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	<title>Arquivos Amor - Akim Neto Psicólogo Clínico</title>
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		<title>Amor, o maior dos problemas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Dec 2021 22:43:20 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas meu pai não me entende. &#8211; Exato. &#8211; Exato? &#8211; Sim. Ele não o entende. Então, qual o problema? &#8211; Eu queria que ele entendesse? &#8211; Não é isso? &#8211; É&#8230; pensando bem é. &#8211; E te dói ver que ele não entende e mesmo que o fizesse, provavelmente não concordaria com você. &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/12/08/amor-o-maior-dos-problemas/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Amor, o maior dos problemas</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas meu pai não me entende.</p>
<p>&#8211; Exato.</p>
<p>&#8211; Exato?</p>
<p>&#8211; Sim. Ele não o entende. Então, qual o problema?</p>
<p>&#8211; Eu queria que ele entendesse?</p>
<p>&#8211; Não é isso?</p>
<p>&#8211; É&#8230; pensando bem é.</p>
<p>&#8211; E te dói ver que ele não entende e mesmo que o fizesse, provavelmente não concordaria com você.</p>
<p>&#8211; Sim.</p>
<p>&#8211; Então, lhe dói ver que está &#8220;sozinho&#8221; nessa?</p>
<p>&#8211; Sim&#8230;</p>
<p>Muitos clientes, quando tratam das relações com pessoas importantes, falam sobre raiva, medo, infelicidade e mágoa como os problemas mais dolorosos. Porém, nem sempre isso se mostra verdadeiro, essas emoções, embora importantes, muitas vezes são apenas a superfície de um problema muito maior: o amor.</p>
<p><span id="more-6768"></span></p>
<p>Falar do amor como um problema é chocante em nossa sociedade. &#8220;All we need is love&#8221;, cantam os Beatles, mostrando que ele é solução e não problema. Porém os versos adocicados das músicas de amor, não falam sobre tudo o que o amor é capaz de fazer. Quando pensamos na expressão &#8220;crime passional&#8221;, temos algo relacionado à paixão e ao amor que o expulsa dessa categoria de emoção &#8220;soft&#8221;. O amor, meus caros pós românticos, mata, segura, e impede a vida de continuar plenamente. Ele não é, como diz a expressão: &#8220;apenas flores&#8221;.</p>
<p>Porém, não se trata de mostrar o amor como um vilão, longe disso. Tratar do amor como &#8220;o maior do problemas&#8221;, como diz o título do post, significa olhar para sua dinâmica de uma maneira mais ampla que aquela oferecida pelo romantismo. Raiva, medo ou mágoa são emoções importantes. Porém, no contexto de um relacionamento afetivo, elas, em geral, vem após o amor. Não é difícil compreender que dificilmente ficaríamos magoados com alguém se não amássemos essa pessoa.</p>
<p>O problema mais profundo quando ficamos com raiva de alguém é: como lidar com o amor e a raiva ao mesmo tempo? Em relações afetivas, principalmente naquelas que são importantes, este é sempre o dilema. Então vem o problema do amor. Pois se ele é pequeno ou cego, tendemos a ser românticos e sofrer por amor. Se ele se torna maior, se ele enxerga o outro e seus próprios limites, então amamos verdadeiramente. Amar dessa maneira, no entanto, exige de nós. Nos faz perder a inocência e enfrentar a realidade.</p>
<p>Por exemplo, muitas pessoas tem o anseio em se abrir com seus familiares. Porém não o fazem. Dizem que não o fazem por temer uma reprimenda ou porque seus familiares não dão tanta atenção. Então a pergunta: qual o problema com isso? A verdadeira questão reside em: eu gostaria que aqueles que amo não me dessem limites ou me dessem mais atenção que eu recebo. Essa é a dor verdadeira. Uma dor relativa ao amor. Este também é um amor pequeno. Ele não consegue ver, por exemplo, que cada um dá aquilo que tem. Nem todos &#8211; mesmo os que amamos &#8211; vão sempre concordar conosco.</p>
<p>O amor maduro, que nos faz crescer, olha para este fato. Ele não pretende receber mais atenção do que recebe. Ele compreende o limite e aceita. Ama, dentro desses limites e não fora deles. Não ama no ideal, ama no real. Nesse sentido, amar se torna algo &#8220;menor&#8221;, pois está ligado diretamente à realidade e não aquilo que &#8220;deveria ser&#8221;, ao ideal (e, afinal de contas, quem define o ideal?). Porém é &#8220;menor&#8221; e real. Este amor de fato cria as coisas tal como podem ser criadas. Sem conformismo, mas com os pés no chão. Então o amor passa a ser solução e não mais problema.</p>
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		<title>Dar, receber e a ilusão da comodidade do amor</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/10/27/dar-receber-e-a-ilusao-da-comodidade-do-amor/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Oct 2021 22:00:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Akim, o que mais você quer que eu faça? &#8211; Eu não quero nada. Só estou apontado que aquilo que você tem feito, não está lhe trazendo o que quer. Estou errado nisso? &#8211; Não, mas&#8230; o que eu posso fazer a mais do que eu estou fazendo? &#8211; Talvez possa fazer &#8220;a menos&#8221;. &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/10/27/dar-receber-e-a-ilusao-da-comodidade-do-amor/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Dar, receber e a ilusão da comodidade do amor</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Akim, o que mais você quer que eu faça?</p>
<p>&#8211; Eu não quero nada. Só estou apontado que aquilo que você tem feito, não está lhe trazendo o que quer. Estou errado nisso?</p>
<p>&#8211; Não, mas&#8230; o que eu posso fazer a mais do que eu estou fazendo?</p>
<p>&#8211; Talvez possa fazer &#8220;a menos&#8221;.</p>
<p>(silêncio) &#8211; O que você quer dizer com isso?</p>
<p>&#8211; Que você faz muito e isso é o problema.</p>
<p>&#8211; Então demonstrar amor é um problema?</p>
<p>&#8211; Quando ele está cego, sim.</p>
<p>&#8211; Como assim cego?</p>
<p>&#8211; Ora, você mesmo quem fala: você não recebe aquilo que precisa, &#8220;só se ferra&#8221; com as mulheres&#8230; e continua &#8220;amando&#8221; do mesmo jeito. Será que não é hora de rever isso?</p>
<p>&#8211; Nunca pensei nisso.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nos ensinam que devemos ser bons com nossos semelhantes. Porém, nem sempre que é &#8220;bom&#8221; se &#8220;dá bem&#8221;. O que acontece nesse interessante fenômeno dos relacionamentos humanos?</p>
<p><span id="more-6687"></span></p>
<p>&#8220;A maior coisa que você poderá aprender é amar e ser amado&#8221;. Nossa sociedade é muito romântica em relação ao amor. Cremos que ele tudo pode, tudo concerta e tudo sabe. Porém no campo das relações humanas não é bem assim que funciona. Agimos por meio de hábitos, comportamentos, motivados por crenças, desejos, personalidade e necessidades que tornam as relações mais complexas do que simplesmente o amor.</p>
<p>Um dos erros que vejo muito em consultório está na questão de &#8220;dar&#8221; e receber. Acreditamos que o amor que damos volta. Simples assim. Se eu lhe der carinho, você me dará carinho: &#8220;Do jeito que eu entendo carinho, na proporção, intensidade e forma que eu quero de carinho&#8221;. Este é o erro e, ao mesmo tempo, o desejo secreto que carregamos dentro nós. É muito mercadológica a ideia de que receberei amor se der amor e, por este motivo, confunde.</p>
<p>Ocorre que para criar uma relação na qual eu me sinta amado preciso reconhecer quem o outro é, da forma que é. Não importa quanto amor eu lhe der, ele é quem é e reage como reage. Assim sendo ao me relacionar com uma pessoa mais fria, posso lhe dar todo o amor do mundo, mas a tendência é que ela continue fria e tenda a dar o seu amor para mim da sua forma mais distante. Portanto, se desejo receber carinho no sentido de alguém que me dê colo e faça cafuné, tenho que achar alguém assim.</p>
<p>O amor dá trabalho, essa é a verdade sobre ele. Ele mais cria problemas do que os resolve. A única &#8220;vantagem&#8221; adaptativa que ele nos oferece é a motivação para tal. Porém essa motivação não pode ser &#8220;cega&#8221;, ela tem que ver o que está criando, perceber os limites daquilo que faz, senão será apenas fonte de frustração. O amor também engana no sentido de que cremos que vamos nos realizar nele. Ledo engano, o amor nos traz desafios e não satisfação. Amar é verbo, verbo é ação. Quem não age, não ama.</p>
<p>Se dou amor, porque faço isso? O que me motiva a fazer isso que estou fazendo? Também não se trata de &#8220;dar sem esperar retorno&#8221;, mas sim de saber se você quer algo em troca ou não e se o outro tem para lhe oferecer o que você quer. É muito simplista crer que por dar, você tem que receber. Não funciona assim. É preciso saber cobrar, deixar claro as suas necessidades e desejos e mostrar insatisfação quando necessário. Também é importante agradecer, valorizar e reconhecer quando o outro satisfaz algo que é importante para nós.</p>
<p>Porém o ato de dar algo, em termos de relações humanas, significa, apenas que demos. Se nosso intuito é receber, é importante saber como fazê-lo. Em primeiro lugar, sempre digo: encontre alguém que está disponível para dar. Conheça a pessoa e veja o que ela tem a dar. Não tente criar alguém para você, aceite que as pessoas são como são, não caia na armadilha de &#8220;ele(a) vai mudar por amor&#8221;. Em terceiro lugar: saiba exatamente o que e porque você quer, sem isso ficará reclamando sem muito sentido. E, por fim, ame, pois se não amar, não irá dar ou receber.</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>Eu te amo (não me abandone)</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2016/03/23/eu-te-amo-nao-me-abandone/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Mar 2016 12:11:44 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A tão desejada frase &#8220;eu te amo&#8221;, assim como o próprio amor, não poderia ser simples. Todos sabemos que não basta apenas dizer as palavras, a entonação que vem junto com elas diz muito mais do que simples gramática. Uma das &#8220;acepções&#8221; de eu te amo é &#8220;não me abandone&#8221;. Costumo trabalhar muito isso com &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2016/03/23/eu-te-amo-nao-me-abandone/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Eu te amo (não me abandone)</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A tão desejada frase &#8220;eu te amo&#8221;, assim como o próprio amor, não poderia ser simples. Todos sabemos que não basta apenas dizer as palavras, a entonação que vem junto com elas diz muito mais do que simples gramática.</p>
<p><span id="more-5051"></span>Uma das &#8220;acepções&#8221; de eu te amo é &#8220;não me abandone&#8221;. Costumo trabalhar muito isso com meus clientes porque é importante saber realmente aquilo que você está querendo dizer. Dizer &#8220;eu te amo&#8221; com a legenda &#8220;não me abandone&#8221; significa que você não está informando que ama alguém, mas sim que você está pedindo à essa pessoa que não o abandone.</p>
<p>Usar o amor como uma moeda de barganha é algo que complica ainda mais o relacionamento. Quando o medo do abandono se confunde com o ato de amar começamos a fazer ou deixar de fazer coisas que, na verdade, acabam deteriorando a relação.</p>
<p>Outro fato é que pedir à alguém para não te abandonar é um pedido que demonstra uma auto estima muito baixa. Nada de errado com baixa auto estima, o problema é que o pedido &#8220;não me abandone&#8221; é, na verdade, &#8220;me sustente&#8221; e esse tipo de pedido deixa qualquer relação muito pesada. Em geral boas relações são construídas com base no compartilhamento de elementos em comum e não em uma das pessoas sustentar o vazio existencial do outro.</p>
<p>Quando a pessoa se dá conta do seu medo do abandono, pode compartilhar isso na relação. Assumir o seu medo sem responsabilizar o outro por ele é algo que pode, sim, aumentar a intimidade e melhorar a qualidade da relação. Ter um parceiro que expressa uma dificuldade e busca superá-la é algo que promove orgulho da relação e essa é uma emoção muito positiva.</p>
<p>O problema que surge na mente daquele que teme é justamente que, ao falar, possa ser tido como fraco e, então abandonado. A questão é assumir o seu próprio medo. A fraqueza está em não conseguir olhar e assumir seus medos e não em dizer o que sente e aprender a superar isso. Emoções não são problemas, são soluções desde que acompanhadas de um comportamento adequado à emoção e à situação.</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>Realidade e casamento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Feb 2016 10:49:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Pode um casamento viver na ilusão? Bem, tecnicamente falando sim, porém podemos questionar à respeito da qualidade e limites desta relação. Se pendermos para o lado do &#8220;não&#8221;, entenderemos que a ilusão é algo prejudicial para a relação que irá ficar capenga de honestidade e de uma intimidade profunda, por exemplo. Porém, o que é &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2016/02/22/realidade-e-casamento/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Realidade e casamento</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Pode um casamento viver na ilusão? Bem, tecnicamente falando sim, porém podemos questionar à respeito da qualidade e limites desta relação. Se pendermos para o lado do &#8220;não&#8221;, entenderemos que a ilusão é algo prejudicial para a relação que irá ficar capenga de honestidade e de uma intimidade profunda, por exemplo. Porém, o que é ilusão dentro de uma relação?</p>
<p>Quando se pensa rapidamente no tema é comum que ideias como a pessoa que é traída e finge não saber ou o casamento que está acabado e nenhum dos dois assume vem à mente com mais facilidade. Porém a ilusão é algo muito mais simples e todas as relações passam por isso.</p>
<p>Comum ao estar apaixonado que o casal não perceba ou faça pouco caso de elementos pequenos que o incomodam, podem ser coisas como o excesso de ordem do parceiro ou o jeito meio esquecido dele. Ocorre que, depois de um certo tempo a paixão perda sua forção de ilusão &#8211; ou seja, de enganar ou embotar os sentidos &#8211; e a pessoa passa a ficar realmente incomodada com o que vive. É o momento em que ela percebe que irá conviver com aquilo &#8220;para sempre&#8221;.</p>
<p>Para sempre aqui deve ser entendido como o fato de que o outro não irá mudar, de que ele é assim. Neste momento o &#8220;futuro&#8221; que cada um escreve para si deve se re-escrito. Aquela casa linda, limpa e impecável deve começar a ser imaginada com pó nas prateleiras e uma toalha molhada em cima dos livros junto com uma caneca de café pela metade que o conjugue deixou ali. Ou a vida louca e cheia de aventuras com vários momentos de calmaria com o conjugue mais caseiro.</p>
<p>Re-escrever o seu futuro levando em conta os jeitos do conjugue é o exercício de realidade que toda pessoa que pensa seriamente em viver uma relação de longo prazo <strong>precisa</strong> fazer. A aceitação da diferença e a inserção da mesma nos planos de vida é uma tarefa nem sempre agradável, porém necessária para trazer a relação à honestidade e consciência de ambos envolvidos. Casamento é um compromisso à dois, assim sendo, não basta pensar em como você quer a relação, o outro é parte constituinte dela, sendo assim, imaginar um futuro apenas com os seus critérios é um erro visto que os critérios e a forma de viver do outro farão parte de sua vida futura.</p>
<p>Este momento deve ser vivido com muita honestidade pelo fato de que é ela quem vai ajudar a relação à ir para frente. Quando digo isso preciso ser enfático em dizer que nem sempre &#8220;ir para frente&#8221; significa continuar junto. Honestidade consigo e coragem são necessários neste momento, pois é a hora de ver o seu futuro com certa precisão e, por esta razão a honestidade precisa ser a virtude mais alta: consigo, quero viver assim? A coragem é para se dar a resposta.</p>
<p>O choque com a realidade serve para isso: perceber com mais clareza para onde você está indo e decidir se você deseja continuar indo para lá. Os bons casamentos passam por isso &#8211; mais de uma vez &#8211; e continuam com base em aceitação, negociação e compreensão de que, quando amamos e desejamos construir uma vida junto com outra pessoa ela se torna o lembrete vivo de que a vida sempre muda e que por esta razão precisamos estar sempre vinculados à nossa integridade que é o que nos proporciona a possibilidade de estar com o outro de verdade.</p>
<p>Abraço</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Amar e odiar</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Oct 2015 11:47:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Akim&#8230; eu não sei direito o que faço. &#8211; Com o que? &#8211; Eu estou meio desesperada&#8230; eu amo o meu namorado, você sabe! &#8211; Sim. &#8211; Mas às vezes me dá uma raiva dele! &#8211; Quando, por exemplo? &#8211; Esses dias ele me deu umas flores, levou lá no meu trabalho. Eu amei, &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2015/10/02/amar-e-odiar/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Amar e odiar</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Akim&#8230; eu não sei direito o que faço.</p>
<p>&#8211; Com o que?</p>
<p>&#8211; Eu estou meio desesperada&#8230; eu amo o meu namorado, você sabe!</p>
<p>&#8211; Sim.</p>
<p>&#8211; Mas às vezes me dá uma raiva dele!</p>
<p>&#8211; Quando, por exemplo?</p>
<p>&#8211; Esses dias ele me deu umas flores, levou lá no meu trabalho. Eu amei, todo mundo fez gracinha comigo, mas eu amei mesmo assim. Depois eu fiquei olhando as flores um tempão e me senti meio mal sabe?</p>
<p>&#8211; Mal como?</p>
<p>&#8211; Não sei&#8230; me deu tipo um frio na barriga, na espinha, em tudo!</p>
<p>&#8211; Hum&#8230; este tipo de sensação tem a ver com ansiedade ou medo muitas vezes. Você sentiu algo assim?</p>
<p>&#8211; Acho que sim&#8230; eu fiquei tão feliz quando ganhei as flores&#8230; mas daí&#8230; olhando para elas pensei que tudo pode acabar um dia sabe?</p>
<p>&#8211; Sei&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Todos dizem que amor e ódio andam juntos. Amar alguém e ao mesmo tempo sentir ódio dessa pessoa por um determinado comportamento em uma determinada situação são coisas comuns aos casais no mundo. Porém existe um outro tipo de raiva que se manifesta, às vezes, de uma forma mais sutil e que tem a ver com um tema muito profundo, com a própria essência do que é amar.</p>
<p>No livro &#8220;Amor líquido&#8221; Zygmunt Bauman faz uma colocação que me tocou profundamente à respeito da natureza do amor e dos vínculos que criamos. Ele disse que amar, de certa forma, é indeterminar o seu futuro com alguém. Enquanto estamos sozinhos nossa vida é imprevisível, mas é apenas nossa. Quando estamos com alguém as decisões dessa pessoa influenciam diretamente a nossa vida. É como se o grau de incerteza sobre o amanhã pudesse aumentar a partir das relações. Assumir isso e saber viver nesta incerteza é um sinal da aceitação da natureza do amor.</p>
<p>Qual seria essa natureza? Ele é uma emoção viva. E como tudo o que é vivo, pode morrer. Das várias metáforas que existem sobre o amor a de que ele é um jardim que precisa de cuidado constante assim como de admiração e planejamento é uma das que mais gosto. Amar dá trabalho e ao mesmo tempo é lindo e ao mesmo tempo incerto e ao mesmo tempo precisamos estar cuidando o tempo todo. Aceitar essa natureza nos coloca numa situação de fragilidade, ou seja, estamos entrelaçados com alguém e com uma emoção.</p>
<p>É aí, que pode nascer a raiva ao amar alguém.</p>
<p>Amar não traz garantias. Todos os sonhos que criamos podem ou não virar realidade. Isso faz parte da natureza de amar. Esta percepção pode causar medo quando a pessoa não sabe como reagir à ela. Que tipo de medo? Por exemplo, se imagino uma vida perfeita, se meus limites são muito rígidos e eu não sei como lidar com imprevisibilidade qualquer sinal vindo do outro que meus planos meticulosos podem não sair como planejei pode ocasionar em medo de perder meus planos, ou de me sentir um frustrado de não concluir aquilo que quero.</p>
<p>O medo pode tornar-se uma raiva secreta, sentida e nunca afirmada, muitas vezes nem pela própria pessoa. Ou seja, é possível ter a emoção do medo e da raiva sem sentir estas emoções e &#8211; por conseguinte &#8211; sem ter consciência dela. Este medo e e esta raiva assumem uma fórmula parecida com o seguinte: &#8220;amo você e quero viver com você minha vida, farei trocas e negociarei meus próprios desejos afim de seguir o desejo de estar com você. Odeio você por ser o objeto que causa em mim este desejo de indefinir minha vida e negociar meus próprios desejos. Você me tira do controle de mim mesmo&#8221;.</p>
<p>O mais correto seria afirmar que &#8220;temo você&#8221;, visto que atribuo à você todo este poder. Porém a emoção da raiva fica mais evidente e, em geral, começamos por ela para, então chegar ao medo. Mas como lidar com o medo?</p>
<p>Medo é fantasia, medo é a sensação de que poderemos ser feridos de alguma maneira. Temo aquilo que penso que pode me causar dano. O que tememos do amor, em geral, são as traições, o fim, as quebras de contratos. Tudo isso, porém, deve ser levado num nível mais profundo, ou seja, porque tememos isso tudo? O que se teme, de certa forma, é o rompimento. Tudo aquilo que tememos é algo com o qual não sabemos lidar. Então as pessoas pensam: &#8220;estou investindo tanto nesta relação, e se ela acabar?&#8221;</p>
<p>Sempre que nos colocamos um problema, uma das primeiras coisas que precisamos fazer é compreender o tipo de problema que estamos criando. A maneira de formular uma pergunta é fundamental nesses momentos, dependendo de como formulo uma questão, chegarei à um resultado ou à outro. O problema com a maneira pela qual as pessoas temem o amor é porque elas concebem o amor de uma maneira errada, por isso o temem o seu fim. O amor é algo vivo, portanto pode falecer. Uma vez que faleça, não há nada para fazer. Portanto o amor só pode ser vivido enquanto algo que está acontecendo e não algo num futuro ou no passado.</p>
<p>Compreender o amor assim é compreender que ele &#8220;é&#8221;, ele não foi e nem será. É óbvio que podemos &#8211; e devemos &#8211; fazer planos, mas compreender que o amor ocorre no aqui e agora é a solução para o medo que temos de um futuro possível em relação aos vínculos que criamos. Sempre questiono meus clientes da seguinte maneira: sim, você pode investir nessa relação e ele (a) terminar com você mais tarde. Porém, ele (a) também pode simplesmente morrer. E aí você não terá mais uma relação do mesmo jeito, se ele(a) morresse daqui a duas semanas, o que você faria? Boa parte me responde que iria aproveitar o máximo possível. Porque não fazer isso sempre, então?</p>
<p>A compreensão de que as relações e amor pode acabar não invalida o que existe. Aprender a fazer planos vivendo o que existe e compreendendo que mudanças nos nossos planos são inevitáveis é uma das soluções que ajuda as pessoas a vencerem o medo oculto que qualquer relacionamento sério traz consigo. Ao vencer o medo, o ódio e a raiva nem sequer tem lugar. Ao final, o que realmente descobrimos é que o maior medo que temos não é, de fato, o medo do fim de alguma coisa, o maior medo que temos é de sermos felizes e aceitarmos esta felicidade em nós. Porque nada deixa o ser humano mais transparente, &#8220;frágil&#8221; e aberto que a felicidade. Nela, não seguramos nada, não mentimos nada, apenas aceitamos as coisas tal como são e vivemos elas da melhor forma possível. Aceitar isso é abrir mão de ilusões, é desiludir-se da vida e aceitar a vida&#8230; e isso pode ser muito difícil.</p>
<p>Abraço</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Dia dos namorados?</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2015/06/12/dia-dos-namorados/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Jun 2015 10:53:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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		<category><![CDATA[Dia dos namorados]]></category>
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		<category><![CDATA[Escolhas]]></category>
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		<category><![CDATA[Papel na relação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Não vou celebrar o dia dos namorados! &#160; Dar aos namorados um dia é dar valor aos namorados, ou seja, àqueles que namoram. Isto significa dizer que celebro o papel daqueles que namoram. Ao celebrar o título &#8220;namorado&#8221; em primeiro lugar excluo todos que não namoram &#8211; motivo de muitas dores no dia dos &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2015/06/12/dia-dos-namorados/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Dia dos namorados?</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://www.akimpsicologo.com.br/blog/wp-content/uploads/2015/06/dia-dos-namorados.jpg"><img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-3429" src="http://www.akimpsicologo.com.br/blog/wp-content/uploads/2015/06/dia-dos-namorados.jpg" alt="Dia dos namorados" width="400" height="347" /></a></p>
<p>Não vou celebrar o dia dos namorados!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Dar aos namorados um dia é dar valor aos namorados, ou seja, àqueles que namoram. Isto significa dizer que celebro o papel daqueles que namoram.</p>
<p>Ao celebrar o título &#8220;namorado&#8221; em primeiro lugar excluo todos que não namoram &#8211; motivo de muitas dores no dia dos namorados &#8211; e em segundo dou crédito à ideia de que o título de namorado (a) é mais importante do que o namorar. Indo na contramão da contracultura, diria que o comércio está certo em dizer que você deve presentear no dia dos namorados, afinal é um reconhecimento à pessoa e ao título que ela carrega o que se está celebrando, assim sendo, porque não presentear? É como aqueles eventos em que damos um troféu para o melhor &#8220;alguma coisa&#8221; do ano. Damos um presente, um troféu para a pessoa por ser uma namorada (e, em muitos casos por aturar tanto tempo quem presenteia).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Não vou celebrar isso, isso não me representa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Quem sabe, então, uma vertente mais abrangente do que o dia dos namorados pode ser?</p>
<p>Quem sabe poderíamos celebrar o dia do &#8220;enamorar-se&#8221;?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Quando falo do namorado, me refiro à pessoa, ao título. Quando falo do &#8220;enamorar-se&#8221; me refiro ao que acontece quando os olhos se encontram, quando a barriga esfria e a respiração prende. Quando nossa alma se percebe fisgada como que por uma magia por outra alma. Falo da experiência, falo do sentir, falo daquilo que é o que realmente nos faz, mais tarde, nos tornarmos namorados de alguém, noivos e conjugues.</p>
<p>Não quero celebrar &#8220;alguém&#8221; ou o meu título com este alguém porque existe algo muito maior entre nós dois e foi isso o que nos fez e faz estarmos juntos. Não é que o outro não seja importante ou eu mesmo, mas que o título não faz sentido nenhum sem a experiência &#8211; acredito que quase todo mundo já passou pela insossa experiência de estar junto com alguém, mas sem estar enamorado desse alguém, o que é, simplesmente, um tédio, frente ao qual, preferimos a morte.</p>
<p>A experiência é o que dá a base, é ela e a partir dela, que estruturamos relações e não sem ela. Mesmo nos casamentos arranjados existe uma grande preocupação com isso. Ninguém quer viver a vida ao lado de alguém sem nunca sentir paixão.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Desta maneira, convido o leitor à fazer um exercício muito pouco comum. Entre em contato com o momento em que percebeu a paixão pela pessoa com quem você está hoje. Pode ter sido no cruzamento de um olhar, no meio de uma dança, entre um copo e outro de cerveja, numa sala de aula, no cinema, shopping, lembre-se. Lembre-se da sensação que você sentiu, aquela &#8220;coisa estranha&#8221;, que nos fere porque abre uma ferida que só pode ser preenchido pela mesma coisa que causa esta ferida, lembre-se do seu sorriso &#8211; aberto ou contido &#8211; da pulsação do seu coração. Lembre-se disso. Agora esqueça um pouco do seu parceiro e fique em contato com a sua emoção. Entre em contato com este enamorar-se. Perceba o tamanho e o poder desta energia. Sua vivacidade, o que ela causa em você &#8211; e nos outros.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Pronto. Isto é o que eu acho que deveríamos celebrar. Esta energia. Este enamorar-se.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>É perfeito &#8211; para mim, pelo menos &#8211; porque é como se relacionar: é algo que é seu, mas não é só seu. É algo que te envolve e está envolvido por você ao mesmo tempo. É algo que acontece com a gente, mas só enquanto acontece fora da gente também. É algo que está no meio de um nós. É como aquilo que acontece quando as palmas das mãos se encontram: uma não se torna a outra, mas permanece envolvida pela outra. São uma e ao mesmo tempo são duas. E é isso que vale a pena no namorar. Sem isso o namoro vira tédio, sem isso a vida não segue. Sem isso sobrevivemos, mas com isso vivemos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Também vem com a vantagem de não excluir ninguém! Todos sentem o poder do enamorar-se. Não se trata mais de quem tem título e de quem não o tem, é uma celebração à energia que nos faz nos unir em torno de algo que é além de nós. Que por este motivo causa admiração pela força que possui e medo pela situação que nos coloca. Celebrar o dia dos namorados, para mim, é chinfrim. Celebrar a energia de enamorar-se não. E daí o interessante é que é meio estranho dar presentes à uma experiência. Se celebrarmos a experiência o que vamos fazer é buscá-la. Porque não buscar neste dia a experiência de apaixonar-se, de entregar-se à esse poder? Não, não falo de sexo (não apenas, claro). Falo daquele arrebatamento que sentimos. Creio que se isso fosse o mais importante, poderíamos até comprar coisas, mas como ferramentas, meios de chegar nesta emoção e não como um fim em si mesmo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Antes que você diga algo contra sabemos que as emoções podem sim ser evocadas. Na verdade, fazemos isso o tempo todo, só que não dominamos isso em nós. Ouvir uma música pode evocar muitas emoções, ir à um lugar  ou simplesmente recordar e imaginar uma determinada cena nos provoca emoções. Então, fica já a dica de como fazer.</p>
<p>Isso me representa. Celebrar a emoção do enamorar-se, &#8220;sentir na pele esta emoção&#8221;, evocá-la e, então, poder usufruir dessa energia com uma pessoa, que dentre tantos bilhões de pessoas nessa terra tornou-se especial para nós por causa de um olhar, tarde de uma noite qualquer, numa rua qualquer da cidade, com um copo de uma bebida qualquer&#8230; que, no meio de tantos &#8220;qualquer&#8221; tornou-se &#8220;alguém que se quer&#8221;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Já não mais sou este coração,</p>
<p>este olhar, este respirar.</p>
<p>Já não sou mais estes planos,</p>
<p>estas ideias, estes horizontes.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Agora vivo numa interrogação.</p>
<p>Dúvida contínua, insegurança perfeita.</p>
<p>Consumo o meu tempo buscando</p>
<p>Aquilo que mantém o meu tormento.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Observar-te dormindo.</p>
<p>Imaginar se dali um momento irá</p>
<p>Sorrir, bocejar</p>
<p>Ou me notar, convidando para um abraço.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O futuro só isso pode oferecer:</p>
<p>a dúvida de como vai ser.</p>
<p>E tendo encontrado ele em nós</p>
<p>Nunca mais desejo a certeza conhecer.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Amar?</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2014/09/12/amar/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Sep 2014 10:41:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
		<category><![CDATA[Amar]]></category>
		<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Amor próprio]]></category>
		<category><![CDATA[Auto Expressão]]></category>
		<category><![CDATA[Emoções]]></category>
		<category><![CDATA[expressar]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia trágica]]></category>
		<category><![CDATA[identidade]]></category>
		<category><![CDATA[Medo]]></category>
		<category><![CDATA[Mudança]]></category>
		<category><![CDATA[Papel na relação]]></category>
		<category><![CDATA[Psicoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Vida]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estou com medo. Hum, do que? Daquele menino que estou saindo sabe? Ã&#8230; sei sim&#8230; Porque &#8220;ã sei..?&#8221; Porque será? Você sabe, não sabe? &#8230; eu to gostando dele&#8230; não queria&#8230; Porque? Porque eu já me fudi muito com isso! Nem me fale, eu sei bem disso&#8230; Então! Então o que? Qual o problema? Não &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2014/09/12/amar/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Amar?</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.akimpsicologo.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/09/coracao-partido.png"><img loading="lazy" class="alignnone  wp-image-2376" src="http://www.akimpsicologo.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/09/coracao-partido.png" alt="coracao-partido" width="226" height="184" /></a> <a href="http://www.akimpsicologo.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/09/images-17.jpg"><img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-2377" src="http://www.akimpsicologo.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/09/images-17.jpg" alt="images (17)" width="273" height="185" /></a></p>
<ul>
<li>Estou com medo.</p>
</li>
<li>
<p>Hum, do que?</p>
</li>
<li>
<p>Daquele menino que estou saindo sabe?</p>
</li>
<li>
<p>Ã&#8230; sei sim&#8230;</p>
</li>
<li>
<p>Porque &#8220;ã sei..?&#8221;</p>
</li>
<li>
<p>Porque será? Você sabe, não sabe?</p>
</li>
<li>
<p>&#8230; eu to gostando dele&#8230; não queria&#8230;</p>
</li>
<li>
<p>Porque?</p>
</li>
<li>
<p>Porque eu já me fudi muito com isso!</p>
</li>
<li>
<p>Nem me fale, eu sei bem disso&#8230;</p>
</li>
<li>
<p>Então!</p>
</li>
<li>
<p>Então o que? Qual o problema? Não tá aqui inteira?</p>
</li>
<li>
<p>&#8230; Ai&#8230; sei lá&#8230;</p>
</li>
<li>
<p>Que tal ir lá e ver como vai ser&#8230; usar a tua terapia para te ajudar caso precise? Ao invés de ficar temendo uma pessoa que você foi à anos atrás?</p>
</li>
<li>
<p>Ai&#8230; tá&#8230; eu sei&#8230; não acho que estou gostando dele por acaso&#8230; acho que tá na hora de sair do casulo&#8230; mas me dá medo</p>
</li>
<li>
<p>Quem disse que não ia ter?</p>
</li>
<li>
<p>É&#8230; ninguém&#8230;</p>
</li>
</ul>
<p>&#8220;Amor é a ferida que só pode ser curada pelo mesmo bálsamo que causa a ferida&#8221;. Bill Moyers</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Amar é perigoso? Sim, é.</p>
<p>Acho importante começar este post sendo sincero. Amar não traz garantias de nada, não resolve nada, não cria nada. Amar é &#8211; como disse um poeta &#8211; simplesmente amar. Porque amar? As dores do amor são tão grandes, as decepções tão dolorosas e a insegurança que vivemos tão profunda que&#8230; para que amar? Várias pessoas já passaram pelo meu consultório com esta dúvida cruel que se torna insuportável quando a pessoa além de ter a dúvida ainda sente dentro dela&#8230; amor.</p>
<p>Em geral nos defendemos de amar com argumentos variados os quais, no entanto, se resumem no seguinte: dor e segurança. Trocando em miúdos: porque amar se posso me machucar? Porque amar se o amor do outro não é garantido?</p>
<p>A primeira ideia trabalha com a nossa noção de auto proteção, ou seja, o problema do amor é justamente que estou aberto à ele, sem defesas &#8211; ou, pelo menos, com menos defesas que o habitual. Ao estar aberto à amar, estou vulnerável e posso ser facilmente machucado. Este argumento traz, consigo a seguinte refutação: o problema é o afeto ou a relação que traz problemas consigo? Ou seja, o problema está no amor ou nas atitudes de uma ou outra pessoa? Em meu consultório sigo a ideia de que o problema não é o amor, mas sim o como amo.</p>
<p>É possível estar aberto e entregue e, ao mesmo tempo, sentir a dor de uma decepção, ser ferido e se curar. O &#8220;controle&#8221; está em nos ocuparmos de nós quando isso ocorre. O afeto do amor pode permanecer, mas a rotina da relação não. Isso é o que nos dói de fato. Aquilo que mais dói no final de uma história é a história que não poderemos mais contar. Assim sendo o afeto do amor não é, em si um problema, mas sim a &#8220;competência&#8221; com a qual entramos neste jogo.</p>
<p>O segundo pressuposto que fala da segurança trata da ideia de que ao se abrir a pessoa deseja receber algo em troca disso: a certeza de que será respeitada e &#8220;ressarcida&#8221; em sua entrega. O problema com esta ideia é que o amor e o amar não são uma relação de compra e venda na qual está pressuposto que o dar envolve um receber. O ato de amar não é um mercado. É um ato de entregar e quando entregamos, damos. Nos damos ao amor, nos entregamos ao amor e ao amar.</p>
<p>Novamente a questão da vulnerabilidade se instala e a pessoa busca esta segurança, esta compensação: &#8220;bem, já que eu fiz isso, pelo menos&#8230;&#8221; Mas não funciona assim, esta não é a regra do amar. Se o que você quer é segurança, faça um seguro, não ame. Segurança se confunde com certeza neste contexto e certezas é tudo o que o amar não oferece. Oferece sim muitas aventuras e oportunidades, muitas dúvidas e desafios, porém a ideia de conforto e segurança, num prazo longo matam a sensação de amar.</p>
<p>O problema desses argumentos em relação ao amor é que eles buscam no amor e no amar algo que este não tem à oferecer. Se ele não tem à oferecer, como pode-se buscar isso nele? É como ir numa pizzaria e querer comprar lá uma BMW, não tem isso lá. Mas então, como lidar com o desejo de amar, com o sentimento de amor. Porque amar, se amar é algo tão inseguro e tão complexo?</p>
<p>Bem&#8230; porque não?</p>
<p>Toda vez que entramos num jogo de futebol, por exemplo, sabemos que um ganha e o outro perde. Isso não nos impede de jogar. A questão fica assim: o amor não me dá o que eu achava que ele deveria dar&#8230; devo, então me afastar do amor? Não. Não necessariamente pelo menos. Quem sabe brincar com ele, jogar o jogo e aprender com ele algumas coisas?</p>
<p>A filosofia trágica trabalha com a noção de aceitação da vida. Tal como é. Não se deve negar o horror da vida ou tentar maquiá-lo para parecer mais palatável aos nossos sentidos. Não, a vida é isso: trágica, dura e horrível. O amor é duro, trágico e horrível também. A pergunta que coloco é: porque não amar mesmo sendo isso algo que pode nos machucar? Medo de se machucar? Mas a vida também oferece isso, então, não vamos viver? A pergunta sobre o amor é injusta à meu ver porque tentamos colocá-lo como algo que deveria atender às nossas pendengas afetivas, mas isso é muito mesquinho. Ele é o que é com todo o doce e todo o amargor.</p>
<p>O amor machuca? Sim. Porque amar então? Porque não? Porque não ir mesmo assim e afirmar esta realidade? Isso é o trágico: a afirmação daquilo que há. Tanto o doce e belo e prazeroso e extasiante quanto o horrível e destrutivo e nojento. Quanto mais dizemos &#8220;sim&#8221; a experiência do amor &#8211; seja ela qual for &#8211; mais podemos nos apaixonar por ele, mais podemos viver e aprender com ele tal como é, sem as nossas ilusões de como ele deveria ser e mais com a realidade do que ele é.</p>
<p>E é aí que temos em Coríntios que o amor nada sofre, não se ensoberbece e não conhece a dor. O amor é o amor a &#8220;outra coisa&#8221; é a experiência que temos das nossas relações. O amor é algo além disso, amar é algo além disso, mas é nesta experiência que conhecemos &#8211; por seremos humanos &#8211; a dor, a ganância, a soberba, mas o amor, em si é algo além porque ele engloba tudo isso, ele não é apenas uma coisa ou outra, mas sim todas elas.</p>
<p>Para nós, humanos, a maior proximidade que temos com isso é quando escolhemos o amor em nossas vidas. A escolha é o que nos tira da atenção que damos aos &#8220;sobes&#8221; e &#8220;desces&#8221; da roda da fortuna e nos coloca em contato com o centro dela. É o verdadeiro sentido do voto de casamento &#8220;na pobreza e na riqueza, na saúde e na doença eu escolho &#8220;você&#8221;. &#8220;Você&#8221; é o meu centro, quando optamos pelo amar e pelo amor nós o tornamos o centro de nossas vidas, nós nos conectamos com ele e daí sim, amamos.</p>
<p>Bem&#8230; é o que eu vivo&#8230;</p>
<p>Abraço</p>
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<p>&nbsp;</p>
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		<title>Garantias</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2014/04/04/garantias/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Apr 2014 12:57:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
		<category><![CDATA[Amor]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas e como é que eu sei se ele me ama? &#8211; Não sabe. &#8211; Como assim não sabe? &#8211; Bem&#8230; você pode tentar, mas saber, de verdade, ninguém nunca sabe. &#8211; Ai Akim&#8230; mas&#8230; ai&#8230; é tão duro isso. Eu preciso saber sabe? Se não como que eu me entrego? &#8211; Então me &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2014/04/04/garantias/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Garantias</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas e como é que eu sei se ele me ama?</p>
<p>&#8211; Não sabe.</p>
<p>&#8211; Como assim não sabe?</p>
<p>&#8211; Bem&#8230; você pode tentar, mas saber, de verdade, ninguém nunca sabe.</p>
<p>&#8211; Ai Akim&#8230; mas&#8230; ai&#8230; é tão duro isso. Eu preciso saber sabe? Se não como que eu me entrego?</p>
<p>&#8211; Então me diga: como é possível saber o que alguém sente?</p>
<p>&#8211; Pelo comportamento dele.</p>
<p>&#8211; Bem, ele pode ter comportamentos que você entenda como amor, mas ele pode fingir, não pode?</p>
<p>&#8211; Pode&#8230; bem, acho que pode ser pelo jeito que eu sinto ele.</p>
<p>&#8211; Isso é ainda mais sutil, você pode projetar coisas suas nele e achar o que bem entender sem isso ser fato para ele.</p>
<p>&#8211; Então não dá mesmo?!</p>
<p>&#8211; Não&#8230; o que temos para hoje é simplesmente se ele consegue se comportar de uma maneira que te faça sentir-se amada, fora isso minha cara&#8230; nem Freud explica.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Queremos garantias! Na sociedade de consumo ninguém quer sentir que fez um &#8220;investimento&#8221; à toa no que quer que seja: desde compras de alimentos até relacionamentos. Porém que garantias a realidade realmente nos fornece? Até onde sei a única garantia &#8211; mesmo &#8211; é a da morte para quem é vivo. Ademais, &#8220;tudo pode acontecer&#8221;.</p>
<p>Mas porque precisamos de garantias? Toda vez que alguém precisa de uma garantia esta pessoa está comunicando alguma coisa, alguma necessidade, algum medo ou até uma falta de perspectiva que ela tem sobre a vida. Querer uma garantia é o mesmo que achar que alguém possui o dom onipotência e onisciência: para poder prever tudo e agir sobre tudo. Porém este poder não existe disponível para nenhum humano e nem para nada criado pelos humanos.</p>
<p>Porém a nossa necessidade infantil de ter um controle completo sobre o mundo ainda permanece e assim buscamos estas garantias. Enquanto se busca a garantia se perde de vista aquilo que mais importa: o que está ocorrendo. As pessoas gastam tanto tempo desejando ter certeza que quando vão agir já não dá mais tempo, ou então se perdem em pensamentos mil buscando &#8220;onde está a verdade&#8221;.</p>
<p>Obviamente trata-se de uma forma de se defender contra a dor e a frustração, porém uma forma que não é funcional &#8211; primeiro porque não protege contra a dor e frustração e segundo porque afasta a pessoa de poder viver algo de bom, mesmo que o ruim venha depois. Aparentemente quando conseguimos aprender que não existem garantias, podemos ir para dois caminhos: o do isolamento &#8211; &#8220;então porque vale a pena me esforçar?&#8221; &#8211; ou o do herói &#8211; &#8220;bem, o jogo é este não é? Então vamos jogá-lo!&#8221;.</p>
<p>Qual o seu?</p>
<p>Abraço</p>
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