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	<title>Arquivos Vida - Akim Neto Psicólogo Clínico</title>
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		<title>Possibilidade e consequência</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/12/24/possibilidade-e-consequencia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Dec 2021 22:00:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; O que você quer? &#8211; Eu queria poder fazer o que eu quero, sem me sentir culpado. &#8211; Isso é possível? &#8211; Nossa&#8230; se não for&#8230; que droga né? &#8211; Pois é. &#8211; Mas porque não seria possível eu fazer o que eu quero? &#8211; É que &#8220;fazer o que eu quero&#8221; envolve um &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/12/24/possibilidade-e-consequencia/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Possibilidade e consequência</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; O que você quer?</p>
<p>&#8211; Eu queria poder fazer o que eu quero, sem me sentir culpado.</p>
<p>&#8211; Isso é possível?</p>
<p>&#8211; Nossa&#8230; se não for&#8230; que droga né?</p>
<p>&#8211; Pois é.</p>
<p>&#8211; Mas porque não seria possível eu fazer o que eu quero?</p>
<p>&#8211; É que &#8220;fazer o que eu quero&#8221; envolve um sistema de crenças e moral pessoais. Quando ferimos este sistema sentimos culpa.</p>
<p>&#8211; Hum&#8230; mas eu não quero mais esse sistema então.</p>
<p>&#8211; E será possível &#8220;se livrar&#8221; dele?</p>
<p>&#8211; Orra&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Por mais que &#8220;possibilidade&#8221; seja a palavra da moda, exista outra que interfere diretamente nela: realidade. Todo comportamento traz consequências e é localizado dentro de um contexto, assim sendo, nem tudo é possível. E acredite se quiser, isso é bom!</p>
<p><span id="more-6431"></span></p>
<p>O problema que a moda das possibilidades gera é que ela toma tudo como possível. Dizer que tudo é possível, no entanto, é um contra senso. Uma vez que existem regras, nem tudo é possível. Imaginar que tudo é possível, nos faz ousar e ir além. Porém, é importante compreender que isso é uma &#8220;mentira necessária&#8221;. Em outras palavras: acreditar de verdade que tudo é possível, é infantilidade. Usar esta ideia como um suporte cognitivo para ir além é uma atitude mais madura.</p>
<p>Quando as pessoas pensam em uma ação, em geral, visam o objetivo de curto prazo. O curto prazo nem sempre é interessante. Por exemplo, imagine que inventamos uma forma de comer sem engordar. Maravilhoso não é? Porém, pense novamente: o que aconteceria com a alimentação mundial, se ninguém mais engordasse ao comer? Em primeiro lugar entra o problema da nutrição, em segundo lugar o da quantidade. Será que mediríamos o quanto comemos ou iríamos nos fartar toda vez que sentamos para comer? Caso a segunda possibilidade ocorresse, pense em como a indústria de alimentos precisaria reagir ao aumento da demanda.</p>
<p>Refletir sobre consequências nos faz pensar naquilo que é necessário ocorrer para que algo ocorra. No diálogo que escrevi no começo do post, estava verificando isso com meu cliente. Livrar-se da sensação de culpa era algo &#8220;bom&#8221;. Porém, ao livrar-se disso ele estaria se livrando de princípios que ele mesmo apreciava. Assim sendo, algo &#8220;ruim&#8221;. Manter as noções de certo e errado (sejam elas quais forem), nos impede de fazer &#8220;o que queremos&#8221;, ou, melhor dizendo, dá um valor ao que queremos fazer.</p>
<p>Uma mudança implica em outras mudanças. Verificar se o impacto dessas mudanças secundárias será positivo é fundamental para um processo de mudança adequado e alicerçado. Isso, porém, cobra o preço de não viabilizar as escolhas mediante nossos impulsos e desejos do momento. Porém, refletir, manter o auto controle e verificar o que é melhor para nós é exatamente a característica do adulto maduro.</p>
<p>Em tempos nos quais o impulso &#8220;eu quero&#8221; valida qualquer coisa a maturidade é a grande perda. Isso também é uma consequência. É possível fazermos tudo o que queremos e mantermos uma civilização? Não, não creio nisso. E isso não tem a ver com repressão, pelo contrário, tem a ver com realidade: nem sempre duas pessoas concordam com algo. Assim sendo se cada um de nós fizer apenas aquilo que quer sem levar em conta as consequências teremos graves problemas.</p>
<p>Em meu consultório vivo recebendo pessoas que dizem: &#8220;mas eu não pensei nisso&#8221;. O problema quase nunca é esse, mas sim a opção em manter-se negligente e continuar &#8220;sem pensar&#8221;. O convite a refletir sobre as consequências pode soar como aprisionador num primeiro momento. Porém, quando vemos que nem sempre nossos impulsos são bons para nós, a reflexão sobre as consequências de nossos atos é o que realmente nos liberta.</p>
<p>Abraço</p>
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		<item>
		<title>Todo impulsivo é um planejador compulsivo</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/12/22/todo-impulsivo-e-um-planejador-compulsivo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Dec 2021 22:00:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Agressão]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
		<category><![CDATA[Auto Expressão]]></category>
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		<category><![CDATA[Opinião do outro]]></category>
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		<category><![CDATA[Saúde mental]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas Akim, eu não sei o que me dá! &#8211; Não? &#8211; Não. &#8211; Me parece raiva. &#8211; Sim, sim, me dá raiva, porque quando a pessoa começa a me criticar eu já vou&#8230; sabe né? &#8211; Não, vai o que? &#8211; Ah, já fica aquela vozinha na minha cabeça dizendo &#8220;não leve desaforo &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/12/22/todo-impulsivo-e-um-planejador-compulsivo/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Todo impulsivo é um planejador compulsivo</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas Akim, eu não sei o que me dá!</p>
<p>&#8211; Não?</p>
<p>&#8211; Não.</p>
<p>&#8211; Me parece raiva.</p>
<p>&#8211; Sim, sim, me dá raiva, porque quando a pessoa começa a me criticar eu já vou&#8230; sabe né?</p>
<p>&#8211; Não, vai o que?</p>
<p>&#8211; Ah, já fica aquela vozinha na minha cabeça dizendo &#8220;não leve desaforo para casa, quem esse cara pensa que é&#8221;.</p>
<p>&#8211; Sei e o que acontece depois?</p>
<p>&#8211; Bom&#8230; fica isso, o sangue ferve e daí já viu né? É meio que tipo, esperar para estourar.</p>
<p>&#8211; Entendi, e você fica ali né? Não sai dali por nada?</p>
<p>&#8211; Não, não posso levar desaforo para casa oras!</p>
<p>&#8211; É porque se você pudesse, era só virar as costas e ir embora, daí não seria tão impulsivo.</p>
<p>&#8211; Mas eu não consigo, quando vi, já foi.</p>
<p>&#8211; Ao mesmo tempo você me descreveu bem o processo não?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Impulsividade é a habilidade de agir por impulso. Muito adequada para muitas situações pode salvar sua pele em momentos de tensão. Porém se essa é a sua resposta para tudo, terá problemas. Que tal planejar sua vida de forma diferente?</p>
<p><span id="more-6574"></span></p>
<p>Se o título deste post chamou sua atenção, vou repeti-lo: todo impulsivo é um planejador compulsivo. A única exceção que encontrei até hoje são pessoas com danos neurológicos concretos. A impulsividade é uma maneira de responder ao mundo, ela pode ser muito útil quando empregada numa situação adequada. Assim sendo, muitas pessoas confundem o fato de gostarem de agir impulsivamente com o fato de serem vítimas disso.</p>
<p>A impulsividade é uma escolha, assim como a agressividade ou a passividade. O impulsivo assume determinados valores e regras de conduta pelas quais se guia. Em geral estão relacionadas com confrontos, relações de poder e superioridade. O &#8220;impulso&#8221; é um comportamento conhecido do impulsivo. Todos os com quem trabalhei sabem exatamente o que fazem, como e porque o fazem. A questão do impulsivo está na recusa em assumir a impulsividade como escolha.</p>
<p>É mais simples agir de maneira agressiva, visando apenas a manutenção do status quo no qual se encontra naquele momento. O impulsivo, em geral, tem certo receio em sentir-se &#8220;por baixo&#8221; em alguma situação. Quando se vê em algum cenário que possa fazê-lo sentir-se assim, tende a reagir &#8220;impulsivamente&#8221;. A impulsividade funciona bem neste tipo de cenário porque assusta as demais pessoas e, com isso o impulsivo mantém-se &#8220;por cima&#8221;. Impulsivos odeiam pessoas muito calmas que eles não conseguem manipular a partir de sua &#8220;surtadinha&#8221;.</p>
<p>Quando afirmo que eles são controladores, o que quero dizer é o seguinte: o impulsivo não cria a rotina que o leva para a impulsividade apenas no momento. Ele a nutre diariamente com atos físicos e mentais. O impulsivo trabalha com sua mente todos os dias para explodir na hora certa. Você verá que  a maior parte dos impulsivos estoura com determinados temas e não com outros (e eles sabem disso). Assim sendo, isso me parece mais fruto de um planejamento do que mero &#8220;impulso&#8221;.</p>
<p>Ser impulsivo, não significa não ser controlado. Isso pode chocar muitas pessoas, mas a característica de reagir impulsivamente não tem como requisito não saber o que está fazendo ou não ter consciência. Pelo contrário, impulsivos clássicos tendem a negar o que fizeram e minimizar as consequências, prova clara de que sabem o que fazem. A desconexão emocional entre o ato e a escolha é o grande problema, pois protege esta atitude. Infelizmente, também mantém a pessoa com uma reação de baixa eficácia.</p>
<p>Abraço</p>
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		<item>
		<title>Olhar para o passado, olhar para o futuro</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/12/20/olhar-para-o-passado-olhar-para-o-futuro/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Dec 2021 22:00:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
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		<category><![CDATA[Sonhos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; E foi daí que eu fiquei pensando no que eu fiz até hoje. &#8211; E em que conclusão chegou? &#8211; Eu vi que não estava fazendo nada de bom. Não que eu não tenha feito nada legal na minha vida, mas é que&#8230; &#8211; Que? &#8211; Que eu não fiz algo por mim. &#8211; &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/12/20/olhar-para-o-passado-olhar-para-o-futuro/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Olhar para o passado, olhar para o futuro</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; E foi daí que eu fiquei pensando no que eu fiz até hoje.</p>
<p>&#8211; E em que conclusão chegou?</p>
<p>&#8211; Eu vi que não estava fazendo nada de bom. Não que eu não tenha feito nada legal na minha vida, mas é que&#8230;</p>
<p>&#8211; Que?</p>
<p>&#8211; Que eu não fiz algo por mim.</p>
<p>&#8211; Ok. Agora a pergunta importante: o que você vai fazer com isso?</p>
<p>&#8211; Pois é, não sei&#8230; fiquei pensando no que eu fiz sabe?</p>
<p>&#8211; Sim. E eu gostaria de te convidar para pensar no que você vai fazer.</p>
<p>&#8211; Pra mim sempre foi difícil fazer isso entende?</p>
<p>&#8211; Sim, por isso mesmo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Queremos entender o passado. Entramos em terapia e o entendemos. Perfeito. O que fazemos agora? Passado resolvido, o que nos resta? O futuro. Muitas pessoas fazem grande confusão entre entender o passado e construir o futuro, tomando um como sinônimo do outro. Infelizmente a coisa não funciona assim.</p>
<p><span id="more-6755"></span></p>
<p>A psicoterapia tradicional aprendeu a focar no passado. A premissa é que olhando para o passado compreendemos o presente. Esta premissa é válida para muitas situações, obviamente, porém ela não é um referencial estático para tudo o que ocorre em nossas vidas. Muitas vezes nosso comportamento presente distingue-se do passado em detrimento de uma motivação nova que surge. A adolescência é um exemplo de como o comportamento passado nem sempre é a melhor referência para o comportamento futuro e presente.</p>
<p>Além disso, existe outro fator importante entre o passado e o futuro. O passado é dado, o futuro é possibilidade. Enquanto podemos &#8220;saber&#8221; o que aconteceu no passado, não podemos fazer o mesmo com o futuro. O passado pode ser compreendido (e existem muitas formas de &#8220;entender&#8221; o passado), o futuro, por sua vez, é construído. Dizer isso não é apenas estabelecer um jogo de palavras, mas sim mostrar que o comportamento entre estes dois tempos são diferentes. O passado é interpretativo, serve como referência, o futuro exige ação, pois ele será construído.</p>
<p>Assim sendo, muitas pessoas desejam criar o futuro refletindo sobre seu passado. Não funciona. Obviamente existem situações em que a pessoa repete no presente comportamentos passados que são inadequados para construir o futuro. Este é um dos casos em que é necessário mudar a relação que a pessoa mantém com o passado. Porém, em muitos outros isso não se faz necessário. Em outros casos o grande &#8220;problema&#8221; é que a pessoa não consegue olhar para o futuro, arregaçar as mangas e começar a construir. É uma atitude diferente e ousada em relação à contemplar o passado &#8220;imutável&#8221;.</p>
<p>Olhar para o futuro exige tomar decisões também. Enquanto o passado é reflexivo, ou seja, permite várias interpretações, o futuro não permite. Não é possível ir para a praia, campo e dar uma passadinha na cidade ao mesmo tempo. É preciso definir para onde se deseja ir e ir. Assumir a responsabilidade em relação aos meios e formas de chegar nesse futuro também é uma tarefa de &#8220;olhar para frente&#8221;. Essas são atitudes importantes que nem sempre as pessoas tem. Assim sendo torna-se mais seguro olhar para trás.</p>
<p>Muitas vezes a dificuldade é ainda outra. Alguns se apegam ao passado. Um cena que define suas vidas e frente à qual não se sentem aptos, merecedores ou interessados em deixar para trás. Nesse caso o passado não define apenas o futuro, ele define a essência da pessoa. Manter-se no passado é dizer não à vida, pois ela acontece no presente e segue em direção ao futuro. Assim sendo é importante sempre saber olhar em ambas as direções de maneira saudável: o passado como referência e aprendizado e o futuro como construção do &#8220;por vir&#8221;. Assim os tempos se integram ao invés de competirem entre si.</p>
<p>Abraço</p>
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		<item>
		<title>Olhar para o passado: tristeza e saudades</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/12/17/olhar-para-o-passado-tristeza-e-saudades/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Dec 2021 22:00:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
		<category><![CDATA[confrontar]]></category>
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		<category><![CDATA[Vida]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Eu sinto muito falta dele. &#8211; Eu sei. &#8211; Mas não era para ser assim. &#8211; Porque não? &#8211; Ah, porque não era mais o que eu queria, não estava feliz na relação! &#8211; Sim, mas era uma relação, você teve sonhos e por pior que estivesse, gostou dele. &#8211; Mas e daí&#8230; essa &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/12/17/olhar-para-o-passado-tristeza-e-saudades/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Olhar para o passado: tristeza e saudades</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Eu sinto muito falta dele.</p>
<p>&#8211; Eu sei.</p>
<p>&#8211; Mas não era para ser assim.</p>
<p>&#8211; Porque não?</p>
<p>&#8211; Ah, porque não era mais o que eu queria, não estava feliz na relação!</p>
<p>&#8211; Sim, mas era uma relação, você teve sonhos e por pior que estivesse, gostou dele.</p>
<p>&#8211; Mas e daí&#8230; essa saudade que eu sinto&#8230; o que eu faço com ela?</p>
<p>&#8211; O que você tem feito?</p>
<p>&#8211; Fico brigando comigo&#8230; não sei se volto ou não volto&#8230; pela saudades eu volto, mas pelo passado não.</p>
<p>&#8211; Você volta pelo medo que tem da saudade e não por ela.</p>
<p>&#8211; Medo?</p>
<p>&#8211; É&#8230; porque você não pode, simplesmente, ficar com a lembrança do que passou?</p>
<p>&#8211; Não sei ao certo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O fim de uma relação em geral traz tristeza consigo. Não há como negar o vínculo que foi criado. Por pior que a relação fosse, ainda assim, dois seres humanos se vincularam. Porém lidar com sentimentos como a tristeza e a saudade pode ser um desafio para muitas pessoas que desejam terminar e se manter assim.</p>
<p><span id="more-6740"></span></p>
<p>Tristeza é uma emoção sentida ao perder-se algo. Em uma relação, nem sempre fica claro o que se &#8220;perdeu&#8221;.  Mesmo quando uma relação está ruim, existe a perda, pelo fato de que havia vínculo. Muitas vezes idealizamos as pessoas através de detalhes difíceis de perceber. . Traços como &#8220;força&#8221; ou &#8220;delicadeza&#8221; podem servir como base para que se crie a imagem de uma pessoa &#8220;protetora&#8221; ou &#8220;cuidadora&#8221;. Ao fim da relação esta projeção também se rompe e nem sempre é fácil lidar com isso. Sempre existe o fim de um sonho, afinal todos imaginamos como será a relação a longo prazo.</p>
<p>Saudades é o sentimento que advém da perda. A saudade é ligada às memórias boas daquilo que tivemos com outra pessoa. Lembra-se daquilo que foi bom e sentimos saudades. Principalmente no começo do fim, pode ser algo difícil de lidar. Ela está baseada em vivências reais, ou seja, experiências e acaba sendo mais concreta e fácil de detectar do que a tristeza. A saudade é conviver com a ausência e pessoas que lidam bem com esta emoção tendem a ter em si elementos daquilo que se foi e tratam isso como algo pessoal.</p>
<p>O que mais vejo em consultório são duas reações: a negação dessas emoções ou a fuga das sensações que elas provocam. Esta segunda é tanto perniciosa para a pessoa e para a relação. Em geral, pessoas que tem problemas em terminar e manter o término acabam voltando com o conjugue ou tendo pequenas aventuras (&#8220;remembers&#8221;). Em ambos os casos o desejo é o mesmo: terminar com a dor que a saudade e a tristeza trazem. Porém ao fazer isso, terminam confusos e não conseguem &#8220;resolver&#8221; nenhuma das duas emoções.</p>
<p>Ocorre que a dor sentida ao fim de uma relação é natural. O mesmo vale com a saudade. A deturpação da emoção ocorre quando se interpreta que pelo fato de doer é necessário voltar. Isso não resolve a tristeza e nem a saudade. Esta última existe justamente para sinalizar o fim. Sentimos saudades quando aquilo que havia não está mais diante de nós. Quando dizemos &#8220;matar a saudades&#8221;, a expressão é adequada, pois ao ter novamente a pessoa &#8220;matamos&#8221; a saudade, ela não tem mais função. Ela apenas existe para mostrar o vazio. Logo, de forma geral, é mais adequado suportar a dor da saudade, pois esta é a sua função.</p>
<p>A noção de &#8220;voltar&#8221; por causa da saudade é estranha. As pessoas esperam &#8220;voltar&#8221; para uma história diferente. Porém, não é possível disso ocorrer. É como ler o mesmo livro duas vezes seguidas e esperar um final diferente. &#8220;Voltar&#8221; como o nome já diz é ir para a mesma história novamente. Mesma história, mesmo fim. O começo pode até ser interessante, visto que se está &#8220;matando a saudade&#8221;, isso traz alívio e prazer, porém, não cria estrutura &#8211; que foi o motivo da relação terminar. Com isso é necessário primeiro terminar uma história, gerar e suportar distância. Caso crie-se uma nova paixão, então é possível ir para uma nova relação com aquela pessoa.</p>
<p>Por fim, não se questionam as decisões tomadas por causa da dor da saudade e da tristeza. Essa dor faz parte do fim, logo é inadequado buscar tirá-las de cena. Suportar e compreender são as maneiras mais úteis para lidar com elas. É para isso que elas servem, não para serem retiradas de cena pela sua natureza incômoda. O incômodo sentido é justamente a força motriz da mudança, sem ela não há a possibilidade de novas relações.</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>Escolher &#8220;bem&#8221; ou escolher &#8220;certo&#8221;?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Dec 2021 21:55:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas eu não consigo fazer isso. &#8211; Consegue sim, você fez oras! &#8211; Mas e porque eu me sinto culpado por isso? &#8211; Ora, porque não se sentiria? &#8211; Porque eu devo me sentir? Eu fiz a escolha certa! &#8211; &#8220;Certa&#8221; sim, &#8220;boa&#8221;, não. &#8211; Como assim? &#8211; Ora, você passou por cima de &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/12/15/escolher-bem-ou-escolher-certo/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Escolher &#8220;bem&#8221; ou escolher &#8220;certo&#8221;?</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas eu não consigo fazer isso.</p>
<p>&#8211; Consegue sim, você fez oras!</p>
<p>&#8211; Mas e porque eu me sinto culpado por isso?</p>
<p>&#8211; Ora, porque não se sentiria?</p>
<p>&#8211; Porque eu devo me sentir? Eu fiz a escolha certa!</p>
<p>&#8211; &#8220;Certa&#8221; sim, &#8220;boa&#8221;, não.</p>
<p>&#8211; Como assim?</p>
<p>&#8211; Ora, você passou por cima de algumas crenças pessoais não?</p>
<p>&#8211; Sim, mas&#8230; passei&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A modernidade líquida se baseia na ideia de que toda mudança é boa &#8220;per se&#8221;. Há um ditado alemão que diz existir diferença entre mudar e melhorar. Mudanças nem sempre são positivas e nem sempre são fáceis, assim sendo, mudar envolver lidar com emoções &#8220;negativas&#8221; mesmo quando ela &#8220;é certa&#8221;. Mas dar conta disso, nem sempre é fácil.</p>
<p><span id="more-6784"></span></p>
<p>É importante distinguir entre os níveis de crença e concretude. Concretude se refere ao que vemos no mundo &#8220;tal como ele é&#8221;. Ao pensarmos de maneira &#8220;concreta&#8221;, buscamos as evidências, os resultados, as condições necessárias para realizar algo e os recursos para fazê-lo. Quando pensamos em crenças, refletimos sobre os valores disso tudo, o que achamos sobre isso e o lugar dado à isso em nossa mente e coração. E nossa vida prática, ambos universos coexistem em atrito ou harmonia. Desta coexistência e das repercussões dela é que nascem algumas escolhas que são &#8220;boas&#8221; ou &#8220;certas&#8221;.</p>
<p>Escolhas &#8220;certas&#8221; ou &#8220;evolutivas&#8221; (como prefiro chamar) tem a ver com encontrar os melhores meios para agir no mundo e conseguir extrair dele aquilo que é importante para mim. Essa percepção nasce do desejo individual sobre como existir no mundo. o que é &#8220;evolutivo&#8221; para uma pessoa não é, necessariamente, para outra. Quando se toma uma decisão baseado nisso, estamos olhando para a realidade de nossos desejos e daquilo que é necessário fazer para realizá-los.</p>
<p>Escolhas &#8220;boas&#8221;, tem a ver com as crenças que temos. Estas envolvem tanto as individuais quanto as grupais (família, amigos, trabalho e sociedade). Neste sentido a escolha que tomamos se refere às regras que seguimos sobre como o mundo é ou deve ser, sobre como somos ou devemos ser. As crenças tratam das ideias sobre o universo e não de sua realidade. Neste sentido, quando fazemos as escolhas com base em crenças, estamos falando sobre seguir ou não as regras (dos outros e nossas).</p>
<p>Portanto, algumas escolhas podem ser &#8220;evolutivas&#8221; e ao mesmo tempo &#8220;más&#8221;. Aquilo que se deseja individualmente, em termos concretos pode ser diferente daquilo que creio (ou que meu grupo crê). Assumir o risco e agir mesmo assim, implica na culpa em quebrar as regras. A sociedade nos diz que não devemos sentir a culpa, porém, não há como não senti-la. Perdemos a inocência ao infringir as regras, mesmo que isso seja &#8220;evolutivo&#8221;. Assim, muitas vezes é possível (e realista) evoluir e sentir culpa por isso. É a consequência de, ao mesmo tempo, buscar algo para si e distanciar-se das regras que você mesmo seguia. É um paradoxo na mente e coração: concretizar algo importante e necessário ao mesmo tempo que infringe regras e afasta-se do grupo que seguia estas regras.</p>
<p>Outras escolhas podem ser &#8220;boas&#8221; e &#8220;limitantes&#8221;. Estas ocorrem quando deixamos nossa percepção e desejos de lado em prol de manter as crenças. Troca-se a culpa pela inocência e fazemos jus ao status quo. Nesse sentido, fazemos uma boa escolha e nos limitamos. Não seremos punidos, mas iremos conviver com a frustração e arrependimento: &#8220;e se eu tivesse&#8230;?&#8221; Seguir as regras nos torna mais próximos daqueles com quem criamos as regras, mantém a proximidade e, para muitas pessoas, isso é essencial. O preço deste tipo de escolha, porém, é o limite e a dependência. O paradoxo, neste caso é: &#8220;eu fiquei, mas me sinto mal com isso&#8221;. A proximidade deixa de ter um gosto doce.</p>
<p>O desejo contemporâneo é sempre pelo caminho do menor esforço: porque não fazer escolhas boas e evolutivas? Porque a evolução não olha para as regras, embora elas sejam necessárias. Não há sociedade sem regras, nem mesmo um indivíduo. De outro lado, não há evolução se as regras forem seguidas o tempo todo. Assim sendo, a culpa e liberdade estão, num primeiro momento, sempre de mãos dadas. Apenas a coragem para enfrentar isso é o que nos impele em &#8220;direção ao abismo&#8221;.</p>
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		<title>Amor, o maior dos problemas</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/12/08/amor-o-maior-dos-problemas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Dec 2021 22:43:20 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas meu pai não me entende. &#8211; Exato. &#8211; Exato? &#8211; Sim. Ele não o entende. Então, qual o problema? &#8211; Eu queria que ele entendesse? &#8211; Não é isso? &#8211; É&#8230; pensando bem é. &#8211; E te dói ver que ele não entende e mesmo que o fizesse, provavelmente não concordaria com você. &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/12/08/amor-o-maior-dos-problemas/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Amor, o maior dos problemas</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas meu pai não me entende.</p>
<p>&#8211; Exato.</p>
<p>&#8211; Exato?</p>
<p>&#8211; Sim. Ele não o entende. Então, qual o problema?</p>
<p>&#8211; Eu queria que ele entendesse?</p>
<p>&#8211; Não é isso?</p>
<p>&#8211; É&#8230; pensando bem é.</p>
<p>&#8211; E te dói ver que ele não entende e mesmo que o fizesse, provavelmente não concordaria com você.</p>
<p>&#8211; Sim.</p>
<p>&#8211; Então, lhe dói ver que está &#8220;sozinho&#8221; nessa?</p>
<p>&#8211; Sim&#8230;</p>
<p>Muitos clientes, quando tratam das relações com pessoas importantes, falam sobre raiva, medo, infelicidade e mágoa como os problemas mais dolorosos. Porém, nem sempre isso se mostra verdadeiro, essas emoções, embora importantes, muitas vezes são apenas a superfície de um problema muito maior: o amor.</p>
<p><span id="more-6768"></span></p>
<p>Falar do amor como um problema é chocante em nossa sociedade. &#8220;All we need is love&#8221;, cantam os Beatles, mostrando que ele é solução e não problema. Porém os versos adocicados das músicas de amor, não falam sobre tudo o que o amor é capaz de fazer. Quando pensamos na expressão &#8220;crime passional&#8221;, temos algo relacionado à paixão e ao amor que o expulsa dessa categoria de emoção &#8220;soft&#8221;. O amor, meus caros pós românticos, mata, segura, e impede a vida de continuar plenamente. Ele não é, como diz a expressão: &#8220;apenas flores&#8221;.</p>
<p>Porém, não se trata de mostrar o amor como um vilão, longe disso. Tratar do amor como &#8220;o maior do problemas&#8221;, como diz o título do post, significa olhar para sua dinâmica de uma maneira mais ampla que aquela oferecida pelo romantismo. Raiva, medo ou mágoa são emoções importantes. Porém, no contexto de um relacionamento afetivo, elas, em geral, vem após o amor. Não é difícil compreender que dificilmente ficaríamos magoados com alguém se não amássemos essa pessoa.</p>
<p>O problema mais profundo quando ficamos com raiva de alguém é: como lidar com o amor e a raiva ao mesmo tempo? Em relações afetivas, principalmente naquelas que são importantes, este é sempre o dilema. Então vem o problema do amor. Pois se ele é pequeno ou cego, tendemos a ser românticos e sofrer por amor. Se ele se torna maior, se ele enxerga o outro e seus próprios limites, então amamos verdadeiramente. Amar dessa maneira, no entanto, exige de nós. Nos faz perder a inocência e enfrentar a realidade.</p>
<p>Por exemplo, muitas pessoas tem o anseio em se abrir com seus familiares. Porém não o fazem. Dizem que não o fazem por temer uma reprimenda ou porque seus familiares não dão tanta atenção. Então a pergunta: qual o problema com isso? A verdadeira questão reside em: eu gostaria que aqueles que amo não me dessem limites ou me dessem mais atenção que eu recebo. Essa é a dor verdadeira. Uma dor relativa ao amor. Este também é um amor pequeno. Ele não consegue ver, por exemplo, que cada um dá aquilo que tem. Nem todos &#8211; mesmo os que amamos &#8211; vão sempre concordar conosco.</p>
<p>O amor maduro, que nos faz crescer, olha para este fato. Ele não pretende receber mais atenção do que recebe. Ele compreende o limite e aceita. Ama, dentro desses limites e não fora deles. Não ama no ideal, ama no real. Nesse sentido, amar se torna algo &#8220;menor&#8221;, pois está ligado diretamente à realidade e não aquilo que &#8220;deveria ser&#8221;, ao ideal (e, afinal de contas, quem define o ideal?). Porém é &#8220;menor&#8221; e real. Este amor de fato cria as coisas tal como podem ser criadas. Sem conformismo, mas com os pés no chão. Então o amor passa a ser solução e não mais problema.</p>
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		<item>
		<title>Adultos ou crianças?</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/12/03/adultos-ou-criancas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Dec 2021 21:30:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas eu sempre fui assim Akim! &#8211; Sim, eu sei. Desde quando, mais ou menos? &#8211; Ah, desde uns 8 ou 10 anos. &#8211; Então lá naquela época você decidiu que isso seria o melhor para você? &#8211; Mais ou menos isso. &#8211; Você deixaria suas economias nas suas mãos quando tinha oito anos? &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/12/03/adultos-ou-criancas/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Adultos ou crianças?</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas eu sempre fui assim Akim!</p>
<p>&#8211; Sim, eu sei. Desde quando, mais ou menos?</p>
<p>&#8211; Ah, desde uns 8 ou 10 anos.</p>
<p>&#8211; Então lá naquela época você decidiu que isso seria o melhor para você?</p>
<p>&#8211; Mais ou menos isso.</p>
<p>&#8211; Você deixaria suas economias nas suas mãos quando tinha oito anos?</p>
<p>&#8211; Não.</p>
<p>&#8211; Porque?</p>
<p>&#8211; Eu ia gastar tudo em jogo de vídeo game!</p>
<p>&#8211; Pois é, imaturo não?</p>
<p>&#8211; Sim.</p>
<p>&#8211; E porque deixa a sua vida nas mãos daquele menino de oito anos?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os adultos tem problemas de adultos. Decisões cujas consequências serão reais. Porém, em várias situações colocam a criança que carregam dentro de si, muitas vezes ferida, para tomar essas decisões. Porém crianças não deveriam ter que tomar decisões por adultos, deveriam ser educadas e protegidas por eles.</p>
<p><span id="more-6719"></span></p>
<p>Internamente, todos mantemos histórias sobre quem somos e porque somos assim. Muitas dessas histórias tem o poder de organizar nossas crenças, identidade e comportamentos. Várias delas definem as pessoas com quem que vamos ter relações , a profissão que vamos seguir e como vamos nos relacionar com ela e até nossa auto estima. O problema é que mutias dessas histórias foram criadas por nós quando éramos crianças.</p>
<p>Embora a criança tenha um lugar dourado hoje em nossa sociedade, a verdade é que ela também comete inúmeros erros e interpretações da realidade que são muito mais uma fantasia composta do que uma percepção. Não é que a criança tenha algo de errado, mas é que ela é imatura. A imaturidade natural da criança a faz tecer histórias e criar explicações sobre si e o mundo que não são úteis, ou são baseadas em critérios inadequados. Assim sendo, tornam-se problemáticas ao serem empregues por um adulto.</p>
<p>Um exemplo disso são pessoas filhas de pais com problemas com álcool. É comum que, quando adultas, estas pessoas reajam à situações de conflito da mesma maneira que aprenderam quando criança. Tornando-se menor, pedindo &#8220;desculpas por existir&#8221;, prendendo a respiração, mudas e torcendo para que o pior não aconteça. É natural uma criança reagir assim frente um adulto alcoolizado e agressivo. Porém enquanto essa pessoa, como adulta, mantiver esta mesma resposta, irá colocar-se de maneira por demais frágil em situações de confronto.</p>
<p>Tendemos a nos identificar com nossas histórias. Assim, a criança pode dizer: &#8220;melhor eu ficar quietinha aqui, pequena e ele não via me ferir&#8221;. Ora, é compreensível que uma criança faça isso. Porém, o adulto pode manter a mesma frase em situações nas quais ela não é mais adequada ou, sequer, desejável. É importante ajudar a pessoa a perceber &#8220;quem&#8221; está ali: uma criança amedrontada ou um adulto? A criança vai se esconder e está certa nisso, porém o adulto pode enfrentar uma situação e é importante ajudar este adulto a aparecer.</p>
<p>Ele aparece, no primeiro momento, ao se dar conta da situação. &#8220;Quem sou eu&#8221; frente à esta situação é o que nos coloca no jogo. Ao se perguntar isso a pessoa pode fazer uma diferença entre quem ela foi no passado e quem ela é agora. O segundo passo é perguntar-se &#8220;como eu posso agir nesta situação?&#8221;. O adulto pode explorar outros tipos de resposta, pois já teve mais experiência de vida e tem acesso à mais informações do que a criança. Por fim, sempre, agir. Agir e coletar os resultados de sua ação e fazer isso novamente. É na ação que aprendemos. E na ação, que crescemos.</p>
<p>Abraços</p>
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		<item>
		<title>A dolorosa consequência da realidade</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/11/24/a-dolorosa-consequencia-da-realidade/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Nov 2021 21:59:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Eu não quero mais falar com ela. &#8211; Eu sei. &#8211; Ela não merece. &#8211; É o contrário. &#8211; Contrário? Como contrário? Olhe o que ela fez para mim! &#8211; Sim, ela foi &#8220;sacana&#8221;. &#8211; Então! &#8211; Mas quem não merece falar com ela é você, porque querer, você quer. (silêncio) &#8211; E porque &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/11/24/a-dolorosa-consequencia-da-realidade/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">A dolorosa consequência da realidade</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Eu não quero mais falar com ela.</p>
<p>&#8211; Eu sei.</p>
<p>&#8211; Ela não merece.</p>
<p>&#8211; É o contrário.</p>
<p>&#8211; Contrário? Como contrário? Olhe o que ela fez para mim!</p>
<p>&#8211; Sim, ela foi &#8220;sacana&#8221;.</p>
<p>&#8211; Então!</p>
<p>&#8211; Mas quem não merece falar com ela é você, porque querer, você quer.</p>
<p>(silêncio)</p>
<p>&#8211; E porque eu não mereço?</p>
<p>&#8211; Porque não consegue reconhecer que quer falar com ela.</p>
<p>&#8211; Odeio isso.</p>
<p>&#8211; Sim.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O filme &#8220;Her&#8221; tem uma frase linda: &#8220;o passado é só uma história que contamos à nós mesmos&#8221;. Porém, refletir sobre ela é um tanto chocante e exige maturidade. Dizer que o passado é &#8220;só uma história&#8221; não deve ter como foco a palavra &#8220;só&#8221;, mas sim &#8220;uma história&#8221;. Ao tomar a discussão por este lado, entramos no tema da realidade.</p>
<p><span id="more-6793"></span></p>
<p>Uma das tarefas que cabe à todo psicólogo clínico em praticamente todos os seus atendimentos é a &#8220;redefinição&#8221;. Nela, tratamos de dar um novo sentido sobre um evento ou nova definição sobre um conceito que a pessoa traz consigo. O que faz esta tarefa tão importante e comum é o fato de que muitos conceitos e significados que traçamos em algum momento de nossas vidas, se tornam disfuncionais mais tarde. Porém, como sabemos que eles se tornam disfuncionais?</p>
<p>Tomando um adolescente classe média, média alta que não precisa trabalhar, por exemplo. Talvez essa pessoa deseje, aos seus 16 anos, ter um lugar só para si, uma casa para receber os amigos e festar, dormir a hora que quer e fazer &#8220;o que bem entende&#8221;. Ao atingir isso, mais tarde, no começo ela se deleita com a execução de todos os seus desejos. Algum tempo depois, ao iniciar vida profissional e, talvez, marital percebe que há algo de errado. As crenças elaboradas na adolescência sobre o que é &#8220;ser um adulto&#8221;, não estão em harmonia com a realidade. Antes seus pais o acordavam, agora seu emprego pede que ele acorde cedo, por exemplo. &#8220;Onde está a minha liberdade?&#8221;, pergunta-se a pessoa.</p>
<p>O problema não é a &#8220;falta de liberdade&#8221; e sim a concepção que o adolescente criou sobre como deveria ser uma vida com &#8220;liberdade&#8221;. A realidade é: ele escolheu o emprego, a namorada e a casa. Escolheu crescer e tudo isso vem com limites. Porém a &#8220;história&#8221; que ele ainda tem em mente é que &#8220;estava indo tudo bem, minha vida estava tranquila e daqui a pouco eu tenho que fazer isso e fazer aquilo e não tenho mais a minha liberdade&#8221;. As histórias que contamos para nós são a interpretação que tiramos de nossas experiências, porém elas são histórias e não a realidade em si. Quando lidamos com a realidade em si, as coisas são diferentes.</p>
<p>As histórias são &#8220;boas&#8221; a realidade é cruel. Nas histórias sempre temos uma desculpa externa para nosso sofrimento, na realidade não. Então as redefinições se tornam necessárias. Sabemos que uma crença é disfuncional olhando para a realidade. Quando nossos conceitos criam histórias que nos ajudam, crescemos e eles são funcionais. Quando atrapalham nosso crescimento, se tornam disfuncionais. Uma pessoa mais amadurecida, por exemplo, diria que escolhas trazem consequências. Ela, então, pensa nas consequências, ganhos e perdas que terá com as escolhas que fará e decide se está disposta a enfrentar isso ou não. Assim sendo, ela entende o que acontece depois como &#8220;parte do jogo&#8221; e não como &#8220;perda da liberdade&#8221; como alguém mais imaturo pensa.</p>
<p>A realidade é dolorosa em relação as histórias porque ela sempre nos apresenta perdas. Sempre vamos perder algo à medida em que crescemos e o tempo passa. A realidade cobra seu preço de maneira crua e imparcial. Por outro lado, ela traz a liberdade verdadeira: aquela na qual ação e consequência caminham juntas e todos temos limites. Nela, as coisas são pequenas: apenas o que pode acontecer acontece. De outra lado, o fato das coisas acontecerem dessa forma nos faz fortes para realizá-las. As histórias, são ricas, muito pode acontecer nelas, porém, se tornam restritas, porque não somos tão potentes ou tão vítimas quanto nossas histórias gostam de nos colocar.</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>Síndrome de cafajeste (ou &#8220;isso é coisa de homem né?&#8221;)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Nov 2021 21:58:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
		<category><![CDATA[Amor próprio]]></category>
		<category><![CDATA[Desejo]]></category>
		<category><![CDATA[Emoções]]></category>
		<category><![CDATA[futuro]]></category>
		<category><![CDATA[Mudança]]></category>
		<category><![CDATA[Papel na relação]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Vida]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Ah doutor, mas é muito difícil&#8230; você é homem, você sabe. &#8211; Sei do que? &#8211; Que a gente tem que satisfazer os desejos. &#8211; Claro, mas o que isso tem a ver com traição? &#8211; Ah, tem outras mulheres não tem? &#8211; Tem. Mas e o meu desejo em ter somente uma não &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/11/15/sindrome-de-cafajeste-ou-isso-e-coisa-de-homem-ne/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Síndrome de cafajeste (ou &#8220;isso é coisa de homem né?&#8221;)</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Ah doutor, mas é muito difícil&#8230; você é homem, você sabe.</p>
<p>&#8211; Sei do que?</p>
<p>&#8211; Que a gente tem que satisfazer os desejos.</p>
<p>&#8211; Claro, mas o que isso tem a ver com traição?</p>
<p>&#8211; Ah, tem outras mulheres não tem?</p>
<p>&#8211; Tem. Mas e o meu desejo em ter somente uma não conta?</p>
<p>&#8211; Mas e quem disse que eu tenho esse desejo?</p>
<p>&#8211; Você, ao escolher ficar com uma.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Muitos homens são presos, vítimas de uma ideia de que homem <strong>precisa </strong>sair &#8220;espalhando seus genes pelo mundo&#8221;. Não é apenas falsa esta noção como também cria a desculpa ideal para que muitos homens nunca entrem em contato com suas emoções e a dificuldade que sentem em expressá-las. A dor da solidão, mascarada de liberdade é o destino desses homens.</p>
<p><span id="more-6707"></span></p>
<p>Em primeiro lugar, vamos deixar claro algo: as pesquisas mais recentes mostram que o cérebro humano tem a capacidade de ser feliz tanto em uma relação monogâmica quanto em uma poligâmica. Não é o &#8220;destino da natureza&#8221; sermos todos necessariamente poligâmicos para sermos felizes. Este esclarecimento é necessário porque muitos homens tem a crença de que eles precisam ter várias mulheres. Em segundo lugar: sexo com profissionais do sexo também é considerado traição. Este esclarecimento é importante porque muitos homens acham que sexo com profissionais não é traição, porém isso só é verdadeiro se for de comum acordo &#8211; o que quase nunca é.</p>
<p>Homens com a &#8220;síndrome de cafajeste&#8221; tem como marca várias distorções do pensamento que asseguram à eles algo que é confundido com liberdade: solidão. Mas porque alguém deseja a solidão? É comum à esses homens a sensação de liberdade ao chegar em casa e ter a casa vazia. Sentem-se felizes porque não vai ter &#8220;ninguém para encher o saco&#8221;. Essa sensação é, na verdade, um afastamento das demandas emocionais. Em geral, acham &#8220;um saco&#8221; ter que dizer &#8220;eu te amo&#8221;, ficar agarradinho com a mulher ou fazer carinho. Sentimentos ternos e calmos causam muita ansiedade neles e por este motivo desejam &#8220;liberdade&#8221;. Porém esta liberdade é, na verdade, o desejo por solidão.</p>
<p>Porque não é apenas com a mulher atual que eles sentem a &#8220;encheção de saco&#8221;, é com qualquer uma. Em geral, as relações demoram de 6 meses a um ano para se tornarem chatas e elas começarem &#8220;com coisas de mulher&#8221;. O fato é que esses homens não sabem ser ternos &#8211; nem com eles mesmos &#8211; e, por isso, terminam buscando a solidão. A ternura é confundida com fraqueza e a solidão com liberdade. A poligamia é confundida com força e com a sua &#8220;verdadeira natureza&#8221;, algo que &#8220;não dá para controlar&#8221;. Porém, porque não dá?</p>
<p>Porque é uma forma de dependência. O ciclo funciona assim: ao estar em uma relação afetiva por mais tempo, ele percebe o desejo de ternura &#8211; dele e da mulher &#8211; porém não sabe como lidar com isso, entendendo que ternura é igual fraqueza (aqui entra o medo inconsciente de ser dominado). Com isso em mente se sente preso, é requisitado pela mulher à falar de seus sentimentos (o que ele entende como &#8220;cobrança&#8221;), mas fecha-se mais ainda o que aumenta a sensação de &#8220;prisão&#8221;. Por fim, sente a necessidade de &#8220;liberdade&#8221;, &#8220;fazer o que quer&#8221;. É aí que as outras mulheres entram e por este motivo que é &#8220;incontrolável&#8221;. É porque o homem quer &#8220;despressurizar&#8221; e não porque essa é a sua &#8220;natureza&#8221;.</p>
<p>O ponto fundamental, então, reside em aprender a ter sentimentos ternos. A falta desse aprendizado é o que realmente aprisiona o homem e não a sua relação &#8211; afinal, ele é livre para ficar ou ir embora, não é mesmo? Enquanto ele não aprende a sentir e identificar isso como sinal de força, precisa manter-se apegado à luta, trabalho e sexo fora do casamento como maneiras de se provar homem. Ora, quem precisa &#8220;provar&#8221; é porque não é ainda. O homem de verdade pode ser terno quando quer e quando isso é bom para ele. Assim, não há o sentimento de ser prisioneiro das &#8220;coisas de mulher&#8221; e sim a liberdade de sentir e expressar as &#8220;coisas de humano&#8221;.</p>
<p>Abraço</p>
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