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	<title>Arquivos Auto-estima - Akim Neto Psicólogo Clínico</title>
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		<title>Rejeição, rejeitado e rejeitador</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/12/10/rejeicao-rejeitado-e-rejeitador/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Dec 2021 21:34:20 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Akim, você não tem ideia de como é se sentir assim. &#8211; Talvez não&#8230; como é? &#8211; É saber que você nunca, nunca vai poder sentir aquela emoção de ser acolhido e bem quisto. &#8211; Uau&#8230; que passado poderoso você tem. Nunca mais? Então ele ter lhe rejeitado, te exclui do &#8220;rol&#8221; de pessoas &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/12/10/rejeicao-rejeitado-e-rejeitador/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Rejeição, rejeitado e rejeitador</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Akim, você não tem ideia de como é se sentir assim.</p>
<p>&#8211; Talvez não&#8230; como é?</p>
<p>&#8211; É saber que você nunca, nunca vai poder sentir aquela emoção de ser acolhido e bem quisto.</p>
<p>&#8211; Uau&#8230; que passado poderoso você tem. Nunca mais? Então ele ter lhe rejeitado, te exclui do &#8220;rol&#8221; de pessoas aceitas?</p>
<p>&#8211; Falando assim até parece exagero da minha parte.</p>
<p>&#8211; É exagero.</p>
<p>(silêncio) &#8211; Porque? Não acha que doeu.</p>
<p>&#8211; Acredito que &#8220;doeu&#8221;. No passado. E hoje, porque você ainda revive, todos os dias aquela cena? Ou seu pai lhe diz todos os dias &#8220;eu não amo você&#8221;?</p>
<p>&#8211; Não&#8230; ele não diz.</p>
<p>&#8211; Veja, sei que doeu, mas o fato é que você está construindo sua vida em cima disso. E esse não é um bom alicerce. Que tal tentar se dar outro? Um no qual sua felicidade possa florir?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Muitas pessoas sofrem com a rejeição. Porém o sofrimento causado pela rejeição só deveria ser sentido uma vez, ao ser rejeitado. Porque as pessoas mantém este sentimento por muitos anos e até definem suas vidas com base nele?</p>
<p><span id="more-6686"></span></p>
<p>O rejeitado tem como dinâmica mental comparar o passado que foi de fato com aquele passado desejado. De um lado, visualiza aquilo que poderia ter acontecido e contrasta com o que ocorreu se atendo às partes negativas. Esta comparação gera a sensação de injustiça e impotência típicas do sentimento de rejeição. Além disso, o rejeitado também cria, muitas vezes sem perceber, um &#8220;eu&#8221; para cada versão do passado que ele cria em sua mente.</p>
<p>O sentimento de rejeição só é possível por causa deste contraste entre o que deveria ter sido e o que foi. Quando focamos na questão do &#8220;eu&#8221;, ou da identidade, a questão se torna mais complexa. O rejeitado cria para si um modelo de quem ele foi de fato (o eu rejeitado) e de quem ele poderia ter sido caso não fosse rejeitado. Em geral as pessoas se magoam ao ver quem eles são em detrimento de quem poderiam ter sido caso tudo fosse como eles esperavam que fosse.</p>
<p>Esta dinâmica, então faz com que o rejeitado lute contra o passado e também contra si. Não raro pessoas que tem problemas com rejeição também se rejeitam. O mecanismo é este citado acima: comparação entre quem são e quem deveriam ter sido. O problema repousa no fato cruel de que quem eles são ou poderiam ter sido é algo que está nas mãos de um terceiro: aquele que o rejeitou no passado. Desta forma a injustiça, impotência e desprezo se instalam.</p>
<p>A mudança está em aceitar aquilo que passou do jeito que ocorreu. Aceitar a dor pode ser mais difícil do que lutar contra ela e boa parte das pessoas que são rejeitadas não querem aceitar isso. A aceitação faz com que a pessoa tenha que se fazer uma pergunta: o que farei com o que fizeram de mim? Esse questionamento faz com que ela retome a responsabilidade por sua existência e destino, em geral, algo que os rejeitados jogam para cima dos rejeitadores.</p>
<p>Uma das perguntas que faço é: você pode ser rejeitado? Pode parecer estranha, porém leva à uma reflexão profunda. Boa parte das pessoas reclamam da rejeição e sabemos que ela pode ter efeitos nocivos. Por outro lado trata-se de um fenômeno super comum pelo qual todos os seres humanos passam ao longo de suas vidas. Sem a rejeição não existiriam grupos, afinal de contas rejeitar é escolher também. Logo, perceber que não há nada de pessoal em uma rejeição é fundamental para aceitar o passado (e a si mesmo).</p>
<p>Se a pessoa entende a rejeição como algo normal e entende que seu passado foi real ela poderá abrir-se para o futuro. É algo como dizer-se: &#8220;ok, não consegui exatamente o que quis, mas o que vou fazer comigo daqui em diante?&#8221;. Não podemos mudar o passado, isso é um fato. Logo não adiante brigarmos com ele e nem com quem nos tornamos a partir dele. Tudo o que nos resta, no presente, é buscar como iremos ao futuro de uma maneira melhor.</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>Adultos ou crianças?</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/12/03/adultos-ou-criancas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Dec 2021 21:30:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas eu sempre fui assim Akim! &#8211; Sim, eu sei. Desde quando, mais ou menos? &#8211; Ah, desde uns 8 ou 10 anos. &#8211; Então lá naquela época você decidiu que isso seria o melhor para você? &#8211; Mais ou menos isso. &#8211; Você deixaria suas economias nas suas mãos quando tinha oito anos? &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/12/03/adultos-ou-criancas/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Adultos ou crianças?</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas eu sempre fui assim Akim!</p>
<p>&#8211; Sim, eu sei. Desde quando, mais ou menos?</p>
<p>&#8211; Ah, desde uns 8 ou 10 anos.</p>
<p>&#8211; Então lá naquela época você decidiu que isso seria o melhor para você?</p>
<p>&#8211; Mais ou menos isso.</p>
<p>&#8211; Você deixaria suas economias nas suas mãos quando tinha oito anos?</p>
<p>&#8211; Não.</p>
<p>&#8211; Porque?</p>
<p>&#8211; Eu ia gastar tudo em jogo de vídeo game!</p>
<p>&#8211; Pois é, imaturo não?</p>
<p>&#8211; Sim.</p>
<p>&#8211; E porque deixa a sua vida nas mãos daquele menino de oito anos?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os adultos tem problemas de adultos. Decisões cujas consequências serão reais. Porém, em várias situações colocam a criança que carregam dentro de si, muitas vezes ferida, para tomar essas decisões. Porém crianças não deveriam ter que tomar decisões por adultos, deveriam ser educadas e protegidas por eles.</p>
<p><span id="more-6719"></span></p>
<p>Internamente, todos mantemos histórias sobre quem somos e porque somos assim. Muitas dessas histórias tem o poder de organizar nossas crenças, identidade e comportamentos. Várias delas definem as pessoas com quem que vamos ter relações , a profissão que vamos seguir e como vamos nos relacionar com ela e até nossa auto estima. O problema é que mutias dessas histórias foram criadas por nós quando éramos crianças.</p>
<p>Embora a criança tenha um lugar dourado hoje em nossa sociedade, a verdade é que ela também comete inúmeros erros e interpretações da realidade que são muito mais uma fantasia composta do que uma percepção. Não é que a criança tenha algo de errado, mas é que ela é imatura. A imaturidade natural da criança a faz tecer histórias e criar explicações sobre si e o mundo que não são úteis, ou são baseadas em critérios inadequados. Assim sendo, tornam-se problemáticas ao serem empregues por um adulto.</p>
<p>Um exemplo disso são pessoas filhas de pais com problemas com álcool. É comum que, quando adultas, estas pessoas reajam à situações de conflito da mesma maneira que aprenderam quando criança. Tornando-se menor, pedindo &#8220;desculpas por existir&#8221;, prendendo a respiração, mudas e torcendo para que o pior não aconteça. É natural uma criança reagir assim frente um adulto alcoolizado e agressivo. Porém enquanto essa pessoa, como adulta, mantiver esta mesma resposta, irá colocar-se de maneira por demais frágil em situações de confronto.</p>
<p>Tendemos a nos identificar com nossas histórias. Assim, a criança pode dizer: &#8220;melhor eu ficar quietinha aqui, pequena e ele não via me ferir&#8221;. Ora, é compreensível que uma criança faça isso. Porém, o adulto pode manter a mesma frase em situações nas quais ela não é mais adequada ou, sequer, desejável. É importante ajudar a pessoa a perceber &#8220;quem&#8221; está ali: uma criança amedrontada ou um adulto? A criança vai se esconder e está certa nisso, porém o adulto pode enfrentar uma situação e é importante ajudar este adulto a aparecer.</p>
<p>Ele aparece, no primeiro momento, ao se dar conta da situação. &#8220;Quem sou eu&#8221; frente à esta situação é o que nos coloca no jogo. Ao se perguntar isso a pessoa pode fazer uma diferença entre quem ela foi no passado e quem ela é agora. O segundo passo é perguntar-se &#8220;como eu posso agir nesta situação?&#8221;. O adulto pode explorar outros tipos de resposta, pois já teve mais experiência de vida e tem acesso à mais informações do que a criança. Por fim, sempre, agir. Agir e coletar os resultados de sua ação e fazer isso novamente. É na ação que aprendemos. E na ação, que crescemos.</p>
<p>Abraços</p>
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		<item>
		<title>Sobre aquilo que não podemos ver</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/11/26/sobre-aquilo-que-nao-podemos-ver/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Nov 2021 21:00:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Eu não consigo trabalhar direito com essa ansiedade Akim. &#8211; Sim, depois do nosso último trabalho ficou claro isso para mim. &#8211; E o que eu faço então, não tem solução? &#8211; Bem, a questão é que isso está além de você. &#8211; Além de mim? &#8211; Sim, eu acredito que precisamos não apenas &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/11/26/sobre-aquilo-que-nao-podemos-ver/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Sobre aquilo que não podemos ver</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Eu não consigo trabalhar direito com essa ansiedade Akim.</p>
<p>&#8211; Sim, depois do nosso último trabalho ficou claro isso para mim.</p>
<p>&#8211; E o que eu faço então, não tem solução?</p>
<p>&#8211; Bem, a questão é que isso está além de você.</p>
<p>&#8211; Além de mim?</p>
<p>&#8211; Sim, eu acredito que precisamos não apenas trabalhar a sua relação com seu pai e com o trabalho, mas precisamos de seu pai aqui na sessão.</p>
<p>&#8211; Do meu pai?</p>
<p>&#8211; É, ele faz parte desse processo, ficou claro semana passada.</p>
<p>&#8211; É&#8230; pensando bem, falei mais dele do que de qualquer outra coisa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>É comum a psicoterapia de alguém &#8220;estagnar&#8221;, ou seja, o avanço ser interrompido. Cabe aos psicólogos buscarem maneiras de compreender o que ocorreu. Muitas vezes isso pode ser um problema que envolve a relação terapêutica. Em outros casos envolve problemas familiares e, em alguns também envolve problemas que vão além da família de origem de cada um.</p>
<p><span id="more-6732"></span></p>
<p>Gosto de perceber o desenvolvimento da psicologia não da maneira tradicional, onde cada linha é uma coisa separada da outra. Percebo os movimentos como complementares. A análise das pessoas é muito importante, o foco no indivíduo e seus problemas alavancou todas as escolas de psicologia e, em última instância, continua sendo o foco dela como um todo. Porém desde o desenvolvimento das terapias sistêmicas, um novo foco emergiu: a família, o grupo, o social. Olhar para o indivíduo sem prestar atenção nesses níveis pode estagnar um processo e não dar a devida atenção à alguns problemas e questões fundamentais.</p>
<p>A teoria dos sistemas nos mostrou que o sintoma de uma pessoa pode, em muitos casos, ser reflexo de um arranjo da família. Em outras palavras, podemos dizer que a depressão &#8220;de uma pessoa&#8221; é, na verdade, uma manifestação de um problema da família. É como se ao invés da família resolver um problema, ela criasse um sintoma em uma pessoa. da mesma forma que ocorre em doenças psicossomáticas. O que é fantástico neste tipo de análise é que em alguns casos o sintoma familiar pode se referir à uma geração anterior, por exemplo, o sintoma pode passar de um bisavô à um bisneto e o contato entre essas duas pessoas não é necessário para isso ocorrer.</p>
<p>Fantástico e perturbador, visto que isso significa que nem sempre podemos resolver sozinhos todos os problemas de nossas vidas. Ou então, pensando de outra maneira: aquilo que trazemos em nossa mente e personalidade nem sempre se refere ao presente imediato, ao que conseguimos ver aqui e agora. Lembro-me de um cliente que, simplesmente, não conseguia sentir-se bem com ele mesmo. Fomos em várias direções, todas furadas. Por fim, indaguei sobre seus avós e bisavós. Ele não tinha muitas informações, porém tinha impressões sobre a família. Em uma de nossas sessões, a partir da observação do comportamento dele e do conteúdo e forma da fala, percebi que havia algo relacionado ao seu lugar na família de origem que não o permitia sentir-se bem.  Quando lhe disse que ele não tinha um lugar próprio, desatou a chorar, depois disse que fazia sentido e não ao mesmo tempo, pois ele sempre foi bem quisto na família. Ao perguntar para os pais sobre alguém que não havia tido lugar, os mesmos lhe contaram de um irmão que faleceu, ele nunca soube dessa história.</p>
<p>Aquilo que não podemos ver nos afeta. Freud trouxe a ideia de inconsciente, agora nos vemos com a noção de heranças familiares. Explorar esse caminho é, no entanto, entrar em contato com nossas raízes e alma. Não se trata de algo impossível de acessar, mas sim, de algo que precisamos atentar. Sem atenção não é possível ver. Em muitos casos a ajuda se faz necessária, nem sempre conseguimos ver tudo sozinhos, faz parte do jogo que seja assim.</p>
<p>Abraço</p>
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		<item>
		<title>A dolorosa consequência da realidade</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/11/24/a-dolorosa-consequencia-da-realidade/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Nov 2021 21:59:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Eu não quero mais falar com ela. &#8211; Eu sei. &#8211; Ela não merece. &#8211; É o contrário. &#8211; Contrário? Como contrário? Olhe o que ela fez para mim! &#8211; Sim, ela foi &#8220;sacana&#8221;. &#8211; Então! &#8211; Mas quem não merece falar com ela é você, porque querer, você quer. (silêncio) &#8211; E porque &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/11/24/a-dolorosa-consequencia-da-realidade/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">A dolorosa consequência da realidade</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Eu não quero mais falar com ela.</p>
<p>&#8211; Eu sei.</p>
<p>&#8211; Ela não merece.</p>
<p>&#8211; É o contrário.</p>
<p>&#8211; Contrário? Como contrário? Olhe o que ela fez para mim!</p>
<p>&#8211; Sim, ela foi &#8220;sacana&#8221;.</p>
<p>&#8211; Então!</p>
<p>&#8211; Mas quem não merece falar com ela é você, porque querer, você quer.</p>
<p>(silêncio)</p>
<p>&#8211; E porque eu não mereço?</p>
<p>&#8211; Porque não consegue reconhecer que quer falar com ela.</p>
<p>&#8211; Odeio isso.</p>
<p>&#8211; Sim.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O filme &#8220;Her&#8221; tem uma frase linda: &#8220;o passado é só uma história que contamos à nós mesmos&#8221;. Porém, refletir sobre ela é um tanto chocante e exige maturidade. Dizer que o passado é &#8220;só uma história&#8221; não deve ter como foco a palavra &#8220;só&#8221;, mas sim &#8220;uma história&#8221;. Ao tomar a discussão por este lado, entramos no tema da realidade.</p>
<p><span id="more-6793"></span></p>
<p>Uma das tarefas que cabe à todo psicólogo clínico em praticamente todos os seus atendimentos é a &#8220;redefinição&#8221;. Nela, tratamos de dar um novo sentido sobre um evento ou nova definição sobre um conceito que a pessoa traz consigo. O que faz esta tarefa tão importante e comum é o fato de que muitos conceitos e significados que traçamos em algum momento de nossas vidas, se tornam disfuncionais mais tarde. Porém, como sabemos que eles se tornam disfuncionais?</p>
<p>Tomando um adolescente classe média, média alta que não precisa trabalhar, por exemplo. Talvez essa pessoa deseje, aos seus 16 anos, ter um lugar só para si, uma casa para receber os amigos e festar, dormir a hora que quer e fazer &#8220;o que bem entende&#8221;. Ao atingir isso, mais tarde, no começo ela se deleita com a execução de todos os seus desejos. Algum tempo depois, ao iniciar vida profissional e, talvez, marital percebe que há algo de errado. As crenças elaboradas na adolescência sobre o que é &#8220;ser um adulto&#8221;, não estão em harmonia com a realidade. Antes seus pais o acordavam, agora seu emprego pede que ele acorde cedo, por exemplo. &#8220;Onde está a minha liberdade?&#8221;, pergunta-se a pessoa.</p>
<p>O problema não é a &#8220;falta de liberdade&#8221; e sim a concepção que o adolescente criou sobre como deveria ser uma vida com &#8220;liberdade&#8221;. A realidade é: ele escolheu o emprego, a namorada e a casa. Escolheu crescer e tudo isso vem com limites. Porém a &#8220;história&#8221; que ele ainda tem em mente é que &#8220;estava indo tudo bem, minha vida estava tranquila e daqui a pouco eu tenho que fazer isso e fazer aquilo e não tenho mais a minha liberdade&#8221;. As histórias que contamos para nós são a interpretação que tiramos de nossas experiências, porém elas são histórias e não a realidade em si. Quando lidamos com a realidade em si, as coisas são diferentes.</p>
<p>As histórias são &#8220;boas&#8221; a realidade é cruel. Nas histórias sempre temos uma desculpa externa para nosso sofrimento, na realidade não. Então as redefinições se tornam necessárias. Sabemos que uma crença é disfuncional olhando para a realidade. Quando nossos conceitos criam histórias que nos ajudam, crescemos e eles são funcionais. Quando atrapalham nosso crescimento, se tornam disfuncionais. Uma pessoa mais amadurecida, por exemplo, diria que escolhas trazem consequências. Ela, então, pensa nas consequências, ganhos e perdas que terá com as escolhas que fará e decide se está disposta a enfrentar isso ou não. Assim sendo, ela entende o que acontece depois como &#8220;parte do jogo&#8221; e não como &#8220;perda da liberdade&#8221; como alguém mais imaturo pensa.</p>
<p>A realidade é dolorosa em relação as histórias porque ela sempre nos apresenta perdas. Sempre vamos perder algo à medida em que crescemos e o tempo passa. A realidade cobra seu preço de maneira crua e imparcial. Por outro lado, ela traz a liberdade verdadeira: aquela na qual ação e consequência caminham juntas e todos temos limites. Nela, as coisas são pequenas: apenas o que pode acontecer acontece. De outra lado, o fato das coisas acontecerem dessa forma nos faz fortes para realizá-las. As histórias, são ricas, muito pode acontecer nelas, porém, se tornam restritas, porque não somos tão potentes ou tão vítimas quanto nossas histórias gostam de nos colocar.</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>Não tenho mais o que falar (ou cansei de ficar reclamando)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Nov 2021 22:00:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Eu não quero mais falar sobre isso, parece que toda sessão é a mesma coisa. &#8211; Que ótimo. &#8211; Ótimo? &#8211; É. Agora vamos falar sobre o que realmente importa então não é? &#8211; Ué, mas e o que eu dizia antes não era importante? &#8211; Sim, porém eram reclamações apenas. Já sabemos do &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/11/03/nao-tenho-mais-o-que-falar-ou-cansei-de-ficar-reclamando/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Não tenho mais o que falar (ou cansei de ficar reclamando)</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Eu não quero mais falar sobre isso, parece que toda sessão é a mesma coisa.</p>
<p>&#8211; Que ótimo.</p>
<p>&#8211; Ótimo?</p>
<p>&#8211; É. Agora vamos falar sobre o que realmente importa então não é?</p>
<p>&#8211; Ué, mas e o que eu dizia antes não era importante?</p>
<p>&#8211; Sim, porém eram reclamações apenas. Já sabemos do que você não gosta nas pessoas da sua família, agora vamos falar sobre o que?</p>
<p>&#8211; Não sei direito&#8230;</p>
<p>&#8211; Que tal sobre você e o que você quer fazer com tudo isso.</p>
<p>&#8211; Não pensei nisso.</p>
<p>Reclamações fazem parte de muitos processos de terapia. Em alguns momentos, porém, o cliente está &#8220;de saco cheio&#8221; disso. Esse é o momento no qual ele quer deixar a terapia porque &#8220;não tem mais o que falar&#8221;. Como lidar com isso?</p>
<p><span id="more-6712"></span></p>
<p>Salvador Minuchin já dizia que as pessoas querem mudanças desde que nada precise mudar. É importante considerar o tema do vínculo terapêutico: qual o tipo de vínculo que a pessoa mantém com o terapeuta e com a terapia? Em contrapartida, é importante se questionar sobre o papel que ela atribui à ela mesma ao estabelecer esses vínculos. Isso é importante porque alguns criam um vínculo reclamatório, esperam que através da reclamação os problemas se resolvam, porém isso não funciona assim.</p>
<p>Um dos trabalhos do terapeuta é, ao longo do tempo, ajudar o cliente a perceber essa realidade e desenvolver-se em direção a resolver e lidar com os problemas ao invés de reclamar deles apenas. Porém, a reclamação não trata apenas de conteúdo, também se refere à uma forma de se relacionar a qual empresta uma identidade ao reclamante. À medida em que a terapia progride e o reclamante começa a perceber que sua maneira de se vincular e de reclamar não é mais funcional ele pode começar a mostrar o sintoma &#8220;não tenho mais o que falar&#8221;.</p>
<p>E de fato não tem. Porém isso é extremamente positivo. Este sintoma, para este tipo de dinâmica, revela que a pessoa &#8220;esgotou&#8221; o seu arsenal de reclamação e começa a entrar em contato com o vazio que há por detrás disso, ou o medo ou a angústia. Este pode ser um momento no qual a pessoa deseja parar a terapia, afinal, &#8220;não tem mais nada a dizer&#8221;. No entanto, é justamente não ter nada mais a reclamar que a fará buscar um conteúdo que possa ajudá-la a mudar a maneira pela qual se vincula e cria relações e mundo.</p>
<p>Assim sendo é importante encorajar a pessoa a não ter o que falar e ater-se ao silêncio. Sobre as reclamações ela não quer mais falar, pois já falou (ou reclamou) muito. A pergunta então é: o que ela precisa, de fato, expressar? Deixar a reclamação de lado, porém é angustiante, pois deixa a pessoa &#8220;sem forma&#8221; para se relacionar e nem se perceber. Assim sendo, é importante trabalhar com ela uma maneira de &#8220;ser no mundo&#8221; que a ajude a prestar atenção nela e nas relações sem precisar da reclamação.</p>
<p>Nisso o terapeuta poderá ajudar sendo uma fonte de experiências para ela. Aprender na relação com o terapeuta a falar de fatos positivos sobre sua vida, sonhos, desejos e esperanças pessoais. Frustrações e conquistas que a pessoa poderá começar a ter assim que se comprometer consigo mesma. Ao mesmo tempo, não é o momento para dar muitos conselhos e sim deixar a pessoa fazer coisas e aprender com estas experiências. Indagar o que a pessoa fez, o que sentiu com o que fez, se isso poderá ser positivo à longo prazo ou não são as perguntas que ajudam no momento em que a pessoa não tem mais o que falar, mas justamente por isso, começar a ter muito a dizer.</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>Eu amo esse lixo que sou</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/10/29/eu-amo-esse-lixo-que-sou/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 Oct 2021 21:00:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas eu quero parar com isso. &#8211; Quer? &#8211; Claro, porque não iria querer? &#8211; Como você teria resolvido a situação da sua prova sem isso? &#8211; O que isso tem a ver? &#8211; Responde. &#8211; Não sei. &#8211; Tente responder. (silêncio longo) &#8211; Eu não sei, eu não consigo! &#8211; Pois é. Fazendo &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/10/29/eu-amo-esse-lixo-que-sou/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Eu amo esse lixo que sou</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas eu quero parar com isso.</p>
<p>&#8211; Quer?</p>
<p>&#8211; Claro, porque não iria querer?</p>
<p>&#8211; Como você teria resolvido a situação da sua prova sem isso?</p>
<p>&#8211; O que isso tem a ver?</p>
<p>&#8211; Responde.</p>
<p>&#8211; Não sei.</p>
<p>&#8211; Tente responder.</p>
<p>(silêncio longo) &#8211; Eu não sei, eu não consigo!</p>
<p>&#8211; Pois é. Fazendo seus dramas, você consegue. Sem dramas, não sabe o que fazer. Percebe o quanto você ganha com isso?</p>
<p>&#8211; Sim.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Porque algumas pessoas parecem, simplesmente, não aceitar que podem ser melhores e estão sempre se menosprezando? Pode ser que elas não consigam deixar de ser tão &#8220;ruins&#8221; quanto pensam que são.</p>
<p><span id="more-6678"></span></p>
<p>Existe algo sobre experiências traumáticas que é pouco divulgado, chamamos de &#8220;crescimento pós traumático&#8221;. Basicamente, ele é o contrário do Transtorno de Estresse Pós Traumático, pois no caso do crescimento, temos pessoas que se tornam &#8220;melhores&#8221; ou &#8220;mais fortes&#8221; depois de passar por um evento traumático. Em outras palavras, o trauma pode nos fazer crescer.</p>
<p>Outro fenômeno psicológico pouco divulgado é a identificação com a doença. Muitas pessoas que desenvolvem, por exemplo, um quadro depressivo tornam-se identificadas com a doença, ou seja, não dizem mais &#8220;tenho depressão&#8221;, afirmam: &#8220;sou depressivo&#8221;. Ser é diferente de estar. Não dizemos &#8220;sou tristeza&#8221;, mas sim: &#8220;estou triste&#8221;. Falamos assim porque trata-se de um estado que tem começo, meio e fim. Porém, quando existe a identificação, o estado torna-se permanente porque vira um &#8220;ser&#8221;.</p>
<p>Este tipo de atitude frente aos problemas mentais é muito difícil de trabalhar porque a pessoa vem com a queixa da depressão, por exemplo, mas não quer &#8220;curar&#8221; isso. Ela diz que quer, afirma que deseja sentir-se bem novamente, porém o fato é que ela não dá conta de abandonar os sintomas depressivos. Ela precisa da doença para saber quem é. O mesmo raciocínio vale para baixa auto estima e auto imagem distorcida. Depois de um determinado momento a pessoa realmente crê que é aquilo e, assim sendo, não pode se abandonar.</p>
<p>É interessante perceber que nesses casos, todas as vezes em que a pessoa chega próxima de uma conclusão ela a invalida. Sempre que tem uma melhora, se sabota afim de mostrar o quão sem esperança ela é. Tornar-se menor e doente é uma maneira de se adaptar à realidade. Este tipo de caso não melhora ao se valorizar, ele rejeita a valorização. A primeira e mais dolorosa percepção que precisam criar é a de que eles &#8220;desejam&#8221; a doença, pois não saberiam o que fazer sem ela.</p>
<p>Tornar-se &#8220;maior&#8221; e mais adaptado é um esforço diferente de tornar-se menor. Ser adulto envolve agir e responsabilizar-se por agir. Tomar a atitude e a ação. Enfrentar e dirigir. É uma atitude mais ativa que é o oposto daquela da doença, mais passiva. De uma forma básica este é o dilema que a pessoa identificada com a parte &#8220;ruim&#8221;, &#8220;feia&#8221; ou doente de si tem: o desejo de ser feliz com o medo de enfrentar aquilo que precisa para isso. Esse é o segundo passo, pois apenas quando este medo vem à tona é que ela poderá começar a construir força de verdade.</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>Dar, receber e a ilusão da comodidade do amor</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/10/27/dar-receber-e-a-ilusao-da-comodidade-do-amor/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Oct 2021 22:00:58 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Amor]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Akim, o que mais você quer que eu faça? &#8211; Eu não quero nada. Só estou apontado que aquilo que você tem feito, não está lhe trazendo o que quer. Estou errado nisso? &#8211; Não, mas&#8230; o que eu posso fazer a mais do que eu estou fazendo? &#8211; Talvez possa fazer &#8220;a menos&#8221;. &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/10/27/dar-receber-e-a-ilusao-da-comodidade-do-amor/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Dar, receber e a ilusão da comodidade do amor</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Akim, o que mais você quer que eu faça?</p>
<p>&#8211; Eu não quero nada. Só estou apontado que aquilo que você tem feito, não está lhe trazendo o que quer. Estou errado nisso?</p>
<p>&#8211; Não, mas&#8230; o que eu posso fazer a mais do que eu estou fazendo?</p>
<p>&#8211; Talvez possa fazer &#8220;a menos&#8221;.</p>
<p>(silêncio) &#8211; O que você quer dizer com isso?</p>
<p>&#8211; Que você faz muito e isso é o problema.</p>
<p>&#8211; Então demonstrar amor é um problema?</p>
<p>&#8211; Quando ele está cego, sim.</p>
<p>&#8211; Como assim cego?</p>
<p>&#8211; Ora, você mesmo quem fala: você não recebe aquilo que precisa, &#8220;só se ferra&#8221; com as mulheres&#8230; e continua &#8220;amando&#8221; do mesmo jeito. Será que não é hora de rever isso?</p>
<p>&#8211; Nunca pensei nisso.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nos ensinam que devemos ser bons com nossos semelhantes. Porém, nem sempre que é &#8220;bom&#8221; se &#8220;dá bem&#8221;. O que acontece nesse interessante fenômeno dos relacionamentos humanos?</p>
<p><span id="more-6687"></span></p>
<p>&#8220;A maior coisa que você poderá aprender é amar e ser amado&#8221;. Nossa sociedade é muito romântica em relação ao amor. Cremos que ele tudo pode, tudo concerta e tudo sabe. Porém no campo das relações humanas não é bem assim que funciona. Agimos por meio de hábitos, comportamentos, motivados por crenças, desejos, personalidade e necessidades que tornam as relações mais complexas do que simplesmente o amor.</p>
<p>Um dos erros que vejo muito em consultório está na questão de &#8220;dar&#8221; e receber. Acreditamos que o amor que damos volta. Simples assim. Se eu lhe der carinho, você me dará carinho: &#8220;Do jeito que eu entendo carinho, na proporção, intensidade e forma que eu quero de carinho&#8221;. Este é o erro e, ao mesmo tempo, o desejo secreto que carregamos dentro nós. É muito mercadológica a ideia de que receberei amor se der amor e, por este motivo, confunde.</p>
<p>Ocorre que para criar uma relação na qual eu me sinta amado preciso reconhecer quem o outro é, da forma que é. Não importa quanto amor eu lhe der, ele é quem é e reage como reage. Assim sendo ao me relacionar com uma pessoa mais fria, posso lhe dar todo o amor do mundo, mas a tendência é que ela continue fria e tenda a dar o seu amor para mim da sua forma mais distante. Portanto, se desejo receber carinho no sentido de alguém que me dê colo e faça cafuné, tenho que achar alguém assim.</p>
<p>O amor dá trabalho, essa é a verdade sobre ele. Ele mais cria problemas do que os resolve. A única &#8220;vantagem&#8221; adaptativa que ele nos oferece é a motivação para tal. Porém essa motivação não pode ser &#8220;cega&#8221;, ela tem que ver o que está criando, perceber os limites daquilo que faz, senão será apenas fonte de frustração. O amor também engana no sentido de que cremos que vamos nos realizar nele. Ledo engano, o amor nos traz desafios e não satisfação. Amar é verbo, verbo é ação. Quem não age, não ama.</p>
<p>Se dou amor, porque faço isso? O que me motiva a fazer isso que estou fazendo? Também não se trata de &#8220;dar sem esperar retorno&#8221;, mas sim de saber se você quer algo em troca ou não e se o outro tem para lhe oferecer o que você quer. É muito simplista crer que por dar, você tem que receber. Não funciona assim. É preciso saber cobrar, deixar claro as suas necessidades e desejos e mostrar insatisfação quando necessário. Também é importante agradecer, valorizar e reconhecer quando o outro satisfaz algo que é importante para nós.</p>
<p>Porém o ato de dar algo, em termos de relações humanas, significa, apenas que demos. Se nosso intuito é receber, é importante saber como fazê-lo. Em primeiro lugar, sempre digo: encontre alguém que está disponível para dar. Conheça a pessoa e veja o que ela tem a dar. Não tente criar alguém para você, aceite que as pessoas são como são, não caia na armadilha de &#8220;ele(a) vai mudar por amor&#8221;. Em terceiro lugar: saiba exatamente o que e porque você quer, sem isso ficará reclamando sem muito sentido. E, por fim, ame, pois se não amar, não irá dar ou receber.</p>
<p>Abraço</p>
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		<item>
		<title>Egocentrismo (ou &#8220;o mundo gira em torno de mim&#8221;)</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/10/22/egocentrismo-ou-o-mundo-gira-em-torno-de-mim/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Oct 2021 22:00:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas eu me preocupo. &#8211; Com o que? &#8211; E se eu sair, como que eles vão se virar? &#8211; Não sei, acredito que darão um jeito. &#8211; E se não derem? &#8211; Não darão e terão que lidar com isso. &#8211; Não consigo pensar nisso. &#8211; Porque? Eles não podem passar necessidade? &#8211; &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/10/22/egocentrismo-ou-o-mundo-gira-em-torno-de-mim/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Egocentrismo (ou &#8220;o mundo gira em torno de mim&#8221;)</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas eu me preocupo.</p>
<p>&#8211; Com o que?</p>
<p>&#8211; E se eu sair, como que eles vão se virar?</p>
<p>&#8211; Não sei, acredito que darão um jeito.</p>
<p>&#8211; E se não derem?</p>
<p>&#8211; Não darão e terão que lidar com isso.</p>
<p>&#8211; Não consigo pensar nisso.</p>
<p>&#8211; Porque? Eles não podem passar necessidade?</p>
<p>&#8211; Não, imagina! Eu não consigo pensar nisso!</p>
<p>&#8211; E você deverá salvá-los? Sempre?</p>
<p>&#8211; É o que uma mãe deve fazer Akim!</p>
<p>&#8211; E quantos anos mesmo tem seus filhos?</p>
<p>&#8211; O mais novo tem 24&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Se uma árvore cair na floresta, ela fará barulho? Se você tem uma tendência egocêntrica, achará que não (afinal não há ninguém lá para ouvir o barulho, certo?). O egocentrismo age tal como esta pergunta: &#8220;e se eu não estiver lá, o que será do mundo?&#8221;</p>
<p><span id="more-6586"></span></p>
<p>O egocentrismo aparece de várias maneiras. A mais caricata delas é aquela pessoa que fica braba com o mundo quando as coisas não saem do seu jeito. Mães super protetoras são uma vertente muito próxima da mesma ideia. O fato é que o egocêntrico se crê como uma força vital do universo. A questão é de qual universo estamos falando. Ele pode ser o mundo propriamente dito ou algo mais simples como uma família, empresa ou um casal.</p>
<p>A crença de que ele é fundamental, em geral, se manifesta em relação à sua ausência. O que o mundo, meu esposo, esposa, filho ou a empresa fará sem mim? É a concepção do outro como incapaz de gerir a sua própria vida sem essa pessoa. A ideia de que houve um &#8220;antes&#8221; praticamente inexiste para o egocêntrico. A pessoa super dedicada em geral tem a tendência a ser egocêntrica ao se crer fundamental.</p>
<p>Este é um egocentrismo mais sutil porque se adapta às normas sociais e culturais de conduta. Quem diria que uma mãe dedicada é, na verdade, uma egocêntrica? É mais &#8220;fácil&#8221; ver isso nas pessoas mimadas. A sutileza mascara a real necessidade do egocentrado que é desviar a atenção. A crença em ser fundamental, na verdade esconde o medo que essa pessoa tem de ser descartada. Com isso em mente, ela se defende crendo que é importantíssima e que nada poderá substituí-la.</p>
<p>Com isso cria pessoas dependentes ao seu redor. A dependência real ou emocional é uma marca registrada de relações com pessoas egocentradas. Isso porque a dependência de um alimenta o ego mal formado do outro. Esse jogo só traz prejuízos aos dois lados embora seja altamente equilibrado e forte. Pessoas que se creem fundamentais ao outro alimentam pessoas que desejam ser controladas, comandadas por não terem a coragem de assumir suas próprias vidas, por exemplo.</p>
<p>Rompimentos são muito doloroso para o egocêntrico. Quando ele é confrontado com a realidade de que não é fundamental, enfrenta forte dor emocional. Conseguir assumir esta dor e dar o tratamento adequado seria algo que poderia libertar o egocentrado, mas em geral, ele prefere &#8220;dar o troco&#8221; ou &#8220;se reerguer&#8221;. Esta é outra marca, achar que tudo é com ele, contra ele ou por ele. É auto importância demais.</p>
<p>Neste sentido é duro confrontar uma pessoa &#8220;que se doa aos outros&#8221; com seu lado mais obscuro. Esta sombra da necessidade de ser o centro de alguém é infantil e mantém a pessoa em relações e visão de mundo infantil. Tudo o que a pessoa faz ou o que ocorre com ela é superestimado. Nesse sentido, ela se torna dramática. O que traz, também, grande sofrimento, visto que elementos simples do dia a dia como ter ido mal em uma prova soam como grande tragédia para o egocentrado.</p>
<p>Sua ruptura final ocorre quando seu mundo desmorona por qualquer fator. Ao perceber que as coisas permanecem sem ele, pode se libertar ou aprofundar ainda mais a sua dor. &#8220;Ingratos&#8221;, poderá dizer, o que o conduzirá para a ruína. Uma opção mais saudável seria perceber que o mundo não lhe pertence, assim como não lhe pertence o ônus terrível de ter que fazê-lo girar.</p>
<p>Abraço</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br/2021/10/22/egocentrismo-ou-o-mundo-gira-em-torno-de-mim/">Egocentrismo (ou &#8220;o mundo gira em torno de mim&#8221;)</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br">Akim Neto Psicólogo Clínico</a>.</p>
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		<title>Porque &#8220;causa e efeito&#8221; é um saber fundamental?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Oct 2021 22:00:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
		<category><![CDATA[Auto-confiança]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Eu não consigo entender isso Akim. &#8211; Eu sei, é difícil para você. O que torna essa compreensão difícil? &#8211; Não sei. &#8211; Vou dar uma dica: é algo relacionado à como você pensa. &#8211; Eu sou egoísta demais? &#8211; Egocêntrico, na verdade. Sim, é isso. De que maneira isso atrapalha o seu pensamento? &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/10/15/porque-causa-e-efeito-e-um-saber-fundamental/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Porque &#8220;causa e efeito&#8221; é um saber fundamental?</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Eu não consigo entender isso Akim.</p>
<p>&#8211; Eu sei, é difícil para você. O que torna essa compreensão difícil?</p>
<p>&#8211; Não sei.</p>
<p>&#8211; Vou dar uma dica: é algo relacionado à como você pensa.</p>
<p>&#8211; Eu sou egoísta demais?</p>
<p>&#8211; Egocêntrico, na verdade. Sim, é isso. De que maneira isso atrapalha o seu pensamento?</p>
<p>&#8211; É aquilo que eu só vejo o que eu quero ver?</p>
<p>&#8211; Sim e não vê aquilo que está na sua frente porque também não quer.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A relação de &#8220;causa e efeito&#8221; sofreu muito preconceito nos últimos anos. Tida como &#8220;ultrapassada&#8221; sua importância tanto para o dia a dia, tanto para a vida psíquica precisa ser resgatada.</p>
<p><span id="more-6331"></span></p>
<p>Hoje em dia quando se fala em &#8220;causa e efeito&#8221;, você é tido como ultrapassado apenas por citar este termo. As pessoas estão acostumadas com a tal &#8220;física quântica&#8221; que diz que não se pode ao certo saber o que causa um determinado fenômeno. Na verdade, nunca conheci uma pessoa que fale sobre física quântica que tenha, de fato, lido sobre física quântica. O que tenho visto é que a compreensão inadequada do fenômeno de &#8220;causa e efeito&#8221; aliado à uma compreensão ainda pior da física quântica tem levado muitas pessoas ao mesmo lugar que o meu cliente acima: o de um egocentrismo distorcido compreendido como virtude.</p>
<p>Ocorre que as relações de causa e efeito existem sim e não é piegas ou conservador falar sobre elas. O que se objeta é que nem sempre um determinado comportamento irá fornecer o mesmo resultado. Concordo. Porém, dizer isso não encerra a questão, pelo contrário a torna ainda mais envolvente e interessante. As pessoas, em geral, compreendem que se um comportamento pode oferecer dois resultados então não é possível falar nada sobre ele. Essa compreensão além de demonstrar ignorância em ciência, também demonstra que essa pessoa é extremamente rígida.</p>
<p>O fato é que nunca analisamos um comportamento por si só. Ele sempre está inserido dentro de um contexto. A compreensão desse contexto é de fundamental importância para compreender as relações de causa e efeito. Nesse sentido é importante entender onde estou tendo um comportamento. É diferente dar um sorriso em uma festa e em um funeral, o sentido é diferente por causa do contexto.</p>
<p>Outro elemento é a cultura. Tomando o caso do sorriso e do funeral, na cultura Ocidental, o sorriso pode ser compreendido como descaso para com a dor dos enlutados. Já no Oriente, algumas regiões veem a morte como algo bom e festejam, nessa cultura o sorriso na situação de um funeral é comum. A cultura tem um viés regional, como também pode ter um viés familiar. Tenho um amigo para quem funerais são motivo de alegria, ele não é oriental e nem budista, apenas vê a morte de outra maneira.</p>
<p>Considerando o contexto e a cultura ainda é importante verificar o momento histórico no qual tudo está ocorrendo. O sorriso no funeral dentro do Ocidente pode ser visto como um sinal de posicionamento político dependendo de quem morreu e quando morreu. A recente morte de Fidel Castro motivou muitas festas em cubanos exilados nos EUA, o que demonstra que mesmo no Ocidente é possível sorrir em um contexto de funeral e isso ser aceito (obviamente se algum cubano residente em Cuba sorriu, deve tê-lo feito sob lençóis).</p>
<p>Portanto, quando um psicólogo, por exemplo, fala em causa e consequência, não está querendo ter uma &#8220;visão reducionista&#8221; do mundo e do comportamento humano. Pelo contrário, quem realmente compreende o que significa &#8220;causa e consequência&#8221; sabe da enorme dificuldade em compreender os fatores envolvidos em determinados resultados assim como cada um deles influencia esses resultados.</p>
<p>Porém, esta percepção enriquece a vida das pessoas que passam a observar o seu contexto de maneira mais atenta e respeitosa. Compreender os elementos que influenciam os resultados daquilo que fazemos nos leva a ter um senso de conexão maior com o mundo e de respeito com o real. Isso é o avesso de uma atitude egocentrada que acredita que o universo se molda de acordo com aquilo que desejamos. Relações criaram o universo, não a imposição de uma vontade egocêntrica que se crê melhor, maior ou mais importante que todas as outras que coexistem com ela.</p>
<p>Abraço</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br/2021/10/15/porque-causa-e-efeito-e-um-saber-fundamental/">Porque &#8220;causa e efeito&#8221; é um saber fundamental?</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://akimneto.com.br">Akim Neto Psicólogo Clínico</a>.</p>
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