8230;</p>
<p>&#8211; Ah, entendi&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A negação é um mecanismo de defesa psíquica. É comum pensar na negação como algo &#8220;essencialmente&#8221; ruim, porém, como o nome diz, ela é um mecanismo de &#8220;defesa&#8221;, ou seja, serve para nossa proteção. Como aprender a usar melhor este mecanismo?</p>
<p>Em termos simples, a negação retira da consciência algum elemento, evento, pensamento ou emoção que pode causar um conflito grande demais para a pessoa dar conta naquele momento. Esta &#8220;retirada&#8221; funciona em graus, algumas coisas são retiradas de forma muito brusca e completa, enquanto outras pairam à margem da consciência.</p>
<p>Aquilo que é negado, no entanto, continua de certa forma operando inconscientemente na mente da pessoa. Um pensamento pode não se fazer presente e mesmo assim influenciar a vida de alguém, um comportamento pode ser negado, mas quando ocorre, ele traz consequências. Negamos não no intuito de nos confundir, mas sim, naquele de não dar conta daquilo que é negado.</p>
<p>Assim sendo, o primeiro movimento que fazemos ao perceber que estamos negando é, paradoxalmente, negar novamente. Algo como: &#8220;não&#8230; eu não posso estar negando isso&#8221;. Este momento é perfeito para que você faça o contrário do que sua mente lhe manda fazer, que é esquecer novamente, e atacar a questão com uma pergunta: o que me faria negar isso?</p>
<p>Esta pergunta lhe conduzirá para compreender o que move a negação. Teria respostas como: &#8220;se eu pensar que isso é verdade (o que está sendo negado) eu teria que&#8230; enfrentar o meu pai e dizer umas coisas para ele&#8221;, ou &#8220;é que eu não gosto de ter que falar em público mesmo&#8221;. Estas duas respostas são &#8220;válidas&#8221; enquanto motivos de negação porque falam sobre algo que a pessoa (1) não quer, (2) não gosta, (3) não sabe como fazer ou (4) tem medo, aversão.</p>
<p>Com esta resposta em mente você pode dizer-se que pensar sobre isso não o obriga a tomar decisões e agir. Este é um ponto de &#8220;meio-termo&#8221; entre negar e agir. Aceitar o conteúdo negado e a consequência dele é que pode ajudar você a criar estratégias, evoluir seu pensamento e aí sim, conseguir lidar com um determinado problema.</p>
<p>Então, muitas vezes a negação é um ponto importante porque em determinados momentos a pessoa pode realmente não saber como lidar com uma situação e precisa &#8220;calar-se&#8221;. Negar é uma boa estratégia para isso, porém, com o tempo aquilo que foi negado por segurança pode tornar-se um fardo e a pessoa pode desejar, então, resolver o problema.  Passa a se incomodar com aquilo e, então pode confrontar o que foi negado.</p>
<p>Perceber o que se nega, então, não deve ser encarado com vergonha, mas sim como descoberta. Os motivos para negar são sempre positivos: a proteção de nossa integridade. O problema é o custo disso à longo prazo, mas não precisamos resolver tudo com urgência, podemos resolver nossa vida enquanto a carruagem segue.</p>
<p>Abraço</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Entrega</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Dec 2015 09:42:56 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Eu tenho medo de me relacionar de novo. É isso. &#8211; Muito bom, fico feliz que tenha percebido isso. O que motiva o seu medo? &#8211; Eu já me entreguei antes sabe? Não deu certo. &#8211; Não? O que deu errado? &#8211; Eu acabei me ferrando, a pessoa entendeu aquilo como se eu estivesse &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2015/12/07/entrega-3/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Entrega</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Eu tenho medo de me relacionar de novo. É isso.</p>
<p>&#8211; Muito bom, fico feliz que tenha percebido isso. O que motiva o seu medo?</p>
<p>&#8211; Eu já me entreguei antes sabe? Não deu certo.</p>
<p>&#8211; Não? O que deu errado?</p>
<p>&#8211; Eu acabei me ferrando, a pessoa entendeu aquilo como se eu estivesse na mão dela.</p>
<p>&#8211; E estava?</p>
<p>&#8211; Sim&#8230; de certa forma sim.</p>
<p>&#8211; Então o problema foi se entregar para a relação ou abandonar-se?</p>
<p>&#8211; Hum&#8230; acho que esse segundo né?</p>
<p>&#8211; Eu também acho.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Muitas pessoas temem entrar em relações porque confundem o ato de se entregar numa relação com o ato de se abandonar na relação e permitir ao outro &#8220;dominar&#8221; a sua vida. Perder a integridade e entregar-se são coisas diferentes, você sabe qual a diferença?</p>
<p><span id="more-4622"></span></p>
<p>A integridade é a qualidade de quem é íntegro. Íntegro é a pessoa cujas ações, pensamentos e sentimentos seguem uma coesão. Quando há integridade, a pessoa se torna responsável por buscar o bem-estar e a saúde em todas as áreas de sua vida. Esta busca é ativa e leva em conta aquilo que é importante para a auto expressão da pessoa.</p>
<p>Nesse sentido, uma relação, por exemplo, faz parte das necessidades e desejos da pessoa. Respeita as suas necessidades e desejos, levando em conta aquilo que é importante para ela e para a relação. <strong>A pessoa que é íntegra cuida ativamente disso</strong>. Isso significa que ela não relega ao parceiro a responsabilidade pelo seu bem-estar e nem pelo bem-estar da relação, ela faz isso.</p>
<p>Então quando a pessoa busca por sua integridade, ela faz escolhas e estas tem uma relação profunda com aquilo que lhe é importante e traz bem-estar. Esse é o tipo de comportamento e atitude que permite que a pessoa se entregue. Afinal, ela não irá escolher uma relação qualquer, provavelmente não é daquelas pessoas que se joga em cima do primeiro que aparece. <strong>Não se trata de ficar buscando a perfeição e sim aquilo que é importante para o seu bem-estar.</strong></p>
<p>A entrega é para a relação e não para o outro. Qual a diferença? Entregar-se ao outro dá para este o poder, entregar-se para a relação coloca na relação o foco e não no outro. Assim é que se torna possível, ao mesmo tempo estar entregue e cuidar de si. Se meu foco é na relação e na qualidade dela, estou profundamente entregue porque sinto no dia a dia que esta relação me mantém íntegro, nos meus desejos e bem-estar.</p>
<p>A confusão é gerada aqui. Quando a pessoa se entrega para a relação ela tem capacidade de avaliar e agir, ela está ativa junto com o outro, porém, quando ela se entrega para o outro, dá à ele o poder e a responsabilidade sobre o seu bem-estar e isso é um erro. <strong>O erro não é nem pelo fato de o outro ser capaz ou não de cuidar, mas sim pelo fato de que a responsabilidade pelo seu bem-estar é sua. </strong>Não se trata de não poder contar com o outro ou de não poder pedir ajuda, mas sim de que a responsabilidade é da pessoa, mesmo quando ela pede ajuda ou precisa contar com o outro.</p>
<p>Ao &#8220;entregar&#8221; a responsabilidade pela sua integridade ao outro a pessoa está sendo negligente com ela &#8211; e sobrecarregando o outro &#8211; e se abandonando. <strong>Assim, o grande problema surge não quando me entrego, mas sim quando me abandono, quando me perco de mim. </strong>Ao abandonar-se a pessoa deposita no companheiro a responsabilidade pela sua saúde, mesmo que o companheiro tenha a melhor das intenções ele irá falhar nesta tarefa, porque? Porque ele não tem acesso aos estados internos da outra pessoa, ele não sabe como é ser quem o outro é e, nesse sentido, ele é incapaz de saber 100% e o tempo todo o que é importante para o seu parceiro. Para aqueles que não possuem a melhor das intenções o que ele tem na sua frente é uma pessoa carente que fará tudo o que ele quiser.</p>
<p>Entrega diferencia-se de abandonar-se pelo fato de que na primeira eu me entrego à relação e mantenho a responsabilidade pelos meus estados internos e felicidade, na segunda me entrego à pessoa e projeto nela a responsabilidade por me fazer feliz. É importante, então, manter em mente sempre a integridade como uma responsabilidade pessoal e aprender a desenvolver ações que mantenham você íntegro.</p>
<p>Você se entrega ou se abandona?</p>
<p>Abraço</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Concordância</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2015/12/02/concordancia/</link>
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		<pubDate>Wed, 02 Dec 2015 18:41:17 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Concordar não é pre requisito para ajudar</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<li>Tá Akim, mas eu não concordo com ele.</li>
<li>Eu sei, mas e daí?</li>
<li>Como assim e daí? Eu não vou ajudar ele né?</li>
<li>Não sei&#8230; vai ou não?</li>
<li>Se eu não concordo&#8230;</li>
<li>Você ainda assim escolhe. Vai ajudar ou não?</li>
<li>Credo Akim&#8230; que pergunta&#8230;</li>
<li>Eu entendi que não tem concordância, mas a pergunta aqui é outra: ele está pedindo ajuda, você quer ajudar ou não?</li>
</ul>
<p>Ter a concrodância de alguém ou concordar com o ponto de vista de outra pessoa traz, em geral, uma sensação prazerosa de pertencimento. Mas será que concordar é fundamental para se relacionar?</p>
<p>Em primeiro lugar é importante notar que dizemos no cotidiano &#8220;concordo com você&#8221;. Esta expressão é inadequada porque não concordamos com o emissor de uma ideia, mas sim com a ideia em si. Quando dizemos que concordamos com a pessoa, queremos dizer que estamos concordando com o que ela é e não com o que pensa. Porém é estranho pensar nisso. Já refletir que concordamos com as ideias de uma pessoa faz mais sentido.</p>
<p>Isso é importante porque quando discordamos, também discordamos das ideias da pessoa e não dela enquanto um ser. Assim sendo, é possível discordar e manter uma relação. O ato da discordância ocorre no mundo das ideias, por assim dizer, enquanto que no mundo dos atos podemos agir de várias maneiras distintas.</p>
<p>É possível, então, discordar e agir em prol das ideias que a pessoa tem. Concordância não é pre requisito para cooperação. E nem para relação. O limite, que muitas vezes não pensamos em dar, é o de o ato não ser violento contra quem o faz. Ou seja, posso discordar de você e agir em prol daquilo que você está falando desde que este meu ato não seja ofensivo ou me prejudique.</p>
<p>Em geral o que as pessoas desejam é que o outro concorde com ela e siga seus passos. No entanto isso não é necessário. Talvez, inclusive, a concordância possa mascarar falta de intimidade. Concordar nas ideias pode ser uma maneira de estabelecer uma relação sem muita profundidade visto que não existe muitas diferenças e, portanto, poucos acertos e negociações.</p>
<p>Tenho visto que cada vez mais as pessoas sabem apenas se relacionar com pessoas que compartilham do mesmo ponto de vista que elas. Talvez isso se dê pelo fato de que cada vez mais temos vivido uma sociedade intolerante que precisa que todos pensem da mesma maneira para não ter discussões. No entanto, não está no ato de infringir o status quo, o conhecido, o germe de evolução? Uma sociedade com cada vez mais concordância não poderia se tornar uma sociedade cada vez mais pobre também?</p>
<p>Abraço</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Emoções e critérios</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2015/10/28/emocoes-e-criterios/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Oct 2015 11:03:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Eu estou com muito medo. &#8211; Mas porque, não queria ser pai? &#8211; Queria&#8230; mas sabe&#8230; é como se eu fosse perder algo entende? &#8211; O que, por exemplo? &#8211; Não me vejo mais com a mesma liberdade. &#8211; Sim&#8230; é verdade, a liberdade muda. &#8211; Então&#8230; isso me dá medo de perder. &#8211; &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2015/10/28/emocoes-e-criterios/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Emoções e critérios</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Eu estou com muito medo.</p>
<p>&#8211; Mas porque, não queria ser pai?</p>
<p>&#8211; Queria&#8230; mas sabe&#8230; é como se eu fosse perder algo entende?</p>
<p>&#8211; O que, por exemplo?</p>
<p>&#8211; Não me vejo mais com a mesma liberdade.</p>
<p>&#8211; Sim&#8230; é verdade, a liberdade muda.</p>
<p>&#8211; Então&#8230; isso me dá medo de perder.</p>
<p>&#8211; Entendo. Mas eu disse que sua liberdade muda, não que você a perde.</p>
<p>&#8211; Como assim?</p>
<p>&#8211; O que você vai ganhar sendo pai?</p>
<p>&#8211; O filho né? Sei lá&#8230; brincar com ele, cuidar dele acho que são coisas divertidas.</p>
<p>&#8211; Sim&#8230; a sua liberdade muda&#8230; vai perder uma saída &#8220;na hora que me dá na telha&#8221;, mas vai ganhar o sorriso do seu filho quando brincar com ele.</p>
<p>&#8211; Hum&#8230; pensando assim&#8230;</p>
<p>&#8211; O que acontece?</p>
<p>&#8211; Parece que não fica mais tão assustador&#8230; estou pensando nas outras coisa que vão começar a acontecer&#8230; dá até ânimo.</p>
<p>&#8211; Ótimo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Num primeiro momento você se pergunta: o que emoções, tão subjetivas e imprevisíveis tem a ver com critérios? Será que elas são assim mesmo, tão imprevisíveis e subjetivas? Vem comigo.</p>
<p><span id="more-4625"></span></p>
<p>Emoções possuem o que chamamos de EEC, ou <strong>Estímulo Emocionalmente Competente.</strong> Este estímulo é que &#8220;dispara&#8221; a reação emocional em nós. Assim quando percebemos qual o EEC que dispara uma determinada emoção em uma pessoa, podemos ter um grau grande de certeza de que na presença daquele estímulo ela sentirá determinada emoção.</p>
<p>Por exemplo, a perda de um filho é um EEC muito poderoso (leia-se eficaz) para a espécie humana em relação à emoção da tristeza. Histórias de perdas em geral nos inspiram a sentir tristeza. Outro EEC conhecido é a presença repentina de um animal feroz que nos induz ao medo ou à surpresa. Mas existem outros EECs mais sutis e relacionado à história pessoal da pessoa, à sua percepção de um evento ou aos critérios que ela usa no seu dia a dia.</p>
<p>O caso acima, por exemplo, registra um homem sentindo medo de ter um filho. O medo advém da ameaça de &#8220;perder sua liberdade&#8221;. Neste caso existem dois elementos importantes: a valorização da liberdade e sua percepção como &#8220;poder sair à qualquer hora&#8221; junto com o fato de perceber a perda disso. Temos, então, o valor liberdade junto com o critério &#8220;perda&#8221;, o resultado é medo.</p>
<p>Quando trabalhamos flexibilizando a sua percepção do que é liberdade junto com a ideia de ganho ele passou a sentir-se mais animado em relação ao nascimento do filho. O valor da liberdade foi mantido e o critério de perda foi transformado em ganho o que, por si só, mudou a percepção da situação geral e o fez sentir-se de uma outra maneira.</p>
<p>Nossas emoções respondem aos EECs assim como aos critérios que empregamos em nossas vidas. Quando mudamos os critérios ou lhe damos um novo entendimento isso afeta a maneira pela qual o mesmo EEC é percebido em nossa mente e isso modifica a resposta que damos à ele, inclusive a resposta emocional. Perceber os critérios que usamos em nosso dia a dia é uma maneira muito eficaz de saber como podemos administrar melhor nossas reações emocionais.</p>
<p>A tristeza, por exemplo, tem a ver com perdas. Assim se sou uma pessoa que tende a perceber aquilo que está perdendo, a tendência é que eu sinta mais tristeza do que outras. Se sou uma pessoa que encontra perigo em tudo a tendência é que eu seja uma pessoa que sente muito medo, ansiedade ou raiva, visto que ameaça é um critério importante para estas emoções (você nunca vai ver alguém com medo de algo que não o ameace de alguma maneira).</p>
<p>Modificar critérios, aprender a empregá-los de uma maneira diferente, flexibilizá-los (como fizemos acima) são algumas das estratégias que nos ajudam a trabalhar com nossos critérios e, por conseguinte, com nossas emoções. Outro caminho é perceber as emoções e sentimentos que você mais sente e, com isso, buscar o critérios que as nutrem e, então, empregar as estratégias citadas acima.</p>
<p>Que critérios são importantes para você?</p>
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		<title>Amar e odiar</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2015/10/02/amar-e-odiar/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Oct 2015 11:47:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Akim&#8230; eu não sei direito o que faço. &#8211; Com o que? &#8211; Eu estou meio desesperada&#8230; eu amo o meu namorado, você sabe! &#8211; Sim. &#8211; Mas às vezes me dá uma raiva dele! &#8211; Quando, por exemplo? &#8211; Esses dias ele me deu umas flores, levou lá no meu trabalho. Eu amei, &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2015/10/02/amar-e-odiar/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Amar e odiar</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Akim&#8230; eu não sei direito o que faço.</p>
<p>&#8211; Com o que?</p>
<p>&#8211; Eu estou meio desesperada&#8230; eu amo o meu namorado, você sabe!</p>
<p>&#8211; Sim.</p>
<p>&#8211; Mas às vezes me dá uma raiva dele!</p>
<p>&#8211; Quando, por exemplo?</p>
<p>&#8211; Esses dias ele me deu umas flores, levou lá no meu trabalho. Eu amei, todo mundo fez gracinha comigo, mas eu amei mesmo assim. Depois eu fiquei olhando as flores um tempão e me senti meio mal sabe?</p>
<p>&#8211; Mal como?</p>
<p>&#8211; Não sei&#8230; me deu tipo um frio na barriga, na espinha, em tudo!</p>
<p>&#8211; Hum&#8230; este tipo de sensação tem a ver com ansiedade ou medo muitas vezes. Você sentiu algo assim?</p>
<p>&#8211; Acho que sim&#8230; eu fiquei tão feliz quando ganhei as flores&#8230; mas daí&#8230; olhando para elas pensei que tudo pode acabar um dia sabe?</p>
<p>&#8211; Sei&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Todos dizem que amor e ódio andam juntos. Amar alguém e ao mesmo tempo sentir ódio dessa pessoa por um determinado comportamento em uma determinada situação são coisas comuns aos casais no mundo. Porém existe um outro tipo de raiva que se manifesta, às vezes, de uma forma mais sutil e que tem a ver com um tema muito profundo, com a própria essência do que é amar.</p>
<p>No livro &#8220;Amor líquido&#8221; Zygmunt Bauman faz uma colocação que me tocou profundamente à respeito da natureza do amor e dos vínculos que criamos. Ele disse que amar, de certa forma, é indeterminar o seu futuro com alguém. Enquanto estamos sozinhos nossa vida é imprevisível, mas é apenas nossa. Quando estamos com alguém as decisões dessa pessoa influenciam diretamente a nossa vida. É como se o grau de incerteza sobre o amanhã pudesse aumentar a partir das relações. Assumir isso e saber viver nesta incerteza é um sinal da aceitação da natureza do amor.</p>
<p>Qual seria essa natureza? Ele é uma emoção viva. E como tudo o que é vivo, pode morrer. Das várias metáforas que existem sobre o amor a de que ele é um jardim que precisa de cuidado constante assim como de admiração e planejamento é uma das que mais gosto. Amar dá trabalho e ao mesmo tempo é lindo e ao mesmo tempo incerto e ao mesmo tempo precisamos estar cuidando o tempo todo. Aceitar essa natureza nos coloca numa situação de fragilidade, ou seja, estamos entrelaçados com alguém e com uma emoção.</p>
<p>É aí, que pode nascer a raiva ao amar alguém.</p>
<p>Amar não traz garantias. Todos os sonhos que criamos podem ou não virar realidade. Isso faz parte da natureza de amar. Esta percepção pode causar medo quando a pessoa não sabe como reagir à ela. Que tipo de medo? Por exemplo, se imagino uma vida perfeita, se meus limites são muito rígidos e eu não sei como lidar com imprevisibilidade qualquer sinal vindo do outro que meus planos meticulosos podem não sair como planejei pode ocasionar em medo de perder meus planos, ou de me sentir um frustrado de não concluir aquilo que quero.</p>
<p>O medo pode tornar-se uma raiva secreta, sentida e nunca afirmada, muitas vezes nem pela própria pessoa. Ou seja, é possível ter a emoção do medo e da raiva sem sentir estas emoções e &#8211; por conseguinte &#8211; sem ter consciência dela. Este medo e e esta raiva assumem uma fórmula parecida com o seguinte: &#8220;amo você e quero viver com você minha vida, farei trocas e negociarei meus próprios desejos afim de seguir o desejo de estar com você. Odeio você por ser o objeto que causa em mim este desejo de indefinir minha vida e negociar meus próprios desejos. Você me tira do controle de mim mesmo&#8221;.</p>
<p>O mais correto seria afirmar que &#8220;temo você&#8221;, visto que atribuo à você todo este poder. Porém a emoção da raiva fica mais evidente e, em geral, começamos por ela para, então chegar ao medo. Mas como lidar com o medo?</p>
<p>Medo é fantasia, medo é a sensação de que poderemos ser feridos de alguma maneira. Temo aquilo que penso que pode me causar dano. O que tememos do amor, em geral, são as traições, o fim, as quebras de contratos. Tudo isso, porém, deve ser levado num nível mais profundo, ou seja, porque tememos isso tudo? O que se teme, de certa forma, é o rompimento. Tudo aquilo que tememos é algo com o qual não sabemos lidar. Então as pessoas pensam: &#8220;estou investindo tanto nesta relação, e se ela acabar?&#8221;</p>
<p>Sempre que nos colocamos um problema, uma das primeiras coisas que precisamos fazer é compreender o tipo de problema que estamos criando. A maneira de formular uma pergunta é fundamental nesses momentos, dependendo de como formulo uma questão, chegarei à um resultado ou à outro. O problema com a maneira pela qual as pessoas temem o amor é porque elas concebem o amor de uma maneira errada, por isso o temem o seu fim. O amor é algo vivo, portanto pode falecer. Uma vez que faleça, não há nada para fazer. Portanto o amor só pode ser vivido enquanto algo que está acontecendo e não algo num futuro ou no passado.</p>
<p>Compreender o amor assim é compreender que ele &#8220;é&#8221;, ele não foi e nem será. É óbvio que podemos &#8211; e devemos &#8211; fazer planos, mas compreender que o amor ocorre no aqui e agora é a solução para o medo que temos de um futuro possível em relação aos vínculos que criamos. Sempre questiono meus clientes da seguinte maneira: sim, você pode investir nessa relação e ele (a) terminar com você mais tarde. Porém, ele (a) também pode simplesmente morrer. E aí você não terá mais uma relação do mesmo jeito, se ele(a) morresse daqui a duas semanas, o que você faria? Boa parte me responde que iria aproveitar o máximo possível. Porque não fazer isso sempre, então?</p>
<p>A compreensão de que as relações e amor pode acabar não invalida o que existe. Aprender a fazer planos vivendo o que existe e compreendendo que mudanças nos nossos planos são inevitáveis é uma das soluções que ajuda as pessoas a vencerem o medo oculto que qualquer relacionamento sério traz consigo. Ao vencer o medo, o ódio e a raiva nem sequer tem lugar. Ao final, o que realmente descobrimos é que o maior medo que temos não é, de fato, o medo do fim de alguma coisa, o maior medo que temos é de sermos felizes e aceitarmos esta felicidade em nós. Porque nada deixa o ser humano mais transparente, &#8220;frágil&#8221; e aberto que a felicidade. Nela, não seguramos nada, não mentimos nada, apenas aceitamos as coisas tal como são e vivemos elas da melhor forma possível. Aceitar isso é abrir mão de ilusões, é desiludir-se da vida e aceitar a vida&#8230; e isso pode ser muito difícil.</p>
<p>Abraço</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Timidez</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Sep 2015 10:52:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; &#8211; Mas é que&#8230; aí, não sei o que dizer &#8211; Não sabe? Bem, o que as pessoas dizem quando puxam assunto com alguém? &#8211; Ai&#8230; &#8220;oi&#8221;, &#8220;que roupa legal&#8221;, ou tipo, puxam um assunto que a outra pessoa está falando. &#8211; Sim, você não sabe dizer isso? &#8211; Pensando assim eu sei. &#8211; &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2015/09/16/timidez/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Timidez</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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<p>&#8211; Mas é que&#8230; aí, não sei o que dizer</p>
<p>&#8211; Não sabe? Bem, o que as pessoas dizem quando puxam assunto com alguém?</p>
<p>&#8211; Ai&#8230; &#8220;oi&#8221;, &#8220;que roupa legal&#8221;, ou tipo, puxam um assunto que a outra pessoa está falando.</p>
<p>&#8211; Sim, você não sabe dizer isso?</p>
<p>&#8211; Pensando assim eu sei.</p>
<p>&#8211; Mas?</p>
<p>&#8211; Mas&#8230; e se a pessoa não gostar ou me achar intrometida?</p>
<p>&#8211; O que pode acontecer?</p>
<p>&#8211; Ela vai me dar um corte!</p>
<p>&#8211; E?</p>
<p>&#8211; É ruim ganhar um corte.</p>
<p>&#8211; É. E?</p>
<p>&#8211; Como assim &#8220;e&#8221;?</p>
<p>&#8211; É ruim ganhar um corte, ponto. E&#8230; qual o problema? Você vai morrer se receber um? Ninguém pode dar um corte em você? Você acha que é imune à cortes?</p>
<p>&#8211; Não sei&#8230; ai sei lá&#8230; não vou morrer&#8230; mas&#8230; é&#8230;</p>
<p>&#8211; Você não sabe o que fazer com isso, mas &#8220;isso&#8221;, ou seja, um corte, uma rejeição, é &#8220;só isso&#8221; e você não será o primeiro e nem o último ser humano a vivenciar isso.</p>
<p>(fica me olhando com cara de surpresa)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Muitas pessoas não são exatamente &#8220;tímidas&#8221;, mas sim pessoas com um simples medo de rejeição. Porque as pessoas temem algo que é tão comum na vida?</p>
<p><span id="more-4404"></span></p>
<p>No caso da rejeição o que achamos no consultório são duas vertentes básicas. Na primeira delas temos uma auto imagem idealizada e superprotegida. O que isso significa? É a pessoa que quando pensa em si, se imagina de uma maneira muito boa, otimista e forte. Porém esta auto percepção é enganosa porque foi criada dentro de um ambiente extremamente específico, ou seja, na casa dos papais.</p>
<p>Neste ambiente a pessoa realmente podia tudo, fazia tudo, o que fala é ouvido e o que deseja atendido. Isso cria uma falsa noção de poder pessoal. A pessoa, no fundo, sabe que o &#8220;mundo lá fora&#8221; não é assim e como não sabe como lidar com o que não é super proteção ela sente medo. Assim aquela pessoa forte e admirável não passa de uma vitrine sem conteúdo conforme gosto de dizer. Ela sabe ser &#8220;super&#8221; quando está dentro da casa dos papais, mas fora dela é um &#8220;mini&#8221;.</p>
<p>A segunda vertente é uma pessoa altamente cobrada com auto imagem, muitas vezes, inferiorizada. Enquanto no caso acima tínhamos alguém que se achava super em casa e mini fora, aqui temos uma pessoa que &#8220;sabe que é mini&#8221; o tempo todo. Assim, quando está em casa mede as palavras para não levar bronca e quando sai tem certeza que é melhor ficar calado para não receber bronca.</p>
<p>Ambos possuem uma auto imagem deturpada que acaba colidindo no mesmo problema: não conseguir lidar com a rejeição. O primeiro não quer sentir porque não sabe o que fazer com ela, o segundo está cansado dela e prefere não correr o risco &#8211; que na cabeça dele não é um risco, é uma certeza. De qualquer forma o medo da rejeição é igual à ambos e está organizado em torno desta auto imagem deficiente.</p>
<p>Aprender a ter uma auto imagem mais realista e conseguir construir interesse em torno de sua própria auto imagem é o início de um caminho que levará a pessoa a sentir-se interessante e bem quista &#8211; por ela mesma, essa &#8220;coisa&#8221; que chamamos de &#8220;auto estima&#8221;. Porém, isso não fecha o problema do medo da rejeição.</p>
<p>No primeiro caso temos que trabalhar com a qualidade de sustentar-se sobre as próprias pernas. O super protegido precisa de pessoas o tempo todo para sentir-se bem. Ele só sabe sentir-se bem assim. Necessita de alguém aceitando tudo o que quer. Rejeição para ele significa a ausência disso, ser rejeitado, de fato é &#8220;o fim&#8221;. Assim essa pessoa precisa aprender que ser rejeitado é apenas isso, uma opção de uma outra pessoa. Nunca agradamos todo mundo, desejar isso é um desejo deslocado, irreal e o super protegido não sabe disso. Ele precisa dessa realidade para desvincular-se de uma auto imagem que tudo pode e tudo recebe para algo mais realista.</p>
<p>Já o super cobrado &#8211; vamos chamar assim &#8211; precisa compreender que sua família de origem é muito cobradora, mas que o resto do mundo oferece outras oportunidades. Suas qualidades podem ser admiradas por pessoas fora do círculo familiar e ele pode sentir-se feliz e acolhido. É importante, também, saber lidar com a auto imagem e torná-la mais real no sentido de dar o devido valor ás suas qualidades, algo que a família que é super exigente não sabe fazer.</p>
<p>Para este a rejeição é a confirmação de que ele, de fato, não vale nada. Ao contrário do super protegido que entra em choque com a rejeição (&#8220;como assim você me rejeita?&#8221;) o super cobrado se diz: &#8220;é&#8230; eu já imaginava isso, sou mesmo um otário&#8221;. Questionar este posicionamento e ajudá-lo a compreender que a rejeição não define o seu &#8220;eu&#8221;, mas sim, apenas a escolha do outro e que existem outras pessoas que vão gostar de &#8220;quem ele é&#8221; é fundamental para este caso.</p>
<p>E com isso ambos podem aprender a ter novas relações, a lidar com o medo da rejeição que é, nestes casos, o verdadeiro sentido por detrás da palavra &#8220;timidez&#8221;.</p>
<p>Abraço</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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