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	<title>Arquivos Auto Expressão - Akim Neto Psicólogo Clínico</title>
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		<title>Todo impulsivo é um planejador compulsivo</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/12/22/todo-impulsivo-e-um-planejador-compulsivo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Dec 2021 22:00:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
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		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas Akim, eu não sei o que me dá! &#8211; Não? &#8211; Não. &#8211; Me parece raiva. &#8211; Sim, sim, me dá raiva, porque quando a pessoa começa a me criticar eu já vou&#8230; sabe né? &#8211; Não, vai o que? &#8211; Ah, já fica aquela vozinha na minha cabeça dizendo &#8220;não leve desaforo &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/12/22/todo-impulsivo-e-um-planejador-compulsivo/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Todo impulsivo é um planejador compulsivo</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas Akim, eu não sei o que me dá!</p>
<p>&#8211; Não?</p>
<p>&#8211; Não.</p>
<p>&#8211; Me parece raiva.</p>
<p>&#8211; Sim, sim, me dá raiva, porque quando a pessoa começa a me criticar eu já vou&#8230; sabe né?</p>
<p>&#8211; Não, vai o que?</p>
<p>&#8211; Ah, já fica aquela vozinha na minha cabeça dizendo &#8220;não leve desaforo para casa, quem esse cara pensa que é&#8221;.</p>
<p>&#8211; Sei e o que acontece depois?</p>
<p>&#8211; Bom&#8230; fica isso, o sangue ferve e daí já viu né? É meio que tipo, esperar para estourar.</p>
<p>&#8211; Entendi, e você fica ali né? Não sai dali por nada?</p>
<p>&#8211; Não, não posso levar desaforo para casa oras!</p>
<p>&#8211; É porque se você pudesse, era só virar as costas e ir embora, daí não seria tão impulsivo.</p>
<p>&#8211; Mas eu não consigo, quando vi, já foi.</p>
<p>&#8211; Ao mesmo tempo você me descreveu bem o processo não?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Impulsividade é a habilidade de agir por impulso. Muito adequada para muitas situações pode salvar sua pele em momentos de tensão. Porém se essa é a sua resposta para tudo, terá problemas. Que tal planejar sua vida de forma diferente?</p>
<p><span id="more-6574"></span></p>
<p>Se o título deste post chamou sua atenção, vou repeti-lo: todo impulsivo é um planejador compulsivo. A única exceção que encontrei até hoje são pessoas com danos neurológicos concretos. A impulsividade é uma maneira de responder ao mundo, ela pode ser muito útil quando empregada numa situação adequada. Assim sendo, muitas pessoas confundem o fato de gostarem de agir impulsivamente com o fato de serem vítimas disso.</p>
<p>A impulsividade é uma escolha, assim como a agressividade ou a passividade. O impulsivo assume determinados valores e regras de conduta pelas quais se guia. Em geral estão relacionadas com confrontos, relações de poder e superioridade. O &#8220;impulso&#8221; é um comportamento conhecido do impulsivo. Todos os com quem trabalhei sabem exatamente o que fazem, como e porque o fazem. A questão do impulsivo está na recusa em assumir a impulsividade como escolha.</p>
<p>É mais simples agir de maneira agressiva, visando apenas a manutenção do status quo no qual se encontra naquele momento. O impulsivo, em geral, tem certo receio em sentir-se &#8220;por baixo&#8221; em alguma situação. Quando se vê em algum cenário que possa fazê-lo sentir-se assim, tende a reagir &#8220;impulsivamente&#8221;. A impulsividade funciona bem neste tipo de cenário porque assusta as demais pessoas e, com isso o impulsivo mantém-se &#8220;por cima&#8221;. Impulsivos odeiam pessoas muito calmas que eles não conseguem manipular a partir de sua &#8220;surtadinha&#8221;.</p>
<p>Quando afirmo que eles são controladores, o que quero dizer é o seguinte: o impulsivo não cria a rotina que o leva para a impulsividade apenas no momento. Ele a nutre diariamente com atos físicos e mentais. O impulsivo trabalha com sua mente todos os dias para explodir na hora certa. Você verá que  a maior parte dos impulsivos estoura com determinados temas e não com outros (e eles sabem disso). Assim sendo, isso me parece mais fruto de um planejamento do que mero &#8220;impulso&#8221;.</p>
<p>Ser impulsivo, não significa não ser controlado. Isso pode chocar muitas pessoas, mas a característica de reagir impulsivamente não tem como requisito não saber o que está fazendo ou não ter consciência. Pelo contrário, impulsivos clássicos tendem a negar o que fizeram e minimizar as consequências, prova clara de que sabem o que fazem. A desconexão emocional entre o ato e a escolha é o grande problema, pois protege esta atitude. Infelizmente, também mantém a pessoa com uma reação de baixa eficácia.</p>
<p>Abraço</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Amor, o maior dos problemas</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/12/08/amor-o-maior-dos-problemas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Dec 2021 22:43:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
		<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Auto Expressão]]></category>
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		<category><![CDATA[Psicoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas meu pai não me entende. &#8211; Exato. &#8211; Exato? &#8211; Sim. Ele não o entende. Então, qual o problema? &#8211; Eu queria que ele entendesse? &#8211; Não é isso? &#8211; É&#8230; pensando bem é. &#8211; E te dói ver que ele não entende e mesmo que o fizesse, provavelmente não concordaria com você. &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/12/08/amor-o-maior-dos-problemas/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Amor, o maior dos problemas</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas meu pai não me entende.</p>
<p>&#8211; Exato.</p>
<p>&#8211; Exato?</p>
<p>&#8211; Sim. Ele não o entende. Então, qual o problema?</p>
<p>&#8211; Eu queria que ele entendesse?</p>
<p>&#8211; Não é isso?</p>
<p>&#8211; É&#8230; pensando bem é.</p>
<p>&#8211; E te dói ver que ele não entende e mesmo que o fizesse, provavelmente não concordaria com você.</p>
<p>&#8211; Sim.</p>
<p>&#8211; Então, lhe dói ver que está &#8220;sozinho&#8221; nessa?</p>
<p>&#8211; Sim&#8230;</p>
<p>Muitos clientes, quando tratam das relações com pessoas importantes, falam sobre raiva, medo, infelicidade e mágoa como os problemas mais dolorosos. Porém, nem sempre isso se mostra verdadeiro, essas emoções, embora importantes, muitas vezes são apenas a superfície de um problema muito maior: o amor.</p>
<p><span id="more-6768"></span></p>
<p>Falar do amor como um problema é chocante em nossa sociedade. &#8220;All we need is love&#8221;, cantam os Beatles, mostrando que ele é solução e não problema. Porém os versos adocicados das músicas de amor, não falam sobre tudo o que o amor é capaz de fazer. Quando pensamos na expressão &#8220;crime passional&#8221;, temos algo relacionado à paixão e ao amor que o expulsa dessa categoria de emoção &#8220;soft&#8221;. O amor, meus caros pós românticos, mata, segura, e impede a vida de continuar plenamente. Ele não é, como diz a expressão: &#8220;apenas flores&#8221;.</p>
<p>Porém, não se trata de mostrar o amor como um vilão, longe disso. Tratar do amor como &#8220;o maior do problemas&#8221;, como diz o título do post, significa olhar para sua dinâmica de uma maneira mais ampla que aquela oferecida pelo romantismo. Raiva, medo ou mágoa são emoções importantes. Porém, no contexto de um relacionamento afetivo, elas, em geral, vem após o amor. Não é difícil compreender que dificilmente ficaríamos magoados com alguém se não amássemos essa pessoa.</p>
<p>O problema mais profundo quando ficamos com raiva de alguém é: como lidar com o amor e a raiva ao mesmo tempo? Em relações afetivas, principalmente naquelas que são importantes, este é sempre o dilema. Então vem o problema do amor. Pois se ele é pequeno ou cego, tendemos a ser românticos e sofrer por amor. Se ele se torna maior, se ele enxerga o outro e seus próprios limites, então amamos verdadeiramente. Amar dessa maneira, no entanto, exige de nós. Nos faz perder a inocência e enfrentar a realidade.</p>
<p>Por exemplo, muitas pessoas tem o anseio em se abrir com seus familiares. Porém não o fazem. Dizem que não o fazem por temer uma reprimenda ou porque seus familiares não dão tanta atenção. Então a pergunta: qual o problema com isso? A verdadeira questão reside em: eu gostaria que aqueles que amo não me dessem limites ou me dessem mais atenção que eu recebo. Essa é a dor verdadeira. Uma dor relativa ao amor. Este também é um amor pequeno. Ele não consegue ver, por exemplo, que cada um dá aquilo que tem. Nem todos &#8211; mesmo os que amamos &#8211; vão sempre concordar conosco.</p>
<p>O amor maduro, que nos faz crescer, olha para este fato. Ele não pretende receber mais atenção do que recebe. Ele compreende o limite e aceita. Ama, dentro desses limites e não fora deles. Não ama no ideal, ama no real. Nesse sentido, amar se torna algo &#8220;menor&#8221;, pois está ligado diretamente à realidade e não aquilo que &#8220;deveria ser&#8221;, ao ideal (e, afinal de contas, quem define o ideal?). Porém é &#8220;menor&#8221; e real. Este amor de fato cria as coisas tal como podem ser criadas. Sem conformismo, mas com os pés no chão. Então o amor passa a ser solução e não mais problema.</p>
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		<item>
		<title>Adultos ou crianças?</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/12/03/adultos-ou-criancas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Dec 2021 21:30:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas eu sempre fui assim Akim! &#8211; Sim, eu sei. Desde quando, mais ou menos? &#8211; Ah, desde uns 8 ou 10 anos. &#8211; Então lá naquela época você decidiu que isso seria o melhor para você? &#8211; Mais ou menos isso. &#8211; Você deixaria suas economias nas suas mãos quando tinha oito anos? &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/12/03/adultos-ou-criancas/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Adultos ou crianças?</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas eu sempre fui assim Akim!</p>
<p>&#8211; Sim, eu sei. Desde quando, mais ou menos?</p>
<p>&#8211; Ah, desde uns 8 ou 10 anos.</p>
<p>&#8211; Então lá naquela época você decidiu que isso seria o melhor para você?</p>
<p>&#8211; Mais ou menos isso.</p>
<p>&#8211; Você deixaria suas economias nas suas mãos quando tinha oito anos?</p>
<p>&#8211; Não.</p>
<p>&#8211; Porque?</p>
<p>&#8211; Eu ia gastar tudo em jogo de vídeo game!</p>
<p>&#8211; Pois é, imaturo não?</p>
<p>&#8211; Sim.</p>
<p>&#8211; E porque deixa a sua vida nas mãos daquele menino de oito anos?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os adultos tem problemas de adultos. Decisões cujas consequências serão reais. Porém, em várias situações colocam a criança que carregam dentro de si, muitas vezes ferida, para tomar essas decisões. Porém crianças não deveriam ter que tomar decisões por adultos, deveriam ser educadas e protegidas por eles.</p>
<p><span id="more-6719"></span></p>
<p>Internamente, todos mantemos histórias sobre quem somos e porque somos assim. Muitas dessas histórias tem o poder de organizar nossas crenças, identidade e comportamentos. Várias delas definem as pessoas com quem que vamos ter relações , a profissão que vamos seguir e como vamos nos relacionar com ela e até nossa auto estima. O problema é que mutias dessas histórias foram criadas por nós quando éramos crianças.</p>
<p>Embora a criança tenha um lugar dourado hoje em nossa sociedade, a verdade é que ela também comete inúmeros erros e interpretações da realidade que são muito mais uma fantasia composta do que uma percepção. Não é que a criança tenha algo de errado, mas é que ela é imatura. A imaturidade natural da criança a faz tecer histórias e criar explicações sobre si e o mundo que não são úteis, ou são baseadas em critérios inadequados. Assim sendo, tornam-se problemáticas ao serem empregues por um adulto.</p>
<p>Um exemplo disso são pessoas filhas de pais com problemas com álcool. É comum que, quando adultas, estas pessoas reajam à situações de conflito da mesma maneira que aprenderam quando criança. Tornando-se menor, pedindo &#8220;desculpas por existir&#8221;, prendendo a respiração, mudas e torcendo para que o pior não aconteça. É natural uma criança reagir assim frente um adulto alcoolizado e agressivo. Porém enquanto essa pessoa, como adulta, mantiver esta mesma resposta, irá colocar-se de maneira por demais frágil em situações de confronto.</p>
<p>Tendemos a nos identificar com nossas histórias. Assim, a criança pode dizer: &#8220;melhor eu ficar quietinha aqui, pequena e ele não via me ferir&#8221;. Ora, é compreensível que uma criança faça isso. Porém, o adulto pode manter a mesma frase em situações nas quais ela não é mais adequada ou, sequer, desejável. É importante ajudar a pessoa a perceber &#8220;quem&#8221; está ali: uma criança amedrontada ou um adulto? A criança vai se esconder e está certa nisso, porém o adulto pode enfrentar uma situação e é importante ajudar este adulto a aparecer.</p>
<p>Ele aparece, no primeiro momento, ao se dar conta da situação. &#8220;Quem sou eu&#8221; frente à esta situação é o que nos coloca no jogo. Ao se perguntar isso a pessoa pode fazer uma diferença entre quem ela foi no passado e quem ela é agora. O segundo passo é perguntar-se &#8220;como eu posso agir nesta situação?&#8221;. O adulto pode explorar outros tipos de resposta, pois já teve mais experiência de vida e tem acesso à mais informações do que a criança. Por fim, sempre, agir. Agir e coletar os resultados de sua ação e fazer isso novamente. É na ação que aprendemos. E na ação, que crescemos.</p>
<p>Abraços</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Sobre aquilo que não podemos ver</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/11/26/sobre-aquilo-que-nao-podemos-ver/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Nov 2021 21:00:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Eu não consigo trabalhar direito com essa ansiedade Akim. &#8211; Sim, depois do nosso último trabalho ficou claro isso para mim. &#8211; E o que eu faço então, não tem solução? &#8211; Bem, a questão é que isso está além de você. &#8211; Além de mim? &#8211; Sim, eu acredito que precisamos não apenas &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/11/26/sobre-aquilo-que-nao-podemos-ver/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Sobre aquilo que não podemos ver</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Eu não consigo trabalhar direito com essa ansiedade Akim.</p>
<p>&#8211; Sim, depois do nosso último trabalho ficou claro isso para mim.</p>
<p>&#8211; E o que eu faço então, não tem solução?</p>
<p>&#8211; Bem, a questão é que isso está além de você.</p>
<p>&#8211; Além de mim?</p>
<p>&#8211; Sim, eu acredito que precisamos não apenas trabalhar a sua relação com seu pai e com o trabalho, mas precisamos de seu pai aqui na sessão.</p>
<p>&#8211; Do meu pai?</p>
<p>&#8211; É, ele faz parte desse processo, ficou claro semana passada.</p>
<p>&#8211; É&#8230; pensando bem, falei mais dele do que de qualquer outra coisa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>É comum a psicoterapia de alguém &#8220;estagnar&#8221;, ou seja, o avanço ser interrompido. Cabe aos psicólogos buscarem maneiras de compreender o que ocorreu. Muitas vezes isso pode ser um problema que envolve a relação terapêutica. Em outros casos envolve problemas familiares e, em alguns também envolve problemas que vão além da família de origem de cada um.</p>
<p><span id="more-6732"></span></p>
<p>Gosto de perceber o desenvolvimento da psicologia não da maneira tradicional, onde cada linha é uma coisa separada da outra. Percebo os movimentos como complementares. A análise das pessoas é muito importante, o foco no indivíduo e seus problemas alavancou todas as escolas de psicologia e, em última instância, continua sendo o foco dela como um todo. Porém desde o desenvolvimento das terapias sistêmicas, um novo foco emergiu: a família, o grupo, o social. Olhar para o indivíduo sem prestar atenção nesses níveis pode estagnar um processo e não dar a devida atenção à alguns problemas e questões fundamentais.</p>
<p>A teoria dos sistemas nos mostrou que o sintoma de uma pessoa pode, em muitos casos, ser reflexo de um arranjo da família. Em outras palavras, podemos dizer que a depressão &#8220;de uma pessoa&#8221; é, na verdade, uma manifestação de um problema da família. É como se ao invés da família resolver um problema, ela criasse um sintoma em uma pessoa. da mesma forma que ocorre em doenças psicossomáticas. O que é fantástico neste tipo de análise é que em alguns casos o sintoma familiar pode se referir à uma geração anterior, por exemplo, o sintoma pode passar de um bisavô à um bisneto e o contato entre essas duas pessoas não é necessário para isso ocorrer.</p>
<p>Fantástico e perturbador, visto que isso significa que nem sempre podemos resolver sozinhos todos os problemas de nossas vidas. Ou então, pensando de outra maneira: aquilo que trazemos em nossa mente e personalidade nem sempre se refere ao presente imediato, ao que conseguimos ver aqui e agora. Lembro-me de um cliente que, simplesmente, não conseguia sentir-se bem com ele mesmo. Fomos em várias direções, todas furadas. Por fim, indaguei sobre seus avós e bisavós. Ele não tinha muitas informações, porém tinha impressões sobre a família. Em uma de nossas sessões, a partir da observação do comportamento dele e do conteúdo e forma da fala, percebi que havia algo relacionado ao seu lugar na família de origem que não o permitia sentir-se bem.  Quando lhe disse que ele não tinha um lugar próprio, desatou a chorar, depois disse que fazia sentido e não ao mesmo tempo, pois ele sempre foi bem quisto na família. Ao perguntar para os pais sobre alguém que não havia tido lugar, os mesmos lhe contaram de um irmão que faleceu, ele nunca soube dessa história.</p>
<p>Aquilo que não podemos ver nos afeta. Freud trouxe a ideia de inconsciente, agora nos vemos com a noção de heranças familiares. Explorar esse caminho é, no entanto, entrar em contato com nossas raízes e alma. Não se trata de algo impossível de acessar, mas sim, de algo que precisamos atentar. Sem atenção não é possível ver. Em muitos casos a ajuda se faz necessária, nem sempre conseguimos ver tudo sozinhos, faz parte do jogo que seja assim.</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>Vencer medos ou gerar segurança?</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/11/10/vencer-medos-ou-gerar-seguranca/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Nov 2021 22:00:36 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas o problema é o meu medo. &#8211; Não, não é. &#8211; Como que não? Eu só não faço essas coisas porque eu sinto medo delas. &#8211; O problema é que você não confia em você. &#8211; Mas o medo atrapalha. &#8211; Porém em situações nas quais você se sente mais confiante, você faz &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/11/10/vencer-medos-ou-gerar-seguranca/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Vencer medos ou gerar segurança?</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas o problema é o meu medo.</p>
<p>&#8211; Não, não é.</p>
<p>&#8211; Como que não? Eu só não faço essas coisas porque eu sinto medo delas.</p>
<p>&#8211; O problema é que você não confia em você.</p>
<p>&#8211; Mas o medo atrapalha.</p>
<p>&#8211; Porém em situações nas quais você se sente mais confiante, você faz mesmo assim não é?</p>
<p>&#8211; É&#8230; é verdade&#8230; é mais fácil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mais que uma questão de foco, buscar por sensações e características positivas é uma atividade de fundamental importância para o bom andamento de uma terapia. Em alguns casos é necessário olhar para a dor, em outros para a conquista de novos horizontes.</p>
<p><span id="more-6716"></span></p>
<p>Muitas pessoas creem que os problemas de suas vidas são emoções &#8220;negativas&#8221; como raiva, medo, tristeza ou ansiedade. Porém estas emoções não são problemáticas por si e não há uma maneira de &#8220;tirar&#8221; emoções do nosso corpo ou psiquismo. Assim sendo muitos se sentem vítimas de cruéis situações nas quais não podem fazer nada. Fixam os olhos nas emoções negativas que sentem e pensam que suas vidas serão cada vez mais complicadas por causa delas e de sua permanência.</p>
<p>No entanto, há um lado da questão que as pessoas não enxergam. Em vários casos, algumas emoções negativas se mantém apenas porque as positivas não tem lugar. Um exemplo com o qual trabalhei muito é o medo. É comum que as pessoas aprendam a temer algo ao longo de suas vidas e mantenham a resposta de medo, mesmo depois que aquela situação não apareça mais. Ou seja, viveram em um lugar perigoso, mas ao se mudarem mantém os mesmos hábitos e comportamentos. O medo, logo retorna. Elas não aprendem a se adaptar à uma nova situação.</p>
<p>Nestes casos é muito mais importante focar em &#8220;como construir segurança&#8221; do que em &#8220;vencer o medo&#8221;. A construção da segurança é o que vai ajudar a pessoa a criar um equilíbrio entre o medo que sente e a segurança do lugar onde ela se encontra. Aprender a estar em um lugar, pensar e sentir: &#8220;é bom estar aqui, é seguro, posso relaxar&#8221; é um desenvolvimento diferente de &#8220;não posso ter medo&#8221;. Este segundo, inclusive apenas aumenta a ansiedade porque faz a pessoa focar em ter medo e ao mesmo tempo não ter. Cria muita confusão e cobrança.</p>
<p>A construção daquilo que é &#8220;positivo&#8221;, nos chama a atenção para ir além, gerar competências, aproveitar a realidade sob outra ótica, aumentar a felicidade e bem-estar. Nesse sentido é que a segurança deve ser construída. Buscar, no mundo, pelos motivos que o permitem se sentir seguro é diferente de ficar pensando &#8220;o que pode ocorrer de ruim agora?&#8221;. Criar comportamentos para ir em direção do mundo para usufruí-lo é diferente de encontrar formas de se defender dele. Sentir bem estar e felicidade é diferente de &#8220;não sentir medo&#8221;.</p>
<p>Então é importante estar atento para descobrir se aquilo que você precisa é enfrentar um medo ou criar segurança em você. Se a sua tendência é ser medroso em muitas coisas, sempre olhar para o lado negativo de tudo, está na hora de cogitar aprender como criar segurança e positividade. Se, por outro lado, você tem uma questão bem pontual que lhe incomoda pode ser interessante aprender a enfrentar os medos. As duas estratégias são importantes, porém, cada uma para uma situação específica.</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>Eu amo esse lixo que sou</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/10/29/eu-amo-esse-lixo-que-sou/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[psicoakim]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 Oct 2021 21:00:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Mas eu quero parar com isso. &#8211; Quer? &#8211; Claro, porque não iria querer? &#8211; Como você teria resolvido a situação da sua prova sem isso? &#8211; O que isso tem a ver? &#8211; Responde. &#8211; Não sei. &#8211; Tente responder. (silêncio longo) &#8211; Eu não sei, eu não consigo! &#8211; Pois é. Fazendo &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/10/29/eu-amo-esse-lixo-que-sou/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Eu amo esse lixo que sou</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Mas eu quero parar com isso.</p>
<p>&#8211; Quer?</p>
<p>&#8211; Claro, porque não iria querer?</p>
<p>&#8211; Como você teria resolvido a situação da sua prova sem isso?</p>
<p>&#8211; O que isso tem a ver?</p>
<p>&#8211; Responde.</p>
<p>&#8211; Não sei.</p>
<p>&#8211; Tente responder.</p>
<p>(silêncio longo) &#8211; Eu não sei, eu não consigo!</p>
<p>&#8211; Pois é. Fazendo seus dramas, você consegue. Sem dramas, não sabe o que fazer. Percebe o quanto você ganha com isso?</p>
<p>&#8211; Sim.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Porque algumas pessoas parecem, simplesmente, não aceitar que podem ser melhores e estão sempre se menosprezando? Pode ser que elas não consigam deixar de ser tão &#8220;ruins&#8221; quanto pensam que são.</p>
<p><span id="more-6678"></span></p>
<p>Existe algo sobre experiências traumáticas que é pouco divulgado, chamamos de &#8220;crescimento pós traumático&#8221;. Basicamente, ele é o contrário do Transtorno de Estresse Pós Traumático, pois no caso do crescimento, temos pessoas que se tornam &#8220;melhores&#8221; ou &#8220;mais fortes&#8221; depois de passar por um evento traumático. Em outras palavras, o trauma pode nos fazer crescer.</p>
<p>Outro fenômeno psicológico pouco divulgado é a identificação com a doença. Muitas pessoas que desenvolvem, por exemplo, um quadro depressivo tornam-se identificadas com a doença, ou seja, não dizem mais &#8220;tenho depressão&#8221;, afirmam: &#8220;sou depressivo&#8221;. Ser é diferente de estar. Não dizemos &#8220;sou tristeza&#8221;, mas sim: &#8220;estou triste&#8221;. Falamos assim porque trata-se de um estado que tem começo, meio e fim. Porém, quando existe a identificação, o estado torna-se permanente porque vira um &#8220;ser&#8221;.</p>
<p>Este tipo de atitude frente aos problemas mentais é muito difícil de trabalhar porque a pessoa vem com a queixa da depressão, por exemplo, mas não quer &#8220;curar&#8221; isso. Ela diz que quer, afirma que deseja sentir-se bem novamente, porém o fato é que ela não dá conta de abandonar os sintomas depressivos. Ela precisa da doença para saber quem é. O mesmo raciocínio vale para baixa auto estima e auto imagem distorcida. Depois de um determinado momento a pessoa realmente crê que é aquilo e, assim sendo, não pode se abandonar.</p>
<p>É interessante perceber que nesses casos, todas as vezes em que a pessoa chega próxima de uma conclusão ela a invalida. Sempre que tem uma melhora, se sabota afim de mostrar o quão sem esperança ela é. Tornar-se menor e doente é uma maneira de se adaptar à realidade. Este tipo de caso não melhora ao se valorizar, ele rejeita a valorização. A primeira e mais dolorosa percepção que precisam criar é a de que eles &#8220;desejam&#8221; a doença, pois não saberiam o que fazer sem ela.</p>
<p>Tornar-se &#8220;maior&#8221; e mais adaptado é um esforço diferente de tornar-se menor. Ser adulto envolve agir e responsabilizar-se por agir. Tomar a atitude e a ação. Enfrentar e dirigir. É uma atitude mais ativa que é o oposto daquela da doença, mais passiva. De uma forma básica este é o dilema que a pessoa identificada com a parte &#8220;ruim&#8221;, &#8220;feia&#8221; ou doente de si tem: o desejo de ser feliz com o medo de enfrentar aquilo que precisa para isso. Esse é o segundo passo, pois apenas quando este medo vem à tona é que ela poderá começar a construir força de verdade.</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>A importância de saber vencer</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/10/20/a-importancia-de-saber-vencer/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Oct 2021 22:00:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Eu não consigo relaxar Akim &#8211; Claro que não. &#8211; Mas porque? Eu ganhei, agora não tenho que me preocupar mais! &#8211; Tem sim &#8211; Com o que? &#8211; Com &#8220;a próxima&#8221; &#8211; É verdade&#8230; &#8211; É? Você tem que ficar se preocupando a ponto de não relaxar? &#8211; Como assim, estou ficando confuso &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/10/20/a-importancia-de-saber-vencer/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">A importância de saber vencer</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Eu não consigo relaxar Akim</p>
<p>&#8211; Claro que não.</p>
<p>&#8211; Mas porque? Eu ganhei, agora não tenho que me preocupar mais!</p>
<p>&#8211; Tem sim</p>
<p>&#8211; Com o que?</p>
<p>&#8211; Com &#8220;a próxima&#8221;</p>
<p>&#8211; É verdade&#8230;</p>
<p>&#8211; É? Você tem que ficar se preocupando a ponto de não relaxar?</p>
<p>&#8211; Como assim, estou ficando confuso cara!</p>
<p>&#8211; Ora, você precisa se preocupar como se não soubesse o que fazer e o próximo jogo fosse uma coisa completamente abstrata na sua mente?</p>
<p>&#8211; Não, não é bem assim&#8230;</p>
<p>&#8211; Então&#8230; que tal pensar em como vai vencer o próximo jogo?</p>
<p>&#8211; Nunca penso nisso.</p>
<p>&#8211; Claro que não, você se preocupa em não perder!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Pode parecer estranho, mas muitas pessoas não sabem vencer. E não estou falando sobre o &#8220;mau vencedor&#8221;, estou falando de pessoas que tem dificuldade, por exemplo, em se imaginar vencendo na vida. Porque isso acontece?</p>
<p><span id="more-6348"></span></p>
<p>Muitas pessoas relatam o medo de perder. É interessante notar que &#8220;medo de perder&#8221; não significa vontade de vencer. Assim sendo, é comum focar-se demasiadamente na possibilidade da derrota e nunca concentrar-se em ganhar. O erro é crer que focar-se em &#8220;não perder&#8221; é o mesmo que focar-se em ganhar. Embora muitas pessoas possam vencer na busca de se afastar da derrota, o efeito gerado emocionalmente não é o mesmo.</p>
<p>Pessoas que buscam por algo, tem a sensação de conquista e preenchimento. Quando, no entanto, o desejo é afastar-se de algo, a sensação é de alívio e tranquilidade. Embora possa parecer algo pequeno e tolo, esta diferença traz muitos resultados na mente da pessoa. A sensação de conquista é alicerçadora do caráter, fortalece a pessoa e sua auto estima. A sensação de alívio não, ela é apenas uma tranquilizadora momentânea que afasta, naquele momento, a pessoa de uma sensação desprazerosa.</p>
<p>Assim sendo, a questão é: o que ocorre depois de uma vitória? A pessoa que se foca em conquistas, consegue mais uma vitória para o seu rol. Tende a alicerçar sua auto estima e caráter e fortalecer sua auto imagem. Ela sente-se conquistadora, merecedora de algo que conseguiu mediante esforço. Já quando a pessoa foca em afastar-se da derrota, o próximo evento é igual ao anterior. Em outras palavras a pergunta que a pessoa motivada por afastamento se faz é: será que vou conseguir escapar dessa agora? Quando conseguem, a experiência alimenta uma auto imagem negativa de &#8220;sobrevivente&#8221; (ufa, consegui escapar de mais uma encrenca) e não uma positiva &#8220;conquistador&#8221; (aprendi o que devo fazer e me sinto mais apto para o próximo desafio).</p>
<p>As pessoas que tem dificuldades em trabalhar com motivação de aproximação, em geral, tem dificuldades em vencer. Um exemplo típico é a pessoa que tem medo de conflitos. Na verdade, quando ela pensa em entrar numa discussão, imediatamente pensa que vai perder a discussão. Tende a criar vários cenários e, em todos, ela acaba saindo perdedora. Esta falta de perspectiva de &#8220;é possível vencer&#8221;, faz com que ela sequer cogite a possibilidade das coisas darem certo.</p>
<p>Assim sendo é importante aprender a vencer no sentido de aceitar esta possibilidade e buscá-la de forma ativa. Não se trata de ser &#8220;errado&#8221; pensar da outra maneira, afinal de contas, ela é muito útil. A questão é saber usar a atitude positiva se permitindo crer um possível vencedor. Foco no acerto, busca por um desempenho e compreensão maiores e melhores fazem parte do repertório de quem busca a vitória ativamente. Enquanto que a estagnação tende a ser um comportamento de quem evita a derrota.</p>
<p>Agora o leitor pode perguntar: vencer o que? Minha resposta é: qualquer coisa. A vida nos traz inúmeros desafios e criamos outros por conta própria. Assim sendo &#8220;vencer&#8221; é importante como uma atitude de vida. Nada tem a ver com vencer a qualquer custo e sim com aprender a usufruir do esforço em fazer algo afim de enriquecer sua vida interior com as experiências pelas quais passamos.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<item>
		<title>Qual a diferença entre discurso e crença?</title>
		<link>https://akimneto.com.br/2021/10/15/qual-a-diferenca-entre-discurso-e-crenca/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[lympadmin]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Oct 2021 22:00:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gotas]]></category>
		<category><![CDATA[Akim Rohula Neto]]></category>
		<category><![CDATA[Amor próprio]]></category>
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		<category><![CDATA[Vida]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Eu estou me sentindo meio mal comigo &#8211; O que aconteceu? &#8211; Bem&#8230; eu sempre falo que comigo &#8220;missão dada é missão cumprida&#8221; &#8211; Sim &#8211; Daí que eu estou vendo que me dou um monte de &#8220;missões&#8221;, mas nem sempre cumpro &#8211; Sim, para os outros você faz, mas para você não é &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/10/15/qual-a-diferenca-entre-discurso-e-crenca/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">Qual a diferença entre discurso e crença?</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Eu estou me sentindo meio mal comigo</p>
<p>&#8211; O que aconteceu?</p>
<p>&#8211; Bem&#8230; eu sempre falo que comigo &#8220;missão dada é missão cumprida&#8221;</p>
<p>&#8211; Sim</p>
<p>&#8211; Daí que eu estou vendo que me dou um monte de &#8220;missões&#8221;, mas nem sempre cumpro</p>
<p>&#8211; Sim, para os outros você faz, mas para você não é sempre não é?</p>
<p>&#8211; Sim, você já tinha visto isso?</p>
<p>&#8211; Sim.</p>
<p>&#8211; Nossa, porque eu faço isso?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Já diz o ditado: faça o que eu falo, mas não faça o que eu faço. Nem sempre é simples compreender porque defendemos um discurso, mas na hora de agir, temos uma atitude diferente. Este artigo visa lançar luz nesse tema.</p>
<p><span id="more-6345"></span></p>
<p>Do ponto de vista emocional e psicológico, existe grande diferença entre o discurso e a crença de uma pessoa. Para compreender isso é necessário fazer uma distinção entre ideias e personalidade. As ideias são conceitos, abstrações que a pessoa pode usar de maneiras muito variadas em sua vida. Elas podem ou não ter a ver com a pessoa em si. A personalidade é &#8220;a pessoa em si&#8221;, tem a ver com papéis criados inconscientemente  ao longo da vida da pessoa, o lugar em sua família de origem e outras variáveis.</p>
<p>Quando se fala em discurso, o foco recai sobre as ideias com as quais a pessoa trabalha. Trata-se do que ela diz, da lógica entre os pressupostos, conceitos e comprometimentos de seus argumentos. O discurso tem a ver com o lado intelectual da pessoa, o que ela lê, ouve e conceitua.</p>
<p>Já a crença trata-se de ideias também, porém estas possuem um valor diferente do discurso. Enquanto o discurso é uma ideia da qual a pessoa pode abrir mão, visto que é um conteúdo mais intelectual, a crença é uma ideia que gera, inibe e dá (ou não) permissão a determinados comportamentos e até mesmo à determinadas ideias. A crença, portanto, é uma ideia, porém carregada de alto valor emocional e psíquico. Em muitos casos a crença assume o valor de identidade: o que penso sobre eu mesmo?</p>
<p>Em consultório o que vejo, muitas vezes é a pessoa fazendo um discurso sobre como ela gostaria de ser, como ela pensa que as relações deveriam ser ou sobre como sua profissão deveria ser. Presto pouca atenção nisso. Quando ela age, aparece, de maneira velada, a crença. Esse sim é um &#8220;discurso&#8221; ao qual se deve prestar atenção. É a crença que valida a ação da pessoa, logo, ela pode discursar o quanto quiser, mas é no momento da ação que o &#8220;verdadeiro&#8221; discurso se apresenta.</p>
<p>Porque coloquei verdadeiro entre aspas? A crença não é melhor ou pior do que o discurso da pessoa, apenas é o discurso que ela usa emocional e psicologicamente, sendo assim, ele é mais &#8220;verdadeiro&#8221; no sentido de ser algo realmente usado pela pessoa e não apenas pensado.</p>
<p>Um exemplo típico é um pai super protetor que deseja ser &#8220;mais livre&#8221; porque agora &#8220;viu que os pais servem para criar os filhos para o mundo&#8221; e que os filhos devem &#8220;quebrar a cara para aprender&#8221;. Porém, quando deixa o filho ir quebrar a cara, por exemplo, sente culpa, caso o resultado da ação seja, de fato, uma cara quebrada. Porque ele sente culpa se acha que o filho &#8220;deve&#8221; fazer isso? Simples, porque o discurso que valida sua ação é outro, o do pai super protetor que sente que &#8220;falhou com o filho&#8221;.</p>
<p>Não se trata de &#8220;escolher o discurso que quero para mim&#8221;, mas sim de identificar qual a crença você já usa. A mudança só ocorre ao aceitar aquilo que já somos. Para compreender melhor isso, compare aquilo que você diz com aquilo que realmente faz e sente quando age.Você poderá perceber muitos temas em que o seu discurso é simétrico à sua fala, você faz o que fala. Em outros verá falhas, desarmonia. Nesses casos é importante ver o que, de fato você pensa. Sempre digo que o problema não está na crença em si, mas sim na sua adequação perante quem a pessoa é e o que ela deseja para si. Compreender a crença que de fato temos é o primeiro passo para trabalhar em direção à esta harmonia.</p>
<p>Abraço</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>O corpo que te pertence</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Oct 2021 22:00:20 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8211; Eu não consigo respirar. &#8211; Ok, onde está o problema? &#8211; Aqui (aponta para a garganta) &#8211; Certo. O que acontece aí? &#8211; Está muito apertada. &#8211; Ok, aperte um pouco mais, faça força com seu pescoço e aperte esta garganta. &#8211; Dói&#8230; &#8211; Isso&#8230; fale dessa dor&#8230; &#8211; Eu&#8230; é como se eu&#8230; &#8230; <a href="https://akimneto.com.br/2021/10/08/o-corpo-que-te-pertence/" class="more-link">Continue reading <span class="screen-reader-text">O corpo que te pertence</span> <span class="meta-nav">&#8594;</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8211; Eu não consigo respirar.</p>
<p>&#8211; Ok, onde está o problema?</p>
<p>&#8211; Aqui (aponta para a garganta)</p>
<p>&#8211; Certo. O que acontece aí?</p>
<p>&#8211; Está muito apertada.</p>
<p>&#8211; Ok, aperte um pouco mais, faça força com seu pescoço e aperte esta garganta.</p>
<p>&#8211; Dói&#8230;</p>
<p>&#8211; Isso&#8230; fale dessa dor&#8230;</p>
<p>&#8211; Eu&#8230; é como se eu&#8230; estivesse&#8230; sabe&#8230; ai&#8230;</p>
<p>&#8211; Isso, vai falando e entre em contato com essa dor.</p>
<p>&#8211; Eu&#8230; estou guardando muita coisa há muito tempo.</p>
<p>&#8211; Perfeito, o que, por exemplo?</p>
<p>&#8211; Começa a chorar.</p>
<p>&#8211; Isso, agora a garganta abriu. Respire, chore&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O ser humano é um ser de corpo. Ele é nossa unidade básica, o protoplasma de nossas emoções e pensamentos. No entanto, aspectos culturais nos afastam do contato com esse protoplasma. Realizar a reaproximação com essa essência é fundamental para o desenvolvimento do eu, mas, como fazer isso?</p>
<p><span id="more-6562"></span></p>
<p>O primeiro de todos os passos é a respiração. Ela tem conexão direta com nossas emoções, sendo que para todos os estados emocionais temos um padrão respiratório. Uma das maneiras mais eficazes de mudar ou produzir um estado emocional é modificando o ritmo da respiração. Respiramos com o peito, diafragma e abdômen. Na parte da frente de nosso tronco, nas laterais e com as costas.</p>
<p>A respiração mais ampla envolve todas essas partes. A inspiração se inicia indo ao abdômen, diafragma, afastamento das costelas e costas e, finalmente, o peito. O processo de expiração faz uma sanfona que comprime os pulmões. Ela faz o peito baixar, costas, costelas e diafragma serem pressionados e o abdômen também. Esta é uma respiração &#8220;plena&#8221;. Além disso temos o ritmo da respiração desde o mais rápido ao mais lento.</p>
<p>Se você parar e respirar durante cinco minutos, conseguirá perceber o seu ritmo e o seu padrão. A maior parte de nós destoa da respiração plena e tende a se focar em partes. Por exemplo, a respiração ansiosa que é curta, com ritmo rápido e focada apenas na porção superior do peito. O diafragma é contraído e o abdômen nem sequer existe nessa respiração. Outras pessoas, mais deprimidas podem fazer uma respiração que toma todas as áreas, porém de forma muito sutil. É uma respiração fraca e curta, quase inexistente.</p>
<p>Outra percepção importante é sobre como você fica de pé. Somos os únicos animais que caminham eretos. Isso quer dizer muito sobre a nossa natureza. Assim sendo, o primeiro passo é verificar como seus pés ficam no chão. O peso de seu corpo está na parte da frente dos pés, nas laterais (para dentro ou para fora) ou na porção de trás? O peso influencia nosso equilíbrio e isso afeta nossa psique. Em geral quando nosso peso é focado para as laterais ou para trás tendemos a nos sentir mais desequilibrados e inseguros.</p>
<p>Outro ponto importante sobre como ficamos de pé é sobre como a cabeça fica erguida. Algumas pessoas conseguem usar a musculatura de todo o corpo afim de deixar a cabeça erguida. Outras criam tensões exageradas em ombros, por exemplo, afim de fazer isso. A cabeça orienta o corpo, lhe dá direção. Pessoas com tendências depressivas, em geral tem a cabeça virada para baixo. Pessoas explosivas tem a cabeça presa na coluna com fortes tensões na cervical.</p>
<p>A relação do quadril com as pernas e o tronco é fundamental. O quadril une o tronco e as pernas. Se o quadril é muito voltado para trás e frouxo, por exemplo, teremos um abdômen caído que irá esmagar o diafragma e fazer com que a pessoa tenha que usar os ombros para sustentar a cabeça. As pernas, por sua vez vão ficar sobrecarregadas na parte da frente tendo uma tendência a colapsar sobre elas próprias. Esse é típico desenho de uma pessoa que já não tem mais amor por sua própria vida, depressivos e pessoas que &#8220;desistiram&#8221;.</p>
<p>Esse é um esboço &#8220;básico do básico&#8221; em relação à consciência corporal. Uma vez que desenvolvemos o básico, começamos a verificar nosso padrão nas mais variadas situações. Como meu corpo reage em uma situação de raiva? De humilhação? De medo? Com base nisso começamos a conhecer nossas reações psicofísicas e associar atitudes motoras com atitudes emocionais. Dessa relação nasce auto conhecimento e capacidade de realizar mudanças através de novas atitudes psicofísicas.</p>
<p>Abraço</p>
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