<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Sonhos - Akim Neto Psicólogo Clínico</title>
	<atom:link href="https://akimneto.com.br/tag/sonhos/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://akimneto.com.br/tag/sonhos/</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Fri, 25 Mar 2022 19:51:22 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.0.9</generator>
<div class="fcbkbttn_buttons_block fcbkbttn_arhiv" id="fcbkbttn_left"><div class="fcbkbttn_like fcbkbttn_large_button"><fb:like href="https://akimneto.com.br/tag/sonhos/feed" action="like" colorscheme="light" layout="standard"  width="225px" size="large"></fb:like></div></div>	<item>
		<title>Olhar para o passado, olhar para o futuro</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/12/20/olhar-para-o-passado-olhar-para-o-futuro/</link>
					<comments>https://akimneto.com.br/2021/12/20/olhar-para-o-passado-olhar-para-o-futuro/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Dec 2021 22:00:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Aprendizagem]]></category>
		<category><![CDATA[Auto-confiança]]></category>
		<category><![CDATA[confrontar]]></category>
		<category><![CDATA[conquistas]]></category>
		<category><![CDATA[Emoções]]></category>
		<category><![CDATA[expressar]]></category>
		<category><![CDATA[foco]]></category>
		<category><![CDATA[futuro]]></category>
		<category><![CDATA[Medo]]></category>
		<category><![CDATA[Mudança]]></category>
		<category><![CDATA[passado]]></category>
		<category><![CDATA[Psicoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde mental]]></category>
		<category><![CDATA[Sonhos]]></category>
		<category><![CDATA[Vida]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.akimpsicologo.com.br/blog/?p=6755</guid>

					<description><![CDATA[<p>&#8211; E foi daí que eu fiquei pensando no que eu fiz até hoje. &#8211; E em que conclusão chegou? &#8211; Eu vi que não estava fazendo nada de bom. Não que eu não tenha feito nada legal na minha vida, mas é que&#8230; &#8211; Que? &#8211; Que eu não fiz algo por mim. &#8211; &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/12/20/olhar-para-o-passado-olhar-para-o-futuro/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Olhar para o passado, olhar para o futuro</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br/2021/12/20/olhar-para-o-passado-olhar-para-o-futuro/">Olhar para o passado, olhar para o futuro</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br">Akim Neto Psicólogo Clínico</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; E foi daí que eu fiquei pensando no que eu fiz até hoje.</p>
<p>&#8211; E em que conclusão chegou?</p>
<p>&#8211; Eu vi que não estava fazendo nada de bom. Não que eu não tenha feito nada legal na minha vida, mas é que&#8230;</p>
<p>&#8211; Que?</p>
<p>&#8211; Que eu não fiz algo por mim.</p>
<p>&#8211; Ok. Agora a pergunta importante: o que você vai fazer com isso?</p>
<p>&#8211; Pois é, não sei&#8230; fiquei pensando no que eu fiz sabe?</p>
<p>&#8211; Sim. E eu gostaria de te convidar para pensar no que você vai fazer.</p>
<p>&#8211; Pra mim sempre foi difícil fazer isso entende?</p>
<p>&#8211; Sim, por isso mesmo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Queremos entender o passado. Entramos em terapia e o entendemos. Perfeito. O que fazemos agora? Passado resolvido, o que nos resta? O futuro. Muitas pessoas fazem grande confusão entre entender o passado e construir o futuro, tomando um como sinônimo do outro. Infelizmente a coisa não funciona assim.</p>
<p><span id="more-6755"></span></p>
<p>A psicoterapia tradicional aprendeu a focar no passado. A premissa é que olhando para o passado compreendemos o presente. Esta premissa é válida para muitas situações, obviamente, porém ela não é um referencial estático para tudo o que ocorre em nossas vidas. Muitas vezes nosso comportamento presente distingue-se do passado em detrimento de uma motivação nova que surge. A adolescência é um exemplo de como o comportamento passado nem sempre é a melhor referência para o comportamento futuro e presente.</p>
<p>Além disso, existe outro fator importante entre o passado e o futuro. O passado é dado, o futuro é possibilidade. Enquanto podemos &#8220;saber&#8221; o que aconteceu no passado, não podemos fazer o mesmo com o futuro. O passado pode ser compreendido (e existem muitas formas de &#8220;entender&#8221; o passado), o futuro, por sua vez, é construído. Dizer isso não é apenas estabelecer um jogo de palavras, mas sim mostrar que o comportamento entre estes dois tempos são diferentes. O passado é interpretativo, serve como referência, o futuro exige ação, pois ele será construído.</p>
<p>Assim sendo, muitas pessoas desejam criar o futuro refletindo sobre seu passado. Não funciona. Obviamente existem situações em que a pessoa repete no presente comportamentos passados que são inadequados para construir o futuro. Este é um dos casos em que é necessário mudar a relação que a pessoa mantém com o passado. Porém, em muitos outros isso não se faz necessário. Em outros casos o grande &#8220;problema&#8221; é que a pessoa não consegue olhar para o futuro, arregaçar as mangas e começar a construir. É uma atitude diferente e ousada em relação à contemplar o passado &#8220;imutável&#8221;.</p>
<p>Olhar para o futuro exige tomar decisões também. Enquanto o passado é reflexivo, ou seja, permite várias interpretações, o futuro não permite. Não é possível ir para a praia, campo e dar uma passadinha na cidade ao mesmo tempo. É preciso definir para onde se deseja ir e ir. Assumir a responsabilidade em relação aos meios e formas de chegar nesse futuro também é uma tarefa de &#8220;olhar para frente&#8221;. Essas são atitudes importantes que nem sempre as pessoas tem. Assim sendo torna-se mais seguro olhar para trás.</p>
<p>Muitas vezes a dificuldade é ainda outra. Alguns se apegam ao passado. Um cena que define suas vidas e frente à qual não se sentem aptos, merecedores ou interessados em deixar para trás. Nesse caso o passado não define apenas o futuro, ele define a essência da pessoa. Manter-se no passado é dizer não à vida, pois ela acontece no presente e segue em direção ao futuro. Assim sendo é importante sempre saber olhar em ambas as direções de maneira saudável: o passado como referência e aprendizado e o futuro como construção do &#8220;por vir&#8221;. Assim os tempos se integram ao invés de competirem entre si.</p>
<p>Abraço</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br/2021/12/20/olhar-para-o-passado-olhar-para-o-futuro/">Olhar para o passado, olhar para o futuro</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br">Akim Neto Psicólogo Clínico</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://akimneto.com.br/2021/12/20/olhar-para-o-passado-olhar-para-o-futuro/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A importância de saber vencer</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/10/20/a-importancia-de-saber-vencer/</link>
					<comments>https://akimneto.com.br/2021/10/20/a-importancia-de-saber-vencer/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Oct 2021 22:00:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
		<category><![CDATA[Auto Expressão]]></category>
		<category><![CDATA[Auto-imagem]]></category>
		<category><![CDATA[confrontar]]></category>
		<category><![CDATA[conquistas]]></category>
		<category><![CDATA[Controle]]></category>
		<category><![CDATA[Emoções]]></category>
		<category><![CDATA[Escolhas]]></category>
		<category><![CDATA[expressar]]></category>
		<category><![CDATA[Mudança]]></category>
		<category><![CDATA[Psicoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[Sonhos]]></category>
		<category><![CDATA[Vida]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.akimpsicologo.com.br/blog/?p=6348</guid>

					<description><![CDATA[<p>&#8211; Eu não consigo relaxar Akim &#8211; Claro que não. &#8211; Mas porque? Eu ganhei, agora não tenho que me preocupar mais! &#8211; Tem sim &#8211; Com o que? &#8211; Com &#8220;a próxima&#8221; &#8211; É verdade&#8230; &#8211; É? Você tem que ficar se preocupando a ponto de não relaxar? &#8211; Como assim, estou ficando confuso &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/10/20/a-importancia-de-saber-vencer/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">A importância de saber vencer</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br/2021/10/20/a-importancia-de-saber-vencer/">A importância de saber vencer</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br">Akim Neto Psicólogo Clínico</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Eu não consigo relaxar Akim</p>
<p>&#8211; Claro que não.</p>
<p>&#8211; Mas porque? Eu ganhei, agora não tenho que me preocupar mais!</p>
<p>&#8211; Tem sim</p>
<p>&#8211; Com o que?</p>
<p>&#8211; Com &#8220;a próxima&#8221;</p>
<p>&#8211; É verdade&#8230;</p>
<p>&#8211; É? Você tem que ficar se preocupando a ponto de não relaxar?</p>
<p>&#8211; Como assim, estou ficando confuso cara!</p>
<p>&#8211; Ora, você precisa se preocupar como se não soubesse o que fazer e o próximo jogo fosse uma coisa completamente abstrata na sua mente?</p>
<p>&#8211; Não, não é bem assim&#8230;</p>
<p>&#8211; Então&#8230; que tal pensar em como vai vencer o próximo jogo?</p>
<p>&#8211; Nunca penso nisso.</p>
<p>&#8211; Claro que não, você se preocupa em não perder!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Pode parecer estranho, mas muitas pessoas não sabem vencer. E não estou falando sobre o &#8220;mau vencedor&#8221;, estou falando de pessoas que tem dificuldade, por exemplo, em se imaginar vencendo na vida. Porque isso acontece?</p>
<p><span id="more-6348"></span></p>
<p>Muitas pessoas relatam o medo de perder. É interessante notar que &#8220;medo de perder&#8221; não significa vontade de vencer. Assim sendo, é comum focar-se demasiadamente na possibilidade da derrota e nunca concentrar-se em ganhar. O erro é crer que focar-se em &#8220;não perder&#8221; é o mesmo que focar-se em ganhar. Embora muitas pessoas possam vencer na busca de se afastar da derrota, o efeito gerado emocionalmente não é o mesmo.</p>
<p>Pessoas que buscam por algo, tem a sensação de conquista e preenchimento. Quando, no entanto, o desejo é afastar-se de algo, a sensação é de alívio e tranquilidade. Embora possa parecer algo pequeno e tolo, esta diferença traz muitos resultados na mente da pessoa. A sensação de conquista é alicerçadora do caráter, fortalece a pessoa e sua auto estima. A sensação de alívio não, ela é apenas uma tranquilizadora momentânea que afasta, naquele momento, a pessoa de uma sensação desprazerosa.</p>
<p>Assim sendo, a questão é: o que ocorre depois de uma vitória? A pessoa que se foca em conquistas, consegue mais uma vitória para o seu rol. Tende a alicerçar sua auto estima e caráter e fortalecer sua auto imagem. Ela sente-se conquistadora, merecedora de algo que conseguiu mediante esforço. Já quando a pessoa foca em afastar-se da derrota, o próximo evento é igual ao anterior. Em outras palavras a pergunta que a pessoa motivada por afastamento se faz é: será que vou conseguir escapar dessa agora? Quando conseguem, a experiência alimenta uma auto imagem negativa de &#8220;sobrevivente&#8221; (ufa, consegui escapar de mais uma encrenca) e não uma positiva &#8220;conquistador&#8221; (aprendi o que devo fazer e me sinto mais apto para o próximo desafio).</p>
<p>As pessoas que tem dificuldades em trabalhar com motivação de aproximação, em geral, tem dificuldades em vencer. Um exemplo típico é a pessoa que tem medo de conflitos. Na verdade, quando ela pensa em entrar numa discussão, imediatamente pensa que vai perder a discussão. Tende a criar vários cenários e, em todos, ela acaba saindo perdedora. Esta falta de perspectiva de &#8220;é possível vencer&#8221;, faz com que ela sequer cogite a possibilidade das coisas darem certo.</p>
<p>Assim sendo é importante aprender a vencer no sentido de aceitar esta possibilidade e buscá-la de forma ativa. Não se trata de ser &#8220;errado&#8221; pensar da outra maneira, afinal de contas, ela é muito útil. A questão é saber usar a atitude positiva se permitindo crer um possível vencedor. Foco no acerto, busca por um desempenho e compreensão maiores e melhores fazem parte do repertório de quem busca a vitória ativamente. Enquanto que a estagnação tende a ser um comportamento de quem evita a derrota.</p>
<p>Agora o leitor pode perguntar: vencer o que? Minha resposta é: qualquer coisa. A vida nos traz inúmeros desafios e criamos outros por conta própria. Assim sendo &#8220;vencer&#8221; é importante como uma atitude de vida. Nada tem a ver com vencer a qualquer custo e sim com aprender a usufruir do esforço em fazer algo afim de enriquecer sua vida interior com as experiências pelas quais passamos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br/2021/10/20/a-importancia-de-saber-vencer/">A importância de saber vencer</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br">Akim Neto Psicólogo Clínico</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://akimneto.com.br/2021/10/20/a-importancia-de-saber-vencer/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A ilusão do &#8220;faça mais&#8221;</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/08/09/a-ilusao-do-faca-mais/</link>
					<comments>https://akimneto.com.br/2021/08/09/a-ilusao-do-faca-mais/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Aug 2021 22:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Emoções]]></category>
		<category><![CDATA[Escolhas]]></category>
		<category><![CDATA[foco]]></category>
		<category><![CDATA[futuro]]></category>
		<category><![CDATA[identidade]]></category>
		<category><![CDATA[incapacidade]]></category>
		<category><![CDATA[Insegurança]]></category>
		<category><![CDATA[Medo]]></category>
		<category><![CDATA[Psicoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde mental]]></category>
		<category><![CDATA[Sonhos]]></category>
		<category><![CDATA[Tranquilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Vida]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.akimpsicologo.com.br/blog/?p=6835</guid>

					<description><![CDATA[<p>&#8211; Eu estou me sentindo mal, porque eu faço um monte de coisas, mas&#8230; &#8211; &#8220;Não resolve nada&#8221;? &#8211; É, como se fosse isso. &#8211; Especificamente, o que você sente em relação ao que você faz? &#8211; Eu acho legal tudo o que estou fazendo&#8230; mas a sensação é que preciso fazer mais. &#8211; Porque &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/08/09/a-ilusao-do-faca-mais/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">A ilusão do &#8220;faça mais&#8221;</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br/2021/08/09/a-ilusao-do-faca-mais/">A ilusão do &#8220;faça mais&#8221;</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br">Akim Neto Psicólogo Clínico</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Eu estou me sentindo mal, porque eu faço um monte de coisas, mas&#8230;</p>
<p>&#8211; &#8220;Não resolve nada&#8221;?</p>
<p>&#8211; É, como se fosse isso.</p>
<p>&#8211; Especificamente, o que você sente em relação ao que você faz?</p>
<p>&#8211; Eu acho legal tudo o que estou fazendo&#8230; mas a sensação é que preciso fazer mais.</p>
<p>&#8211; Porque &#8220;mais&#8221;?</p>
<p>&#8211; Não sei.</p>
<p>&#8211; &#8220;Mais&#8221; é o termo correto ou fazer algo que &#8220;realmente conta&#8221;, definiria melhor.</p>
<p>&#8211; Não tinha parado para pensar nisso até agora&#8230; mas faz sentido.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&#8220;Faça mais e melhor&#8221;, &#8220;carpe diem&#8221;, &#8220;a vida é para ser vivida&#8221;. Todas essas frases referem-se ao mesmo tipo de questão: você tem que fazer mais. Porém até que ponto é realmente necessário fazer mais? Se não fizermos &#8220;mais coisas&#8221; não vamos estar perdendo tempo de vida? Essas perguntas são uma das bases da angústia emocional da sociedade contemporânea.</p>
<p><span id="more-6835"></span></p>
<p>Eu assisti &#8220;A sociedade dos poetas mortos&#8221;. Adorei o filme, tinha 12 anos quando assisti e fui rapidamente assombrado com a ideia do tal &#8220;Carpe Diem&#8221;. Era verdade, eu tinha que aproveitar minha vida, não podia deixar para depois, eu ia &#8220;me tornar comida para vermes logo&#8221;, o que fazer? Como saber que eu estaria vivendo o &#8220;carpe&#8221; de minha vida? Como saber se ela era extraordinária? A resposta à estas inquietações não veio logo, obviamente, apenas anos depois eu poderia repousar com a cabeça mais tranquila e sentir que, com isso, estava &#8220;aproveitando o tempo&#8221;.</p>
<p>Entendi, com isso, que o mais importante é o valor da atividade que você faz. Este valor é o que a torna (ou não) &#8220;extraordinária&#8221;. Uma viagem maravilhosa para o Caribe com muita festa e animação pode ser o que você crê ser incrível, mas para uma pessoa introspectiva, por exemplo, fazer o caminho de Santiago de Compostela pode ser muito mais interessante. Hoje em dia, temos acesso à muitas atividades. Este acesso é um problema, porque associado à uma cultura consumista, cria a impressão de que para &#8220;viver a vida&#8221; temos que fazer tudo isso (ou estaremos jogando a vida fora).</p>
<p>O ponto é que a sensação de vida bem vivida não foi criada hoje. Desde a Grécia já se falava em &#8220;felicidade&#8221;. Assim sendo, esta emoção, assim como a sensação de ter uma vida com sentido, não tem nada a ver com a quantidade de atividades que fazemos (e muito menos se elas são super divertidas ou se foram partilhadas no facebook). Há uma diferença entre fazer &#8220;muitas coisas&#8221; e fazer o que lhe importa. Então recebo muitos clientes que dizem fazer muita coisa e não estarem felizes, e pergunto se eles querem fazer tudo isso. Eles retrucam dizendo que fizeram tudo aquilo, logo a felicidade deveria ter vindo, não é?</p>
<p>Não. Não é. Neste momento faço uma comparação (tosca eu sei): se tenho sede e vou caminhar, mato a minha sede? Não, a resposta é obvia. E se depois eu for ver um filme, comer pipoca, voltar para casa e ir para a academia, ler um livro e ir numa festa? Se eu fizer tudo isso, eu mato minha sede? Não. Porque? Porque a sede precisa de uma única ação: beber líquido. Assim as pessoas vivem suas vidas &#8220;fazendo coisas&#8221;, mas sem olhar para o mais importante: se elas querem fazer isso. Se estas atividades são, de alguma maneira realmente importantes para ela. Se o que você tem feito, realmente mata a sua sede, ou não.</p>
<p>E não adianta tomar por base premissas culturais, ideológicas, do colega, do tio ou da filosofia de vida que você quer usar, ou do artista que você admira. Ou a coisa lhe empresta sentido de vida ou não. Porque? Porque nós é quem damos sentido às &#8220;coisas&#8221;. &#8220;Fazer mais&#8221;é uma ilusão que nos cega para &#8220;o que queremos fazer&#8221; ou &#8220;o que temos que fazer&#8221;. Quando tenho sede, tenho que beber líquidos, água, de preferência. Não adianta outra coisa. Quando nosso vazio urge, algo irá preenchê-lo. Aquele algo e não qualquer algo. Ou ouvimos e buscamos ou deixamos de lado e ficamos &#8220;fazendo coisas&#8221;.</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br/2021/08/09/a-ilusao-do-faca-mais/">A ilusão do &#8220;faça mais&#8221;</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br">Akim Neto Psicólogo Clínico</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://akimneto.com.br/2021/08/09/a-ilusao-do-faca-mais/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Escolhas que evitam escolhas</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/06/25/escolhas-que-evitam-escolhas/</link>
					<comments>https://akimneto.com.br/2021/06/25/escolhas-que-evitam-escolhas/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Jun 2021 22:00:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Amor próprio]]></category>
		<category><![CDATA[Aprendizagem]]></category>
		<category><![CDATA[Auto Sabotagem]]></category>
		<category><![CDATA[confrontar]]></category>
		<category><![CDATA[Mudança]]></category>
		<category><![CDATA[Papel na relação]]></category>
		<category><![CDATA[Psicoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde mental]]></category>
		<category><![CDATA[Sonhos]]></category>
		<category><![CDATA[Vida]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.akimpsicologo.com.br/blog/?p=6496</guid>

					<description><![CDATA[<p>&#8211; Akim eu me decidi! &#8211; Sobre? &#8211; Resolvi que vou fazer um intercâmbio. &#8211; Que ótimo e para que? &#8211; Bem, para me ajudar a resolver aquelas questões sobre o que vou fazer da minha vida. &#8211; E como o intercâmbio vai te ajudar? &#8211; Ah, eu vou ficar uns seis meses fora e &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/06/25/escolhas-que-evitam-escolhas/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Escolhas que evitam escolhas</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br/2021/06/25/escolhas-que-evitam-escolhas/">Escolhas que evitam escolhas</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br">Akim Neto Psicólogo Clínico</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Akim eu me decidi!</p>
<p>&#8211; Sobre?</p>
<p>&#8211; Resolvi que vou fazer um intercâmbio.</p>
<p>&#8211; Que ótimo e para que?</p>
<p>&#8211; Bem, para me ajudar a resolver aquelas questões sobre o que vou fazer da minha vida.</p>
<p>&#8211; E como o intercâmbio vai te ajudar?</p>
<p>&#8211; Ah, eu vou ficar uns seis meses fora e daí penso sobre isso.</p>
<p>&#8211; Entendi, vai ficar evitando a questão por mais seis meses, mas, agora, com uma desculpa oficial.</p>
<p>&#8211; Não, não é isso&#8230;</p>
<p>&#8211; É claro que é&#8230; assuma, é mais fácil</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Todos temos escolhas que nos causam medo. Porém, muitas vezes somos craques em nos enganar. Fazemos escolhas para evitar escolher alguma coisa. O engano, no entanto, custa caro e, pior: não resolver o problema.</p>
<p><span id="more-6496"></span></p>
<p>Tem aquela piadinha do cúmulo da rebeldia: morar sozinho e fugir de casa. Isso ocorre em meu consultório quase todos os dias. Não é fácil seremos quem desejamos ser. O custo de nossa auto expressão é enfrentar a realidade e as consequências de nossas escolhas. Essas consequências, por vezes nos fazem ter de tomar atitudes as quais nos tiram de nossa zona de conforto, ameaçam nosso status quo e agridem o modelo de mundo que usamos em nosso dia a dia.</p>
<p>Por causa disso, evitamos algumas escolhas. Deixamos para depois, fingimos que esquecemos ou que não entendemos o que devemos fazer ou simplesmente negamos. Uma outra maneira de evitar essas escolhas é fazendo escolhas que parecem ir de encontro com o problema, mas na verdade evitam. Esta é uma forma de auto engano ou de auto sabotagem.</p>
<p>A questão é estar atento para a solução do problema. Alguns problemas são mais simples de serem percebidos porque tratam de questões objetivas. O caso que relatei acima, por exemplo, fala de uma pessoa que não quer começar a trabalhar. Resolve, então, tirar 6 meses fora para &#8220;pensar&#8221;. Visto que &#8220;pensar&#8221; é o que a pessoa já fazia e não resolveu, os seis meses de pensar a mais não vão ajudar também. O que está em jogo nessa situação é a equifinalidade, ou seja, a compreensão de que existem várias formas de fazer a mesma coisa. A pessoa já passara 6 meses fugindo de sua decisão no Brasil e, agora, desejava passar mais 6 meses fugindo dela fora.</p>
<p>Alguns temas são mais complicados porque envolvem dinâmicas inconscientes. Assim sendo, o filho que diz: &#8220;não quero ser igual ao meu pai&#8221;, pode estar, na verdade fugindo de um problema. Não ser igual ao pai não significa ser feliz ou saber o que fazer de sua vida, por exemplo. A negação da figura paterna ou materna não envolve a solução de um dilema interior.</p>
<p>Pelo contrário, pode mascarar. Muitas vezes o afastamento da figura dos pais é uma forma de evitar demonstrar o amor que se sente por eles. Desejamos nos afastar por vários motivos, mas nunca precisamos nos afastar de alguém que não gostamos. Se a pessoa não nos importa, não há motivo para ir para longe dela. Assim sendo, muitos filhos, ao invés de dizerem, por exemplo: &#8220;amo você pai/mãe, o que vocês me fazem me maltrata e não vou mais lidar com isso, deixo os seus problemas com vocês e sigo com os meus&#8221;, preferem se afastar deste embate.</p>
<p>Este afastamento é o tipo de escolha que evita a escolha em termos de dinâmica de relacionamento, que é um tipo mais complexo. A escolha de dizer &#8220;não&#8221; para os pais e sim para a sua vida ao mesmo tempo que afirma-se o amor é muito difícil e exige coragem porque expõe a pessoa e a coloca como responsável por si, algo que boa parte das pessoas prefere evitar.</p>
<p>Abraço</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br/2021/06/25/escolhas-que-evitam-escolhas/">Escolhas que evitam escolhas</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br">Akim Neto Psicólogo Clínico</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://akimneto.com.br/2021/06/25/escolhas-que-evitam-escolhas/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O medo como companheiro</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/06/11/o-medo-como-companheiro/</link>
					<comments>https://akimneto.com.br/2021/06/11/o-medo-como-companheiro/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Jun 2021 22:00:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
		<category><![CDATA[Auto-imagem]]></category>
		<category><![CDATA[confrontar]]></category>
		<category><![CDATA[conquistas]]></category>
		<category><![CDATA[Desejo]]></category>
		<category><![CDATA[Insegurança]]></category>
		<category><![CDATA[Medo]]></category>
		<category><![CDATA[Mudança]]></category>
		<category><![CDATA[Psicoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde mental]]></category>
		<category><![CDATA[Sonhos]]></category>
		<category><![CDATA[Vida]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.akimpsicologo.com.br/blog/?p=6354</guid>

					<description><![CDATA[<p>&#8211; E daí, falando com ele pelo telefone me deu um medo sabe? &#8211; Medo? Do que? &#8211; Não sei ao certo&#8230; foi um medo generalizado&#8230; &#8211; Hum&#8230; qual foi a sensação que você teve ao falar com ele pelo telefone? &#8211; Pois é&#8230; isso que acho estranho, eu estava me sentindo livre, estava uma &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/06/11/o-medo-como-companheiro/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">O medo como companheiro</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br/2021/06/11/o-medo-como-companheiro/">O medo como companheiro</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br">Akim Neto Psicólogo Clínico</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; E daí, falando com ele pelo telefone me deu um medo sabe?</p>
<p>&#8211; Medo? Do que?</p>
<p>&#8211; Não sei ao certo&#8230; foi um medo generalizado&#8230;</p>
<p>&#8211; Hum&#8230; qual foi a sensação que você teve ao falar com ele pelo telefone?</p>
<p>&#8211; Pois é&#8230; isso que acho estranho, eu estava me sentindo livre, estava uma conversa boa, do tipo &#8220;ok, agora aceitamos você aí&#8221;.</p>
<p>&#8211; Entendi. O que essa frase &#8220;aceitamos você aí significa&#8221;?</p>
<p>&#8211; Hum&#8230; não sei direito&#8230; mas talvez algo como &#8220;agora está por si só&#8221;?</p>
<p>&#8211; Sim.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O medo é uma das emoções mais antigas e mais presentes no homem. Como parte de nossa vida é sempre indeterminada, o medo é parte da condição humana. Por essa razão é importante aprender a lidar com ele.<br />
<span id="more-6354"></span></p>
<p>O fato é que todos sentem medo. Alguns mais, outros menos. Alguns aceitam e expressam mais isso enquanto outros tendem a esconder. Mas, como a vida é sempre incerta, o medo é uma emoção que paira sobre nossas cabeças. Esta emoção antiga e poderosa também nos coloca em movimento para nos defendermos daquilo que tememos, nos tornando mais ágeis e fortes ou para nos afastarmos.</p>
<p>Porém o mais difícil em relação ao medo é senti-lo. Um relato comum das pessoas é que quando entram em contato com a situação temida, o medo tende a desaparecer. Uma reação é a paralisia cuja função é de proteção (se você não sabe o que fazer, fique durinho e quietinho e talvez ninguém o perceba). As outras duas reações comuns são a fuga ou a luta. Em todos estes casos, o sentimento de medo parece sumir e o que resta é a realidade nua e crua.</p>
<p>Isso tem a ver com a natureza do medo. Seu tempo não é o presente, mas sim o futuro. A natureza do medo é mental, assim sendo, quando a situação se concretiza, ele desaparece e dá lugar a ação. Não é que a situação deixa de ser apavorante, mas é que você está lidando diretamente com ela e isso muda a sensação subjetiva do medo. Obviamente, existem situação que são tão terríveis que nos permitem tempo para pensar sobre um futuro ainda pior, o que aumenta o medo, como num sequestro.</p>
<p>A sensação de medo nos deixa desconfortáveis e a nosso desejo é se livrar disso. Frio na barria, suor frio e pernas bambas são alguns sintomas comuns. A mente nebulosa, palco de inúmeros cenários terríveis para nós ou ainda pior: a contemplação de um vazio aterrorizante, nos faz inquietos e menores.</p>
<p>Para lidar com a sensação que o medo cria é importante compreender sua função e o funcionamento de nossa mente. Aquilo que pensamos, principalmente quando o fazemos com força, tende a assumir um valor de realidade em nossa mente. Em outras palavras, pensar causa sensações e emoções muito próximas de uma situação real. O medo que temos em relação ao futuro tem a função de nos preparar para possíveis cenários negativos. o problema é que vivenciamos mentalmente estes cenários como se eles fossem realidade.</p>
<p>Assim sendo a questão é aprender a distinguir a realidade da ficção que criamos em nossa mente. Entender que a fantasia que criamos é apenas uma fantasia. Separar o momento futuro no qual essa fantasia ocorre do momento presente onde estamos é o segundo passo. Essas duas atitudes nos levam a compreender que tememos um cenário possível, mas que ele não está ocorrendo. Isso nos leva a duas perguntas: preciso me preocupar? Em caso positivo, como me preparar para lidar com a situação?</p>
<p>A preparação é a etapa final para lidar com o medo de maneira positiva. Ao compreender o que você teme e organizar uma resposta para isso, o medo tende a diminuir ou a se transformar em outra emoção. Isso não nos impede de sentir medo. Sempre sentiremos medo, ninguém &#8220;se livra&#8221; do medo. O que fazemos é reagir à ele, pois sua função é nos alertar para algo que pode nos trazer consequências negativas no futuro. A sensação ruim que sentimos é proporcional ao impacto que acreditamos que a situação temida terá em nossa vida.</p>
<p>Abraço</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br/2021/06/11/o-medo-como-companheiro/">O medo como companheiro</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br">Akim Neto Psicólogo Clínico</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://akimneto.com.br/2021/06/11/o-medo-como-companheiro/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Inveja</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/05/12/inveja/</link>
					<comments>https://akimneto.com.br/2021/05/12/inveja/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 May 2021 21:30:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
		<category><![CDATA[Amor próprio]]></category>
		<category><![CDATA[Companheirismo]]></category>
		<category><![CDATA[Emoção social]]></category>
		<category><![CDATA[Emoções]]></category>
		<category><![CDATA[identidade]]></category>
		<category><![CDATA[Insegurança]]></category>
		<category><![CDATA[Inveja]]></category>
		<category><![CDATA[Mudança]]></category>
		<category><![CDATA[Psicoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde mental]]></category>
		<category><![CDATA[Sonhos]]></category>
		<category><![CDATA[Vida]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.akimpsicologo.com.br/blog/?p=6082</guid>

					<description><![CDATA[<p>&#8211; Akim&#8230; eu não sei como te dizer isso. &#8211; O que é? &#8211; Me dá até vergonha &#8211; Do que? &#8211; Ai&#8230; sei lá&#8230; é que tem uma amiga minha&#8230; eu acho ela maravilhosa! &#8211; E? &#8211; E eu morro de inveja dela&#8230; meu Deus&#8230; tudo o que ela faz parece super&#8230; &#8211; Você &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/05/12/inveja/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Inveja</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br/2021/05/12/inveja/">Inveja</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br">Akim Neto Psicólogo Clínico</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Akim&#8230; eu não sei como te dizer isso.</p>
<p>&#8211; O que é?</p>
<p>&#8211; Me dá até vergonha</p>
<p>&#8211; Do que?</p>
<p>&#8211; Ai&#8230; sei lá&#8230; é que tem uma amiga minha&#8230; eu acho ela maravilhosa!</p>
<p>&#8211; E?</p>
<p>&#8211; E eu morro de inveja dela&#8230; meu Deus&#8230; tudo o que ela faz parece super&#8230;</p>
<p>&#8211; Você gostaria de ser ela?</p>
<p>&#8211; Nossa, sim!</p>
<p>A inveja é uma emoção dolorosa e potencialmente prejudicial. Considerada um pecado, ela é mais comum do que pensamos e possui relação estreita com nossa auto estima e a maneira que vivemos em sociedade.</p>
<p><span id="more-6082"></span></p>
<p>A inveja é uma emoção social, ou seja, precisamos de um contexto social para que ela esteja presente. Sentir inveja é desejar algo que não é seu ou que você não possui. Porém o detalhe sobre a inveja é que ela se relaciona diretamente com o sucesso que esta coisa tem na vida de outra pessoa. Esse detalhe é crucial no impacto que a inveja possui.</p>
<p>Ninguém sente inveja de uma aquisição que, de alguma maneira, não traga valorização social para uma pessoa. Se alguém consegue adquirir um bem que no seu sistema de crenças não melhora em nada a vida da pessoa, dificilmente você sentirá inveja. Se este bem não trouxer por aclamação social benefícios para a pessoa você também não sentirá inveja.</p>
<p>Pessoas que tramam contra alguma outra por inveja, em geral seguem duas vertentes: destruir a reputação moral do outro afim de que suas conquistas sejam invalidades ou conseguir tirar do outro a conquista seja tomando para si o mesmo objeto de interesse ou conseguindo um de &#8220;maior valor&#8221;. O objetivo, como se pode ver é obter algo que é do outro, este é o motivo que torna a inveja potencialmente destrutiva.</p>
<p>Outra causadora da inveja é a baixa auto estima. Adoro a frase de Nathaniel Branden que diz que auto estima é o estado de quem não está em guerra nem consigo e nem com outros. Assim sendo a inveja é uma emoção típica de baixa auto estima, visto que nos coloca instantaneamente em guerra conosco num primeiro momento e com os outros caso ela esteja realmente baixa.</p>
<p>Em uma palestra Leonardo Karnal diz que a verdadeira prova de amizade recai na pessoa que fica feliz pelo sucesso da outra. O ponto cai como uma luva na temática da inveja porque ela provoca exatamente o contrário. A inveja é uma mostra que as nossas &#8220;faltas&#8221; contam mais do que o sucesso de outra pessoa. Assim sendo, é uma demonstração clara de egocentrismo. Nesse sentido, não existe inveja boa, porque ela sempre coloca a pessoa em guerra.</p>
<p>O único ponto positivo que a inveja pode ter é de levar a pessoa a refletir sobre o que ela está fazendo com a vida dela. Dessa maneira, suas &#8220;faltas&#8221; se tornam mais evidentes e ela poderá correr atrás do que realmente quer. O contrário é ficar invejando as conquistas de outros pelo fato de não estar no mesmo patamar.</p>
<p>Ter a capacidade de sentir alegria pela conquista alheia, sem desejar para si é um belo exercício de desapego. Algo difícil em nossa sociedade atual que nos comanda a buscar &#8220;todas&#8221; as experiências prazerosas possíveis. Nesse sentido é que não conseguimos olhar para algo bom que a outra pessoa se fez sem desejar para nós o mesmo. A falta de reconhecimento de que a vida de cada um de nós é única ajuda o aumento de nossa inveja.</p>
<p>Abraço</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br/2021/05/12/inveja/">Inveja</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br">Akim Neto Psicólogo Clínico</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://akimneto.com.br/2021/05/12/inveja/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Ame o que você odeia em você</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/04/12/ame-o-que-voce-odeia-em-voce/</link>
					<comments>https://akimneto.com.br/2021/04/12/ame-o-que-voce-odeia-em-voce/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 12 Apr 2021 11:00:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
		<category><![CDATA[Auto-estima]]></category>
		<category><![CDATA[Auto-imagem]]></category>
		<category><![CDATA[Crenças]]></category>
		<category><![CDATA[Emoções]]></category>
		<category><![CDATA[identidade]]></category>
		<category><![CDATA[Insegurança]]></category>
		<category><![CDATA[julgamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Mudança]]></category>
		<category><![CDATA[Psicoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[Rejeição Amorosa]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde mental]]></category>
		<category><![CDATA[Sonhos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.akimpsicologo.com.br/blog/?p=6095</guid>

					<description><![CDATA[<p>&#8211; Eu vi algo em mim que não estou gostando. &#8211; O que é? &#8211; Ai&#8230; vi que eu sou muito arrogante. &#8211; É verdade, é mesmo. &#8211; Pois é&#8230; nunca tinha percebido isso. &#8211; E o que está fazendo com essa percepção? &#8211; Nossa, estou louco com isso! Não quero ser assim, quero deixar &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/04/12/ame-o-que-voce-odeia-em-voce/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Ame o que você odeia em você</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br/2021/04/12/ame-o-que-voce-odeia-em-voce/">Ame o que você odeia em você</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br">Akim Neto Psicólogo Clínico</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Eu vi algo em mim que não estou gostando.</p>
<p>&#8211; O que é?</p>
<p>&#8211; Ai&#8230; vi que eu sou muito arrogante.</p>
<p>&#8211; É verdade, é mesmo.</p>
<p>&#8211; Pois é&#8230; nunca tinha percebido isso.</p>
<p>&#8211; E o que está fazendo com essa percepção?</p>
<p>&#8211; Nossa, estou louco com isso! Não quero ser assim, quero deixar de ser isso.</p>
<p>&#8211; Está brigando contra isso então?</p>
<p>&#8211; Claro!</p>
<p>&#8211; Que pena.</p>
<p>&#8211; Porque?</p>
<p>&#8211; Porque é importante você aceitar isso.</p>
<p>&#8211; Aceitar? Como eu posso aceitar que sou arrogante?</p>
<p>&#8211; Por algum acaso você acha que há algum ser humano sem nenhum defeito?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A busca por um ideal de ego pode ser um caminho para uma vida virtuosa ou o início de uma tortura pessoal. Olhar nossos defeitos e aceitá-los é uma atitude muito difícil, porém fundamental para uma saúde mental saudável.</p>
<p><span id="more-6095"></span></p>
<p>A tradição católica nos traz a concepção do &#8220;pecado original&#8221;. Um dos sentidos dessa concepção é avisar que a natureza do homem é propensa ao bem e ao mal. Ao contrário de uma tradição romântica que crê no homem como um ser &#8220;bom&#8221; por natureza, a tradição católica reconhece que somo capazes das mais belas e horríveis atitudes. Ela posiciona essa característica no homem como uma condição, ou seja, mostrando que precisamos prestar atenção à todos os nossos atos, pois somos capazes do mal ou do bem à qualquer momento.</p>
<p>Isso significa que por mais que você busque a virtude, você nunca será &#8220;a prova de falhas&#8221;. Seu desejo, instinto ou ação poderão pender para o bem ou para o mal (que retrato aqui distante de um sentido religioso). Reconhecer esse potencial como parte de nossa identidade não é tarefa fácil. Porém a necessidade desta tarefa se mostra em sua veracidade. O Holocausto provocado pelos nazistas continha em sua &#8220;equipe&#8221; pessoas &#8220;normais&#8221;, que, durante o dia assassinavam judeus e à noite, frequentavam a Igreja.</p>
<p>O reconhecimento de falhas em nossas atitudes, portanto, não deve ser visto como surpresa. Ficar surpreso com suas falhas nada mais é do arrogância, no sentido de não se perceber capaz de algo errado ou nocivo. O primeiro passo para lidarmos com nossos defeitos é aceitar nossa condição imperfeita e associar isso à nossa identidade. Não significa sofrer por antecipação, mas sim saber-se capaz e, por este motivo, gerar zelo em suas iniciativas.</p>
<p>O segundo ponto é aceitar ao invés de lutar contra aquilo que percebemos inadequado em nós. Embora possa parecer paradoxal, esta etapa lembra um dito sueco: &#8220;me ame quando eu menos merecer, pois é quando mais preciso&#8221;. Entender que o homem é capaz do mal é diferente de dizer que ele é mal. Há diferença entre ato e identidade. Assim sendo, quando erramos, é importante olhar para nós e nosso erro, nos identificando como autores do ato e aprender a amar isso que vemos.</p>
<p>Porque &#8220;amar&#8221;? A ideia é simples: tendemos a cuidar daquilo que amamos. A maior parte de meus clientes quer deixar de ser preguiçoso, orgulhoso, chato ou qualquer outro &#8220;defeito&#8221; que lhe caiba. Enquanto percebem este &#8220;defeito&#8221; neles, tendem a lutar contra quem são, querem amar-se apenas quando forem algo diferente do que são. Esta busca é uma tortura, porque mesmo que &#8220;arrumem&#8221; a parte &#8220;defeituosa&#8221;, mais cedo ou mais tarde, hão de encontrar outra. O ciclo, dessa forma, nunca termina.</p>
<p>Ao amar, a possibilidade de empatia e compreensão se abre. Ao entender o que nos motivou a errar (que muitas vezes pode ser, simplesmente, falta de conhecimento) é possível mudar a natureza de nossa intenção ou o curso de nossas ações. O &#8220;amor&#8221; nesse caso significa acolher e aceitar nossa natureza imperfeita quando ela aparece. Expulsar nossa imperfeição ou incompletude é algo impossível, pois se trata de nossa condição. Assim sendo a melhor escolha é aquietar-se e acolher. Daí podem nascer mudanças importantes.</p>
<p>Abraço</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br/2021/04/12/ame-o-que-voce-odeia-em-voce/">Ame o que você odeia em você</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br">Akim Neto Psicólogo Clínico</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://akimneto.com.br/2021/04/12/ame-o-que-voce-odeia-em-voce/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>3 dicas para você entender melhor a sua motivação (parte 3)</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/04/09/3-dicas-para-voce-entender-melhor-a-sua-motivacao-parte-3/</link>
					<comments>https://akimneto.com.br/2021/04/09/3-dicas-para-voce-entender-melhor-a-sua-motivacao-parte-3/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Apr 2021 11:00:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
		<category><![CDATA[Aprendizagem]]></category>
		<category><![CDATA[Auto-confiança]]></category>
		<category><![CDATA[Mudança]]></category>
		<category><![CDATA[Psicoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde mental]]></category>
		<category><![CDATA[Sonhos]]></category>
		<category><![CDATA[Tranquilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Vida]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.akimpsicologo.com.br/blog/?p=6317</guid>

					<description><![CDATA[<p>&#8211; Estou meio frustrado. &#8211; Com o que? &#8211; Ah&#8230; não estou conseguindo atingir as minhas metas. &#8211; Entendi&#8230; e como você reage à frustração? &#8211; Ah, sei lá&#8230; eu to com vontade de largar tudo sabe? Deixar essa coisa toda de lado &#8211; O que motiva isso? &#8211; A frustração oras. &#8211; Mas então &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/04/09/3-dicas-para-voce-entender-melhor-a-sua-motivacao-parte-3/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">3 dicas para você entender melhor a sua motivação (parte 3)</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br/2021/04/09/3-dicas-para-voce-entender-melhor-a-sua-motivacao-parte-3/">3 dicas para você entender melhor a sua motivação (parte 3)</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br">Akim Neto Psicólogo Clínico</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Estou meio frustrado.</p>
<p>&#8211; Com o que?</p>
<p>&#8211; Ah&#8230; não estou conseguindo atingir as minhas metas.</p>
<p>&#8211; Entendi&#8230; e como você reage à frustração?</p>
<p>&#8211; Ah, sei lá&#8230; eu to com vontade de largar tudo sabe? Deixar essa coisa toda de lado</p>
<p>&#8211; O que motiva isso?</p>
<p>&#8211; A frustração oras.</p>
<p>&#8211; Mas então você não está se frustrando, está se decepcionando e desistindo.</p>
<p>&#8211; Hum&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A auto motivação tem um pouco de técnica e um pouco de arte. Conhecer alguns critérios que usamos para nos motivar pode ajudar a entender porque deixamos algumas coisas de lado e como voltar à ativa.</p>
<p><span id="more-6317"></span></p>
<h3>Frustração x decepção</h3>
<p>Frustração e decepção são emoções próximas, porém possuem algumas diferenças fundamentais. Essas diferenças nos falam sobre como reagimos aos obstáculos que enfrentamos enquanto buscamos cumprir aquilo que queremos. Elas também revelam nossos desejos e disposição interna para nos manter no desafio e com os objetivos em mente. Saber usá-las da maneira adequada pode nos colocar nos trilhos novamente. O uso equivocado dessas emoções nos faz ter a sensação de que desistimos fácil demais de nossas metas ou que ficamos dando murro em ponta de faca.</p>
<p>A frustração é uma emoção que surge quando não conseguimos atingir uma meta. A qualidade da frustração, no entanto, é manter a mente focada naquilo que não conseguimos atingir. As sensações de raiva e tristeza são comuns quando sentimos frustração. Muitas pessoas abrem mão da frustração quando sentem raiva ou tristeza por não saberem como lidar com elas.</p>
<p>A sensação de raiva ocorre porque na frustração nos percebemos impedidos (por algum adversário, cenário ou nossa incompetência) de atingir aquilo que queremos. A raiva surge como forma de manter o foco naquilo que queremos. A tristeza vem pela perda daquilo que queremos. Se a pessoa sabe como lidar com a raiva e a tristeza consegue tornar essas emoções combustível para uma próxima investida. Se não, ela tenderá a cair na decepção ou fugir de suas metas.</p>
<p>O fato a ser avaliado na frustração, inicialmente, é se o objetivo ainda é viável e desejado. Nesse caso é importante saber como usar a sensação de raiva e tristeza para gerar energia e continuar. Porém, se esse não é o caso, é mais interessante desfocar e se decepcionar. Muitas pessoas trocam os pés pelas mãos aqui ao desistirem de metas alcançáveis e necessárias para elas ao passo que outras insistem em metas que seria melhor desistir.</p>
<p>A decepção é diferente. Em alguns casos sente-se tristeza, porém é comum o alívio também. Outras sensações comuns na decepção são a sensação de vazio e tranquilidade. A decepção pode ser uma emoção muito contraditória porque todas essas sensações podem surgir juntas. Essa ambiguidade ou a presença muito marcante de uma dessas sensações é o que torna essa emoção difícil para muitas pessoas.</p>
<p>Decepcionar é compreender que algo não pode mais ser realizado. A decepção nos leva à desistência. Este sentimento é tido como errado por muitas pessoas. A cultura do &#8220;não desistia nunca&#8221; embora tenha um forte apelo motivacional, não é realista. Há vezes em que o melhor à fazer é desistir e investir suas energias em algo que seja realmente produtivo para você. Insistir em erros não é uma virtude.</p>
<p>Sentir alívio junto com a tristeza é realizar, ao mesmo tempo, que se perdeu algo desejado e que essa perda está adequada. Novamente: a decepção é a percepção de que é melhor abandonar um projeto ou meta do que continuar investindo nele. Assim sendo a sensação de alívio surge porque tiramos das costas uma série de problemas. Ao mesmo tempo, a energia investida se torna livre o que dá a sensação de vazio. Não basta desistir, é necessário saber onde investir. A tranquilidade pode surgir em muitas pessoas ao perceberem que a decisão de abandonar seus projetos foi a melhor. Assim sendo, sentem-se tranquilas em relação ao que fizeram.</p>
<p>A função da decepção é retirar nossa energia da meta em que estávamos investido ela. Essa emoção faz isso deixando muito evidente para nós os motivos que mostram que nossa meta é inadequada (seja porque é inalcançável, porque não temos os recursos suficientes e no momento será muito difícil conseguir ou porque é possível ter algo de mesmo nível investindo em outra meta). Assim sendo, pessoas que tem dificuldade em abrir mão ou perder o controle sobre algo sofrem muito com a decepção.</p>
<p>Este sofrimento faz com que elas procurem frustrar-se ao invés de decepcionar-se. Com isso mantém-se motivadas de alguma forma. Esse é o raciocínio típico, por exemplo, de pessoas que se relacionam com abusadores ou dependentes químicos. É importante sentir a tristeza da perda de uma meta e sentir o alívio que nos conduz à percepção de que a desistência é o melhor a ser feito. Depois disso sentir a tranquilidade de uma boa escolha para abrir-se ao vazio e buscar algum novo investimento de sua energia.</p>
<p>Abraço</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br/2021/04/09/3-dicas-para-voce-entender-melhor-a-sua-motivacao-parte-3/">3 dicas para você entender melhor a sua motivação (parte 3)</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br">Akim Neto Psicólogo Clínico</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://akimneto.com.br/2021/04/09/3-dicas-para-voce-entender-melhor-a-sua-motivacao-parte-3/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>3 dicas para você entender melhor a sua motivação (parte 1)</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/04/05/3-dicas-para-voce-entender-melhor-a-sua-motivacao-parte-1/</link>
					<comments>https://akimneto.com.br/2021/04/05/3-dicas-para-voce-entender-melhor-a-sua-motivacao-parte-1/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Apr 2021 11:10:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
		<category><![CDATA[Auto Expressão]]></category>
		<category><![CDATA[Auto-imagem]]></category>
		<category><![CDATA[motivação]]></category>
		<category><![CDATA[Mudança]]></category>
		<category><![CDATA[Psicoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Sonhos]]></category>
		<category><![CDATA[Vida]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.akimpsicologo.com.br/blog/?p=6307</guid>

					<description><![CDATA[<p>&#8211; Eu não quero mais isso. &#8211; Perfeito. &#8211; Mas não sei direito o que fazer sabe? &#8211; Sim, sei. A pergunta, então, não é o que você não quer mais, mas sim: &#8220;o que você quer?&#8221; &#8211; Ai Akim, eu tenho dificuldade em pensar no que eu quero sabe? &#8211; Sim, sei&#8230; é mais &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/04/05/3-dicas-para-voce-entender-melhor-a-sua-motivacao-parte-1/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">3 dicas para você entender melhor a sua motivação (parte 1)</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br/2021/04/05/3-dicas-para-voce-entender-melhor-a-sua-motivacao-parte-1/">3 dicas para você entender melhor a sua motivação (parte 1)</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br">Akim Neto Psicólogo Clínico</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Eu não quero mais isso.</p>
<p>&#8211; Perfeito.</p>
<p>&#8211; Mas não sei direito o que fazer sabe?</p>
<p>&#8211; Sim, sei. A pergunta, então, não é o que você não quer mais, mas sim: &#8220;o que você quer?&#8221;</p>
<p>&#8211; Ai Akim, eu tenho dificuldade em pensar no que eu quero sabe?</p>
<p>&#8211; Sim, sei&#8230; é mais fácil pensar no que você não quer né?</p>
<p>&#8211; É.</p>
<p>&#8211; Pois é&#8230; pense então: se você fosse desejar estar em algum lugar, com um determinado emprego, ganhando um determinado salário: qual seria o lugar, qual emprego e qual quantia?</p>
<p>&#8211; Hum&#8230; deixe pensar&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A auto motivação tem um pouco de técnica e um pouco de arte. Conhecer alguns critérios que usamos para nos motivar pode ajudar a entender porque deixamos algumas coisas de lado e como voltar à ativa.</p>
<p><span id="more-6307"></span></p>
<h3>Aproximação &#8211; afastamento</h3>
<p>Um fator que contribui muito para a maneira pela qual nos motivamos é o critério de afastamento e aproximação. Algumas pessoas querem &#8220;chegar lá&#8221;, enquanto outras estão mais preocupadas em &#8220;não deixar tudo para depois&#8221;. Essas duas frases revelam, respectivamente, aproximação e afastamento.</p>
<p>A aproximação mantém uma meta clara daquilo que se quer alcançar. Nesse aspecto as pessoas buscam ativamente chegar onde elas querem. É o desejo de ir para perto daquilo que se quer. Esse tipo de atitude tem uma direção mais envolvida com a criação daquilo que se deseja.</p>
<p>O afastamento, por outro lado, deixa evidente aquilo que não se quer. Em termos motivacionais, o afastamento se caracteriza pela fuga de um estado não desejado. O desejo é criar distância entre onde se está e aquilo que não se deseja. A direção do afastamento é distância do que não se quer.</p>
<p>Em geral os &#8220;gurus&#8221; da motivação dizem que você tem que ter uma motivação do tipo aproximação. Porém, não vejo isso como necessário para se alcançar metas. Ocorre que cada uma delas serve bem para determinados tipos de atitudes. É possível usá-las indiscriminadamente para tudo, porém, isso tem custo emocional.</p>
<p>Aproximação é uma estratégia melhor empregue quando o resultado precisa ser claro e definido. Por exemplo, é mais útil motivar-se dessa maneira quando você deseja, por exemplo, economizar dinheiro. Já quando tratamos de precaução e prevenção é mais útil motivar-se pelo afastamento. Uma estratégia para usar filtro solar é, por exemplo, o desejo de afastar-se do câncer de pele.</p>
<p>Ambas estratégias podem ser empregues dentro da mesma esfera de atuação. Por exemplo, posso desejar &#8220;mais saúde&#8221;. Em termos gerais, quero ganhar mais saúde (aproximação), farei isso deixando de comer (afastamento) alimentos que aumentem meu colesterol, fazendo atividade física para ganhar (aproximação) mais resistência e dando um tempo para aliviar (afastamento) o estresse.</p>
<p>Para cada uma dessas metas cria-se uma imagem mental e uma dinâmica psíquica distintas e específicas. Assim sendo não é necessário ou certo ter um ou outro tipo de motivação, mas sim, saber como lidar com os estilos motivacionais e empregá-los da maneira que mais lhe seja prática e útil.</p>
<p>Abraço</p>
<h3></h3>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br/2021/04/05/3-dicas-para-voce-entender-melhor-a-sua-motivacao-parte-1/">3 dicas para você entender melhor a sua motivação (parte 1)</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br">Akim Neto Psicólogo Clínico</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://akimneto.com.br/2021/04/05/3-dicas-para-voce-entender-melhor-a-sua-motivacao-parte-1/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
