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	<title>Arquivos Tranquilidade - Akim Neto Psicólogo Clínico</title>
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		<title>Possibilidade e consequência</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/12/24/possibilidade-e-consequencia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Dec 2021 22:00:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; O que você quer? &#8211; Eu queria poder fazer o que eu quero, sem me sentir culpado. &#8211; Isso é possível? &#8211; Nossa&#8230; se não for&#8230; que droga né? &#8211; Pois é. &#8211; Mas porque não seria possível eu fazer o que eu quero? &#8211; É que &#8220;fazer o que eu quero&#8221; envolve um &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/12/24/possibilidade-e-consequencia/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Possibilidade e consequência</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; O que você quer?</p>
<p>&#8211; Eu queria poder fazer o que eu quero, sem me sentir culpado.</p>
<p>&#8211; Isso é possível?</p>
<p>&#8211; Nossa&#8230; se não for&#8230; que droga né?</p>
<p>&#8211; Pois é.</p>
<p>&#8211; Mas porque não seria possível eu fazer o que eu quero?</p>
<p>&#8211; É que &#8220;fazer o que eu quero&#8221; envolve um sistema de crenças e moral pessoais. Quando ferimos este sistema sentimos culpa.</p>
<p>&#8211; Hum&#8230; mas eu não quero mais esse sistema então.</p>
<p>&#8211; E será possível &#8220;se livrar&#8221; dele?</p>
<p>&#8211; Orra&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Por mais que &#8220;possibilidade&#8221; seja a palavra da moda, exista outra que interfere diretamente nela: realidade. Todo comportamento traz consequências e é localizado dentro de um contexto, assim sendo, nem tudo é possível. E acredite se quiser, isso é bom!</p>
<p><span id="more-6431"></span></p>
<p>O problema que a moda das possibilidades gera é que ela toma tudo como possível. Dizer que tudo é possível, no entanto, é um contra senso. Uma vez que existem regras, nem tudo é possível. Imaginar que tudo é possível, nos faz ousar e ir além. Porém, é importante compreender que isso é uma &#8220;mentira necessária&#8221;. Em outras palavras: acreditar de verdade que tudo é possível, é infantilidade. Usar esta ideia como um suporte cognitivo para ir além é uma atitude mais madura.</p>
<p>Quando as pessoas pensam em uma ação, em geral, visam o objetivo de curto prazo. O curto prazo nem sempre é interessante. Por exemplo, imagine que inventamos uma forma de comer sem engordar. Maravilhoso não é? Porém, pense novamente: o que aconteceria com a alimentação mundial, se ninguém mais engordasse ao comer? Em primeiro lugar entra o problema da nutrição, em segundo lugar o da quantidade. Será que mediríamos o quanto comemos ou iríamos nos fartar toda vez que sentamos para comer? Caso a segunda possibilidade ocorresse, pense em como a indústria de alimentos precisaria reagir ao aumento da demanda.</p>
<p>Refletir sobre consequências nos faz pensar naquilo que é necessário ocorrer para que algo ocorra. No diálogo que escrevi no começo do post, estava verificando isso com meu cliente. Livrar-se da sensação de culpa era algo &#8220;bom&#8221;. Porém, ao livrar-se disso ele estaria se livrando de princípios que ele mesmo apreciava. Assim sendo, algo &#8220;ruim&#8221;. Manter as noções de certo e errado (sejam elas quais forem), nos impede de fazer &#8220;o que queremos&#8221;, ou, melhor dizendo, dá um valor ao que queremos fazer.</p>
<p>Uma mudança implica em outras mudanças. Verificar se o impacto dessas mudanças secundárias será positivo é fundamental para um processo de mudança adequado e alicerçado. Isso, porém, cobra o preço de não viabilizar as escolhas mediante nossos impulsos e desejos do momento. Porém, refletir, manter o auto controle e verificar o que é melhor para nós é exatamente a característica do adulto maduro.</p>
<p>Em tempos nos quais o impulso &#8220;eu quero&#8221; valida qualquer coisa a maturidade é a grande perda. Isso também é uma consequência. É possível fazermos tudo o que queremos e mantermos uma civilização? Não, não creio nisso. E isso não tem a ver com repressão, pelo contrário, tem a ver com realidade: nem sempre duas pessoas concordam com algo. Assim sendo se cada um de nós fizer apenas aquilo que quer sem levar em conta as consequências teremos graves problemas.</p>
<p>Em meu consultório vivo recebendo pessoas que dizem: &#8220;mas eu não pensei nisso&#8221;. O problema quase nunca é esse, mas sim a opção em manter-se negligente e continuar &#8220;sem pensar&#8221;. O convite a refletir sobre as consequências pode soar como aprisionador num primeiro momento. Porém, quando vemos que nem sempre nossos impulsos são bons para nós, a reflexão sobre as consequências de nossos atos é o que realmente nos liberta.</p>
<p>Abraço</p>
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		<item>
		<title>Escolher &#8220;bem&#8221; ou escolher &#8220;certo&#8221;?</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/12/15/escolher-bem-ou-escolher-certo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Dec 2021 21:55:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Desejo]]></category>
		<category><![CDATA[Emoções]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas eu não consigo fazer isso. &#8211; Consegue sim, você fez oras! &#8211; Mas e porque eu me sinto culpado por isso? &#8211; Ora, porque não se sentiria? &#8211; Porque eu devo me sentir? Eu fiz a escolha certa! &#8211; &#8220;Certa&#8221; sim, &#8220;boa&#8221;, não. &#8211; Como assim? &#8211; Ora, você passou por cima de &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/12/15/escolher-bem-ou-escolher-certo/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Escolher &#8220;bem&#8221; ou escolher &#8220;certo&#8221;?</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas eu não consigo fazer isso.</p>
<p>&#8211; Consegue sim, você fez oras!</p>
<p>&#8211; Mas e porque eu me sinto culpado por isso?</p>
<p>&#8211; Ora, porque não se sentiria?</p>
<p>&#8211; Porque eu devo me sentir? Eu fiz a escolha certa!</p>
<p>&#8211; &#8220;Certa&#8221; sim, &#8220;boa&#8221;, não.</p>
<p>&#8211; Como assim?</p>
<p>&#8211; Ora, você passou por cima de algumas crenças pessoais não?</p>
<p>&#8211; Sim, mas&#8230; passei&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A modernidade líquida se baseia na ideia de que toda mudança é boa &#8220;per se&#8221;. Há um ditado alemão que diz existir diferença entre mudar e melhorar. Mudanças nem sempre são positivas e nem sempre são fáceis, assim sendo, mudar envolver lidar com emoções &#8220;negativas&#8221; mesmo quando ela &#8220;é certa&#8221;. Mas dar conta disso, nem sempre é fácil.</p>
<p><span id="more-6784"></span></p>
<p>É importante distinguir entre os níveis de crença e concretude. Concretude se refere ao que vemos no mundo &#8220;tal como ele é&#8221;. Ao pensarmos de maneira &#8220;concreta&#8221;, buscamos as evidências, os resultados, as condições necessárias para realizar algo e os recursos para fazê-lo. Quando pensamos em crenças, refletimos sobre os valores disso tudo, o que achamos sobre isso e o lugar dado à isso em nossa mente e coração. E nossa vida prática, ambos universos coexistem em atrito ou harmonia. Desta coexistência e das repercussões dela é que nascem algumas escolhas que são &#8220;boas&#8221; ou &#8220;certas&#8221;.</p>
<p>Escolhas &#8220;certas&#8221; ou &#8220;evolutivas&#8221; (como prefiro chamar) tem a ver com encontrar os melhores meios para agir no mundo e conseguir extrair dele aquilo que é importante para mim. Essa percepção nasce do desejo individual sobre como existir no mundo. o que é &#8220;evolutivo&#8221; para uma pessoa não é, necessariamente, para outra. Quando se toma uma decisão baseado nisso, estamos olhando para a realidade de nossos desejos e daquilo que é necessário fazer para realizá-los.</p>
<p>Escolhas &#8220;boas&#8221;, tem a ver com as crenças que temos. Estas envolvem tanto as individuais quanto as grupais (família, amigos, trabalho e sociedade). Neste sentido a escolha que tomamos se refere às regras que seguimos sobre como o mundo é ou deve ser, sobre como somos ou devemos ser. As crenças tratam das ideias sobre o universo e não de sua realidade. Neste sentido, quando fazemos as escolhas com base em crenças, estamos falando sobre seguir ou não as regras (dos outros e nossas).</p>
<p>Portanto, algumas escolhas podem ser &#8220;evolutivas&#8221; e ao mesmo tempo &#8220;más&#8221;. Aquilo que se deseja individualmente, em termos concretos pode ser diferente daquilo que creio (ou que meu grupo crê). Assumir o risco e agir mesmo assim, implica na culpa em quebrar as regras. A sociedade nos diz que não devemos sentir a culpa, porém, não há como não senti-la. Perdemos a inocência ao infringir as regras, mesmo que isso seja &#8220;evolutivo&#8221;. Assim, muitas vezes é possível (e realista) evoluir e sentir culpa por isso. É a consequência de, ao mesmo tempo, buscar algo para si e distanciar-se das regras que você mesmo seguia. É um paradoxo na mente e coração: concretizar algo importante e necessário ao mesmo tempo que infringe regras e afasta-se do grupo que seguia estas regras.</p>
<p>Outras escolhas podem ser &#8220;boas&#8221; e &#8220;limitantes&#8221;. Estas ocorrem quando deixamos nossa percepção e desejos de lado em prol de manter as crenças. Troca-se a culpa pela inocência e fazemos jus ao status quo. Nesse sentido, fazemos uma boa escolha e nos limitamos. Não seremos punidos, mas iremos conviver com a frustração e arrependimento: &#8220;e se eu tivesse&#8230;?&#8221; Seguir as regras nos torna mais próximos daqueles com quem criamos as regras, mantém a proximidade e, para muitas pessoas, isso é essencial. O preço deste tipo de escolha, porém, é o limite e a dependência. O paradoxo, neste caso é: &#8220;eu fiquei, mas me sinto mal com isso&#8221;. A proximidade deixa de ter um gosto doce.</p>
<p>O desejo contemporâneo é sempre pelo caminho do menor esforço: porque não fazer escolhas boas e evolutivas? Porque a evolução não olha para as regras, embora elas sejam necessárias. Não há sociedade sem regras, nem mesmo um indivíduo. De outro lado, não há evolução se as regras forem seguidas o tempo todo. Assim sendo, a culpa e liberdade estão, num primeiro momento, sempre de mãos dadas. Apenas a coragem para enfrentar isso é o que nos impele em &#8220;direção ao abismo&#8221;.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Sobre aquilo que não podemos ver</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/11/26/sobre-aquilo-que-nao-podemos-ver/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Nov 2021 21:00:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Eu não consigo trabalhar direito com essa ansiedade Akim. &#8211; Sim, depois do nosso último trabalho ficou claro isso para mim. &#8211; E o que eu faço então, não tem solução? &#8211; Bem, a questão é que isso está além de você. &#8211; Além de mim? &#8211; Sim, eu acredito que precisamos não apenas &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/11/26/sobre-aquilo-que-nao-podemos-ver/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Sobre aquilo que não podemos ver</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Eu não consigo trabalhar direito com essa ansiedade Akim.</p>
<p>&#8211; Sim, depois do nosso último trabalho ficou claro isso para mim.</p>
<p>&#8211; E o que eu faço então, não tem solução?</p>
<p>&#8211; Bem, a questão é que isso está além de você.</p>
<p>&#8211; Além de mim?</p>
<p>&#8211; Sim, eu acredito que precisamos não apenas trabalhar a sua relação com seu pai e com o trabalho, mas precisamos de seu pai aqui na sessão.</p>
<p>&#8211; Do meu pai?</p>
<p>&#8211; É, ele faz parte desse processo, ficou claro semana passada.</p>
<p>&#8211; É&#8230; pensando bem, falei mais dele do que de qualquer outra coisa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>É comum a psicoterapia de alguém &#8220;estagnar&#8221;, ou seja, o avanço ser interrompido. Cabe aos psicólogos buscarem maneiras de compreender o que ocorreu. Muitas vezes isso pode ser um problema que envolve a relação terapêutica. Em outros casos envolve problemas familiares e, em alguns também envolve problemas que vão além da família de origem de cada um.</p>
<p><span id="more-6732"></span></p>
<p>Gosto de perceber o desenvolvimento da psicologia não da maneira tradicional, onde cada linha é uma coisa separada da outra. Percebo os movimentos como complementares. A análise das pessoas é muito importante, o foco no indivíduo e seus problemas alavancou todas as escolas de psicologia e, em última instância, continua sendo o foco dela como um todo. Porém desde o desenvolvimento das terapias sistêmicas, um novo foco emergiu: a família, o grupo, o social. Olhar para o indivíduo sem prestar atenção nesses níveis pode estagnar um processo e não dar a devida atenção à alguns problemas e questões fundamentais.</p>
<p>A teoria dos sistemas nos mostrou que o sintoma de uma pessoa pode, em muitos casos, ser reflexo de um arranjo da família. Em outras palavras, podemos dizer que a depressão &#8220;de uma pessoa&#8221; é, na verdade, uma manifestação de um problema da família. É como se ao invés da família resolver um problema, ela criasse um sintoma em uma pessoa. da mesma forma que ocorre em doenças psicossomáticas. O que é fantástico neste tipo de análise é que em alguns casos o sintoma familiar pode se referir à uma geração anterior, por exemplo, o sintoma pode passar de um bisavô à um bisneto e o contato entre essas duas pessoas não é necessário para isso ocorrer.</p>
<p>Fantástico e perturbador, visto que isso significa que nem sempre podemos resolver sozinhos todos os problemas de nossas vidas. Ou então, pensando de outra maneira: aquilo que trazemos em nossa mente e personalidade nem sempre se refere ao presente imediato, ao que conseguimos ver aqui e agora. Lembro-me de um cliente que, simplesmente, não conseguia sentir-se bem com ele mesmo. Fomos em várias direções, todas furadas. Por fim, indaguei sobre seus avós e bisavós. Ele não tinha muitas informações, porém tinha impressões sobre a família. Em uma de nossas sessões, a partir da observação do comportamento dele e do conteúdo e forma da fala, percebi que havia algo relacionado ao seu lugar na família de origem que não o permitia sentir-se bem.  Quando lhe disse que ele não tinha um lugar próprio, desatou a chorar, depois disse que fazia sentido e não ao mesmo tempo, pois ele sempre foi bem quisto na família. Ao perguntar para os pais sobre alguém que não havia tido lugar, os mesmos lhe contaram de um irmão que faleceu, ele nunca soube dessa história.</p>
<p>Aquilo que não podemos ver nos afeta. Freud trouxe a ideia de inconsciente, agora nos vemos com a noção de heranças familiares. Explorar esse caminho é, no entanto, entrar em contato com nossas raízes e alma. Não se trata de algo impossível de acessar, mas sim, de algo que precisamos atentar. Sem atenção não é possível ver. Em muitos casos a ajuda se faz necessária, nem sempre conseguimos ver tudo sozinhos, faz parte do jogo que seja assim.</p>
<p>Abraço</p>
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			</item>
		<item>
		<title>&#8220;Dois culpados se entendem melhor&#8221;</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/11/12/dois-culpados-se-entendem-melhor/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Nov 2021 21:00:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
		<category><![CDATA[Aprendizagem]]></category>
		<category><![CDATA[conquistas]]></category>
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		<category><![CDATA[Vida]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; E o que eu faço com ele? &#8211; Qual o problema com ele? &#8211; O que eu faço se terminar com ele e ele ficar mal, por exemplo? &#8211; Qual o problema com isso? &#8211; Ai Akim, não quero isso. &#8211; Ninguém quer, mas isso não é algo seu para definir. Consegue deixar isso &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/11/12/dois-culpados-se-entendem-melhor/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">&#8220;Dois culpados se entendem melhor&#8221;</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; E o que eu faço com ele?</p>
<p>&#8211; Qual o problema com ele?</p>
<p>&#8211; O que eu faço se terminar com ele e ele ficar mal, por exemplo?</p>
<p>&#8211; Qual o problema com isso?</p>
<p>&#8211; Ai Akim, não quero isso.</p>
<p>&#8211; Ninguém quer, mas isso não é algo seu para definir. Consegue deixar isso à encargo dele?</p>
<p>&#8211; Não. Não consigo.</p>
<p>&#8211; Então além de terminar ainda quer &#8220;sair por cima&#8221; não é?</p>
<p>&#8211; Não sei se é isso.</p>
<p>&#8211; Me parece que é, sabe: &#8220;dois culpados se entendem melhor&#8221;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A frase é do terapeuta Bert Hellinger. Embora o trabalho deste autor seja ainda novo para mim, a frase fez perfeito sentido desde a primeira vez em que a li. O sentido tem a ver com as relações onde um é muito bom e o outro muito ruim. Este tipo de relação está fadada à brigas intermináveis e, possivelmente, ao fracasso.</p>
<p><span id="more-6588"></span></p>
<p>Porque &#8220;dois culpados&#8221; se entendem melhor? Em geral, numa relação, ambos cometem erros. Dificilmente em um relacionamento as pessoas são completamente certas de um lado e completamente erradas do outro. Assim sendo, aquele que deseja buscar &#8220;inocência&#8221; completa, geralmente quer estar num patamar moral maior. Isso dificulta a relação ao invés de ajudar. É muito complicado para uma pessoa &#8220;inferior&#8221; conversar com uma &#8220;superior&#8221;.</p>
<p>&#8220;Estar por cima&#8221; é perceber-se como alguém &#8220;certo&#8221;, enquanto o outro está &#8220;errado&#8221;. Embora seja muito difícil achar alguém que afirme que faz isso, as palavras e atitudes não deixam dúvidas de quando alguém quer estar por cima. É uma atitude de superioridade moral, colocando-se como alguém que detém um saber que o outro não tem ou desdenha. Quando a pessoa precisa desse lugar, ela está querendo, voluntariamente, se afastar da relação.</p>
<p>Este afastamento se dá porque não é possível conviver com alguém em superioridade, apenas em igualdade. Quando a diferença se instala numa relação começam as brigas pelo poder. A percepção de superioridade é psicológica e emocional. As pessoa se sentem de uma forma ou de outra. A luta pelo poder visa o controle e subordinação. Se um dos conjugues afirma que é inferior ao outro, a relação está fadada ao fracasso. Ou quando se luta avidamente contra isso, afinal de contas, a relação se torna um campo de guerra.</p>
<p>A questão é que ambos são iguais querendo regalias. Ambos são seres humanos imperfeitos, desejando arrogar-se como detentores de verdades que o outro não pode assumir. Quando se reconhece esta verdade é que se pode ver a relação com mais realismo. Este é importante porque possibilita perceber como cada um contribui para os resultados que a relação está atingindo. Nesse sentido é que Hellinger traz a frase: dois culpados se entendem melhor.</p>
<p>Uma situação típica é quando um quer terminar a relação, mas deixar o outro &#8220;bem&#8221;. Isso é desejar estar em superioridade moral. Ora, você quer dar um fim à relação e ainda sair como o mocinho? Porque não afirmar que o término é doloroso e vivenciar isso? Simples, por afirmar isso gera a sensação de culpa, que é natural, mas ao invés de se lidar com isso, a pessoa prefere &#8220;ser melhor&#8221; e procurar formas de fazer o outro não sofrer. E nessa busca vão-se longos anos tentando convencer ou manipular o parceiro a terminar.</p>
<p>Quando é possível assumir nossos erros e acertos, podemos compreender que escolhemos pessoas que tem, assim como nós, qualidades e virtudes. Ao conseguirmos aceitar ambas, aproveitar as virtudes e nos defender dos defeitos é que podemos dizer &#8220;muito obrigado por tudo&#8221;. Nesse momento não é necessário ser superior, apenas humano.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Vencer medos ou gerar segurança?</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/11/10/vencer-medos-ou-gerar-seguranca/</link>
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		<pubDate>Wed, 10 Nov 2021 22:00:36 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas o problema é o meu medo. &#8211; Não, não é. &#8211; Como que não? Eu só não faço essas coisas porque eu sinto medo delas. &#8211; O problema é que você não confia em você. &#8211; Mas o medo atrapalha. &#8211; Porém em situações nas quais você se sente mais confiante, você faz &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/11/10/vencer-medos-ou-gerar-seguranca/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Vencer medos ou gerar segurança?</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas o problema é o meu medo.</p>
<p>&#8211; Não, não é.</p>
<p>&#8211; Como que não? Eu só não faço essas coisas porque eu sinto medo delas.</p>
<p>&#8211; O problema é que você não confia em você.</p>
<p>&#8211; Mas o medo atrapalha.</p>
<p>&#8211; Porém em situações nas quais você se sente mais confiante, você faz mesmo assim não é?</p>
<p>&#8211; É&#8230; é verdade&#8230; é mais fácil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mais que uma questão de foco, buscar por sensações e características positivas é uma atividade de fundamental importância para o bom andamento de uma terapia. Em alguns casos é necessário olhar para a dor, em outros para a conquista de novos horizontes.</p>
<p><span id="more-6716"></span></p>
<p>Muitas pessoas creem que os problemas de suas vidas são emoções &#8220;negativas&#8221; como raiva, medo, tristeza ou ansiedade. Porém estas emoções não são problemáticas por si e não há uma maneira de &#8220;tirar&#8221; emoções do nosso corpo ou psiquismo. Assim sendo muitos se sentem vítimas de cruéis situações nas quais não podem fazer nada. Fixam os olhos nas emoções negativas que sentem e pensam que suas vidas serão cada vez mais complicadas por causa delas e de sua permanência.</p>
<p>No entanto, há um lado da questão que as pessoas não enxergam. Em vários casos, algumas emoções negativas se mantém apenas porque as positivas não tem lugar. Um exemplo com o qual trabalhei muito é o medo. É comum que as pessoas aprendam a temer algo ao longo de suas vidas e mantenham a resposta de medo, mesmo depois que aquela situação não apareça mais. Ou seja, viveram em um lugar perigoso, mas ao se mudarem mantém os mesmos hábitos e comportamentos. O medo, logo retorna. Elas não aprendem a se adaptar à uma nova situação.</p>
<p>Nestes casos é muito mais importante focar em &#8220;como construir segurança&#8221; do que em &#8220;vencer o medo&#8221;. A construção da segurança é o que vai ajudar a pessoa a criar um equilíbrio entre o medo que sente e a segurança do lugar onde ela se encontra. Aprender a estar em um lugar, pensar e sentir: &#8220;é bom estar aqui, é seguro, posso relaxar&#8221; é um desenvolvimento diferente de &#8220;não posso ter medo&#8221;. Este segundo, inclusive apenas aumenta a ansiedade porque faz a pessoa focar em ter medo e ao mesmo tempo não ter. Cria muita confusão e cobrança.</p>
<p>A construção daquilo que é &#8220;positivo&#8221;, nos chama a atenção para ir além, gerar competências, aproveitar a realidade sob outra ótica, aumentar a felicidade e bem-estar. Nesse sentido é que a segurança deve ser construída. Buscar, no mundo, pelos motivos que o permitem se sentir seguro é diferente de ficar pensando &#8220;o que pode ocorrer de ruim agora?&#8221;. Criar comportamentos para ir em direção do mundo para usufruí-lo é diferente de encontrar formas de se defender dele. Sentir bem estar e felicidade é diferente de &#8220;não sentir medo&#8221;.</p>
<p>Então é importante estar atento para descobrir se aquilo que você precisa é enfrentar um medo ou criar segurança em você. Se a sua tendência é ser medroso em muitas coisas, sempre olhar para o lado negativo de tudo, está na hora de cogitar aprender como criar segurança e positividade. Se, por outro lado, você tem uma questão bem pontual que lhe incomoda pode ser interessante aprender a enfrentar os medos. As duas estratégias são importantes, porém, cada uma para uma situação específica.</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>Dar, receber e a ilusão da comodidade do amor</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/10/27/dar-receber-e-a-ilusao-da-comodidade-do-amor/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Oct 2021 22:00:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Akim, o que mais você quer que eu faça? &#8211; Eu não quero nada. Só estou apontado que aquilo que você tem feito, não está lhe trazendo o que quer. Estou errado nisso? &#8211; Não, mas&#8230; o que eu posso fazer a mais do que eu estou fazendo? &#8211; Talvez possa fazer &#8220;a menos&#8221;. &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/10/27/dar-receber-e-a-ilusao-da-comodidade-do-amor/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Dar, receber e a ilusão da comodidade do amor</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Akim, o que mais você quer que eu faça?</p>
<p>&#8211; Eu não quero nada. Só estou apontado que aquilo que você tem feito, não está lhe trazendo o que quer. Estou errado nisso?</p>
<p>&#8211; Não, mas&#8230; o que eu posso fazer a mais do que eu estou fazendo?</p>
<p>&#8211; Talvez possa fazer &#8220;a menos&#8221;.</p>
<p>(silêncio) &#8211; O que você quer dizer com isso?</p>
<p>&#8211; Que você faz muito e isso é o problema.</p>
<p>&#8211; Então demonstrar amor é um problema?</p>
<p>&#8211; Quando ele está cego, sim.</p>
<p>&#8211; Como assim cego?</p>
<p>&#8211; Ora, você mesmo quem fala: você não recebe aquilo que precisa, &#8220;só se ferra&#8221; com as mulheres&#8230; e continua &#8220;amando&#8221; do mesmo jeito. Será que não é hora de rever isso?</p>
<p>&#8211; Nunca pensei nisso.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nos ensinam que devemos ser bons com nossos semelhantes. Porém, nem sempre que é &#8220;bom&#8221; se &#8220;dá bem&#8221;. O que acontece nesse interessante fenômeno dos relacionamentos humanos?</p>
<p><span id="more-6687"></span></p>
<p>&#8220;A maior coisa que você poderá aprender é amar e ser amado&#8221;. Nossa sociedade é muito romântica em relação ao amor. Cremos que ele tudo pode, tudo concerta e tudo sabe. Porém no campo das relações humanas não é bem assim que funciona. Agimos por meio de hábitos, comportamentos, motivados por crenças, desejos, personalidade e necessidades que tornam as relações mais complexas do que simplesmente o amor.</p>
<p>Um dos erros que vejo muito em consultório está na questão de &#8220;dar&#8221; e receber. Acreditamos que o amor que damos volta. Simples assim. Se eu lhe der carinho, você me dará carinho: &#8220;Do jeito que eu entendo carinho, na proporção, intensidade e forma que eu quero de carinho&#8221;. Este é o erro e, ao mesmo tempo, o desejo secreto que carregamos dentro nós. É muito mercadológica a ideia de que receberei amor se der amor e, por este motivo, confunde.</p>
<p>Ocorre que para criar uma relação na qual eu me sinta amado preciso reconhecer quem o outro é, da forma que é. Não importa quanto amor eu lhe der, ele é quem é e reage como reage. Assim sendo ao me relacionar com uma pessoa mais fria, posso lhe dar todo o amor do mundo, mas a tendência é que ela continue fria e tenda a dar o seu amor para mim da sua forma mais distante. Portanto, se desejo receber carinho no sentido de alguém que me dê colo e faça cafuné, tenho que achar alguém assim.</p>
<p>O amor dá trabalho, essa é a verdade sobre ele. Ele mais cria problemas do que os resolve. A única &#8220;vantagem&#8221; adaptativa que ele nos oferece é a motivação para tal. Porém essa motivação não pode ser &#8220;cega&#8221;, ela tem que ver o que está criando, perceber os limites daquilo que faz, senão será apenas fonte de frustração. O amor também engana no sentido de que cremos que vamos nos realizar nele. Ledo engano, o amor nos traz desafios e não satisfação. Amar é verbo, verbo é ação. Quem não age, não ama.</p>
<p>Se dou amor, porque faço isso? O que me motiva a fazer isso que estou fazendo? Também não se trata de &#8220;dar sem esperar retorno&#8221;, mas sim de saber se você quer algo em troca ou não e se o outro tem para lhe oferecer o que você quer. É muito simplista crer que por dar, você tem que receber. Não funciona assim. É preciso saber cobrar, deixar claro as suas necessidades e desejos e mostrar insatisfação quando necessário. Também é importante agradecer, valorizar e reconhecer quando o outro satisfaz algo que é importante para nós.</p>
<p>Porém o ato de dar algo, em termos de relações humanas, significa, apenas que demos. Se nosso intuito é receber, é importante saber como fazê-lo. Em primeiro lugar, sempre digo: encontre alguém que está disponível para dar. Conheça a pessoa e veja o que ela tem a dar. Não tente criar alguém para você, aceite que as pessoas são como são, não caia na armadilha de &#8220;ele(a) vai mudar por amor&#8221;. Em terceiro lugar: saiba exatamente o que e porque você quer, sem isso ficará reclamando sem muito sentido. E, por fim, ame, pois se não amar, não irá dar ou receber.</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>O corpo que te pertence</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Oct 2021 22:00:20 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Eu não consigo respirar. &#8211; Ok, onde está o problema? &#8211; Aqui (aponta para a garganta) &#8211; Certo. O que acontece aí? &#8211; Está muito apertada. &#8211; Ok, aperte um pouco mais, faça força com seu pescoço e aperte esta garganta. &#8211; Dói&#8230; &#8211; Isso&#8230; fale dessa dor&#8230; &#8211; Eu&#8230; é como se eu&#8230; &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/10/08/o-corpo-que-te-pertence/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">O corpo que te pertence</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Eu não consigo respirar.</p>
<p>&#8211; Ok, onde está o problema?</p>
<p>&#8211; Aqui (aponta para a garganta)</p>
<p>&#8211; Certo. O que acontece aí?</p>
<p>&#8211; Está muito apertada.</p>
<p>&#8211; Ok, aperte um pouco mais, faça força com seu pescoço e aperte esta garganta.</p>
<p>&#8211; Dói&#8230;</p>
<p>&#8211; Isso&#8230; fale dessa dor&#8230;</p>
<p>&#8211; Eu&#8230; é como se eu&#8230; estivesse&#8230; sabe&#8230; ai&#8230;</p>
<p>&#8211; Isso, vai falando e entre em contato com essa dor.</p>
<p>&#8211; Eu&#8230; estou guardando muita coisa há muito tempo.</p>
<p>&#8211; Perfeito, o que, por exemplo?</p>
<p>&#8211; Começa a chorar.</p>
<p>&#8211; Isso, agora a garganta abriu. Respire, chore&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O ser humano é um ser de corpo. Ele é nossa unidade básica, o protoplasma de nossas emoções e pensamentos. No entanto, aspectos culturais nos afastam do contato com esse protoplasma. Realizar a reaproximação com essa essência é fundamental para o desenvolvimento do eu, mas, como fazer isso?</p>
<p><span id="more-6562"></span></p>
<p>O primeiro de todos os passos é a respiração. Ela tem conexão direta com nossas emoções, sendo que para todos os estados emocionais temos um padrão respiratório. Uma das maneiras mais eficazes de mudar ou produzir um estado emocional é modificando o ritmo da respiração. Respiramos com o peito, diafragma e abdômen. Na parte da frente de nosso tronco, nas laterais e com as costas.</p>
<p>A respiração mais ampla envolve todas essas partes. A inspiração se inicia indo ao abdômen, diafragma, afastamento das costelas e costas e, finalmente, o peito. O processo de expiração faz uma sanfona que comprime os pulmões. Ela faz o peito baixar, costas, costelas e diafragma serem pressionados e o abdômen também. Esta é uma respiração &#8220;plena&#8221;. Além disso temos o ritmo da respiração desde o mais rápido ao mais lento.</p>
<p>Se você parar e respirar durante cinco minutos, conseguirá perceber o seu ritmo e o seu padrão. A maior parte de nós destoa da respiração plena e tende a se focar em partes. Por exemplo, a respiração ansiosa que é curta, com ritmo rápido e focada apenas na porção superior do peito. O diafragma é contraído e o abdômen nem sequer existe nessa respiração. Outras pessoas, mais deprimidas podem fazer uma respiração que toma todas as áreas, porém de forma muito sutil. É uma respiração fraca e curta, quase inexistente.</p>
<p>Outra percepção importante é sobre como você fica de pé. Somos os únicos animais que caminham eretos. Isso quer dizer muito sobre a nossa natureza. Assim sendo, o primeiro passo é verificar como seus pés ficam no chão. O peso de seu corpo está na parte da frente dos pés, nas laterais (para dentro ou para fora) ou na porção de trás? O peso influencia nosso equilíbrio e isso afeta nossa psique. Em geral quando nosso peso é focado para as laterais ou para trás tendemos a nos sentir mais desequilibrados e inseguros.</p>
<p>Outro ponto importante sobre como ficamos de pé é sobre como a cabeça fica erguida. Algumas pessoas conseguem usar a musculatura de todo o corpo afim de deixar a cabeça erguida. Outras criam tensões exageradas em ombros, por exemplo, afim de fazer isso. A cabeça orienta o corpo, lhe dá direção. Pessoas com tendências depressivas, em geral tem a cabeça virada para baixo. Pessoas explosivas tem a cabeça presa na coluna com fortes tensões na cervical.</p>
<p>A relação do quadril com as pernas e o tronco é fundamental. O quadril une o tronco e as pernas. Se o quadril é muito voltado para trás e frouxo, por exemplo, teremos um abdômen caído que irá esmagar o diafragma e fazer com que a pessoa tenha que usar os ombros para sustentar a cabeça. As pernas, por sua vez vão ficar sobrecarregadas na parte da frente tendo uma tendência a colapsar sobre elas próprias. Esse é típico desenho de uma pessoa que já não tem mais amor por sua própria vida, depressivos e pessoas que &#8220;desistiram&#8221;.</p>
<p>Esse é um esboço &#8220;básico do básico&#8221; em relação à consciência corporal. Uma vez que desenvolvemos o básico, começamos a verificar nosso padrão nas mais variadas situações. Como meu corpo reage em uma situação de raiva? De humilhação? De medo? Com base nisso começamos a conhecer nossas reações psicofísicas e associar atitudes motoras com atitudes emocionais. Dessa relação nasce auto conhecimento e capacidade de realizar mudanças através de novas atitudes psicofísicas.</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>O grande problema</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/09/08/o-grande-problema/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Sep 2021 22:00:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Agora entendi o meu problema Akim. &#8211; Perfeito. &#8211; Como eu faço para me livrar dele? &#8211; &#8230; &#8211; Não é para me livrar? &#8211; É como se você tivesse encontrado algo dentro do seu armário. Você finalmente o achou e agora quer jogá-lo fora. &#8211; Entendi&#8230; é meio estranho isso, mas entendi. &#160; &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/09/08/o-grande-problema/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">O grande problema</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Agora entendi o meu problema Akim.</p>
<p>&#8211; Perfeito.</p>
<p>&#8211; Como eu faço para me livrar dele?</p>
<p>&#8211; &#8230;</p>
<p>&#8211; Não é para me livrar?</p>
<p>&#8211; É como se você tivesse encontrado algo dentro do seu armário. Você finalmente o achou e agora quer jogá-lo fora.</p>
<p>&#8211; Entendi&#8230; é meio estranho isso, mas entendi.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>É comum desejar viver sem problemas. Porém, quando os tomamos dessa forma olhamos apenas para o lado ruim de ter problemas. A realidade é que vivemos sempre com problemas. Então, como olhar para eles e não torná-los um peso à mais?</p>
<p><span id="more-6607"></span></p>
<p>Boa parte dos meus clientes, quando chega à alguma conclusão sobre si faz a pergunta: ok, como me livro disso? É interessante refletir sobre isso. Você passa um bom tempo de sua vida buscando compreender algo sobre você e quando percebe, quer jogar fora. Porque queremos jogar nossos problemas fora?</p>
<p>Perceber-se com um &#8220;problema&#8221; é perceber-se incompleto ou incapaz de algo. Perceber um entendimento errôneo sobre si, o outro ou o mundo. Em geral, quando se trata de questões humanas o &#8220;problema&#8221; tem a ver com alguma coisa (percepção, atitude, entendimento) que nos fecha para a vida, nos limita. Não queremos ser assim. Queremos ser perfeitos e ilimitados, bons em todos os sentidos.</p>
<p>Assim, o problema surge não apenas com seus efeitos sobre nossa vida, mas, também, como uma mancha em nossa auto imagem. As pessoas pensam: &#8220;ahá, agora encontrei o que me impedia de ser perfeito&#8230; agora &#8220;a coisa vai&#8221;&#8221;. Mas ela já estava indo, não estava? É difícil reconhecer que mesmo com &#8220;problemas&#8221; a maior parte de nós &#8220;toca a vida&#8221;. Culpamos o problema pelas nossas infelicidades e quando o vemos, o queremos fora.</p>
<p>Porém, ele não surge por acaso. Ele não é uma possessão demoníaca que nos invade sem pedir permissão. Ele faz parte de nós. Sem ele, provavelmente não teríamos construído outras partes nossas. O &#8220;problema&#8221;, apenas é um problema por questão de contexto e objetivos na maior parte dos casos. Quero me abrir, logo a minha timidez se torna um problema. Mas os anos que passei lendo, quieto, nos quais a minha timidez me ajudou, eu não conto.</p>
<p>Assim, sempre busco conscientizar as pessoas das conexões que &#8220;o problema&#8221; tem em sua vida. Assim como as oportunidades que ele traz consigo. Um problema sempre traz consigo as soluções. O que precisamos fazer é parar de querer nos livrar dele e aceitá-lo. Acolher o problema significa se tornar humilde para o fato de que não somos &#8211; e não seremos &#8211; &#8220;perfeitos&#8221;, portanto temos e sempre teremos problemas, seja de origem interna ou externa.</p>
<p>Esta atitude de acolhimento do problema é o que busco criar com meus clientes. Algo como quem diz: calma, você não é o primeiro e nem o único com isso. Diferente de ser negligente e tentar tapar o Sol com a peneira, olhar para o problema requer coragem. Dizer-lhe: &#8220;obrigado por estar me mostrando coisas que preciso para estar bem comigo mesmo&#8221;, requer humildade e a força verdadeira, que emerge do esforço empregado para conquistar algo e não da arrogância ou prepotência.</p>
<p>Este tipo de atitude nos ajuda a ficarmos calmos em termos um problema. Além de calma, aprendemos a ter gratidão pelo que virá quando resolvermos o problema. E se não o resolvermos, a gratidão virá por compreendermos nossos limites. Paz, gratidão, conquista, força. Essa é a sequência que nossos problemas podem nos oferecer quando lhes damos um lugar de honra em nossas vidas. Humildes frente ao grande mistério que é viver e ser humano é o que nos tornamos quando eles fazem parte de nós ao invés de serem algo contra nós.</p>
<p>Abraço</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Os defeitos do outro não são culpa minha!</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Aug 2021 21:00:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas sabe Akim&#8230; eu não consigo não falar nada. &#8211; Eu sei, por isso é que vocês tem tantos problemas. &#8211; Então não tenho que falar nada? Deixar ele assim? &#8211; Se não fosse ele, como você reagiria à este tipo de comportamento? &#8211; Ah, eu daria uns belos de uns limites&#8230; &#8211; Porque, &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/08/20/os-defeitos-do-outro-nao-sao-culpa-minha/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Os defeitos do outro não são culpa minha!</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas sabe Akim&#8230; eu não consigo não falar nada.</p>
<p>&#8211; Eu sei, por isso é que vocês tem tantos problemas.</p>
<p>&#8211; Então não tenho que falar nada? Deixar ele assim?</p>
<p>&#8211; Se não fosse ele, como você reagiria à este tipo de comportamento?</p>
<p>&#8211; Ah, eu daria uns belos de uns limites&#8230;</p>
<p>&#8211; Porque, então, ao invés de ficar &#8220;falando&#8221; porque na verdade você está cobrando ele, você não dá os limites?</p>
<p>&#8211; Não tenho coragem.</p>
<p>&#8211; Entendo, mas veja, isso é a sua verdade, os limites. A conversa é apenas uma fuga do medo que sente. Medo do que?</p>
<p>&#8211; Se eu der os limites, temo que ele fique brabo e a gente brigue.</p>
<p>&#8211; Mas vocês já estão brigando&#8230; não seria bom brigarem pelos motivos certos pelo menos?</p>
<p>&#8211; Pensando assim&#8230;</p>
<p>Muitas pessoas se importam demais com as outras. Demais mesmo. Um dos pontos importantes para se refletir sobre isso é que elas se culpam ao ver os defeitos dos outros. Será possível aceitar que o outro é o outro?</p>
<p><span id="more-6207"></span></p>
<p>Algo comum em terapia é ver pessoas que &#8220;precisam&#8221; concertar as outras. Não conseguem ver alguém com algum problema ou característica incômoda que logo se colocam a arrumar esta pessoa. É comum que essas pessoas carreguem dentro de si um sentimento deslocado de culpa ou responsabilidade perante o outro e seus problemas. No entanto, é importante verificar se essa responsabilidade é verdadeira ou não.</p>
<p>Adentrando no raciocínio que é criado por essas pessoas, temos que muitas delas, na verdade, não conseguem lidar com os limites dos outros. É algo normal dar limites à uma pessoa folgada, porém, muitas pessoas não conseguem fazer. Assim, ao invés de entenderem que o outro é folgado e que elas precisam dar-lhe um limite, terminam por culpar-se e tentar &#8220;ajudar&#8221; o ouro a mudar. O intuito dessa mudança é, na verdade, uma fuga. Ao invés de aprender a dar limites, essa pessoa quer mudar o folgado.</p>
<p>A fuga do conflito é o que as torna confusas. Aceitar o defeito do outro e reagir ao defeito é mais justo do que tentar mudá-lo. Porém, se não sei como lidar com o defeito do outro, isso pode se tornar difícil. Aí começam as fantasias de &#8220;medo do conflito&#8221;. O medo doo conflito, muitas vezes, é, simplesmente o desejo de que o outro mude para que não ter que lidar com ele.</p>
<p>A origem desse desejo pode estar em uma auto estima mal formada, na arrogância de se achar melhor que os outros (logo nunca darei bronca em ninguém, sou melhor que isso), incompetência social e em percepções de relacionamento que não são funcionais. É importante para a relação permitir o defeito do outro. Também é importante deixar este defeito claro assim como a sua reação à isso.</p>
<p>Trocando em miúdos é simplesmente o fato de mostrar ao outro como você lida e pensa com o defeito que ele tem. Se o outro é ciumento e você não gosta disso, por exemplo, pode deixar claro que não vai ficar se explicando por situações que ele considera perigosas.Este fato deixa claro que o outro pode ser ciumento, mas que você não precisa assumir a responsabilidade por algo que é dele.</p>
<p>Ao contrário do que parece este é o sinal de amor que tantos precisam. Não se trata de ser egoísta e não levar em conta as necessidades do outro. Pelo contrário, é assim que a pessoa consegue ver aquilo que realmente precisa ver. Do contrário um fica alimentando a neurose do outro o que não é nada saudável e, por isso, um sinal torto de &#8220;amor&#8221; (melhor seria chamar co-dependência).</p>
<p>Abraço</p>
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